Revista Carga Pesada

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A Revista Carga Pesada, criada e produzida pela Ampla Editora, está em circulação há 26 anos. É dirigida ao setor de transporte rodoviário de cargas, com conteúdo de abrangência nacional e debates dos principais temas do setor. As pautas são definidas por um Conselho Editorial, formado pela equipe de editores, transportadores e lideranças do setor de transportes. Dirigida a caminhoneiros organizados e empresários com garantia de carga e faturamento, tem um potencial de 90.000 leitores por edição, com uma tiragem, auditada pela PriceWaterhouse, de 30.000 exemplares. Daí o slogan: Revista Carga Pesada - A REVISTA DO COMPRADOR. Blog: www.cargapesada.com.br Website: www.cargapesada.com.br Issuu: issuu.com/revistacargapesada

Text of Revista Carga Pesada

  • 4Entre Ns

    DIRETORA RESPONSVEL: Dilene Antonucci. EDIO: Dilene Antonucci (Mt2023), Chico Amaro. DIRETOR DE ARTE: Ary Jos Concatto. ATENDIMENTO AO CLIENTE: Mariana Antonucci e Carlos A. Correa. FOTOS: Milton Dria. REVISO: Jackson Liasch. CORRESPONDENTES: Ralfo Furtado (SP) e Luciano Pereira (MG). PROJETOS ESPECIAIS: Zeneide Teixeira. WEBMASTER: Faticulo Andreo Monteiro. Uma publicao da Ampla Editora Antonucci&Antonucci S/S Ltda. CNPJ 80.930.530/0001-78. Av. Maring, 813, sala 503 Londrina (PR). CEP 86060-000. Fone/fax (43) 3327-1622 - www.cargapesada.com.br - E-mail: redacao@cargapesada.com.br - Circulao: Fevereiro / Maro de 2011 - Ano XXVII - Edio n 154

    Tiragem auditada por:

    Sem querer querendo, como diria aquele persona-gem da televiso, esta edio da Carga Pesada traz um re-trato alarmante do trnsito no Brasil.

    Foi sem querer porque nem todas as reportagens em que esse assunto aparece foram planejadas; surgiram de fatos inesperados. Mas foi querendo porque sempre estamos dispostos a publicar informaes relevantes, que afetam a vida e o dia a dia dos transportadores.

    O trnsito, cada vez mais, est de morte. o que se viu e se v diariamente no Anel Rodovirio de Belo Ho-rizonte (pg. 14) e na descida da Serra do Igarap, na Fer-no Dias, em direo a So Paulo (pg. 16). o que se constata na difcil relao entre automveis e caminhes, que se estranham cada vez mais nas nossas acanhadas, improvisadas, esburacadas rodovias (pg. 18).

    Esse mesmo cenrio de morte aparece numa quarta reportagem, na qual se mostra o desrespeito aos direitos trabalhistas mais elementares dos motoristas emprega-dos que transportam produtos agrcolas (pg. 26). Obri-gados a dirigir sem descanso, meses a fio, para assegurar um ganho calculado exclusivamente por comisso, eles andam pelas estradas colocando em risco a prpria vida e a vida dos outros. Feito zumbis.

    At um leitor diz em carta (pg. 6): ningum se lembra das vivas (dos motoristas que morrem em acidentes). Pois , ningum se lembra.

    Mas a reportagem da pgina 18 tambm traz orien-taes para melhorar essa situao. Que se resumem numa palavra: conscientizao. No depende do go-verno como costumamos dizer, em relao a tudo que est errado. Depende de cada um. E do governo tambm, claro. Mas isso no deveria servir de desculpa para tanta loucura que se comete por a.

    de morte

    Nota - Na edio passada, neste espao, chamamos de Juracy Guimares o antigo poltico mineiro cujo nome , na verdade, Juracy Magalhes. Fica feita a correo.

