RESOLUÇÃO SEMA Nº 041, DE 09 DE DEZEMBRO DE .Poluição atmosférica: degradação da qualidade

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  • RESOLUO SEMA N 041, DE 09 DE DEZEMBRO DE 2002

    (D.O. de 17/12/02)

    Define critrios para o Controle da Qualidade do Ar.

    . REVOGADA pela Resoluo SEMA n 54, de 22/12/06.

    O Secretrio de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hdricos, no uso das atribuies que lhe so conferidas pela Lei n 10.066, de 27.07.92, Lei n 11.352, de 13.02.96, Lei n 8.485, de 03.06.87, Decreto n 2.954, de 14.11.00 e Decreto n 4.514, de 23.07.01,

    Considerando o disposto na Lei Estadual n 7.109, de 17 de janeiro de 1979 e no seu Regulamento baixado pelo Decreto Estadual n 857, de 10 de julho de 1979, na Lei Estadual n 10.233, de 28 de dezembro de 1992, na Lei Estadual n 11.054, de 11 de agosto de 1995 e ainda, o contido na Lei Estadual n 13.806, de 30 de setembro de 2002, bem como o disposto , na Lei Federal n 4.771, de 15 de setembro de 1965, na Lei Federal n 6.938, de 31 de agosto de 1981 e no seu Regulamento baixado pelo Decreto Federal n 99.274, de 06 de junho de 1990, e demais normas pertinentes, em especial, as Resolues do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA sob ns 005, de 15 de junho de 1989 e 003, de 28 de junho de 1990;

    Considerando os objetivos institucionais do Instituto Ambiental do Paran IAP estabelecidos na Lei Estadual n 10.066, de 27 de julho de 1992 (com as alteraes da Lei Estadual n 11.352, de 13 de fevereiro de 1996);

    Considerando a necessidade de dar efetividade ao princpio da preveno consagrado na Poltica Nacional do Meio Ambiente (artigo 2, incisos I, IV e IX da Lei Federal n 6.938/81) e na Declarao do Rio de Janeiro de 1992 (Princpio n 15);

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  • Considerando o progressivo e decorrente aumento da poluio atmosfrica principalmente nas regies metropolitanas; seus reflexos negativos sobre a sociedade, a economia e o meio ambiente; as perspectivas de continuidade destas condies;

    Considerando a necessidade de se estabelecer estratgias para o controle, preservao e recuperao da qualidade do ar, e,

    Considerando a necessidade de estabelecer padres objetivando o controle da poluio atmosfrica, a fim de que o Instituto Ambiental do Paran - IAP, possa atuar com maior efetividade no que diz respeito proteo do meio ambiente no territrio estadual,

    RESOLVE:

    Artigo - 1 - Definir critrios para o Controle da Qualidade do Ar como um dos instrumentos bsicos da gesto ambiental para proteo da sade e bem estar da populao e melhoria da qualidade de vida, com o objetivo de permitir o desenvolvimento econmico e social do Estado de forma ambientalmente segura, pelo estabelecimento de:

    I. padres de emisso e critrios de atendimento;

    II. padres de condicionamento;

    III. metodologias a serem utilizadas para determinao de emisses, com vistas a:

    I. melhoria na qualidade do ar;

    II. no comprometimento da qualidade do ar em reas consideradas no degradadas.

  • TTULO I

    DEFINIES E CONCEITOS

    Artigo - 2 - Para os efeitos desta Resoluo, so estabelecidas as seguintes definies e conceitos bsicos:

    I. Atmosfera: a camada prevalentemente gasosa que envolve a Terra, onde se processam as mudanas climticas, seja por causas naturais, seja por causas ou intervenes antrpicas.

    II. CAS (Chemical Abstract Service): Numerao internacional de informaes sobre produtos qumicos.

    III. Condio referencial de Oxignio: referncia de diluio dos efluentes gasosos com excesso de ar. Como esta diluio influencia diretamente a concentrao dos poluentes, faz-se necessrio para os processos de combusto definir uma referncia de diluio, junto com os padres de emisso, j que nestes processos o excesso de ar um parmetro varivel.

    IV. Emisso: lanamento na atmosfera de qualquer forma de matria slida, lquida ou gasosa, ou de energia, efetuado por uma fonte potencialmente poluidora do ar.

    V. Emisso fugitiva: lanamento no ar atmosfrico de qualquer forma de matria slida, lquida ou gasosa, ou de energia, efetuado por uma fonte potencialmente poluidora do ar sem passar primeiro por algum chamin ou duto projetados para dirigir ou controlar seu fluxo.

    VI. Episdio crtico de poluio atmosfrica: ocorrncia de elevadas concentraes de um ou mais poluentes na atmosfera, resultante de condies meteorolgicas desfavorveis.

  • VII. Fonte-rea: qualquer processo natural ou artificial, estacionrio e no pontual, que libere ou emita matria ou energia para a atmosfera.

    VIII. Fonte estacionria: qualquer instalao, equipamento ou processo natural ou artificial, em local fixo, que possa liberar ou emitir matria ou energia para a atmosfera.

    IX. Fonte mvel: qualquer instalao, equipamento ou processo natural ou artificial em movimento, que libere ou emita matria ou energia para a atmosfera.

