Resumo De Portugues

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    22-Nov-2014

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Resumo de lngua portugusa

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<ul><li> 1. Resumo de Portugus TIPOLOGIAS TEXTUAISDescrio: consiste em descrever as caractersticas que compem um determinado objeto, ambiente, paisagem ou pessoa, lembrando que, esta ltima pode ser descrita/caracterizada, pelo seu lado fsico, psicolgico ou por suas aes. difcil separar descrio de narrao, pois o que narrado se desenvolve em um espao que possui uma funcionalidade e que, por sua vez, envolve personagens devidamente caracterizadas. A descrio do espao e das personagens nele envolvidas constituem uma forma narrativa. Dizemos isto, porque comum, que caractersticas opostas das personagens revelem o conflito de uma narrativa, bem como, a descrio do espao pode revelar traos psicolgicos das personagens.Narrao: consiste em contarmos um ou mais fatos, reais ou imaginrios, que ocorreram em determinado tempo e lugar, envolvendo certas personagens. O processo narrativo dinmico, pois est sujeito a transformaes, expressas em equilbrios e desequilbrios.Os elementos bsicos so: enredo, narrador, personagens, tempo, espao e conflito. N.B: toda narrativa possui introduo, desenvolvimento e concluso.Dissertao: consiste na exposio de nossas idias, nossas opinies, nossos pontos de vista, seguidos de argumentos que os comprovem. Para se escrever um texto dissertativo necessrio ter conhecimento sobre o asssunto e assim, tomar uma posio crtica com relao a ele. Para a formao de nossa opinio, precisamos nos munir de dados, informaes, idias e, tambm, opinies de pessoas relacionadas diretamente com assunto. A estrutura bsica da dissertao se apresenta da seguinte forma: Introduo: apresentao do assunto e das questes referentes a ele; Desenvolvimento: momento em que idias, conceitos e informaes sero desenvolvidos; Concluso: retomada do assunto associado a uma avaliao final.ELEMENTOS DA NARRATIVA Enredo: a histria em si, que comea a ser narrada a partir de um fato, e que se desenrola pela ao do tempo, do espao, dos personagens, dando-se a concluso.Narrador: aquele que narra a histria. O foco narrativo (ponto de vista do narrador), pode-se apresentar de duas formas: narrador em 1 pessoa: aquele que participa da histria, no sendo necessariamente o protagonista. O narrador em 1 pessoa condiciona o leitor a entender e a interpretar todos os elementos da narrativa a partir da viso de mundo de quem a estruturou; narrador em 3 pessoa: no participa da histria, sendo portanto, neutro, pois no toma partido de nenhuma personagem. Este tipo de narrador relata os fatos com objetividade, no julgando diretamente esta ou aquela personagem. Narrador onisciente: aquele que tudo sabe, que conhece o interior das personagens, pode explicar seu passado e adiantar o que faro no futuro. Narrador observador: aquele que se limita a contar o que pode ser testemunhado de fora.Personagem: aquele que participa da histria de forma direta ou indireta. Pode ser classificado em:1 </li></ul><p> 2. protagonista: o personagem principal. Se divide em: a)- heri: apresenta caractersticas superiores s de seu grupo; b)- anti-heri: o protagonista que apresenta caractersticas iguais ou inferiores s de seu grupo, mas que por algum motivo est na posio de heri, s que sem competncia para tanto. antagonista: aquele que se ope ao protagonista. o vilo da histria. personagens secundrios: exercem papel secundrio na histria, aparecendo com menor freqncia. Servem de ajudantes ou de confidentes do protagonista.Tempo: quando o fato ocorreu. Pode ser cronolgico ou psicolgico. O tempo cronolgico mensurvel em horas, dias, meses e anos. J o tempo psicolgico obedece ao fluxo de conscincia de que narra, ou seja, obedece a ordem determinada pelo desejo ou imaginao.Espao: o local onde se desenrola os fatos. Conflito: situao de tenso, de suspense. NARRAO1) Cria-se uma EXPECTATIVA para as personagens e para o leitor. 