Revestimento Fachada

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ENGENHARIA DE PRODUO CIVIL CEFET MG TECNOLOGIA DAS CONSTRUES 2

REVESTIMENTO TIPOS E PROCESSOS CONSTRUTIVOS

Grupo: Fernanda Cataln Hugo Mafra Igor Marcellus Teodoro Julia Caldeira Paula Fonseca Paulo Csar Gato

Belo Horizonte, setembro de 2011

Introduo A elaborao do projeto de revestimento essencial para permitir um desempenho satisfatrio ao longo do tempo, que gerar no aumento da qualidade e produtividade, reduo das falhas, desperdcios e custos. Tem como finalidade a determinao dos materiais, geometria, juntas, reforos, acabamentos, procedimento de execuo e controle. Porm, para que este objetivo seja realmente alcanado, necessrio que o projeto de revestimento externo apresente um conjunto de informaes relativas s caractersticas do revestimento e da sua forma de produo. O projeto de revestimento dever ser realizado levando em considerao os projetos de arquitetura, estrutura, instalaes e vedao, visando assim evitar demais incompatibilidades entre os projetos

Revestimento externo Por se tratar de uma rea bastante ampla que atua desde piso at cobertura, focamos em revestimentos externos. Ao decorrer do trabalho sero mostrados os mtodos executivos dos principais tipos de revestimentos para fachadas. Para executar um revestimento externo adequado so necessrias as seguintes etapas: - Detalhamento da fachada, projetos que envolvem anlise dos projetos de arquitetura, estrutura, instalaes, vedaes e paginao de alvenaria. - Escolha dos materiais a serem utilizados para execuo desta atividade. - Planejamento para execuo do revestimento externo: - Treinamento da mo-de-obra que ir realizar tal atividade. - Logstica para recebimento e aplicao dos materiais. - Execuo do revestimento externo. - Acompanhamento dos indicadores. - Controle tecnolgico das argamassas aplicadas.

Preparo da superfcie para acabamento final Documentos de referncia: NBR 7200 e NBR 13749. Disposies iniciais: Para a execuo de um revestimento externo utilizando o mtodo tradicional onde se tem: a base (blocos cermicos, estrutura de concreto), chapisco, emboo, reboco e o acabamento final (textura, pintura, cermicas), necessrio que algumas condies sejam atendidas: 1- Desforma concluda. 2- Encunhamento da alvenaria concludo. 3- Vos das janelas definido e preferencialmente com contramarcos chumbados 4- Falhas provenientes da concretagem (bicheiras, brocas), preenchidas com argamassa.

Chapisco Para realizao do chapisco deve-se promover a remoo completa de poeira e partculas soltas nas paredes externas pois sem a limpeza da fachada a argamassa de chapisco pode ficar mal aderida a sua base. Deve-se tambm umidecer a base da sua argamassa afim de se garantir a cura do chapisco pois tanto blocos cermicos como o prprio concreto absorvem gua e, por isso, molha-se a fachada para que a base no retire gua da aragamassa. Um trao normalmente utilizado nas obras para realizao da argamassa de chapisco o de 1:3 com bianco misturado na gua com proporcionalidade de 1:10. importante que o funcionrio esteja sempre misturando a argamassa de forma a evitar a decantao da areia. Durante a aplicao do chapisco deve-se atentar para o seguinte:

Em estrutura de concreto deve-se aplicar a mistura com desempenadeira dentada cobrindo toda a superfcie. Em alvenaria lanar a argamassa com a colher de pedreiro em camadas sucessivas. A textura final do chapisco deve resultar numa pelcula rugosa e contnua.

ra que a base no retire gua da argamassa.Emboo / Reboco

Para se iniciar o emboo importante respeitar trs dias de cura do chapisco. E, tambm, deve-se realizar o levantamento de prumo da fachada deixando as taliscas como referncia de prumo. Para realizao do emboo importante que o pedreiro espalhe a argamassa e a comprima fortemente para se garantir a aderncia com o chapisco. O operrio deve-se estar atento ao momento certo para se iniciar o sarrafeamento, onde ele pode realizar um teste: pressionar a massa com o prprio dedo caso o dedo afunde muito na massa ainda no se deve sarrafear caso contrrio inicia-se o sarrafeamento.

Ao sarrafear importante que o operrio respeite o nvel pr-estabelecido pelas taliscas para que o revestimento no fique desaprumado. Alm disso o pedreiro utiliza a rgua de alumnio para conferir a planicidade. Aps o sarrafeamento o pedreiro ir realizar o acabamento na argamassa onde indicado: - Desempenado: ideal para receber cermica ou pastilha. realizado o alizamento da superfcie sarrafeada atravs da utilizao da desempenadeira. - Feltrado: ideal para receber textura ou pintura. realizado o alizamento da superfcie desempenada com a utilizao de esponja. Aps a aplicao do emboo indicado realizao de juntas de dilatao na fachada, para minimizar os efeitos da movimentao da estrutura. Tais juntas devem ser devidamente tratadas. Trao normalmente utilizado: Emboo: 1:1:6 / Reboco: 1:2:5.

