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MUITO ALéM DO ESPORTE: OS MELHORES LUGARES PARA CURTIR NA TERRA DA RAINHA DEPOIS DE MAIS DE 160 CONQUISTAS NA CARREIRA, O VELEJADOR ROBERT SCHEIDT PODE FATURAR O TERCEIRO TíTULO OLíMPICO E SE TORNAR O ESPORTISTA MAIS VITORIOSO DA HISTóRIA DO BRASIL. O QUE ESSE SUJEITO TEM DE ESPECIAL? OURO À VISTA www.istoe2016.com.br VENDA PROIBIDA – EXEMPLAR DE DISTRIBUIÇÃO GRATUITA E PARTE INTEGRANTE DA REVISTA ISTOÉ QUER APOSTAR? ESTUDO EXCLUSIVO DA 2016 "CRAVA" OS VENCEDORES DE TODAS AS MEDALHAS QUE SERãO DISTRIBUíDAS EM LONDRES PÁTRIA AMADA QUEM SãO, DE ONDE VêM E AS CHANCES DE TODOS OS BRASILEIROS QUE VãO DISPUTAR OS JOGOS DISCRETOS E FUNDAMENTAIS A PSICóLOGA, O VETERINáRIO E OUTROS PROFISSIONAIS DOS BASTIDORES QUE AJUDAM OS ATLETAS A BRILHAR FORçA EXTRA COMO O MAIOR EVENTO ESPORTIVO DO PLANETA IMPULSIONOU A ECONOMIA BRITâNICA EM PLENA CRISE NA EUROPA 7 8 9 8 2 6 4 5 8 0 8 1 8 9 2 0 0 0 JULHO/AGOSTO 2012 Edição 29 | Ano 3

Revista 2016 / Julho

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Revista 2016 / Julho

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Page 1: Revista 2016 / Julho

muito além do esporte: os melhores lugares para curtir na terra da rainha

Depois De mais De 160 conquistas na carreira, o velejaDor robert scheiDt poDe faturar o terceiro título olímpico

e se tornar o esportista mais vitorioso Da história Do brasil. o que esse sujeito tem De especial?

ouro à vista

www.istoe2016.com.br Venda proiBida – eXemplar de distriBuiÇÃo gratuita e parte integrante da reVista istoÉ

quer apostar?estudo exclusivo da 2016 "crava" os vencedores de todas as medalhas que

serão distribuídas em londres

pátria amada quem são, de onde vêm e as chances de todos

os brasileiros que vão disputar os jogos

discretos e fundamentais a psicóloga, o Veterinário e outros

profissionais dos Bastidores que ajudam os atletas a Brilhar

força extracomo o maior evento esportivo

do planeta impulsionou a economia britânica em plena crise na europa

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Homem ao marSe confirmar o favoritiSmo e conquiStar o tricampeonato

olímpico, o velejador robert Scheidt pode Se tornar

o maior atleta braSileiro da hiStória. maS iSSo não

deve mudar em nada o Sujeito boa-praça que coleciona

161 títuloS na carreira

por luIza vIllaméa fotos EmIlIano capozollI

capa

51

julho 2012 | istoé 2016

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Homem ao marSe confirmar o favoritiSmo e conquiStar o tricampeonato

olímpico, o velejador robert Scheidt pode Se tornar

o maior atleta braSileiro da hiStória. maS iSSo não

deve mudar em nada o Sujeito boa-praça que coleciona

161 títuloS na carreira

por luIza vIllaméa fotos EmIlIano capozollI

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julho 2012 | istoé 2016

Page 4: Revista 2016 / Julho

Um peão de madeira do jogo de xadrez tem espaço garantido na baga-gem que o velejador Robert Scheidt vai levar para Londres. A peça o acompanha em todas as competições importantes desde 1984, quando a encontrou em um quarto de hotel, em Florianópolis (SC). Scheidt tinha dez anos e, acompanhado dos pais, Karin e Fritz, participava de seu primeiro campeonato brasileiro. “Ainda bem que não encontrei um bispo”, brinca o velejador. “Poderia ter virado padre.” Única peça do xadrez que só pode andar para a frente, o peão, de fato, tem muito mais a ver com Schei-dt. O velejador só pensa em avançar – sobre as águas –, de preferência com vento forte. Aos 38 anos, 1,87 m de altura e 82 quilos, Scheidt é dono de uma coleção de 161 títulos, entre eles duas medalhas olímpicas de ouro, conquistadas em Atlanta, nos Estados Unidos (1996), e em Atenas, na Grécia (2004). Com vento a favor, em Lon-dres Scheidt pode se tornar o primeiro atleta brasileiro com três medalhas de ouro em Olimpíadas. “Se acontecer, será uma glória, mas eu tento não ficar com essa ideia na cabeça”, diz o vele-jador. “Em vez de pensar no resultado final, foco no que é preciso fazer para melhorar a velejada.”

Scheidt adotou tática similar ao se preparar para os Jogos de Atenas, quando competia individualmente, na classe Laser (leia quadro à pág. ...). Até então, o Brasil tinha apenas um bicam-peão olímpico: Adhemar Ferreira da Silva (1927-2001). Ouro no salto triplo em Helsinque, na Finlândia (1952), e em Melbourne, na Austrália (1956), Silva morreu aos 74 anos, sem que nenhum atleta do País alcançasse sua marca histórica. Em Atenas, o cenário mudou. Cinco brasileiros sagraram-se bicampeões olímpicos: Scheidt, a dupla de velejadores Torben Grael e Marcelo Ferreira, na classe Star, e Giovane e Maurício, do vôlei. No ano passado,

Grael e Ferreira desistiram da carreira olímpica. Como jogadores, Giovane e Maurício já se afastaram das quadras. Scheidt detém, portanto, as maiores chances de superar a façanha de Silva (campeão nos 50 metros livre em Pequim, em 2008, o nadador César Cielo vai disputar várias provas em Londres e também é candidato ao recorde brasileiro de ouros olímpicos).

Na Olimpíada, Scheidt vai velejar pela classe Star junto com Bruno Prada, com quem começou a fazer dupla em 2005. Entre outros títulos, os dois conquistaram uma medalha de prata nos Jogos de Pequim, na China (2008). “Scheidt é um cara determinado, um vencedor”, diz Prada. “Velejar com ele é como ter jogado no Santos de Pelé.” Pelé, a propósito, é o grande ídolo de Scheidt. Os olhos azuis do velejador faíscam ao lembrar que, durante uma homenagem no Santos, conheceu o Rei do Futebol. O homenageado era ele, Scheidt, mas, ao relatar o encontro, fala como se fosse um garoto que deu a sorte de estar com Pelé na sede do clube pelo qual torce desde sempre. Um dos profissio-nais da vela mais festejados do mundo, Scheidt, ao contrário de muitas estrelas esportivas, é um boa-praça, sem exibir qualquer sinal de afetação. Quem diz isso é o supervisor de serviços gerais Geraldo dos Anjos Peixoto, 61 anos, os últimos 29 trabalhando no Yacht Club Santo Amaro, às margens da represa de Guarapiranga, em São Paulo. Peixoto coloca sobre a grama a caixa de papelão que carregava para contar que se lembra de Scheidt ainda criança, na classe dos iniciantes, a Optimist. “Ele era um mo-leque tranquilo, que não dava trabalho nenhum e conversava com todo mun-do”, diz Peixoto. “Não mudou nada.”

Quando Scheidt nasceu, a família já frequentava o Yacht Club. O pai, o administrador de empresas Fritz, sempre foi esportista e até hoje, aos 73 anos, veleja. Chegou a disputar a sele-

na ÁGua o velejador sempre teve uma ligação afetiva com o mar. Sua família frequentava o Yacht club de São paulo quando ele nasceu

capa

foto: arquivo pessoal

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Um peão de madeira do jogo de xadrez tem espaço garantido na baga-gem que o velejador Robert Scheidt vai levar para Londres. A peça o acompanha em todas as competições importantes desde 1984, quando a encontrou em um quarto de hotel, em Florianópolis (SC). Scheidt tinha dez anos e, acompanhado dos pais, Karin e Fritz, participava de seu primeiro campeonato brasileiro. “Ainda bem que não encontrei um bispo”, brinca o velejador. “Poderia ter virado padre.” Única peça do xadrez que só pode andar para a frente, o peão, de fato, tem muito mais a ver com Schei-dt. O velejador só pensa em avançar – sobre as águas –, de preferência com vento forte. Aos 38 anos, 1,87 m de altura e 82 quilos, Scheidt é dono de uma coleção de 161 títulos, entre eles duas medalhas olímpicas de ouro, conquistadas em Atlanta, nos Estados Unidos (1996), e em Atenas, na Grécia (2004). Com vento a favor, em Lon-dres Scheidt pode se tornar o primeiro atleta brasileiro com três medalhas de ouro em Olimpíadas. “Se acontecer, será uma glória, mas eu tento não ficar com essa ideia na cabeça”, diz o vele-jador. “Em vez de pensar no resultado final, foco no que é preciso fazer para melhorar a velejada.”

Scheidt adotou tática similar ao se preparar para os Jogos de Atenas, quando competia individualmente, na classe Laser (leia quadro à pág. ...). Até então, o Brasil tinha apenas um bicam-peão olímpico: Adhemar Ferreira da Silva (1927-2001). Ouro no salto triplo em Helsinque, na Finlândia (1952), e em Melbourne, na Austrália (1956), Silva morreu aos 74 anos, sem que nenhum atleta do País alcançasse sua marca histórica. Em Atenas, o cenário mudou. Cinco brasileiros sagraram-se bicampeões olímpicos: Scheidt, a dupla de velejadores Torben Grael e Marcelo Ferreira, na classe Star, e Giovane e Maurício, do vôlei. No ano passado,

Grael e Ferreira desistiram da carreira olímpica. Como jogadores, Giovane e Maurício já se afastaram das quadras. Scheidt detém, portanto, as maiores chances de superar a façanha de Silva (campeão nos 50 metros livre em Pequim, em 2008, o nadador César Cielo vai disputar várias provas em Londres e também é candidato ao recorde brasileiro de ouros olímpicos).

Na Olimpíada, Scheidt vai velejar pela classe Star junto com Bruno Prada, com quem começou a fazer dupla em 2005. Entre outros títulos, os dois conquistaram uma medalha de prata nos Jogos de Pequim, na China (2008). “Scheidt é um cara determinado, um vencedor”, diz Prada. “Velejar com ele é como ter jogado no Santos de Pelé.” Pelé, a propósito, é o grande ídolo de Scheidt. Os olhos azuis do velejador faíscam ao lembrar que, durante uma homenagem no Santos, conheceu o Rei do Futebol. O homenageado era ele, Scheidt, mas, ao relatar o encontro, fala como se fosse um garoto que deu a sorte de estar com Pelé na sede do clube pelo qual torce desde sempre. Um dos profissio-nais da vela mais festejados do mundo, Scheidt, ao contrário de muitas estrelas esportivas, é um boa-praça, sem exibir qualquer sinal de afetação. Quem diz isso é o supervisor de serviços gerais Geraldo dos Anjos Peixoto, 61 anos, os últimos 29 trabalhando no Yacht Club Santo Amaro, às margens da represa de Guarapiranga, em São Paulo. Peixoto coloca sobre a grama a caixa de papelão que carregava para contar que se lembra de Scheidt ainda criança, na classe dos iniciantes, a Optimist. “Ele era um mo-leque tranquilo, que não dava trabalho nenhum e conversava com todo mun-do”, diz Peixoto. “Não mudou nada.”

Quando Scheidt nasceu, a família já frequentava o Yacht Club. O pai, o administrador de empresas Fritz, sempre foi esportista e até hoje, aos 73 anos, veleja. Chegou a disputar a sele-

na ÁGua o velejador sempre teve uma ligação afetiva com o mar. Sua família frequentava o Yacht club de São paulo quando ele nasceu

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foto: arquivo pessoal

Page 6: Revista 2016 / Julho

tiva para a Olimpíada de Roma (1960). Não conseguiu a vaga, mas passou para os filhos a paixão pela modalidade. Thomas, o mais velho, é fotógrafo e técnico de vela. Em 1982, foi campeão mundial na classe Pinguim, muito popular entre os adeptos da vela na-quele período. Carla, a filha do meio, pratica windsurfe. Foi ela quem ajudou o caçula a escolher o nome do veleiro que ele usa quando está em São Paulo, o “Guarini”. “Em tupi-guarani significa guerreiro”, diz Scheidt. De forma indi-reta, o avô paterno de Scheidt também contribuiu para consolidar a prática da vela na família. Depois de uma bem- sucedida carreira como industrial, o imigrante alemão, que desembarcara sem recursos em Santos entre as duas guerras mundiais, resolveu se tornar pintor. Escolheu para viver justamente Ilhabela, no litoral norte paulista, um paraíso para os praticantes de esportes náuticos. “Comecei a passar tempora-das em Ilhabela na época em que era uma ilha de pescadores”, diz Scheidt. “Não tinha nem balsa.”

O curioso na saga de Scheidt é que o vínculo com a navegação ocorre também por parte da família da mãe, Karin, que morreu no ano passado. Com apenas 17 anos, o pai dela deixou a Suécia natal para trabalhar como tripulante de navio. Chegou a capitão. De tanto navegar pelo mundo, acabou desembarcando no Brasil, onde chegou a trabalhar em um projeto para tornar navegável o rio Itajaí, em Santa Catari-na. Até hoje a família tem um estaleiro na região, o Kalmar. O avô materno de Scheidt, no entanto, não velejava. “Eu fui para a vela por causa de meu pai”, ressalta o atleta. Foi também de Fritz que o bicampeão olímpico ganhou, aos 9 anos, o primeiro barco só dele – o “Vulcão”. “Era um Optimist de ma-

deira, comprado de segunda mão”, diz Scheidt. Antes, ele velejava no day sailer do pai, o “Joker”.

Não por acaso, Scheidt estabeleceu desde cedo uma relação de intimida-de com o vento. “Sempre tive muito prazer em senti-lo, em aproveitá-lo para velejar mais rápido”, diz. No começo da carreira, quando entrava em uma regata com vento fraco, ele chegava a se sentir “desmoralizado”. Aos poucos, superou a dificuldade, embora goste mesmo é de vento forte. Os motivos: ele imprime mais velocidade ao barco, exige mais perícia e preparo físico do atleta, ao mes-mo tempo em que “premia” o velejador mais bem treinado. Convicto de que

o vento tem muitas artimanhas e que nunca é igual de um momento para o outro, Scheidt acredita que o principal é estar treinado a ponto de velejar o barco automaticamente, como se dirige um carro. “Só assim dá para olhar para fora do barco e tentar prever o que vai acon-tecer na frente”, afirma. “Com o tempo, é possível ler o vento pelo movimento da água e das nuvens. O vento que se vê no olho já está muito próximo, en-quanto o das nuvens que estão chegando ainda vai demorar um pouco para acon-tecer. Quem consegue antecipar isso, toma as decisões mais acertadas e está sempre na frente dos adversários.”

O tom de voz baixo e suave convive com outra característica marcan-te do velejador: a competitividade.

Treinador de Scheidt na classe Laser, Cláudio Biekarck se referiu à particu-laridade durante a Semana Brasileira de Vela, em Búzios (RJ), no começo de fevereiro. Na ocasião, Scheidt acabara de garantir a vaga para representar o País em Londres. Para Biekarck, o fato de o também bicampeão olímpico Torben Grael ter anunciado no ano passado a disposição de concorrer à vaga influenciou o treinamento de Scheidt. “Isso trouxe um impulso novo para o Robert, que se dedicou total-mente à Star”, afirma Biekarck, atual chefe da equipe brasileira de vela. “Dos 13 eventos de que participou no ano passado, ele ganhou 11.” Em

agosto, Torben Grael acabou desistin-do da disputa olímpica, por uma série de fatores: dificuldade em conseguir patrocínio e vontade de dedicar-se aos próprios projetos e às regatas de vela oceânica. Aos 51 anos, ele é o velejador brasileiro com o maior número de medalhas olímpicas – além das duas de ouro, uma de prata em Los Angeles, nos Estados Unidos (1984), e duas de bronze, em Sidney, na Austrália (2000), e em Seul, na Coreia do Sul (1988). Embora afastado da competi-ção olímpica, Torben Grael acompanha de perto os preparativos para Londres e não se surpreendeu com a vitória de Scheidt na Semana Brasileira de Vela: “O Robert é um velejador de talento, ele é sempre o mais bem treinado,

o mais bem preparado.” Em outras palavras: trata-se de atleta fominha, daqueles que não perdem uma prova sequer, que jamais chegam atrasados aos treinos e que labutam sempre mais do que os outros.

Nos Jogos de 2012, as provas náuticas vão acontecer em Weymouth e Portland, na costa sul da Inglaterra. Lembrando que velejar é um esporte de “média, regularidade e consistência”, para usar uma espécie de mantra dos praticantes do esporte, Scheidt reconhece que em uma Olimpíada o nível de pressão é muito alto. “Nos seis dias de regata, o importante é estar com a cabeça positiva e pensar no que pode dar certo para ganhar um metro, uma posição”, diz. Em Weymouth e Portland, o brasileiro estará também atento à performance da equipe lituana, em especial à de sua mu-lher, Gintare, medalha de prata na classe Laser Radial nos Jogos de Pequim. Schei-dt conta que a conheceu em 2007, nos preparativos para a Olimpíada, e se casou “rapidinho”, em outubro do ano seguinte. Na cerimônia realizada em Kaunas, na Lituânia, onde Gintare nasceu, Scheidt não se fez de rogado diante da tradição local: atravessou a ponte da cidade histó-rica carregando a noiva no colo. Hoje com 29 anos, Gintare confidencia que Scheidt chamou a sua atenção pela primeira vez quando ela tinha 18 anos e velejava pela Europa. “Naquela época, ele não era para o meu bico”, brinca Gintare, usando uma expressão lituana cuja tradução literal é “para o meu nariz”. Enquanto Scheidt já tinha uma respeitável série de títulos – e uma medalha olímpica de ouro – a velejadora começava a sua carreira internacional. “Eu nem falava inglês ainda”, diz a atleta lituana.

Desde que se casaram, Gintare e Scheidt passam uma parte do ano no Brasil e outra na Europa. Duran-te a temporada europeia de vela, entre março e setembro, eles vivem na cidade italiana de Torbole,

"é poSSível ler o vento pelo movimento da ÁGua e daS nuvenS. quem antecipa iSSo toma aS deciSõeS certaS"

precoce Scheidt em uma cena de infância: ele ganhou o primeiro barco aos 9 anos

capa

Page 7: Revista 2016 / Julho

tiva para a Olimpíada de Roma (1960). Não conseguiu a vaga, mas passou para os filhos a paixão pela modalidade. Thomas, o mais velho, é fotógrafo e técnico de vela. Em 1982, foi campeão mundial na classe Pinguim, muito popular entre os adeptos da vela na-quele período. Carla, a filha do meio, pratica windsurfe. Foi ela quem ajudou o caçula a escolher o nome do veleiro que ele usa quando está em São Paulo, o “Guarini”. “Em tupi-guarani significa guerreiro”, diz Scheidt. De forma indi-reta, o avô paterno de Scheidt também contribuiu para consolidar a prática da vela na família. Depois de uma bem- sucedida carreira como industrial, o imigrante alemão, que desembarcara sem recursos em Santos entre as duas guerras mundiais, resolveu se tornar pintor. Escolheu para viver justamente Ilhabela, no litoral norte paulista, um paraíso para os praticantes de esportes náuticos. “Comecei a passar tempora-das em Ilhabela na época em que era uma ilha de pescadores”, diz Scheidt. “Não tinha nem balsa.”

O curioso na saga de Scheidt é que o vínculo com a navegação ocorre também por parte da família da mãe, Karin, que morreu no ano passado. Com apenas 17 anos, o pai dela deixou a Suécia natal para trabalhar como tripulante de navio. Chegou a capitão. De tanto navegar pelo mundo, acabou desembarcando no Brasil, onde chegou a trabalhar em um projeto para tornar navegável o rio Itajaí, em Santa Catari-na. Até hoje a família tem um estaleiro na região, o Kalmar. O avô materno de Scheidt, no entanto, não velejava. “Eu fui para a vela por causa de meu pai”, ressalta o atleta. Foi também de Fritz que o bicampeão olímpico ganhou, aos 9 anos, o primeiro barco só dele – o “Vulcão”. “Era um Optimist de ma-

deira, comprado de segunda mão”, diz Scheidt. Antes, ele velejava no day sailer do pai, o “Joker”.

Não por acaso, Scheidt estabeleceu desde cedo uma relação de intimida-de com o vento. “Sempre tive muito prazer em senti-lo, em aproveitá-lo para velejar mais rápido”, diz. No começo da carreira, quando entrava em uma regata com vento fraco, ele chegava a se sentir “desmoralizado”. Aos poucos, superou a dificuldade, embora goste mesmo é de vento forte. Os motivos: ele imprime mais velocidade ao barco, exige mais perícia e preparo físico do atleta, ao mes-mo tempo em que “premia” o velejador mais bem treinado. Convicto de que

o vento tem muitas artimanhas e que nunca é igual de um momento para o outro, Scheidt acredita que o principal é estar treinado a ponto de velejar o barco automaticamente, como se dirige um carro. “Só assim dá para olhar para fora do barco e tentar prever o que vai acon-tecer na frente”, afirma. “Com o tempo, é possível ler o vento pelo movimento da água e das nuvens. O vento que se vê no olho já está muito próximo, en-quanto o das nuvens que estão chegando ainda vai demorar um pouco para acon-tecer. Quem consegue antecipar isso, toma as decisões mais acertadas e está sempre na frente dos adversários.”

