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Revista Digitalks - Edição 10

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Mobile & A Internet das Coisas

Text of Revista Digitalks - Edição 10

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  • ExpEdiEntE

    FLVIO HORTA Publisher

    GABRIELA MANZINI Chefe de Redao

    MARIA CARVALHAL Gerente de Relacionamento

    PAULINHO MOREIRA Projeto Grfico

    COLABORADORES Acccio Franklin, Alessandro Gil, Ana Cester, ngela Valprto, Bianca Mello, Christina Choy, Cludio Santos, Diego Puerta, Eduardo Correia, Felipe Bazon, Francisco Gioielli, Fernando Zanatta, Gabriela Santana, Isaac Ezra, Jonathan Lima, Marco A. Cardozo Jr., Rodrigo Camara, Rodrigo de Oliveira, Rodrigo M. Terra, Rodrigo Souto, Srgio Alexandre Simes, Yuri Moreno.

    EMPRESAS MANTENEDORAS Admatic, All iN Marlketing Cloud, Apiki, Contentools, CRP UP, +Digital Institute, Digitalents, Dinamize, FecomercioSP, Goobec, HubSpot, IBM, LeadMedia, LinkBrand, Locaweb, Maple Brasil, Media Response, Putz Filmes, PwC, Rakuten, ReachLocal, Seekr, SEO Marketing, Siegel Press, SharpSpring, ShopBack, Smarkio, Taboola, Twitter, Ve Interactive, Venda e Cia, Video Click, Vitrio, Vtex, Wix, Yahoo e Zanox.

    PARCEIROS ABRADi-SP, Buscap, Digitais do Marketing, E-commerce Brasil, Era Transmdia, IAB Brasil, iMasters e Startupi.

    DIGITALKS Organizao

    > 1.000 exemplares

    www.digitalks.com.br [email protected] Twitter: @digitalksmkt Facebook: /digitalksbr Instagram e Snapchat: @digitalksmkt

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    Os artigos assinados so de responsabilidade dos autores e no refletem a opinio da revista. proibida a reproduo total ou parcial dos textos, fotos e ilustraes, por qualquer meio, sem prvia autorizao dos artistas ou do editor da revista.

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  • Editorial

    Voc sabia que, em menos de 3 anos, metade dos proprietrios de smartpho-nes no mundo vo se encaixar no que chamamos de Smartphone Dominant? O termo difcil de ser traduzido para o portugus, mas fcil de se explicar na prtica, como foi feito no primeiro artigo desta edio.

    Sabia ainda que, at 2020, o nmero de dados armazenados em computadores, servidores, celulares, smartphones e ta-blets ser, no mnimo, seis vezes maior do que o atual? Ou que, com a difuso de sistemas wearables, tambm conhe-cidos como Internet das Coisas (IoT), a projeo haver 212 bilhes de objetos conectados em todo o mundo? Tudo isso gerando dados que podem ser colhidos pelas marcas, se assim desejarem e se anteciparem.

    Para entender como a Internet migrou do nosso desktop para um mundo mvel, com todos os seus dispositivos, apare-lhos eletrnicos e wearables diversos, pri-meiro precisamos entender o conceito de Mobile que se aplica hoje no mercado e que vai alm dos nossos celulares.

    Em nossa matria de Capa, abordamos o assunto e tambm como a IoT para os ntimos se torna uma oportunidade para CMOs e marcas em geral. Voc sabe o que os executivos do mercado pensam e esto fazendo dentro de tal setor? Venha descobrir conosco!

    Alm disso, esta edio recheada de insights, opinies e diversos dados rele-vantes sobre o universo Mobile e temas que o envolvem, tais como Tecnologia, Desenvolvimento, Comportamento do usurio, Contedo, Marketing Digital e muito mais.

    Com a sada da querida Priscila Salda-nha do nosso time e a mudana estra-tgica que o Digitalks est passando e vem comunicando em seus eventos e na mdia, espero que goste das inovaes que tambm estamos trazendo para o contedo da revista. No deixe de dar o seu feedback, ele sempre bem-vindo (o e-mail da redao est no nosso Expe-diente, ok?).

    Boa leitura!

    Gabriela Manzini Gestora de Contedo

  • Capa> MOBILE & IntErnEt das cOIsas: Para onde estamos caminhando?

    #tEndnCias O comportamento do brasileiro no mobile e o surgimento de um novo consumidor

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    #mErCado como a convergncia transforma o Marketing

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    #markEting mvEl dicas de Marketing Mvel testadas e aprovadas

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  • Quer colaborar com o Digitalks? Envie seu material por e-mail: [email protected]

    tEndnCias o comportamento do brasileiro no mobile e o surgimentode um novo consumidor mErCado avalanche de oportunidades: como o mundo da convergncia est transformando o trabalho de marketing? moBilE sua empresa est online na internet mobile? gEomarkEting a geolocalizao indoor e a evoluo do marketing de proximidade markEting digital as 6 Dicas para Promover o marketing Digital na sua Empresa sEo 5 maus hbitos de sEo que voc precisa abandonar agora mesmo intErnEt a internet do futuro: a nova tecnologia que deve revolucionar o desenvolvimento para a web Capa mobile & internet das Coisas markEting mvEl Dicas de marketing mvel testadas e aprovadas

    tECnologia WordPress rEst aPi, o impossvel ficou para trs dEsEnvolvimEnto Quatro pontos para observar antes de contratar desenvolvedores mobile mdia programtiCa retargeting por comportamento alternativa para fugir da crise ComportamEnto Como est difcil ter foco! inBoUnd automao de marketing: a tecnologia a favor do relacionamento com o cliente ContEnt markEting Content marketing e o Futuro do sEo nEgCios revoluo digital e empresas de alta performance rEsUltados mtricas para uma vida toda invEstimEnto 6 erros na hora de investir em marketing Digital gUia dE EmprEsas

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    sumrio

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  • Por Christina Choy

    o comportamento do brasileiro no mobile e o surgimento de um novo consumidor

    tEnDnCias

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    Antes de comear, creio ser necessrio partir do pressuposto de que falar sobre o aumento do impacto dos smartphones na vida das pessoas j no nenhuma novi-dade. O advento dos celulares inteligentes mudou completamente a forma de se rela-cionar e consumir, seja um produto, servio ou contedo.

