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REVISÃO TEP 2011 – S.P.P. Dr. Gilberto Pascolat e Dr. Maurício Marcondes Ribas I - ADOLESCÊNCIA 1) Rapaz de 13 anos com queixa de ginecomastia e pênis pequeno. A ginecomastia surgiu há 6 meses. O exame físico foi normal, exceto por obesidade moderada, ginecomastia bilateral e “pênis embutido”. O estadiamento puberal de Tanner é pêlos pubianos II, genitália III. A conduta mais adequada neste momento é: a) indicar cirurgia para a correção da ginecomastia b) observar a evolução da ginecomastia por mais um ano c) encaminhar à genética para fazer cromatina sexual d) solicitar exames laboratoriais para detectar problemas endócrinos e) referir à psicóloga para acompanhamento 2) Uma adolescente de 15 anos, vem para consulta de emergência acompanhada dos pais. Suas queixas são vagas e após uma entrevista inicial a mãe insiste em aguardar na sala de espera para a filha “conversar mais francamente com o médico”. Numa abordagem com um adolescente, o sigilo deverá ter um ponto de honra com relação a este encontro. O tema que poderá levar a rompê-lo em função de suas conseqüências é: a) atividade sexual b) experimentação de uma droga leve c) comportamento agressivo d) idéias suicidas e) uso de anticoncepcional 3) Um adolescente relata ter tido múltiplas relações hetero e homossexuais, sem usar “camisinha” e que pretende continuar a fazer isto. Não é usuário de drogas, exceto álcool, ocasionalmente. Você o aconselha em relação ao uso da “camisinha” e de práticas sexuais seguras, inclusive a abstinência. A medida mais eficaz para evitar doenças e que pode ser adequada a este comportamento sexual de alto risco é: a) administração profilática mensal de penicilina benzatina b) vacinação para hepatite A c) vacinação para hepatite B d) teste de AIDS no último parceiro sexual deste adolescente e) teste para sífilis 4) A mãe de uma menina de 11 anos pede que você descreva os estágios do desenvolvimento sexual e do crescimento na adolescência, para poder orientá-la. Das seguintes afirmações, assinale a correta: a) a menarca ocorre aproximadamente 2 anos após a telarca b) a velocidade máxima de crescimento ocorre 1 ano após a menarca c) a pubarca é o primeiro sinal de desenvolvimento sexual d) a idade média da menarca é de 14 anos e) a idade média da telarca é de 12 anos 5) Adolescente de 13 anos, sua cliente desde o nascimento, o procura pedindo orientação para anticoncepção. Não quer que seus pais saibam em hipótese alguma. A conduta indicada é: a) realizar a orientação anticoncepcional e referir ao ginecologista b) comunicar a situação aos pais, apesar da solicitação da adolescente c) comunicar-lhe que só poderá orientá-la com o conhecimento e autorização dos pais d) comunicar-lhe que, neste caço, é preciso autorização do Juiz da Infância e Juventude 1

Revisão TEP 2011

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REVISO TEP 2011 S.P.P. Dr. Gilberto Pascolat e Dr. Maurcio Marcondes Ribas I - ADOLESCNCIA 1) Rapaz de 13 anos com queixa de ginecomastia e pnis pequeno. A ginecomastia surgiu h 6 meses. O exame fsico foi normal, exceto por obesidade moderada, ginecomastia bilateral e pnis embutido. O estadiamento puberal de Tanner plos pubianos II, genitlia III. A conduta mais adequada neste momento : a) indicar cirurgia para a correo da ginecomastia b) observar a evoluo da ginecomastia por mais um ano c) encaminhar gentica para fazer cromatina sexual d) solicitar exames laboratoriais para detectar problemas endcrinos e) referir psicloga para acompanhamento 2) Uma adolescente de 15 anos, vem para consulta de emergncia acompanhada dos pais. Suas queixas so vagas e aps uma entrevista inicial a me insiste em aguardar na sala de espera para a filha conversar mais francamente com o mdico. Numa abordagem com um adolescente, o sigilo dever ter um ponto de honra com relao a este encontro. O tema que poder levar a romp-lo em funo de suas conseqncias : a) atividade sexual b) experimentao de uma droga leve c) comportamento agressivo d) idias suicidas e) uso de anticoncepcional 3) Um adolescente relata ter tido mltiplas relaes hetero e homossexuais, sem usar camisinha e que pretende continuar a fazer isto. No usurio de drogas, exceto lcool, ocasionalmente. Voc o aconselha em relao ao uso da camisinha e de prticas sexuais seguras, inclusive a abstinncia. A medida mais eficaz para evitar doenas e que pode ser adequada a este comportamento sexual de alto risco : a) administrao profiltica mensal de penicilina benzatina b) vacinao para hepatite A c) vacinao para hepatite B d) teste de AIDS no ltimo parceiro sexual deste adolescente e) teste para sfilis 4) A me de uma menina de 11 anos pede que voc descreva os estgios do desenvolvimento sexual e do crescimento na adolescncia, para poder orient-la. Das seguintes afirmaes, assinale a correta: a) a menarca ocorre aproximadamente 2 anos aps a telarca b) a velocidade mxima de crescimento ocorre 1 ano aps a menarca c) a pubarca o primeiro sinal de desenvolvimento sexual d) a idade mdia da menarca de 14 anos e) a idade mdia da telarca de 12 anos 5) Adolescente de 13 anos, sua cliente desde o nascimento, o procura pedindo orientao para anticoncepo. No quer que seus pais saibam em hiptese alguma. A conduta indicada : a) realizar a orientao anticoncepcional e referir ao ginecologista b) comunicar a situao aos pais, apesar da solicitao da adolescente c) comunicar-lhe que s poder orient-la com o conhecimento e autorizao dos pais d) comunicar-lhe que, neste cao, preciso autorizao do Juiz da Infncia e Juventude e) dizer adolescente que s a orientar se algum outro familiar adulto se responsabilizar 6) Adolescente de 11 anos do sexo feminino apresenta queixa de vmitos, plenitude ps-prandial e dor abdominal irradiada para o dorso que a desperta do sono. Nas intercrises diz sentir-se bem.Revela estar fazendo dieta para emagrecimento. Exame fsico: dor palpao no epigstrio e quadrante superior direito; punho percusso negativa. A principal hiptese diagnstica : a) folculo ovariano roto b) hrnia de hiato c) pancreatite d) colelitase e) psote

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7) Adolescente do sexo feminino, de 12 anos, procura ambulatrio com queixas de perda de peso, apesar de sentir enorme apetite h 3 meses. Relata tambm intensa labilidade emocional (irritvel e chorando sem motivo) e mau rendimento escolar, pois no consegue prestar ateno nas aulas. A anamnese familiar revela que o pai tem antecedentes pessoais psiquitricos. Exame fsico: discreta protuso dos globos oculares, sudorese excessiva e taquicardia. O diagnstico mais provvel : a) transtorno de converso b) diabetes mellitus c) hipertireoidismo d) tumor cerebral e) bulimia 8) Adolescente do sexo masculino, 16 anos, negro, procura ambulatrio para controle de peso. Exame fsico: peso 77kg (percentil 75), altura 182cm (percentil 90), Tanner G4 P4. A presso arterial foi aferida em trs momentos diferentes e mostrou os seguintes valores: 140 X 90 mmHg, 142 X 92 mmHg e 140 X 85 mmHg (todos os valores entre os percentis 90 e 95). O adolescente refere fumar 10 cigarros por dia e eventualmente tomar cerveja. Histria familiar: pai hipertenso h dez anos, av paterna falecida por acidente vascular hipertensivo. Alm de prescrever dieta hipossdica, voc indica: a) atividade fsica, absteno de lcool e tabaco b) absteno de lcool e tabaco e propranolol c) atividade fsica, furosemida e captopril d) atividade fsica e captopril e) furosemida e propranolol 9) Adolescente do sexo masculino, 14 anos, trazido ao ambulatrio por sua me, relatando que o filho est se comportando de maneira estranha nos ltimos meses. O relatrio da professora evidencia queda do rendimento escolar, dificuldade de concentrao e isolamento do seu grupo de amigos. A me tambm relata adinamia, hipersonia e instabilidade do humor, trazendo exames complementares negativos para doenas orgnicas. Na consulta com o adolescente, percebe-se um jovem desatento, pouco cooperativo, repetindo os mesmos assuntos e relatando sentimentos de desesperana. A conduta adequada : a) prescrever estimulantes do sistema nervoso central, j que pode tratar-se de distrbio do dficit de ateno b) agendar consulta com os pais e o psiclogo, para afastar vitimizao escolar (bullying) c) tranquilizar a famlia, j que os sintomas sugerem a sndrome da adolescncia normal d) acompanhamento psicolgico e psiquitrico, j que pode tratar-se de depresso e) internar imediatamente, visando evitar o suicdio

10) Adolescente de 15 anos, sexo feminino, comparece consulta com queixa de vmitos e dor abdominal. A paciente refere menarca h um ano, ciclo menstrual irregular, amenorria h dois meses e relaes sexuais sem proteo. Exame fsico: sem alteraes. O resultado do HCG solicitado durante a consulta positivo. A conduta adequada, neste caso, comunicar a gravidez: a) somente adolescente b) ao responsvel e, logo aps, adolescente c) adolescente e, logo aps, ao responsvel d) adolescente e, logo aps, ao Conselho Tutelar e) ao responsvel e, logo aps, ao Conselho Tutelar

II - ALERGIA E IMUNOLOGIA 1) No tratamento das imunodeficincias humorais, em que situao est contra-indicada a gamaglobulina standard? a) agamaglobulinemia b) deficincia seletiva de IgA c) deficincias de subclasses de IgG d) imunodeficincias severas combinadas e) hipogamaglobulinemia transitria da infncia

2) Diante de quadros de piodermite de repetio, deve-se levar em conta uma das principais causas para esta ocorrncia, que : a) predisposio gentica b) baixa ingesta de vitamina A c) existncia de dermatoses pruriginosas subjacentes d) alergia a determinados alimentos

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e) carncia de zinco na alimentao 3) Pr-escolar do sexo feminino apresenta leses vesiculosas, de contedo claro em palmas e plantas. As leses so sempre muito pruriginosas e recidivaram trs vezes nos ltimos meses. Evoluram uma vez com pstulas, caracterizando infeco secundria. Em geral, involuem com descamao fina ao redor das leses. No h outros casos semelhantes na famlia. A principal hiptese diagnstica : a) disidrose b) escabiose c) miliria cristalina d) dermatite de Duhring-Brocq e) abscesso de glndula sudorpara

4) Pr-escolar de trs anos apresenta episdios de tosse e sibilos, com freqncia mdia de uma vez por semana, geralmente desencadeados por infeco de vias areas superiores. Nos ltimos trs meses, procurou emergncia duas vezes com episdios de dificuldade respiratria que melhoraram aps nebulizao com beta-2 adrenrgicos associados a corticide oral. Na visita de reviso, est indicada a seguinte conduta teraputica: a. beta-2 inalado nas crises e corticide oral sempre que necessrio b. beta-2 oral nas crises e corticide oral sempre que necessrio c. beta-2 inalado nas crises e corticide inalado na preveno d. beta-2 oral nas crises e cromoglicato inalado na preveno e. beta-2 inalado nas crises e cetotifeno oral na preveno 5) Pr-escolar de seis anos, HIV positivo, levado ao posto de sade por contato com pai em tratamento para tuberculose pulmonar. Encontra-se em bom estado geral, com radiografia de trax normal e calendrio vacinal atualizado. A conduta indicada : a) teste PPD b) observao c) quimioprofilaxia d) reforo da vacina BCG e) esquema I por nove meses

6) Pr-escolar de 4 anos vem sendo atendido no setor de emergncia do hospital por crises de asma, que se acentuam no inverno. Nos ltimos 6 meses, no chega a ficar um ms sem necessitar de atendimento de urgncia. Fora das crises, necessita de broncodilatadores quase diariamente. A melhor alternativa para a preveno das crises, segundo o III Consenso Brasileiro para o Manejo da Asma, iniciar: a) broncodilatador de longa durao inalado e corticide inalado b) broncodilatador de longa durao inalado e corticide oral c) broncodilatador de curta durao inalado e corticide oral d) broncodilatador de curta durao oral e corticide inalado e) broncodilatador de longa durao oral e corticide oral

