RESUMÃO PROCESSO DO TRABALHO

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RESUMO PROCESSO DO TRABALHO PARA O TRTDIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO - AULA 1 (25.03.2011)INDICAO BIBLIOGRFICA 1. Resumo udio Livro de Processo do Trabalho pela Editora Saraiva; 2. Manual de Direito Processual do Trabalho do Prof. Mauro Schiavi da Editora LTR; 3. Ler Smulas do TST e as respectivas OJs que envolvem o tema que ir estudar; 4. A CLT da Editora LTR; ORGANIZAO DA JUSTIA DO TRABALHO (art. 111 a 117 da CF > principais aspectos da Justia do Trabalho) A Justia Nacional se subdivide em: 1. a) b) c) 2. a) b) Justia Especial ou especializada: Do Trabalho; Eleitoral; Militar. Justia Comum: Federal; Estadual. O artigo 111 da CF dispe quais so os rgos da Justia do Trabalho: Art. 111. So rgos da Justia do Trabalho: (segundo a CF) I - o Tribunal Superior do Trabalho; II - os Tribunais Regionais do Trabalho (24 TRTs. Tocantins, Roraima, Acre e Amap possuem TRTs vinculados em outros Estados); III - Juzes do Trabalho. A EC/24 de 1999 trouxe a extino da representao classista da JT em todos os graus de Jurisdio. Hoje s entra na JT atravs de concurso pblico ou atravs do 5 Constitucional previsto na CF. No 1 grau tinha a Junta de Conciliao e Julgamento, mas hoje existe a Vara do Trabalho com posta por juiz Monocrtico ou Singular, ou seja, o juiz titular ou o substituto. (art. 116 da CF). Art. 112 da CF: A lei (ordinria) criar varas da Justia do Trabalho, podendo, nas comarcas no abrangidas por sua jurisdio, atribu-la aos juzes de direito, com recurso para o respectivo Tribunal Regional do Trabalho. *Esses juzes de direito so conhecidos como juiz de direito investido na jurisdio trabalhista. *O juiz Estadual ou o juiz federal poder julgar matria trabalhista. Obs.: O recurso da sentena proferida por juiz de direito o recurso ordinrio emanado perante o TRT (parte final do art. 112 da CF e art. 895, I, da CLT). Obs.: Smula 10 do STJ:

Instalada a Vara do trabalho, cessa a competncia do juiz de direito em matria trabalhista, remetendo os autos Justia do Trabalhoindependentemente da fase processual em que os processos se encontram. *Ou seja, independentemente do processo estar em fase de execuo ou com trnsito em julgado > regra de competncia absoluta que uma exceo ao princpio da perpetuatio jurisdictionis. O princpio da perpetuatio jurisdictionis est previsto no art. 87 do CPC (o CPC aplicado subsidiariamente na Justia do Trabalho quando houver lacuna na CLT e compatibilidade a princpios e regras. Essa competncia (trabalhista) determinada do momento em que a ao proposta. Se tem apenas uma vara, a determinao dessa competncia acontece quando a petio despachada; se houver mais de uma Vara, a determinao da competncia acontecer quando a petio inicial for distribuda. Obs: Eventuais alteraes posteriores ou supervenientes, de fato ou de direito, no tem o condo de alterar essa competncia, pois esta j foi fixada (princpio da perpetuatio jurisdictionis amparado pelo princpio da segurana jurdica, da estabilidade das relaes jurdicas e sociais. IMPORTANTE: O princpio da perpetuatio jurisdictionis no absoluto, pois comporta duas excees: 1) Quando houver supresso de rgo do Poder Judicirio > remete os autos justia competente/aos rgos competentes com a alterao superveniente da competncia; 2) Quando for alterada a competncia em razo da matria ou da hierarquia (competncias absolutas; a da pessoa tambm); *Se houver alterao da competncia em razo da pessoa haver sim a alterao superveniente da competncia. *Princpio da identidade fsica do juiz (Art. 132 do CPC) > o juiz que concluir a audincia julgar a lide, salvo quando ele estiver licenciado, afastado, promovido ou aposentado. Obs: O TST editou a Smula n. 136 dispondo que o princpio da identidade fsica do juiz no aplicado nas Varas do Trabalho. COMPETNCIA DA JUSTIA DO TRABALHO Competncia MATERIAL (em razo da matria ou ratione materiae) A EC/45/2004 representou uma ampliao significativa da competncia material da Justia do Trabalho (nova competncia da Justia do Trabalho). O art. 114 da CF dispe a nova competncia da Justia do Trabalho: Art. 114 da CF: Compete Justia do Trabalho processar e julgar: I as aes oriundas da relao de trabalho, abrangidos os entes de direito pblico externo e da administrao pblica direta e indireta da Unio, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municpios; II as aes que envolvam exerccio do direito de greve; III as aes sobre representao sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores; IV os mandados de segurana, habeas corpus e habeas data, quando o ato questionado envolver matria sujeita sua jurisdio; V os conflitos de competncia entre rgos com jurisdio trabalhista, ressalvado o disposto no art. 102, I, o; VI as aes de indenizao por dano moral ou patrimonial, decorrentes da relao de trabalho; VII as aes relativas s penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos rgos de fiscalizao das relaes de trabalho;

1.