O tom de voz baixo e suave convive com outra característica marcan-te do velejador: a competitividade.

Treinador de Scheidt na classe Laser, Cláudio Biekarck se referiu à particu-laridade durante a Semana Brasileira de Vela, em Búzios (RJ), no começo de fevereiro. Na ocasião, Scheidt acabara de garantir a vaga para representar o País em Londres. Para Biekarck, o fato de o também bicampeão olímpico Torben Grael ter anunciado no ano passado a disposição de concorrer à vaga influenciou o treinamento de Scheidt. “Isso trouxe um impulso novo para o Robert, que se dedicou total-mente à Star”, afirma Biekarck, atual chefe da equipe brasileira de vela. “Dos 13 eventos de que participou no ano passado, ele ganhou 11.” Em

agosto, Torben Grael acabou desistin-do da disputa olímpica, por uma série de fatores: dificuldade em conseguir patrocínio e vontade de dedicar-se aos próprios projetos e às regatas de vela oceânica. Aos 51 anos, ele é o velejador brasileiro com o maior número de medalhas olímpicas – além das duas de ouro, uma de prata em Los Angeles, nos Estados Unidos (1984), e duas de bronze, em Sidney, na Austrália (2000), e em Seul, na Coreia do Sul (1988). Embora afastado da competi-ção olímpica, Torben Grael acompanha de perto os preparativos para Londres e não se surpreendeu com a vitória de Scheidt na Semana Brasileira de Vela: “O Robert é um velejador de talento, ele é sempre o mais bem treinado,

o mais bem preparado.” Em outras palavras: trata-se de atleta fominha, daqueles que não perdem uma prova sequer, que jamais chegam atrasados aos treinos e que labutam sempre mais do que os outros.

Nos Jogos de 2012, as provas náuticas vão acontecer em Weymouth e Portland, na costa sul da Inglaterra. Lembrando que velejar é um esporte de “média, regularidade e consistência”, para usar uma espécie de mantra dos praticantes do esporte, Scheidt reconhece que em uma Olimpíada o nível de pressão é muito alto. “Nos seis dias de regata, o importante é estar com a cabeça positiva e pensar no que pode dar certo para ganhar um metro, uma posição”, diz. Em Weymouth e Portland, o brasileiro estará também atento à performance da equipe lituana, em especial à de sua mu-lher, Gintare, medalha de prata na classe Laser Radial nos Jogos de Pequim. Schei-dt conta que a conheceu em 2007, nos preparativos para a Olimpíada, e se casou “rapidinho”, em outubro do ano seguinte. Na cerimônia realizada em Kaunas, na Lituânia, onde Gintare nasceu, Scheidt não se fez de rogado diante da tradição local: atravessou a ponte da cidade histó-rica carregando a noiva no colo. Hoje com 29 anos, Gintare confidencia que Scheidt chamou a sua atenção pela primeira vez quando ela tinha 18 anos e velejava pela Europa. “Naquela época, ele não era para o meu bico”, brinca Gintare, usando uma expressão lituana cuja tradução literal é “para o meu nariz”. Enquanto Scheidt já tinha uma respeitável série de títulos – e uma medalha olímpica de ouro – a velejadora começava a sua carreira internacional. “Eu nem falava inglês ainda”, diz a atleta lituana.

Desde que se casaram, Gintare e Scheidt passam uma parte do ano no Brasil e outra na Europa. Duran-te a temporada europeia de vela, entre março e setembro, eles vivem na cidade italiana de Torbole,

"é poSSível ler o vento pelo movimento da ÁGua e daS nuvenS. quem antecipa iSSo toma aS deciSõeS certaS"

precoce Scheidt em uma cena de infância: ele ganhou o primeiro barco aos 9 anos

capa

Page 8: Revista 2016 / Julho

aS CLaSSeS oLÍmPICaS

quando a vela estreou nos jogos olímpicos, na paris de 1900, os barcos eram grandes, com até 12 velejadores a bordo. em 2012, o maior número de tripulantes – três – está previsto para uma classe estreante, a elliot 6 m. as competições náuticas vão acontecer em Weymouth e portland, na costa sul da inglaterra. Serão seis classes para homens e quatro para mulheres.

dono de 161 títulos, robert Scheidt começou sua coleção de vitórias internacionais com apenas 11 anos, em algarrobo, no chile, quando se tornou campeão sul-americano da classe optimist, um barco de iniciação à vela. a seguir, as principais conquistas:

• Quatro medalhas olímpicas – ouro em atlanta, nos estados unidos (1996) e em atenas, na Grécia (2004); prata em Sydney (2000), na classe laser, e em pequim (2008), na classe Star

• Três medalhas de ouro em Jogos pan-americanos na classe laser – em mar del plata, argentina (1995); em Winnipeg, canadá (1999); em Santo domingo, república dominicana (2003)

• Bicampeão mundial da classe Star, junto com bruno prada – em cascais, em portugal, [2007], e em perth, na austrália, [2011]

• octacampeão mundial da classe Laser – na ilha tenerife, espanha (1995); na cidade do cabo, África do Sul (1996); em algarrobo, chile (1997), em cancún, méxico (2000); em cork, irlanda (2001); em cape cod, nos estados unidos (2002); em bodrum, na turquia (2004); e em fortaleza, no ceará (2005)

• Campeão mundial Júnior da classe Laser, em largs, na escócia [1991]

VeLeJaDaS De aLTo reNDImeNTo

a mais tradicional classe da vela é disputada só por homens. entrou para a olimpíada em 1932, em los angeles. o barco tem duas velas e dois tripulantes. é a atual classe Scheidt, que disputa as pro-vas ao lado de bruno prada. em pequim, em 2008, a dupla levou a prata.

classe olímpica do windsurfe, é disputada individualmente. em vez de barco, o atleta tem como base uma prancha com vela. as provas masculinas começaram em 1984, em los angeles, e as femininas em 1992, em barcelona. as velas das mulheres são menores.

o barco é projetado para um tripulante. o laser Standard tem área de vela maior e se destina às provas masculinas, enquanto o laser radial é reservado às mulheres. entrou para a olimpíada em 1996, quando Scheidt se tornou o primeiro campeão olímpico da classe.

além de uma vela grande, o 49er tem duas asas laterais e o casco fechado. projetado para ser tripulado por dois atletas, o barco estreou como classe olímpica em Sydney, em 2000. para as provas deste ano, gan-hou um novo design e mastro de carbono.

o barco muito rápido de três velas tem tripulação de duas pessoas e alta sensi-bilidade ao movimento do corpo do atleta. virou classe olímpica em 1976, em mon-treal. o nome se deve ao comprimento da embarcação: 470 centímetros. homens e mulheres usam barcos idênticos.

como o laser, tem apenas uma vela e um tripulante (masculino), mas pesa quase o dobro – 145 quilos. o velejador precisa ter grande porte, ser forte e pesar em torno de 100 quilos. desde os jogos de helsinque, em 1952, o finn esteve em todas as olimpíadas de verão.

Única classe olímpica com três tripulantes a participar dos jogos de 2012, o elliot 6 m será também o único barco novo das competições. projetado em 2000 na nova Zelândia, o barco tem seis metros de comprimento e destina-se às disputas femininas.

3 Star

Star

4 rS:X

2 Laser

laser

5 49er

1 470

6 Finn 7 elliott 6 m

470

rS:X

finn

foto: divulgação | pedro dias/agência istoé

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aS CLaSSeS oLÍmPICaS

quando a vela estreou nos jogos olímpicos, na paris de 1900, os barcos eram grandes, com até 12 velejadores a bordo. em 2012, o maior número de tripulantes – três – está previsto para uma classe estreante, a elliot 6 m. as competições náuticas vão acontecer em Weymouth e portland, na costa sul da inglaterra. Serão seis classes para homens e quatro para mulheres.

dono de 161 títulos, robert Scheidt começou sua coleção de vitórias internacionais com apenas 11 anos, em algarrobo, no chile, quando se tornou campeão sul-americano da classe optimist, um barco de iniciação à vela. a seguir, as principais conquistas:

• Quatro medalhas olímpicas – ouro em atlanta, nos estados unidos (1996) e em atenas, na Grécia (2004); prata em Sydney (2000), na classe laser, e em pequim (2008), na classe Star

• Três medalhas de ouro em Jogos pan-americanos na classe laser – em mar del plata, argentina (1995); em Winnipeg, canadá (1999); em Santo domingo, república dominicana (2003)

• Bicampeão mundial da classe Star, junto com bruno prada – em cascais, em portugal, [2007], e em perth, na austrália, [2011]

• octacampeão mundial da classe Laser – na ilha tenerife, espanha (1995); na cidade do cabo, África do Sul (1996); em algarrobo, chile (1997), em cancún, méxico (2000); em cork, irlanda (2001); em cape cod, nos estados unidos (2002); em bodrum, na turquia (2004); e em fortaleza, no ceará (2005)

• Campeão mundial Júnior da classe Laser, em largs, na escócia [1991]

VeLeJaDaS De aLTo reNDImeNTo

a mais tradicional classe da vela é disputada só por homens. entrou para a olimpíada em 1932, em los angeles. o barco tem duas velas e dois tripulantes. é a atual classe Scheidt, que disputa as pro-vas ao lado de bruno prada. em pequim, em 2008, a dupla levou a prata.

classe olímpica do windsurfe, é disputada individualmente. em vez de barco, o atleta tem como base uma prancha com vela. as provas masculinas começaram em 1984, em los angeles, e as femininas em 1992, em barcelona. as velas das mulheres são menores.

o barco é projetado para um tripulante. o laser Standard tem área de vela maior e se destina às provas masculinas, enquanto o laser radial é reservado às mulheres. entrou para a olimpíada em 1996, quando Scheidt se tornou o primeiro campeão olímpico da classe.

além de uma vela grande, o 49er tem duas asas laterais e o casco fechado. projetado para ser tripulado por dois atletas, o barco estreou como classe olímpica em Sydney, em 2000. para as provas deste ano, gan-hou um novo design e mastro de carbono.

o barco muito rápido de três velas tem tripulação de duas pessoas e alta sensi-bilidade ao movimento do corpo do atleta. virou classe olímpica em 1976, em mon-treal. o nome se deve ao comprimento da embarcação: 470 centímetros. homens e mulheres usam barcos idênticos.

como o laser, tem apenas uma vela e um tripulante (masculino), mas pesa quase o dobro – 145 quilos. o velejador precisa ter grande porte, ser forte e pesar em torno de 100 quilos. desde os jogos de helsinque, em 1952, o finn esteve em todas as olimpíadas de verão.

Única classe olímpica com três tripulantes a participar dos jogos de 2012, o elliot 6 m será também o único barco novo das competições. projetado em 2000 na nova Zelândia, o barco tem seis metros de comprimento e destina-se às disputas femininas.

3 Star

Star

4 rS:X

2 Laser

laser

5 49er

1 470

6 Finn 7 elliott 6 m

470

rS:X

finn

foto: divulgação | pedro dias/agência istoé

capa

Page 10: Revista 2016 / Julho

no norte do lago de Garda. Um dos melhores pontos de windsurfe da Europa, a região também é conheci-

da por favorecer a prática de esportes como alpinismo e mountain bike. “É um ambiente de montanha com um grande lago no meio”, descreve Scheidt. “A cidade onde moramos é bem pequena, daquelas em que as casas têm cercas baixinhas. Dá para fazer tudo de bicicleta.” Como se não bastasse, o casal tem à disposição o lago de Garda, que abriga uma respeitável flotilha de veleiros e no qual treinam atletas de várias partes do mundo.

No Brasil, eles mantêm um aparta-mento em São Paulo, próximo à repre-sa de Guarapiranga. Costumam treinar em Ilhabela e em Guarapiranga. Em dezembro passado, Gintare e Scheidt aproveitaram um dia de sol para levar o filho, Erik, então com 2 anos e 4 meses, para velejar na represa. Eles tinham acabado de chegar do Mundial de Perth, na Austrália, onde Gintare garantira com antecipa-ção sua vaga para os Jogos de Londres e Scheidt sagrara-se bicampeão da classe Star. Embarcaram no “Joker”, o mesmo barco no qual Scheidt, ainda criança, aprendeu a velejar com o pai. “Tinha uma boia parada, ficamos brincando de passar perto dela. O Erik gostou muito”, relata Scheidt. “Depois paramos numa prai-nha do outro lado da represa.” Onze meses antes, os velejadores já tinham levado o filho para um passeio no “Joker”. Na ocasião, com apenas 1 ano e 5 meses, Erik ficou um pouco assustado. Tudo indica que o garoto já começou a tomar gosto pelo esporte. Vai ver está no sangue.

em família Scheidt com a mulher, Gintare (medalha de prata na classe laser em pequim), e o filho, eric: eles dividem o tempo entre a cidade italiana de torbole e São paulo

58

julho 2012 | istoé 2016

capa

fotos: arquivo pessoal | divulgação | emiliano capozolli

Patrocínio:

Page 11: Revista 2016 / Julho

no norte do lago de Garda. Um dos melhores pontos de windsurfe da Europa, a região também é conheci-

da por favorecer a prática de esportes como alpinismo e mountain bike. “É um ambiente de montanha com um grande lago no meio”, descreve Scheidt. “A cidade onde moramos é bem pequena, daquelas em que as casas têm cercas baixinhas. Dá para fazer tudo de bicicleta.” Como se não bastasse, o casal tem à disposição o lago de Garda, que abriga uma respeitável flotilha de veleiros e no qual treinam atletas de várias partes do mundo.

No Brasil, eles mantêm um aparta-mento em São Paulo, próximo à repre-sa de Guarapiranga. Costumam treinar em Ilhabela e em Guarapiranga. Em dezembro passado, Gintare e Scheidt aproveitaram um dia de sol para levar o filho, Erik, então com 2 anos e 4 meses, para velejar na represa. Eles tinham acabado de chegar do Mundial de Perth, na Austrália, onde Gintare garantira com antecipa-ção sua vaga para os Jogos de Londres e Scheidt sagrara-se bicampeão da classe Star. Embarcaram no “Joker”, o mesmo barco no qual Scheidt, ainda criança, aprendeu a velejar com o pai. “Tinha uma boia parada, ficamos brincando de passar perto dela. O Erik gostou muito”, relata Scheidt. “Depois paramos numa prai-nha do outro lado da represa.” Onze meses antes, os velejadores já tinham levado o filho para um passeio no “Joker”. Na ocasião, com apenas 1 ano e 5 meses, Erik ficou um pouco assustado. Tudo indica que o garoto já começou a tomar gosto pelo esporte. Vai ver está no sangue.

em família Scheidt com a mulher, Gintare (medalha de prata na classe laser em pequim), e o filho, eric: eles dividem o tempo entre a cidade italiana de torbole e São paulo

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julho 2012 | istoé 2016

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fotos: arquivo pessoal | divulgação | emiliano capozolli

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JOGOLIMPO

PORUM

As IMAGens de MULheRes MORtAs, de cRIAnçAs defORMAdAs e de uma cidade destruída não são exatamen-te aquelas que o Comitê Olímpico Internacional (COI) gosta-ria de ver associadas aos Jogos. Enquanto Londres realiza os últimos preparativos para receber milhares de atletas e turistas, é com essas inconvenientes lembranças que os organizadores e alguns dos patrocinadores têm que lidar. Isso porque entre as empresas que investem na Olimpíada estão ao menos três – Dow, BP e Rio Tinto – que são alvos constantes dos ambientalistas e de entidades de defesa dos direitos humanos. A questão ficou ainda mais em evidência porque esta Olimpía-da está sendo chamada de “a mais verde da história”, alegação sustentada por fatos concretos (baixo custo de construção, uso de materiais reciclados e arenas desmontáveis), mas difícil de ser compreendida em meio a discursos excessivamente retóricos. “Empresas como BP e Dow sujam a imagem de sustentabilidade da Olimpíada de Londres”, escreveu o in-fluente professor e ativista americano Jules Boykoff em artigo publicado pelo jornal britânico The Guardian. “Se o Comitê Olímpico Internacional e os organizadores da Olimpíada de Londres querem que seus programas de patrocínio sejam de fato éticos, eles próprios precisam demonstrar alguma ética e romper os contratos com essas empresas.”

Esse tipo de discurso foi repetido à exaustão por ambien- talistas e organizações não governamentais dos mais variados ramos de atuação nos meses que antecederam a Olimpíada. Os motivos de tanta animosidade são variados. Ainda estão frescas na memória as imagens da plataforma de petróleo Deepwater Horizon, operada pela BP, em chamas no Golfo do México após uma explosão que matou 11 operários, em 2010. O que se seguiu foi o maior desastre ambiental da história dos Estados Unidos, com 4,9 milhões de barris de petróleo cru vazando nas águas próximas à costa americana. Menos recente, mas ainda mais grave, foi o vazamento de gás tóxico que matou quase instantaneamente mais de três mil pessoas na região de Bhopal, na Índia. Estimativas do governo colocam em mais de

eMPResAs qUe tIveRAM A RePUtAçãO MAnchAdA

POR desAstRes hUMAnItáRIOs e ecOLóGIcOs

UsAM O PAtROcínIO nA OLIMPíAdA PARA tentAR

MOstRAR qUe nãO sãO As vILãs dA hIstóRIA, MAs

seU dIscURsO nãO cOnvence Os AtIvIstAs

sustentabilidade

por Lucas BesseL

REVOLTA Manifestantes indianos protestam contra o patrocínio olímpico da Dow Chemical. Em entrevista à 2016, executivo da empresa diz que "os que tentam associar a Dow ao incidente da Bhopal não estão bem informados ou orientados”

foto: Rafiq Maqbool /AP

Page 13: Revista 2016 / Julho

JOGOLIMPO

PORUM

As IMAGens de MULheRes MORtAs, de cRIAnçAs defORMAdAs e de uma cidade destruída não são exatamen-te aquelas que o Comitê Olímpico Internacional (COI) gosta-ria de ver associadas aos Jogos. Enquanto Londres realiza os últimos preparativos para receber milhares de atletas e turistas, é com essas inconvenientes lembranças que os organizadores e alguns dos patrocinadores têm que lidar. Isso porque entre as empresas que investem na Olimpíada estão ao menos três – Dow, BP e Rio Tinto – que são alvos constantes dos ambientalistas e de entidades de defesa dos direitos humanos. A questão ficou ainda mais em evidência porque esta Olimpía-da está sendo chamada de “a mais verde da história”, alegação sustentada por fatos concretos (baixo custo de construção, uso de materiais reciclados e arenas desmontáveis), mas difícil de ser compreendida em meio a discursos excessivamente retóricos. “Empresas como BP e Dow sujam a imagem de sustentabilidade da Olimpíada de Londres”, escreveu o in-fluente professor e ativista americano Jules Boykoff em artigo publicado pelo jornal britânico The Guardian. “Se o Comitê Olímpico Internacional e os organizadores da Olimpíada de Londres querem que seus programas de patrocínio sejam de fato éticos, eles próprios precisam demonstrar alguma ética e romper os contratos com essas empresas.”

Esse tipo de discurso foi repetido à exaustão por ambien- talistas e organizações não governamentais dos mais variados ramos de atuação nos meses que antecederam a Olimpíada. Os motivos de tanta animosidade são variados. Ainda estão frescas na memória as imagens da plataforma de petróleo Deepwater Horizon, operada pela BP, em chamas no Golfo do México após uma explosão que matou 11 operários, em 2010. O que se seguiu foi o maior desastre ambiental da história dos Estados Unidos, com 4,9 milhões de barris de petróleo cru vazando nas águas próximas à costa americana. Menos recente, mas ainda mais grave, foi o vazamento de gás tóxico que matou quase instantaneamente mais de três mil pessoas na região de Bhopal, na Índia. Estimativas do governo colocam em mais de

eMPResAs qUe tIveRAM A RePUtAçãO MAnchAdA

POR desAstRes hUMAnItáRIOs e ecOLóGIcOs

UsAM O PAtROcínIO nA OLIMPíAdA PARA tentAR

MOstRAR qUe nãO sãO As vILãs dA hIstóRIA, MAs

seU dIscURsO nãO cOnvence Os AtIvIstAs

sustentabilidade

por Lucas BesseL

REVOLTA Manifestantes indianos protestam contra o patrocínio olímpico da Dow Chemical. Em entrevista à 2016, executivo da empresa diz que "os que tentam associar a Dow ao incidente da Bhopal não estão bem informados ou orientados”

foto: Rafiq Maqbool /AP

Page 14: Revista 2016 / Julho

dez mil os mortos nas semanas seguintes, sem falar nos danos de longo prazo. A fábrica era operada por uma filial da Union Carbi-de Corporation, empresa comprada pela Dow Chemical em 2001, que desde então virou alvo de protestos furiosos.

Colocados em perspectiva, esses terríveis acidentes parecem ter sido utilizados com pouco critério pelos críticos que atacam os Jogos Olímpicos. O acordo de patrocínio da BP com o COI foi firmado antes mesmo do desastre com a plataforma Deepwater Horizon, e a petrolífera britânica já pagou mais de US$ 6,7 bilhões em indenizações ao governo americano e a habitantes das costas de Louisiana, Missis-sippi, Alabama e Flórida. Outros US$ 13,3 bilhões foram colocados em um fundo criado pela BP exclusivamente para atender as vítimas do vazamento. A Dow, que comprou a empresa responsável pelo acidente em Bhopal, nunca teve qualquer relação com a filial indiana da Union Carbide, que anos antes já tinha feito um acordo de indenizações com o governo local no valor de US$ 470 milhões – considerado ex-tremamente baixo, dados os danos de longo prazo. “O acordo feito entre o governo da Índia, a Union Carbide e a Union Carbide India Limited aconteceu em 1989, muito antes da

aquisição das ações da Union Carbide pela Dow, em 2001”, disse à 2016 Sandro Sato, responsável pela área de novos negócios da Dow Operações Olímpicas, divisão da empresa que cuida das iniciativas ligadas aos Jogos. “Aqueles que ten-tam associar a Dow ao incidente não estão bem informados ou orientados”, diz o executivo da empresa química.