7) Pr-escolar de 5 anos apresentou 4 episdios de pneumonia desde o nono ms de idade. As radiografias de trax prvias mostram infiltrado e condensao na base do pulmo esquerdo. No momento encontra-se assintomtico e, ao exame fsico, no se identifica qualquer anormalidade, a no ser desnutrio leve. A principal suspeita diagnstica : a) malformao congnita pulmonar b) deficincia imunolgica primria c) tuberculose pulmonar d) infeco pelo HIV e) fibrose cstica

8) De acordo com o III Consenso Brasileiro no Manejo da Asma, o tratamento profiltico indicado para o paciente descrito na questo anterior : a) corticosteride por via inalatria + antileucotrieno por via oral b) antileucotrieno por via oral + beta-2 de longa durao por via inalatria c) antileucotrieno por via oral + teofilina de liberao lenta por via oral d) corticosteride por via inalatria + beta-2 de longa durao por via inalatria e) corticosteride por via inalatria + teofilina de liberao lenta por via oral

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III - ATENO PRIMRIA / SADE PBLICA / TICA MDICA 1) Criana de 7 anos que freqenta escola, com diagnstico de doena meningoccica. A conduta quanto aos comunicantes : a) vacinao de toda escola e comunicantes intra-domiciliares b) vacinao somente dos colegas de classe e comunicantes intra-domiciliares c) quimioprofilaxia dos colegas de classe e comunicantes intra-domiciliares d) quimioprofilaxia dos colegas de classe e comunicantes intra-domiciliares menores de 10 anos

2) Com relao TRO assinale a correta: a) a saborizao do soro da OMS no adotada pois poderia induzir a aceitao desnecessria do soro b) um lactente desidratado do 2 grau pode ser reidratado com o soro caseiro c) a gua de coco verde pode ser utilizada na reidratao oral devido a seus elevados teores de sdio d) os sais de reidratao quando diludos resultam de 150 mOs/l e) um bom recurso para os vmitos que estejam comprometendo a TRO o uso de metoclopramida em baixas doses 3) Uma criana de 4 anos cujo peso est no percentil 60 significa que: a) 60% das crianas com 4 anos tm este peso b) 60% das crianas com 4 anos esto acima deste peso c) 60% das crianas com 4 anos esto abaixo deste peso d) 40% das crianas dessa idade tm este peso e) 40% das crianas com 4 anos esto abaixo deste peso 4) Em uma creche pequena, existem, em salas separadas, duas turmas de manh divididas por faixa etria: a primeira de 1-3 anos e a segunda de 4-6 anos. Outras duas turmas, com as mesmas caractersticas, freqentam a creche tarde. Na turma da manh de 1-3 anos, um menino de 18 meses internado com meningite por Haemophillus influenzae tipo B. Voc chamado pela direo da creche e recomenda profilaxia com rifampicina para os contactantes, da seguinte maneira: a) todas as crianas que freqentam a creche devem tomar rifampicina b) todas as crianas que freqentam a creche e os adultos que as atendem devem tomar rifampicina c) somente as crianas das turmas de 1-3 anos devem tomar rifampicina d) somente as crianas das turmas de 1-3 anos e os adultos que as atendem devem tomar rifampicina e) somente as crianas da turma de 1-3 anos freqentada pelo caso ndice e os adultos que as atendem devem tomar rifampicina 5) Aps acidente ocorrido h 3 horas, um menino de 7 anos chega ao Pronto-Socorro com uma escoriao na mo e uma ferida cortante superficial no cotovelo. No carto de vacina da criana, observa-se que ela recebeu a vacina trplice (D.P.T.) aos 2, 4 e 6 meses de idade. Neste caso a conduta quanto profilaxia do ttano : a) penicilina benzatina 1.200.000 UI; no h necessidade de revacinar b) uma dose reforo da vacina antitetnica IM c) um reforo da vacina trplice (DPT) IM d) soro antitetnico 5.000 UI IM e uma dose de penicilina benzatina 600.000 UI IM e) soro antitetnico 5.000 UI IM e uma dose de toxide tetnico IM 6) Pr-escolar assintomtico, contactante de adulto bacilfero, apresenta radiografia de trax com alargamento hilar e teste tuberculnico = 9mm. A melhor conduta : a) repetir teste tuberculnico aps 60 dias b) repetir radiografia aps 60 dias c) prescrever isoniazida por 6 meses d) manter conduta expectante e) prescrever esquema trplice anti-tuberculoso 7) Uma criana de 2 anos est recebendo TRO (1 pacote diludo em 1litro) . Ela est desidratada de 2 grau. A me se queixa que a aceitao do soro est ruim e que em 90 minutos de tratamento j vomitou 2 vezes. O procedimento correto para melhorar a aceitao do soro : a) administrar metoclopramida, dose nica IM, metade da dose normalmente usada, para evitar sonolncia que prejudicaria ainda mais a TRO b) modificar a diluio para 1 pacote em 2 litros de gua, o que melhora o paladar e a aceitao c) saborizar o soro diludo, o que melhora o paladar e a aceitao d) oferecer o soro j preparado em pequenos volumes, a intervalos curtos e) iniciar TRO por gastrclise, j que se trata de desidratao de 2 grau com vmitos

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8) A me de uma criana com 2 meses de idade no permitia a aplicao da vacina trplice porque esta havia sido internada em UTI neonatal, onde apresentara episdio nico de crise convulsiva. Diante desta situao voc: a) solicitaria relatrio mdico detalhado; em caso de meningite neonatal concordaria com a me, postergando a vacinao b) comunicaria o fato, por escrito, Secretaria de Sade local que elucidaria a questo c) tentaria diminuir a apreenso da me, reduzindo ao mximo o risco de convulso, prescrevendo por 1 semana um anticonvulsivante (barbitrico) d) argumentaria com a me que qualquer das doenas prevenveis pela vacina traria um risco maior para a criana do que a possibilidade de crises convulsivas e) vacinaria a criana com a dupla (DT) uma vez que o risco de convulso deve-se ao componente Pertussis 9) Voc trabalha em regime de planto em uma clnica, no perodo de 7:00 s 19:00h. O regime de um pediatra para cada planto para atender os pacientes externos e os internados. J so 19:45h e o pediatra que vai rend-lo ainda no chegou, mas entrou em contato para avisar do atraso. Como voc est atrasado para um compromisso, resolve sair antes da chegada do outro pediatra, que s chega s 20:15h. Nesse lapso de 30 minutos em que a clnica ficou sem pediatra, ocorre o bito de uma criana, j internada h 2 dias e em estado grave. A infrao tica ser atribuda: a) ao pediatra que iria substitu-lo no turno de planto e que se atrasou, mesmo tendo avisado o colega b) a voc, pediatra que saiu antes da chegada do substituto e deixou o planto a descoberto de assistncia mdica c) ao diretor da clnica, que estabelece regime de trabalho com um nico pediatra por planto d) ao chefe do servio, que deveria ter ficado no seu lugar at o outro pediatra chegar e) a ambos, o pediatra que se atrasou e a voc que abandonou o planto 10) Lactente com histria materna de sfilis tratada adequadamente no stimo ms de gestao, apresenta-se assintomtico, com exame do lquor e radiografia dos ossos longos normais e VDRL igual ao materno. A conduta mais adequada : a. acompanhamento radiolgico e do lquor b. penicilina cristalina IV por dez a 14 dias c. acompanhamento clnico e sorolgico d. penicilina procana por dez a 14 dias e. penicilina benzatina em dose nica

11) Escolar de sete anos, ao ingressar no colgio, apresentava registro das seguintes vacinas em seu carto: VACINA APLICAO DPT 2 ms; 4 ms SABIN 2 ms; 4 ms; 1 ano e 1 ano e 7m (campanha) ANTI-HEPATITE B 3 anos e 5 meses De acordo com aplicao de: a. b. c. d. e. as normas do Ministrio da Sade, a atualizao de seu esquema de vacinao deve incluir a BCG + 2 doses de DPT + 1 dose de anti-Hepatite B + 1 dose de Trplice Viral BCG + 1 dose de dT + 2 doses de anti-Hepatite B + 1 dose de Trplice Viral 2 doses de anti-Hepatite B + 1 dose de Trplice Viral + 2 doses de anti-Hib 1 dose de anti-Hib + 2 doses de Anti-Hepatite B + 1 dose de Trplice Viral BCG + 1 dose de anti-Hib + 2 doses de Anti-Hepatite B

12) Durante uma consulta de rotina, os pais de um lactente de sete meses, pesando 8kg, indagam sobre a maneira mais segura de transportar seu filho no banco traseiro do automvel da famlia. A orientao correta, neste caso, transport-lo: a. no colo de um adulto, com o cinto de segurana prendendo o adulto e a criana ao banco traseiro do veculo b. no colo de um adulto, com o cinto de segurana prendendo apenas o adulto ao banco traseiro do veculo c. em um assento de segurana preso ao cinto, semi-reclinado e voltado para a traseira do veculo d. em um assento de segurana preso ao cinto, semi-reclinado e voltado para a frente do veculo e. sentado em um dispositivo elevador ou almofada e preso ao cinto

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13) Voc mdico pediatra de uma empresa de medicina de grupo, contratado no regime de CLT, com carteira profissional assinada, trabalhando como diarista no ambulatrio. Alegando necessidade de diminuir gastos, a empresa estabeleceu uma norma restringindo a realizao de vrios exames complementares. Este ato resultou na recusa de autorizao para exames que voc solicitou aos seus clientes e que considerava indispensveis. Segundo o Cdigo de tica, deve ser adotada a seguinte conduta: a) comunicar o fato aos responsveis dos pacientes para eximir-se das conseqncias b) solicitar aos responsveis dos pacientes que arquem com os custos dos exames c) encaminhar os pacientes rede pblica, para realizao dos exames d) comunicar o fato ao Conselho Regional de Medicina e) comunicar o fato ao Sindicato dos Mdicos 14) Um caso de meningite meningoccica foi identificado em uma menina da 8a srie, do turno da tarde de uma escola. A conduta a ser adotada, a partir da notificao do caso, : a) manuteno das aulas em regime normal e quimioprofilaxia para todos os alunos, professores e funcionrios da escola b) vacinao e quimioprofilaxia de todos os colegas de turma da 8a srie e suspenso das aulas no turno da tarde, por trs dias c) vacinao de todos os alunos da escola e quimioprofilaxia para todos os colegas de turma da srie freqentada pela menina d) suspenso das aulas da turma freqentada pela menina, quimioprofilaxia para todos os colegas de turma e professores da 8a srie e) manuteno das aulas em regime normal sem aplicar qualquer medida profiltica e orientao quanto ao aparecimento de algum sinal ou sintoma de infeco 15) Voc recebe no ambulatrio uma me com sua filha de oito anos de idade, encaminhadas pelo Conselho Tutelar com o propsito de realizar um exame clinico na criana, que sofreu abuso sexual pelo padrasto e se queixa de dor em regio genital. A conduta a ser tomada : a. no repetir a entrevista com a criana sobre o relato do caso, j que houve registro confirmado feito a um agente de proteo criana b. dispensar os exames complementares caso no encontre leses genitais, j que a possibilidade de intercurso estaria descartada c. no registrar a histria e os exames realizados em pronturio, pois no houve confirmao de autoria do abuso d. repetir a entrevista com a criana, pois deve ser feita pelo mdico e pelo menos por dois outros colegas e. restringir o exame fsico ao aparelho genitourinrio, mamas e nus, pois s h relato de abuso sexual 16) Adolescente atendida no posto de sade com histria de ter sido arranhada e mordida superficialmente nos braos pelo co de propriedade de seu vizinho. A adolescente fez uso da vacina dupla tipo adulto aos 14 anos de idade. A melhor conduta para o caso : a. observar o animal durante dez dias e encerrar o caso se o co permanecer sadio b. iniciar a vacinao com uma dose diria at completar dez dias de observao, encerrando o caso se o co permanecer sadio c. iniciar vacinao com uma dose diria at completar o total de cinco, encerrando o caso se o animal permanecer sadio at o dcimo dia d. iniciar vacinao com uma dose diria at completar o total de sete, seguidas por uma dose no dcimo e no vigsimo dias aps a stima dose e. iniciar o tratamento com dose nica de soro e uma dose diria da vacina at completar cinco, totalizando dez doses, caso o co morra ou desaparea 17) Escolar de nove anos portador de encefalopatia grave em decorrncia de leso hipxico-isqumica secundria a afogamento ocorrido h sete anos na piscina da casa dos avs. O principal fatorresponsvel por quadros como este : a) presena de ambiente inadequado na casa, que permite o livre acesso da criana piscina b) atendimento pr-hospitalar demorado e inadequado, no possibilitando a rpida reverso do quadro c) atendimento hospitalar tardio e ineficiente, permitindo o estabelecimento de leses irreversveis d) superviso inadequada dos responsveis, que, por descuido, no percebem que a criana se dirige piscina e) falta de reabilitao adequada aps o insulto agudo, favorecendo o estabelecimento de alteraes psicomotoras secundrias 18) No atendimento ao recm-nascido filho de me infectada pelo HIV, a conduta mais recomendvel dentre as abaixo citadas, seria iniciar profilaxia com: a. zidovudina e sulfametoxazol-trimetoprim nas primeiras 12 horas de vida, mantendo-os por 12 semanas

