Revista 03 - SBOT-ES - out/nov/dez 2008

  • Published on
    23-Mar-2016

  • View
    238

  • Download
    15

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Edio nmero 03 da revista da SBOT-ES

Transcript

<ul><li><p>Entrevista</p><p> Sara ValentimA experiente pediatra discute o modelo da Medicina Baseada em Evidncias. </p><p>4 Matria especial Residncia MdicaEm pouco mais de um ano, o Esprito Santo ganhou dois cursos de Ortopedia e Traumatologia.</p><p>10</p><p>Carta do Presidente</p><p>Artigo</p><p>Social</p><p>Dicas SBOT-ES</p><p>Raio X</p><p>Vida Leve</p><p>SOCIEDADE BRASILEIRA DE ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA - REGIONAL ESPRITO SANTO</p><p>Informativo </p><p>03 2008</p><p>out / nov / dez</p><p>2</p><p>3</p><p>8</p><p>12</p><p>13</p><p>14</p></li><li><p>residir a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia Regional Esprito Santo (SBOT-ES), ao longo de 2008, deu-me a </p><p>oportunidade de atestar que os princpios orientadores da nossa luta - tica, trans-parncia e fora de trabalho para o de-senvolvimento da especialidade em nosso Estado - so desafios que precisam ser en-frentados diariamente. </p><p>Por compreender que para vencer es-tes desafios era necessrio o envolvimen-to de todos que trabalhamos ao longo do ano para uma maior insero social, acadmica e poltica de nossos membros. A resposta que tivemos foi positiva. </p><p>O envolvimento e a participao de nossos colegas puderam ser comprovados nos eventos da Sociedade, com destaque para os workshops realizados no inte-rior do Esprito Santo. bem verdade que privilegiamos primeiramente dois grandes centros no norte do Estado (Lin-hares e Colatina), mas tudo foi feito den-tro de um planejamento que extra-polar a atual gesto.</p><p>Para 2009, o processo de integrao </p><p>dos especialistas capixabas segue firme e, desta vez, rumo ao sul do Estado. Aos cole-gas da regio metropolitana no faltaro eventos que promovero reciclagem, ca-pacitao profissional e incluso social e poltica, assim como no faltou em 2008. Entre cursos e jornadas cientficas, tive-mos o prazer de promover um congresso estadual que contou com a participao de especialistas de renome nacional e in-ternacional. </p><p>Neste contexto, cabe agradecer o apoio incondicional da SBOT nacional, de em-presas de material cirrgico, da indstria farmacutica, cooperativas, entre outros parceiros que estiveram nesta caminhada. Sem o apoio deles, muito pouco do que ne-cessitvamos fazer poderia ser feito.</p><p>O fortalecimento de qualquer so-ciedade estabelece a possibilidade de sonhar coisas impossveis e de caminhar livremente em direo a elas. O fortaleci-mento da SBOT-ES um desafio cotidiano, volto a dizer. Desafio de garantir os nveis elevados de resultados daqueles que nos precederam e daqueles que nos substi-tuiro. </p><p>P</p><p> Anderson De Nadai Presidente da SBOT-ES</p><p>DiretoriaPresidente Dr. Anderson De NadaiPrimeiro Vice-presidente Dr. Joo Carlos de M. TeixeiraSegundo Vice-presidenteDr. Alceuleir Cardoso de SouzaPrimeiro Secretrio Dr.Adelmo Rezende F. da CostaSegundo Secretrio Dr. Joo Carlos de M. TeixeiraPrimeiro Tesoureiro Dr. Ronaldo RoncettiSegundo Tesoureiro Dr. Glucio Beninca Coelho</p><p>Conselho FiscalDr. Edmar Simes da Silva JuniorDr. Antnio TamaniniDr. Ruy Rocha Gusman Dr. Jos Maria CavatteDr. Thiago Moreira MattosDr. Carlos Henrique O. de Carvalho</p><p>DelegadosDr. Clark