    O Banco Mundial estima que at 2020, 80% da populao do planeta ser pro-prietria de ao menos um smartphone. No Brasil, segundo levantamento da Nielsen Ibope realizado em novembro de 2015, o nmero de brasileiros usando smartphones chegou a 76,1 milhes no terceiro trimes-tre de 2015 um crescimento de 48% na

    comparao com o mesmo perodo de 2014, um nmero que reflete o dinamis-mo do setor apesar da desacelerao da economia como um todo. Outra pesquisa recente da Nielsen IBOPE (lanada em se-tembro de 2015) j apontava que o nmero de pessoas que usam o celular para aces-sar internet continuou em crescimento no Brasil e chegou a 72,4 milhes no segundo trimestre do ltimo ano.

    A ateno dos consumidores j migrou para o universo mobile assim como as mar-cas, que j se engajam nessa batalha para atrair uma frao dessa ateno para os seus produtos e servios. Basta uma rpi-da avaliao sobre a nossa forma de utilizar

  • os smartphones para atestar que os dispo-sitivos mveis j fazem parte da jornada de compra. Atualmente, os consumidores tm amplo acesso a dados como preo, carac-tersticas tcnicas e reputao de lojas e produtos, tudo isso e j me desculpo pela utilizao da expresso mais clich quan-do se fala de mobile na palma da sua mo. Dessa forma, nunca se fez to ne-cessrio compreender o consumidor no s sob uma perspectiva demogrfica, mas tambm levar em conta aspectos compor-tamentais e analisar suas preferncias.

    Recentemente, conduzimos um estudo para mapear de que forma os brasileiros utilizam dispositivos mveis em seu coti-diano. O levantamento demonstra que os usurios passam diariamente 17 milhes de horas em aplicativos mveis. A pesqui-sa tambm revelou que brasileiros passam a maior parte do tempo em aplicativos de produtividade (44%), alm de apps de so-cial messaging (17%), isso sem incluir o WhatsApp padres que acompanham de perto as tendncias mundiais. No entanto, os brasileiros se destacam no uso de apli-cativos de esportes, dedicando-lhes prati-camente 20% mais tempo do que a mdia internacional. Alm disso, a categoria de aplicativos esportivos demonstra o cresci-mento mais rpido de um ano a outro no mercado brasileiro, j que suas sesses cresceram 119% de 2014 a 2015.

    Os dados acima vm do Flurry, ferramenta lder de mercado para anlise de aplicativos mveis e adquirida pelo Yahoo em 2014. Por meio de seu Mobile Developer Suite, o Yahoo apoia cerca de 250 mil desenvol-vedores mveis em todo o mundo, abran-gendo uma quantidade superior a 800 mil aplicativos em mais de dois bilhes de dispositivos, com dez bilhes de sesses dirias. No Brasil, o Flurry est instalado atualmente em 116 mil aplicativos, sendo executado em aproximadamente 90 mi-lhes de dispositivos mveis, s no Pas.

    Ao analisarmos mais profundamente o conjunto de dados do Flurry, surgem tam-

    bm padres especficos por grupos de-mogrficos: jovens millennials (13-17 anos), millennials (18-24), gerao Y (25-34), gerao X (35-54) e boomers (+55). Enquanto entre os mais jovens os aplicativos de mdias sociais, mensagens e de msica lideram as preferncias, os apps de compras e esportes e (surpreendente-mente) games, crescem em popularidade em paralelo com a evoluo das faixas et-rias, sendo destaque entre os boomers.

    O cruzamento de dados de outros estudos recentes feitos com base no Flurry, tam-bm tem apontado uma outra tendncia, dessa vez global: o surgimento do consu-midor Smartphone Dominant, um termo di-fcil de ser traduzido para o portugus, mas fcil de ser explicado. Para se enquadrar nessa categoria, esse consumidor deve afirmar que 1) os smartphones tm subs-titudo seu desktop e/ou laptop e tm se tornado a principal forma de acesso in-ternet; 2) passam a maior tempo do seu tempo conectado nos dispositivos mveis e 3) geralmente realizam mais atividades nos dispositivos mveis do que um usurio comum. Mais uma vez, basta uma rpida olhada ao nosso redor para notar que mui-tas pessoas, ou at voc mesmo, j se en-quadre nessa definio.

    A expectativa do Yahoo que, em menos de 3 anos, metade dos proprietrios de smartphones no mundo vo se encaixar nesse perfil. Um perfil de pblico que no se contenta em se engajar em apenas uma tarefa por vez e que, frequentemente, se v disperso em meio a diversos dispositivos (TV, tablets, smartphones, rdio, meios im-pressos etc). A batalha pela a ateno do consumidor j comeou e a tendncia que se acirre ainda mais.

    tEnDnCias

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    Christina Choy B2B Strategic Insights Manager do Yahoo

  • avalanChE dE oportUnidadEs: como o mundo da convergncia est transformando o trabalho de Marketing?

