Resumo de MCI

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    27-Oct-2015

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<ul><li><p>1 Sistema de Lubrificao </p><p> Principal Finalidade: Reduzir o atrito entre as peas que trabalham com </p><p>movimento relativo, o que conseguido mediante o estabelecimento de um fluxo </p><p>contnuo de lubrificante entre as mesmas; </p><p> Outras funes: Resfriamento, Vedao, Limpeza, Amortecimento de choque e </p><p>Proteo contra ataques qumicos. </p><p>1.2 Componentes de um Sistema de Lubrificao </p><p> Crter ou poceto - serve de depsito para o OL; </p><p> Bombas - garantem um fluxo de leo contnuo e sob presso ao sistema; </p><p> Ralo - Localizado na aspirao da bomba, retm as partculas maiores; </p><p> Vlvulas de segurana - Localizadas na descarga da bomba, protege o sistema </p><p>contra um excesso de presso; </p><p> Filtros - retm as partculas menores contidas no OL; </p><p> Filtro magntico - retm as partculas de materiais ferrosos, provenientes de </p><p>desgastes; </p><p> Vlvulas reguladoras de presso - regula as vrias presses requeridas para os </p><p>diversos pontos a lubrificar; </p><p> Resfriador de OL - local onde o OL transfere calor retirado do motor; pode ser </p><p>a gua ou ar; </p><p> Vlvulas reguladoras de temperatura - prove um rpido aquecimento do leo </p><p>lubrificante durante a partida e controla a temperatura durante o funcionamento </p><p>(controla a vazo para o resfriador); </p><p> Pressostato - prove segurana em funo da presso limite de OL; </p><p> Filtro centrfugo - retm impurezas slidas do OL. ; </p><p> Vlvulas de segurana dos filtros de OL - asseguram a manuteno do fluxo </p><p>de lubrificante, em caso da obstruo do filtro, evitando que o leo deixe de </p><p>circular no motor; </p><p>1.3 Tipos de Lubrificao </p><p>1.3.1 Lubrificao Hidrosttica </p><p>O objetivo da lubrificao hidrosttica formar um filme de lubrificante entre as partes </p><p>em frico. Possibilita: </p></li><li><p> Um alto grau de rigidez e amortecimento; </p><p> Vida ilimitada do rolamento; </p><p> Total eliminao do efeito agarra-desliza; </p><p> Nenhum desgaste da superfcie deslizante; </p><p> Alto grau de estabilidade trmica; </p><p> Alto grau de segurana contra impactos; </p><p> Absoluta preciso de posicionamento; </p><p> Altssimo grau de preciso de usinagem; </p><p>1.3.2 Lubrificao Hidrodinmica </p><p>A lubrificao hidrodinmica d-se aps o arranque e durante a continuidade do </p><p>movimento. Ela ter de garantir que no ocorra contato metal-metal. A lubrificao </p><p>hidrodinmica poder ser utilizada em diversas aplicaes, tais como: Motores de </p><p>automvel, como por exemplo, nos apoios da cambota; </p><p> Rodas de carruagens e locomotivas; </p><p> Motores de aeronutica; </p><p> Bombas submersveis, estas tm de estar muito bem isoladas devido </p><p>humidade; </p><p> Guias de deslizamento; </p><p> Caixas de velocidades e redutores; </p><p>1.4 Tipos de Movimentos encontrados nos motores </p><p>a) Contato deslizante: </p><p> Rotativo: mancais de sustentao, eixo de cames, mecanismo de vlvulas, etc.; </p><p> Oscilatrio: Pinos de mbolos, mancais de balancins, etc.; </p><p> Alternativo: mbolos, molas de seguimento, hastes de vlvulas, etc. </p><p>b) Contato de engrazamento: </p><p> Parafuso sem fim; </p><p> Engrenagens helicoidais; </p><p>c) Contato de rolamento: </p><p> Mancais de esfera; </p><p> Roletes; </p><p> De agulhas. </p></li><li><p>1.5 Propriedades dos Lubrificantes </p><p>A escolha do leo de viscosidade adequada depende: </p><p> Do tipo do motor; </p><p> Da sua carga; </p><p> Da velocidade; </p><p> Da temperatura; </p><p>As propriedades dos lubrificantes dependem: </p><p> Do leo cru do qual eles derivam; </p><p> Do tipo e grau de refinao; </p><p> Dos aditivos empregados. </p><p>1.5.1 Especificaes dos lubrificantes </p><p> Ponto de fluidez </p><p>Temperatura na qual um leo no se escoa, quando seu recipiente adernado em </p><p>determinadas condies. Temperatura abaixo da qual o leo no escoa em sistemas de </p><p>lubrificao. </p><p> Ponto de fulgor </p><p>Temperatura na qual o leo aquecido desprende vapores em quantidade suficiente para </p><p>formar a mistura combustvel com ar, que