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b. c. d. e.

zidovudina nas primeiras oito horas de vida, mantendo-a durante as primeiras seis semanas sulfametoxazol-trimetoprim nas quatro primeiras semanas, mantendo-o at completar um ano zidovudina nas primeiras 48 horas de vida, mantendo-a durante as primeiras 12 semanas sulfametoxazol-trimetoprim aps um ms de vida, mantendo-o at completar seis meses

19) Adolescente de 15 anos procura o servio de emergncia devido a leso perfurante em p esquerdo ocorrida h 48 horas, em rea rural. Informa ter recebido uma dose de vacina antitetnica h trs anos devido a outro acidente. No sabe informar sobre vacinas aplicadas na infncia e no possui nenhum documento vacinal. A melhor conduta, neste caso, consiste em aplicar: a. penicilina benzatina b. vacina dupla tipo adulto c. vacina dupla tipo adulto e penicilina benzatina d. vacina dupla tipo adulto e imunoglobulina antitetnica e. vacina dupla tipo adulto, imunoglobulina antitetnica e penicilina benzatina 20) Um mdico pediatra foi contratado para substituir frias de colega, em servio ambulatorial de empresa mdica. Os pais do primeiro paciente da sua lista de consultas, um menino de quatro anos, recusam o seu atendimento e solicitam o pronturio e os exames, inclusive radiografias, para levar para outro mdico em servio privado, O procedimento recomendado nesta circunstncia a. entregar, conforme solicitado, uma cpia do pronturio, os resultados dos exames e a radiografias b. explicar que no pode entregar o pronturio em virtude do segredo mdico, conforme Cdigo de tica Mdica c. procurar comunicao com o mdico que atendia a criana anteriormente para autorizar liberao da cpia do pronturio d. explicar que os dados da criana foram registrados por outro mdico no pronturio, portanto, no tem permisso para entreg-lo e. explicar que necessrio primeiro examinar o paciente para poder encaminhar uma cpia do pronturio e exames para outro mdico 21) Lactente de 10 meses levado ao posto de sade devido a quadro de febre e tosse. Exame fsico: T 37,7, FR = 43 irpm, sem tiragem subcostal. Durante a consulta verifica-se que, exceo da BCG e da vacina anti-hepatite B ao nascer, nenhuma outra vacina foi administrada. A conduta em relao s imunizaes neste caso, de acordo com as recomendaes atuais do Ministrio da Sade, : a) aplicar as vacinas anti-hepatite B, anti-hemfilus B, anti-pneumoccica, trplice bacteriana, vacina oral anti-poliomielite e anti-sarampo b) aplicar as vacinas anti-hepatite B, anti-hemfilus B, trplice bacteriana, vacina oral anti-poliomielite e antisarampo c) aplicar as vacinas anti-hepatite B, anti-hemfilus B, trplice bacteriana, vacina oral anti-poliomielite e trplice viral d) aplicar as vacinas anti-hepatite B, anti-hemfilus B, trplice bacteriana e vacina oral anti-poliomielite e) no aplicar nenhuma vacina neste momento 22) Pr-escolar de 2 anos trazido emergncia devido ingesto de produto de limpeza de metais. A conduta mais eficaz em prevenir este tipo de acidente : a) manter vigilncia constante sobre a criana b) manter produtos txicos em locais fora do alcance das crianas c) comercializar produtos txicos em recipientes com tampa de segurana d) comercializar produtos txicos em frascos que no atraiam a ateno das crianas e) comercializar produtos txicos sob a forma de lquidos opacos e com odor desagradvel 23) Adolescente de 16 anos, sexo feminino, procura ambulatrio com histria de ter sido vtima de abuso sexual, perpetrado por desconhecido h 48 horas. Houve intercurso anal e vaginal, sem utilizao de preservativo pelo agressor. No sabe informar sobre vacinao no passado e refere no ter caderneta de vacinao. Exames complementares: anti-HAV IgG reagente; anti-HAV IgM: no reagente HBsAg: no reagente; anti-HBs: reagente em ttulos baixos. A conduta adequada quanto profilaxia anti-retroviral e contra hepatites : a. no indicar qualquer tipo de medida profiltica b. indicar profilaxia anti-retroviral e imunoglobulina hiperimune contra hepatite B c. indicar profilaxia anti-retroviral e uma dose de reforo de vacina contra hepatite B d. indicar uma dose de reforo de vacina contra hepatite B e vacina contra hepatite A e. indicar profilaxia anti-retroviral e imunoglobulina hiperimune contra b) hepatites A e B 24) Em relao vacinao antipneumoccica 7-valente, correto afirmar : a) a vacina contm os principais sorotipos encontrados no Brasil, conferindo proteo em mais de 80% dos casos b) a vacina protege parcialmente, deixando de fora dois tipos da bactria que esto entre os trs mais comuns no Brasil

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c) existe imunidade cruzada entre os tipos contidos na vacina e os mais prevalentes no Brasil, conferindo proteo em mais de 80% dos casos d) a vacina contm os principais sorotipos encontrados no Brasil, conferindo proteo em mais de 80% dos casos, mas associa-se a eventos adversos graves e) a vacina protege parcialmente, deixando de fora 2 tipos da bactria que esto entre os 3 mais comuns no Brasil, e associa-se a eventos adversos graves 25) A excluso do diagnstico da transmisso materno-fetal do HIV em criana em aleitamento artificial entre 2 meses e 2 anos de vida deve preencher os seguintes critrios: a) uma carga viral indetectvel para o HIV e sorologia anti-HIV negativa aps 12 meses de idade b) uma carga viral indetectvel para o HIV aps 6 meses de vida e sorologia anti-HIV no reagente entre 18 e 24 meses de vida c) duas cargas virais indetectveis para o HIV, com intervalo de 2 meses a partir do segundo ms de vida, e sorologia anti-HIV no reagente ao nascimento d) duas cargas virais indetectveis para o HIV, com intervalo de 2 meses a partir do segundo ms de vida, e sorologia anti-HIV no reagente aos 6 meses de vida e) duas cargas virais indetectveis para o HIV, com intervalo de 2 meses a partir do segundo ms de vida e sorologia anti-HIV no reagente entre 18 e 24 meses de vida IV - CARDIOLOGIA 1) Um lactente nos 2 primeiros meses de vida apresenta um quadro cardaco sugestivo de desvio (shunt) esquerdodireito. Posteriormente comea a apresentar cianose aos esforos, progressiva. O diagnstico mais provvel : a) anomalia de Ebstein b) tetralogia de Fallot c) TGVB d) hipoplasia das cavidades esquerdas 2) A cardiopatia aciantica mais provvel num pr-escolar com atraso de crescimento, sopro holo-sistlico intenso e em regurgitao, no 4 espao IC junto ao bordo esternal E, sinais clnicos e ECG de aumento biventricular e radiolgico de hiperfluxo pulmonar : a) insuficincia artica b) coarctao pr-ductal da aorta c) atresia de tricspide tipo III d) CIV com shunt importante 3) RN iniciou taquipnia e cianose discreta nas primeiras 12 horas de vida. Com 24h apresentava quadro grave, cianose discreta e respirao superficial. O precrdio estava abaulado com FC de 180, SS ++, ao longo do bordo esternal esquerdo, fgado a 3,5cm RCD, pulsos femorais palpveis e radiais impalpveis. O raioX revela cardiomegalia generalizada com grande aumento da vascularizao pulmonar e o ECG, uma hipertrofia do VD. Apesar de digitalizado e em oxigenioterapia, ocorreu bito dentro das 48h de vida. Qual a hiptese mais provvel? a) TGVB b) atresia tricspide c) atresia artica d) coarctao da aorta 4) RN a termo com asfixia grave apresentou logo aps o nascimento cianose severa e desconforto respiratrio. Ao exame precrdio hiperdinmico e SS ++/6, baixo. Pulsos palpveis. Raio X de trax com importante aumento da rea cardaca s custas do AD e hipofluxo pulmonar. Necessitou ventilao mecnica, porm manteve pO2 abaixo de 50mmHg mesmo em 100% de O2. O diagnstico mais provvel : a) tetralogia de Fallot b) isquemia miocrdica transitria do RN c) fstula artrio-venosa cerebral d) sndrome de persistncia da circulao fetal e) hipoplasia das cavidades esquerdas 5) Pr-escolar tem um sopro sistlico 5+/6+ mais audvel na base. A radiografia de trax em PA demonstra dilatao significativa do arco mdio, fluxo pulmonar normal e rea cardaca dentro dos limites normais para a idade. O diagnstico mais provvel : a) estenose valvar pulmonar b) tetralogia de Fallot c) sopro inocente d) comunicao interatrial e) insuficincia artica

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6) Assinale a anomalia cardiovascular que com freqncia associa-se rubola congnita: a) prolapso mitral b) insuficincia artica c) CIV d) coarctao da aorta e) estenose pulmonar de ramo 7) O desdobramento fixo da segunda bulha na ausculta cardaca de uma criana co 4 anos sugere a presena de: a) CIV b) CIA c) PCA d) hipertenso arterial sistmica e) estenose artica Considere o enunciado abaixo e responda s questes de n 8 e 9. Recm-nascido com oito horas de vida apresenta cianose universal intensa. Exame fsico: pulsos universalmente palpveis; precrdio calmo; ausculta cardaca com ritmo cardaco regular em dois tempos, bulhas normofonticas com B2 nica, sem sopros. Radiografia de trax: hipofluxo pulmonar e corao de tamanho normal Gasometria: hipxia grave com acidose metablica. 8) A conduta imediata, alm de instituir oxigenioterapia e corrigir a acidose com bicarbonato, prescrever: a. beta-bloqueador b. prostaglandina c. indometacina d. inodilatador e. digitlico 9) A hiptese diagnstica mais provvel : a) atresia tricspide b) retorno pulmonar anmalo c) coarctao da aorta ps-ductal d) transposio de grandes vasos e) ventrculo esquerdo hipoplsico 10) Pr-escolar de trs anos apresenta histria de infeco respiratria aguda h duas semanas. H 12 horas vem apresentando cansao e febre baixa. Exame fsico: mal-estado geral, dispnico, aciantico, levemente hipocorado. Peso: 14kg; FR: 7Oirpm; FC: l60bpm; PA: 80 X 5OmmHg; T.Axilar: 37.5C. Murmrio vesicular diminudo com estertores subcrepitantes nas bases. Ritmo cardaco irregular em trs tempos, bulhas normofonticas, sem sopros. Abdmen depressvel, fgado a 5cm do RCD. Sem edemas. Radiografia de trax: aumento global da rea cardaca. O diagnstico mais provvel : a. febre reumtica b. glicogenose c. endocardite d. pericardite e. miocardite 11) Lactente de 4 meses foi levado a servio de urgncia devido a quadro de instalao sbita de agitao, dispnia e cianose intensa. Aps medidas posturais e a administrao de oxignio a crise melhorou rapidamente, restando apenas cianose discreta. A cardiopatia provavelmente responsvel por este quadro : a) truncus arteriosus b) transposio de grandes vasos c) retorno venoso pulmonar anmalo d) estenose de ramo de artria pulmonar e) ventrculo nico com estenose pulmonar Lactente de 5 meses, previamente hgido, internado com febre baixa, irritabilidade e dispnia. Segundo relato da me, h 24 horas ela percebeu febre baixa e perodos de agitao sem motivo evidente, com piora h algumas horas, quando apresentou o quadro da internao. Exame fsico: regular estado geral, FR 68 irpm, FC 200bpm, cianose de leito ungueal e hepatomegalia. 12) A hiptese provvel tratar-se de insuficincia cardaca associada a: a) taquicardia supraventricular b) cardiopatia congnita c) dengue hemorrgico d) pneumonia aguda e) choque sptico 13) No caso acima, a insuficincia cardaca caracterizada pelos seguintes achados: a) taquicardia e hepatomegalia

