Resolucao e Comentarios Da Prova de Contabilidade - AFRFB 2012

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Receita Federal do Brasil 2012 Concurso para o cargo de Auditor Resoluo comentada da prova de Contabilidade Geral e Avanada Prof. Milton M. Ueta

Resoluo Resoluo CFC 1.241/09: Investimento em Coligada e em Controlada. 30. Aps reduzir a zero o saldo contbil da participao do investidor, perdas adicionais so consideradas, e um passivo reconhecido somente na extenso em que o investidor tenha incorrido em obrigaes legais ou construtivas (no formalizadas) de fazer pagamentos por conta da coligada.

ALTERNATIVA: b

Resoluo Resoluo CFC 1.374/11: Estrutura Conceitual para Elaborao e Divulgao de Relatrio ContbilFinanceiro. QC21. Comparabilidade a caracterstica qualitativa que permite que os usurios identifiquem e compreendam similaridades dos itens e diferenas entre eles. QC - qualitative qualitativas) ALTERNATIVA: a Comentrio Conforme comentado em aula, esta norma era a primeira mencionada no edital, e a mais cobrada nos ltimos concursos. Principalmente em relao s caractersticas qualitativas das informaes contbil-financeira. characteristics (caractersticas

Comentrio o A Instruo CVM n 247/96, em seu art. 12 (pargrafo 2) mais clara com relao a este assunto: DAS PERDAS PERMANENTES EM INVESTIMENTOS AVALIADOS PELO MTODO DA EQUIVALNCIA PATRIMONIAL Art. 12 - A investidora dever constituir proviso para cobertura de: I - perdas efetivas, em virtude de: a) eventos que resultarem em perdas no provisionadas pelas coligadas e controladas em suas demonstraes contbeis; ou b) responsabilidade formal ou operacional para cobertura de passivo a descoberto. II - perdas potenciais, estimadas em virtude de: a) tendncia de perecimento do investimento; b) elevado risco de paralisao de operaes de coligadas e controladas; c) eventos que possam prever perda parcial ou total do valor contbil do investimento ou do montante de crditos contra as coligadas e controladas; ou

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d) cobertura de garantias, avais, fianas, hipotecas ou penhor concedidos, em favor de coligadas e controladas, referentes a obrigaes vencidas ou vincendas quando caracterizada a incapacidade de pagamentos pela controlada ou coligada. Pargrafo 1 - Independentemente do disposto na letra b do inciso I, deve ser constituda ainda proviso para perdas, quando existir passivo a descoberto e houver inteno manifesta da investidora em manter o seu apoio financeiro investida. Pargrafo 2 - A proviso para perdas dever ser apresentada no ativo permanente por deduo e at o limite do valor contbil do investimento a que se referir, sendo o excedente apresentado em conta especfica no passivo.

(b) pudesse ter sido razoavelmente obtida e levada em considerao na elaborao e na apresentao dessas demonstraes contbeis. ALTERNATIVA: d

Comentrio Esta questo aborda os conceitos iniciais da norma.

Resoluo Resoluo CFC 1.178/09 Propriedade para Investimento: 9. Seguem-se exemplos de itens que no so propriedades para investimento: ... (c) propriedade ocupada pelo proprietrio, incluindo (entre outras coisas) propriedade mantida para uso futuro como propriedade ocupada pelo proprietrio, propriedade mantida para desenvolvimento futuro e uso subsequente como propriedade ocupada pelo proprietrio, ... ALTERNATIVA: e

Comentrio Como abordado em aula, so considerados como Propriedades para Investimento so as mantidas para obter renda (por exemplo, arrendamento mercantil), ou para valorizao futura, ou ambas. Resoluo CFC 1.178/09: Propriedade para Investimento. 7. As propriedades para investimento so mantidas para obter rendas ou para valorizao do capital ou para ambas, e por isso classificadas no subgrupo Investimentos, dentro do Ativo No Circulante. Os conceitos necessrios para a resoluo desta questo est no resumo (dicas) que foi distribudo aos alunos durante as aulas!!!

Resoluo Resoluo CFC 1.179/09: Polticas Contbeis, Mudana de Estimativa e Retificao de Erro. Erros de perodos anteriores so omisses e incorrees nas demonstraes contbeis da entidade de um ou mais perodos anteriores decorrentes da falta de uso, ou uso incorreto, de informao confivel que: (a) estava disponvel quando da autorizao para divulgao das demonstraes contbeis desses perodos; e

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6 - O balancete de verificao evidencia a) os estornos efetuados no perodo. b) a configurao e classificao correta dos itens contbeis. c) a igualdade matemtica dos lanamentos efetuados no perodo. d) o registro dos movimentos individuais das contas contbeis no perodo. e) os lanamentos do perodo, quando efetuados de forma correta no perodo.

Resoluo O Balancete de Verificao tem a finalidade de verificar se o mtodo das partidas dobradas foi atendido nos registros dos fatos contbeis, atravs da comparao dos saldos devedores e credores das contas. Se a soma dos saldos devedores resultar em valor igual ao dos saldos credores, significa que o mtodo foi aplicado foi corretamente. Resoluo Resoluo CFC 1.313/10: Custos de Transao e Prmios na Emisso de Ttulos e Valores Mobilirios. 5. Os custos de transao incorridos na captao de recursos por intermdio da emisso de ttulos patrimoniais devem ser contabilizados, de forma destacada, em conta redutora de patrimnio lquido, deduzidos os eventuais efeitos fiscais, e os prmios recebidos devem ser reconhecidos em conta de reserva de capital. 8. A aquisio de aes de emisso prpria e sua alienao so tambm transaes de capital da entidade com seus scios e igualmente no devem afetar o resultado da entidade. ALTERNATIVA: a ALTERNATIVA: c

Comentrio Finalmente uma questo muito fcil!