  • E, de repente... bingo!Nunca tinha ganhado um sorteio em nada:

    rifa, jogo de bicho, megas-sena, loterias etc. Mas, de repente, fui sorteado por esta megarrevista que

    a Carga Pesada. Obrigado! Elysio Tibagy Guarulhos (SP)

    S

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    Um escndaloSem direito de ir e virRegistro meu protesto contra a proibio de uso da Marginal Pinheiros, em So Paulo, por caminhes. O direito de ir e vir no existe mais para caminho em So Paulo, e para o cami-nhoneiro ningum estende a mo. Agora que existe tambm o rodoanel, o trnsito de caminhes no trecho da Marginal Pinheiros que foi proibido no atrapalharia em nada.Luiz H. de Carvalho S. Paulo (SP)

    De repente, uma multaFao entregas de arroz em So Pau-lo e acho um absurdo a quantidade de pedgios no Estado. Tambm est difcil de trabalhar por conta

    Elas ficam sem nadaUm assunto de que ningum fala sobre as vivas de motoristas. V se alguma delas j recebeu o seguro pela morte do marido. Du-vido se, de 200 vivas, 20 tiverem recebido. Porque a transportadora compra o caminho novo, coloca no seguro e, se o motorista morre numa batida, a empresa ganha outro caminho novo, o motorista vai para o cemitrio e a viva fica sem nada.Relm Lauro Orval Mller Joaaba (SC) V

    IV

    AS

    dos locais em que proibido o trnsito de caminhes. Quando voc menos espera, chega uma multa na sua casa. Algum tem que tomar uma atitude!Richardson T. da Silva Sta. Cruz do R. Pardo (SP)

    Grande demora no CeagespCarrego no Ceagesp, em So Paulo, em mdia trs vezes por semana. s vezes tenho que esperar quatro a cinco horas por uma vaga para carregar. Na sexta-feira um inferno. T certo que aquilo ficou pequeno, mas os prprios motoristas no colaboram, principalmente as carretas do Sul. Os caras so folgados, an-dam na contramo, fazem fila du-pla, estacionam em local proibido. A segurana privada, mas teriam que colocar o DSV l dentro.Joo Jos Correia S. Paulo (SP)

    CA

    RA

    VA

    NARita amou nosso teatro

    Quero elogiar a Caravana Ecolgica, que linda, maravilhosa. Estava em Belm

    do Par e assisti ao teatro no Posto Par Vip. Amei!

    S que alguns cami-nhoneiros so muito ignorantes, no respeitam

    os outros, falam s bobagem, fazem xixi no ptio, no respeitam

    as esposas dos colegas de profisso. Eu vivo nas estradas e me sinto ofendida com essa situao, porque o meu esposo carreteiro. Sei que todas as profisses tm gente grossa, mas igual a essa...Rita Maria Santos Anpolis (GO)

    CARGA PESADA A sorte tambm nossa de ter voc ao nosso lado, Elysio. Aproveite a assinatura de um ano que voc ganhou na edio passada. Conti-nuaremos aqui, oferecendo a melhor informao aos nossos leitores.

  • Bandidos esto equipadosGostaria de me sentir mais seguro para traba-lhar, mas no isso que se v no dia a dia da ro-dagem. Fiquei completamente impotente diante de bandidos num assalto que sofri alguns meses atrs. Bandidos fortemente armados usaram vrios carros para conseguir me parar. Depois de dez horas em poder deles, graas a Deus me solta-ram e fui polcia registrar o BO. Me deparei com uma polcia sucateada, tanto em viaturas quanto em armas. A eu me pergunto: que futuro estamos deixando para nossos filhos?Uilson P. de Miranda Aparecida de Goinia (GO)

    Jairo virou empregadoSou caminhoneiro h 26 anos. Trabalhei como autnomo no Grupo Po de Acar por 14 anos, nove dos quais sem ter que

    abrir firma. Depois fizeram uma reunio com todos os proprietrios e disseram que tnhamos que abrir firma para continuar l. Sem opo, abri a minha. Trabalhei mais cinco anos e ento houve mais uma reunio, na qual aconteceu o pior: dispensaram 50 caminhoneiros. Eu estava no meio. Da a quatro meses, roubaram o meu caminho. Ento, quebrei. Por isso, hoje, trabalho como empregado.Jairo de S. Mattos S. Paulo (SP)

