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Resumo Prova II Abdominal [Semestre 2011.2]

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Text of Resumo Prova II Abdominal [Semestre 2011.2]

Anselmo Boa Sorte

PROVA II CIRURGIA ABDOMINAL Obs: as frases que esto com (?) significa que eu no tem certeza se anotei certo. Seria bom conferir. AULA 01 = PANCREATITE AGUDA pag 01 AULA 02 = HRNIAS pag 04 AULA 03 = MEGAESFAGO pag 07 AULA 04 = CARCINOMA COLORRETAL pag 14 AULA 05 = MEGACLON pag 17 AULA 06 = NEOPLASIA DE PNCREAS pag 20 AULA 07 = NEOPLASIAS HEPTICAS pag 26

AULA 01 = PANCREATITVE AGUDA (14/10/11)

O principal fator o auto ataque dos tecido pancretico por suas enzimas digestivas. Fatores que provocam pancreatite (ex. lcool) atuam disparando a ativao enzimtica no momento errado. ANATOMIA. Importante relao do pncreas com estruturas nobres adjacentes PANCREATITE AGUDA (PAG) = cessado o processo inflamatrio a glndula restitui sua funo normal. Edematosa mesmo grau de ativao enzimtica. Forma + branda da doena. Necrose hemorrgica forma mais grave com alto grau de ativao enzimtica. OBS = estes dois tipos configuram-se num espectrum da doena, tendo casos intermedirios, com destruio e gravidade extremamente variveis. PANCREATITE CRNICA (PC) = mesmo cessado o agente causador, o tecido pancretico mantm-se com fibrose, infiltrado inflamatrio crnico mononuclear e perda progressiva de funo. A agresso, geralmente por ingesto crnica e repetida de altas quantidades de lcool. Processo inflamatrio crnico, com substituio progressiva do tecido por fibrose afuncional. Provoca quadro de insuficincia pancretica e sndrome desabsortiva associada.

ETIOPATOGIA PAG Causas metablicas = lcool, hiperlipoproteinemia (>1000 mg/dL), hipercalcemia, drogas, veneno de escorpio, gentica. Causas mecnicas = colelitase, ps-operatrio, trauma, pancreatograma retrgrado (CPRE), obstruo pancretica (tumores). Causas vasculares = ps operatrio, CEC, periartrite nodosa. Causas infecciosas = extremamente incomuns vrus munps, coxsakievrus.

MECANISMO DE AGRESSO DO LCOOL. Dano e toxidade direta do parnquima

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Anselmo Boa Sorte Altera a composio fsico qumica do sulco pancretico Ativao enzimtica por presena direta no sulco lcool aumenta o teor lipdico do sangue, que um fator que predispes ativao enzimtica. OBS = na pancreatite aguda, a leso do lcool no dose dependente. J na pancreatite crnica sim. EPIDEMIOLOGIA PAG 80% = alcolica ou por litase biliar 15% = outras causas + raras 5% = idioptica desses, boa parte se suspeita que so causadas por litase biliar eliminada.

QUADRO SISTMICO DA PANCREATITE alteraes hdricas e eletrolticas. Falncia cardiovascular (hipotenso) Complicaes respiratrias Falncia renal

FISIOPATOLOGIA DA PANC ativao prematura de tripsina. No consegui copiar!

QUADRO CLNICO Dor abdominal, nuseas, vmitos, febre. Ingesto de bebidas alcolica ou alimentos gordurosos associados Hiperamilasemia se 3x maior que valor normal, muito provvel ser pancreatite aguda. Hiperlipasemia Sndrome de resposta inflamatria sistmica 2 critrios o FC >90 o FR >20 IPM, ou pCO212.000 ou 150 Ausncia de piora ou melhora da dor No consegue se alimentar aps 48 hrs 2

Anselmo Boa Sorte

FATORES PROGNSTICOS RUIM (admisso ou no diagnstico) >55 anos leuccitos >16.000 glicemia >200 desidrogenase ltica >350 transaminases >250 durante primeiras 48 horas Durante as primeiras 48 horas perda estimada de lquido >6 Litros Leve Moderada Grave = >5 fatores

CLASSIFICAO Critrios de Ranson

FORMA GRAVE Ranson >3 ou5 (??) ou APACHE >8 Complicaes locais o Necrose, pseudocisto, abcesso TC aumento do tamanho e edema Falncias orgnicas o PAS 500 ml/24hrs Obs = o tratamento inicial essencial desse paciente suporte de vida. COMPLICAES Abcesso pancretico o 9% dos casos de pancreatite Pseudocisto o No tem capsula usa material peritoneal o sinnimo de calcificao do pncreas Obs = o quadro clnico associado a ictercia e sinais de litase biliar deve ser abordado com CPRE e papilotomia endoscpica em condies de urgncia. CLASSIFICAO RADIOLGICA DE GRAVIDADE Critrios de Balthazar Quanto maior a extenso da necrose, maior a morbimortalidade.

