resumão jurídico - direito administrativo & constitucional

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  • 5/10/2018 resumo jurdico - direito administrativo & constitucional

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    Direito Administrativo e 0 conjunto harmonica deprinciples que regem as orgaos, as agentes e as ativi-dades pub Iicas, Para atender a seus fins, a Estado atuaem tres sentidos: adnuuistrativo, legislativo e jurisdi-clonal . Em qualquer deles, 0 Direito Admirristrativoorienta a organizacac eo funcionamento de seus servi-cos, a administracao de seus bens, a regencia de seupessoal e a formalizacao de sens atos de administracao.Fontes do Direito Administrativoa) Lei -E a fonte prirnaria do Direito Administrativo,abrangendo IIConstituicao, as leis ordinarias, dele-gadas e complementares e os regulamentos admi-nistrativos,b) Doutrinll- E resultante de estudos feitos por espe-cialistas, que analisarn 0 sistema normative e vanresolvendo contradicoes e formulando definieoes eclassificacoes,c) Jurisprudentia - E 0 conjunto de decisoes reitera-das e uniforrnes, proferidas pelos orgaos jurisdicio-nais ou administrativos, em casas identicos ausemelhanres.dl Costume - E a norma jurldica nao escrita, origina-da da reiteracao de certa conduta par determinadogrupo de pesscas, durante cerro tempo (usus - ele-mento objerivo), com a consciencia de sua obriga-toriedade (opilJio juris vel necessi tat is - elementopsicolcgico ).

    PRINC iP IOSPodem ser definidos como as alicerces de urnaciencia, condicionando toda a estruturacao subse-quente. Quatorze sao os principios que devem norteara Administracao Publica, dos quais as cinco primeirosestao definidos na Constituicao (art. 37, caput):

    1. Prtnclpio da.Jegalidade- 0 administrador publicoesta sujeito aos mandamenros da lei e a s exigenciesdo bern comum e deles nao se pode afastar au des-viar, sob pena de praticar ato invalido e expor -se Itresponsabilizacfio disciplinar, civil e criminal, con-forme a case,l.Principia da moralidade (ou da. probidade admi-nlstrativa) - A moralidade administrariva constituipressuposto de validade de todo ala daAdrninistracaoPublica. Sempre que 0 comportamento desta ofendera moral, os costumes, as regras da boa ad01.inistral;ao,a JustiQ8, a eqiiidade, a i dlb a de honestidade,tratar-se-a de um a ofensa ap principio da moralidade.3. Principio da impessoalidade - Cnteria para evitarfavor;tismos au privil.egios. A Adm inistra9aO naopode, no cxercicio da atividade administrativa,atuar com vistas a prejudicar ou beneficiar pessoasdetermilladas, uma vez que e 0 iJlteresse publicoseu elemento norteador.4. Principio da pubJicidade - . 1 3 . a divulgacao oficial.do ato para conhecimento publico e inkio de seusefeitos externas. A pllblicidade e reqllisito de efica-cia de qualquer ato administrativo.s. Principio d .a eficieD cia (introduzido pela EmendaConstitucional 1 9) - Obriga aAdnlinistra,1io PUblicaa desenvalver mecan~slnos para 0 exercfc"io de LUnaatividade administrativa eelere e com qualida.de.

    6. Principio da isonomia (ou da iguaJdade entre os,administrados) - A Administracao nao pOde esta-belecer privilegios de tratamento entre os cidadaos,d.evendo tFatar a todos igoal mente.7. Prindpio dOlsupremada do intel'esse publko-AAdministrm;ao existe para a realizac;iio dos fins pre-vistos na lei, eujo interesse representa convenien-cias e necessidades da propria sociedade, e m.o pri-vadas. Assim, ha.vendo conflito entre 0 coletivo e 0individual, reconhece-se a predominancia do pri-mciro. As leis administrativas exprimem a posi

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    Entidades paraestataisA doutrina coloca a paraestatal como genero, daqual sao especies distintas as empresas publicas, associedades de econonna mista e as services sociai sautonomos, A paraestatal tem person alidade privada,mas realiza atividades de interesse publico,Empresas puhlicas - Sao pessoas juridicas dedireito privado, autorizadas par lei, de capital publico,que realizam atividades de interesse da Adrni-nistracao, funcionando como ernpresas privadas, quepodem adotar qualquer t ipo de organizacao empresa-rial. Estilo sujeitas ao regime das ernpresas privadas.Sociedades de econom1a mlsta> sso definidaspelo jurista Hely Lopes Meirel les como "pessoas juri-dicas de direito privado, com participacao do PoderPublico e de particulates em seu capital eem sua admi-nistracao, para a realizacao de atividade economica ouservice de interesse colet ivo, outorgado ou delegadopelo Estado. Revestem a forma das empresas particu-lares, adrnitern lucre, e regem-se pelas normas dassociedades rnercantis , com as adaptacoes irnpostaspelas leis q-ueautorizam sua criacao e funcionarnento".AgenciasAs chamadas agencies forarn importadas do mode-10 norte-americano e possuern funcao regulatoria.Contudo, as dererminacoes norrnati vas das agencieslimitarn-se a fixar parametres dalei.Agencia.s executives - E a denominacao dada aautarquia au fundacao que celebre contrato de gestaecom adrn in i s rracao d i re ta com q u emc s ta o v in c ul ad a s.Os decretos 2.487 e 2.488, de 2 de fevereiro de 1998,definern como requisite das agendas executivas aexistencia de c ele br ac ao d e c ou tr ato d e g es ta e com 0rninisterio supervisor e plano estrategico de reestrutu-racao e desenvolvimento insritucional,Agenci as reguladoras - Sao autarquias em regi-me especial, com compctencia reguladora. 0 novopape 1 que se atribui a elas e regular, nos termos dalei, os contratcs de concessao e permissao de servicepublico.