    X. Fonte pontual: qualquer instalao, equipamento ou processo natural ou artificial, estacionrio, que libere ou emita matria ou energia para a atmosfera de forma concentrada em ponto geogrfico especfico e bem delimitado em seu alcance.

    XI. Fonte potencialmente poluidora do ar: qualquer instalao, equipamento ou processo natural ou artificial que possa liberar ou emitir matria ou energia para a atmosfera, de forma a causar poluio atmosfrica.

    XII. Fumaa: partculas emitidas para a atmosfera, geradas principalmente nos processos de combusto, intencionais ou no, e detectadas pelo mtodo da reflectncia ou mtodo equivalente.

    XIII. Limites de emisso: valores de emisso permissveis constantes na licena ambiental de fontes potencialmente poluidoras e que, no mnimo, atendam aos padres de emisso.

    XIV. Monitoramento contnuo: anlise e registro de um ou mais parmetros sempre que a instalao estiver em operao.

    XV. Monitoramento peridico: anlise e registro de um ou mais parmetros em determinados intervalos de tempo.

  • XVI. NOx: soma dos xidos de Nitrognio NO + NO2, medido como NO2 .

    XVII. Padres de Condicionamento de Fontes: condies tcnicas de implantao ou de operao que devero ser observadas pelas fontes potenciais de poluio atmosfrica.

    XVIII. Padres de Emisso: limites mximos de emisso permissveis de serem lanados na atmosfera por fontes potencialmente poluidoras. Se o padro de emisso fica expresso em forma de uma concentrao gravimtrica (mg/Nm) ele se refere s condies 1013 mbar, 0C e base seca. Se fica definida a condio referencial de Oxignio, a frmula para converter a concentrao medida para condio referencial de Oxignio a ser utilizada apresentada abaixo, no sendo aplicvel quando ocorrer a injeo de oxignio puro no processo:

    - onde:

    cR: concentrao corrigida pra condies referenciais em mg/Nm ou ppmv

    OR: concentrao referencial de Oxignio em % por volume

    OM: concentrao medida de Oxignio em % por volume

    cM: concentrao medida em mg/Nm ou ppmv

    XIX. Padro de Qualidade do Ar: mximo valor permitido de um nvel mdio de concentrao, em uma durao especfica de tempo, estabelecido para um certo poluente na atmosfera.

  • XX. Padres Primrios de Qualidade do Ar: valores-limites de concentraes de poluentes na atmosfera, estabelecidos com o objetivo de proteger a sade humana.

    XXI. Padres Secundrios de Qualidade do Ar: valores-limites de concentrao de poluentes na atmosfera, abaixo dos quais se prev o mnimo efeito adverso sobre o bem-estar da populao, assim como o mnimo dano biota, ao patrimnio fsico, aos materiais e ao meio ambiente em geral.

    XXII. Partculas Inalveis: representa a frao das partculas totais em suspenso que apresentam dimetro aerodinmico equivalente, igual a 10 (dez) micrmetros ou menor.

    XXIII. Partculas Totais em Suspenso: representa a totalidade das partculas slidas ou lquidas presentes na atmosfera, e que possam ser coletadas pelo Amostrador de Grandes Volumes ou mtodo equivalente.

    XXIV. PCOPs: Principais Compostos Orgnicos Perigosos. A seleo dos PCOPs dever ser baseada no grau de dificuldade de destruio de constituintes orgnicos do resduo, sua toxicidade e concentrao no resduo.

    XXV. Poluente atmosfrico: qualquer forma de matria slida, lquida ou gasosa ou de energia que, presente na atmosfera, cause ou possa causar poluio atmosfrica.

    XXVI. Poluio atmosfrica: degradao da qualidade da atmosfera resultante de atividades que direta ou indiretamente:

    - prejudiquem a sade, a segurana e o bem-estar da populao;

    - criem condies adversas s atividades sociais e econmicas;

    - afetem desfavoravelmente a biota;

  • - afetem as condies estticas ou sanitrias do meio ambiente;

    - lancem matrias ou energias em desacordo com os padres ambientais estabelecidos.

    XXVII. SOx: soma dos xidos de Enxofre SO2 + SO3, medido como SO2.

    XXVIII. Substncias orgnicas: todos os compostos que contenham pelo menos o elemento carbono e um ou mais dos seguintes elementos: hidrognio, halogneos, oxignio, enxofre, fsforo, silcio ou nitrognio, menos os xidos de carbono e os carbonatos e bicarbonatos inorgnicos.

    XXIX. THC (total hydrocarbons): soma das substncias gasosas orgnicas, medido como carbono total ou ppmv equivalente de propano.

    XXX. TRS (total reduced sulfur): soma das substncias de enxofre totalmente reduzido, medido como SO2.

    TTULO II

    DOS PADRES

    Artigo 3 - A utilizao da atmosfera para o lanamento de qualquer tipo de matria ou energia somente poder ocorrer com a observncia:

    I. dos limites e padres de emisses estabelecidos;

    II. dos critrios para o condicionamento das fontes potenciais de poluio atmosfrica;

  • III. e das concen