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b) c) d) e)

taquipnia e hepatomegalia hepatomegalia e cianose taquipnia e taquicardia taquicardia e cianose

14) Lactente de cinco meses iniciou quadro de cianose de mucosas labial, bucal, e de leitos ungueais de mos e ps, que se exacerba com o choro e, s vezes, com a mamada. Exame fsico: eutrfica; eupnica; precrdio calmo; sopro rude em borda esternal esquerda. Radiografia de trax: ausncia de infiltrado pulmonar; hipofluxo pulmonar; rea cardaca de tamanho normal; arco mdio escavado. A hiptese diagnstica mais provvel . a. atresia tricspide b. tetralogia de Fallot c. comunicao interatrial d. transposio dos grandes vasos da base e. atresia da pulmonar com defeito septal ventricular V - ENDOCRINOLOGIA 1) Devemos suspeitar de patologia endcrina determinando dficit estatural quando: a) a altura apresenta-se no percentil 2,5 em relao mdia esperada para a idade b) o ritmo de crescimento contnuo mas em percentil abaixo de 2,5 em relao mdia esperada para a idade c) idade ssea com 2 anos de atraso em relao idade cronolgica d) parada do ritmo de crescimento 2) A principal causa da puberdade precoce verdadeira no sexo masculino : a) constitucional b) tumor de testculo c) tumor de SNC d) hiperplasia congnita de adrenais 3) Em relao ao dos hormnios na puberdade podemos afirmar que: a) nos meninos e meninas os andrgenos estimulam o crescimento estatural b) nos meninos e meninas o FSH inibe a espermatognese e o desenvolvimento dos folculos primrios c) nos meninos e meninas o FSH e o LH aumentam a velocidade da fuso epifisria d) nos meninos o LH inibe a produo de testosterona pelas clulas de Leydig e) nas meninas a progesterona inibe o desenvolvimento alveolar das mamas 4) Adolescente de 12 anos, diabtico desde os quatro, apresenta otite mdia aguda e descompensao clnica, evoluindo para cetoacidose. Exames laboratoriais: glicemia: 650mg/dL; pH: 7,1; pCO2: 2OmmHg; pO2: 98mmHg Sat O2: 97%; bicarbonato: 5mEq/L; BE: -l4mEq/L; cetonas urinrias ++++. Sua respirao acidtica e apresenta algum grau de confuso mental. A conduta inicial mais apropriada : a. terapia de reidratao oral na primeira hora; insulinoterapia imediata em dose suficiente para reduzir a glicemia a l50mg/dL; administrao de potssio b. reposio de volume com soro fisiolgico 0,9%; insulina intermediria associada a regular (N+R) at que se resolva a acidose; mscara com oxignio mido c. expanso de volume com soro fisiolgico 0,45% e albumina; insulina de ao intermediria (NPH) na segunda hora; administrao de potssio aps diurese d. hidratao venosa com soro fisiolgico 0,45%, infundindo-se 50mlIkg na primeira hora e o restante nas trs horas seguintes; insulinoterapia imediata e bicarbonato de sdio e. hidratao venosa com soro fisiolgico 0,9%, 20ml/kg na primeira hora e reposio lenta nas 12/24 horas seguintes; insulinoterapia na segunda hora; no administrar bicarbonato de sdio 5) Escolar de 7 anos levada consulta mdica de rotina. Ao exame verifica-se que a paciente encontra-se no estdio de Tanner M2P2. A hiptese diagnstica mais provvel : a) puberdade normal b) puberdade precoce c) telarca idioptica precoce d) pseudopuberdade precoce e) sndrome do testculo feminilizante

6) Recm-nascido apresenta ambigidade genital caracterizada por hipospdia e criptorquidia. O nvel srico de 17hidroxiprogesterona encontra-se elevado. Neste caso, espera-se como principal complicao:

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a) b) c) d) e)

esterilidade desidratao tumor testicular infeco urinria malformao renal

VI - GASTRO E NUTRIO 1) Ao se substituir a gordura do leite de vaca por leo vegetal nas frmulas lcteas o objetivo : a) melhorar a composio lipdica b) melhorar a absoro das vitaminas lipossolveis c) diminuir a incidncia de clicas d) aumentar o contedo energtico e) melhorar a formao das membranas celulares 2) Um lactente de 6 meses de idade h 10 dias iniciou um quadro de diarria aguda, cujo agente etiolgico foi identificado como Rotavrus. Desde ento tem apresentado evacuaes freqentes, explosivas, com fezes lquidas. Ao exame percebe-se discreta distenso abdominal e hiperemia perianal. Voc identifica neste relato um caso provvel de: a) alergia ao leite de vaca b) intolerncia lactose c) sndrome do intestino contaminado d) enterite bacteriana secundria e) persistncia da infeco viral 3) Qual a vitamina cuja deficincia se manifesta quando a criana desnutrida entra em franca fase de recuperao nutricional? a) vitamina A b) vitamina C c) vitamina D d) tiamina e) piridoxina 4) Um lactente de 6 meses de idade apresenta diarria e vmitos h 48h. O pediatra prescreveu: leite de vaca diludo ao meio com 8% de hidratos de carbono sais de reidratao oral da OMS: o contedo de 1 pacote diludo em 1 litro de gua metoclopramida: 7 gotas aps cada episdio de vmitos um produto a base de caolim-pectina: 5ml aps cada evacuao diarreica sulfametoxazol + trimetoprim: 5ml de 12/12h Quantos erros voc detecta nesta prescrio: a) 01 b) 02 c) 03 d) 04 e) 05 5) No exame inicial de uma criana com desnutrio primria do tipo kwashokor, mais provvel observar-se: a) anemia, com baixa concentrao de ferro srico b) raquitismo, por depleo de vitamina D c) manifestaes clnicas de hipovitaminose A em graus variveis d) esteatose heptica, por ingesto excessiva de lipdios saturados e) volumosa ascite, secundria hipoalbuminemia 6) Deve ser desestimulada, entre crianas e adolescentes, a prtica rotineira de substituir refeies balanceadas por refeies ligeiras (sanduches, batatas fritas, sorvetes) porque estas: so hipercalricas tendem a ser hiperproticas contm excessiva quantidade de sdio so ricas em fibras sem valor nutritivo so praticamente isentas de vitaminas e oligoelementos O nmero de afirmativas corretas : a) 1 b) 2 c) 3

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d) e)

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7) Lactente de 9 meses, pesando 6kg, apresenta diarria intermitente h 2 meses desde episdio de doena diarreica aguda que atingiu outras crianas da creche freqentada pelo paciente. J fez 2 exames parasitolgicos e uma cultura de fezes que foram negativos. Foi amamentado exclusivamente ao seio at os 6 meses e, desde ento, est com dieta livre prpria para a idade. Ao exame fsico: irritado, hipocorado +/4, abdome hipertimpnico e presena de eritema perianal. A causa mais freqente para este quadro : a) doena celaca b) giardase c) fibrose cstica d) enterite regional e) intolerncia lactose 8) Escolar de oito anos, filha nica, tem tido problemas no colgio, pois considera-se perseguida pelos professores. H dez meses vem apresentando dor abdominal difusa, distenso gasosa e diarria de quatro a cinco evacuaes lquidas, explosivas, de pequena quantidade, sem sangue, muco ou pus. No h antecedentes de febre ou perda de peso. A dieta mais apropriada para a paciente : a) rica em fibras; polifracionada b) rica em lactose; quatro refeies por dia c) rica em gorduras; trs refeies por dia d) isenta de gordura; cinco refeies por dia e) isenta de protena bovina; seis refeies por dia 9) Lactente de 9 meses levado ao posto de sade devido a quadro de vmitos e diarria de fezes lquidas amareladas, que se iniciou h 24 horas. Exame fsico: irritabilidade, choro com lgrimas, boca e lngua pouco ressecadas, sede intensa e um sinal da prega que desaparece rapidamente. A conduta indicada, neste caso, : a) iniciar, na unidade, terapia de reidratao oral com soluo da OMS, reavaliando periodicamente b) referir para internao hospitalar para hidratao venosa e realizao de exames complementares c) aplicar uma dose de antiemtico parenteral e iniciar, aps 30 minutos, a TRO na unidade d) liberar para casa com recomendao de aumento da ingesto hdrica e administrao de soro caseiro aps cada evacuao e) liberar para casa com precrio de TRO com soluo da OMS e orientao de retorno imediato em caso de piora 10) Escolar de 9 anos apresenta quadro de emagrecimento e dor abdominal h 8 meses. A me refere episdios ocasionais de diarria neste perodo. Exame fsico: emagrecido, hipocorado ++/4, abdome globoso, hipertimpnico e difusamente doloroso palpao profunda, presena de abscesso perianal. A principal hiptese diagnstica : a) doena de Hirschsprung b) doena de Crohn c) doena celca d) fibrose cstica e) maus-tratos VII - GENTICA 1) Em relao trissomia do 18 (sndrome de Edwards), assinale a alternativa certa: a) mais freqente e mais devastadora que a trissomia do 21 b) a grande maioria morre no 1 ano de vida c) o retardo mental moderado d) os defeitos cardacos so raros

2) As sndromes abaixo apresentam sinais caractersticos ao nascimento, exceto: a) trissomia do 13 b) XO c) trissomia do 18 d) XYY 3) Uma mulher de 35 anos d a luz a um menino com sndrome de Down. A respeito do risco de recorrncia, qual das afirmaes abaixo verdadeira? a) depender da constituio cromossmica de cada um dos pais b) depender da constituio cromossmica do beb

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c) d) e)

no h relao com a idade materna o risco de recorrncia de 1% o risco de recorrncia semelhante ao de outras mulheres da mesma idade

4) Uma criana de 10 anos, assintomtica, tem a sndrome de Marfan. Ao exame do aparelho cardiocirculatrio, geralmente observa-se: a) sopro sistlico ++/6+ em base com irradiao para as costas b) sopro sistlico ++/6+ em base, sem irradiaes c) sopro diastlico ++/6+ em foco artico d) sopro contnuo em maquinaria e) pulsos arteriais universalmente diminudos 5) Voc acaba de diagnosticar uma doena recessiva ligada ao cromossoma X em um menino de 3 anos. O achado mais provvel na histria familiar : a) um tio materno com a mesma doena b) uma tia paterna que tem dois filhos com a mesma doena c) idade paterna avanada d) pais sendo primos em primeiro grau e) uma irm com a mesma doena 6) Lactente eutrfico de 11 meses de idade avaliado em consulta de rotina apresenta exame fsico normal, exceo de anormalidade constitucional compatvel com hemi-hipertrofia. No acompanhamento deste paciente, deve-se realizar: a) ecocardiograma anual at os quatro anos de idade b) avaliao hormonal anual at os cinco anos de idade c) estudo semestral da coagulao at os seis anos de idade d) ressonncia magntica semestral at os seis anos de idade e) ultra-sonografia trimestral do abdome at os trs anos de idade 7) Escolar de oito anos de idade trazido consulta porque no est conseguindo ser alfabetizado. Na histria familiar h relato de um tio com o mesmo problema. Exame fsico: fcies com orelhas e fronte proeminentes, hiperextenso das articulaes dos artelhos e "flapdas mos. Identifica-se como mais provvel a seguinte hiptese diagnstica: a) mongolismo b) esquizofrenia c) sndrome de Marfan d) sndrome do X-Frgil e) sndrome de Ehlers-Danlos 8) Lactente de 6 meses, portador de trissomia do cromossomo 21 e CIV grave, com hiperfluxo pulmonar e pneumonias de repetio, vem a falecer na terceira internao, por insuficincia cardiorespiratria e pneumonia. O atestado de bito dever ser preenchido da seguinte forma: a) PARTE I: a) pneumonia b) CIV e PARTE II: trissomia do cromossomo 21 b) PARTE I: a) insuficincia cardiorespiratria b) pneumonia c) CIV e PARTE II: em branco c) PARTE I: a) pneumonia b) hiperfluxo pulmonar c) CIV e PARTE II: trissomia do cromossomo 21 d) PARTE I: a) insuficincia cardiorespiratria b) pneumonia c) trissomia do cromossomo 21 e PARTE II: CIV e) PARTE I: a) insuficincia cardiorespiratria b) pneumonia c) CIV d) trissomia do cromossomo 21 e PARTE II: em branco VIII - GINECOLOGIA 1) Uma menina de 11 anos tem um corrimento vaginal persistente, que no responde ao tratamento com creme de corticosteride. Os achados incluem: ndulo mamrio, algum plo pubiano e pequena quantidade de um corrimento vaginal claro e inodoro. O esfregao vaginal mostra muitas clulas epiteliais, raros polimorfos nucleares e muitos bacilos gram-positivos. O pH vaginal 4. Qual a melhor conduta? a) banho de assento duas vezes ao dia b) ampicilina por via oral c) reavaliar em 3 meses d) uso de creme vaginal com clotrimazol e) uso de creme vaginal com estrognio 2) Uma menina assintomtica, de 15 anos, tem uma amenorria primria. A telarca ocorreu aos 14 anos. Ela vem crescendo 5 cm/ano. O exame fsico revela: peso no percentil 3, relao peso/altura no percentil 50, mamas no estgio III de Tanner, plo pubiano no estgio II. O exame ginecolgico foi normal. A histria familiar revela que a me teve a menarca aos 16 anos. A causa mais provvel da amenorria desta menina :