Masakazu YazakiDr. Rodrigo Souza SoaresDr. Lauro Evaristo Bueno</p><p>Comisso ExecutivaDr. Anderson De Nadai</p><p>Dr. Jorge Luiz KrigerDr. Clark Masakazu YazakiDr. Joo Carlos de M. TeixeiraDr. Adelmo Rezende F. da CostaDr. Marcelo Nogueira Silva</p><p>Comisso de Ensino e TreinamentoDr. Adelmo Rezende F. da CostaDr. Nelson EliasDr. Luiz Augusto B. Campin-hosDr. Adriano SouzaDr. Marcelo dos Santos CostaDr. Paulo Henrique PaladiniDr. Danilo Lobo</p><p>Comisso de tica, Defesa Profissional e Honorrios MdicosDr. Vladimir de AlmeidaDr. Marcelo Nogueira SilvaDr. Valbert de Moraes PereiraDr. Sebastio A. M. de MacedoDr. Emdio Perim Junior</p><p>Comisso de Estatuto e RegimentoDr. Anderson De NadaiDr. Joo Carlos de M. TeixeiraDr. Alceuleir Cardoso de SouzaDr. Geraldo Lopes da Silveira</p><p>Comisso de Campanhas Pblicas e Aes SociaisDr. Alceuleir Cardoso de SouzaDr. Francisley Gomes BarradasDr. Hlio Barroso dos ReisDr. Akel Nicolau Akel Jnior</p><p>Comisso de PresidentesDr. Pedro Nelson PrettiDr. Roberto Casotti LoraDr. Jos Fernando DuarteDr. Eduardo Antnio Bertachi UvoDr. Geraldo Lopes da SilveiraDr. Hlio Barroso dos ReisDr. Jorge Luiz KrigerDr. Jos Lorenzo SolinoDr. Akel Nicolau Akel JniorDr. Clark Masakazu Yazaki</p><p>Comisso de Publicao, Divulgao e MarketingDr. Leandro A. de FigueiredoDr. Bruno Barreira CampagnoliDr. Edmar Simes da Silva JniorDr. Thanguy Gomes Frio</p><p>Rua Abiail do Amaral Carneiro, 191, Ed. Arbica, Sala 607</p><p>Enseada do Su. Vitria-ES. CEP 29055-220 | Telefone: 3325-3183 </p><p>www.sbotes.org.br | sbotes@sbotes.org.br</p><p> Gesto 2008</p><p>Jornalista reponsvelWallace Capucho</p><p>MTB 1934/ES</p><p>RedaoEditor Wallace Capucho Reprter Luiz Alberto Rasseli Diretor de Arte Felipe Gama Diagramao Thiago GreggoryArte Carlos Dalcolmo Reviso Luiz Alberto RasseliProduo GrficaChico Ribeiro </p><p>jornalismo@balaiodesign.com.br</p><p>ColaboradoresTexto Dr. Marcelo Nogueira</p><p>Ilustrao</p><p>Carlos Dalcolmo</p><p>Balaio Comunicao e Designwww.balaiodesign.com.br</p><p>PublicidadeSBOT-ES</p><p>(27) 3325-3183</p><p>Impresso e acabamento </p><p>Grfica Grafitusa. Esta revista foi </p><p>impressa em papel couch fosco </p><p>115g/m </p><p>Tiragem 8.000 </p><p>Periodicidade Trimestral </p><p>Distribuio CP Distribuio e </p><p>Logstica</p><p>As matrias e anncios publi-citrios, bem como todo o seu contedo de texto e imagens, so aqui publicadas sob dire-ito de liberdade de expresso, sendo total e exclusiva responsa-bilidade de seus autores/anunci-antes. expressamente proibida a reproduo integral ou parcial desta publicao ou de qualquer um de seus componentes (texto, imagens, etc.), sem a prvia e ex-pressa autorizao da SBOT-ES.</p><p> Carta do Presidente</p></li><li><p> Artigo</p><p>entre todas as alteraes osteoar-</p><p>ticulares dos pacientes portado-</p><p>res de Artrite Reumatide (AR), as </p><p>deformidades dos ps esto entre as mais </p><p>freqentes e negligenciadas. Quinze por </p><p>cento dos casos de AR envolvem inicial-</p><p>mente os ps, e praticamente todos os casos </p><p>de AR com mais de dez anos apresentam </p><p>deformidades nos mesmos. Mesmo assim, </p><p> comum o desconhecimento da evoluo, </p><p>das repercusses clnicas e do tratamento </p><p>dessas deformidades.</p><p>O objetivo do tratamento, tanto clnico </p><p>quanto cirrgico, prevenir, adiar e, se pos-</p><p>svel, corrigir as deformidades e suas limita-</p><p>es funcionais e, conseqentemente, me-</p><p>lhorar a qualidade de vida dos pacientes.