em contato com uma chama, desprende uma </p><p>chama rpida. </p><p> Ponto de inflamao </p><p>Temperatura na qual o leo se mantm em combusto depois de inflamado. </p><p> ndice de viscosidade </p><p> uma medida de variao da viscosidade de um leo com a temperatura referida a dois </p><p>leos que tenham a mesma viscosidade a 98,9 C. Os leos de alto ndice de viscosidade </p><p>so preferveis para uma boa lubrificao do motor. </p></li><li><p> Resduo de carbono </p><p> determinado inflamando uma amostra de 10 gramas de lubrificante em um rigoroso </p><p>controle, e medindo-se o peso do resduo restante da combusto. </p><p> Cor </p><p>Medida em laboratrio; permite verificar as condies do leo lubrificante, atravs de </p><p>tabelas. </p><p> Demulsibilidade </p><p>Consegue separar-se da gua rapidamente. </p><p> Emulsibilidade </p><p>Caracteriza-se pela mistura com a gua sem perder suas caractersticas. </p><p>Obs.: os OL dos motores no possuem nenhuma destas caractersticas. </p><p>1.5.2 Aditivos </p><p>Os aditivos podem ser caracterizados como agentes: </p><p> Anticorrosivos e antioxidantes; </p><p> Detergentes; </p><p> Antiespumantes; </p><p> Para aumentar a oleosidade e resistncia de pelcula; </p><p> Para baixar o ponto de fluidez. </p><p>1.6 Tipos de leos </p><p>Minerais: Obtidos da destilao do petrleo </p><p>Graxos: Origem vegetal ou animal (so produtos qumicos instveis) </p><p>Compostos: composto por leos minerais e graxos </p><p>Sintticos: criados em laboratrio por processo de polimerizao. (ex: fluidos </p><p>Hidrulicos. Deve-se utilizar borrachas especiais) </p><p>Graxas: Mistura de um lquido lubrificante com um agente espessante (sabo) </p></li><li><p>1.7 Processos de Lubrificao </p><p> Lubrificao por salpico e bomba de circulao </p><p>leo borrifado nas partes mveis. </p><p> Lubrificao por salpico e presso </p><p>Bomba envia leo sob presso para aos mancais de sustentao dos eixos de manivelas </p><p>e de cames, e canalizaes nos ps das conectoras. </p><p> Lubrificao forada </p><p>A Bomba fornece leo sob presso a todos os mancais atravs de canaletes internos. Os </p><p>canaletes feitos nas conectoras conduzem o leo dos mancais das conectoras at os </p><p>pinos dos mbolos. As paredes de cilindros, mbolos, e molas de seguimentos so </p><p>lubrificadas pelos salpicos do leo que saltam dos pinos de mbolos e dos mancais </p><p>principais e dos das conectoras. </p><p> Lubrificao por Gravidade </p><p>Possui um tanque a uma determinada altura, possui um lubrificador mecnico com cerca </p><p>de 8 a 10 redes, ou canaletas, que lubrifica as camisas por uma espcie de orifcio nas </p><p>camisas. O leo cai em um espao amortecedor que vai para um tanque de borra, no </p><p>sendo reaproveitado. Parte desse leo queimado. </p><p>Obs: Critrios adotados para a Troca de leo - Horas de funcionamento, </p><p>Quilometragem, Viscosidade, Oil Test Kit (MTU tem Kit prprio para seus motores); </p></li><li><p>2 Sistema de Admisso e Descarga de Gases </p><p>Sistema de admisso projetado para permitir a introduo da carga de ar necessria </p><p>queima equilibrada nos cilindros. </p><p>( mistura A/C) - imprescindvel que o ar esteja limpo.O carregamento do cilindro </p><p>afetado pela temperatura e presso do ar. </p><p>MD SUPERCARREGADO - aquele que recebe uma carga de ar adicional sem que </p><p>sua cilindrada seja alterada; </p><p>TURBO COMPRESSOR - formado por uma turbina e um compressor denominado </p><p>turbocompressor, no qual o rotor da turbina acionado pelos gases de descarga do </p><p>motor e esta por sua vez aciona o rotor do compressor montado no mesmo eixo. </p><p>O compressor aspira o ar da atmosfera e o comprime para o interior do cilindro. </p><p>Entre o turbocompressor e o coletor de admisso de ar do motor, pode ser instalado um </p><p>resfriador (inter-cooler) que tem a funo de resfriar o ar aquecido, devido ao trabalho </p><p>de compresso, aumentando assim o peso de ar admitido no cilindro. </p><p>Sistema de admisso de ar do motor diesel de 2 tempos - quer seja supercarregado ou </p><p>no, as partes componentes do sistema de admisso de ar dos motores de dois tempos </p><p>so praticamente as mesmas: </p><p> Filtro; </p><p> Bomba de ar de lavagem; </p><p> Coletor