RELATÓRIO FINAL ESTÁGIO SUPERVISIONADO MARIA .Outra questão também tem preocupado família e

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Text of RELATÓRIO FINAL ESTÁGIO SUPERVISIONADO MARIA .Outra questão também tem preocupado família e

  • Ministrio da Educao

    UNIVERSIDADE TECNOLGICA FEDERAL DO PARAN

    DEPARTAMENTO DE EDUCAO

    Cmpus Curitiba

    RELATRIO FINAL

    ESTGIO SUPERVISIONADO

    MARIA APARECIDA MODESTO LIMA

    Curitiba 2013

  • MAPEAMENTO DE CAMPO ESCOLAR

    IDENTIFICAO DA INSTITUIO

    Colgio Estadual Gottlieb Mueller Ensino Fundamental e Mdio

    Rua Bom Jesus do Iguape, 3,333

    Boqueiro Curitiba Paran.

    Mantenedora: SEED/PR

    Nmeros de alunos : manh 72 (ensino mdio), 156 ( ensino fundamental).

    Tarde: 238 ( fundamental). Noite 72 ( ensino mdio e fundamental).

    Sala de recurso 13 manh e 9 a tarde.

    Projeto mais educao (121).

    Horrio de funcionamento

    Das 7:30 s 11:50

    Das 13:10 s 17:30

    Das 18:50 s 22:30

    Nmeros de funcionrios

    Direo 2

    Secretria 1

    Pedagogos 6

    Professores 54

    Administrativos 5

    Servios Gerais 6

  • Organograma da instituio:

    Fig. 01: Organograma do Colgio Estadual Gottlieb Mueller Ensino Fundamental e Mdio Fonte: PPP do Colgio

  • Fonte de recursos financeiros: Fundo rotatrio, verbas federais (PDDE) e

    Associao de Pais e Mestres e Funcionrios da escola (APMF).

    Metodologia para contratao de pessoal: QPM (concursados) e PSS

    (contratados)

    Metodologia para manuteno do prdio: Verbas de at 15.000,00 pelo

    fundo rotativo, verbas extras especficas para manuteno, verbas estaduais

    direcionadas diretamente do Estado.

    rgos colegiados:

    Associao de Pais e Mestres e Funcionrios da escola (APMF): uma

    comunidade que no se interessa, pouqussimos e raros so os que

    participam.

    Conselho Escolar: Est desativado.

    Grmio Estudantil: Desativado.

    Caracterizao da comunidade escolar

    Percebe-se na convivncia diria escolar um alto ndice de indisciplina.

    Muitas vezes o professor, no sabendo como agir diante de um problema

    enfrentado em sala de aula, prefere (at mesmo para proteger a prpria turma)

    pr o aluno para fora de sala. Ao invs do problema ser sanado, ele

    desencadeia outros tipos de problemas, como revolta por parte do aluno,

    frustrao do professor por no ter conseguido contornar a situao, muitas

    vezes ocorrendo por falta de preparo por parte do docente.

    Outra questo tambm tem preocupado famlia e educadores h algum

    tempo, a instituio escolar no tem despertado motivao e o interesse do

    educando; pois nosso aluno hoje tem acesso a vrias informaes por

    passarem horas em frente ao computador, em contato direto com estas.

    Durante muitos anos, foram os adultos que ensinavam as crianas a

    conhecerem tudo, e hoje muito comum ver os filhos ensinarem seus pais, ou

    outros adultos, a lidarem com as funes de uma TV, de um terminal bancrio,

  • por exemplo. Hoje eles decidem, opinam, mas, ao entrar para uma instituio

    escolar, devem conhecer os seus limites, impostos pelas prprias regras de

    boa convivncia. Na perspectiva da psicologia social, a motivao nasce das

    necessidades interiores e no de fatores externos. Considerando a motivao

    um processo, ntimo e pessoal, no h frmulas que ofeream solues fceis

    para motivar/despertar motivao em quem quer que seja.

    [...] a educao cabe aos pais e a escola [...] um aluno que apronta e fica impune infringe o direito dos outros alunos [...] se a escola exige o cumprimento de regras, mas o indisciplinado tem o apoio dos pais, acaba funcionando como um casal que no chega a um acordo quanto educao da criana. O filho vai tirar lucro da discordncia pais/escola da mesma forma que se aproveita das divergncias entre o pai e a sua me. (TIBA, 1996, p. 140-141).

    Outro ponto relevante a idade srie onde os interesses so

    divergentes. De acordo com o tpico 3.2 do PPP do Colgio, essa divergncia

    uma das causas que geram a evaso escolar. Diante deste fato, verificou-se

    junto secretaria da escola, que a repetncia no o grande vilo, na

    maioria das vezes, e sim o abandono nestas sries, ficando com isso

    comprometido o ensino-aprendizagem mais ainda, pois, muitos ingressam na

    5a srie com uma grande defasagem de pr-requisitos para a srie.

    Outro agravante o fato que o discente fica dois ou trs anos fora da

    escola e, quando, por exigncia do mercado de trabalho, retorna instituio a

    encontra da mesma forma que quando dela se evadiu. Ao defrontar com essa

    realidade, fica claro o desinteresse, desestimulando e causando um novo

    abandono, tornando assim um circulo vicioso.