</p><p>Os casos iniciais com deformidades </p><p>leves so passveis de tratamento conserva-</p><p>dor com rteses de descarga ou palmilhas </p><p>corretivas. J as deformidades de retrop </p><p>flexveis podem ser conduzidas com rteses </p><p>semi-rgidas tipo AFO. No entanto, com a </p><p>evoluo da doena, a maioria das defor-</p><p>midades torna-se rgida e no ortetizvel. </p><p>Nesses casos, considera-se o tratamento </p><p>cirrgico.</p><p>As deformidades do antep so duas </p><p>vezes mais freqentes que as do retrop. </p><p>Usualmente, essas deformidades incluem </p><p>um grave valgismo do hlux (hlux valgo) </p><p>e a luxao dorsal das articulaes metatar-</p><p>sofalngicas associadas com garras rgidas </p><p>dos pododctilos. A garra dos dedos leva </p><p>ao deslocamento distal do coxim plantar </p><p>e ao rebaixamento das cabeas dos meta-</p><p>tarsais, levando o paciente a apoiar carga </p><p>sobre as mesmas, com formao de calosi-</p><p>dades muito dolorosas, alm da incapaci-</p><p>dade de usarem calados normais. Essas </p><p>calosidades podem tornar-se lceras que </p><p>por sua vez podem levar osteomielite de </p><p>cabeas metatarsianas e perda do respec-</p><p>tivo raio.</p><p>Freqentemente ocorre de forma si-</p><p>multnea a artrite do retrop, causando </p><p>deformidade em valgo grave, alm da </p><p>queda do arco longitudinal medial (p </p><p>plano valgo grave). Essa deformidade em </p><p>p plano valgo adquirido pode ser causada </p><p>tanto pela tenossinovite e disfuno do </p><p>tibial posterior quanto pela artrite da ar-</p><p>ticulao subtalar.</p><p>Com menos frequncia ocorrem as </p><p>deformidades em hlux varo com desvio </p><p>simultneo dos dedos menores em varo, e </p><p>a deformidade em varo do p e tornozelo, </p><p>com maiores repercusses funcionais.</p><p>Todas as deformidades do retrop </p><p>so passveis de correo cirrgica, com </p><p>artrodeses, associadas ou no a osteoto-</p><p>mias, normalmente com bons resultados, </p><p>considerando que esses pacientes j apre-</p><p>sentam restries funcionais. Nas graves </p><p>deformidades em valgo dos ps, sugere-se </p><p>uma abordagem medial para evitar trao </p><p>da pele lateral ao corrigir a deformidade. </p><p>As artrodeses so realizadas de forma mais </p><p>estvel com parafusos canulados ou at </p><p>placas e parafusos. A utilizao de hastes </p><p>intramedulares retrgradas de p e tor-</p><p>nozelo facilitam a artrodese conjunta da </p><p>tibiotrsica e subtalar e aumenta significa-</p><p>tivamente a rigidez da montagem em um </p><p>osso extremamente osteopnico.</p><p>A correo do antep reumatide </p><p>geralmente realizada em um s tempo </p><p>cirrgico. Para os raios laterais, utiliza-se </p><p>a tcnica de Hoffmann ou similares, com </p><p>resseco das cabeas metatarsais ao nvel </p><p>do colo, mantendo a frmula metatarsal. </p><p>Para os dedos menores realiza-se a artro-</p><p>plastia de resseco de DuVries das IFPs </p><p>para a correo das garras rgidas, e fixa-</p><p>o dos artelhos com fios de Kirshner in-</p><p>tramedulares, por 4 semanas. </p><p>Como alternativa pode ser feita a os-</p><p>teoclasia ou liberao manual das garras </p><p>- com menor poder de correo. A via de </p><p>acesso pode ser plantar transversa, com </p><p>ou sem resseco de parte da pele plantar, </p><p>ou