2) A expectativa contm NDICES do conflito. 3) Quebra da expectativa. 4) Explode o CONFLITO (principal caracterstica). 5) Busca-se a SOLUO do conflito. 6) O conflito pode ou no ser solucionadoas personagens resolvem ou tentam resolver o conflito. 7) A partir da soluodo conflito, conhece-se a INTENO do narrador.MERO RELATO1) Cria-se uma expectativa sem objetivo definido. 2) Surgem ou no ndices do conflito. 3) A expectativa se mantm ou substituda por outra. 4) Ausncia de conflito: o conflito no surge, ou simplesmente insinuado. 5) Os fatos e as caracterizaes se acumulam inexpressivamente. 6) J que no h conflito, qualquer finalpretensa soluopode ser apresentado como fecho para o texto. 7) No se sabe com que inteno a histria foi relatada.Numere os pargrafos a seguir, identificando o tipo de redao apresentado. Grife os elementos que ajudem a comprovar cada tipologia: 1) descrio 2) narrao3) dissertao( ) Acreditamos firmemente que s o esforo conjunto de toda a nao brasileira conseguir vencer os gravssimos problemas econmicos, por todos h muito conhecidos. Quaisquer medidas econmicas, por si s, no so capazes de alterar a realidade, se as autoridades que as elaboram no contarem com o apoio da opinio pblica, em meio a uma comunidade de cidados conscientes.( ) Nas proximidades deste pequeno vilarejo, existe uma chcara de beleza incalculvel. Ao centro avista-se um lago de guas cristalinas. Atravs delas, vemos a dana rodopiante dos pequenos peixes. Em volta deste lago pairam, imponentes, rvores seculares que parecem testemunhas vivas de tantas histrias que se sucederam pelas geraes. A relva, brilhando ao sol, estende-se por todo aquele local, imprimindo paisagem um clima de tranqilidade e aconchego.( ) As crianas sabiam que a presena daquele cachorro vira-lata em seu apartamento seria alvo da mais rigorosa censura de sua me. No tinha qualquer cabimento: um apartamento to 2 3. pequeno que mal acolhia lvaro, Alberto e Anita, alm de seus pais, ainda tinha de dar abrigo aum cozinho! Os meninos esconderam o animal em um armrio prximo ao corredor e ficaramsentados na sala espera dos acontecimentos. No fim da tarde a me chegou do trabalho. Notardou em descobrir o intruso e a expuls-lo, sob os olhares aflitos de seus filhos. ( ) Joaquim trabalhava em um escritrio que ficava no 12 andar de um edifcio da AvenidaPaulista. De l avistava todos os dias a movimentao incessante dos transeuntes, osfreqentes congestionamentos dos automveis e a beleza das arrojadas construes que sesucediam do outro lado da avenida. Estes prdios modernssimos alternavam-se commajestosas manses antigas. O presente e o passado ali se combinavam e, contemplandoaquelas manses, podia-se, por alto, imaginar o que fora, nos tempos de outrora, a paisagemdesta mesma avenida, hoje to modificada pela ao do progresso. ( ) Dizem as pessoas ligadas ao estudo da Ecologia que so incalculveis os danos que ohomem vem causando ao meio ambiente. O desmatamento de grandes extenses de terra,transformando-as em verdadeiras regies desrticas, os efeitos nocivos da poluio e a matanaindiscriminada de muitas espcies so apenas alguns dos aspectos a serem mencionados. Osque se preocupam com a sobrevivncia e o bem-estar das futuras geraes temem que aambio desmedida do homem acabe por tornar esta terra inabitvel. ( ) O candidato vaga de administrador entrou no escritrio onde iria ser entrevistado. Ele sesentia inseguro, apesar de ter um bom currculo, mas sempre se sentia assim quando estava porser testado. O dono da firma entrou, sentou-se com ar de extrema seriedade e comeou a lhefazer