    Por Rodrigo de Oliveira & Rodrigo M. Terra

    mErCaDo

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  • Tem dvida disso? Ento, olha s:

    #1 At 2020, o nmero de dados armazenados em computadores, servidores, celulares, smartphones e tablets ser, no mnimo, seis vezes maior do que o atual.

    #2 Uma famlia com quatro componen-tes abastece hoje, com informaes, o su-ficiente para estourar a capacidade de 65 iPhones de 32GB por ano. Daqui a quatro anos, necessitar de 318 aparelhos simila-res.

    #3 Com a difuso de sistemas weara-bles, tambm conhecidos como Internet das Coisas (em ingls, IoT), a projeo haver 212 bilhes de objetos conectados, gerando informaes.

    Essas perspectivas do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Big Data da EMC, lder mundial no mercado de armazena-mento de dados, sinalizam as oportunida-des que j dispararam um sinal de alerta para muito departamento de marketing por a. Tanto que a consultoria Gartner aposta que, j no ano que vem, em algumas cor-

    poraes, os CMOs devam investir mais em solues de Tecnologia de Informao do que os prprios CIOs. Dialoga com essa tendncia outro dado que a Rakuten Marketing trouxe a pblico no fim do ano passado: 55% das companhias globais planejam implantar a estratgia omnichan-nel desse total, mais da metade j deve colocar isso em prtica ainda em 2016.

    sistemas cognitivos criando diferenciais competitivosE em meio a todo esse contexto que ferramentas tecnolgicas, que usam me-canismos de inteligncia artificial e de big data, podem mostrar a que vieram e, prin-cipalmente, conceder ao marketing um pa-pel ainda mais estratgico, tornando mais assertiva a comunicao one-to-one. O aprofundamento e interpretao desses dados por sistemas cognitivos exata-mente o passo frente que j tem se tor-nado realidade em algumas corporaes, inclusive brazucas.

    O assunto est to em alta que se ouviu falar dele por todos os cantos do SXSW 2016 o maior evento da indstria criativa

    mErCaDo

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    Um consenso na atualidade do mercado corporativo diz respeito aos dados. Claro, se voc esquecer por um instante toda polmica que os envolvem de Snowden privacidade de informaes. Isso porque essa era de hiperinformao reserva desafios igualmente superlativos rea de marketing, o que exige desses profissionais uma viso ainda mais sistmica e, acima de tudo, alinhada aos princpios da convergncia para entregas que estejam em sintonia com a expectativa dos clientes, podendo, de fato, gerar um diferencial competitivo para as marcas.

  • mErCaDo

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    do mundo, que ocorreu no incio de maro em Austin, Texas, nos Estados Unidos. Ns da EraTransmidia estivemos no evento com uma comitiva de seis integrantes cobrindo as reas de Interatividade, Msica e Filme. Durante dez dias, muito se falou sobre sis-temas de recomendao, algoritmos de sentimentalizao, programmatic buying e machine learning. Essas foram algumas das tendncias difundidas neste ano e que tm total conexo com o marketing e seu caminho rumo ao mundo da convergncia.

    O brasileiro Ricardo Cappra, cientista de dados e especialista em business analytics, palestrou no SXSW 2016 e endossou o tpico. Cientista-chefe na Cappra Data Science e do laboratrio de big data Mis-sion Control, ele e seu time de cientistas ajudam pessoas e empresas a tomarem melhores decises orientadas por inteli-gncia analtica. Isso possvel graas implementao de sistemas cognitivos au-tomatizados. Esse tipo de soluo vai ser cada vez mais comum. Quanto mais dados tivermos, maior ser a necessidade de au-tomao de uma parte do processo. E, se ensinarmos as mquinas a como realizar esse processamento, tambm estaremos melhorando a vida de todos os envolvidos nisso, esclareceu Cappra.

    Seguindo esse raciocnio, ao aderir ferra-mentas com esses recursos, ser possvel criar uma comunicao ainda mais asser-tiva e personalizada com cada cliente: O marketing o responsvel por criar cone-xes com o pblico. O consumidor est cada vez mais conectado e, assim, deman-dando maior esforo para manter as rela-es ativas. Somente automatizando uma parte do processo conseguiremos manter um nvel de personalizao que seja atra-tivo para ele.

    O especialista defendeu que uma realida-de mais presente do que se possa imagi-nar nas corporaes, inclusive por aqui no Brasil. A Rede Globo, por exemplo, possui uma central de inteligncia chamada Sala de Conversa, na qual agrega as opinies dos mais diferentes pblicos (provenientes de diversas fontes), para tratar, organizar e analisar as informaes em tempo real. A construo de conversas acontece de uma forma mais direta e coesa, com aquilo que for importante para o pblico da marca, explicou Cappra.

    Outros exemplos: os sistemas cognitivos permitiram Coca-Cola fazer uma central para a gesto otimizada de mdia e facili-taram o controle e a operao de marke-ting e e-commerce da Whirpool. O Netflix faz produo de contedo sob medida, de acordo com dados coletados. As lojas

    EssE tipo dE solUo vai sEr Cada vEz mais ComUm. QUanto mais dados tivErmos, maior sEr a nECEssidadE dE aUtomao dE Uma partE do proCEsso. E, sE Ensinarmos as mQUinas a Como rEalizar EssE proCEssamEnto, tamBm EstarEmos mElhorando a vida dE todos os Envolvidos nisso

  • Rodrigo M. Terra Produtor de Contedo & Diretor de Negcios da EraTransmidia

    Rodrigo de Oliveira Gerente editorial & novas mdias e membro da EraTransmidia

    mErCaDo

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    Americanas usam os insights do pblico em tempo real para reposio de produtos em suas gndolas nas lojas fsicas. E isso tudo s o comeo, previu.