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a) anorexia nervosa b) atraso puberal familiar c) disgenesia gonadal d) hipotireoidismo e) deficincia isolada de gonadotrofinas 3) Em uma menina de 14 meses, voc nota a fuso parcial (aderncia) dos pequenos lbios, que se estende por cerca de 1 cm. No h indcios de inflamao, mas ela parece sentir algum desconforto ao urinar. A conduta mais adequada : a) administrao oral de estrgenos em dose baixa b) aplicao local de um creme de estrgenos c) exame genital sob anestesia d) separao manual das aderncias e) separao cirrgica das aderncias 4) Uma adolescente de 13 anos teve a menarca h 2 anos e h 3 meses est em amenorria. A primeira hiptese diagnstica : a) gravidez b) cisto de ovrio c) ciclos anovulatrios d) insuficincia pituitria e) insuficincia hipotalmica 5) Adolescente de 17 anos, com vida sexual ativa, internada com quadro de dor abdominal baixa e intensa, febre, calafrios e queda do estado geral. O hemograma revela leucocitose e aumento da velocidade de hemossedimentao, sugerindo doena inflamatria plvica. A etiologia mais provvel : a) Chlamydia trachomatis b) Trichomonas vaginalis c) Haemophilus ducreyi d) Treponema pallidum e) Candida albicans 6) Adolescente de 13 anos de idade apresenta amenorria secundria. A menarca ocorreu h um ano e seu ciclo menstrual foi regular e mensal at trs meses atrs. Exame fsico: Tanner M4 P3. Teste imunolgico para gravidez na urina negativo. Neste caso, est indicada a seguinte conduta: a) dosar nveis de tiroxina b) solicitar ultra-som plvico c) dosar nveis de andrognios d) dosar nveis de gonadotrofinas e) tranqilizar a paciente e rever em trs meses 7) Lactente de 15 meses levada a consulta por apresentar pequenas leses em torno da vagina, percebidas pela me h 2 semanas. Exame fsico: leses verrucosas em pequeno nmero, perineais e perianais. A conduta imediata : a) ampliar anamnese b) tratar com podofilina c) encaminhar ginecologia d) solicitar sorologias para DST e) encaminhar ao Conselho Tutelar IX - HEMATOLOGIA E ONCOLOGIA 1) errado afirmar a respeito da Prpura Trombocitopnica Idioptica que: a) estabelecido o diagnstico a corticoterapia deve ser iniciada imediatamente devida elevada frequncia de hemorragia intracraniana b) as plaquetas sensibilizadas por anticorpos especficos so removidas pelo sistema retculo-endotelial, particularmente o bao c) 60 a 90% dos pacientes se recuperam num perodo de 6 meses d) a trombocitopenia pode apresentar-se clinicamente e uma forma aguda, recorrente ou crnica e) 80% dos casos agudos so precedidos por infeco inespecfica do trato respiratrio superior e 20% por infeces inespecficas, particularmente exantemticas 2) Criana de 2 anos e meio com doena falciforme com queixa de febre de 39 h 2 dias. Est ictrica (+/4), hidratada, eupnica, taquicrdica (128). No restante do exame fsico no h sinais de localizao infecciosa. O microhematcrito realizado foi de 21% e o raio X de trax foi normal. A conduta adequada :

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a) b) c) d) e)

observao + antitrmico + cido flico antitrmico + hidratao + hemotransfuso O2 mido + analgsico + repouso hidratao + antitrmico + ampicilina analgsico + cido folnico + ceftriaxona

3) Qual dos fatores abaixo indica prognstico ruim em pacientes com leucemia linfoctica aguda? a) idade entre 2 e 10 anos b) esplenomegalia c) envolvimento do sistema nervoso central d) as clulas blsticas no tm caractersticas de clulas B ou T e) contagem inicial em torno de 20.000 leuccitos/mm3 4) Pr-escolar de 5 anos inicia subitamente quadro de manchas roxas no corpo e sangramento gengival. Ao exame: BEG, com petquias em conjuntiva e palato, petquias e equimoses disseminadas pelo corpo e ausncia de HEM. Hemograma: hematcrito = 36%; hemoglobina = 12g/dl; leuccitos = 8.000/mm3 (B = 0, E = 3, M = 0, M = 0, B = 5, S = 67, L = 20, M = 5), plaquetas = 3.000/mm3. A hiptese diagnstica mais provvel : a) leucemia linfoblstica aguda b) prpura trombocitopnica idioptica c) leucemia mielide crnica d) anemia aplstica e) prpura de Henoch-Schoenlein 5) Lactente de 6 meses foi trazido ao hospital devido a palidez cutneo-mucosa. Hemograma: hematcrito = 23%; hemoglobina = 7,6g/dl; reticulcitos = 9%; leuccitos = 5.000/mm3; eritroblastos = 5%; plaquetas = 80.000/mm3; DHL = 1.000U/l; creatinina srica = 1,5mg%. Hematoscopia: anisopoiquilocitose, policromatofilia intensa, esfercitos, hemcias fragmentadas, hemcias em capacete e esquizcitos. Histria de gastroenterite h 2 semanas. A hiptese diagnstica mais provvel : a) anemia hemoltica auto-imune b) sndrome hemoltico-urmico c) anemia falciforme d) anemia secundria doena crnica e) leucemia linfoblstica aguda 6) Pr-escolar de cinco anos foi trazido ao ambulatrio por apresentar fortes dores no abdmen, joelhos e quadris, petquias e equimoses na regio posterior de braos e cotovelos e, de forma mais intensa, nos glteos. Exames complementares:hematria macroscpica, sangue oculto positivo nas fezes;Hb: 8g/dL, leucocitosemoderada; VHS 70mm na primeira hora. Diagnstico mais provvel : a) prpuratrombocitopnica imunolgica b) sndrome hemoltico urmica c) leucemia linfoblstica aguda d) prpura anafilactide e) prpura fulminante X - INFECTOLOGIA 1) Paciente retorna a sua cidade natal, zona endmica de malria, aps 2 anos de afastamento. Um ms aps apresenta febre, precedida de calafrios, palidez cutnea, mal estar geral de carter intermitente. Como podemos explicar o quadro apresentado? a) perda da imunidade por falta de exposio temporria ao plasmdio b) primeiro contato com plasmodio, no retorno c) por ter imunidade adquirida, o diagnstico deve ser diferente de malria d) no retorno, teve contato com nova espcie do protozorio 2) Criana de raa indgena com 2 anos e 8 meses, alimentando-se ao seio materno. Tem peso de 6.800g e histria de coriza, tosse e febre h 15 dias. Ao exame apresenta roncos pulmonares, edema de MMII, HEM e adenomegalia, configurando desnutrio protico-calrica asociado a: a) malria b) mononucleose c) toxoplasmose d) tuberculose 3) O eritema infeccioso na infncia se caracteriza, basicamente, pela presena de: a) palidez em regio peri-oral

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b) c) d) e)

febre elevada pr-exantemtica linfadenomegalia generalizada exantema confluente na face exantema puntiforme em tronco

4) Uma menina de 2 anos apresenta-se com histria de febre elevada (39C) e vmitos h 48 horas. O exame clnico revela moderada hiperemia do orofaringe com a presena de pequenas lceras nos pilares anteriores das amdalas. O agente etiolgico de tal condio : a) Streptococcus beta hemoltico grupo A b) vrus Epstein-Barr c) Coxackie A d) anaerbios da flora oral e) adenovrus 5) A menina qual nos referimos na questo anterior teve o curso clnico da sua doena absolutamente favorvel, com total recuperao. O agente etiolgico que provocou o seu quadro tambm est associado com uma das condies abaixo: a) febre reumtica b) febre faringo-conjuntival c) colite pseudomembranosa d) miocardite e) linfoma de Burkitt 6) Com frequncia cada vez maior tem-se descrito resistncia do pneumococo penicilina. O mecanismo responsvel pela resistncia : a) produo de beta-lactamase b) alterao na unidade 16S do ribossoma c) alterao nas protenas ligadoras de penicilina d) impermeabilidade da membrana celular e) surgimento de formas L 7) Em pacientes previamente hgidos com episdio agudo de gastroenterite por Salmonella, o uso de antibiticos: a) afasta a possibilidade de reicidivas b) est indicado por diminuir o perodo de diarria c) est indicado para prevenir doena invasiva d) pode diminuir o nmero de pacientes que se tornaro portadores crnicos e) pode prolongar a excreo da bactria por alterar a flora normal 8) As crianas infectadas pelo HIV freqentemente apresentam-se com pneumonias bacterianas de repetio. O agente etiolgico mais comumente envolvido na etiologia de tais episdios : a) Pseudomonas aeruginosa b) Enterobacter cloacae c) Staphilococcus epidermidis d) Streptococcus pneumoniae e) Klebsiella pneumoniae 9) Em relao infeco meningoccica, o achado que considerado um fator de mau prognstico : a) crise convulsiva b) ausncia de meningite c) VHS maior que 50 mm/hora d) trombocitose e) leucocitose maior que 50.000/mm3 10) Um menino de 6 anos, previamente hgido, admitido com uma histria de febre alta (39 - 40C), cefalia, vmitos e mialgias h 8 dias. O exame clnico mostra um paciente com febre de 39,5C, freqncia cardaca de 64bpm, presena de pequenas leses eritematopapulares na parede anterior do trax, hepatomegalia e esplenomegalia. Constipado na primeira semana de doena, h 24 horas vem apresentando diarria. O diagnstico mais provvel deste paciente : a) abscesso heptico b) pancreatite c) abscesso perinfrico d) febre tifide e) endocardite bacteriana

11) O antimicrobiano de escolha para um paciente que esteja necessitando de uma cobertura adequada contra Staphylococcus aureus e anaerbios :