    Neste vai e vem, alguns adolescentes retornam a esta instituio

    devido s medidas socioeducativas, onde j foi pego em pequenos furtos, mas,

    mesmo com a frequncia vigiada, o educando no cumpre o determinado pelo

    rgo que o enviou.

    Uma das causas deste fato, segundo a mesma pesquisa, a

    constatao de que a famlia no acompanha o processo ensino-

    aprendizagem, pois, v nesta apenas um cunho socialista que obriga a

  • frequentar a escola, mas, no v nesta o seu futuro, acarretando uma falta de

    interesse no ensino-aprendizagem. Como sabemos, o professor no possui

    tantas formaes acadmicas para solucionar tantos problemas.

    O papel que cabe ao professor, gerao aps gerao, contribuir na

    formao do ser humano em sua totalidade, embora os maus tratos

    administrativos tenham deturpado, com o passar dos anos, a imagem do

    professor e at o seu prprio prestgio dentro da sociedade, este jamais

    esqueceu que deve participar da construo do Projeto Poltico Pedaggico da

    Escola, elaborar e cumprir o Plano de Trabalho, zelar pela aprendizagem dos

    alunos, estabelecer estratgias de recuperao para aqueles de menor

    rendimento, ministrar os dias letivos e horas aula estabelecidas, participar

    integralmente dos perodos dedicados ao planejamento e aos cursos

    oferecidos pela mantenedora.

    O profissional mesmo que seja bem capacitado, jamais dar conta de

    tanta tarefa, sempre uma ficar descoberta, se ele for ao encontro das

    necessidades dos alunos em questes emocionais, onde h casos em que os

    educandos precisam de acompanhamento psicolgico e neurolgico e j se

    depara com outro agravante: para onde e quem encaminhar? Enviar para o

    Conselho Tutelar? Mas, no foi de l que o menor veio? Chamar a famlia? Se

    nem esta sabe onde reside e com quem reside este adolescente? Para o

    (FICA)? Sabendo que raramente haver retorno? Caso o pedagogo deixe de

    atender esta parte, e socorra a parte pedaggica como ficar?

    O professor pedagogo deve ser o articulador do fazer pedaggico da e

    na escola. Deve garantir uma coerncia de uma unidade de concepo entre

    as reas de conhecimento, respeitando as suas especificidades. Cabe ao

    pedagogo fazer conhecer por toda a equipe da escola os princpios e

    finalidades da educao definidos no Projeto Poltico Pedaggico. Acompanhar

    de acordo com as necessidades os alunos com dificuldades de ensino-

    aprendizagem, planejar e avaliar aes que possibilitem um melhor

    aprendizado, estimulando a participao de todos.

    Por que tanto descaso com a educao? Ser que a escola est

    preparada para administrar todos os conflitos e proporcionar um ambiente que

    vise despertar toda a potencialidade dos que l convivem?

  • Tudo isso tem prejudicado a finalidade de educar, afinal, ensinar exige

    certa rigorosidade metdica, pesquisa, respeito aos saberes do educando,

    criatividade, esttica, identidade e tempo.

    O aprendizado se efetiva com respeito, dedicao, apreenso da

    realidade, tolerncia, convico de que a mudana possvel, curiosidade,

    competncia profissional e comprometimento.

    A escola deve combater:

    a perversa lgica da seletividade da classificao, da excluso e da

    discriminao;

    o controle e a supremacia da nota que produz um educando dcil,

    aplicado, silencioso e passivo.

    Perseguir:

    a prtica educativa democrtica fundamentada nas possibilidades

    histrico-sociais do educando;

    a construo coletiva de uma concepo de educao intimamente

    vinculada ao conceito de aprendizagem, entendendo ritmos e conceitos sociais

    diferentes;

    a valorizao do que o aluno realmente aprendeu, desafiando a

    superar seus limites e a reconhecer como sujeito questionador, ousado, criativo

    e crtico, respeitoso de si mesmo e do outro, responsabilidade individual e

    social com a justia e com a liberdade enquanto agentes de transformao

    social;

    reconhecer e construir com autonomia uma prtica educativa que

    dialogue com autores, teorias e conceitos para promover as rupturas

    necessrias prtica docentes e a gesto democrtica da escola.

    Situao sociocultural da comunidade escolar

    A maioria de pais desta escola tem entre 25 e 50 anos, seu nvel de

    escolaridade ensino mdio, sendo que a porcentagem maior de escolaridade

  • em relao s mes. Outro dado significativo que um tero dos alunos

    entrevistados reside somente com as mes e o restante dividido entre pais,

    tios, avs, irmos e outros.

    Quanto aos dados socioeconmicos, conforme pesquisa realizada pelo

    colgio percebe-se que quase a metade dos entrevistados moram em casas

    alugadas ou cedidas e o restante em casa prpria em sua maioria o nmero de

    cmodos no ultrapassam cinco, incluindo nestes, banheiro e rea de servios,

    etc. Residindo neste, um nmero acima de cinco membros familiares, os quais,

    na maioria das vezes, apenas dois destes trabalham, ganhando em mdia