de ar de lavagem; </p><p> Janelas de admisso; </p><p>Com a finalidade de aumentar o peso do ar admitido, melhorando as condies de </p><p>carregamento dos cilindros, podemos encontrar outros tipos de peas como: </p><p>turbocompressor e resfriador de ar. </p></li><li><p>Sistema de admisso de ar do motor diesel de 4 tempos NO supercarregado </p><p>geralmente os componentes deste sistema so: </p><p> Filtro; </p><p> Coletor de admisso de ar; </p><p> Vlvulas de admisso. </p><p>Sistema de admisso de ar do motor diesel de 4 tempos Supercarregado geralmente </p><p>os componentes deste sistema so: </p><p> Filtro; </p><p> Turbocompressor (acompanhado ou no de resfriador de ar); </p><p> Coletor de admisso de ar; </p><p> Vlvulas de admisso. </p><p>Caminho do ar de admisso nos Motores supercarregados </p><p>Vlvulas de fechamento rpido: Permitem a parada do motor em situaes de </p><p>emergncias. Eletricamente ou manualmente. </p><p>Peas dos sistemas de ar </p><p>1 - Filtro De Ar </p><p>Tem como finalidade principal permitir que o ar atinja o interior dos cilindros na </p><p>melhores condies de limpeza e secundaria de atuar como silencioso, uma vez que a </p><p>flutuao de presso no coletor de admisso produz vibraes com a conseqente </p><p>formao de rudos. </p><p>Obs: As vibraes so atenuadas: pelo desenho da tomada de ar - pelo desenho do </p><p>recipiente que envolve o filtro </p><p>Tipos de filtro </p><p>a) Filtro seco - normalmente seu elemento filtrante um papel, tratado com resinas </p><p>especiais, disposto em forma de anel e, dobrado de modo sanfonado. Este </p><p>elemento filtrante deve ser trocado periodicamente. </p><p>Filtro de ar Turbo </p><p>compressor Resfriador </p><p>de ar Coletor de admisso </p><p>Vlvulas de admisso </p></li><li><p>b) Filtro molhado - neste tipo de filtro, o ar passa por um reservatrio existente no </p><p>corpo do filtro, com leo lubrificante, onde as partculas mais pesadas ficam </p><p>retidas, antes de atingir o elemento filtrante propriamente dito. </p><p>Cuidados com os leos existentes nos filtros molhados: </p><p>manter o leo sempre no nvel determinado, pois: </p><p>quando seu nvel est abaixo do indicado, haver uma sobrecarga no elemento </p><p>filtrante; </p><p>caso o nvel esteja acima da marca de referncia, haver possibilidade do leo </p><p>lubrificante ser arrastado para o interior dos cilindros; </p><p>o leo dever ser substitudo sempre que houver partculas slidas no seu </p><p>reservatrio. </p><p>o leo colocado no reservatrio dever ser sempre limpo (leo novo); </p><p>2 - Turbocompressor </p><p> formado por uma turbina(acionada pelos gases de descarga do motor) e que, por sua </p><p>vez desloca um compressor que aspira o ar da atmosfera comprimindo para o sistema. </p><p>Vantagens: A potncia para seu acionamento obtida com o aproveitamento da energia </p><p>residual contida nos gases de descarga do motor. E o motor e o turbo compressor no </p><p>so acoplados mecanicamente. </p><p>Desvantagem: alguns motores necessitam-se mecanismos para suprimento de ar para as </p><p>primeiras queimas dos motores. </p><p>Procedimentos com o turbocompressor em funcionamento: Devemos observar ou </p><p>controlar o seguinte: temperatura do ar aspirado; temperatura e presso do ar </p><p>descarregado pelo turbo-compressor; temperatura da gua na entrada e na sada do </p><p>turbo-compressor; temperatura dos gases na entrada da turbina; temperatura e nvel do </p><p>leo lubrificante </p><p>Teste do turbo compressor: Periodicamente(aps o 1 funcionamento, reviso, reparo </p><p>ou longo perodo parado) devemos verificar as condies de balanceamento atravs do </p><p>CONTROLE DO TEMPO DA ROTAO EM INRCIA DO TURBO </p><p>COMPRESSOR </p><p>Restrio no sistema de admisso de ar - Quando os cilindros no recebem e/ou no </p><p>armazenam a quantidade de ar necessria para a queima, o motor apresenta: Perda de </p><p>potncia - fumaa preta na descarga - aumento no consumo de combustvel - dificuldade </p><p>de partida (primeiras queimas) </p></li><li><p>As principais causas de restrio no sistema de admisso de ar so: - filtro de ar </p><p>sujo - coletor de admisso sujo - janelas de admisso sujas - vlvulas de admisso com </p><p>abertura