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a) b) c) d) e)

gentamicina oxacilina metronidazol cloranfenicol clindamicina

12) Um paciente de 13 anos apresentou h cerca de 1 ms um quadro clnico de febre elevada, cefalia retroorbitria, dor nas costas, mialgias intensas, nuseas e vmitos. Nas primeiras 24 a 48 horas de doena houve um discreto exantema macular que empalidecia presso. Este quadro durou cerca de 1 semana. Dois dias aps a febre ter cessado surgiu novo exantema generalizado, maculopapular, poupando mos e ps e que durou 4 dias. A recuperao do paciente foi completa. Retrospectivamente a sua primeira hiptese diagnstica seria: a) exantema sbito b) dengue c) eritema infeccioso d) mononucleose infecciosa e) parvovirose 13) Um lactente de 9 meses trazido ao seu consultrio com febre e irritabilidade h 48 horas. Alimenta-se mal, mas a diurese boa. Ao exame fsico tem aspecto de muito doente e a temperatura de 40C. Voc no consegue localizar nenhum foco de infeco. O hemograma mostra leucometria de 28.000/mm3, com predominncia de polimorfonucleares. A etiologia mais provvel para o quadro desta criana : a) adenovrus b) Haemophilus influenza tipo B c) Neisseria meningitidis d) Staphylococcus aureus e) Streptococcus pneumoniae 14) Lactente de 2 meses, eutrfico, nascido de parto normal com Apgar de 9 e 10, iniciou quadro insidioso e progressivo h 15 dias com tosse, sem febre, obstruo nasal e diminuio no ganho de peso. Ao exame: freqncia respiratria = 56 irpm, freqncia cardaca = 120 bpm, T axilar = 36,8 C, ausculta pulmonar com estertores crepitantes difusos e raros sibilos inspiratrios. Radiografia de trax com infiltrado tipo intersticial difuso, hiperdistenso dos pulmes. Hemograma: 12.000 leuccitos (B=5, E=8, M=0, M=0, B=0, S=30, L=39, M=8). O agente etiolgico mais provvel : a) vrus sincicial respiratrio b) adenovrus c) Clamydia trachomatis d) Estreptococo do grupo B e) Streptococcus pneumoniae 15) Lactente apresenta quadro agudo de febre e tosse h dois dias. O pai est em tratamento de tuberculose pulmonar h trs meses. A radiografia da criana mostra aspecto de infiltrado alveolar segmentar em lobo superior direito. O esquema bsico de vacinao est em dia e o teste PPD foi de 10mm h dois meses. Exame fsico: regular estado geral, levemente dispnico, sem tiragem, FR: 44irpm, murmurio vesicular discretamente diminudo em tero superior do hemitrax direito e sopro tubrio na mesma topografia, em face posterior. A melhor conduta : a) repetir teste PPD para orientar a deciso teraputica b) tratar como pneumonia com amoxicilina c) iniciar quimioprofilaxia com isoniazida d) internar para colher lavado gstrico e) tratar com esquema trplice 16) Pr-escolar de trs anos de idade apresenta histria de febre h um ms. Exame fsico: palidez cutneo-mucosa intensa, emagrecimento, micropoliadenopatia, fgado a 4cm do rebordo costal direito e bao a 6cm do rebordo costal esquerdo. Exames complementares: hemograma: pancitopenia; parasitolgico de fezes: negativo; proteinograma: albumina de 2g/dL e globulina de 4g/dL. O diagnstico clnico mais provvel : a) esquistossomose hepatoesplnica b) leucemia linfoblstica aguda c) sndrome hemofagoctica d) leishmaniose visceral e) mucopolissacaridose 17) Escolar de oito anos trazido consulta devido histria de que h trs semanas apresentava febre elevada de aparecimento irregular, duas pequenas ppulas eritematosas no antebrao esquerdo e massa axilar homolateral de 5cm de dimetro, indolor, sem sinais inflamatrios, de consistncia elstica e mvel palpao. Havia relato de frias h um ms em um stio em rea rural, onde entrou em contato com animais de estimao. Fez uso de cefalexina oral por uma semana, sem melhora. O diagnstico mais provvel :

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a) b) c) d) e)

toxoplasmose histoplasmose linfadenite inespecfica mononucleose infecciosa doena da arranhadura do gato

18) Escolar de nove anos, h trs dias atendida com quadro de dengue, retorna ao posto. diagnosticada dengue hemorrgica / sndrome de choque da dengue, sendo referida para internao hospitalar. Os elementos clnicolaboratoriais que sugerem este diagnstico so: a) hepatomegalia dolorosa, leucopenia, plaquetopenia e hemodiluio b) vmitos volumosos, leucocitose, plaquetose e hemoconcentrao c) dor abdominal, leucopenia, plaquetopenia e hemoconcentrao d) nuseas e vmitos, leucocitose, plaquetopenia e anemia e) prurido, leucopenia, anemia e hemoconcentrao 19) Pr-escolar de dois anos apresenta h trs dias vrios episdios dirios de febre alta, tosse discreta e presena de tumorao no pescoo. Exame fsico: regular estado geral, eupnico, anictrico, levemente hipocorado, gnglio palpvel na cadeia cervical anterior de 5cm com sinais flogsticos. Murmrio vesicular presente universalmente sem rudos adventcios. Ritmo cardaco regular em dois tempos. Bao palpvel a 2cm do RCE. Radiografia de trax: infiltrado na base direita. A melhor conduta fazer: a) esquema trplice b) bipsia ganglionar c) aspirado de medula ssea d) antibioticoterapia inespecfica e) antiinflamatrio no hormonal 20) Recm-nascido de 15 dias de vida trazido para avaliao devido possibilidade de infeco congnita. A me informa que, durante o terceiro trimestre da gravidez, teve toxoplasmose comprovada por exame sorolgico, tendo sido tratada com espiramicina. O exame do recm- nascido completamente normal e a curva de crescimento ascendente. Baseando-se na condutas diagnsticas e teraputicas da toxoplasmose congnita, o correto nesse caso considerar o recm-nascido como: a) provvel portador; solicitar fundoscopia, tomografia de crnio e sorologia e iniciar tratamento com sulfadiazina, pirimetamina e cido folnico b) provvel portador; solicitar fundoscopia e tomografia de crnio e iniciar tratamento de acordo com resultados obtidos c) improvvel portador; realizar pareamento sorolgico mensal e avaliar tratamento de acordo com resultados d) normal; no solicitar exames complementares e acompanhar clinicamente e) improvvel portador; realizar fundoscopia anualmente 21) Escolar de sete anos atendido com histria de febre, cefalia, rouquido e prostrao. Evoluiu com tosse persistente, inicialmente seca, que se tornou produtiva com secreo clara h mais de dez dias. O irmo adolescente teve quadro semelhante e fez uso de ampicilina, sem sucesso, evoluindo com tosse por mais de trs semanas, at a cura espontnea. A melhor opo teraputica para este caso : a) penicilina b) cefalexina c) amoxicilina d) eritromicina e) sulfametoxazol-trimetoprim 22) Adolescente de sexo feminino, 15 anos, apresenta febre baixa (38 38,5), fadiga, mal estar, mialgia e adinamia h 14 dias. Exame fsico: linfadenopatia generalizada, leve hiperemia de orofaringe e discreta HEM. Exames complementares: leuccitos 8.200, linfcitos 60%, linfcitos atpicos 10%, monoteste negativo. Dentre as hipteses diagnsticas abaixo, a mais provvel : a) rubola b) parvovirose c) estreptococcia d) infeco herptica e) citomegalovirose 23) A me de um RN desenvolve quadro compatvel com varicela no segundo dia aps o parto. A conduta em relao ao RN : a) iniciar aciclovir venoso e suspender o aleitamento materno b) observar evoluo da criana e manter o aleitamento materno c) administrar vacina anti-varicela e manter o aleitamento materno d) observar evoluo da criana e suspender o aleitamento materno

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e)

administrar imunoglobulina especfica, IM, e suspender o aleitamento materno

24) Pr-escolar de 3 anos, assintomtica, foi levada ao posto de sade para investigao, pois sua me est em tratamento de tuberculose pulmonar h 45 dias. A criana recebeu a vacina BCG ao nascimento. Exame fsico sem alteraes. Teste tuberculnico 10mm. Radiografia de trax com condensao na base do pulmo direito. A conduta indicada : a) iniciar quimioprofilaxia com isoniazida e repetir o teste tuberculnico aps 3m b) acompanhar clinicamente e repetir o teste tuberculnico aps 8 semanas c) solicitar broncoscopia para realizao de lavado broncoalveolar d) iniciar esquema de tratamento para tuberculose e) iniciar amoxicilina e reavaliar em 48 horas 25) No atendimento perinatal de um RN cuja me HBsAg positivo, alm da necessidade de aplicao de imunoglobulina especfica e de vacina anti-hepatite B, a conduta preconizada quanto amamentao : a) no permitir que a me amamente a criana at que a criana receba a vacina anti-hepatite B b) permitir a amamentao logo aps o parto, independentemente de a criana ter recebido vacina e imunoglobulina c) no permitir que a me amamente a criana at que a criana receba a imunoglobulina especfica anti-hepatite B d) permitir a amamentao logo aps o parto, desde que a criana receba vacina e imunoglobulina dentro de 2 horas e) no permitir que a me amamente a criana at que a criana receba a vacina e a imunoglobulina especfica anti-hepatite B 26) Pr-escolar de 4 anos apresenta eritema migratrio, febre, mialgia e cefalia h 8 dias. Refere passeio ao campo h 15 dias. Neste caso, podemos encontrar com freqncia: a) artrite de falanges proximais b) sinais de insuficincia mitral c) leses cutneas bolhosas d) paralisia do nervo facial e) polineurite perifrica XI - NEFROLOGIA 1) Uma criana de 6 anos trazida a seu consultrio com a seguinte queixa: Meu filho ainda urina na cama e isto tem trazido problemas familiares. Assinale a alternativa correta em relao a este problema: a) no h padro familiar descrito na enurese noturna b) a enurese noturna mais comum no sexo feminino c) a urocultura indicada em todos os casos de enurese noturna d) a psicoterapia necessria em todos os casos de enurese noturna e) parece haver uma produo exagerada de urina durante a noite 2) Pr-escolar de 5 anos foi internado com edema generalizado de evoluo de 2 semanas. Ao exame: edema facial, mucosas coradas, PA = 90 x 60 mmHg, abolio de murmrio vesicular nas bases e ascite. Laboratrio: uria 15mg%, creatinina 0,7mg%, exame simples de urina com protena ++++/4 e cilindros hialinos. Deveria ser solicitado para elucidao diagnstica: a) dosagem de antiestreptolisina O e complemento b) dosagem de protenas e lipdios sricos c) clearance de creatinina e potssio srico d) urinocultura e hemograma e) ultra-som abdominal e uretrocistografia miccional 3) Pr-escolar de cinco anos de idade internado por edema bipalpebral, reduo do volume urinrio e urina escura. Exame fsico na internao:PA: 130x100mmHg; FC: 80bpm; criana eutrfica, orientada, edema generalizado, leve palidez cutneo-mucosa, RCR 2T e cicatrizes compatveis com leso de impetigo em membros inferiores. Evoluiu bem com o tratamento institudo e teve alta. O melhor exame de laboratrio a ser usado como critrio de prognstico no acompanhamento ambulatorial : a) colesterol b) complemento c) antiDNase B d) sedimento urinrio e) antiestreptolisina O

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4) Pr-escolar de trs anos eutrfica atendida com quadro de oligria, edema das plpebras e de membros inferiores. A anamnese revelou que, duas semanas antes, a criana tivera diarria aguda que evoluiu em dois dias para diarria sanguinolenta com febre e dor abdominal. H relato de casos semelhantes na comunidade no mesmo perodo. Mesmo com coprocultura negativa para Shigella, Salmonella, Campylobacter e colipatognica clssica, a criana recebeu cefalosporina. Com tratamento de suporte, a evoluo foi satisfatria. Exames complementares: elementos anormais e sedimento urinrio: densidade baixa, proteinria; hemograma: anemia, plaquetopenia moderada; uria e creatinina sricas elevadas. Baseado nesses dados, o diagnstico mais provvel : a) doena de Berger b) sndrome nefrtica c) sndrome hemoltico-urmica d) prpura de Henoch- Schoenlein e) glomerulonefrite membranoproliferativa 5) Pr-escolar de 3 anos, em uso de corticosteride para tratamento de sndrome nefrtica, apresenta febre baixa, queda do estado geral e queixa de dor abdominal. A conduta imediata : a) iniciar antibioticoterapia b) prescrever ciclofosfamida c) realizar paracentese diagnstica d) indicar laparotomia exploradora e) reduzir a dose de corticosteride XII - NEONATOLOGIA 1) Na incompatibilidade simultnea por ABO e Rh acontece o seguinte: a) a eritroblastose mais acentuada b) os eritrcitos fetais que possuem antgeno A ou B aumentam o risco de sensibilizao para o fator Rh c) a ictercia geralmente mais acentuada mais acentuada que na incompatibilidade Rh isolada d) Coombs direto fortemente positivo e) os eritrcitos fetais que possuem antgeno A ou B so destrudos pelos anticorpos anti-A ou anti-B antes que a sensibilizao Rh ocorra 2) Prematuro com doena membrana hialina fez pneumotrax hipertensivo. Aps drenagem pleural apresenta-se melhor, porm evolui com oligria, densidade urinria de 1028 e sdio plasmtico de 113. Para correo da hiponatremia voc recomenda: a) administrao de cloreto de sdio a 20% EV b) administrao de furosemida EV c) restrio hdrica a 50% da manuteno d) administrao de desoxicorticosterona IM 3) RN, com sofrimento fetal e lquido meconial, nasce de parto cesreo com Apgar de 2 no primeiro minuto. Sua conduta inicial : a) iniciar ventilao com ambu, aspirando aps recuperao de FC b) iniciar ventilao com tubo orotraqueal e aspirar aps recuperao da FC c) iniciar ventilao com ambu, administrar adrenalina e iniciar massagem cardaca d) aspirar laringe e traquia e ventilar com presso positiva e) aspirar laringe e traquia e oferecer O2 inalatrio a 100% 4) RN de 36 semanas de gestao com 2980g, produto de parto normal e gestao sem intercorrncias recebe Apgar de 4 no 1 minuto e 5 no 5. Ao exame voc nota dispnia e tiragem intercostal, cianose perioral, batimentos de asa do nariz e gemncia. A FR de 95mpm. Qual a sua conduta? a) iniciar O2 em capacete, solicitar RX de trax e iniciar antibiticos b) iniciar O2 em capacete, solicitar RX de trax e iniciar hidratao venosa c) iniciar O2 em CPAP nasal, solicitar RX de trax e iniciar SG 10% por gavagem d) iniciar O2 em CPAP nasal, solicitar RX de trax e iniciar antibiticos e) iniciar O2 em cateter nasal, solicitar RX de trax e iniciar antibiticos 5) Em um RN de me HBsAg + e assintomtica, a sua conduta dever ser: a) acompanhar com sorologia e transaminases nos primeiros 6 meses de vida e vacinar se houver soroconverso b) acompanhar, pois filhos de mes HBsAg + no se beneficiam da vacina c) iniciar vacinao nas primeiras horas de vida, administrando tambm imunoglobulina especfica

