Resolucao_CRH_ 01-2011 Obrigatoriedade de Testes de Bombeamento

  • View
    213

  • Download
    0

Embed Size (px)

Text of Resolucao_CRH_ 01-2011 Obrigatoriedade de Testes de Bombeamento

  • 7/25/2019 Resolucao_CRH_ 01-2011 Obrigatoriedade de Testes de Bombeamento

    1/24

    Resoluo CRH N 01 / 2011, 06 de junho de 2011.

    Dispe sobre a obrigatoriedade de realizao deTestes de Bombeamento de PRODUO e deAQUFERO com elaborao e apresentao deRelatrio Tcnico e d outras providncias.

    O Conselho Estadual de Recursos Hdricos CRH, no uso de suas atribuies, e tendo em vista odisposto nas Leis Estaduais n 12.984, de 30 de dezembro de 2005, n 11.427/97, de 17 dejaneiro de 1997 e no seu o Decreto no. 20.423 de 26 de maro de 1998,

    Considerando a proposta da Cmara Tcnica de guas Subterrneas do Conselho Estadual deRecursos Hdricos de Pernambuco,

    Considerando as concluses e recomendaes dos Estudos HIDROREC I e II EstudoHidrogeolgico do Recife, Olinda, Camaragibe e Jaboato dos Guararapes,

    Considerando a necessidade de determinao da vazo a ser outorgada pelo rgo Gestor paraexplotao de gua subterrnea por poos tubulares no Estado de Pernambuco, otimizando-se oprocesso de anlise com uma conseqente melhoria qualitativa dos testes de bombeamento e daapresentao respectivos relatrios tcnicos,

    Considerando as condies hidrogeolgicas do Estado e na perspectiva de resguardar osrecursos hdricos subterrneos, resolve:

    Art. 1 - Aprovar e fazer cumprir o Regulamento Tcnico n 001/2011, que dispe sobre as"Especificaes Tcnicas para a realizao de Testes de Bombeamento e elaborao de RelatrioTcnico" (Anexo I) e o Relatrio Tcnico de Testes de Bombeamento (Anexo II).

    Art. 2o

    - As Outorgas de Direito de Uso da gua, esto sujeitas realizao de Testes deProduo (Escalonado ou Sucessivo) e de Aqfero, com a apresentao de Relatrios Tcnicos es restries de explotao do aqfero impostas por estudos hidrogeolgicos regionais, alm dosoutros documentos exigidos.

    1 - Na impossibilidade de se dispor de um poo que possa atuar como poo deobservao durante a realizao do teste de aqufero, este dever ser executado no poobombeado para o clculo dos parmetros hidrodinmicos de transmissividade (T) e decondutividade hidrulica (k).

    2 - Quando da primeira e renovaes de Outorga, o teste de Produo obrigatrio. Acritrio do rgo gestor, poder ser exigido o teste de Aqufero, sob as devidas justificativastcnicas.

    3 - Para realizao de qualquer teste de bombeamento, o poo dever ser paralisado, nomnimo, 12 (doze) horas antes do teste e medido o nvel esttico no incio do perodo da manh,realizando-se o teste logo em seguida. Perodo inferior dever ser devida e tecnicamentejustificado ao rgo gestor, cabendo-lhe o deferimento ou no.

    Art. 3 - O requerente de Outorga de Direito de Uso da gua, inclusive quando em renovao,dever informar, por escrito, com antecedncia mnima de 10 (dez) dias, ao rgo Gestor, a datae a hora que sero realizados os Testes de Produo e de Aqfero, para viabilizar a ao dafiscalizao dos referidos testes.

  • 7/25/2019 Resolucao_CRH_ 01-2011 Obrigatoriedade de Testes de Bombeamento

    2/24

    Art. 4 - A anlise do Processo Requerido estar condicionada a apresentao dos Relatrios dosTestes de Bombeamentos.