as perguntas mais variadas. Aquele interrogatrio parecia interminvel. Porm, toda aquelasensao desagradvel dissipou-se quando ele foi informado de que o lugar era seu. TEXTO E CONTEXTO O QUE TEXTO E CONTEXTO? O texto uma unidade global de comunicao que expressa uma idia ou trata de um assuntodeterminado, tendo como referncia a situao comunicativa concreta em que foi produzido, ouseja, o contexto. O texto pode ser uma nica frase de sentido completo:Os edifcios de So Paulo tm uma arquitetura moderna.O texto tambm est em obras maiores, formadas por oraes e pargrafos: crnicas,reportagens jornalsticas e romances de flego, como Grande Serto: Veredas, de GuimaresRosa. Quando escrevemos ou falamos, lanamos mo de mecanismos de coerncia e coesopara conseguirmos formar uma mensagem compreensvel e instigante. 1. Lingstica do textoDescreve as regras bsicas para a elaborao de frases corretas e interessantes. Suafinalidade tornar compreensvel o que ouvido ou lido. Para que um texto tenha coerncia,no basta que ele trate somente de um assunto. preciso tambm que os seus pargrafosestejam relacionados e no apresentem contradies. Finalmente, ele deve oferecer ao leitorou ao ouvinte uma mensagem completa, superior simples reunio de oraes e perodos. 2. Fatores internos ou significativosO pargrafo geralmente a primeira unidade dos textos corridos e em prosa. Formado por umnmero varivel de frases encadeadas, lgica e lingisticamente, ele finalizado graficamente3 4. por um ponto final, de interrogao ou de exclamao. Ao ler um texto, devemos em primeiro lugar, prestar ateno em seu contedo informativo fundamental, ao qual se subordinam, de modo articulado, vrios enunciados. A maioria das frases possui uma palavra-chave, que pode ser percebida diretamente ou com a ajuda de outras palavras que a substituem. O segundo passo identificar, nos diversos pargrafos, as idias secundrias. 3. Contexto Qualquer texto deve estar baseado no conhecimento do mundo real dos falantes. Essa uma condio cuja finalidade contribuir para sua significao global. No contexto, deve-se ter em mente os elementos que influenciam a mensagem: Verbos implicativos so os que envolvem o leitor. Exemplo: conseguir, evitar, concordar: O monitor no evitou que as crianas se machucassem. (As crianas machucaram-se) Verbos factivos, como lamentar, perceber e idias preconceituosas que o falante expressa inconscientemente: Daniela hoje no chegou tarde aos ensaios. (Daniela habitualmente chega tarde) 4. Mecanismos de coeso Nas frases e pargrafos que constituem o texto, devem aparecer elementos lingsticos. Esses elementos lingsticos tm a funo de relacionar os pargrafos, as frases e as palavras:- Enlaces fraseolgicos: Como ia te dizendo. Tendo em vista o que aconteceu.- Enlaces entre pargrafos: Primeiramente... (em geral no incio do discurso); Finalmente...; Concluindo...; Por um lado...; Acima de tudo...; No fundo... Outros enlaces tm carter temporal, comparativo, causal, consecutivo, explicativo:- Enlaces entre oraes: conjunes que relacionam oraes coordenadas ou subordinadas.- Enlaces lxicos: repetio de termos no texto, uso de sinnimos e de antnimos.- Enlaces por repetio: anfora repetio de um termo que apareceu anteriormente catfora quando um elemento remete a outro posterior; elementos diticos ou substitutos pronomes, advrbios, verbos e substantivos com ampla significao: isto, aquilo, fazer, pegar, pessoa, coisa. Contexto/SituaoSo dois os fatores bsicos que interferem na significao das palavras: O contexto lingstico, pois toda palavra aparece, habitualmente, rodeada de outras palavras, em frases orais ou escritas. So elas que ajudam a definir o exato significado da palavra: Este caf muito doce. Nesta frase, doce significa aucarado, significado diferente do que apresenta nesta outra frase: Uma doce