    Mas Cappra foi alm das perspectivas que gerem eficincia operacional e personaliza-o. Ele vislumbrou o dia (no muito distan-te) em que ser possvel conectar a cultura e diferencial da empresa s expectativas dos consumidores. Poderemos medir a sensao/emoo direta do pblico de uma marca em qualquer ao realizada. Isso algo excepcional! E, atualmente, j possumos dados suficientes para construir esse tipo de unidade de medida.

    CiEntista dE dados: nova profisso em Marketing Para essas transformaes na organiza-o, entra em cena um agente cada vez mais estratgico: o cientista de dados, uma valorizao de cincias exatas no ambiente business. O mercado se tornou muito exi-gente e rpido, no existem mais margem para erro. Sendo assim, ter um apoio de um profissional com uma viso mais ana-ltica pode ajudar bastante na construo de novas lgicas de mercado, defendeu Ricardo Cappra.

    E engana-se quem pensa em conflito quando se fala de incluir mais um ator para auxiliar com informaes para tomada de deciso. At o presidente dos EUA j tem um Chief Data Scientist que responde dire-tamente para ele.

    claro que esse movimento pode ser mais fcil para algumas empresas, especialmen-te as j nascidas na era digital e que tm em seu DNA a prtica de inteligncia anal-tica de dados. Mas todas podem se estru-turar para, a partir de sistemas cognitivos, aproveitar ao mximo o potencial do rastro de informaes deixado por seus consumi-dores. Alm gerar uma experincia incrvel para o cliente, o crescimento de sua marca estar totalmente alinhado a isso.

    E melhor voc se apressar: a previso do fundador da Wired, Kevin Kelly, sen-tencia que num futuro no to distante, a inteligncia artificial e todos esses recursos que deixam muitos de queixo cado, sero commodities e no o diferencial. Se voc se sente atrasado, por que no sabe pro-gramar, voc no est atrasado. O que ser sucesso em 20 anos no foi inventado ain-da. Voc precisa aprender a desaprender, disse Kelly, em sua exposio no SXSW.

    Ou seja: uma avalanche de oportunida-des que os dados esto oferecendo e ge-rando valor. Sua empresa j percebeu isso?

  • Por Francisco Gioielli

    Desde que minha filha de dois anos apren-deu a selecionar o prximo vdeo no app do YouTube, meu smartphone ganhou mais uma funo bastante conveniente: faz-la dormir quando no podemos ficar com ela, em geral para cuidar do meu filho mais novo.

    Recentemente, meu sobrinho do interior que acabou de entrar na faculdade, veio morar em casa e no quis saber a senha do computador, apenas do wifi, pois tudo que faz, inclusive trabalhos de faculdade, o faz atravs de seu iPhone.

    Alm dessas novas geraes j acostuma-das a utilizar o smartphone como sua prin-cipal ou at mesmo nica plataforma de acesso internet, ns tambm, cada vez mais, utilizamos o smartphone para lazer e trabalho: quando estamos nos deslocando no carro, nibus, metr; antes de dormir e logo depois de acordar; nas pausas para o caf, ou a cada momento que recebemos uma nova mensagem no WhatsApp.

    Se a internet faz parte do seu negcio, isto , se sua empresa possui algum produto ou forma de captao ou apoio aos clien-tes atravs da internet, voc deve ter uma

    boa estratgia para o ambiente mvel, para no correr o risco de parecer offline para seu mercado. Para incentivar o ambiente mvel o Google, desde abril de 2015, est escondendo nas buscas as pginas que no funcionam adequadamente no am-biente mvel.

    Nem sempre necessrio ser mobilefirst, criar seu prprio app mobile ou tornar res-ponsivas 100% das pginas do seu website. Voc tambm pode criar ou adaptar conte-do para aplicativos j existentes na maioria dos smartphones, como o YouTube e Face-book, anunciar em websites j responsivos e comumente acessados via smartphone, como Google e UOL, e fazer uso de plata-formas de comunicao, como o WhatsA-pp e Hangouts.

    So vrios os caminhos e velocidades que se pode adotar, mas a direo uma s: ter uma boa presena mvel para no es-taroffline na internet atual, que cada vez mais mobile.

    Francisco Gioielli Co-fundador do +Digital Institute.

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  • gEomarkEting

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    A geolocalizao indoor & a evoluo do marketing de proximidade

    Por ngela Valprto

  • gEomarkEting

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    Ele , acima de tudo, desenvolvido atravs de insights. O dado de localizao isolado no revela muito alm de coordenadas e reas de interesse. Se destaca quem leva em considerao caractersticas importan-tes como o gnero, a escolaridade, a faixa etria e o poder aquisitivo do pblico que frequenta aquela rea.

    Os locais que o pblico-alvo visita com fre-quncia revela quais so os seus interesses e necessidades. Ou seja, a localizao se torna parte da segmentao da campanha. A partir do momento em que uma pessoa

    est dentro de uma loja, ela est muito mais propensa a adquirir algum produto do que se estivesse em casa.

    Por que a geolocalizao indoor o futuro do marketing de proximidade?

    E se o marketing de proximidade pudesse ir alm? Se fosse possvel, por exemplo, entregar uma promoo no celular de uma pessoa que estivesse em uma loja concor-rente? Com o uso da localizao indoor essa e muitas outras possibilidades so abertas.