TRATAMENTO CLNICO Objetivos Suporte de vida restaurar e manter volemia Controla processo inflamatrio sistmico Controlar complicaes SUPORTE DE VIDA

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Anselmo Boa Sorte Reposio hidroeletroltica Suporte respiratrio e nutricional Heparina de Baixo peso molecular risco de trombose e TEP

TODOS OS PACIENTES Antiemticos e aspirao nasogstrica Jejum nada via oral Monitorar e manter volemia Monitorizao e suporte ventilatrio Antibiticos quando indicado

TRATAMENTO CIRRGICO Feito para drenar colees infectadas Necrosectomia resseco de material necrotizado o Necrosectomia sem infeco apenas se o paciente estiver em estado sptico. Caso contrrio esta contraindicado. Aps 4 semanas drenar pseudocisto Aps paciente estabilizar colecistectomia para evitar recorrncia (que pode chegar a 60%) Para controlar gravidade em paciente agudo CPRE com papilotomia endoscpica

AULA 2 = HERNIA INGUINAL (19/10/11) Prof. Marcelo Falco Conceito = a sada de um rgo ou estrutura por uma abertura congnita ou adquirida da parede que limita a cavidade na qual se encontra.

EPIDEMIOLOGIA Predisposio jovens defeito anatmico ou congnito idosos degenerao prevalece nos homens enfraquecimento da musculatura o desnutrio o idade/sedentarismo o doenas (ICC, neoplasias, diabetes) Aumento da presso abdominal o Esforo (DPOC, doena prosttica, retocele, cistocele, profisses) o Gravidez o Obesidade hrnia de hiato Hernia inguinal de 3 a 5% nos homens + frequente em jovens

ANATOMIA Hernia direta enfraquecimento da parede do assoalho plvico

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Anselmo Boa Sorte Hernia indireta por enfraquecimento do anel inguinal interno, passando dentro do canal

OBS : Hernia femoral a mais comum. ?? Manobra de Taxis Colocar dedo na regio da hrnia, no anel inguinal externo. Detectar hrnias redutveis (??) Tringulo de Hesselbachs Principal ponto de hrnia direta Delimitado por o Vasos epigstricos inferiores o Margem lateral do reto abdominal o Margem superior do ligamento inguinal Ligamento inguinal (Poupars) Ligamento lacunar

CLASSIFICAO

HRNIA INDIRETA Saco hernirio situa-se lateralmente aos vasos epigstricos inferiores, sado do abdome atravs do anel inguinal interno. HERNIA DIRETA Saco hernirio provoca um abaulamento da fascia transversal, medialmente aos vasos epigstricos inferiores. MISTAS Dois sacos hernirios distintos, um medial e outro lateral aos vasos. CRURAL O saco hernirio sai pelo forame femoral (crural) junto com os vasos femorais. DESLIZANTE A parede do saco hernirio formado por intestino grosso Condio de hrnia inguinal em que uma poro extraperitoneal do intestino grosso, nas fossas ilacas, est preso na parede do saco hernirio e hrnia com saco, fazendo a vscera uma poro do saco hernirio, ao mesmo tempo em que faz parte do contedo hernirio. A hrnia deslizante quase sempre indireta, mas pode estar associada com uma hrnia direta concomitante. No lado direito a hrnia deslizante normalmente contm o ceco e a parte inferior do clon ascendente. OBS: Hernia encarcerada = no se reduz sozinha, esta presa. Toda a hrnia estrangulada esta encarcerada. Mas no necessariamente uma hrnia encarcerada esta estrangulada. CLASSIFCAO DE NYHUS Pouco didtico (provavelmente no cai)

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Anselmo Boa Sorte

HISTRIA CLNICA Tumorao redutvel na regio inguinal crural, mais evidente ao esforo e ortostatismo. Pesquisar dor, rudos hidroareos e movimentos peristlticos. Pesquisar patologias associadas. Ex. linfoma.

EXAME FSICO Inspeo: valsalva, ortostatismo, posio de abaulamento. Palpao o Exame do anel inguinal externo o Avaliar possibilidade de reduo. (Encarcerada?) DIAGNSTICO DIFERENCIAL Hidrocele, varicocele, cisto de cordo espermtico, endometriose. Neoplasia metasttica, adenopatia inguinal.

INDICAES CIRRGICAS Todas so cirrgicas (?) Paciente com hrnia redutiva tem indicao de cirurgia ELETIVA. Hrnias encarceradas ou estranguladas tem indicao de cirurgia de URGNCIA. Inciso de pele e tela subcutnea. Exposio do canal inguinal Tratamento do contedo hernirio Reforo da parede este tempo cirrgico vai determinar o seu tipo da cirurgia, e diferenci-las.

TRATAMENTO

REFOROS DA PAREDE NA CIRURGIA VIA ABERTA (Clssica) BASSINI Sutura de 3 camadas Tendo conjunto (oblquo interno, fscia transversal e msculo transverso) com o ligamento inguinal MACVAY Aproximao do tendo conjunto do msculo transverso no ligamento de Cooper (inserido do pbis) Bom para hrnias femorais. HERNIOPLASTIA LIVRE DE TENSO (Ex. Lich-tenstein) Reparo com tela por todas as hrnias Anestesia local Alta no dia do procedimento Deambulao no mesmo dia Reparo do assoalho plvico Obs: A primeira vez que foi utilizada na literatura o termo "hernioplastia isenta de tenso" ocorreu em 1986, por Lichtenstein et al.16. Descreveram com detalhes a tcnica que utiliza a tela de polipropileno suturada sobre a fscia transversal, que por 6

Anselmo Boa Sorte si s representa o reparo real e que se aplica a todos os tipos de hrnias inguinais diretas ou indiretas. Esta tcnica tem sido o padro-ouro das hernioplastias inguinais nas duas ltimas dcadas, por inguinotomia.

CIRURGIA POR LAPAROSCOPIA Vantagens: menor dor e disfuno ps-operatria, inspeoo das regies femorais e inguinais bilateralmente. Na cirurgia aberta v