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d) e)

iniciar vacinao aps 1 ms de idade iniciar vacinao, se a me tiver apresentado alteraes das transaminases na gestao

6) RN a termo, com 6h de vida, apresenta-se taquipnico e ciantico. A gasometria arterial revela: pO2 25mmHg, pCO2 36mmHg, pH 7,25. Ele colocado em oxignio a 100% sob a forma de capacete e 30 minutos mais tarde a pO2 de 200mmHg, a pCO2 39mmHg e o pH 7,28. O diagnstico mais provvel : a) transposio dos grandes vasos b) atresia pulmonar c) tetralogia de Fallot d) pneumotrax hipertensivo e) pneumonia bilateral 7) Qual a conduta em recm-nascido, cuja me com tuberculose bacilfera ainda no iniciou o tratamento? a) manter aleitamento materno e vacinar com BCG intradrmico b) manter aleitamento materno e iniciar isoniazida c) manter aleitamento materno, vacinar com BCG intradrmico e iniciar isoniazida d) suspender aleitamento materno temporariamente e iniciar isoniazida e) suspender aleitamento materno e vacinar imediatamente com BCG intradrmico 8) O esquema teraputico mais apropriado para o tratamento da sfilis congnita : a) penicilina G cristalina na dose de 25.000 a 50.000 U/kg/dia EV por 10-14 dias b) penicilina G cristalina 100.000 a 150.000 U/kg/dia EV por 10-14 dias c) penicilina procana na dose de 50.000 U/kg/dia IM por 10-14 dias d) penicilina procana na dose de 100.000 U/kg/dia IM por 10-14 dias e) penicilina benzatina na dose de 50.000 U/kg dose nica IM 9) Voc chamado para fazer a sala de parto de uma gestante hipertensa em trabalho de parto prematuro. A criana nasce ciantica, em apnia e a FC de 80 bpm. O lquido amnitico apresentava-se bastante esverdeado e voc nota mecnio espesso na cavidade oral. Neste momento sua conduta : a) aspirar boca e narinas; administrar O2 inalatrio a 100% b) aspirar orofaringe e narinas; ventilar com ambu e mscara c) aspirar orofaringe e traquia; ventilar com ambu e mscara-oxignio a 100% d) entubao traqueal; ventilao com ambu e mscara-oxignio a 100% e) secar o RN; ventilar com ambu e mscara-oxignio a 100% 10) Gestante em final de gravidez apresenta um resultado de VDRL positivo. Informa ter feito uso de penicilina benzatina em uma nica aplicao nessa gravidez. No chegou a fazer nenhum exame na gestao anterior h 2 anos, pois abortou ainda no primeiro ms. A conduta adequada : a) colher VDRL do sangue do cordo e tratar o RN com penicilina b) colher VDRL do sangue do cordo e tratar o RN com penicilina, se o resultado for maior que o materno c) colher VDRL do sangue do cordo e tratar o RN com penicilina, caso o parceiro no tenha sido tratado d) colher VDRL do sangue perifrico do RN e trat-lo com penicilina e) solicitar VDRL e FTA-ABS do sangue perifrico do RN e aguardar resultado para tratamento 11) A conduta em relao alimentao de um recm-nascido em boas condies de vitalidade, com idade gestacional de 34 semanas e pesando 2400g, : a) leite artificial modificado oferecido por gavage b) leite artificial modificado oferecido no copinho c) leite da prpria me oferecido por gavage d) leite da prpria me oferecido no copinho e) amamentao ao seio materno 12) RN de 7 dias, sexo masculino, a termo, com peso de nascimento de 3200g, apresenta vmitos desde o terceiro dia de vida. Exame fsico: peso 2700g, desidratado, hipoativo, hipocorado +(4+), anictrico, aciantico, MV presente universalmente, sem rudos adventcios, FR 44 irpm, ritmo cardaco regular em 2 tempos, FC 160 bpm, abdome sem HEM. Exames laboratoriais: Na 130, K 5,8, uria 15, creatinina 0,6, Hb 12, VG 40%, leuccitos 12.000, bastes 5%, segmentados 50%, linfcitos 42%, eosinfilos 3%. O diagnstico mais provvel : a) sepse neonatal b) obstruo intestinal c) refluxo gastroesofgico d) hiperplasia adrenal congnita e) estenose hipertrfica do piloro

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13) RN de 39 semanas, com peso de 3.500g, em alojamento conjunto, apresenta ictercia at a raiz das coxas com 36 horas de vida. So colhidos exames neste momento e um controle de bilirrubinas e hematcrito realizado aps 6 horas. O resultado dos exames mostrou: 36h: me O Rh positivo, RN A Rh positivo, Coombs direto negativo, bilirrubina indireta 14,2 e hematcrito 56%. 42h: bilirrubina indireta 15,4, hematcrito 52%. A conduta indicada : a) hidratao venosa e controle de bilirrubinas em 6 horas b) fototerapia e controle de bilirrubinas em 6 horas c) hidratao venosa e exsangineotransfuso d) exsangineotransfuso e fototerapia e) hidratao venosa e fototerapia 14) RN de parto cesreo na ausncia de trabalho de parto, com IG de 36 semanas e 6 dias e peso de nascimento de 2.800g, no necessitou de reanimao e, com 4 horas de vida, apresentou desconforto respiratrio progressivo, necessitando de oxigenioterapia. Com 36 horas de vida encontrava-se em oxigenioterapia com FiO2 de 0,4. A hiptese diagnstica mais provvel : a) pneumonia congnita b) taquipnia transitria do RN c) doena da membrana hialina d) pneumotrax no hipertensivo e) sndrome de aspirao de lquido amnitico XIII - NEUROLOGIA 1) Calcificaes intracranianas so mais freqentemente encontradas nas seguintes infeces congnitas: a) herpes e sfilis b) rubola e toxoplasmose c) sfilis e CMV d) toxoplasmose e CMV 2) Qual o principal fator etiolgico das convulses neonatais? a) distrbio metablico b) meningite bacteriana c) hemorragia intracraniana d) encefalopatia hipxico-isqumica 3) Qual a droga anticonvulsivante mais indicada no tratamento da crise convulsiva febril? a) diazepan b) fenobarbital c) difenil-hidantona d) carbamazepina e) primidona 4) Um lactente de 2 meses de idade apresentou crise convulsiva generalizada de curta durao associada a febre. Apesar do episdio ter se repetido no dia seguinte, a famlia no se alarmou porque um outro filho e um sobrinho j tinham tido, respectivamente, 1 e 3 convulses febris. Do ponto de vista neurolgico o mais provvel que se trate de convulso: a) febril, sendo desnecessrio tratamento profiltico com anticonvulsivantes b) febril, sendo aconselhado tratamento preventivo face a histria familiar c) sintomtica, exigindo investigao diagnstica pertinente d) sintomtica, de bom prognstico dadas as caractersticas do quadro e) recorrente, portanto definindo quadro de epilepsia 5) A sndrome de West precisa ser bem conhecida, porque o diagnstico e o tratamento precoces podem modificar o prognstico. tpico desta forma de epilesia: a) incio antes dos 2 meses de idade com espasmos em flexo que ocorrem predominantemente durante o sono b) crises convulsivas caracterizadas por contrao, geralmente bilateral e simtrico dos msculos da cabea, do tronco e das extremidades c) EEG mostrando pontas e ondas de grandes amplitudes, sucedidas por perodos de supresso ou de atenuao do ritmo basal

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d) crises do tipo ausncia, manifestaes denotativas de deteriorao neurolgica sucedendo as crises epilpticas e) o controle das crises convulsivas aps utilizao de ACTH ou de corticides, com reverso das alteraes neurolgicas 6) Um lactente de 5 meses de idade apresentou desvio da cabea e dos olhos para a esquerda que durou cerca de 20 minutos. A famlia o transportou para um Pronto-Socorro peditrico onde foi examinado e tratado com antitrmico aps ter-se verificado que no havia qualquer anormalidade clnica, exceto febre de 38,2C. Logo aps, recebeu alta com o diagnstico de convulso febril e foi encaminhado para acompanhamento ambulatorial. Este diagnstico merece ser criticado, porque: a) lactentes que apresentam convulso associada a febre podem estar com meningite, mesmo na ausncia das manifestaes prprias desta infeco b) o diagnstico de convulso febril dependente de episdios semelhantes na famlia c) a crise convulsiva apresentada pela criana foi parcial, exigindo investigao tomogrfica imediata d) crises de longa durao excluem o diagnstico de convulso febril, uma vez que estas no costumam ultrapassar os 15 minutos e) este lactente deveria permanecer em observao hospitalar at a realizao de uma tomografia cerebral 7) O diagnstico da enxaqueca na infncia exige como critrio bsico: a) histria familiar positiva em parentes prximos b) perodos inter-crticos livres dos sintomas c) completo alvio da dor aps repouso d) presena de dor abdominal, nuseas ou vmitos a) presena de hemicrania pulstil 8) Um lactente estava no 3 dia de tratamento para meningoencefalite bacteriana quando apresentou um episdio de crise convulsiva generalizada. Controlada a crise, voc constata que a criana est hidratada e solicita os seguintes exames: glicemia 130mg%, cloro srico 92mEq/l, clcio srico 96mg%, sdio srico 114mEq/l, potssio srico 3mEq/l, sdio urinrio 164mEq/l, osmolaridade urinria 570mEq/l. a medida de urgncia a ser tomada : a) corrigir o potssio 0,5mEq/kg/h, em 1 hora b) corrigir o sdio com NaCl 3% em 1 hora (at 140mEq/l) e, juntamente, corrigir o potssio - 0,5mEq/kg/h c) corrigir o sdio com NaCl 3% em 4-6h (at 140mEq/l) d) corrigir o sdio com NaCl 3% em 1h (at 125mEq/l) e concomitantemente administrar furosemida em bolo e) corrigir a hiperglicemia com SG a 2,5% 9) Pr-escolar de cinco anos portador de leve retardo neuromotor, acompanhado de dificuldade de aprendizagem. A conduta mais indicada : a) recomendar o ingresso da criana em classes especiais b) postergar a entrada na escola at a fase de alfabetizao c) matricular a criana em escola de ensino regular e acompanh-la d) contra-indicar o ingresso em escola regular para evitar constrangimentos e) condicionar o ingresso na escola a uma nova avaliao psicopedaggica 10) Escolar de 9 anos encaminhada para atendimento mdico pela professora, pois apresenta mau rendimento escolar. Segundo o encaminhamento a criana apresenta dificuldade para leitura e para compreender os textos que l, muito embora parea compreender a aula e o que explanado pela professora. A avaliao no ambulatrio mostra que durante a leitura a criana apresenta hesitaes, pronuncia mal as palavras e com grande esforo. A principal hiptese diagnstica : a) Transtorno desintegrativo da infncia b) Distrbio do dficit de ateno c) Leso do aparelho fonador d) Fobia escolar e) Dislexia 11) Lactente de nove meses est internado com meningite bacteriana. Exame do lquor na admisso: celularidade: 1329 clulas/mm3 (40% polimorfonucleares e 60% mononucleares); glicose: 11mg/dl; protenas: 189mg/dl; teste de aglutinao em ltex e cultura: N. meningitidis B. Iniciou-se penicilina cristalina, com desaparecimento da febre em 12 horas. Evoluo clnica sem intercorrncias at reincio de febre no quinto dia de tratamento (entre 38,2C e 39,1C), em quatro picos dirios, sem outras manifestaes clnicas. Neste momento, foram realizados: tomografia: normal; exame do lquor: 4 clulas/mm3; glicose: 60mg/dl; protenas: 30mg/dl; ltex e cultura: negativos. A conduta adequada :