O discurso e os argumentos, no entanto, ainda não foram suficientes para convencer os ativistas. No site greenwashgold.org – mantido pelas ONGs London Mining Network, Bhopal Medical Appeal e UK Tar Sands Network – críticos dizem que patrocinadores como a gi-gante mineradora Rio Tinto dão pouca atenção às demandas da população nos locais de suas operações. Entre as alegações está a de que a titã dos minérios, responsável por prover o metal para a confecção das medalhas olímpicas, usa muito da já escassa água da região desértica que abriga a mina de Oyu Tolgoi, na Mongó-lia. O site também afirma que a poluição causada pelas minas da Rio Tinto no Estado americano de Utah “contribui para centenas de nascimentos prematuros” na área de Salt Lake City. “A Rio Tinto está longe de ser uma mineradora verde”, diz Cherise Udell, da organização Utah Moms for Clean Air. “Em Utah, eles

são o maior emissor de toxinas responsáveis por causar danos à saúde humana.” Enquanto carecem de fundamentação científica, essas acusações parecem perfeitas para atingir as empresas na questão do patrocínio olímpico. É justamente das minas de Oyu Tolgoi e Utah que vem o metal utilizado para fazer as medalhas da Olimpíada de Londres, por exemplo.

dinheiro pa r a limpa r a im agemNa luta para limpar a barra, os patrocinadores dos Jogos Olímpicos investem em ações ao redor do mundo, inclusive no Brasil. Como “parceiro oficial de sustentabilidade”, a BP já colocou centenas de milhões de dólares em programas como o Objetivo Neutro (Target Neutral), que tem por missão neutralizar as emissões de carbono das pessoas que viajarão a Londres para assistir aos Jogos. Ao se cadastrar no site da campanha, o turista informa de onde vem, para onde vai e como vai se locomover. A empresa, então, se compromete a compensar essa poluição implantando, por exemplo, o uso de biomassa no lugar de carvao e lenha em três fábricas de tijolos no estado do Rio de Janeiro. A petrolífera conta com ações nos cinco continentes e diz já ter obtido a adesão de quase 200 mil pessoas ao programa de neutralização de carbono durante a competição olímpica. A Dow, por sua vez, fornece praticamente todos os revestimentos plásticos utilizados nas arenas constru-ídas para os Jogos, enquanto trabalha para que esses materiais sintéticos sejam menos agressivos ao meio ambiente. “O uso de

produtos epóxi com baixo nível de compostos orgânicos voláteis nas piscinas de treinamento ajuda a reduzir os riscos de saúde e a melhorar a segurança ambiental”, diz Sato. A cobertura que ficará em volta do estádio olímpico de Londres também é feita de material 100% reciclável. Ali, serão projetadas imagens dos símbolos e heróis dos Jogos (e nenhuma da logomarca da Dow).

Tudo isso pode ser pouco útil se essas empresas não conse-guirem fazer o público tomar conhecimento de suas ações no mundo real, no dia a dia das perfurações, das fábricas e das mi-nerações. “A imagem da BP sofreu um arranhão muito grande por causa do acidente no Golfo do México”, diz Eduardo To-miya, diretor da BrandAnalytics, consultoria especializada em marcas. “Não é apenas o patrocínio na Olimpíada que vai fazer com que tudo melhore. É preciso que as ações de prevenção de acidentes também sejam levadas ao conhecimento das pessoas”, afirma o executivo. Mesmo assim, na visão de Tomiya, o apoio aos Jogos pode ser uma plataforma eficiente no sentido de dei-xar o público ciente de que a empresa se preocupa em custear um evento que é referência global quando o assunto é fazer o certo. “A causa é muito nobre, o evento é global, o número de esportes é muito grande e as modalidades são bem inclusivas, abrangentes”, afirma. “Essa, sem dúvida, é uma associação muito boa para a marca.” É com essa ligação que as empre-sas esperam conquistar um público que, nos últimos anos, acostumou-se a vê-las mais por meio de manchetes negativas do que pelos produtos que todos nós usamos todos os dias.

sustentabilidade

OURO SUJO? Manifestantes protestam em Londres contra a gigante mineradora Rio Tinto, fornecedora do metal utilizado na confecção das medalhas dos Jogos Olímpicos de 2012

FOGO Sobreviventes do desastre de Bhopal queimam bonecos que representam o presidente do Comitê Organizador de Londres-2012, Sebastian Coe (abaixo). À direita, plataforma da BP arde em chamas no Golfo do México

Patrocínio:

Fotos: Justin Tallis/AFP | Rafiq Maqbool /AP | Gerald Herbert/AP | Shutterstock

Page 15: Revista 2016 / Julho

dez mil os mortos nas semanas seguintes, sem falar nos danos de longo prazo. A fábrica era operada por uma filial da Union Carbi-de Corporation, empresa comprada pela Dow Chemical em 2001, que desde então virou alvo de protestos furiosos.

Colocados em perspectiva, esses terríveis acidentes parecem ter sido utilizados com pouco critério pelos críticos que atacam os Jogos Olímpicos. O acordo de patrocínio da BP com o COI foi firmado antes mesmo do desastre com a plataforma Deepwater Horizon, e a petrolífera britânica já pagou mais de US$ 6,7 bilhões em indenizações ao governo americano e a habitantes das costas de Louisiana, Missis-sippi, Alabama e Flórida. Outros US$ 13,3 bilhões foram colocados em um fundo criado pela BP exclusivamente para atender as vítimas do vazamento. A Dow, que comprou a empresa responsável pelo acidente em Bhopal, nunca teve qualquer relação com a filial indiana da Union Carbide, que anos antes já tinha feito um acordo de indenizações com o governo local no valor de US$ 470 milhões – considerado ex-tremamente baixo, dados os danos de longo prazo. “O acordo feito entre o governo da Índia, a Union Carbide e a Union Carbide India Limited aconteceu em 1989, muito antes da

aquisição das ações da Union Carbide pela Dow, em 2001”, disse à 2016 Sandro Sato, responsável pela área de novos negócios da Dow Operações Olímpicas, divisão da empresa que cuida das iniciativas ligadas aos Jogos. “Aqueles que ten-tam associar a Dow ao incidente não estão bem informados ou orientados”, diz o executivo da empresa química.

O discurso e os argumentos, no entanto, ainda não foram suficientes para convencer os ativistas. No site greenwashgold.org – mantido pelas ONGs London Mining Network, Bhopal Medical Appeal e UK Tar Sands Network – críticos dizem que patrocinadores como a gi-gante mineradora Rio Tinto dão pouca atenção às demandas da população nos locais de suas operações. Entre as alegações está a de que a titã dos minérios, responsável por prover o metal para a confecção das medalhas olímpicas, usa muito da já escassa água da região desértica que abriga a mina de Oyu Tolgoi, na Mongó-lia. O site também afirma que a poluição causada pelas minas da Rio Tinto no Estado americano de Utah “contribui para centenas de nascimentos prematuros” na área de Salt Lake City. “A Rio Tinto está longe de ser uma mineradora verde”, diz Cherise Udell, da organização Utah Moms for Clean Air. “Em Utah, eles

são o maior emissor de toxinas responsáveis por causar danos à saúde humana.” Enquanto carecem de fundamentação científica, essas acusações parecem perfeitas para atingir as empresas na questão do patrocínio olímpico. É justamente das minas de Oyu Tolgoi e Utah que vem o metal utilizado para fazer as medalhas da Olimpíada de Londres, por exemplo.

dinheiro pa r a limpa r a im agemNa luta para limpar a barra, os patrocinadores dos Jogos Olímpicos investem em ações ao redor do mundo, inclusive no Brasil. Como “parceiro oficial de sustentabilidade”, a BP já colocou centenas de milhões de dólares em programas como o Objetivo Neutro (Target Neutral), que tem por missão neutralizar as emissões de carbono das pessoas que viajarão a Londres para assistir aos Jogos. Ao se cadastrar no site da campanha, o turista informa de onde vem, para onde vai e como vai se locomover. A empresa, então, se compromete a compensar essa poluição implantando, por exemplo, o uso de biomassa no lugar de carvao e lenha em três fábricas de tijolos no estado do Rio de Janeiro. A petrolífera conta com ações nos cinco continentes e diz já ter obtido a adesão de quase 200 mil pessoas ao programa de neutralização de carbono durante a competição olímpica. A Dow, por sua vez, fornece praticamente todos os revestimentos plásticos utilizados nas arenas constru-ídas para os Jogos, enquanto trabalha para que esses materiais sintéticos sejam menos agressivos ao meio ambiente. “O uso de

produtos epóxi com baixo nível de compostos orgânicos voláteis nas piscinas de treinamento ajuda a reduzir os riscos de saúde e a melhorar a segurança ambiental”, diz Sato. A cobertura que ficará em volta do estádio olímpico de Londres também é feita de material 100% reciclável. Ali, serão projetadas imagens dos símbolos e heróis dos Jogos (e nenhuma da logomarca da Dow).

Tudo isso pode ser pouco útil se essas empresas não conse-guirem fazer o público tomar conhecimento de suas ações no mundo real, no dia a dia das perfurações, das fábricas e das mi-nerações. “A imagem da BP sofreu um arranhão muito grande por causa do acidente no Golfo do México”, diz Eduardo To-miya, diretor da BrandAnalytics, consultoria especializada em marcas. “Não é apenas o patrocínio na Olimpíada que vai fazer com que tudo melhore. É preciso que as ações de prevenção de acidentes também sejam levadas ao conhecimento das pessoas”, afirma o executivo. Mesmo assim, na visão de Tomiya, o apoio aos Jogos pode ser uma plataforma eficiente no sentido de dei-xar o público ciente de que a empresa se preocupa em custear um evento que é referência global quando o assunto é fazer o certo. “A causa é muito nobre, o evento é global, o número de esportes é muito grande e as modalidades são bem inclusivas, abrangentes”, afirma. “Essa, sem dúvida, é uma associação muito boa para a marca.” É com essa ligação que as empre-sas esperam conquistar um público que, nos últimos anos, acostumou-se a vê-las mais por meio de manchetes negativas do que pelos produtos que todos nós usamos todos os dias.

sustentabilidade

OURO SUJO? Manifestantes protestam em Londres contra a gigante mineradora Rio Tinto, fornecedora do metal utilizado na confecção das medalhas dos Jogos Olímpicos de 2012

FOGO Sobreviventes do desastre de Bhopal queimam bonecos que representam o presidente do Comitê Organizador de Londres-2012, Sebastian Coe (abaixo). À direita, plataforma da BP arde em chamas no Golfo do México

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Fotos: Justin Tallis/AFP | Rafiq Maqbool /AP | Gerald Herbert/AP | Shutterstock

Page 16: Revista 2016 / Julho

Tudo começou com dinheiro. Há 350 anos, fazer apostas era algo tão popular na Grã-Bretanha que os mecenas mais ricos começaram a financiar times de críquete e boxeadores para que eles pudessem desafiar os rivais. Alguns esportes já eram bem conhecidos – o futebol havia sido inventado muito tempo antes e no sé-culo 16 o rei Henrique VIII era um amante das raquetes de tênis –, mas o incentivo financeiro foi crucial para a difusão de diversas modalidades. Seria injusto, porém, afirmar que o dinheiro foi o único fator determinante. O interesse da elite britânica pela prática esportiva também contribuiu para o surgimento de atividades como golfe, badminton, tênis de mesa, hóquei, corrida de bicicleta, hipismo, pentatlo moderno, esqui e algumas formas de iatismo e remo. Além de criar alguns dos esportes mais populares do planeta, os britânicos defi-niram regras, administraram organizações e, talvez por isso, estiveram em todas as edições dos Jogos Olímpicos.

As escolas britânicas frequentadas pelos ricos sempre deram importância ao desenvolvimento de habilidades esportivas e foram responsáveis pela criação de vários jogos. O rúgbi surgiu em um inter-nato chamado Rugby, e seu nascimento se deu por acaso. Um menino que jogava futebol – e provavel-mente não tinha talento com os pés – pegou a bola com as mãos e saiu em disparada, no que foi pronta-mente perseguido por outros garotos desesperados para recuperar o material do jogo (que mais tarde se tornaria oval). Para se ter uma ideia do papel da elite na disseminação dos esportes, os alunos matricula-dos em escolas particulares representam hoje apenas 7% de todas as crianças em idade escolar no Reino Unido, embora 30% dos atletas que competirão em Londres 2012 venham dessas instituições privadas. Há razões claras para isso: as escolas particulares têm instalações desportivas muito melhores do que

nós, briTânicos, conTribuímos não

só para a invenção de esporTes,

mas Também ensinamos às pessoas

como se diverTir com eles. sem nossa

inspiração, muiTas das modalidades

nem sequer exisTiriam. Talvez nem

a olimpíada Tal qual a conhecemos

hoje em dia

playthe game

PIONEIROS Alunos do internato de Rugby correm atrás da bola oval: o esporte foi inventado nessa instituição e por isso recebeu esse nome. Ao lado, convite para um banquete em honra aos nadadores britânicos na Olimpíada de 1908

por DaviD NicholsoN, de Londres

HISTÓrIa

Imagens: Warwickshire Archives | Bob Thomas / Popperfoto

Page 17: Revista 2016 / Julho

Tudo começou com dinheiro. Há 350 anos, fazer apostas era algo tão popular na Grã-Bretanha que os mecenas mais ricos começaram a financiar times de críquete e boxeadores para que eles pudessem desafiar os rivais. Alguns esportes já eram bem conhecidos – o futebol havia sido inventado muito tempo antes e no sé-culo 16 o rei Henrique VIII era um amante das raquetes de tênis –, mas o incentivo financeiro foi crucial para a difusão de diversas modalidades. Seria injusto, porém, afirmar que o dinheiro foi o único fator determinante. O interesse da elite britânica pela prática esportiva também contribuiu para o surgimento de atividades como golfe, badminton, tênis de mesa, hóquei, corrida de bicicleta, hipismo, pentatlo moderno, esqui e algumas formas de iatismo e remo. Além de criar alguns dos esportes mais populares do planeta, os britânicos defi-niram regras, administraram organizações e, talvez por isso, estiveram em todas as edições dos Jogos Olímpicos.

As escolas britânicas frequentadas pelos ricos sempre deram importância ao desenvolvimento de habilidades esportivas e foram responsáveis pela criação de vários jogos. O rúgbi surgiu em um inter-nato chamado Rugby, e seu nascimento se deu por acaso. Um menino que jogava futebol – e provavel-mente não tinha talento com os pés – pegou a bola com as mãos e saiu em disparada, no que foi pronta-mente perseguido por outros garotos desesperados para recuperar o material do jogo (que mais tarde se tornaria oval). Para se ter uma ideia do papel da elite na disseminação dos esportes, os alunos matricula-dos em escolas particulares representam hoje apenas 7% de todas as crianças em idade escolar no Reino Unido, embora 30% dos atletas que competirão em Londres 2012 venham dessas instituições privadas. Há razões claras para isso: as escolas particulares têm instalações desportivas muito melhores do que

nós, briTânicos, conTribuímos não

só para a invenção de esporTes,

mas Também ensinamos às pessoas

como se diverTir com eles. sem nossa

inspiração, muiTas das modalidades

nem sequer exisTiriam. Talvez nem

a olimpíada Tal qual a conhecemos

hoje em dia

playthe game

PIONEIROS Alunos do internato de Rugby correm atrás da bola oval: o esporte foi inventado nessa instituição e por isso recebeu esse nome. Ao lado, convite para um banquete em honra aos nadadores britânicos na Olimpíada de 1908

por DaviD NicholsoN, de Londres

HISTÓrIa

Imagens: Warwickshire Archives | Bob Thomas / Popperfoto

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Observe que interessante: o próprio Deus deu uma mãozinha para tornar os britânicos tão bons no incentivo ao esporte. Na cabeça de muitos educa-dores, praticar qualquer modalidade estava ligado à religião. Manter o corpo e a mente sãos era visto como algo moralmente bom, competir de forma justa e honesta fazia parte do plano divino para cada um. “O esporte desenvolvia o caráter e a moralidade”, diz o historiador Brian Mac. Simplifi-cando: o esporte mantém as crianças problemáticas fora de encrencas e lhes dá algo em que gastar energia. Existe um ditado na Inglaterra que afirma que as Guerras Mundiais do século 20 foram “vencidas nas quadras de Eton”,

um dos internatos mais tradicionais da Inglaterra. O que a sabedoria popular quer dizer é que a disciplina, a coragem, a determinação e a força física e atlética necessárias aos soldados podem ser ensinadas e praticadas em quadras de esportes. Crianças adoram ser testadas fisicamente e respondem muito bem às instruções de correr, saltar, escalar e nadar – e respon-dem ainda melhor quando são colocadas umas contra as outras em um esporte no qual têm a chance de ganhar.

Esta é uma parte fantástica da psique britânica: contribuímos não só para a invenção de esportes, mas também ensinamos às pessoas como se divertir (parece presunção, mas é isso mesmo). Hoje, bilhões de pessoas assistem ao futebol na tevê e se diver-tem com as partidas, mesmo quando elas próprias não jogam. Isso é resultado direto da invenção do futebol britânico, um jogo para ser desfrutado. O Brasil seria um país muito diferente se não fosse pelo futebol. Durante séculos, as pessoas usaram esquis para ir de uma aldeia a outra em áreas montanhosas. Mas somente quando os britânicos chegaram a St. Moritz, em mea-dos do século 19, foi que alguém teve a ideia de esquiar monta- nha abaixo de forma rápida, transformando essa atividade em um esporte que virou a base dos Jogos Olímpicos de Inverno.

A primeira Olimpíada foi disputada na Grécia antiga, no século 8 a.C., como parte de um festival religioso. A competição deixou de acontecer quando os romanos invadiram a região, no século 4 a.C, e reapareceu somente em 1896. Desde então, a cada quatro anos, o esporte volta a ser uma religião (exceto nos anos de 1916, 1940 e 1944, por causa das guerras). Foram as oportunidades de lazer e os esportes que apareceram após a Revolução Industrial que deram origem aos Jogos Olímpicos modernos e, desde então, a Grã-Bretanha teve um papel importante na evolução da Olimpíada.

as escolas públicas. As crianças matriculadas em internatos (elas vivem e dormem nas escolas e só saem de lá nas férias) têm mais oportunidades de praticar esportes. Em muitos casos, a razão de ser dessas escolas gira em torno do bom desempenho dos alunos nesse quesito.

Fui aluno de escolas públicas durante grande parte do ensino fundamental e completei os cinco últimos anos do colégio em um internato. A diferença foi imensa. Em vez de as crianças competirem pelas notas, a disputa era em torno de quem se destacava nos esportes. O maior prêmio era fazer parte do time de futebol ou de críquete e ganhar pequenos brasões – distribuídos aos melhores jogadores – que os alunos costuram nos ternos dos uniformes. No colégio interno, passávamos todas as tardes de quarta-feira praticando esportes. Viajávamos para outras escolas aos sábados para jogar futebol ou críquete em pequenos campeona-tos. Treinávamos no ginásio à noite, jogávamos tênis aos domingos e corríamos 15 quilômetros entre os campos locais para as provas de cross-country. Participávamos dos campeonatos nacionais de esgrima, fazíamos natação duas vezes por semana na própria escola e até praticávamos treinamentos militares, que envolviam outros esportes, como o tiro. Era fácil entender por que o custo dessa educação (que hoje é de cerca de 40 mil libras por ano) valia a pena.

No século 19, os britâNicos começaram a traNsformar o lazer em esporte e o esporte em competição. além de criar modalidades, eles aprimoraram as regras. no boxe, foram os ingleses que estipularam o uso de luvas, a divisão por rounds e a contagem de dez segundos para o nocauteado

mulhERES ESPORTISTAS Antes dos britânicos, elas não tinham vez nas competições. Na foto maior, Charlotte Cooper, a primeira campeã olímpica (Paris, 1900). No alto, a Princesa Anne, que competiu nos Jogos de montreal, em 1976

féRIAS dISPuTAdAS foram os britânicos que, na estação suíça de St. moritz, transformaram o esqui em esporte e inventaram o hóquei no gelo

HISTÓrIa

fotos: Popperfoto | Ron Galella/WireImage | Gamma-Keystone / Getty

Page 19: Revista 2016 / Julho

Observe que interessante: o próprio Deus deu uma mãozinha para tornar os britânicos tão bons no incentivo ao esporte. Na cabeça de muitos educa-dores, praticar qualquer modalidade estava ligado à religião. Manter o corpo e a mente sãos era visto como algo moralmente bom, competir de forma justa e honesta fazia parte do plano divino para cada um. “O esporte desenvolvia o caráter e a moralidade”, diz o historiador Brian Mac. Simplifi-cando: o esporte mantém as crianças problemáticas fora de encrencas e lhes dá algo em que gastar energia. Existe um ditado na Inglaterra que afirma que as Guerras Mundiais do século 20 foram “vencidas nas quadras de Eton”,

um dos internatos mais tradicionais da Inglaterra. O que a sabedoria popular quer dizer é que a disciplina, a coragem, a determinação e a força física e atlética necessárias aos soldados podem ser ensinadas e praticadas em quadras de esportes. Crianças adoram ser testadas fisicamente e respondem muito bem às instruções de correr, saltar, escalar e nadar – e respon-dem ainda melhor quando são colocadas umas contra as outras em um esporte no qual têm a chance de ganhar.