    Cartas

    CR

    IME

    HIS

    T

    RIA

    S

    Essa foi a palavra que encontramos para definir o que sentimos ao ler a carta em que um leitor informa ter gastado R$ 32.000 com pedgio no ano passado. D mais de R$ 2.500 por ms! Despesa de primeiro mundo, enquanto os ganhos so de quarto ou quinto... Tem outras broncas de leitores sobre dinheiro. Por exemplo: muitas transportadoras ficam com metade do frete sem gastar nada, enquanto o autnomo faz o servio e o que ganha no chega para as prprias contas. A situao t feia. Mas veja, nesta e nas pginas seguintes, tudo os que os nossos leitores contam. Tem bom humor tambm.

    Um escndalo

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    Entre safenas e mamriasUm ano atrs, tive um problema srio de sade. Estava em [So Jos dos] Quatro Marcos (MT) e tive um enfarte. Estava num posto quando passei mal. Fui socorrido, levado para o hospital de Quatro Marcos e depois transferido. Enquanto era socorrido, passou um filme na minha cabea. Coisas boas, coisas ruins, mas a gente pensa principalmente na famlia, nos fi-lhos. Fiz dois cateterismos e duas angioplastias, mas no teve jeito: tive que fazer trs pontes de safena e uma mamria. Mesmo assim, hoje, graas a Deus, estou na rodagem. Fiquei superfeliz por poder voltar a trabalhar.Celso de Souza Santos Sales (SP)

  • 8www.cargapesada.com.brC

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    Os sindicatos nada fazemO caminhoneiro autnomo tem sido desprezado, desconsiderado e s vezes muito malvisto. S vivem tranquilas as transportadoras, pois num frete de R$ 2.000 o autnomo recebe de R$ 700 a R$ 800 e ainda tem que pagar pedgio e s vezes tambm a descarga! Se quisermos trabalhar, somos obrigados a aceitar, porque os sindicatos nada fa-zem. Os empresrios so gananciosos e miserveis.Dcio Dias de Oliveira Uberaba (MG)

    Ganhar sem trabalharTemos cinco caminhes-frigorficos e fazemos fretes para todo o Brasil. Fico indignado quando vamos pegar um frete e constatamos que a transportadora que tira esse frete fica com 50% e at 60% do valor bruto s para fazer o manifesto da carga. Sem trabalhar, ganham mais do que ns, que temos que botar o caminho e o motorista na estrada. As transportadoras colocam uma mquina de escrever, uma mesinha, um funcionrio e um bloco e ganham um dinheiro.Itelvino Casanova Guaraciaba (SC)

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    Caa aos apressadinhos Eu estou sempre passando no anel virio de Belo Ho-rizonte, onde tm acontecido acidentes graves, e vejo que o problema l que, se voc vai a 60 km/h, os apressadinhos o fecham. Um j se jogou pra cima de mim, eu tive que parar e ainda me deram de dedo. Eu apoio que haja mais fiscalizao naquele trecho. Meu caminho uma carreta, mas eu procuro andar na lei. S que tem muito estpido que acha que dono da estrada. Por que no vo para uma pista de corrida?Jos Edvaldo Mogi das Cruzas (SP)

    Sonho ser caminhoneiraAdmiro muito as mulheres que dirigem caminhes ( a Dilma no Planalto e a J na direo, edio 153). Meu sonho ser uma delas. Vou tentar tro-car minha CNH D pela categoria E e fazer o curso MOOP. Sei dirigir caminho, nibus e outros vecu-los, s me falta um emprego para eu conseguir tudo isso. Minha situao no est nada fcil, mas um dia eu chego l. Quero trabalhar no Porto de Santos. Parabns, mulheres!Newta Aparecida Belino Praia Grande (SP)

    Tragdias na PR-323A PR-323 uma rodovia que uso diariamente, entre Maring e Umuarama. Acredito que o alto nmero de acidentes dessa estrada est ligado no apenas falta de experinci