    o TERCEIRO SEIOROrgalliza.lioes sociaisSao pessoas j urid ieas de dire i to privado, sem finslucrativos, instituidas por particulares, para desempe-nhar servi

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    Tipos de licita"aoEstao ligados aos criterios de julgamento adotadoem cad a modalidade de licitayao:a) de mellOr preeo;b) de melhor tccnica;c) de tecnica c prc

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    A RESPONSABILIDADECIVIL DO ESTADOA responsabi lidade civil e a obrigacao de reparardanos patrirnoniais cxaurindo-se com a indeniza-9ao. A doutrina do direi to publico e da rcsponsabi-lidade objetiva do Estado e formulada com base emt re s t e se s :1. Tenria da culpa administrativa - Leva em contaa fal ta do service para irnpor II Admin i s t racao 0dever de indeuizar, independentemente da culpasubjetiva do agente administrativo (a vitima equem deve comprovar a [alta do service).

    2. Teoria do risco administrative - Segundocsta teoria, nao sao necessarias a falta do ser-vice publico nom a culpa de seus agentes, bas-lando a lesao, sem 0 concurso do Jesado (bastaque a vit irna dernonsrre 0 fato danoso c injus-to ocasionado por a98.0 ou omissao do PoderPUblico).3. Teoria do risco integral - E a rnodalidadeextrernada do risco adm inistrat i YO, abandonadana pratica, per conduzir ao abuso e It iniqtiidadesocial (a Administracao fica obrigada a indeni-za r todo e qualquer dano suportado por tercei-ros, ainda que resultante de culpa ou dolo davitima); jarnais foi acolhida entre nos,A responsabilidade civil daAdministrat;ao no Direito brasileiroA teoria da responsabilidade objetiva daAdministracao (da rcsponsabilidade sern culpa)funda-se na substituicao da responsabilidade indi-vidual do servidor pela responsabilidade genericado Pnder Publico. A Adrninistracao, ao deferir aseu servidor a real izaci io de certa atividade adrni-nistrativa, a guarda de um bern ou a conducao deurna viatura, assume 0 risco, de sua execucao e res-ponde civilmente pelos danos que esse agentevenha a causa r injustamente a terceiros.Todo ato ou omissao de agente administrative,d esd e q ue le siv o e ioj u to. e r ep ar av el pel a FazendaPUblica. 0 que a Constituicao distingue C 0 danacausado pelos servidores daqueles ocasionados pOTatos de terceiros ou por fenomenos da natureza.Observe-so que 0 art. 37, 6, so atribui responsa-bi1idade objetiva it Administracao pe los danos queseus agcntes causem a terceiros. Portanro, 0 legis-lador nao responsabil izou a Administracao por atospredatorios de terceiros nem por fcnomenos natu-rais que causem prejulzo aos parriculares.Para a indenizacao desses atos e fatos estranhosit atividade administrativa, observa-se 0 principiogeral da culpa civil, manifestada pelairnprudencia,negligencia ou impcricia na realiza

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    Deveres e responsabllidadesdos servidores publicosEstao dispostos nos textos constitucionais e noEsraruto dos Servidores Publicos, A doutrina anetaos eguintcs devcres: de lealdade (para a entidadeestatal a que a servidor esta vinculado); de obe-weucia (a lei e aos superiores); de cunduta etica(honestidade. moralidade, decoro, zelo, eficienciae eficacia),No desernpenho de suas funcoes, os servidorespodem cometer infracoes, dcvendo ser responsabi-lizado no ambito interno da Administracao c

    perante a Justica Comurn.a) Responsabllldade administrativa- Resulta d aviolacao de normas internas da Admini tracaopeJo erv idor, .b) Responsabilidade civil - E a obrigacao que seimpoe ao servidor de reparar 0 dana causado itAdministracao par culpa ou dolo no desernpe-nh o de s ua s ( un c oe s.c) Responsabi1idade criminal - Resulta do co-metimento de crimes funcionais, definidosem lei.A responsablllzaeao e punicao dos servidorespublicos faz-se por rneios intemos (processo admi-nistrativo disc iplinar e meios surnarios) e externos(processes judiciais, civis e cri rninais).

    BENS PUBL ICOSSao definidos por Hely Lopes Meire lles como"todas as ccisas corp6reas ou ineorporeas, im6-veis, moveis e sernovenres, creditos, direitos eacoes, que pertencarn, a qualquer titulo, a s enti-dades estatais, autarquicas, fundacionais eparaestatais" .

    Classifica"aoa) Bens de usa eomum do povo all do dominiopublico - Sao os mares, praias, rios, estradas,ruas e pracas (todos os locais abertos a utiliza-c ;ao publica, de us