    1 - Anexada ao Relatrio Tcnico, deve ser apresentada a Anotao deResponsabilidade Tcnica - ART do Responsvel Tcnico (Gelogo ou Engenheiro de Minas)legalmente habilitado para conduzir os trabalhos, atravs de cpia do comprovante derecolhimento da correspondente ART junto ao Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura,

    Agronomia de Pernambuco CREA-PE;

    2 - O no atendimento ao disposto neste Artigo implicar na no aceitao dos referidostestes e consequente indeferimento do processo.

    Art. 5 - Casos omissos ou especiais sero analisados e decididos pelo rgo Gestor, levandosempre em considerao o princpio da conservao e uso racional dos aquferos.

    Art. 6 - Esta Resoluo entra em vigor na data da sua publicao, revogando a Resoluo CRHn 01/09 (com anexos I e II), de 25 de maro de 2009, que dispe sobre a obrigatoriedade derealizao de testes de PRODUO e de AQUFERO com elaborao e apresentao deRelatrio Tcnico e d outras providncias.

    Joo Bosco de AlmeidaPresidente do CRH

    Jos Almir CiriloSecretrio do CRH

    Os anexos I e II encontram-se disponveis no site da SRHE: www.srhe.pe.gov.br

  • 7/25/2019 Resolucao_CRH_ 01-2011 Obrigatoriedade de Testes de Bombeamento

    3/24

    ANEXO I

    REGULAMENTOTCNICO 001/11

    ESPECIFICAES TCNICAS PARA A REALIZAO DE TESTESDE BOMBEAMENTO E ELABORAO DE RELATRIO TCNICO

    1. OBJETIVO:

    Otimizar, com base em testes de bombeamento corretamente executados, o processo de anlisedas condies de explotao do aqfero, no que concerne a definio da vazo do poo a seroutorgada pelo rgo gestor.

    2. DOCUMENTOS COMPLEMENTARES:

    Para elaborao das presentes especificaes tcnicas foram consultados os seguintesdocumentos:

    Leis Estaduais n os 12.984 (de 30/12/2005) e 11.427 (de 17/01/1997). Decreto Estadual n o20.423 (de 26/03/1998). Normas Brasileiras NBR 12.212 (de 31/03/2006), NBR 12.244 (de 31/06/2006) , NBR

    13.604 (de 01/05/1996) e NBR 15.495-1 (de 18/06/2007), da Associao Brasileira deNormas Tcnicas ABNT.

    Relatrios dos Estudos Hidrogeolgicos HIDROREC I (de 1998) e HIDROREC II (de2002).

    Plano Estadual de Recursos Hdricos. Manual de Operao e Manuteno de Poos - DAEE - So Paulo. CUSTDIO, E. & LLAMAS, M.R. Hidrologia subterranea. Tomo I. 2aEdio. 1986. DRISCOLL, F.C. Groundwater and wells. 2aedio. 1986.

    3. DEFINIES:Para efeito deste Regulamento Tcnico sero adotadas as seguintes definies:

    3.1. ALTURA DA BOCA DO POO (hb): a extenso do tubo de revestimento exposto, ouseja, a distncia da boca do poo at a superfcie do terreno. Medido geralmente emmetros (m).

    3.2. ANOTAO DE RESPONSABILIDADE TCNICA - ART: Documento de registro daexecuo da obra ou servio no rgo competente (Conselho Regional de Engenharia,Arquitetura e Agronomia CREA) que atesta a habilitao tcnica do profissional ecompor o seu acervo tcnico.

    3.3. AQFERO: Formao ou grupo de formaes geolgicas portadoras e condutoras degua subterrnea.

    3.4. AQFERO CRSTICO-FISSURAL: o meio representado por rochas solveis, em geralcalcrios, dolomitos e gipsita, consolidadas e fraturadas, que acumulam a gua emespaos proporcionados pelas zonas dissolvidas alm das prprias fraturas.

    3.5. AQFERO FISSURAL: o meio geolgico composto por rochas cristalinas consolidadase dotado de fissuras e fraturas.

    3.6. AQFERO INTERSTICIAL/GRANULAR: o meio geolgico composto por depsitossedimentares granulares consolidadas ou no e dotadas de interstcios (ou poros).

