Respire - K. a. Tucker

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    "Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e no mais lutando

    por dinheiro e poder, ento nossa sociedade poder enfim evoluir a um novonvel."

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    K. A. Tucker

    RESPIRE

    Livro 1 da srie TEN TINY BREATHS

    Traduo de Maira Parula

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    Para L ia e Sadie

    Que os anjos as protejam

    Para Paul

    Pelo seu apoio consta n te

    Para H eather Self

    Todas as plumas verdes e prpuras do mundo

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    SUM RIO

    Pa ra pular o Sum rio, c lique aqui.

    Prlogo

    Fa se um: TO R P O R AG R A DV EL

    UM

    DOIS

    Fase dois: NEGAO

    T R S

    Fase t rs: R ESISTN CIA

    Q U A T R O

    CINCO

    SEIS

    Fase quatro: ACEITAO

    SETE

    OI TO

    Fase cinco: DEPENDNCIA

    N O V E

    DE Z

    ONZ E

    DOZE

    TREZE

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    Fase seis: A BSTIN N CIA

    Q U A T O R Z E

    QUINZE

    DEZESSEIS

    Fase sete: RO M PIMENT O

    DEZESSETE

    DEZOITO

    DEZENOVE

    V IN T E

    Fase oito: RECUPERAO

    V IN T E E UM

    Fase n ove: PERD O

    V IN T E E DO IS

    Eplogo

    A gradec im en tos

    Crditos

    A A ut ora

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    PRLOGO

    Apen as respire, min ha m e diria. Dez respira es curtin has... Pren da o ar.Sin ta -o. Am e- o. Sem pre que e u grita va e batia o p de ra iva, chorav a a lto de

    frustrao, ou ficava verde de a n siedade, ela ca lmam en te recitava as m esma s

    palavras. Toda v ez. Exa tam en te a s mesm as palavras. Ela devia ter t atuado a

    porcaria do mantra na testa. Isso no faz sentido!, eu gritava. Nunca

    entendi. Para que serve respirar curtinho? Por que no respirar fundo? Por que

    dez? Por que n o trs, cin co ou vinte ? Eu gritava e e la sim plesmen te abria um

    sorrisinho. Na poca, eu no entendia.A gora en ten do.

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    Fase um

    TORPOR AGRADVEL

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    UM

    Um leve assobio... Meu corao palpita nos ouvidos. No ouo mais nada. Tenho certeza de que minha boca se mexe,chamando por eles...M e ?... Pai?... Mas no ouo minha voz. Pior, no ouo a voz deles. Eu me viro para a

    direita e vejo a silhueta de Jenny, mas seus braos e pernas esto estranhos, no parecem normais e ela est espremida

    contra mim. A porta do carro ao lado dela est mais prxima do que devia.Jenn y? Tenho certeza de que a

    chamo. Ela no responde. Eu me viro para a esquerda e s vejo escurido. Escuro demais para enxergar onde Billy

    est, mas sei que ele est ali, porque sinto sua mo. grande, forte e envolve meus dedos. Mas ela no se mexe... Tento

    apert-la, mas no consigo obrigar meus msculos a se flexionarem. No posso fazer nada alm de virar a cabea e

    ouvir meu corao martelar como uma bigorna no meu peito pelo que parece uma eternidade.Luzes fracas... Vozes...

    Eu os vejo. Eu os ouo. Esto ao redor, se aproximando. Abro a boca para gritar, mas no encontro energia. As

    vozes ficam mais altas, as luzes mais fortes. Um ofegar estridente arrepia meus pelos. Como uma pessoa lutando

    ela sua ltima respirao.

    Ouo estalos altos, como algum puxando os holofotes de um palco com alavancas. De repente luzes surgem de

    todos os lados, iluminando o carro com uma intensidade ofuscante.

    Para-brisa destrudo.Metal retorcido.

    Manchas escuras.

    Poas de lquido.

    Sangue. Por todo lado.

    Tudo desaparece de repente e estou caindo para trs, despencando na gua fria, afundando cada vez mais na

    escurido, ganhando velocidade medida que o peso de um oceano me engole por completo. Abro a boca e procuro ar.

    Um jato de gua fria me atinge de repente, me enchendo por dentro. A presso no peito insuportvel. Estou prestes aexplodir. No consigo respirar... No consigo respirar.R espire curtinho, ouo minha me instruir, mas no

    consigo. No consigo nem mesmo um sopro. Meu corpo est tremendo... Tremendo... Tremendo...

    A corde, querida.