1) Revestimento em cermica O assentamento da cermica s poder ser executado aps a cura de 14 dias do substrato, com o emboo previamente executado e aprovado. Para iniciar o assentamento deve-se providenciar a subida do andaime, visto que este revestimento se dar no sentido de cima para baixo. A cermica dever ser assentada atravs de dupla colagem. Em dias bastante quentes e com bastante vento, deve-se esborrifar com gua a superfcie do emboo para evitar comprometer o tempo em aberto da argamassa colante. Esta argamassa dever ser aplicada atravs de desempenadeira dentada de 8,0mm no sentido horizontal sobre o reboco e, no verso da cermica, dar espessura mnima de argamassa dos mesmos 8mm que aplicamos no bloco com a parte lisa da desempenadeira. A aplicao de argamassa colante na cermica deve ocorrer imediatamente antes de seu assentamento, tambm respeitando o tempo em aberto do fabricante. A limpeza da cermica dever ser providenciada quando ainda a argamassa estiver fresca. Neste caso utiliza-se uma esponja sinttica ou fibra de sisal para limpeza grossa e estopa para finalizao da limpeza. As juntas de assentamento da cermica devero atender concomitantemente o projeto arquitetnico e as exigncias do fabricante. O rejuntamento das peas s poder ser executado aps 72hs de aplicada a cermica, salvo queles casos onde a argamassa colante possua cura inferior a este perodo. A argamassa de rejuntamento dever obrigatoriamente ser flexvel e da mesma marca que a cola utilizada. A especificao do rejunte dever ser verificada em funo do acabamento da cermica. Deve-se promover um teste antes da aquisio do produto, para detectar eventuais dificuldades na limpeza final. Deve-se ter cuidado em casos de cermicas com acabamento mais rstico ou poroso.A limpeza do rejunte dever ser providenciada aproximadamente aps 15 minutos da aplicao, antes do seu endurecimento. A limpeza da cermica dever ser realizada com uso de detergente neutro especfico para esta finalidade. importante que a empresa fabricante da cermica aplicada esteja conivente com o processo adotado, para que no sejam abaladas as clusulas de garantia do produto.

Execuo da junta de movimentao: Rejuntar as duas juntas do rejunte, inferior e superior adjacente a junta de movimentao, durante a subida do balancim, garantindo assim o prazo necessrio de cura deste rejunte para perfeita aderncia do selante da junta de movimentao com o rejunte.

As juntas de dilatao em panos revestidos com argamassa devero ter sua profundidade limitada pela alvenaria. Quando da execuo da argamassa, a mesma receber um tarucel, que funcionar como um limitador de profundidade. Desta forma, a espessura da junta dever prever dimenses que permitam que o tarucel encaixe sobre presso na junta.

A profundidade do tarucel em relao superfcie da cermica no dever ser superior metade do seu dimetro. Este vo dever ser preenchido com um mastique selante. Devemos ter preocupao com a tonalidade do mastique adotado.

Revestimento cermico sobre blocos Este mtodo consiste na tcnica de assentamento das placas cermicas direto sobre as superfcies dos blocos das paredes externas do edifcio atravs de dupla colagem com argamassa colante tipo AC III. A dupla colagem ser desnecessria somente para revestimentos cermicos entelados. Algumas variveis, definies e observaes importantes para incio dos servios: para a garantia do sistema de aplicao direto sobre a superfcie do bloco, algumas variveis devem ser consideradas, tais como: a fachada em placas cermicas, ser executada em edifcios com estrutura concebida atravs de alvenaria de bloco estrutural, onde conceitualmente as movimentaes devido s variveis de carregamento estrutural possuem uma distribuio mais uniforme em relao estrutura mista de concreto armado e alvenaria de vedao e/ou estrutura metlica. Seqncia do processo de assentamento do revestimento cermico Dever ser observada nesta etapa, a exata localizao das juntas estruturais horizontais, sendo obrigatrio que as juntas horizontais sejam coincidentes com a face superior das lajes entre pavimentos.

O sentido geral de assentamento das placas cermicas dever ser de cima para baixo (em relao Torre) e em cada andar, de baixo para cima. Para cada estgio de parada do balancim e/ou etapa de produo diria executar sempre entre juntas de movimentao. A regularizao devera ser feita com a mesma argamassa colante (tipo AC III) de assentamento e somente na "cabea" da laje.

Antes de iniciar a colagem da cermica deve-se escovar a alvenaria manualmente com escova de ao garantindo a perfeita limpeza do substrato. Aps escovao, lavar a fachada atravs de hidrojateamento. Caso haja contaminao do bloco de concreto com leos e/ou produtos derivados de petrleo, a superfcie dever ser limpa com produto especfico como sabo neutro, para garantir a remoo destas impurezas e limpa atravs de hidrojateamento. A placa cermica e a parede do bloco de concreto devem estar secas para execuo dos servios, pois assim, tanto o bloco como a cermica iro absorver a umidade da argamassa colante e atravs deste processo de

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