dorsal - longitudinal ou transversa - de </p><p>acordo com a preferncia do cirurgio. Al-</p><p>guns autores preferem a via plantar pelo </p><p>facilitado acesso s cabeas metatarsais no </p><p>caso de luxao das MFs e pela melhor es-</p><p>ttica da cicatriz. Como desvantagens, po-</p><p>demos citar um maior sangramento e risco </p><p>de deformidade residual em dorsiflexo </p><p>das MFs por liberao dorsal inadequada </p><p>de cpsula e tendes extensores. O hlux </p><p>valgo grave corrigido com artrodese da </p><p>MF com encurtamento do primeiro raio </p><p>correspondente ao encurtamento dos de-</p><p>mais metatarsianos (M1=M2). Esta pode ser </p><p>fixada com parafusos canulados cruzados, </p><p>parafusos intramedulares, placa dorsal e </p><p>parafusos, ou at por fios rosqueados nos </p><p>casos de extrema osteopenia.</p><p>Vrios trabalhos mostram que o resul-</p><p>tado a longo prazo das artroplastias de </p><p>resseco tipo Keller da MF do hlux, as </p><p>artroplastias de substituio com uso de </p><p>prteses ou a simples correo com os-</p><p>teotomias, so ruins devido evoluo da </p><p>sinovite com recidiva da deformidade. No </p><p>entanto, como surgiram novas drogas para </p><p>o controle clnico eficaz da AR, j parece </p><p>haver uma tendncia s cirurgias de preser-</p><p>vao articular como demonstrado por Ba-</p><p>rouk, que corrige as deformidades mais </p><p>graves com osteotomia tipo SCARF e os-</p><p>teotomias modificadas de Weil com grande </p><p>encurtamento dos metatarsais.</p><p>As cirurgias do antep no so isentas </p><p>de riscos. Vasculites podem ocorrer e causar </p><p>necroses de pododctilos. A correo de </p><p>graves deformidades gera grande trao </p><p>nos pequenos e frgeis feixes neurovascu-</p><p>lares dos dedos. A intensa osteopenia ob-</p><p>servada nesses pacientes dificulta a osteos-</p><p>sntese com utilizao de parafusos.</p><p>Vrios autores afirmam que esse grupo </p><p>de pacientes utilizou uma srie de medica-</p><p>es que aumentam o risco de adversidades </p><p>em procedimentos cirrgicos. Atualmente </p><p>no existem evidncias que justifiquem a </p><p>interrupo dessas drogas no perodo pr </p><p>e ps operatrio.</p><p>Enquanto para o antep a tendncia </p><p> fazermos cirurgias de preservao ar-</p><p>ticular, em um futuro prximo j estaro </p><p>disponveis em nosso meio as prteses de </p><p>tornozelo, cujos melhores resultados so </p><p>em pacientes reumticos. No momento </p><p>no existe nenhum consenso mundial so-</p><p>bre o melhor design de prtese, mas to-</p><p>das elas parecem aliviar a dor, melhoram a </p><p>qualidade da marcha sem recuperar muito </p><p>a amplitude de movimentos. </p><p>Como vimos, houve uma grande </p><p>evoluo no tratamento dos pacientes com </p><p>ps reumatides, seja com rteses mais con-</p><p>fortveis, novas medicaes mais eficientes </p><p>e com menos efeitos colaterais e, em nosso </p><p>caso, com cirurgias para recuperar forma </p><p>e funo adequada dos ps. Devemos tra-</p><p>balhar juntos aos colegas reumatologistas </p><p>que tm conseguido um bom controle </p><p>clnico da AR, para podermos indicar mais </p><p>precocemente as cirurgias corretivas, evi-</p><p>tando as deformidades graves, e casos de </p><p>pacientes extremamente limitados devido </p><p>ao acometimento articular grave de vrias </p><p>articulaes. </p><p>O Tratamento do P Reumatide</p><p>DMarcelo Nogueira | Ortopedista, especialista em cirurgia do p e tornozelo.