Esta é uma parte fantástica da psique britânica: contribuímos não só para a invenção de esportes, mas também ensinamos às pessoas como se divertir (parece presunção, mas é isso mesmo). Hoje, bilhões de pessoas assistem ao futebol na tevê e se diver-tem com as partidas, mesmo quando elas próprias não jogam. Isso é resultado direto da invenção do futebol britânico, um jogo para ser desfrutado. O Brasil seria um país muito diferente se não fosse pelo futebol. Durante séculos, as pessoas usaram esquis para ir de uma aldeia a outra em áreas montanhosas. Mas somente quando os britânicos chegaram a St. Moritz, em mea-dos do século 19, foi que alguém teve a ideia de esquiar monta- nha abaixo de forma rápida, transformando essa atividade em um esporte que virou a base dos Jogos Olímpicos de Inverno.

A primeira Olimpíada foi disputada na Grécia antiga, no século 8 a.C., como parte de um festival religioso. A competição deixou de acontecer quando os romanos invadiram a região, no século 4 a.C, e reapareceu somente em 1896. Desde então, a cada quatro anos, o esporte volta a ser uma religião (exceto nos anos de 1916, 1940 e 1944, por causa das guerras). Foram as oportunidades de lazer e os esportes que apareceram após a Revolução Industrial que deram origem aos Jogos Olímpicos modernos e, desde então, a Grã-Bretanha teve um papel importante na evolução da Olimpíada.

as escolas públicas. As crianças matriculadas em internatos (elas vivem e dormem nas escolas e só saem de lá nas férias) têm mais oportunidades de praticar esportes. Em muitos casos, a razão de ser dessas escolas gira em torno do bom desempenho dos alunos nesse quesito.

Fui aluno de escolas públicas durante grande parte do ensino fundamental e completei os cinco últimos anos do colégio em um internato. A diferença foi imensa. Em vez de as crianças competirem pelas notas, a disputa era em torno de quem se destacava nos esportes. O maior prêmio era fazer parte do time de futebol ou de críquete e ganhar pequenos brasões – distribuídos aos melhores jogadores – que os alunos costuram nos ternos dos uniformes. No colégio interno, passávamos todas as tardes de quarta-feira praticando esportes. Viajávamos para outras escolas aos sábados para jogar futebol ou críquete em pequenos campeona-tos. Treinávamos no ginásio à noite, jogávamos tênis aos domingos e corríamos 15 quilômetros entre os campos locais para as provas de cross-country. Participávamos dos campeonatos nacionais de esgrima, fazíamos natação duas vezes por semana na própria escola e até praticávamos treinamentos militares, que envolviam outros esportes, como o tiro. Era fácil entender por que o custo dessa educação (que hoje é de cerca de 40 mil libras por ano) valia a pena.

No século 19, os britâNicos começaram a traNsformar o lazer em esporte e o esporte em competição. além de criar modalidades, eles aprimoraram as regras. no boxe, foram os ingleses que estipularam o uso de luvas, a divisão por rounds e a contagem de dez segundos para o nocauteado

mulhERES ESPORTISTAS Antes dos britânicos, elas não tinham vez nas competições. Na foto maior, Charlotte Cooper, a primeira campeã olímpica (Paris, 1900). No alto, a Princesa Anne, que competiu nos Jogos de montreal, em 1976

féRIAS dISPuTAdAS foram os britânicos que, na estação suíça de St. moritz, transformaram o esqui em esporte e inventaram o hóquei no gelo

HISTÓrIa

fotos: Popperfoto | Ron Galella/WireImage | Gamma-Keystone / Getty

Page 20: Revista 2016 / Julho

As escolas e as associações desportivas britânicas desenvolve-ram as regras que ainda existem em muitos esportes. Esse é um aspecto importante de todos eles e faz parte da forma de interagir dos ingleses desde cedo. Se você observar crianças inglesas em um parque, verá que, muitas vezes, elas vão se reunir em grupos e a criança mais velha, mais forte ou mais cria-tiva vai dizer às outras quais regras devem ser seguidas. Talvez isso aconteça em todos os países, mas certamente aconteceu na Grã-Bretanha do século 19, quando o mundo disse: “Ok, estamos de acordo! Então, agora são 11 jogadores em um time de futebol, porque os britânicos disseram que é assim. O goleiro pode usar as mãos, porque eles disseram que pode”, e assim por diante. Resultado disso é que a influência britânica permeia muitos dos esportes jogados hoje em dia, e não só porque eles foram inventados no país, mas também por causa de suas regras. O boxe obedece ao chamado Regimento de Queensbury, concebido em 1865 e aprovado pelo marquês de Queensbury. As regras estipulavam o uso de luvas, os rounds de três minutos e a contagem até dez se um pugilista fosse à lona.

Por muitos anos, os britânicos amantes de esportes continuaram a ter forte influência sobre a administração das mais variadas modalidades. Isso é uma verdade até hoje. A

Federação Internacional de Tênis, por exemplo, continua sediada ao sul de Londres, perto de Wimbledon. Mas, con-forme os esportes se tornaram mais internacionais, o mes-mo aconteceu com sua administração. Algumas modalida-des inventadas no Reino Unido agora são sediadas na Suíça (a Fifa é um dos casos) ou em Mônaco, onde está a sede da Associação Internacional de Federações de Atletismo. Os britânicos, no entanto, têm uma relação ainda próxima com os organismos desportivos: a filha da rainha, a princesa Anne, competiu pela Grã-Bretanha na Olimpíada de Mon-treal, em 1976, no hipismo. Mais tarde, ela foi presidente da Federação Equestre Internacional. A filha de Anne, Zara, vai competir nos Jogos Olímpicos de Londres, na mesma categoria (ela também é casada com um atleta profissional, o jogador de rúgbi Mike Tindall).

As mulheres têm seu papel de destaque na popularização do esporte entre os súditos da rainha. Na Grã-Bretanha, elas foram autorizadas a participar de competições muito antes do que em outras parte do mundo. A primeira campeã olím-pica da história foi Charlotte Cooper, ganhadora da medalha de ouro de tênis nos Jogos Olímpicos de 1900, em Paris. Em Londres 2012, haverá o mesmo número de mulheres e homens competindo pelo Reino Unido. A Arábia Saudita, em contradição, não tem nenhuma representante do sexo feminino. Nós, britânicos, podemos não ser a maior potência esportiva da atualidade, mas sem nosso espírito inventivo muitas das modalidades nem sequer existiriam. Talvez nem a Olimpíada tal qual a conhecemos hoje em dia.

TRAdIçÃO Neta da rainha Elizabeth, Zara Phillips vai competir no hipismo em londres e repete o feito de sua mãe, também atleta

100

juLho 2012 | istoé 2016

foto: Indigo/Getty

Page 21: Revista 2016 / Julho
Page 22: Revista 2016 / Julho

A 2016 consultou comitês olímpicos internAcionAis, cruzou dAdos

de rAnkings e AvAliou A performAnce dos AtletAs nAs últimAs duAs

temporAdAs pArA fAzer projeções de todos os ouros, prAtAs

e bronzes que serão distribuídos nos jogos

Por AdAlberto leister Filho e Guilherme CostA

No ano passado, o jamaicano Usain Bolt, maior velocista da história, queimou a largada no Mundial de Daegu, na Coreia do Sul, e ficou sem meda-lha. Contusões de última hora podem atingir qualquer um, como aconteceu com a brasileira Juliana Silva, favorita ao ouro no vôlei de praia, às vésperas dos Jogos de Pequim-2008. Isso sem falar na força do imponderável – o Sobrenatural de Almeida, para citar o personagem criado por Nelson Rodrigues –, que, às vezes, transforma figuras secundárias em campeões. Apesar das dificuldades e dos riscos envolvidos, a 2016 encarou o desafio. Para chegar à lista de ouros, pratas e bronzes em modalidades tão díspares quanto esgrima e judô, consultamos comitês olímpicos, rankings internacionais e performances em competições de ponta. No atletismo e na natação, foram examinados o desempenho no último Mundial e as melhores marcas obtidas na temporada passada e na atual. Um atleta com boa regularidade em toda uma temporada tende a ser um meda-lhista em Londres mais do que um competidor que tenha apenas uma marca significativa. Em modalidades de luta, houve análise do confronto direto entre os principais atletas. Em alguns esportes, como esgrima, tênis, tênis de mesa e badminton, o ranking foi um fator determinante para se estabelecer previsões.Se as projeções da 2016 se confirmarem, o Brasil terá em Londres o melhor de-sempenho de sua história, com um total de 19 medalhas, das quais 5 de ouro. A conta inclui o ouro inédito no futebol masculino, a primeira medalha da ginásti-ca artística, com Arthur Zanetti nas argolas, e o retorno ao pódio olímpico do boxe, após ausência de 44 anos. Londres-2012 deverá ser também a Olimpíada da confir-mação da China como potência olímpica dominante, superando os Estados Unidos no ranking final das nações, a exemplo do que aconteceu em Pequim-2008, quan-do o país asiático faturou 51 ouros, ante 36 dos americanos. Nas páginas a seguir, você terá as nossas projeções de todas as medalhas que serão distribuídas em Londres. Também preparamos um material especial com as maiores rivalidades que estarão em jogo na Olimpíada, as grandes “barbadas” – atletas e seleções que dificilmente perderão o ouro –, as hegemonias ameaçadas e as beldades que trarão brilho extra ao evento.

ApontAr vencedores em competições esportivAs é um exercício complicAdo. por mAis que Alguns AtletAs se Aproximem dA condição de gênios, nem sempre o fAvoritismo é trAduzido em vitóriAs.

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julho 2012 | istoé 2016

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A 2016 consultou comitês olímpicos internAcionAis, cruzou dAdos

de rAnkings e AvAliou A performAnce dos AtletAs nAs últimAs duAs

temporAdAs pArA fAzer projeções de todos os ouros, prAtAs

e bronzes que serão distribuídos nos jogos

Por AdAlberto leister Filho e Guilherme CostA

No ano passado, o jamaicano Usain Bolt, maior velocista da história, queimou a largada no Mundial de Daegu, na Coreia do Sul, e ficou sem meda-lha. Contusões de última hora podem atingir qualquer um, como aconteceu com a brasileira Juliana Silva, favorita ao ouro no vôlei de praia, às vésperas dos Jogos de Pequim-2008. Isso sem falar na força do imponderável – o Sobrenatural de Almeida, para citar o personagem criado por Nelson Rodrigues –, que, às vezes, transforma figuras secundárias em campeões. Apesar das dificuldades e dos riscos envolvidos, a 2016 encarou o desafio. Para chegar à lista de ouros, pratas e bronzes em modalidades tão díspares quanto esgrima e judô, consultamos comitês olímpicos, rankings internacionais e performances em competições de ponta. No atletismo e na natação, foram examinados o desempenho no último Mundial e as melhores marcas obtidas na temporada passada e na atual. Um atleta com boa regularidade em toda uma temporada tende a ser um meda-lhista em Londres mais do que um competidor que tenha apenas uma marca significativa. Em modalidades de luta, houve análise do confronto direto entre os principais atletas. Em alguns esportes, como esgrima, tênis, tênis de mesa e badminton, o ranking foi um fator determinante para se estabelecer previsões.Se as projeções da 2016 se confirmarem, o Brasil terá em Londres o melhor de-sempenho de sua história, com um total de 19 medalhas, das quais 5 de ouro. A conta inclui o ouro inédito no futebol masculino, a primeira medalha da ginásti-ca artística, com Arthur Zanetti nas argolas, e o retorno ao pódio olímpico do boxe, após ausência de 44 anos. Londres-2012 deverá ser também a Olimpíada da confir-mação da China como potência olímpica dominante, superando os Estados Unidos no ranking final das nações, a exemplo do que aconteceu em Pequim-2008, quan-do o país asiático faturou 51 ouros, ante 36 dos americanos. Nas páginas a seguir, você terá as nossas projeções de todas as medalhas que serão distribuídas em Londres. Também preparamos um material especial com as maiores rivalidades que estarão em jogo na Olimpíada, as grandes “barbadas” – atletas e seleções que dificilmente perderão o ouro –, as hegemonias ameaçadas e as beldades que trarão brilho extra ao evento.

ApontAr vencedores em competições esportivAs é um exercício complicAdo. por mAis que Alguns AtletAs se Aproximem dA condição de gênios, nem sempre o fAvoritismo é trAduzido em vitóriAs.

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julho 2012 | istoé 2016

Page 24: Revista 2016 / Julho

> Bolt x Blake O inimigo está ao lado. Não é nenhum americano a principal ameaça à hegemonia do jamaicano Usain

Bolt. Yohan Blake, atual campeão mundial dos 100 metros e companheiro de treinos do Relâmpago, é o único que pode encarar Bolt,

principalmente nos 200 metros. > estados Unidos x China O confronto direto pela liderança do quadro geral de medalhas

deve ser mais acirrado na ginástica artística. Chineses e americanos duelam na maior parte das provas. A China domina o masculino,

enquanto os Estados Unidos equilibram a disputa com triunfos no feminino. > loChte x PhelPs Um duelo de 22 medalhas

olímpicas e 52 em Mundiais. Michael Phelps, maior campeão olímpico da história, é zebra no confronto com o compatriota Ryan Lochte.

Os ex-amigos se enfrentam nos 200 e 400 metros medley e nos 200 metros livre, provas em que Phelps é campeão olímpico, e Lochte,

dono do ouro no último Mundial. > Cielo x MagnUssen Cesar Cielo é favorito nos 50 metros livre e o australiano James

Magnussen, nos 100. A questão é que um quer surpreender o outro na prova em que não é especialista. Enquanto Magnussen treina

a velocidade para bater o brasileiro na prova mais rápida da natação, Cielo busca estender o ritmo intenso de suas braçadas

para surpreender o Míssil, apelido do adversário. > djokoviC x nadal x Federer O trio que domina o circuito

internacional de tênis deve repetir grandes confrontos na Olimpíada. Novak Djokovic, Rafael Nadal e Roger Federer já possuem

título na histórica grama de Wimbledon, mas buscam aumentar o rol de conquistas com o ouro olímpico.

> roBert sCheidt/BrUno Prada x ian PerCy/andrew siMPson Ian Percy e Andrew Simpson,

campeões olímpicos em Pequim-2008, tinham tudo para se tornar heróis britânicos na raia de Weymouth, que conhecem tão bem.

O diabo é que existe uma dupla melhor do que eles. Robert Scheidt e Bruno Prada são atuais bicampeões mundiais e nem devem

se lembrar da última vez que perderam para os britânicos. > walsh/May-treanor x jUliana/larissa Um confronto que foi adiado. Elas eram as melhores duplas do mundo na Olimpíada de Pequim-2008, quando Juliana se machucou

e ficou de fora dos Jogos, facilitando o caminho das rivais ao título. Depois, as americanas desfizeram a parceria, período em que

Walsh aproveitou para ter dois filhos. Agora, tudo como antes, com uma diferença: as americanas perderam 6 dos últimos 8 duelos

com as brasileiras, incluindo a decisão do Mundial.

AS MAIORES RIVALIDADES

Usain Bolt

AS

HEG

EMO

NIA

S A

MEA

ÇA

DA

S

AS BELAS> anna ChiCherova A russa tem

cabelos alourados, olhos verdes, barriga

tanquinho, corpo longilíneo com 1,78 metro

de altura e 53 quilos. Ah, é campeã mundial

e favorita ao ouro no salto em altura.

> Mariana Pajón A Colômbia

tem sua musa no esporte. Mariana Pajón

é campeã mundial de BMX e entra em

Londres como uma das favoritas ao pódio.

Por trás do macacão e do capacete se

escondem pernas bem torneadas e sorriso

de ninfeta. > lUCiana ayMar

Conhecida na Argentina como Maradona de

saias, foi eleita sete vezes a melhor jogadora

do mundo de hóquei sobre grama. Em

Londres, a musa dará adeus ao time. > FederiCa Pellegrini A

italiana, bicampeã mundial dos 200 e 400

metros, já colocou piercing nos seios, fez fotos

sensuais (neste retrato, ela aparece seminua

em uma campanha da marca Yamamay) e

tem sete tatuagens espalhadas pelo corpo.

> Maria sharaPova Esqueça

Anna Kournikova. A russa Maria Sharapova

não só ocupou o lugar de musa do tênis

mundial como ganhou os títulos com que

sua antecessora apenas sonhou. Com a

conquista em Roland Garros neste ano,

Sharapova entrou para o seleto grupo das

tenistas com pelo menos um título em cada

um dos quatro torneios de Grand Slam.

> andreas thorkildsen no lançaMento de dardo

O norueguês Andreas Thorkildsen tenta

o inédito tricampeonato olímpico no

lançamento do dardo, o que o colocaria

à frente do ícone tcheco Jan Zelezný,

recordista mundial da prova. Mas outro

tcheco ameaça o reinado de Thorkildsen:

Vítezslav Veselý. > aleManha no adestraMento No balé do hipismo,

a Alemanha ganha a prova por equipes desde

Montreal-1976. Mas agora os favoritos são

os holandeses, que têm um time mais unido.

Tão unido que dois integrantes do grupo,

Edward Gal e Hans Peter Minderhoud, são

também namorados há quase uma década.

A dupla assumiu publicamente a relação há

dois anos. > Mijain lóPez na lUta greCo-roMana

Maior ídolo do esporte olímpico cubano

atual, o tetracampeão mundial e campeão

olímpico Mijain López vê-se ameaçado

pelo turco Rıza Kayaalp, dez anos mais

novo, que o derrotou na final do último

Mundial, em Istambul (Turquia).

andreas thorkildsen

FederiCa Pellegrini

Fotos: Dylan Martinez/Reuters | Reprodução Yamamay | Martin Rose/ Bongarts

Page 25: Revista 2016 / Julho

> Bolt x Blake O inimigo está ao lado. Não é nenhum americano a principal ameaça à hegemonia do jamaicano Usain

Bolt. Yohan Blake, atual campeão mundial dos 100 metros e companheiro de treinos do Relâmpago, é o único que pode encarar Bolt,

principalmente nos 200 metros. > estados Unidos x China O confronto direto pela liderança do quadro geral de medalhas

deve ser mais acirrado na ginástica artística. Chineses e americanos duelam na maior parte das provas. A China domina o masculino,

enquanto os Estados Unidos equilibram a disputa com triunfos no feminino. > loChte x PhelPs Um duelo de 22 medalhas

olímpicas e 52 em Mundiais. Michael Phelps, maior campeão olímpico da história, é zebra no confronto com o compatriota Ryan Lochte.

Os ex-amigos se enfrentam nos 200 e 400 metros medley e nos 200 metros livre, provas em que Phelps é campeão olímpico, e Lochte,

dono do ouro no último Mundial. > Cielo x MagnUssen Cesar Cielo é favorito nos 50 metros livre e o australiano James

Magnussen, nos 100. A questão é que um quer surpreender o outro na prova em que não é especialista. Enquanto Magnussen treina

a velocidade para bater o brasileiro na prova mais rápida da natação, Cielo busca estender o ritmo intenso de suas braçadas

para surpreender o Míssil, apelido do adversário. > djokoviC x nadal x Federer O trio que domina o circuito

internacional de tênis deve repetir grandes confrontos na Olimpíada. Novak Djokovic, Rafael Nadal e Roger Federer já possuem

título na histórica grama de Wimbledon, mas buscam aumentar o rol de conquistas com o ouro olímpico.

> roBert sCheidt/BrUno Prada x ian PerCy/andrew siMPson Ian Percy e Andrew Simpson,

campeões olímpicos em Pequim-2008, tinham tudo para se tornar heróis britânicos na raia de Weymouth, que conhecem tão bem.

O diabo é que existe uma dupla melhor do que eles. Robert Scheidt e Bruno Prada são atuais bicampeões mundiais e nem devem

se lembrar da última vez que perderam para os britânicos. > walsh/May-treanor x jUliana/larissa Um confronto que foi adiado. Elas eram as melhores duplas do mundo na Olimpíada de Pequim-2008, quando Juliana se machucou

e ficou de fora dos Jogos, facilitando o caminho das rivais ao título. Depois, as americanas desfizeram a parceria, período em que

Walsh aproveitou para ter dois filhos. Agora, tudo como antes, com uma diferença: as americanas perderam 6 dos últimos 8 duelos

com as brasileiras, incluindo a decisão do Mundial.

AS MAIORES RIVALIDADES

Usain Bolt

AS

HEG

EMO

NIA

S A

MEA

ÇA

DA

S

AS BELAS> anna ChiCherova A russa tem

cabelos alourados, olhos verdes, barriga

tanquinho, corpo longilíneo com 1,78 metro

de altura e 53 quilos. Ah, é campeã mundial

e favorita ao ouro no salto em altura.

> Mariana Pajón A Colômbia

tem sua musa no esporte. Mariana Pajón

é campeã mundial de BMX e entra em

Londres como uma das favoritas ao pódio.

Por trás do macacão e do capacete se

escondem pernas bem torneadas e sorriso

de ninfeta. > lUCiana ayMar

Conhecida na Argentina como Maradona de

saias, foi eleita sete vezes a melhor jogadora

do mundo de hóquei sobre grama. Em

Londres, a musa dará adeus ao time. > FederiCa Pellegrini A

italiana, bicampeã mundial dos 200 e 400

metros, já colocou piercing nos seios, fez fotos

sensuais (neste retrato, ela aparece seminua

em uma campanha da marca Yamamay) e

tem sete tatuagens espalhadas pelo corpo.