7 - Dos registros da Cia. Galctica, relativos operao de alienao de Investimentos, foram extrados os seguintes dados: Dados da negociao Valor Recebido pela venda Valor patrimonial da conta Investimento Custo Valor do gio j amortizado Saldo da Conta Investimento - gio (valor ainda no amortizado) Estimativas de Perdas c/ Investimento registradas Valor em R$ 9.500 9.000 1.500 800 400

Comentrio O tratamento das operaes relacionadas conta Aes em Tesouraria (negociao com aes de prpria emisso tem o mesmo tratamento das aes emitidas; ou seja, os prmios (gio) devem ser contabilizados como Reserva de Capital. Lei n 6.404/76, artigo 182: 1 Sero classificadas como reservas de capital as contas que registrarem: a) a contribuio do subscritor de aes que ultrapassar o valor nominal e a parte do preo de emisso das aes sem valor nominal que ultrapassar a importncia destinada formao do capital social, inclusive nos casos de converso em aes de debntures ou partes beneficirias; Os conceitos necessrios para a resoluo desta questo est no resumo (dicas) que foi distribudo aos alunos durante as aulas!!!o

Com base nos dados fornecidos, pode-se afirmar que esse evento gerou a) um lanamento de crdito na conta de Investimento - Valor de Custo no valor de R$ 9.500,00. b) o reconhecimento de um desembolso na aquisio do investimento no valor de R$ 9.000,00. c) um Ganho com Alienao de investimentos no valor de R$ 100,00. d) o registro de um dbito na conta de Investimentos - gio no valor total de R$ 800,00. e) uma Perda com a Alienao de Investimentos no valor de R$ 700,00.

Resoluo Valor patrimonial do Investimento: (+) gio no amortizado: () Proviso para Perdas: (=) Valor Contbil do Investimento: R$ 9.000,00 R$ 800,00 R$ 9.800,00 (R$ 400,00) R$ 9.400,00

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Valor Recebido pela Venda: Ganho na Alienao do Investimento: ALTERNATIVA: c

R$ 9.500,00 R$ 100,00

Resoluo A forma mais adequada de resolver esta questo analisando cada alternativa. a) Incorreta A Cia. Netuno indiretamente controlada pela Cia. Firmamento (atravs da controlada Cia. Sol). Participao da Cia. Firmamento na Cia. Netuno: direta: 20% pela Cia. Sol: 90% x 70% = 63% pela Cia. Ceres: 30% x 5% = 1,5% Participao total: 20% + 63% + 1,5% = 84,5% Portanto, a participao dos acionistas no controladores na Cia. Netuno de: 100% 84,5% = 15,5% b) Correta A participao da Cia. Firmamento na Cia. Vnus de apenas 3%, sendo assim, considera-se que tal investimento ser avaliado pelo Mtodo do Custo de Aquisio. c) Incorreta A participao da Cia. Marte na Cia. ris de 80% (controle), logo, o investimento ser avaliado por Equivalncia patrimonial. De acordo com a o Deliberao CVM n 247/96: II - Os juros recebidos pelas companhias abertas, a ttulo de remunerao do capital prprio, devem ser contabilizados da seguinte forma: a) como crdito da conta de investimentos, quando avaliados pelo mtodo da equivalncia patrimonial e desde que os juros sobre o capital prprio estejam ainda integrando o patrimnio lquido da empresa investida ou nos casos em que os juros recebidos j estiverem compreendidos no valor pago pela aquisio do investimento; e b) como receita, nos demais casos. d) Incorreta A Cia. Firmamento no controla a Cia. Jpiter, pois a participao da Cia. Lua (controlada da Cia. Firmamento) de apenas 2%, e a Cia Marte (cuja participao indireta de: 10% x 40% = 4%) no controlada da Cia. Firmamento.

Comentrio Apesar da questo no mencionar, a mesma foi resolvida considerando o Investimento (objeto da alienao) como sendo uma participao societria avaliada pelo Mtodo da Equivalncia Patrimonial (pois, investimentos avaliados pelo Custo no apresentam a conta gio em separado). Instruo CVM n 247/96: Art. 4. ... Pargrafo 1 - O valor contbil do investimento em coligada e controlada abrange o custo de aquisio mais a equivalncia patrimonial e o gio no amortizado, deduzido do desgio no amortizado e da proviso para perdas. O referido artigo foi revogado pela Instruo CVM n 469, de 2 de maio de 2008. Sendo assim, esta questo CABE RECURSO!!!o

8 - Observado o exposto no grfico de Participaes Societrias da Cia. Firmamento, a seguir, pode-se afirmar que

a) a participao dos acionistas no controladores na Cia. Netuno corresponde a 16,5% do capital total. b) os dividendos distribudos pela Cia. Vnus devem ser reconhecidos pela investidora como Receitas. c) os juros sobre o capital prprio, quando