RESUMO Ivan Paulo Machado Jascoski - .debito executado por seu credor, pelas vias procedimentais

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  • RESUMO

    Ivan Paulo Machado Jascoski

    Advogado

    A presente monografia teve como tema desenvolvido a execuo de alimentos decorrentes de lastro de consanginidade, que tem o intuito de analisar de forma clara e precisa, aspectos doutrinrios e jurisprudenciais sobre alimentos, sendo que o nascimento da obrigao transcende as linhas do saber, igualando-se s linhas do imaginrio, pois esta obrigao origina-se de um fator maior, consubstanciado na solidariedade e dever de amparo, que se originou dos tempos mais remotos e que ao transcender dos sculos evoluiu para o que hoje conhecemos como Direito de Famlia. Despojando-se para o futuro com aspectos peculiares, que apontam para o sculo XXI com grande nfase e repercusso, pois todas as cautelas fazem-se necessrias, tendo em vista que se busca proteger a vida. E, no que tange ao dever de sustento dos pais para com seus filhos menores, este decorre do poder familiar, sendo que ambos os cnjuges devem propiciar a guarda e educao dos mesmos, sendo que esta se extingue com a insurgncia de um fato modificativo, que, neste ponto, difere-se da obrigao de alimentar que deriva da simples carncia do necessitado desde que comprovada. Contudo, os alimentos consistem em atender as necessidades bsicas e fundamentais da vida, garantindo a subsistncia e mantena do indivduo necessitado, preservando o princpio da dignidade e solidariedade humana. Sendo apresentado um estudo a respeito da natureza jurdica alimentar, classificao dos alimentos, pressupostos essenciais e caractersticas da obrigao alimentar, as formas pelas quais se busca a satisfao do crdito e as formas de se proceder dentro do processo, retratando para tanto os meios de restrio da liberdade de locomoo do inadimplente, e os meios de afetar diretamente a capacidade econmica financeira do devedor.

  • SUMRIO

    Introduo

    Captulo I - Do surgimento

    1.1. Da famlia e dos alimentos

    1.2. Definio e caractersticas dos alimentos

    1.3. Classificao da obrigao alimentar

    1.4. Alimentos naturais e civis

    1.5. Alimentos voluntrios e os legtimos

    1.6. Alimentos provisrios, provisionais e definitivos

    1.7. Alimentos futuros e pretritos

    Captulo II - Natureza jurdica

    2.1. Da obrigao e do dever de alimentar

    Captulo III - Execuo de alimentos

    3.1. Petio

    3.2. Procedimento da execuo

    3.3. Da coao pessoal

    3.4. Do desconto em folha

    3.5. Da expropriao

    Consideraes Finais

    Referncias Bibliogrficas

    Substitua os "x" pelos nmeros das pginas, mas faa isso por ltimo de tudo.

    Escreva as sees de cada captulo e apague os pontos at que tudo caiba em apenas uma linha. Voc

    poder acrescentar linhas copiando e colando as existentes e apagar as linhas que sobrarem

    selecionado-a e apertando o cone "tesoura". As linhas da tabela no devero aparecer na impresso.

  • 1

    EXECUO DE ALIMENTOS DECORRENTE DE CONSANGINIDADE

    INTRODUO

    O objetivo em se estudar a execuo de alimentos, consiste no inicio da necessidade de quem

    os pleiteia, relacionando para tanto as leis, doutrinas e jurisprudncias atinentes no ordenamento

    jurdico brasileiro.

    Este , portanto, um estudo cientfico jurdico, apoiado em aspectos sociolgicos e histricos

    baseado na norma jurdica atinente, e, que se tornam necessrias para a compreenso do tema.

    Subtende-se necessrio ao desenrolar do estudo a indagao das seguintes questes, como: o que so

    alimentos e em decorrncia de que nasce a obrigao? Quem so os incumbidos em suprir tal

    obrigao de alimentar? Quais so os mecanismos que autorizam a cobrana e satisfao do dbito?

    E oriundo desse questionamento, torna-se necessrio abordar a definio de alimentos, pois

    estes em seu sentido amplo se desmistificam como uma prestao fornecida a uma pessoa, em dinheiro

    ou espcie, compreendido como tudo aquilo que capaz de propiciar ao sujeito as condies

    necessrias sua sobrevivncia, respeitando para tanto os seus padres sociais, segundo leciona

    Orlando Gomes, citado por Maria Helena Diniz1:

    Alimentos so prestaes para a satisfao das necessidades vitais de quem no prov-las por si. Compreende o que imprescindvel vida da pessoa como alimentao, vesturio, habitao, tratamento mdico, transporte e diverses, e, se a pessoa alimentada for menor de idade, ainda verbas para sua instruo e educao, incluindo parcelas despendidas com sepultamento, por parentes legalmente responsveis pelos alimentos.

    E diante ao abordado brilhantemente pela Doutrinadora Maria Helena Diniz, percebe-se que

    os alimentos no se compreendem apenas para o sustento, mais incluindo vesturio, habitao,

    assistncia medica em caso de doena e, em se tratando de menor, o necessrio para sua instruo.