VIII a execuo, de ofcio, das contribuies sociais previstas no art. 195, I, a , e II, e seus acrscimos legais, decorrentes das sentenas que proferir; IX outras controvrsias decorrentes da relao de trabalho, na forma da lei. 1 - Frustrada a negociao coletiva, as partes podero eleger rbitros. 2 Recusando-se qualquer das partes negociao coletiva ou arbitragem, facultado s mesmas, de comum acordo, ajuizar dissdio coletivo de natureza econmica, podendo a Justia do Trabalho decidir o conflito, respeitadas as disposies mnimas legais de proteo ao trabalho, bem como as convencionadas anteriormente 3 Em caso de greve em atividade essencial, com possibilidade de leso do interesse pblico, o Ministrio Pblico do Trabalho poder ajuizar dissdio coletivo, competindo Justia do Trabalho decidir o conflito. *Comentrios sobre o art. 144 da Constituio Federal: 1) Inciso I (1 Parte): Hoje a JT julga as aes oriundas da relao de trabalho (principal ampliao). Toda relao de emprego uma relao de trabalho, mas nem toda relao de trabalho uma relao de emprego (Ex: autnomo, avulso, estagirio, etc.) PEPENOSA (pessoalidade, pessoa fsica, noeventualidade/habitualidade, onerosidade e subordinao): requisitos para configurar a relao de emprego. Obs: *Alteridade = princpio (posio majoritria) ou requisito. Latim: alter (outro). O empregador assume os riscos de sua atividade econmica, portanto, o empregado presta o servio por conta alheia. Reflexos: a) trabalhadores autnomos no so empregadores por ausncia da alteridade; b) carter forfetrio o salrio sempre devido independentemente da sorte do empreendimento; c) PLR Participao nos Lucros e Resultados (art. 7, XI, CF; lei 10.101/200), ela desvinculada da remunerao; d) Princpio da irredutibilidade salarial (art. 7, VI, CF), regra da irredutibilidade, exceo a reduo mediante negociao coletiva (ACT ou CCT limite mx. de 2 anos de vigncia desses ACT ou CCT) com participao obrigatria do sindicato da categoria profissional. Relao de trabalho gnero das espcies: a) Relao de emprego; b) Trabalho autnomo; c) Trabalho avulso; d) Trabalho Eventual; e) Trabalho Voluntrio f) Estgio, etc. *Relao de trabalho qualquer vnculo jurdico em que uma PF se compromete a prestar um servio ou executar uma obra em favor de outrem (pessoa fsica, PJ ou ente despersonalizado). Questes polmicas: a) A Justia do Trabalho possui competncia para a cobrana de honorrios advocatcios? Os honorrios advocatcios, segundo o TST, no decorrem de simplesmente da sucumbncia. A parte tem que estar assistida por sindicato e ser beneficiria da justia gratuita (para que haja a limitao da condenao em honorrios advocatcios de 15%). A posio majoritria entende que a competncia da Justia Comum Estadual, segundo a Smula n. 363 do STJ (ao de cobrana de honorrios do profissional liberal em desfavor do cliente). O STJ entende que essa ao essencialmente cvel.

b) A Justia do Trabalho tem competncia para julgar aes penais (competncia criminal)? O PGR ajuizou uma ADIN n. 3.684-0 ante o STF e este proferiu uma Liminar dispondo que a Justia do Trabalho no tem competncia para processar e julgar aes penais, dando efeitos ex tunc para as decises anteriores. 2) Inciso I (3 Parte): Entes da Adm. Pblica, direta e indireta, da Unio, E, M e DF. AJUF (Associao dos Juzes Federais do Brasil) ajuizou uma ADIN n. 3.395-6 ante o STF e este, em deciso plenria, proferiu o entendimento de que a JT s ficou com os CELETISTAS, os demais tem competncia da Justia Comum Estadual ou Federal (a depender do mbito funcional de cada servidor). 3) Inciso II: Aes que envolvam exerccio do direito de greve. Aes, individuais ou coletivas, que envolvam o exerccio do direito de greve so de competncia da JT. Questes polmicas: a) A Justia do Trabalho possui competncia para processar e julgar as aes possessrias que envolvam o direito de greve? *Ao de reintegrao de posse: no caso de esbulho; *Ao de manuteno de posse: no caso de turbao; *Ao de interdito proibitrio: no caso de ameaa de esbulho ou de turbao. Ex: o MST chega numa cidade (ameaa de esbulho ou turbao >entra com interdito proibitrio; MST se instala na porta de uma fazenda >hiptese de turbao (qualquer ato que embarace o exerccio da posse); MST invade a fazenda > hiptese de esbulho (efetiva perda da posse, total ou parcial, almejando a reintegrao de posse). A Smula Vinculante n. 23 do STF dispe que as aes possessrias que envolvam o direito de greve so de competncia da JT, desde que relacionada aos trabalhadores da iniciativa PRIVADA. b) A quem compete o processamento da greve dos servidores pblicos civis? A majoritria sustenta que a competncia da Justia Comum Federal ou Estadual (a depender do mbito funcional de cada servidor). 4) Inciso V: Conflitos de competncia entre rgos com jurisdio trabalhista. *Esse inciso deve ser estudado segundo quatro grandes regras: 1 Regra: Art. 808, alnea a da CLT: conflito entre varas do trabalho (sinnimo tambm de juiz do trabalho e/ou juiz de direito investido de jurisdio trabalhista) que pertenam mesma regio: o TRT julgar. Ex: confli