    O MarkEtIng dE PrOxIMIdadE POssIBILIta uMa cOnExO dIgItaL dIrEta EntrE a Marca E O usurIO. atravs dE tEcnOLOgIas cOMO BEacOns, sMs E gEOLOcaLIzaO POssvEL dIstrIBuIr cOntEdO PErsOnaLIzadO Para usurIOs dE sMartPhOnE quE EstEjaM EM rEas Es-PEcfIcas EscOLhIdas PELO anuncIantE.

    53%

    58%

    dos consumidores compartilhariam a sua localizao atual para receberem publicidade mais relevante.

    dos consumidores esto mais dispostos a se engajarem em publicidade baseada em localizao.

  • gEomarkEting

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    Na hora de criar uma campanha de marke-ting de proximidade baseada na tecnolo-gia de geolocalizao indoor, importante levar em conta aspectos alm das coorde-nadas da loja do seu cliente. Se voc no est preso a nenhum hardware, por que se ater apenas ao endereo de uma loja? Descubra os locais preferidos do seu p-blico-alvo, os lugares onde o seu produto se faz necessrio e desenvolva anncios especficos para cada rea.

    Quer entender melhor como isso funciona na prtica?

    Vamos supor que o seu cliente seja dono de uma rede de resorts e que deseje di-vulgar uma promoo atravs do marke-ting de proximidade. Neste caso, no faria sentindo algum anunciar dentro dos pr-prios resorts. A chave identificar qual o local decisivo da compra. Assim, seria muito mais adequado anunciar dentro de agncias de viagem. Uma pessoa que es-teja visitando ou que tenha visitado uma agncia de turismo est muito mais pro-pensa a adquirir um pacote promocional de estadias do que algum que j esteja hospedado, concorda?

    Seguindo essa lgica fica muito mais fcil definir uma estratgia que leve em conta o contexto do usurio. Os celulares, pra-ticamente uma necessidade bsica do sculo XXI, tornaram reais a integrao dos mundos online e offline. Com a po-pularizao da internet mvel, aplicativos e redes sociais, as pessoas no se limi-tam mais a realizar uma nica atividade. Vrias aes esto sendo realizadas no mesmo momento em que voc impacta a sua audincia com um anncio. Levando

    em conta esse cenrio multitarefa, muito provvel que ele seja ignorado se no esti-ver alinhado com os interesses do usurio naquele momento.

    Ser capaz de ler os dados de geolocaliza-o e convert-los em segmentaes mais eficazes sinnimo de um ROI maior, corte de desperdcio em verba publicitria, maio-res taxas de converso e campanhas de marketing de proximidade mais poderosas. Que tal comear agora?

    ngela Valprto Criadora de contedo na In Loco Media & entusiasta de novas mdias

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  • markEting Digital

    20Digitalks

    diCas Para PrOMOvEr O MarkEtIng

    dIgItaL na sua EMPrEsa

    Por Bianca Mello

  • No mundo multicanal, multidispositivos, em que vivemos hoje, as pessoas ficam conectadas 24 horas por dia, com diver-sas informaes disponveis na ponta dos dedos, literalmente. Como resultado dis-so, a forma como as pessoas interagem com as marcas mudou, e em muitos ca-sos, o ciclo de compras tambm.

    Felizmente, a tecnologia evoluiu, permitin-do que os profissionais de Marketing ab-sorvessem mais o comportamento e pre-ferncias dos consumidores, construindo campanhas mais sofisticadas e persona-lizadas.

    Veja essas 6 dicas para incorporar a per-sonalizao em seus esforos de Marke-ting Digital:

    #1 voC aCaBoU dE ComEar

    Voc no precisa criar uma campanha di-gital supercomplexa logo de cara, alguns profissionais de Marketing leem sobre as inmeras possibilidades de personaliza-o e ficam paralisados diante das pos-sibilidades. Faa diferente, tente pensar grande, mas comece pequeno.

    Isso no quer dizer que voc deva ser displicente com contedo, mas inicie pelo comeo e construa camadas de so-fisticao ao longo do tempo. D incio a uma campanha em que os destinatrios recebam a mesma mensagem, em geral, contendo informaes sobre um produto, destaques da empresa ou eventos futuros.

    S de comear tal processo, voc come-ar a ver alguns benefcios e respostas,

    e, a partir da, poder dedicar mais tempo e recursos para incluir, gradativamente, complexidade sua campanha.

    #2 ColEtE os dados CorrEtos

    Se voc quer agregar sofisticao, preci-sa de dados para faz-lo. Por isso, ter que se esforar para coletar informaes importantes de seus consumidores, da-dos como o tipo de indstria, tamanho da empresa e maiores desafios para B2B , ou idade, localizao e interesses para B2C.

    Em vez de pedir todas essas informaes de uma vez, faa um perfil progressivo, para coletar gradualmente os dados men-cionados. Usando um criador de formu-lrios progressivos na web, voc pode simplesmente priorizar quais perguntas gostaria de fazer aos clientes.

    Alm dessas informaes explcitas, voc tambm pode usar ferramentas como o Rastreamento via Web para cap-turar condutas dos visitantes do seu web-site. Tais comportamentos lhe permitiro coletar preferncias implcitas relativas aos interesses de seus contatos.

    #3 para agrEgar pErsonaliza-o, UsE ContEdo dinmiCo

    Agora que j tem informaes crticas do comportamento e dados dos seus clien-tes, hora de comear a personalizar o

    markErting Digital

    21Digitalks

  • markEting Digital

    22Digitalks

    contedo que voc direciona a eles, de forma dinmica.

    Alguns exemplos: contedo baseado nas buscas feitas, contedos baseados na in-dstria ou cargo. Enfim, as possibilidades so inmeras.