> Maria sharaPova Esqueça

Anna Kournikova. A russa Maria Sharapova

não só ocupou o lugar de musa do tênis

mundial como ganhou os títulos com que

sua antecessora apenas sonhou. Com a

conquista em Roland Garros neste ano,

Sharapova entrou para o seleto grupo das

tenistas com pelo menos um título em cada

um dos quatro torneios de Grand Slam.

> andreas thorkildsen no lançaMento de dardo

O norueguês Andreas Thorkildsen tenta

o inédito tricampeonato olímpico no

lançamento do dardo, o que o colocaria

à frente do ícone tcheco Jan Zelezný,

recordista mundial da prova. Mas outro

tcheco ameaça o reinado de Thorkildsen:

Vítezslav Veselý. > aleManha no adestraMento No balé do hipismo,

a Alemanha ganha a prova por equipes desde

Montreal-1976. Mas agora os favoritos são

os holandeses, que têm um time mais unido.

Tão unido que dois integrantes do grupo,

Edward Gal e Hans Peter Minderhoud, são

também namorados há quase uma década.

A dupla assumiu publicamente a relação há

dois anos. > Mijain lóPez na lUta greCo-roMana

Maior ídolo do esporte olímpico cubano

atual, o tetracampeão mundial e campeão

olímpico Mijain López vê-se ameaçado

pelo turco Rıza Kayaalp, dez anos mais

novo, que o derrotou na final do último

Mundial, em Istambul (Turquia).

andreas thorkildsen

FederiCa Pellegrini

Fotos: Dylan Martinez/Reuters | Reprodução Yamamay | Martin Rose/ Bongarts

Page 26: Revista 2016 / Julho

Atletismo/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

100 m Usain Bolt (JAM) Yohan Blake (JAM) Asafa Powell (JAM)

200 m Yohan Blake (JAM) Usain Bolt (JAM) Churandy Martina (HOL)

400 m LaShawn Merrit (EUA) Kirani James (GRN) Jeremy Wariner (EUA)

800 m David Rudisha (QUE) Mohammed Aman (ETI) Abubaker Kaki (SUD)

1.500 m Asbel Kiprop (QUE) Silas Kiplagat (QUE) Chepseba Kiplimo (QUE)

5.000 m Mo Farah (GBR) Isiah Kiplangat (QUE) Bernard Lagat (EUA)

10.000 m Kenenisa Bekele (ETI) Mo Farah (GBR) Ibrahim Jeilan (ETI)

110 m c/ barr. Liu Xiang (CHN) David Oliver (EUA) Dayron Robles (CUB)

400 m c/ barr. Javier Culson (PUR) Bershawn Jackson (EUA) Angelo Taylor (EUA)

3.000 m c/ obst. Paul Koech (QUE) Ezekiel Kemboi (QUE) Roba Gari (ETI)

4 x 100 m Jamaica EUA Trinidad e Tobago

4 x 400 m EUA Jamaica África do Sul

Arrem. de peso Reese Hoffa (EUA) Christian Cantwell (EUA) Dylan Armstrong (CAN)

Arrem. de disco Robert Harting (ALE) Piotr Malachowski (POL) Gerd Kanter (EST)

Arrem. de dardo Vítezslav Veselý (TCH) Andreas Thorkildsen (NOR) Matthias de Zordo (ALE)

Arrem. de martelo Krisztián Pars (HUN) Pawel Fajdek (POL) Koji Murofushi (JAP)

Salto em altura Jesse Williams (EUA) Ivan Ukhov (RUS) Robert Grabarz (GBR)

Salto em distância Marquise Goodwin (EUA) Greg Rutherford (GBR) Mitchell Watt (AUS)

Salto triplo Christian Taylor (EUA) Will Claye (EUA) Phillips Idowu (GBR)

Salto com vara Renaud Lavillenie (FRA) Paweł Wojciechowski (POL) Lázaro Borges (CUB)

Decatlo Trey Hardee (EUA) Leonel Suárez (CUB) Ashton Eaton (EUA)

Marcha 20 km Valeriy Borchin (RUS) Vladimir Kanaykin (RUS) Wang Zhen (CHN)

Marcha 50 km Sergey Bakulin (RUS) Denis Nizhegorodov (RUS) Jared Tallent (AUS)

Maratona Wilson Kipsang (QUE) Abel Kirui (QUE) Ayele Abshero (ETI)

Atletismo/femininoProvA ouro PrAtA bronze

100 m Carmelita Jeter (EUA) Veronica Campbell-Brown (JAM) Shelly-Ann Fraser-Pryce (JAM)

200 m Allyson Felix (EUA) Sanya Richards-Ross (EUA) Veronica Campbell-Brown (EUA)

400 m Sanya Richards-Ross (EUA) Amantle Montsho (BOT) Novlene Williams-Mills (JAM)

800 m Pamela Jelimo (QUE) Fantu Magiso (ETI) Mariya Savinova (RUS)

1.500 m Abeba Arigawe (ETI) Genzebe Dibaba (ETI) Maryam Yusuf Jamal (BRN)

5.000 m Vivian Cheruiyot (QUE) Meseret Defar (ETI) Gelete Burka (ETI)

10.000 m Tirunesh Dibaba (ETI) Vivian Cheruiyot (QUE) Florence Kiplagat (QUE)

100 m c/ barreiras Sally Pearson (AUS) Brigitte Foster-Hylton (JAM) Priscilla Lopes-Schliep (CAN)

400 m c/ barreiras Lashinda Demus (EUA) Melaine Walker (JAM) Kaliese Spencer (JAM)

3.000 m c/ obst. Milcah Chemos Cheywa (QUE) Sofia Assefa (ETI) Hiwot Ayalew (ETI)

4 x 100 m EUA Jamaica Ucrânia

4 x 400 m EUA Rússia Jamaica

Arrem. de peso Valerie Adams (NZL) Nadzeya Ostapchuk (BLR) Lijiao Gong (CHN)

Arrem. de disco Sandra Perkovic (CRO) Nadine Müller (ALE) Yanfeng Li (CHN)

Arrem. de dardo Barbora Špotáková (TCH) Sunette Viljoen (AFS) Maria Abakumova (RUS)

Arrem. de martelo Betty Heidler (ALE) Wenxiu Zhang (CHN) Tatyana Lysenko (RUS)

Salto em altura Anna Chicherova (RUS) Blanka Vlasic (CRO) Chaunté Lowe (EUA)

Salto em distância Brittney Reese (EUA) Olga Kucherenko (RUS) Sostene Moguenara (ALE)

Salto triplo Olha Saladuha (UCR) Caterine Ibargüen (COL) Olga Rypakova (CAZ)

Salto com vara Yelena Isinbayeva (RUS) Fabiana Murer (BRA) Alana Boyd (AUS)

Heptatlo Jessica Ennis (GBR) Tatyana Chernova (RUS) Nataliya Dobrynska (UCR)

Marcha 20 km Olga Kaniskina (RUS) Hong Liu (CHN) Elena Lashmanova (RUS)

Maratona Mary Keitany (QUE) Liliya Shobukhova (RUS) Tiki Gelana (ETI)

bAdmintonProvA ouro PrAtA bronze

Simples/Masc. Lee Chong Wei (MAL) Lin Dan (CHN) Chen Jin (CHN)

Duplas/Masc. China Coreia do Sul Coreia do Sul

Simples/Fem. Yihan Wang (CHN) Xin Wang (CHN) Shixian Wang (CHN)

Duplas/Fem. China China Coreia do Sul

Duplas/Mistas China Indonésia China

bAsQueteProvA ouro PrAtA bronze

Masculino EUA Espanha Lituânia

Feminino EUA Rep. Tcheca Rússia

boXe mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Mosca-ligeiro 49 kg Zou Shiming (CHN) Serdamba Purevdorj (MGL) David Ayrapetyan (RUS) Shin Zoung (CDS)

Mosca 52 kg Misha Aloyan (RUS) Rau'shee Warren (EUA) Michael Colan (IRL) Andrew Selby (GBR)

Galo 56 kg Lazaro Alvarez (CUB) Detelin Dalakliev (BUL) Sergey Vodopyanov (RUS) John Joe Nevin (IRL)

Leve 60 kg Vasyl Lomachenko (UCR) Domenico Valentino (ITA) Yosniel Lopez (CUB) Albert Selimov (RUS)

Meio-médio Roniel Iglesias (CUB) Denys Berintchyk (UCR) Uranchiimegiin Monkh (MGL) Everton Lopes (BRA)

Médio-ligeiro Taras Shekestyuk (UCR) Abbos Atoev (UZB) Alexis Vestine (FRA) Serik Sapiyev (CAZ)

Médio Evhen Khytrov (UCR) Ryota Murata (JAP) Emilio Correa (CUB) Abbos Atoev (UZB)

Meio-pesado Egor Makhontsev (RUS) Julio Cesar De La Cruz (CUB) Elshod Rasulov (UZB) Adibek Niyazmbetov (CAZ)

Pesado Oleksandr Usyk (UCR) Artur Beterbiyev (RUS) Clemente Russo (ITA) Teymur Mammadov (AZE)

Superpesado Anthony Joshua (GBR) Magomedrasul Medhidov (AZE) Viktar Zuyev (BLR) Magomedrasul Medzhidov (AZE)

> QUênia na Maratona Que país se dá ao luxo de esnobar um

recordista mundial para formar sua equipe olímpica? O Quênia fez isso e

solenemente desprezou Patrick Makau para a disputa da maratona. Mesmo

assim, ninguém duvida que, em 12 de agosto, Wilson Kipsang, Abel Kirui

ou Emmanuel Mutai estará no topo do pódio na prova mais charmosa do

atletismo. > estados Unidos no BasQUete FeMinino O verdadeiro Dream Team são elas. As americanas não perdem um jogo

em Olimpíadas desde Barcelona-1992 e a espetacular invencibilidade já

dura 33 partidas. Agora, elas tentam em Londres o pentacampeonato.

> valentina vezzali na esgriMa Os praticantes são claros:

esgrima não é uma luta e sim um jogo. Portanto, Valentina Vezzali é a

melhor jogadora da história. Atual tricampeã olímpica do sabre, a italiana

tem 13 ouros em Mundiais e dificilmente será jogada fora do pódio em

Londres. > teddy riner no jUdô A última derrota do gigante

Riner (2,04 m) em sua categoria de peso foi na Olimpíada de Pequim-2008,

quando se contentou com o bronze. Quatro anos depois e com seis títulos

mundiais no currículo (um recorde), o francês, nascido em Guadalupe,

só quer conquistar a única comenda que falta em sua coleção.

> Behdad saliMi no levantaMento de Peso

O nome pode ser complicado, mas o iraniano é a nova sensação dos

tablados. Bicampeão mundial, Salimi possui 168 quilos distribuídos em

1,85 metro de altura. Foi o suficiente para levantar 464 quilos (somados

arranque e arremesso) para ficar com o bicampeonato mundial.

> jaPonesas na lUta FeMinina A luta livre para mulheres

entrou no programa olímpico em Sydney-2000. Como no judô, as japonesas

dominam as disputas. As quatro que vão a Londres, Hitomi Sakamoto, Saori

Yoshida, Kaori Icho e Kyoko Hamaguchi, colecionam nada mais que

29 títulos mundiais. > rússia no nado sinCronizado A

equipe russa, composta por oito atletas, é sincronizada nas águas e nas

notas, sempre iguais: dez. Atuais tricampeãs olímpicas no dueto e por

equipes, as meninas devem ficar com o ouro. > China nos saltos ornaMentais A China fez estragos no Mundial de esportes aquáticos

de Xangai, em 2011, quando ficou com os dez ouros em disputa. Agora, diante

da ameaça americana no quadro geral de medalhas, muito da esperança

chinesa de manter a hegemonia olímpica vem de um bom desempenho nos

saltos ornamentais. > Ben ainslie na vela Lembra daquele inglês

chato que impediu o ouro de Robert Scheidt em Sydney-2000? Ben Ainslie

continua brilhando nas águas. Em sua quinta Olimpíada, busca o quarto ouro,

o terceiro na classe finn. Para isso, terá que cuidar da cabeça. No ano passado,

liderava uma competição, mas brigou com um fotógrafo e foi desclassificado.

AS BARBADASAS APOSTAS DA 2016Confira nas tabelas a seguir a lista de atletas e países que, de acordo com o nosso estudo exclusivo, são os favoritos para conquistar os ouros, pratas e bronzes distribuídos em todas as competições em Londres. No final, observe o quadro geral de medalhas:

painel

teddy riner

Fotos: Franck Fife / AFP

123

julho 2012 | istoé 2016

Page 27: Revista 2016 / Julho

Atletismo/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

100 m Usain Bolt (JAM) Yohan Blake (JAM) Asafa Powell (JAM)

200 m Yohan Blake (JAM) Usain Bolt (JAM) Churandy Martina (HOL)

400 m LaShawn Merrit (EUA) Kirani James (GRN) Jeremy Wariner (EUA)

800 m David Rudisha (QUE) Mohammed Aman (ETI) Abubaker Kaki (SUD)

1.500 m Asbel Kiprop (QUE) Silas Kiplagat (QUE) Chepseba Kiplimo (QUE)

5.000 m Mo Farah (GBR) Isiah Kiplangat (QUE) Bernard Lagat (EUA)

10.000 m Kenenisa Bekele (ETI) Mo Farah (GBR) Ibrahim Jeilan (ETI)

110 m c/ barr. Liu Xiang (CHN) David Oliver (EUA) Dayron Robles (CUB)

400 m c/ barr. Javier Culson (PUR) Bershawn Jackson (EUA) Angelo Taylor (EUA)

3.000 m c/ obst. Paul Koech (QUE) Ezekiel Kemboi (QUE) Roba Gari (ETI)

4 x 100 m Jamaica EUA Trinidad e Tobago

4 x 400 m EUA Jamaica África do Sul

Arrem. de peso Reese Hoffa (EUA) Christian Cantwell (EUA) Dylan Armstrong (CAN)

Arrem. de disco Robert Harting (ALE) Piotr Malachowski (POL) Gerd Kanter (EST)

Arrem. de dardo Vítezslav Veselý (TCH) Andreas Thorkildsen (NOR) Matthias de Zordo (ALE)

Arrem. de martelo Krisztián Pars (HUN) Pawel Fajdek (POL) Koji Murofushi (JAP)

Salto em altura Jesse Williams (EUA) Ivan Ukhov (RUS) Robert Grabarz (GBR)

Salto em distância Marquise Goodwin (EUA) Greg Rutherford (GBR) Mitchell Watt (AUS)

Salto triplo Christian Taylor (EUA) Will Claye (EUA) Phillips Idowu (GBR)

Salto com vara Renaud Lavillenie (FRA) Paweł Wojciechowski (POL) Lázaro Borges (CUB)

Decatlo Trey Hardee (EUA) Leonel Suárez (CUB) Ashton Eaton (EUA)

Marcha 20 km Valeriy Borchin (RUS) Vladimir Kanaykin (RUS) Wang Zhen (CHN)

Marcha 50 km Sergey Bakulin (RUS) Denis Nizhegorodov (RUS) Jared Tallent (AUS)

Maratona Wilson Kipsang (QUE) Abel Kirui (QUE) Ayele Abshero (ETI)

Atletismo/femininoProvA ouro PrAtA bronze

100 m Carmelita Jeter (EUA) Veronica Campbell-Brown (JAM) Shelly-Ann Fraser-Pryce (JAM)

200 m Allyson Felix (EUA) Sanya Richards-Ross (EUA) Veronica Campbell-Brown (EUA)

400 m Sanya Richards-Ross (EUA) Amantle Montsho (BOT) Novlene Williams-Mills (JAM)

800 m Pamela Jelimo (QUE) Fantu Magiso (ETI) Mariya Savinova (RUS)

1.500 m Abeba Arigawe (ETI) Genzebe Dibaba (ETI) Maryam Yusuf Jamal (BRN)

5.000 m Vivian Cheruiyot (QUE) Meseret Defar (ETI) Gelete Burka (ETI)

10.000 m Tirunesh Dibaba (ETI) Vivian Cheruiyot (QUE) Florence Kiplagat (QUE)

100 m c/ barreiras Sally Pearson (AUS) Brigitte Foster-Hylton (JAM) Priscilla Lopes-Schliep (CAN)

400 m c/ barreiras Lashinda Demus (EUA) Melaine Walker (JAM) Kaliese Spencer (JAM)

3.000 m c/ obst. Milcah Chemos Cheywa (QUE) Sofia Assefa (ETI) Hiwot Ayalew (ETI)

4 x 100 m EUA Jamaica Ucrânia

4 x 400 m EUA Rússia Jamaica

Arrem. de peso Valerie Adams (NZL) Nadzeya Ostapchuk (BLR) Lijiao Gong (CHN)

Arrem. de disco Sandra Perkovic (CRO) Nadine Müller (ALE) Yanfeng Li (CHN)

Arrem. de dardo Barbora Špotáková (TCH) Sunette Viljoen (AFS) Maria Abakumova (RUS)

Arrem. de martelo Betty Heidler (ALE) Wenxiu Zhang (CHN) Tatyana Lysenko (RUS)

Salto em altura Anna Chicherova (RUS) Blanka Vlasic (CRO) Chaunté Lowe (EUA)

Salto em distância Brittney Reese (EUA) Olga Kucherenko (RUS) Sostene Moguenara (ALE)

Salto triplo Olha Saladuha (UCR) Caterine Ibargüen (COL) Olga Rypakova (CAZ)

Salto com vara Yelena Isinbayeva (RUS) Fabiana Murer (BRA) Alana Boyd (AUS)

Heptatlo Jessica Ennis (GBR) Tatyana Chernova (RUS) Nataliya Dobrynska (UCR)

Marcha 20 km Olga Kaniskina (RUS) Hong Liu (CHN) Elena Lashmanova (RUS)

Maratona Mary Keitany (QUE) Liliya Shobukhova (RUS) Tiki Gelana (ETI)

bAdmintonProvA ouro PrAtA bronze

Simples/Masc. Lee Chong Wei (MAL) Lin Dan (CHN) Chen Jin (CHN)

Duplas/Masc. China Coreia do Sul Coreia do Sul

Simples/Fem. Yihan Wang (CHN) Xin Wang (CHN) Shixian Wang (CHN)

Duplas/Fem. China China Coreia do Sul

Duplas/Mistas China Indonésia China

bAsQueteProvA ouro PrAtA bronze

Masculino EUA Espanha Lituânia

Feminino EUA Rep. Tcheca Rússia

boXe mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Mosca-ligeiro 49 kg Zou Shiming (CHN) Serdamba Purevdorj (MGL) David Ayrapetyan (RUS) Shin Zoung (CDS)

Mosca 52 kg Misha Aloyan (RUS) Rau'shee Warren (EUA) Michael Colan (IRL) Andrew Selby (GBR)

Galo 56 kg Lazaro Alvarez (CUB) Detelin Dalakliev (BUL) Sergey Vodopyanov (RUS) John Joe Nevin (IRL)

Leve 60 kg Vasyl Lomachenko (UCR) Domenico Valentino (ITA) Yosniel Lopez (CUB) Albert Selimov (RUS)

Meio-médio Roniel Iglesias (CUB) Denys Berintchyk (UCR) Uranchiimegiin Monkh (MGL) Everton Lopes (BRA)

Médio-ligeiro Taras Shekestyuk (UCR) Abbos Atoev (UZB) Alexis Vestine (FRA) Serik Sapiyev (CAZ)

Médio Evhen Khytrov (UCR) Ryota Murata (JAP) Emilio Correa (CUB) Abbos Atoev (UZB)

Meio-pesado Egor Makhontsev (RUS) Julio Cesar De La Cruz (CUB) Elshod Rasulov (UZB) Adibek Niyazmbetov (CAZ)

Pesado Oleksandr Usyk (UCR) Artur Beterbiyev (RUS) Clemente Russo (ITA) Teymur Mammadov (AZE)

Superpesado Anthony Joshua (GBR) Magomedrasul Medhidov (AZE) Viktar Zuyev (BLR) Magomedrasul Medzhidov (AZE)

> QUênia na Maratona Que país se dá ao luxo de esnobar um

recordista mundial para formar sua equipe olímpica? O Quênia fez isso e

solenemente desprezou Patrick Makau para a disputa da maratona. Mesmo

assim, ninguém duvida que, em 12 de agosto, Wilson Kipsang, Abel Kirui

ou Emmanuel Mutai estará no topo do pódio na prova mais charmosa do

atletismo. > estados Unidos no BasQUete FeMinino O verdadeiro Dream Team são elas. As americanas não perdem um jogo

em Olimpíadas desde Barcelona-1992 e a espetacular invencibilidade já

dura 33 partidas. Agora, elas tentam em Londres o pentacampeonato.

> valentina vezzali na esgriMa Os praticantes são claros:

esgrima não é uma luta e sim um jogo. Portanto, Valentina Vezzali é a

melhor jogadora da história. Atual tricampeã olímpica do sabre, a italiana

tem 13 ouros em Mundiais e dificilmente será jogada fora do pódio em

Londres. > teddy riner no jUdô A última derrota do gigante

Riner (2,04 m) em sua categoria de peso foi na Olimpíada de Pequim-2008,

quando se contentou com o bronze. Quatro anos depois e com seis títulos

mundiais no currículo (um recorde), o francês, nascido em Guadalupe,

só quer conquistar a única comenda que falta em sua coleção.