</p><p>3Informativo SBOT-ES | 4 trimestre 2008</p></li><li><p> Entrevista</p><p>Sara Valentim</p><p>4 Informativo SBOT-ES | 4 trimestre 2008</p></li><li><p>Do alto de quase 30 anos de profis-so, a pneumologista infantil Sara Valentim, 54, conhece a medicina a fundo. Formada pela Emescam, em 1980, ela acumula em seu cur-rculo especializaes em Medicina do Trabalho e Percia Mdica, alm da experincia frente da presidn-cia da Sociedade Esprito-santense de Pediatria (Soespe). Desde 2003, a mdica tambm exerce o papel de auditora. E foi no exerccio desse cargo que ela passou a trabalhar com e em favor da Medicina Base-ada em Evidncias (MBE). Modelo que utiliza as ferramentas da epi-demiologia clnica; da estatstica; da metodologia cientfica; e da in-formtica para trabalhar a pesqui-sa; o conhecimento; e a atuao em Sade, com o objetivo de oferecer a melhor informao disponvel para a tomada de deciso nesse campo, a MBE busca promover a integrao da experincia clnica s melhores evidncias disponveis, consideran-do a segurana nas intervenes e a tica na totalidade das aes. Nesta entrevista, Sara Valentim fala sobre conceitos e dificuldades da MBE, e decreta: O Esprito Santo ainda est engatinhando nesta rea.</p><p>Na sua opinio, o que motivou o surgi-mento da MBE?</p><p>Creio que o objetivo da MBE minimi-</p><p>zar a chance do erro mdico nas velhas e nas </p><p>novas prticas. esclarecer quais so os mais </p><p>eficazes tratamentos. Com o surgimento </p><p>das novas tecnologias, muitas delas carssi-</p><p>mas, por sinal, preciso fazer uma triagem </p><p>daquilo que bom ou no para a medicina. </p><p>Existe tambm a necessidade de se avaliar </p><p>o custo-benefcio de cada uma delas, pois </p><p>nem tudo que novo benfico. </p><p>Um exemplo disso o stent farma-</p><p>colgico. Ele recoberto por antibiticos </p><p>e, quando surgiu, veio com a promessa de </p><p>diminuir o nmero de reinfartos e mortes. </p><p>Era carssimo, muito mais do que o stent co-</p><p>mum. Porm, com o avanar das pesquisas, </p><p>o stent farmacolgico revelou-se pouco efi-</p><p>ciente, gerando alguns problemas que no </p><p>aconteciam com o uso do Stent comum. </p><p>H quem diga que o termo Medicina Baseada em Evidncias apenas um rtulo. Afinal, a medicina atual j no baseada em evidncias? </p><p>Deveria ser, mas no . Por muito tempo, </p><p>o que orientou a medicina foi a experincia </p><p>individual, acumulada ao longo dos anos de </p><p>profisso. No entanto, basear nossa condu-</p><p>ta mdica nesse tipo de experincia muito </p><p>arriscado. Nossas experincias, por vezes, </p><p>podem no corresponder soluo de de-</p><p>terminado problema. Est a o grande pro-</p><p>blema. A intuio existe e, at certo ponto, </p><p> benfica, mas no deve ser instrumento </p><p>para embasar a prtica mdica.</p><p>Em grandes centros, como So Paulo e Rio de Janeiro, a MBE amplamente debatida. Como andam as discusses a respeito do modelo aqui no Esprito Santo?</p><p> preciso deixar claro que h bem pouco </p><p>tempo atrs ainda no se falava em MBE. O </p><p>modelo e as discusses a respeito dele so </p><p>recentes em todo o mundo. Hoje, as opera-</p><p>doras de sade aqui no Estado j possuem </p><p>grupos de profissionais trabalhando dentro </p><p>da rea de pesquisa, voltados para a MBE. </p><p>O modelo est se tornando conhecido </p><p>e admirad...</p></li></ul>