    #4 ConsidErE sEr mUltiCanal

    A comunicao via e-mail, quando bem feita, muito poderosa. Mas no deixe de considerar outros esforos de comu-nicao, como SMS, Push Notification, ligaes e at mesmo mdia impressa. Desde que o contedo abordado em cada canal converse com os demais e esteja de acordo com o momento em que o clien-te est na jornada de compra, aproveite e aprofunde a interao com os clientes, direcionando-os para um nvel mais eleva-do de envolvimento.

    #5 Faa Uma aBordagEm ConsidE-rando a pErsona

    Quem so seus clientes e qual a jornada que eles percorrem normalmente antes de se tornarem compradores? Para ter certe-za que voc est se conectando de forma assertiva com seus receptores, a mensa-gem deve estar de acordo no somente com o perfil do comprador mas tambm com o momento em que ele se encontra na jornada de compra.

    Neste ponto, voc deve considerar mais

    do que apenas uma segmentao base-ada em dados demogrficos, por isso, a coleta de dados do item 2 to essencial. Se voc obtm informaes explcitas e implcitas, est preparado para construir a base de uma campanha personalizada.

    #6 avaliE sUa matriz dE ContE-do

    Depois de desenvolver sua segmentao baseada na Persona, examine o contedo existente e alinhe-o para cada uma. Para ajud-lo, voc pode criar uma planilha. Nas linhas, coloque as etapas do ciclo de compra e, nas colunas, todas as Perso-nas ou Consumidores de Contedo que voc definiu. Isso lhe permitir identificar as lacunas nas quais precisa agregar con-tedo.

    Faa que seja prioridade investir budget e recursos para preencher os gaps da sua estrutura de contedo e mantenha ela constantemente atualizada baseada nos resultados de cada campanha.

    Espero que essas dicas o ajude a cons-truir campanhas mais assertivas e com maiores resultados!

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  • sEo

    24Digitalks

    5 maus hbitos de sEo que voc precisa abandonar agora mesmo

    Por Gabriela Santana

    palavras-chave

    social

    ideia

    anlise

    ranking

    otimizao

    busca

    conversocontedo

  • sEo

    25Digitalks

    No mundo do SEO, a nica constante a mudana. O Google faz entre 500 e 600 mudanas em seu algoritmo a cada ano. Por isso, importante mater-se atualizado com o que tem de novo e saber o que deixar para trs. Com isso em mente, vamos listar cinco hbitos que esto desatualizados e que, portanto, voc deve abandonar.

    1 EnChEnDo DE Palavras-ChavE

    Antes de 2009, o Google e a maioria dos principais motores de busca, usavam pala-vras-chave dentro do campo meta tag, na pgina administrativa do site, que ajudava a determinar sua relevncia. E este campo influenciava diretamente a classificao no Google, o que tornou fcil para os propriet-rios de sites manipularem os resultados de pesquisa adicionando o maior nmero de palavras-chave possvel no campo meta tag e contedo no site. Desta maneira, o Google comeou a dar menos nfase neste campo.

    Mas ento: como as palavras-chave em seus metadados afetam a relevncia da sua pgi-na? Hoje, o Google se preocupa muito mais em como voc est usando naturalmente as palavras-chave em seu contedo e nas tags de ttulo de cabealho para transmitir a rele-vncia para as pessoas que visitam seu site. Dessa maneira, se voc jogar uma lista de 20 palavras-chave em meta tags e nas pgi-nas de contedo pode parecer uma tentati-va de manipular os resultados de pesquisa, o que pode penalizar o seu site. melhor prevenir do que remediar. Por isso, escolha uma palavra-chave foco para inserir na meta tag para destacar o que mais importante em sua pgina e naturalmente inclua-a no contedo da pgina. Isso ajudar voc a evitar uma penalidade do Google enquanto continua a dar aos motores de busca algum contexto para a sua pgina.

    2 EsQuECEnDo-sE DE otimizar tags DE ttulo E mEta DEsCriEs

    Quando os motores de busca olham para o seu site, eles precisam de um pouco de ajuda para conseguir decifrar sobre o que se trata a sua pgina. As meta tags de pa-

    lavras-chave certamente iro ajudar, mas tags em ttulos e meta descries podem dar mais contexto para os motores de bus-ca para apresentar o seu site em pesquisas sobre seus produtos e servios. Ou seja, eles resumem a sua pgina para os pesqui-sadores.

    A tag de ttulo define essencialmente o que a pgina ou parte do contedo de fato, e deve ter em torno de 50 a 60 caracteres. A meta descrio fornece um resumo da p-gina ou contedo e deve ser em torno de 100 a 130 caracteres. Por exemplo: o ttu-lo de tag para este pedao de contedo SEO: 5 hbitos de SEO ruins que voc pre-cisa quebrar em 2016, e a descrio meta aprender como melhorar o SEO do seu site e quebrar esses hbitos ruins de SEO este ano. Essas duas estratgias trabalham em conjunto para permitir que os motores de busca e o pesquisador saibam exata-mente sobre o que este blog ou contedo . Certifique-se de incluir uma palavra-chave foco relevante tanto na tag do ttulo quanto na meta descrio para melhorar ainda mais o SEO do seu site.

    3 no inCluir loCalizao Em sEu sEo

    Voc sabe onde a sua empresa est loca-lizada e as reas geogrficas que atende seus clientes, mas nem sempre os motores de busca, como o Google, sabem.