    Meus olhos se abrem de repente e vejo um apoio de cabea desbotado

    diant e de mim. Preciso de um instan te para m e reorienta r, acalma r me u

    corao acelerado.

    V oc esta va ofega n do muito diz a v oz.

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    Eu me viro e v ejo uma m ulher me olhan do de c ima , a preocupa o

    estampada em seu rosto muito enrugado, os dedos envelhecidos e tortos no

    meu ombro. Meu corpo se enrosca antes que eu consiga evitar a reao

    autom tica ao seu toque.

    Ela tira a m o com um sorriso gen til.

    Desculpe, querida. A chei que devia a cordar voc.Engolindo em seco, consigo resmungar.

    O brigada.

    Ela assente e se vira para se sentar no nibus.

    Deve ter sido um pesadelo.

    respondo, recuperando minha voz calma e vazia de sempre. No

    vejo a hora de ac orda r.

    * * *

    Chegamos. Sacudo gentilm en te o brao de Livie. Ela resm unga e an inha a

    cabea na janela. No sei como consegue dormir assim, mas ela apagou e

    ronc ou baixin ho pelas ltim as se is horas. Um fio sec o e grosso de saliva esc orre

    pelo seu queixo. To atraente. Livie chamo ma is um a ve z com cert a

    impacincia. Preciso sair desta lata de sardinha. Agora.R ec ebo um a ce n o desajeitado e um n o enc he, estou dorm indo de

    beic in ho.

    O livia C leary! vocifero en quan to os passageiros vasc ulham os

    ba ga geiros in tern os e pegam se us pert en c es. V a m os. Pre c iso sa ir da qui an tes

    que eu perca a c abea! N o quero gritar, ma s n o con sigo evitar. N o me

    sinto muito bem em espaos apertados. Depois de 22 horas na droga deste

    nibus, minha vontade de puxar a janela de emergncia e saltar fora.Ela finalmente ouve minhas palavras. As plpebras de Livie se abrem,

    piscando, e olhos azuis meio embaados olham o terminal de nibus de Miami

    por um momento.

    Chegamos? ela pergunta com um bocejo, sentando-se para se

    espreguiar e ver a paisagem. Ah, olha! Uma palmeira!

    J est ou de p n o c orr edor, pegan do n ossa s m oc hila s.

    , palmeiras! Vem, anda logo. A no ser que voc queira passar mais umdia aqui den tro e volta r para M ichigan . Com isso ela resolve se m ex er.

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    Quando samos do nibus, vejo que o motorista j descarregou as malas do

    ba ga geiro. R a pida m en te en con tro n ossa s m ala s cor-de-rosa . N ossa vida , todos

    os nossos pertences reduzidos a uma mala para cada uma. Foi s o que

    conseguimos juntar na pressa de sair da casa de tio Raymond e tia Darla. No

    importa, digo a mim mesma enquanto passo o brao pelos ombros da minha

    irm n um a brao. Tem os uma outra. s isso que importa . T quente pra caramba! exclama Livie ao mesmo tempo em que eu

    sinto o suor escorrer pelas costas. o final da manh e o sol j nos queima

    como uma bola de fogo no cu. To diferente do frio de outono que deixamos

    em Grand Rapids. Ela tira o capuz vermelho, provocando uma srie de assovios

    de um grupo de meninos que andam de skate.

    J na pegao, Livie? provoco.

    Seu rosto fica cor-de-rosa e n quan to ela d um jeito de se esconder a tr s deuma pilastra de concreto, ficando parcialmente fora de vista.

    V oc sabe que n o um c am aleo, n?... A h! A quele de ca m isa v erme lha

    est vindo pra c agora. Estico o pescoo com expectativa na direo do

    grupo.

    O s olhos de Livie se a rregalam de pavor por um segundo an tes de e la

    perceber que estou s brincando.

    Para com isso, Kacey! ela sibila, batendo no meu ombro. Livie noconsegue ser o centro das atenes dos garotos, e no ajudou em nada ela ter

    se transformado numa gata no ano passado.

    Sorrio com m alcia e n quan to a ve jo ajeitan do o suter. Ela n o tem ideia do

    quanto bonita e, por mim, tudo bem, j que serei sua guardi.

    Continue sem malcia, Livie. Minha vida vai ficar muito mais fcil se voc

    continuar distrada pelos prximos, digamos, cinco anos.

    Ela revira os olhos. T udo bem , dona Sports Illustrated.

    H a! N a ve rdade, provav elmen te parte da ate n o daqueles im becis

    para m im. Dois an os de kickboxin g in ten so deixa ram m eu corpo sara do. Isso,

    alm do m