incorreta (desreguladas) - resfriador de ar sujo - circulao deficiente do agente </p><p>de resfriamento do resfriador de ar - deficincia de compresso da bomba de ar de </p><p>lavagem ou turbo-compressor. </p><p>Normas preventivas no sistema de admisso de ar so: limpeza do filtro de ar,do </p><p>coletor de admisso,das janelas de admisso do resfriador de ar,do turbo-compressor,da </p><p>bomba de ar de lavagem- regulagem das vlvulas de admisso- aferio dos sensores do </p><p>sistema- verificao das folgas das bombas de ar de lavagem- drenagem do coletor de </p><p>admisso antes da partida do motor. </p><p>Normas de controle do sistema de admisso de ar: verificao da presso de </p><p>compresso; verificao da temperatura do ar admitido no motor; verificao da presso </p><p>no coletor de admisso; drenagem do coletor de admisso; e verificao da circulao </p><p>do agente de resfriamento no resfriador de ar. </p><p>3 - Sistema De Descarga Dos Gases </p><p>Tem a finalidade de conduzir para o meio externo os gases resultantes das queimas </p><p>ocorridas no interior dos cilindros do motor. A presso de descarga dos gases deve </p><p>possuir um valor pr-determinado de modo a no afetar o funcionamento do motor e </p><p>reduzir o nvel de rudo do motor. </p><p>Sistema de descarga de gases do motor diesel de 2 tempos: As partes componentes </p><p>bsicas deste sistema so: </p><p> Janelas ou vlvulas de descarga; </p><p> Coletor de descarga; </p><p> Junta de dilatao; </p><p> Silencioso; </p><p> Condutos da chamin. </p><p>Sistema de descarga de gases do motor diesel de 4 tempos no supercarregado: As </p><p>partes componentes deste sistema so: </p><p> Vlvulas de descarga; </p><p> Coletor de descarga; </p><p> Junta de dilatao; </p></li><li><p> Silencioso; </p><p> Condutos da chamin. </p><p>Sistema de descarga dos gases do motor diesel de 4 tempos supercarregado: As </p><p>partes componentes deste sistema so </p><p>vlvulas de descarga - coletor de descarga - turbo-compressor - condutos da chamin. </p><p>Normas preventivas do sistema de descarga dos gases:- limpeza das janelas de </p><p>descarga,coletor de descarga,condutos da chamin,turbo-compressor; Inspeo e </p><p>limpeza do silenciosos; aferio dos sensores do sistema; regulagem das vlv. descarga </p><p>Normas de controle do sistema de descarga dos gases: verificao da temperatura </p><p>dos gases: na descarga de cada cilindro do motor e na entrada do turbo-compressor; </p><p>verificao da colorao dos gases de descarga. </p><p>Colorao na fumaa </p><p>Pardacenta na descarga indica que o motor est com a queima equilibrada; </p><p>Azul indica queima de leo lubrificante, que poder estar sendo causada por: guia de </p><p>vlvulas gastas; cilindro ovalizado; molas de mbolos gastas; molas de mbolos </p><p>montadas ao inverso; excesso de leo no filtro de ar tipo molhado. </p><p>Branca indica queima desequilibrada(excesso de ar), que poder estar sendo causada </p><p>por: injetor ou vlvula de injeo parcialmente obstruda; regulador de velocidade </p><p>desajustado; excesso de resfriamento do motor; e bomba de comb.desregulada. </p><p>Preta indica queima desequilibrada(excesso de comb.), que poder estar sendo causada </p><p>por: filtro de ar sujo; janelas de admisso sujas; coletor de admisso de ar sujo; vlvulas </p><p>de admisso desreguladas; sistema de combustvel desajustado; motor em sobrecarga; e </p><p>ajuste incorreto do regulador de velocidade. </p><p>Consumo Excessivo de Lubrificao </p><p>Atrito seco - superfcies em contato sem a presena de lubrificante. </p><p>Atrito mido - pequena pelcula de lubrificante favorece a frico sem impedir que as </p><p>superfcies entrem em contato </p><p>Atrito liquido - pelicula de lubrificante continuamente homognea, impedindo </p><p>contato entre suas superfcies </p><p>VISCOSIDADE - Caracterizada pelas particularidades de escoamento do leo; </p></li><li><p>PONTO DE COMBUSTO - temperatura de vaporizao que tornam o leo </p><p>suscetvel a inflamar-se; </p><p>PONTO DE CONGELAMENTO - temperatura em que o leo perde suas </p><p>propriedades de fluidez; </p><p>PONTO DE FLUIDEZ - temperatura mnina em que leo, submetido a um processo </p><p>de resfriamento, ainda flui;...</p></li></ul>