    Devendo atender assim as necessidades essenciais e sociais inerentes ao desenvolver de todo ser

    humano, perseguindo a guarda e proteo desse direito, em que, se podem pautar os alimentos em

    carter de urgncia, sendo estes arbitrados provisoriamente at o resultado da lide. Determinando

    assim seu carter personalssimo, pois um direito daquele que os pleiteia e que tenha algum tipo de

    lao com o obrigado, seja este sanguneo ou no com o alimentante e na impossibilidade ou

    insuficincia deste, pode-se prever a integrao na lide de todas as pessoas coobrigadas.

    1 Orlando Gomes, Aniceto L. Aliende, Questes sobre Alimentos, So Paulo, Revista dos Tribunais, 1986, apud Maria Helena Diniz, Curso de Direito Civil Brasileiro, p. 558.

  • 2

    E como j mencionado, um dos pressupostos da obrigao de alimentar, a existncia de um

    vnculo de parentesco entre o alimentando/credor, desde que comprovada a sua necessidade e do

    alimentante/devedor as possibilidades de consubstanci-los. Aquele que presta os alimentos dever

    cumprir com o seu dever, sem, contudo desfalcar o necessrio ao seu prprio sustento, principalmente

    por no ser razovel exigir-se sacrifcios ou privaes de algum, quando subsiste a hiptese de se

    pleitear alimentos em face de parentes mais prximos e na falta destes, aos mais remotos.

    Sendo assim a obrigao de alimentar um importante mecanismo de mtua solidariedade

    entre os coobrigados, membros estes pertencentes da mesma famlia alicerando-se no dever de

    socorro recproco e assumindo contornos de ordem pblica, sendo que, o interesse em se propiciar as

    necessrias condies de subsistncia originaria do estado, que por meio de lei buscou eximir-se de

    seu dever, exonerando-se assim de suas funes e de suas obrigaes originais delegando tal

    incumbncia ao ente familiar, fundando assim o contedo legal em um preceito v de base tica social.

    Outro tema que se insurge a necessidade de se conhecer o foro que tomar conhecimento

    da causa, que se tornar competente para o ajuizamento da ao, sendo este considerado privilegiado

    especial, abrangendo o foro do domiclio ou da residncia do alimentando, conforme adiante ser

    explicado, e, caso o ajuizando se der em foro diferente, considerar-se como renunciada a

    prerrogativa, claro que na prtica o representante da magistratura, visa proteger os interesses do

    menor, sendo que, o termo da concepo do texto normatizador, tem-se o necessitado da

    correspondente prestao como parte frgil da relao legal, e, segundo reza o artigo 100, inciso II do

    Cdigo de Processo Civil, comentado por Theotnio Negro e Jos Roberto F. Gouva, com a

    colaborao de Luis Guilherme Aidar Bondioli,2:

    competente o foro de domicilio do alimentando para ao em que se pedem alimentos. No entanto, por se tratar de competncia relativa, no h bice que impea a propositura da ao de alimentos em foro diverso do domicilio do alimentando.

    E se acarretar no descumprimento do assim decidido, o devedor de alimentos ter o seu

    debito executado por seu credor, pelas vias procedimentais que se encontram inseridas no texto legal,

    e, consubstanciadas pelos mais variados doutrinadores, sendo essas expostas no capitulo terceiro deste

    estudo.

    E segundo o mestre Cahali3, em sua obra, entende que, confrontada com as demais dvidas

    civis e fiscais, a dvida alimentar a todas prefere, pois a todas se sobrepe o direito vida, em que

    se funda da parte do alimentrio, sendo que outros autores fazendo remisso a obra do ilustre mestre

    coadunando com o mesmo entendimento.

    2 Theotnio Negro et al, Cdigo de Processo Civil Comentado, p. 240, apud (STJ-2 Seo, CC 57.622, rel. Min. Nancy Andrighi, j. 10.5.06, v.u., DJU 29.5.06, p. 156). Min. Nancy Andrighi, j. 10.5.06, v.u., DJU 29.5.06, p. 156). 3 Yusef S. Cahali, Dos alimentos, p. 94

  • 3

    Mas hoje o que se v so tribunais abarrotados de processos, em que se pleiteiam as coisas

    mais diversas e dentre elas a satisfao da execuo alimentar, se buscando meios coercitivos efetivos

    para tanto. Um dos meios mais utilizados na prtica forense a priso civil, ou, a expropriao, sendo

    este gnero, e que, mais adiante no desenvolvimento deste estudo se aborda sua figura especifica que

    se findem em outras espcies, sendo que, segundo o mestre Araken, quando fez meno em sua obra

    sobre este procedimento, tratou como um meio pouco eficiente para se obter o contedo da prestao

    satisfeita, mas com o desconto em folha de pagamento, ocorre o contrrio, pois este atinge diretamente

    o devedor, por meio de ordem judicial, comunicando-se diretamente com o seu empregador que

    terceiro desinteressado na causa e que, de pronto atende a ordem jurisdicional.

    Sendo que ao desenrolar do estu