> Behdad saliMi no levantaMento de Peso

O nome pode ser complicado, mas o iraniano é a nova sensação dos

tablados. Bicampeão mundial, Salimi possui 168 quilos distribuídos em

1,85 metro de altura. Foi o suficiente para levantar 464 quilos (somados

arranque e arremesso) para ficar com o bicampeonato mundial.

> jaPonesas na lUta FeMinina A luta livre para mulheres

entrou no programa olímpico em Sydney-2000. Como no judô, as japonesas

dominam as disputas. As quatro que vão a Londres, Hitomi Sakamoto, Saori

Yoshida, Kaori Icho e Kyoko Hamaguchi, colecionam nada mais que

29 títulos mundiais. > rússia no nado sinCronizado A

equipe russa, composta por oito atletas, é sincronizada nas águas e nas

notas, sempre iguais: dez. Atuais tricampeãs olímpicas no dueto e por

equipes, as meninas devem ficar com o ouro. > China nos saltos ornaMentais A China fez estragos no Mundial de esportes aquáticos

de Xangai, em 2011, quando ficou com os dez ouros em disputa. Agora, diante

da ameaça americana no quadro geral de medalhas, muito da esperança

chinesa de manter a hegemonia olímpica vem de um bom desempenho nos

saltos ornamentais. > Ben ainslie na vela Lembra daquele inglês

chato que impediu o ouro de Robert Scheidt em Sydney-2000? Ben Ainslie

continua brilhando nas águas. Em sua quinta Olimpíada, busca o quarto ouro,

o terceiro na classe finn. Para isso, terá que cuidar da cabeça. No ano passado,

liderava uma competição, mas brigou com um fotógrafo e foi desclassificado.

AS BARBADASAS APOSTAS DA 2016Confira nas tabelas a seguir a lista de atletas e países que, de acordo com o nosso estudo exclusivo, são os favoritos para conquistar os ouros, pratas e bronzes distribuídos em todas as competições em Londres. No final, observe o quadro geral de medalhas:

painel

teddy riner

Fotos: Franck Fife / AFP

123

julho 2012 | istoé 2016

Page 28: Revista 2016 / Julho

boXe femininoProvA ouro PrAtA bronze

Mosca Nicola Adams (GBR) Ren Cancan (CHN) Elena Sevelyeva (RUS) Mary Kom (IND)

Leve Katye Taylor (IRL) Natasha Jonas (GBR) Sofya Ochigava (RUS) Mavzuna Chorieva (TJK)

Médio Nadezda Torlopova (RUS) Savannah Marshall (GBR) Elena Vystropova (AZE) Claressa Shields (EUA)

cAnoAgem velocidAde/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

C1-1000 m David Cal (ESP) Atila Vajda (HUN) Vadim Menkov (UZB)

C1-200 m Valentin Demyanenko (AZE) Afonso Benavides (ESP) Ivan Shtyl (RUS)

C2-1000 m Azerbaijão Alemanha República Tcheca

K1-1000 m Adam Van Koeverden (CAN) Max Roff (ALE) Anders Gustafsson (SUE)

K1-200 m Piotr Sieminowski (POL) Ed Mckeever (GBR) Ronald Rauhe (ALE)

K2-1000 m Eslováquia Rússia Hungria

K2-200 m França Grã-Bretanha Espanha

K4-1000 m Alemanha Rússia Eslováquia

cAnoAgem slAlom/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

C1 Tony Estanguet (FRA) Michal Martikan (SLO) Nico Bettge (ALE)

C2 Pavol Hochschorner/ Denis Chanut/ David Florence/ Peter Hochschorner (SLK) Fabien Lefevrea (FRA) Richard Hounslow (GBR)

K1 Peter Kauzer (SLO) Mateusz Polaczyk (POL) Alexander Grimm (ALE)

cAnoAgem velocidAde/femininoProvA ouro PrAtA bronze

K1-200 m Natasa Janics (HUN) Lisa Carrington (NZL) Marta Walczykiewicz (POL)

K1-1500 m Nicola Reinhardt (ALE) Danuta Kozak (HUN) Inna Osypenko (UCR)

K2-500 m Áustria Hungria Alemanha

K4-500 m Hungria Alemanha Belarus

cAnoAgem slAlom/femininoProvA ouro PrAtA bronze

K1 Corina Kuhnlea (AUT) Jana Dukatová (SVK) Emilie Fer (FRA)

ciclismo estrAdA/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Contra o relógio Fabian Cancellara (SUI) Tony Martin (ALE) Bradley Wiggins (GBR)

Corrida Mark Cavendish (GBR) Philippe Gilbert (BEL) Fabian Cancellara (SUI)

ciclismo estrAdA/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Contra o relógio Emma Pooley (GBR) Judith Arndt (ALE) Kristin Armstrong (EUA)

Corrida Marianne Vos (HOL) Giorgia Bronzini (ITA) Emma Johansson (SUE)

ciclismo PistA/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Keirin Chris Hoy (GBR) Maximilian Levy (ALE) Scott Sunderland (AUS)

Omnium Glen Oshea (AUS) Zachary Bell (CAN) Elia Viviani (ITA)

Sprint Chris Hoy (GBR) Gregoury Baugé (FRA) Robert Förstemann (ALE)

Perseg. por equipes Grã-Bretanha Austrália Nova Zelândia

Sprint por equipes Grã-Bretanha França Austrália

ciclismo bmXProvA ouro PrAtA bronze

Individual/Masc. Maris Strombergs (LET) Marc Willers (NZL) Joris Daudet (FRA)

Individual/Fem. Sarah Walker (NZL) Mariana Pajon (COL) Shanaze Reade (GBR)

ciclismo PistA/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Keirin Ana Mears (AUS) Simona Krupeckaite (LIT) Ekaterina Gnidenko (RUS)

Omnium Anette Admondson (AUS) Laura Tott (GBR) Sarah Hammer (EUA)

Sprint Victoria Pendleton (GBR) Ana Mears (AUS) Simona Krupeckaite (LIT)

Perseg. por equipes Grã-Bretanha Austrália Nova Zelândia

Sprint por equipes Alemanha Austrália Grã-Bretanha

ciclismo mountAin bike/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Cross country Julien Absalon (FRA) Nino Schurter (SUI) Jaroslav Kulhavý (TCH)

ciclismo mountAin bike/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Cross country Maja Wloszczowska (POL) Catharine Prendel (CAN) Willow Koerber (EUA)

esgrimA/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Espada individual Paolo Pizzo (ITA) Nikolai Novosjov (EST) Bas Verwiljen (HOL)

Florete individual Andrea Cassará (ITA) Peter Joppich (ALE) Andrea Baldini (ITA)

Sabre individual Nicolas Limbach (ALE) Aldo Montano (ITA) Luigi Tarantini (ITA)

Florete por equipes Itália China França

Sabre por equipes Itália Alemanha Rússia

esgrimA/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Espada individual Sun Yugie (CHN) Ana Maria Branza (ROM) Simona Gherman (ROM)

Florete individual Valentina Vezalli (ITA) Elisa Di Francisca (ITA) Nam Hyun Hee (CDS)

Sabre individual Sofya Velikaya (RUS) Mariel Zagunis (EUA) Olga Kharlan (UCR)

Florete por equipes Itália Rússia Coreia do Sul

Espada por equipes China Romênia Itália

painel

futebolProvA ouro PrAtA bronze

Masculino/equipes Brasil Espanha México

Feminino/equipes EUA Japão Brasil

ginásticA ArtísticA/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Solo Kohei Uchimura (JAP) Zou Kai (CHN) Diego Hypólito (BRA)

Salto sobre a mesa Anton Golotsutskov (RUS) Yang Hak Seon (CDS) Thomas Bouhail (FRA)

Barras paralelas Feng Zhe (CHN) Vasileios Tsolakidis (GRE) Danell Leyva (EUA)

Cavalo com alça Krisztián Berki (HUN) Louis Smith (GBR) Cyril Tommasone (FRA)

Barra fixa Zou Kai (CHN) Zhang Chenglong (CHN) Fabian Hambüchen (ALE)

Argolas Chen Yibing (CHN) Arthur Zanetti (BRA) Yan Mingyong (CHN)

Individual geral Kohei Uchimura (JAP) Philipp Boy (ALE) Daniel Purvis (GBR)

Equipes China Japão EUA

ginásticA ArtísticA/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Trave Lu Sui (CHN) Yao Jinnan (CHN) Jordyn Wieber (EUA)

Solo Lauren Mitchell (AUS) Ksenia Afanasyeva (RUS) Sui Lu (CHN)

Salto sobre a mesa McKayla Maroney (EUA) Oksana Chusovitina (ALE) Alicia Sacramone (EUA)

Barras assimétricas Viktoria Komova (RUS) Beth Tweddle (GBR) Huang Qiushuang (CHN)

Individual geral Jordyn Wieber (EUA) Viktoria Komova (RUS) Aliya Mustafina (RUS)

Equipes Estados Unidos Rússia China

ginásticA rítmicA/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Individual geral Yevgenya Kanayeva (RUS) Daria Kondakova (RUS) Aliya Garayeva (AZE)

Equipes Itália Rússia Bulgária

ginásticA trAmPolimProvA ouro PrAtA bronze

Individual/Masc. Dong Dong (CHN) Lu Chunlong (CHN) Masaki Ito (JAP)

Individual/Fem. He Wenna (CHN) Rosannagh MacLeannan (CAN) Li Dan (CHN)

hAndebolProvA ouro PrAtA bronze

Equipes/Masc. França Dinamarca Espanha

Equipes/Fem. Noruega Rússia França

hiPismo/mistoProvA ouro PrAtA bronze

Saltos/Individual Ludger Berbaum (ALE) Eric Lamaze (CAN) Goran Bentson (SUE)

Saltos/Equipes Alemanha EUA Bélgica

CCE/Individual Michael Jung (ALE) Andrew Nicholson (NZL) William Fox (GBR)

CCE/Equipes Grã-Bretanha (GBR) Canadá (CAN) Nova Zelândia (NZL)

Adestramento/ Individual Edward Gal (HOL) Laura Bechtolsheimer (GBR) Isabel Werth (ALE)

Adestramento/ Equipes Holanda Alemanha Grã-Bretanha

hóQuei sobre A grAmA

ProvA ouro PrAtA bronze

Equipes/Masc. Austrália Alemanha Holanda

Equipes/Fem. Holanda Argentina Austrália

Judô/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Ligeiro Richod Sobirov (UZB) Hiroaki Hiroaka (JAP) Georgii Zantaraia (UCR) Arsen Galstyan (RUS)

Meio-leve Masashi Ebiuna (JAP) Tsagaanbaatar Khashbaatar (MGL) Musa Mogushkov (RUS) Leandro Cunha (BRA)

Leve Riki Nakaya (JAP) Dex Elmont (HOL) Ki Chun Wang (CDS) Navru Jurakobilov (UZB)

Meio-médio Jae Bum Kim (CDS) Leandro Guilheiro (BRA) Enur Mamadli (AZE) Ole Bischof (ALE)

Médio Ilias Iliadis (GRE) Masashi Nishiyama (JAP) Asley Gonzalez (CUB) Kirik Voprosov (RUS)

Meio-pesado Takamasa Anai (JAP) Henk Grol (HOL) Maxim Rakov (CAZ) Sergei Samoilovich (RUS)

Pesado Teddy Rinner (FRA) Andreas Toelzer (ALE) Sung Min Kim (CDS) Oscar Braysson (CUB)

Judô/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Ligeiro Haruna Asami (JAP) Sarah Menezes (BRA) Eva Csernoviczki (HUN) Alina Dumitru (ROM)

Meio-leve Yuka Nishida (JAP) Ana Carrascosa (ESP) Soraya Haddad (ALG) Bundma Munkhbaatar (MGL)

Leve Aika Sato (JAP) Corina Caprioriu (ROM) Rafaela Silva (BRA) Telma Monteiro (POR)

Meio-médio Yoshie Ueno (JAP) Gevrise Emane (FRA) Urska Zolnir (SLO) Anick Van Emdem (HOL)

Médio Lucie Decosse (FRA) Edith Bosch (HOL) Yoriko Kunihara (JAP) Anet Meszaros (HUN)

Meio-pesado Akari Ogata (JAP) Mayra Aguiar (BRA) Kayla Harrison (EUA) Audrey Tcheumeo (FRA)

Pesado Wen Tong (CHN) Megumi Tachimoto (JAP) Elena Ivashchenko (RUS) Idalys Ortiz (CUB)

125

julho 2012 | istoé 2016

Page 29: Revista 2016 / Julho

boXe femininoProvA ouro PrAtA bronze

Mosca Nicola Adams (GBR) Ren Cancan (CHN) Elena Sevelyeva (RUS) Mary Kom (IND)

Leve Katye Taylor (IRL) Natasha Jonas (GBR) Sofya Ochigava (RUS) Mavzuna Chorieva (TJK)

Médio Nadezda Torlopova (RUS) Savannah Marshall (GBR) Elena Vystropova (AZE) Claressa Shields (EUA)

cAnoAgem velocidAde/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

C1-1000 m David Cal (ESP) Atila Vajda (HUN) Vadim Menkov (UZB)

C1-200 m Valentin Demyanenko (AZE) Afonso Benavides (ESP) Ivan Shtyl (RUS)

C2-1000 m Azerbaijão Alemanha República Tcheca

K1-1000 m Adam Van Koeverden (CAN) Max Roff (ALE) Anders Gustafsson (SUE)

K1-200 m Piotr Sieminowski (POL) Ed Mckeever (GBR) Ronald Rauhe (ALE)

K2-1000 m Eslováquia Rússia Hungria

K2-200 m França Grã-Bretanha Espanha

K4-1000 m Alemanha Rússia Eslováquia

cAnoAgem slAlom/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

C1 Tony Estanguet (FRA) Michal Martikan (SLO) Nico Bettge (ALE)

C2 Pavol Hochschorner/ Denis Chanut/ David Florence/ Peter Hochschorner (SLK) Fabien Lefevrea (FRA) Richard Hounslow (GBR)

K1 Peter Kauzer (SLO) Mateusz Polaczyk (POL) Alexander Grimm (ALE)

cAnoAgem velocidAde/femininoProvA ouro PrAtA bronze

K1-200 m Natasa Janics (HUN) Lisa Carrington (NZL) Marta Walczykiewicz (POL)

K1-1500 m Nicola Reinhardt (ALE) Danuta Kozak (HUN) Inna Osypenko (UCR)

K2-500 m Áustria Hungria Alemanha

K4-500 m Hungria Alemanha Belarus

cAnoAgem slAlom/femininoProvA ouro PrAtA bronze

K1 Corina Kuhnlea (AUT) Jana Dukatová (SVK) Emilie Fer (FRA)

ciclismo estrAdA/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Contra o relógio Fabian Cancellara (SUI) Tony Martin (ALE) Bradley Wiggins (GBR)

Corrida Mark Cavendish (GBR) Philippe Gilbert (BEL) Fabian Cancellara (SUI)

ciclismo estrAdA/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Contra o relógio Emma Pooley (GBR) Judith Arndt (ALE) Kristin Armstrong (EUA)

Corrida Marianne Vos (HOL) Giorgia Bronzini (ITA) Emma Johansson (SUE)

ciclismo PistA/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Keirin Chris Hoy (GBR) Maximilian Levy (ALE) Scott Sunderland (AUS)

Omnium Glen Oshea (AUS) Zachary Bell (CAN) Elia Viviani (ITA)

Sprint Chris Hoy (GBR) Gregoury Baugé (FRA) Robert Förstemann (ALE)

Perseg. por equipes Grã-Bretanha Austrália Nova Zelândia

Sprint por equipes Grã-Bretanha França Austrália

ciclismo bmXProvA ouro PrAtA bronze

Individual/Masc. Maris Strombergs (LET) Marc Willers (NZL) Joris Daudet (FRA)

Individual/Fem. Sarah Walker (NZL) Mariana Pajon (COL) Shanaze Reade (GBR)

ciclismo PistA/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Keirin Ana Mears (AUS) Simona Krupeckaite (LIT) Ekaterina Gnidenko (RUS)

Omnium Anette Admondson (AUS) Laura Tott (GBR) Sarah Hammer (EUA)

Sprint Victoria Pendleton (GBR) Ana Mears (AUS) Simona Krupeckaite (LIT)

Perseg. por equipes Grã-Bretanha Austrália Nova Zelândia

Sprint por equipes Alemanha Austrália Grã-Bretanha

ciclismo mountAin bike/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Cross country Julien Absalon (FRA) Nino Schurter (SUI) Jaroslav Kulhavý (TCH)

ciclismo mountAin bike/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Cross country Maja Wloszczowska (POL) Catharine Prendel (CAN) Willow Koerber (EUA)

esgrimA/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Espada individual Paolo Pizzo (ITA) Nikolai Novosjov (EST) Bas Verwiljen (HOL)

Florete individual Andrea Cassará (ITA) Peter Joppich (ALE) Andrea Baldini (ITA)

Sabre individual Nicolas Limbach (ALE) Aldo Montano (ITA) Luigi Tarantini (ITA)

Florete por equipes Itália China França

Sabre por equipes Itália Alemanha Rússia

esgrimA/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Espada individual Sun Yugie (CHN) Ana Maria Branza (ROM) Simona Gherman (ROM)

Florete individual Valentina Vezalli (ITA) Elisa Di Francisca (ITA) Nam Hyun Hee (CDS)

Sabre individual Sofya Velikaya (RUS) Mariel Zagunis (EUA) Olga Kharlan (UCR)

Florete por equipes Itália Rússia Coreia do Sul

Espada por equipes China Romênia Itália

painel

futebolProvA ouro PrAtA bronze

Masculino/equipes Brasil Espanha México

Feminino/equipes EUA Japão Brasil

ginásticA ArtísticA/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Solo Kohei Uchimura (JAP) Zou Kai (CHN) Diego Hypólito (BRA)

Salto sobre a mesa Anton Golotsutskov (RUS) Yang Hak Seon (CDS) Thomas Bouhail (FRA)

Barras paralelas Feng Zhe (CHN) Vasileios Tsolakidis (GRE) Danell Leyva (EUA)

Cavalo com alça Krisztián Berki (HUN) Louis Smith (GBR) Cyril Tommasone (FRA)

Barra fixa Zou Kai (CHN) Zhang Chenglong (CHN) Fabian Hambüchen (ALE)

Argolas Chen Yibing (CHN) Arthur Zanetti (BRA) Yan Mingyong (CHN)

Individual geral Kohei Uchimura (JAP) Philipp Boy (ALE) Daniel Purvis (GBR)

Equipes China Japão EUA

ginásticA ArtísticA/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Trave Lu Sui (CHN) Yao Jinnan (CHN) Jordyn Wieber (EUA)

Solo Lauren Mitchell (AUS) Ksenia Afanasyeva (RUS) Sui Lu (CHN)

Salto sobre a mesa McKayla Maroney (EUA) Oksana Chusovitina (ALE) Alicia Sacramone (EUA)

Barras assimétricas Viktoria Komova (RUS) Beth Tweddle (GBR) Huang Qiushuang (CHN)

Individual geral Jordyn Wieber (EUA) Viktoria Komova (RUS) Aliya Mustafina (RUS)

Equipes Estados Unidos Rússia China

ginásticA rítmicA/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Individual geral Yevgenya Kanayeva (RUS) Daria Kondakova (RUS) Aliya Garayeva (AZE)

Equipes Itália Rússia Bulgária

ginásticA trAmPolimProvA ouro PrAtA bronze

Individual/Masc. Dong Dong (CHN) Lu Chunlong (CHN) Masaki Ito (JAP)

Individual/Fem. He Wenna (CHN) Rosannagh MacLeannan (CAN) Li Dan (CHN)

hAndebolProvA ouro PrAtA bronze

Equipes/Masc. França Dinamarca Espanha

Equipes/Fem. Noruega Rússia França

hiPismo/mistoProvA ouro PrAtA bronze

Saltos/Individual Ludger Berbaum (ALE) Eric Lamaze (CAN) Goran Bentson (SUE)

Saltos/Equipes Alemanha EUA Bélgica

CCE/Individual Michael Jung (ALE) Andrew Nicholson (NZL) William Fox (GBR)

CCE/Equipes Grã-Bretanha (GBR) Canadá (CAN) Nova Zelândia (NZL)

Adestramento/ Individual Edward Gal (HOL) Laura Bechtolsheimer (GBR) Isabel Werth (ALE)

Adestramento/ Equipes Holanda Alemanha Grã-Bretanha

hóQuei sobre A grAmA

ProvA ouro PrAtA bronze

Equipes/Masc. Austrália Alemanha Holanda

Equipes/Fem. Holanda Argentina Austrália

Judô/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Ligeiro Richod Sobirov (UZB) Hiroaki Hiroaka (JAP) Georgii Zantaraia (UCR) Arsen Galstyan (RUS)

Meio-leve Masashi Ebiuna (JAP) Tsagaanbaatar Khashbaatar (MGL) Musa Mogushkov (RUS) Leandro Cunha (BRA)

Leve Riki Nakaya (JAP) Dex Elmont (HOL) Ki Chun Wang (CDS) Navru Jurakobilov (UZB)

Meio-médio Jae Bum Kim (CDS) Leandro Guilheiro (BRA) Enur Mamadli (AZE) Ole Bischof (ALE)

Médio Ilias Iliadis (GRE) Masashi Nishiyama (JAP) Asley Gonzalez (CUB) Kirik Voprosov (RUS)

Meio-pesado Takamasa Anai (JAP) Henk Grol (HOL) Maxim Rakov (CAZ) Sergei Samoilovich (RUS)

Pesado Teddy Rinner (FRA) Andreas Toelzer (ALE) Sung Min Kim (CDS) Oscar Braysson (CUB)