    3.7. BOMBA: Equipamento para o bombeamento da gua, instalada dentro do poo e fixadaatravs da tubulao ou tubo edutor, no caso de bomba submersa, ou fora do poo, nocaso das bombas injetora, centrfuga, manual ou mesmo compressor e catavento.

    3.8. BOMBEAMENTO: a ao da retirada da gua de um poo por intermdio de uma

  • 7/25/2019 Resolucao_CRH_ 01-2011 Obrigatoriedade de Testes de Bombeamento

    4/24

    bomba.3.9. CAPTAO (Poo e Fonte): Conjunto de instalaes, construes e operaes

    necessrias explotao de gua subterrnea de um aqfero.3.10. COEFICIENTE DE ARMAZENAMENTO (S): um parmetro adimensional definido pelo

    armazenamento especfico de um aqfero versus sua espessura.3.11. CONDUTIVIDADE HIDRULICA (K): Pode ser definida como a velocidade aparente por

    gradiente hidrulico unitrio. Refere-se facilidade da formao aqfera de exercer afuno de um condutor hidrulico. Depende das caractersticas do meio poroso e das

    propriedades do fluido.3.12. DESENVOLVIMENTO DE POO: Conjunto de procedimentos destinados a melhorar a

    eficincia hidrulica de um poo, objetivando o aumento da sua capacidade produtiva.3.13. EFICINCIA DO POO: representada pela relao entre as perdas de carga do aqfero

    e perdas totais do poo, sendo determinada atravs do teste de produo. Esse parmetrodefine se o poo foi bem construdo e desenvolvido.

    3.14. ENTRADA DGUA: o local onde a fratura produtora de gua interceptada pelo pootubular, num meio fissural.

    3.15. EQUIPAMENTO DE CONTROLE DE VAZO: o instrumento utilizado para medir emonitorar a vazo durante um teste de bombeamento e que garante a vazorigorosamente constante e com erro de at 4%.

    3.16. ENCASCALHAMENTO DO POO: operao correspondente introduo do cascalho oupr-filtro no espao anular do poo.

    3.17. ESCALO: a etapa de bombeamento durante o teste de produo.3.18. ESPAO ANULAR (OU ANELAR) DO POO: espao que se localiza entre a coluna de

    revestimento mais filtros e a parede da formao geolgica, sendo em geral preenchidapelo pr-filtro, sedimentos de granulao variada e cimento.

    3.19. EXPLOTAO: a captao e uso do manancial hdrico para diversos fins.3.20. FILTRO: a seco de revestimento do poo destinada a admisso da gua, com funo

    de permitir a entrada da gua no poo e a passagem de material fino durante obombeamento.

    3.21. FONTE: Nascente ou surgncia natural resultante da descarga de um aqfero que aflora superfcie do terreno.

    3.22. NVEL DGUA: a profundidade do nvel da gua dentro do poo, tanto em repouso(nvel esttico NE) como em movimento (nvel dinmico ND). Medido geralmente emmetros (m) em relao superfcie do terreno.

    3.23. PARMETROS HIDRODINMICOS: so os parmetros fsicos do aqfero (T, K e S) quecontrolam as condies de armazenamento e fluxo da gua no meio.

    3.24. PERFIL CONSTRUTIVO: o desenho grfico dos aspectos construtivos do poo,envolvendo os dimetros e profundidades perfuradas, espao anular cimentado, orevestimento e filtros e espao anular encascalhado (pr-filtro), acompanhado darespectiva descrio.

    3.25. PERFIL LITO-ESTRATIGRFICO: o desenho grfico das litologias atravessadas durantea perfurao de um poo, acompanhado das descries litolgicas e estratigrficas, sendogeralmente apresentado junto com o perfil construtivo.

    3.26. PIEZMETRO: Poo de pequeno dimetro totalmente revestido, aberto na extremidadeinferior