    Certifique-se de que voc est incluindo palavras-chave geogrficas especficas em seu contedo e meta tags. No suficiente falar apenas sobre produtos e servios em seu website. Voc precisa falar sobre a rela-o sua rea geogrfica ou cidade do seus produtos e servios. Por exemplo: se voc possui um negcio de entrega de comida em So Paulo, voc pode incluir contedo sobre So Paulo em suas pginas, nas tags e no cdigo do seu site, para que os moto-res de busca saibam quando mostrar o seu site para pesquisas nessa rea especfica. No tome por garantido que o Google e ou-tros motores de busca vo saber onde seus clientes vivem.

  • sEo

    26Digitalks

    clientes e potenciais clientes sem ter que entrar em acrobacias lingusticas para fazer com que o Google consiga indexar corre-tamente o seu contedo, e sugerir o seu site nos resultados de pesquisa. Em 2016, certifique-se de que voc est escrevendo para usurios do site e clientes.

    5 ignorar busCas mvEis

    De acordo com Amit Singhal, do Google, durante o vero de 2015, mais pesquisas do Google foram realizadas em telefones celu-lares do que em computadores desktop. Enquanto isso pode no ser uma surpresa para as pessoas que vivem em seus tele-fones mveis, essa tendncia dever con-tinuar a medida que avanamos ainda mais em 2016.

    No passado, era perfeitamente aceitvel no ter um site mvel ou amigvel para dis-positivos de tela pequena como smartpho-nes e tablets. Em 2016, no entanto, o Goo-gle d preferncia nas buscas mveis para sites que so responsivos, e at criou uma tag especfica para isso e um teste de site para celular a fim de incentivar a mudana. Agora, se o seu site no adaptado para dispositivos mveis, h uma grande chance de no aparecer nas buscas mveis.

    sua Estratgia DE 2016 Para sEo

    E o que tudo isso significa? Isso significa que se, voc no est se concentrando em todos os usurios, escrevendo o contedo para pesquisadores em vez de motores de busca, e adaptando o seu site para celular, voc no obter o mximo proveito de seus esforos de SEO em 2016. Simples assim!

    Alm disso, garanta que o site seja tecnica-mente otimizado para o seu local principal e que esteja usando a marcao do local no seu site, que consistente com as in-formaes que so exibidas em suas lista-gens. O Google e outros motores de busca procuram consistncia no nome, endereo e nmero de telefone por meio do seu site e listagens locais para determinar onde voc vai aparecer nos resultados da pesquisa. Manter sempre suas informaes atualiza-das e listadas de forma coerente deve ser uma parte importante de sua estratgia de SEO.

    4 EsCrEvEr o ContEDo Para os motorEs DE busCa ao invs DE PEssoas

    O Google passou os ltimos anos tentan-do incentivar os proprietrios de sites para escrever os contedos do seu site para os usurios ao invs de escrever para agradar os motores de busca. Ele lanou vrias atu-alizaes que recompensam os sites que aderem a tal prtica e penalizam sites que no o fazem. Por exemplo, as atualizaes do Algoritmo Panda lanadas ao longo dos ltimos anos, que reconhecem e priorizam o contedo de qualidade escrito para o usu-rio. Com a atualizao, contedos originais que agregam valor a um tpico e atendem a consulta do usurio diretamente vo ter um melhor desempenho nos resultados de busca do que contedos mal escritos, pou-co legveis e com palavras-chave inseridas aleatoriamente.

    O Google se aprofundou realizando a atu-alizao Hummingbird Google, em 2013. Com esta atualizao, ele introduziu a pes-quisa semntica ao seu algoritmo. Essen-cialmente, o Google aprendeu que, para algumas palavras-chave, A = B. Isto foi re-volucionrio para o mundo da pesquisa e tornou mais fcil escrever o contedo para as pessoas porque o Google entendia que Hotis no Rio de Janeiro significava a mes-ma coisa que Rio de Janeiro Hotis.

    Voc pode estar se perguntando: mas por que isso importante? Saber disso permite que voc escreva diretamente para os seus

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    28Digitalks

    a intErnEt do FUtUro: a nova tecnologia que deve revolucionar o desenvolvimento para a web

    Por Diego Puerta

  • intErnEt

    29Digitalks

    Conforme o mercado digital vai evoluindo, as equipes de marketing digital vo se habituan-do a conviver com termos tcnicos no muito amigveis, mas que, de repente, passam a fazer todo sentido nas reunies de estratgia e pla-nejamento. Discusses sobre scripts, front-end, back-end, CMS, grids responsivos, HTML5, en-tre outros termos so frequentes e naturais en-tre os times de marketing e de tecnologia. Pois preparem-se para a palavrinha mgica que, em breve, deve ser a soluo para muitas ideias que ainda vo surgir: WebAssembly.

    o QUE ?

    A WebAssembly uma iniciativa que surgiu de uma parceria entre diversas empresas de grande peso do mercado, dentre elas Google, Mozilla e Microsoft, que so responsveis pelos navegadores mais utilizados no mundo. Com esses nomes envolvidos, impossvel no criar boas expectativas. Ao se juntarem, o primeiro recado que as gigantes da tecnologia passam para o mercado que podemos esperar um bom nvel de padronizao. Isso significa que os desenvolvimentos feitos com base nessa nova tecnologia devem ter o mesmo comportamento nos principais navegadores, o que realmente um enorme avano.

    Falando mais tecnicamente, a WebAssembly um novo formato binrio de compilao para a Web. Em outras palavras, a tecnologia vai per-mitir que desenvolvedores compilem seus cdi-gos para a Web em um formato padro e mais prximo da linguagem que os navegadores po-dem compreender.

    QUais as vantagEns?