Judô/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Ligeiro Haruna Asami (JAP) Sarah Menezes (BRA) Eva Csernoviczki (HUN) Alina Dumitru (ROM)

Meio-leve Yuka Nishida (JAP) Ana Carrascosa (ESP) Soraya Haddad (ALG) Bundma Munkhbaatar (MGL)

Leve Aika Sato (JAP) Corina Caprioriu (ROM) Rafaela Silva (BRA) Telma Monteiro (POR)

Meio-médio Yoshie Ueno (JAP) Gevrise Emane (FRA) Urska Zolnir (SLO) Anick Van Emdem (HOL)

Médio Lucie Decosse (FRA) Edith Bosch (HOL) Yoriko Kunihara (JAP) Anet Meszaros (HUN)

Meio-pesado Akari Ogata (JAP) Mayra Aguiar (BRA) Kayla Harrison (EUA) Audrey Tcheumeo (FRA)

Pesado Wen Tong (CHN) Megumi Tachimoto (JAP) Elena Ivashchenko (RUS) Idalys Ortiz (CUB)

125

julho 2012 | istoé 2016

Page 30: Revista 2016 / Julho

levAntAmento de Peso/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Até 56 kg Wu Jingbiao (CHN) Long Qingquan (CHN) Valentin Hristov (AZE)

Até 62 kg Zhang Jie (CHN) Kim Un Guk (CDN) Eko Yuli Irawan (INA)

Até 69 kg Tang Deshang (CHN) Oleg Chen (RUS) Mete Binay (TUR)

Até 77 kg Lu Xiaojun (CHN) Tigran G. Martirosyan (ARM) Su Dajin (CHN)

Até 85 kg Kianoush Rostami (IRI) Adrian Zielinski (POL) Benjamin Hennequin (FRA)

Até 94 kg Artem Ivanov (UCR) Ilya Ilin (CAZ) Alexandr Ivanov (RUS)

Até 105 kg Khadzhimurat Akkayev (RUS) Dmitry Klokov (RUS) Marcin Dolega (POL)

Mais de 105 kg Behdad Salimi Kordasiabi (IRI) Sajjad Anoushirvani Hamlabad (IRI) Jeon Sang-Guen (CDS)

levAntAmento de Peso/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Até 48 kg Tian Yuan (CHN) Nurcan Taylan (TUR) Sibel Özkan (TUR)

Até 53 kg Aylin Dasdelen (TUR) Zulfiya Chinshanlo (CAZ) Chen Xiaoting (CHN)

Até 58 kg Anastassia Novikava (BLR) Li Xueying (CHN) Pimsiri Sirikaew (TAI)

Até 63 kg Maiya Maneza (CAZ) Svetlana Tsarukayeva (RUS) Ouyang Xiaofang (CHN)

Até 69 kg Oxana Slivenko (RUS) Xiang Yanmei (CHN) Tatiana Matveeva (RUS)

Até 75 kg Svetlana Podobedova (CAZ) Nadezhda Evstyukhina (RUS) Cao Lei (CHN)

Mais de 75 kg Zhou Lulu (CHN) Tatiana Kashirina (RUS) Mariam Usman (NIG)

lutA livre/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Até 55 kg Victor Lebedev (RUS) Radoslav Velikov (BUL) Daulet Niyazbekov (CAZ) Hassan Rahimi (IRI)

Até 60 kg Besik Kudukhov (RUS) Zelimkhan Huseinov (AZE) Vasyl Fedorishin (UCR) Franklin Gómez (PUR)

Até 66 kg Mehdi Taghavi Kermani (IRI) Yabrail Hasanov (AZE) Tatsuhiro Yonemitsu (JAP) Sushil Kumar (IND)

Até 74 kg Saderg Goudarzi (IRI) Jordan Burroughs (EUA) Denis Tsargush (AZE) Denis Tsargush (RUS)

Até 84 kg Sharif Sharifov (AZE) Ibragim Aldatov (UCR) Dato Marsagishvili (GEO) Zaurbek Sokhiev (UZB)

Até 96 kg Khetag Gazumov (AZE) Reza Yazdani (IRI) Serhat Balci (TUR) Elizbari Odikadze (GEO)

Até 120 kg Beylal Makhov (RUS) Aleksey Shemarov (BLR) Davit Modzmanashvili (GEO) Tervel Dlagnev (EUA)

lutA livre/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Até 48 kg Hitomi Sakamoto (JAP) Mariya Stankik (AZE) Carol Hyunh (CAN) Zhuldyz Eshimova (RUS)

Até 55 kg Saori Yoshida (JAP) Tonya Verbeek (CAN) Maria Gurova (RUS) Tetyana Lazareva (UCR)

Até 63 kg Kaori Ischo (JAP) Kim Ram Mi (CDN) Martine Dugranier (CAN) Marianna Sastin (HUN)

Até 72 kg Stanka Zlateva (BUL) Ekaterina Bukina (RUS) Wang Jiao (CHN) Ali Bernard (EUA)

lutA greco-romAnA/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Até 55 kg Rovshan Bayramov (AZE) Hamid Soryan Reihanpour (IRI) Roman Amoyan (ARM) Elbek Tazhyiev (BLR)

Até 60 kg Almat Kebispayev (CAZ) Hasan Aliyev (AZE) Omid Noroozi (IRI) Zaur Kuramagomedov (RUS)

Até 66 kg Manuchar Tskhadaia (GEO) Ambako Vachadze (RUS) Saeid Mourad Abdvali (IRI) Pedro Mulen (CUB)

Até 74 kg Selcuk Cebi (TUR) Arsen Julfalakyan (ARM) Roman Vlasov (RUS) Neven Zugaj (CRO)

Até 84 kg Nazmi Avluca (TUR) Damian Janikowski (POL) Alim Selimov (BLR) Pablo Shorey Hernandez (CUB)

Até 96 kg Jimmy Lidberg (SUE) Aslanbek Khushtov (RUS) Elis Guri (BUL) Amir Aliakbari (IRI)

Até 120 kg Riza Kayaalp (TUR) Mijain López (CUB) Nurmakhan Tinaliev (CAZ) Youri Patrikeev (ARM)

mArAtonA AQuáticAProvA ouro PrAtA bronze

Individual/Masc. Thomas Lurz (ALE) Spyridon Gianniotis (GRE) Sergey Bolshakov (RUS)

Individual/Fem. Keri-Anne Payne (GBR) Martina Grimaldi (ITA) Melissa Gorman (AUS)

nAdo sincronizAdo/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Dueto Rússia China Espanha

Equipes Rússia China Espanha

nAtAção/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

50 m livre Cesar Cielo (BRA) James Magnussen (AUS) Adrian Nathan (EUA)

100 m livre James Magnussen (AUS) Brent Hayden (CAN) Cesar Cielo (BRA)

200 m livre Ryan Lochte (EUA) Ricky Berens (EUA) Paul Biedermann (ALE)

400 m livre Yang Sun (CHN) Tae Hwan Park (CDS) Paul Biedermann (ALE)

1500 m livre Yang Sun (CHN) Ryan Cochrane (CAN) Gerko Kis (HUN)

100 m costas Camille Lacourt (FRA) Jeremy Stravius (FRA) Ryosuki Irie (JAP)

200 m costas Ryan Lochte (EUA)) Ryosuki Irie (JAP) Tyler Clary (EUA)

100 m peito Kosuke Kitajima (JAP) Fabio Scozzoli (ITA) Felipe França (BRA)

200 m peito Kosuke Kitajima (JAP) Daniel Gyurta (HUN) Naoya Tomita (JAP)

100 m borboleta Michael Phelps (EUA) Tyler McGill (EUA) Jason Dunford (QUE)

200 m borboleta Michael Phelps (EUA) Takeshi Matsuda (JAP) Peng Wu (CHN)

200 m medley Ryan Lochte (EUA) Michael Phelps (EUA) Laszlo Cseh (HUN)

400 m medley Ryan Lochte (EUA) Tyler Clary (EUA) Laszlo Cseh (HUN)

4 x 100 m livre Austrália EUA França

4 x 200 m livre EUA França Alemanha

4 x 100 m medley EUA Austrália Japão

painel

nAtAção/femininoProvA ouro PrAtA bronze

50 m livre Ranomi Kromowidjojo (HOL) Therese Alshammar (HOL) Marleen Veldhuis (HOL)

100 m livre Sarah Sjostorm (SUE) Jeanette Ottesen (DIN) Ranomi Kromowidjojo (HOL)

200 m livre Federica Pellegrini (ITA) Melissa Franklin (EUA) Camille Muffat (FRA)

400 m livre Rebeca Adlington (GBR) Federica Pellegrini (ITA) Camille Muffat (FRA)

800 m livre Rebeca Adlington (GBR) Kate Ziegler (EUA) Mireia Belmonte (ESP)

100 m costas Zhao Jing (CHN) Natalie Coughlin (EUA) Anastasia Zueva (RUS)

200 m costas Melissa Franklin (EUA) Belinda Hocking (AUS) Elizabeth Beisel (EUA)

100 m peito Rebecca Soni (EUA) Leisel Jones (AUS) Ju Liping (CHN)

200 m peito Rebecca Soni (EUA) Yuliya Yefimova (RUS) Ye Sun (CHN)

100 m borboleta Dana Vollmer (EUA) Alicia Coutts (AUS) Sarah Sjostorm (SUE)

200 m borboleta Zige Liu (CHN) Jiao Liuyang (CHN) Ellen Gandy (GBR)

200 m medley Shiwen Ye (CHN) Stephanie Rice (AUS) Alicia Coutts (AUS)

400 m medley Elizabeth Beisel (EUA) Stephanie Rice (AUS) Mireia Belmonte (ESP)

4 x 100 m livre Holanda EUA Alemanha

4 x 200 m livre EUA Austrália China

4 x 100 m medley EUA China Rússia

PentAtlo modernoProvA ouro PrAtA bronze

Individual/Masc. Andrey Moiseyev (RUS) Serguey Karyakin (RUS) Adam Morosi (HUN)

Individual/Fem. Amelie Caze (FRA) Lena Schonebor (ALE) Viktoria Terechuk (UCR)

Polo AQuáticoProvA ouro PrAtA bronze

Equipes/Masc. Itália Sérvia Hungria

Equipes/Fem. EUA Rússia Itália

remo/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Skiff simples Mahe Drysdale (NZL) Ondrej Synek (TCH) Allan Campbell (GBR)

Dois sem Nova Zelândia Grã-Bretanha Itália

Skiff duplo Nova Zelândia França Alemanha

Skiff duplo peso leve Grã-Bretanha Nova Zelândia Itália

Quatro sem Grã-Bretanha Grécia Austrália

Skiff quádruplo Austrália Alemanha Croácia

Quatro sem peso leve Austrália Grã-Bretanha Alemanha

Oito com Alemanha Grã-Bretanha Austrália

Skiff simples Ekaterina Karsten (BLR) Mirka Knapkova (TCH) Emma Twig (NZL)

Dois sem Grã-Bretanha Nova Zelândia Austrália

Skiff duplo Austrália Nova Zelândia Grã-Bretanha

Skiff duplo peso leve Grécia Grã-Bretanha Canadá

Skiff quádruplo Alemanha EUA Ucrânia

Oito com EUA Canadá Grã-Bretanha

sAltos ornAmentAis/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Plataforma de 10 m Qiu Bo (HN) David Boudia (EUA) Thomas Daley (GBR)

Plat. de 10 m sinc. China Alemanha México

Trampolim de 3 m He Chong (CHN) Qin Kai (CHN) Ilya Zakharov (RUS)

Tramp. de 3 m sinc. China Rússia EUA

sAltos ornAmentAis/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Plat. de 10 m Chen Ruolin (CHN) Hu Yadan (CHN) Paola Espinosa (MEX)

Plat. de 10 m sinc. China Austrália Alemanha

Trampolim de 3 m He Zi (CHN) Wu Minxia (CHN) Jennifer Abel (CAN)

Tramp. de 3 m sinc. China Itália Canadá

tAe kwon do/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Até 58 kg Joel González (ESP) Chutchawal Khawlaor (TAI) Park Ji-Woong (CDS) Gabriel Mercedes (DOM)

Até 68 kg Servet Tazegül (TUR) Mohammad Bagheri (IRI) Rohullah Nikpai (AFG) Lee Dae-Hoon (CDS)

Até 80 kg Farzad Abdollahi (IRI) Yunus Sari (TUR) Ramin Azizov (AZE) Nicolás García (ESP)

Mais de 80 kg Cha Dong-Ming (CDS) Yousef Karami (IRI) Carlo Molfetta (ITA) Akmal Irgashev (UZB)

tAe kwon do/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Até 49 kg Wu Jingyu (CHN) Yang Shu-Chun (TPE) Kim So-Hui (CDS) Brigitte Yagüe Enrique (ESP)

Até 57 kg Hou Yuzhuo (CHN) Tseng Pei-Hua (TPE) Jade Jones (GBR) Ana Zaninovic (CRO)

Até 67 kg Hwang Kyung-Sun (CDS) Sarah Stevenson (GBR) Guo Yunfei (CHN) Helena Fromm (ALE)

Mais de 67 kg Anne Caroline Graffe (FRA) An Sae-Bom (CDS) Anastasia Baryshnikova (RUS) Rosana Simón (ESP)

tênis/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Simples Novak Djokovic (SER) Rafael Nadal (ESP) Roger Federer (SUI)

Duplas Bob Bryan/ Mariusz Fyrstenberg/ Andy Murray/ Mike Bryan (EUA) Marcin Matkowski (POL) Jamie Murray (GBR)

tênis/femininoSimples Maria Sharapova (RUS) Victoria Azarenka (BLR) Petra Kvitova (TCH)

Duplas Liezel Huber/ Sara Errani/ Nadia Petrova/ Lisa Raymond (EUA) Roberta Vinci (ITA) Elena Vesnina (RUS)

127

julho 2012 | istoé 2016

Page 31: Revista 2016 / Julho

levAntAmento de Peso/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Até 56 kg Wu Jingbiao (CHN) Long Qingquan (CHN) Valentin Hristov (AZE)

Até 62 kg Zhang Jie (CHN) Kim Un Guk (CDN) Eko Yuli Irawan (INA)

Até 69 kg Tang Deshang (CHN) Oleg Chen (RUS) Mete Binay (TUR)

Até 77 kg Lu Xiaojun (CHN) Tigran G. Martirosyan (ARM) Su Dajin (CHN)

Até 85 kg Kianoush Rostami (IRI) Adrian Zielinski (POL) Benjamin Hennequin (FRA)

Até 94 kg Artem Ivanov (UCR) Ilya Ilin (CAZ) Alexandr Ivanov (RUS)

Até 105 kg Khadzhimurat Akkayev (RUS) Dmitry Klokov (RUS) Marcin Dolega (POL)

Mais de 105 kg Behdad Salimi Kordasiabi (IRI) Sajjad Anoushirvani Hamlabad (IRI) Jeon Sang-Guen (CDS)

levAntAmento de Peso/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Até 48 kg Tian Yuan (CHN) Nurcan Taylan (TUR) Sibel Özkan (TUR)

Até 53 kg Aylin Dasdelen (TUR) Zulfiya Chinshanlo (CAZ) Chen Xiaoting (CHN)

Até 58 kg Anastassia Novikava (BLR) Li Xueying (CHN) Pimsiri Sirikaew (TAI)

Até 63 kg Maiya Maneza (CAZ) Svetlana Tsarukayeva (RUS) Ouyang Xiaofang (CHN)

Até 69 kg Oxana Slivenko (RUS) Xiang Yanmei (CHN) Tatiana Matveeva (RUS)

Até 75 kg Svetlana Podobedova (CAZ) Nadezhda Evstyukhina (RUS) Cao Lei (CHN)

Mais de 75 kg Zhou Lulu (CHN) Tatiana Kashirina (RUS) Mariam Usman (NIG)

lutA livre/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Até 55 kg Victor Lebedev (RUS) Radoslav Velikov (BUL) Daulet Niyazbekov (CAZ) Hassan Rahimi (IRI)

Até 60 kg Besik Kudukhov (RUS) Zelimkhan Huseinov (AZE) Vasyl Fedorishin (UCR) Franklin Gómez (PUR)

Até 66 kg Mehdi Taghavi Kermani (IRI) Yabrail Hasanov (AZE) Tatsuhiro Yonemitsu (JAP) Sushil Kumar (IND)

Até 74 kg Saderg Goudarzi (IRI) Jordan Burroughs (EUA) Denis Tsargush (AZE) Denis Tsargush (RUS)

Até 84 kg Sharif Sharifov (AZE) Ibragim Aldatov (UCR) Dato Marsagishvili (GEO) Zaurbek Sokhiev (UZB)

Até 96 kg Khetag Gazumov (AZE) Reza Yazdani (IRI) Serhat Balci (TUR) Elizbari Odikadze (GEO)

Até 120 kg Beylal Makhov (RUS) Aleksey Shemarov (BLR) Davit Modzmanashvili (GEO) Tervel Dlagnev (EUA)

lutA livre/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Até 48 kg Hitomi Sakamoto (JAP) Mariya Stankik (AZE) Carol Hyunh (CAN) Zhuldyz Eshimova (RUS)

Até 55 kg Saori Yoshida (JAP) Tonya Verbeek (CAN) Maria Gurova (RUS) Tetyana Lazareva (UCR)

Até 63 kg Kaori Ischo (JAP) Kim Ram Mi (CDN) Martine Dugranier (CAN) Marianna Sastin (HUN)

Até 72 kg Stanka Zlateva (BUL) Ekaterina Bukina (RUS) Wang Jiao (CHN) Ali Bernard (EUA)

lutA greco-romAnA/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Até 55 kg Rovshan Bayramov (AZE) Hamid Soryan Reihanpour (IRI) Roman Amoyan (ARM) Elbek Tazhyiev (BLR)

Até 60 kg Almat Kebispayev (CAZ) Hasan Aliyev (AZE) Omid Noroozi (IRI) Zaur Kuramagomedov (RUS)

Até 66 kg Manuchar Tskhadaia (GEO) Ambako Vachadze (RUS) Saeid Mourad Abdvali (IRI) Pedro Mulen (CUB)

Até 74 kg Selcuk Cebi (TUR) Arsen Julfalakyan (ARM) Roman Vlasov (RUS) Neven Zugaj (CRO)

Até 84 kg Nazmi Avluca (TUR) Damian Janikowski (POL) Alim Selimov (BLR) Pablo Shorey Hernandez (CUB)

Até 96 kg Jimmy Lidberg (SUE) Aslanbek Khushtov (RUS) Elis Guri (BUL) Amir Aliakbari (IRI)

Até 120 kg Riza Kayaalp (TUR) Mijain López (CUB) Nurmakhan Tinaliev (CAZ) Youri Patrikeev (ARM)

mArAtonA AQuáticAProvA ouro PrAtA bronze

Individual/Masc. Thomas Lurz (ALE) Spyridon Gianniotis (GRE) Sergey Bolshakov (RUS)

Individual/Fem. Keri-Anne Payne (GBR) Martina Grimaldi (ITA) Melissa Gorman (AUS)

nAdo sincronizAdo/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Dueto Rússia China Espanha

Equipes Rússia China Espanha

nAtAção/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

50 m livre Cesar Cielo (BRA) James Magnussen (AUS) Adrian Nathan (EUA)

100 m livre James Magnussen (AUS) Brent Hayden (CAN) Cesar Cielo (BRA)

200 m livre Ryan Lochte (EUA) Ricky Berens (EUA) Paul Biedermann (ALE)

400 m livre Yang Sun (CHN) Tae Hwan Park (CDS) Paul Biedermann (ALE)

1500 m livre Yang Sun (CHN) Ryan Cochrane (CAN) Gerko Kis (HUN)

100 m costas Camille Lacourt (FRA) Jeremy Stravius (FRA) Ryosuki Irie (JAP)

200 m costas Ryan Lochte (EUA)) Ryosuki Irie (JAP) Tyler Clary (EUA)

100 m peito Kosuke Kitajima (JAP) Fabio Scozzoli (ITA) Felipe França (BRA)

200 m peito Kosuke Kitajima (JAP) Daniel Gyurta (HUN) Naoya Tomita (JAP)

100 m borboleta Michael Phelps (EUA) Tyler McGill (EUA) Jason Dunford (QUE)

200 m borboleta Michael Phelps (EUA) Takeshi Matsuda (JAP) Peng Wu (CHN)

200 m medley Ryan Lochte (EUA) Michael Phelps (EUA) Laszlo Cseh (HUN)

400 m medley Ryan Lochte (EUA) Tyler Clary (EUA) Laszlo Cseh (HUN)

4 x 100 m livre Austrália EUA França

4 x 200 m livre EUA França Alemanha

4 x 100 m medley EUA Austrália Japão

painel

nAtAção/femininoProvA ouro PrAtA bronze

50 m livre Ranomi Kromowidjojo (HOL) Therese Alshammar (HOL) Marleen Veldhuis (HOL)

100 m livre Sarah Sjostorm (SUE) Jeanette Ottesen (DIN) Ranomi Kromowidjojo (HOL)

200 m livre Federica Pellegrini (ITA) Melissa Franklin (EUA) Camille Muffat (FRA)

400 m livre Rebeca Adlington (GBR) Federica Pellegrini (ITA) Camille Muffat (FRA)

800 m livre Rebeca Adlington (GBR) Kate Ziegler (EUA) Mireia Belmonte (ESP)

100 m costas Zhao Jing (CHN) Natalie Coughlin (EUA) Anastasia Zueva (RUS)