melodia preenchia o ambiente. A situao, ou contexto extralingstico, e tudo mais que possa estar relacionado ao ato da comunicao, como poca, lugar, hbitos lingsticos, grupo social, cultural ou etrio dos falantes: Fogo!Esta expresso no significa o mesmo diante de um edifcio em chamas e dentro de um campo de tiro.Resumo das principais propriedades do texto:4 5. Coerncia: a relao que se estabelece entre as partes do texto, criando uma unidade de sentido. Que mecanismos podem ajudar a produzir um texto unitrio: a - encadeamento de figuras compatveis entre si. Num jantar de gala do Itamarati, os guardanapos no sero de papel. b no contradio de sentidos. No podemos estar em Portugal beira do Pacfico. c combinao de termos compatveis. uma pedra no v o lago, porque o verbo ver exige sujeito humano, no entanto; se considerarmos uma pedra em sentido metafrico de pessoa rgida, pesada e imvel, o pequeno texto passa a ganhar coerncia porque passa a existir compatibilidade entre pedra e ver. d no contradio de argumentos. No posso ser a favor da pena de morte por ser contra tirar a vida de algum. e combinao de atos de fala adequados. No posso responder a uma pergunta com outra; um pedido com algo que nada tem que ver com ele: Voc me traz o dinheiro ? / A professora nova bonita. f presena de elementos semnticos logicamente pressupostos entre si. X no pode ser casado e no ter esposa; Y no pode estar saciado e no ter comido nada.Coeso: a ligao, a relao, a conexo entre as palavras, expresses ou frases do texto. A coeso manifestada por elementos formais. Os elementos coesivos assinalam a conexo entre partes do texto. So muitos os mecanismos de coeso textual, mas vamos citar trs deles:1 A retomada ou a antecipao de termos: Andr e Pedro so ambos fanticos torcedores de futebol. Apesar disso, so diferentes. Este no briga com quem torce para outro time; aquele o faz. O termo isso retoma o predicado so ambos fanticos torcedores de futebol, este retoma o termo Pedro; aquele, a palavra Andr; o faz, briga com quem torce para outro time. Todos os termos que servem para retomar outros so chamados anafricos. Quando esses mesmos termos antecipam outro (por exemplo, na frase Meu pai me disse isto: v deitar cedo, onde isto antecipa v deitar cedo) so chamados catafricos.2 O encadeamento: feito por conectores, que so palavras e expresses responsveis pela concatenao, pela criao de relaes entre os segmentos do texto.CONECTIVOS:Os conectivos ligam palavras ou oraes. So elementos de ligao na frase. Ex: O prazer e a dor so passageiros. A espada vence mas no convence. No primeiro exemplo, o conectivo e liga duas palavras; no segundo, o conectivo mas liga duas oraes.Os conectivos dividem-se em duas classes: coordenativos e subordinativos.Quadro dos conectivos: Coordenativos: ligam oraes coordenadas. 1. Conjunes coordenativas a. aditivas: e 5 6. b. adversativas: mas c. alternativas: ou d. conclusivas: logo e. explicativas: pois Subordinativos: subordinam oraes dependentes s principais. 1. Conjunes subordinativas a. causais: porque b. comparativas: como c. concessivas: embora d. condicionais: se e. conformativas: conforme f. consecutivas: [to] que g. finais: para que h. proporcionais: medida que i. temporais: quando - INICIAM ORAES ADVERBIAIS - 2. integrantes: que, se - INICIAM ORAES SUBSTANTIVAS - 3. Pronomes relativos: que, quem, cujo, cuja, o qual, a qual, etc. - INICIAM ORAES ADJETIVAS -3 Presena de todos os termos necessrios ao sentido da orao e do perodo. A escrita no exige que os perodos sejam longos, mas que sejam completos e que as partes estejam absolutamente conectadas entre si. Se faltam partes, no pode haver coeso.Progresso: Um bom texto implica progresso, isto , que cada segmento que se sucede v acrescentando informaes novas aos enunciados anteriores. Ca...</p>