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a) b) c) d) e)

substituir o antimicrobiano por ceftriaxona prolongar o antimicrobiano por mais 10 dias substituir o antimicrobiano pela vancomicina associar cloranfenicol ao antimicrobiano em uso considerar o paciente curado da meningite meningoccica

12) Pr-escolar de cinco anos sofreu TCE devido a queda da altura de um metro, h duas horas. No perdeu a conscincia, mas apresentou dois episdios de vmito. Refere dor na regio frontal direita, onde se observam edema e escoriao. Exame neurolgico: consciente; Glasgow: 15; pupilas isocricas; reflexo fotomotor preservado bilateralmente; motricidade ocular preservada; ausncia de dficits motores ou sensoriais e de sinais de irritao menngea. A conduta indicada : a) prescrever drogas antiemticas e manter em observao na unidade por 24 horas b) solicitar radiografia de crnio e manter em observao na unidade por 24 horas c) prescrever analgsicos e manter em observao na unidade por 24 horas d) prescrever drogas antiemticas e liberar com orientao e) prescrever analgsicos e liberar com orientao 13) Escolar de 9 anos, feminino, levada ao consultrio por seu pais, que solicitam encaminhamento psicolgico para seu filho. Relatam que, h 2 meses, apresenta episdios de interrupo das atividades e piscar de plpebras de repetio, durando 15 a 20 segundos, ficando com olhar perdido e no respondendo s solicitaes. Entretanto, retorna s atividades normalmente, sem lembrar o acontecido. Exame fsico sem anormalidades. A hiptese diagnstica : a) mioclonia juvenil b) crise de ausncia c) sndrome de West d) histeria de converso e) distonia neurovegetativa 14) Pr-escolar de 4 anos, feminino, levada a consulta ambulatorial por apresentar nos ltimos meses, sono agitado, especialmente nas primeiras horas aps ter adormecido, e vocalizao durante os perodos de agitao do sono. Os pais tm dificuldade de acord-la durante este perodo e raramente a criana se recorda do ocorrido durante a noite. Durante o dia tem hbitos normais e no apresenta sonolncia. O quadro apresentado sugestivo de: a) pesadelos b) terror noturno c) tumor cerebral d) epilepsia noturna e) histeria de converso XIV - OFTALMOLOGIA 1) A coriorretinite cicatricial no encontrada na: a) mucoviscidose b) sfilis ocular c) toxoplasmose d) citomegalia e) tuberculose ocular 2) A catarata congnita pode ser encontrada em todas as situaes perinatais abaixo, exceto: a) sfilis b) rubola c) toxoplasmose d) infeco por Chlamidia trachomatis 3) O sinal mais precoce e mais freqente de glaucoma congnito : a) lacrimejamento b) fotofobia c) estrabismo d) secreo purulenta 4) Um paciente de 8 anos apresenta h dois dias febre, coriza e edema progressivo associado com sinais flogsticos da plpebra direita. O exame clnico mostra eritema, dor, calor e edema acentuado das plpebras superior e inferior do lado direito. O diagnstico diferencial envolve celulite preseptal e celulite orbitria. Qual doas achados abaixo tornaria mais provvel o diagnstico de celulite orbitria?

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a) b) c) d) e)

febre alta contnua edema palpebral acentuado edema conjuntival dor movimentao ocular leucocitose

5) RN com 14 dias de vida apresenta secreo ocular unilateral no purulenta, de incio h 2 dias. Parto vaginal, a termo. Me no fez pr-natal e relata disria e secreo vaginal mucide h 20 dias. A hiptese diagnstica mais provvel de conjuntivite: a) infecciosa por adenovrus b) reativa ao uso de nitrato de prata c) infecciosa por Nesseria gonorrhoae d) infecciosa por Chlamydia tracomatis e) infecciosa por Staphylococcus epidermidis 6) Escolar de 7 anos levado ao ambulatrio por apresentar dor deglutio, lacrimejamento e sensao de corpo estranho em olho direito. Exame fsico: hiperemia de orofaringe, hiperemia conjuntival direita e linfadenopatia prauricular direita. O quadro clnico apresentado sugere: a) dacrioadenite b) ceratoconjuntivite alrgica c) conjuntivite papilar gigante d) conjuntivite purulenta aguda e) ceratoconjuntivite epidmica XV - ORTOPEDIA 1) Em relao osteomielite aguda na criana os locais mais freqentemente envolvidos so: a) metfises distais do mero e do rdio b) os corpos vertebrais da coluna torcica c) metfise proximal do fmur e do mero d) difises dos ossos longos e) metfise distal do fmur e proximal da tbia 2) Para um lactente de 18 meses com anemia falciforme e suspeita de osteomielite do quadril direito, o esquema emprico indicado at o resultado dos exames bacteriolgicos : a) cefalotina e cloranfenicol b) oxacilina e ceftriaxone c) ampicilina e cloranfenicol d) ampicilina e oxacilina e) cefalotina e gentamicina 3) Uma criana de 18 meses trazida emergncia devido a febre, irritabilidade e recusa em mover a sua perna esquerda. O exame clnico mostra que o joelho esquerdo apresenta-se edemaciado, com intensos sinais flogsticos. H resistncia movimentao passiva da articulao. A principal hiptese diagnstica de artrite sptica. Dos exames abaixo o mais importante para confirmar o diagnstico : a) exame do lquido articular b) radiografia simples do joelho c) cintigrafia ssea d) hemograma completo e VHS e) hemocultura 4) Uma menina de 15 meses trazida consulta por claudicao desde que comeou a andar. O exame fsico revela que alm da alterao na marcha a perna direita menor que a esquerda e a abduo da articulao coxo-femural direita limitada. O provvel diagnstico : a) doena de Legg-Perthes b) luxao congnita do quadril c) paralisia cerebral, forma motora d) epifisiolise e) sinovite transitria do quadril 5) Um adolescente de 14 anos queixa-se de dor na regio infrapatelar direita relacionada ao esforo fsico, que cede com o repouso e no compromete de forma importante suas atividades. Ao exame, refere dor palpao do tubrculo anterior da tbia direita. O diagnstico mais provvel : a) doena de Osgood-Schlater b) condromalcia de rtula

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c) d) e)

artrite inespecfica osteocondrite dissecante doena de Legg-Perthes-Calv

6) Pr-escolar de cinco anos deu entrada na Emergncia com histria de claudicao e febre baixa h trs dias, referindo dor em quadril e joelho direitos. H duas semanas apresentara quadro infeccioso de vias areas superiores, com tosse e coriza. Exame fsico: dor e limitao apenas na articulao coxofemoral direita. Exames complementares: hemograma e velocidade de hemossedimentao normais; radiografia com discreto aumento de espao articular em articulao coxofemoral direita e ultra-sonografia com presena de pequena quantidade de lquido no mesmo local. A hiptese diagnstica mais provvel : a) doena de Legg-Calv-Perthes b) sinovite transitria do quadril c) artrite sptica do quadril d) osteomielite do fmur e) epifisilise do fmur 7) Pr-escolar de 5 anos foi encaminhado ao ambulatrio por ter ntida dificuldade para subir escadas, correr e participar de atividades fsicas vigorosas. Nenhum outro membro da famlia tem manifestaes similares. Na consulta ele teve dificuldades para subir na mesa de exames, alm de apresentar fraqueza proximal, andar oscilante, tendes dos calcneos rgidos e aumento do volume das panturrilhas. A investigao diagnstica deste paciente deve ser iniciada pela: a) RNM b) Dosagem srica de CPK c) Investigao gentica d) Bipsia muscular e) Eletromiografia 8) Adolescente de 12 anos, pesando 87kg, deu entrada na emergncia com fortes dores no quadril esquerdo e impotncia funcional do membro inferior esquerdo. Seu pai contou ao mdico de planto que o menino hipertenso, realizava um tratamento para emagrecer e que o problema na perna surgiu sem nenhuma associao a trauma. A hiptese diagnstica mais provvel : a) Deslocamento epifisrio femural b) Sinovite transitria do quadril c) Artrite reumatide juvenil d) Artrite sptica do quadril e) Fratura de colo de fmur XVI OTORRINO 1) Na impossibilidade de realizar cultura para diferenciar uma faringoamidalite viral de uma pelo estreptococo, em uma criana de 6 anos, quais as manifestaes clnicas que melhor sugerem infeco pelo estreptococo? a) febre, linfadenite cervical, dor de garganta e petquias no plato b) febre, tosse, dor abdominal e nuseas c) febre, hiperemia de orofaringe, coriza e vmitos d) febre, epistaxe, conjuntivite e cefalia e) febre, rouquido, diarria e edema do pilar anterior 2) Os dados clnicos mais observados em crianas com rinossinusopatia, so: a) tosse noturna e secreo nasal b) cefalia frontal e coriza serosa c) hipertermia e respirao ruidosa d) edema palpebral e tosse rouca e) palidez facial e obstruo nasal 3) Lactente com 13 meses, febre (38,8C) h 2 dias, amgdalas levemente congestas com pontos de exsudato branco e gnglios cervicais posteriores moderadamente aumentados. A melhor conduta : a) penicilina benzatina 300.000 UI-IM b) penicilina benzatina 600.000 UI-IM c) amoxicilina VO 10 dias d) eritromicina VO 7 dias e) tratamento sintomtico e observao 4) A amigdalectomia j foi muito indicada na infncia. Hoje deve obedecer a critrios bem definidos. A melhor indicao para uma amigdalectomia : a) um nico episdio de abscesso amigdaliano, sem histria pregressa de amidalites b) otites mdias e rinosinusites crnicas recorrentes

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c) dor de garganta crnica e provas laboratoriais recentes de infeco pelo vrus de Epstein-Barr d) cinco episdios anuais de amidalites estreptoccicas e no estreptoccicas nos ltimos 2 anos e) culturas de garganta repetidamente positivas para estreptococo hemoltico do grupo A, em uma criana assintomtica 5) Escolar de seis anos apresenta-se com febre e dor de garganta. A me refere que, no incio do quadro, notou edema bipalpebral e que o exame de urina solicitado foi normal. A criana est com estridor progressivo e dificuldade para respirar. Ao exame: faringe hiperemiada com amdalas muito hipertrofiadas e recobertas por exsudato brancoacinzentado. Notam-se petquias no palato e gnglios cervicais anteriores e posteriores nitidamente aumentados, um pouco dolorosos, consistentes e mveis. Ausculta pulmonar normal. A melhor medida teraputica : a) penicilina benzatina b) diclofenaco c) amoxicilina d) cefalexina e) prednisona 6) Lactente de 9 meses levado para consulta de reviso aps 14 dias de tratamento de otite mdia aguda com amoxicilina na dose de 50 mg/kg/dia. Ao exame verifica-se persistncia de efuso no ouvido mdio direito. A me informa que aps 48h de incio do tratamento o lactente ficou assintomtico. A conduta indicada neste caso : a) manter o esquema ATB na mesma dose por mais 7 dias b) substituir o esquema por 7 dias de droga resistente betalactamase c) indicar paracentese para colheita de secreo do ouvido mdio e cultura d) aumentar a dose de amoxicilina para 80 mg/kg/dia mantendo por mais sete dias e) suspender o antibitico e reavaliar posteriormente o aspecto da membrana 7) Adolescente de 15 anos apresenta quadro de febre no aferida, intensa dor de garganta e dificuldade de deglutir at lquidos, h 3 dias. No possvel visualizar a orofaringe por trismo. Considerando a hiptese diagnstica mais provvel, a conduta dever incluir, alm da internao hospitalar: a) drenagem e prescrio de penicilina cristalina b) puno lombar e aplicao de soro anti-rbico c) dosagem srica e reposio intravenosa de clcio d) anlise toxicolgica e prescrio de clorpromazina e) prescrio de soro antitetnico e penicilina cristalina 8) Pr-escolar de 2 anos levado ao pronto-socorro com otalgia, febre no aferida, irritabilidade e mal-estar. Exame: regular estado geral, eupnico, hidratado, hiperemia de orofaringe e membrana ti