200 m costas Melissa Franklin (EUA) Belinda Hocking (AUS) Elizabeth Beisel (EUA)

100 m peito Rebecca Soni (EUA) Leisel Jones (AUS) Ju Liping (CHN)

200 m peito Rebecca Soni (EUA) Yuliya Yefimova (RUS) Ye Sun (CHN)

100 m borboleta Dana Vollmer (EUA) Alicia Coutts (AUS) Sarah Sjostorm (SUE)

200 m borboleta Zige Liu (CHN) Jiao Liuyang (CHN) Ellen Gandy (GBR)

200 m medley Shiwen Ye (CHN) Stephanie Rice (AUS) Alicia Coutts (AUS)

400 m medley Elizabeth Beisel (EUA) Stephanie Rice (AUS) Mireia Belmonte (ESP)

4 x 100 m livre Holanda EUA Alemanha

4 x 200 m livre EUA Austrália China

4 x 100 m medley EUA China Rússia

PentAtlo modernoProvA ouro PrAtA bronze

Individual/Masc. Andrey Moiseyev (RUS) Serguey Karyakin (RUS) Adam Morosi (HUN)

Individual/Fem. Amelie Caze (FRA) Lena Schonebor (ALE) Viktoria Terechuk (UCR)

Polo AQuáticoProvA ouro PrAtA bronze

Equipes/Masc. Itália Sérvia Hungria

Equipes/Fem. EUA Rússia Itália

remo/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Skiff simples Mahe Drysdale (NZL) Ondrej Synek (TCH) Allan Campbell (GBR)

Dois sem Nova Zelândia Grã-Bretanha Itália

Skiff duplo Nova Zelândia França Alemanha

Skiff duplo peso leve Grã-Bretanha Nova Zelândia Itália

Quatro sem Grã-Bretanha Grécia Austrália

Skiff quádruplo Austrália Alemanha Croácia

Quatro sem peso leve Austrália Grã-Bretanha Alemanha

Oito com Alemanha Grã-Bretanha Austrália

Skiff simples Ekaterina Karsten (BLR) Mirka Knapkova (TCH) Emma Twig (NZL)

Dois sem Grã-Bretanha Nova Zelândia Austrália

Skiff duplo Austrália Nova Zelândia Grã-Bretanha

Skiff duplo peso leve Grécia Grã-Bretanha Canadá

Skiff quádruplo Alemanha EUA Ucrânia

Oito com EUA Canadá Grã-Bretanha

sAltos ornAmentAis/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Plataforma de 10 m Qiu Bo (HN) David Boudia (EUA) Thomas Daley (GBR)

Plat. de 10 m sinc. China Alemanha México

Trampolim de 3 m He Chong (CHN) Qin Kai (CHN) Ilya Zakharov (RUS)

Tramp. de 3 m sinc. China Rússia EUA

sAltos ornAmentAis/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Plat. de 10 m Chen Ruolin (CHN) Hu Yadan (CHN) Paola Espinosa (MEX)

Plat. de 10 m sinc. China Austrália Alemanha

Trampolim de 3 m He Zi (CHN) Wu Minxia (CHN) Jennifer Abel (CAN)

Tramp. de 3 m sinc. China Itália Canadá

tAe kwon do/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Até 58 kg Joel González (ESP) Chutchawal Khawlaor (TAI) Park Ji-Woong (CDS) Gabriel Mercedes (DOM)

Até 68 kg Servet Tazegül (TUR) Mohammad Bagheri (IRI) Rohullah Nikpai (AFG) Lee Dae-Hoon (CDS)

Até 80 kg Farzad Abdollahi (IRI) Yunus Sari (TUR) Ramin Azizov (AZE) Nicolás García (ESP)

Mais de 80 kg Cha Dong-Ming (CDS) Yousef Karami (IRI) Carlo Molfetta (ITA) Akmal Irgashev (UZB)

tAe kwon do/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Até 49 kg Wu Jingyu (CHN) Yang Shu-Chun (TPE) Kim So-Hui (CDS) Brigitte Yagüe Enrique (ESP)

Até 57 kg Hou Yuzhuo (CHN) Tseng Pei-Hua (TPE) Jade Jones (GBR) Ana Zaninovic (CRO)

Até 67 kg Hwang Kyung-Sun (CDS) Sarah Stevenson (GBR) Guo Yunfei (CHN) Helena Fromm (ALE)

Mais de 67 kg Anne Caroline Graffe (FRA) An Sae-Bom (CDS) Anastasia Baryshnikova (RUS) Rosana Simón (ESP)

tênis/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Simples Novak Djokovic (SER) Rafael Nadal (ESP) Roger Federer (SUI)

Duplas Bob Bryan/ Mariusz Fyrstenberg/ Andy Murray/ Mike Bryan (EUA) Marcin Matkowski (POL) Jamie Murray (GBR)

tênis/femininoSimples Maria Sharapova (RUS) Victoria Azarenka (BLR) Petra Kvitova (TCH)

Duplas Liezel Huber/ Sara Errani/ Nadia Petrova/ Lisa Raymond (EUA) Roberta Vinci (ITA) Elena Vesnina (RUS)

127

julho 2012 | istoé 2016

Page 32: Revista 2016 / Julho

vwv z

tênis/mistoProvA ouro PrAtA bronze

Duplas Gisela Dulko/ Nenad Zimonjic/ Radek Stepanek/ Juan Martin del Potro (ARG) Ana Ivanovic (SER) Petra Kvitová (TCH)

tênis de mesA/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Simples Wang Hao (CHN) Zhang Jike (CHN) Timo Boll (ALE)

Equipes China Cingapura Alemanha

tênis de mesA/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Simples Ding Ning (CHN) Li Xiaoxia (CHN) Feng Tianwei (CIN)

Equipes China Cingapura Japão

tiro com Arco/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Equipes Coreia do Sul Itália França

Individual Kim Woojin (CDS) Brady Elisson (EUA) In Dong Hyun (CDS)

tiro com Arco/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Individual Dasome Jung (CDS) Natalia Valeeva (ITA) Denisse Van Lemoen (CHI)

Equipes Coreia do Sul Índia Itália

tiro esPortivo/mAsculinoPistola de ar 10 m Tomoyuki Matsuda (JAP) Leonid Ekimov (RUS) Jong Oh Jin (CDS)

Carabina 10 m Quinan Zhu (CHN) Peter Sidi (HUN) Nicolo Campriani (ITA)

PistolaTiro rápido 25 m Alexei Klimov (RUS) Zhang Jian (CHN) Christin Reitz (ALE)

Pistola 50 m Tomoyuki Matsuda (JAP) Andrija Zlatic (SER) Leonid Ekimov (RUS)

Carabina50 m 3 posições Nicolo Campriani (ITA) Kristian Ole (NOR) Jason Parker (EUA)

Carabina 50 m Serguey Martinov (BLR) Eric Uptagrafft (EUA) Valerian Sauplane (FRA)

Fossa dublê Juan Aramburu (ESP) Tore Brovold (NOR) Joshua Richmond (EUA)

Skeet Tore Brovold (NOR) Vicent Hancock (EUA) Enio Falco (ITA)

Fossa olímpica Giovani Palliello (ITA) Alexey Alipov (RUS) Li Yajun (CHN)

tiro esPortivo/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Pistola de ar 10 m Zorana Arunovic (SER) Yuling Su (CHN) Lalita Yauhleuskaya (AUS)

Carabina 10 m Liuxi Wu (CHN) Yi Siling (CHN) Elania Nardelli (ITA)

Pistola 25 m Chen Ying (CHN) Yulia Alipava (RUS) Munkbayar Dorjuren (ALE)

Carabina 50 m 3 posições Barbara Engleder (ALE) Li Peijing (CHN) Sonja Pfeilschifter (ALE)

Skeet Kim Rhode (EUA) Wei Ning (CHN) Chiara Cainero (ITA)

Fossa olímpica Zuzana Stefecekova (SLK) Liu Yingzi (CHN) Corey Cogdell (EUA)

triAtloIndividual Alistair Brownlee (GBR) Javier Gómez (ESP) Jonathan Brownlee (GBR)

Individual Helen Jenkins (GBR) Andrea Hewitt (NZL) Emma Moffatt (AUS)

velAProvA ouro PrAtA bronze

470 Mattew Belcher/ Sime Fantela/ Luke Patience/ Malcolm Page (AUS) Igor Marenic (CRO) Stuart Bithell (GBR)

49er Nathan Outteridge/ Peter Burling/ Pietro Sibello/ Iain Jensen (AUS) Blair Tuke (NZL) Gianfranco Sibello (ITA)

Finn Ben Ainslie (GBR) Pieter Jan Postma (HOL) Rafael Trujillo (ESP)

Laser Tom Slingsby (AUS) Paul Goodison (GBR) Andrew Murdoch (NZL)

Rs:x Piotr Myszka (POL) Nimrod Mashich (ISR) Dorian van Rijsselberge (HOL)

Star Robert Scheidt/ Andrew Simpson Mateusz Kusznierwicz/ Bruno Prada (BRA) Ian Percy/ (GBR) Dominik Zicki (POL)

470 Lisa Westerhof/ Tara Pacheco/ Gil Cohen/ Lobke Berkhout (HOL) Berta Betanzos (ESP) Vered Buskila (ISR)

Laser radial Marit Bouwmeester (HOL) Evi Van Acker (BEL) Paige Railey (EUA)

Match racing EUA Grã-Bretanha França

Rs:x Marina Alabau (ESP) Lee Korzits (ISR) Alessandra Sensini (ITA)

vôleiProvA ouro PrAtA bronze

Equipes/Masc. Rússia Polônia Estados Unidos

Equipes/Fem. EUA Rússia Brasil

vôlei de PrAiAProvA ouro PrAtA bronze

Duplas/Masc. Emanuel/Alisson (BRA) Rogers/Dalhausser (EUA) Ricardo/Pedro Cunha (BRA)

Duplas/Fem. Juliana/Larissa (BRA) Walsh/May-Treanor (EUA) Zhang Xi/Xue (CHN)

painel

rAnking PAís ouro PrAtA bronze totAl

1 CHN China 44 29 23 96

2 EUA Estados Unidos 42 26 26 94

3 RUS Rússia 23 33 33 89

4 GBR Reino Unido 22 18 19 59

5 JAP Japão 17 8 8 33

6 AUS Austrália 14 13 13 40

7 ALE Alemanha 13 17 23 53

8 ITA Itália 11 11 16 38

9 FRA França 10 7 15 32

10 HOL Holanda 8 5 7 20

11 QUE Quênia 8 5 3 16

12 CDS Coreia do Sul 7 4 13 24

13 UCR Ucrânia 6 2 9 17

14 NZL Nova Zelândia 5 8 5 18

15 BRA Brasil 5 5 9 19

16 AZE Azerbaijão 5 5 8 18

17 IRI Irã 5 5 4 14

18 TUR Turquia 5 2 3 10

19 ESP Espanha 4 7 10 21

20 HUN Hungria 4 5 9 18

21 POL Polônia 3 8 3 14

22 JAM Jamaica 3 7 5 15

23 ETI Etiópia 3 5 6 14

24 BLR Belarus 3 3 4 10

25 CAZ Cazaquistão 3 2 6 11

26 CUB Cuba 2 3 9 14

27 TCH República Tcheca 2 3 4 9

28 GRE Grécia 2 3 0 5

NOR Noruega 2 3 0 5

SER Sérvia 2 3 0 5

31 SLK Eslováquia 2 1 1 4

SLO Eslovênia 2 1 1 4

33 SUE Suécia 2 0 4 6

34 AUT Áustria 2 0 0 2

35 CAN Canadá 1 9 7 17

36 CRO Croácia 1 2 3 6

37 BUL Bulgária 1 2 2 5

rAnking PAís ouro PrAtA bronze totAl

38 UZB Uzbequistão 1 1 6 8

39 SUI Suíça 1 1 2 4

40 ARG Argentina 1 1 0 2

41 GEO Geórgia 1 0 3 4

42 IRL Irlanda 1 0 2 3

43 PUR Porto Rico 1 0 1 2

44 LET Letônia 1 0 0 1

MAL Malásia 1 0 0 1

46 ROM Romênia 0 3 2 5

47 MGL Mongólia 0 2 2 4

ARM Armênia 0 2 2 4

49 BEL Bélgica 0 2 1 3

CIN Cingapura 0 2 1 3

ISR Israel 0 2 1 3

52 COL Colômbia 0 2 0 2

CDN Coreia do Norte 0 2 0 2

DIN Dinamarca 0 2 0 2

TPE Taiwan 0 2 0 2

56 LIT Lituânia 0 1 2 3

57 AFS África do Sul 0 1 1 2

EST Estônia 0 1 1 2

INA Indonésia 0 1 1 2

TAI Tailândia 0 1 1 2

61 BOT Botsuana 0 1 0 1

GRN Granada 0 1 0 1

IND Índia 0 1 0 1

64 MEX México 0 0 3 3

65 AFG Afeganistão 0 0 1 1

ALG Argélia 0 0 1 1

BRN Bahrein 0 0 1 1

CHI Chile 0 0 1 1

NIG Nigéria 0 0 1 1

POR Portugal 0 0 1 1

SUD Sudão 0 0 1 1

TRI Trinidad & Tobago 0 0 1 1

TOTAL 302 302 351 955

QUADRO FINAL DE MEDALHAS

129

julho 2012 | istoé 2016

Page 33: Revista 2016 / Julho

vwv z

tênis/mistoProvA ouro PrAtA bronze

Duplas Gisela Dulko/ Nenad Zimonjic/ Radek Stepanek/ Juan Martin del Potro (ARG) Ana Ivanovic (SER) Petra Kvitová (TCH)

tênis de mesA/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Simples Wang Hao (CHN) Zhang Jike (CHN) Timo Boll (ALE)

Equipes China Cingapura Alemanha

tênis de mesA/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Simples Ding Ning (CHN) Li Xiaoxia (CHN) Feng Tianwei (CIN)

Equipes China Cingapura Japão

tiro com Arco/mAsculinoProvA ouro PrAtA bronze

Equipes Coreia do Sul Itália França

Individual Kim Woojin (CDS) Brady Elisson (EUA) In Dong Hyun (CDS)

tiro com Arco/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Individual Dasome Jung (CDS) Natalia Valeeva (ITA) Denisse Van Lemoen (CHI)

Equipes Coreia do Sul Índia Itália

tiro esPortivo/mAsculinoPistola de ar 10 m Tomoyuki Matsuda (JAP) Leonid Ekimov (RUS) Jong Oh Jin (CDS)

Carabina 10 m Quinan Zhu (CHN) Peter Sidi (HUN) Nicolo Campriani (ITA)

PistolaTiro rápido 25 m Alexei Klimov (RUS) Zhang Jian (CHN) Christin Reitz (ALE)

Pistola 50 m Tomoyuki Matsuda (JAP) Andrija Zlatic (SER) Leonid Ekimov (RUS)

Carabina50 m 3 posições Nicolo Campriani (ITA) Kristian Ole (NOR) Jason Parker (EUA)

Carabina 50 m Serguey Martinov (BLR) Eric Uptagrafft (EUA) Valerian Sauplane (FRA)

Fossa dublê Juan Aramburu (ESP) Tore Brovold (NOR) Joshua Richmond (EUA)

Skeet Tore Brovold (NOR) Vicent Hancock (EUA) Enio Falco (ITA)

Fossa olímpica Giovani Palliello (ITA) Alexey Alipov (RUS) Li Yajun (CHN)

tiro esPortivo/femininoProvA ouro PrAtA bronze

Pistola de ar 10 m Zorana Arunovic (SER) Yuling Su (CHN) Lalita Yauhleuskaya (AUS)

Carabina 10 m Liuxi Wu (CHN) Yi Siling (CHN) Elania Nardelli (ITA)

Pistola 25 m Chen Ying (CHN) Yulia Alipava (RUS) Munkbayar Dorjuren (ALE)

Carabina 50 m 3 posições Barbara Engleder (ALE) Li Peijing (CHN) Sonja Pfeilschifter (ALE)

Skeet Kim Rhode (EUA) Wei Ning (CHN) Chiara Cainero (ITA)

Fossa olímpica Zuzana Stefecekova (SLK) Liu Yingzi (CHN) Corey Cogdell (EUA)

triAtloIndividual Alistair Brownlee (GBR) Javier Gómez (ESP) Jonathan Brownlee (GBR)

Individual Helen Jenkins (GBR) Andrea Hewitt (NZL) Emma Moffatt (AUS)

velAProvA ouro PrAtA bronze

470 Mattew Belcher/ Sime Fantela/ Luke Patience/ Malcolm Page (AUS) Igor Marenic (CRO) Stuart Bithell (GBR)

49er Nathan Outteridge/ Peter Burling/ Pietro Sibello/ Iain Jensen (AUS) Blair Tuke (NZL) Gianfranco Sibello (ITA)

Finn Ben Ainslie (GBR) Pieter Jan Postma (HOL) Rafael Trujillo (ESP)

Laser Tom Slingsby (AUS) Paul Goodison (GBR) Andrew Murdoch (NZL)

Rs:x Piotr Myszka (POL) Nimrod Mashich (ISR) Dorian van Rijsselberge (HOL)

Star Robert Scheidt/ Andrew Simpson Mateusz Kusznierwicz/ Bruno Prada (BRA) Ian Percy/ (GBR) Dominik Zicki (POL)

470 Lisa Westerhof/ Tara Pacheco/ Gil Cohen/ Lobke Berkhout (HOL) Berta Betanzos (ESP) Vered Buskila (ISR)

Laser radial Marit Bouwmeester (HOL) Evi Van Acker (BEL) Paige Railey (EUA)

Match racing EUA Grã-Bretanha França

Rs:x Marina Alabau (ESP) Lee Korzits (ISR) Alessandra Sensini (ITA)

vôleiProvA ouro PrAtA bronze

Equipes/Masc. Rússia Polônia Estados Unidos

Equipes/Fem. EUA Rússia Brasil

vôlei de PrAiAProvA ouro PrAtA bronze

Duplas/Masc. Emanuel/Alisson (BRA) Rogers/Dalhausser (EUA) Ricardo/Pedro Cunha (BRA)

Duplas/Fem. Juliana/Larissa (BRA) Walsh/May-Treanor (EUA) Zhang Xi/Xue (CHN)

painel

rAnking PAís ouro PrAtA bronze totAl

1 CHN China 44 29 23 96

2 EUA Estados Unidos 42 26 26 94

3 RUS Rússia 23 33 33 89

4 GBR Reino Unido 22 18 19 59

5 JAP Japão 17 8 8 33

6 AUS Austrália 14 13 13 40

7 ALE Alemanha 13 17 23 53

8 ITA Itália 11 11 16 38

9 FRA França 10 7 15 32

10 HOL Holanda 8 5 7 20

11 QUE Quênia 8 5 3 16

12 CDS Coreia do Sul 7 4 13 24

13 UCR Ucrânia 6 2 9 17

14 NZL Nova Zelândia 5 8 5 18

15 BRA Brasil 5 5 9 19

16 AZE Azerbaijão 5 5 8 18

17 IRI Irã 5 5 4 14

18 TUR Turquia 5 2 3 10

19 ESP Espanha 4 7 10 21

20 HUN Hungria 4 5 9 18

21 POL Polônia 3 8 3 14

22 JAM Jamaica 3 7 5 15

23 ETI Etiópia 3 5 6 14

24 BLR Belarus 3 3 4 10

25 CAZ Cazaquistão 3 2 6 11

26 CUB Cuba 2 3 9 14

27 TCH República Tcheca 2 3 4 9

28 GRE Grécia 2 3 0 5

NOR Noruega 2 3 0 5

SER Sérvia 2 3 0 5

31 SLK Eslováquia 2 1 1 4

SLO Eslovênia 2 1 1 4

33 SUE Suécia 2 0 4 6

34 AUT Áustria 2 0 0 2

35 CAN Canadá 1 9 7 17

36 CRO Croácia 1 2 3 6

37 BUL Bulgária 1 2 2 5

rAnking PAís ouro PrAtA bronze totAl

38 UZB Uzbequistão 1 1 6 8

39 SUI Suíça 1 1 2 4

40 ARG Argentina 1 1 0 2

41 GEO Geórgia 1 0 3 4

42 IRL Irlanda 1 0 2 3

43 PUR Porto Rico 1 0 1 2

44 LET Letônia 1 0 0 1

MAL Malásia 1 0 0 1

46 ROM Romênia 0 3 2 5

47 MGL Mongólia 0 2 2 4

ARM Armênia 0 2 2 4

49 BEL Bélgica 0 2 1 3

CIN Cingapura 0 2 1 3

ISR Israel 0 2 1 3

52 COL Colômbia 0 2 0 2

CDN Coreia do Norte 0 2 0 2

DIN Dinamarca 0 2 0 2

TPE Taiwan 0 2 0 2

56 LIT Lituânia 0 1 2 3

57 AFS África do Sul 0 1 1 2

EST Estônia 0 1 1 2

INA Indonésia 0 1 1 2

TAI Tailândia 0 1 1 2

61 BOT Botsuana 0 1 0 1

GRN Granada 0 1 0 1

IND Índia 0 1 0 1

64 MEX México 0 0 3 3

65 AFG Afeganistão 0 0 1 1

ALG Argélia 0 0 1 1

BRN Bahrein 0 0 1 1

CHI Chile 0 0 1 1

NIG Nigéria 0 0 1 1

POR Portugal 0 0 1 1

SUD Sudão 0 0 1 1

TRI Trinidad & Tobago 0 0 1 1

TOTAL 302 302 351 955

QUADRO FINAL DE MEDALHAS

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julho 2012 | istoé 2016