    Uma grande vantagem j foi citada, que o comportamento padro dessa nova tecnologia em diversos navegadores. Mas a principal van-tagem est na velocidade: aplicaes desenvol-vidas e compiladas para WebAssembly podem ser at 23 vezes mais rpidas em relao aos desenvolvimentos com as tecnologias atuais. Sim, voc leu 23 vezes mais rpidas. No pouca coisa.

    As aplicaes tendem a ficar mais leves e r-pidas exatamente porque a WebAssembly compila tudo para um cdigo binrio, que exige menos esforo de processamento para que o navegador execute o que est determinado no

    cdigo. Na prtica, esse recurso vai permitir que os desenvolvedores ampliem consideravelmen-te as possibilidades do que os sites so capazes de fazer atualmente em qualquer browser. Fun-cionalidades que hoje so descartadas para no comprometer tempo de carregamento e perfor-mance das pginas podero ser implementadas com mais tranquilidade.

    J posso Usar?

    Calma, ainda no. Toda nova tecnologia pre-cisa de tempo para comear a fazer parte do dia a dia do usurio comum. Mas tudo parece caminhar bem. Em maro, o Google Chrome iniciou testes com a WebAssembly atravs do Chrome Canary, que a verso do navegador voltada para desenvolvedores. A Mozilla tam-bm j liberou testes no Firefox Nightly, que a verso beta do seu navegador. Para finalizar, a Microsoft espera tornar o Edge compatvel com a nova tecnologia em pouco tempo. difcil arriscar um prazo para que tudo isso fique dis-ponvel e passe a ser utilizado em larga escala. Mas vale a pena acompanhar a evoluo dos testes, dado o avano que poderemos ter com essa novidade.

    o QUE podErEi FazEr Com isso?

    A tecnologia promete expandir os limites que conhecemos hoje na internet. Um bom exem-plo est na reproduo de games virtuais. J h uma verso experimental chamada de Angry Bots, que foi construda com o novo formato de compilao e pode ser testada por quem possui os navegadores de teste com o WebAssembly ativado. Mas a expectativa de utilizao em diversos tipos de soluo, lado a lado com o JavaScript, viabilizando animaes, interaes, entre outros itens que iro compor as novas in-terfaces.

    Na verdade, ainda difcil prever tudo que po-der ser feito com a nova tecnologia. Como falar sobre limites que ainda no os conhecemos?

    Diego Puerta Fundador e diretor de Operaes da CRP UP

  • mobile & internet das Coisas Para onde estamos caminhando?

    CaPa

    30Digitalks

    Por Gabriela Manzini

  • CaPa

    31Digitalks

    Nos Estados Unidos, este ser o primeiro ano em que o nmero de usurios de inter-net mobile-only vai ultrapassar o de usu-rios desktop-only, fato indito na histria da web. J o IAB (Interactive Advertising Bureau) Brasil anunciou em maro seu novo livro digital produzido com profissio-nais do mercado a fim de orientar para al-gumas boas prticas no campo do Mobile.

    Mas se engana quem pensa que Mobile apenas o smartphone: o mundo conecta-do inclui, e incluir cada vez mais, outros objetos fsicos. Mquinas, carros, nossa casa, wearables como um Google Glass ou Apple Watch , todo tipo de dispositivo que puder se conectar com a rede de in-ternet se encaixa aqui. At mesmo as pes-soas podem ser equipadas com aparelhos de sensores que monitoram e rastreiam o estado da sua sade, por exemplo.

    o potEnCial dE Um mUndo ConECtado

    Dentro desse mundo virtual, surge o con-ceito de Internet das Coisas (IoT). Imagine o seguinte cenrio:

    Voc acorda, d bom dia para a sua ge-

    ladeira e pede para ela separar o que vai tomar no caf da manh. Enquanto isso, vai tomar banho. Seleciona uma msica calma e checa a temperatura do dia via web, dentro do box. Na hora de se vestir, sua roupa possui sensores que facilitam a climatizao dentro de casa. Provavelmen-te, quando sair, isso vai mudar. Voc pega os ingredientes para fazer um caf e comer um pozinho, enquanto a geladeira indica que o nvel de leite est baixo. Compra o produto pela internet enquanto a cafeteira prepara a bebida na temperatura que mais lhe agrada. Confere as notificaes e time-line das suas redes sociais.

    No carro, voc pede ao comando que lhe leve ao trabalho, enquanto pede indica-es de notcias na internet relacionadas ao ltimo jogo do ... (coloque aqui o seu time/esporte preferido) e tambm as prin-cipais novidades nas categorias de eco-nomia e poltica. De quebra, pergunta ao carro se existe alguma pea de teatro ou exposio interessante que esteja passan-do no caminho do trabalho sua casa du-rante a semana. Pelo celular, uma vez que o carro est dirigindo, l alguns e-mails e monta a planilha da prxima apresentao das 10h. J no trabalho, acessa os painis

    Como a iot vai mUdar a Forma Como nos rEla-Cionamos Com o mUndo E os ConsUmidorEs?

    No segredo para ningum que o Mobile uma das maiores realidades vigentes para este ano, tanto no mundo quanto no Brasil. No Mobile World Congress (GSMA), evento internacional sobre tecnologia mvel que acon-teceu em Barcelona, em fevereiro, ficou claro o tamanho do espao que existe nesse setor. Destaques sobre o assunto foram para a realidade vir-tual, tecnologia 5G e a Internet das Coisas (IoT, na sigla em ingls), incluin-do aqui smartwatches e suas aplicaes para a indstria automobilstica, Smart Cities, bem como outros wearables, apps e dispositivos inteligentes.

  • CaPa

    32Digitalks

    de casa e verifica se a gua e comida do pet esto nos nveis ideais ou se precisa de reposio.

    Soa como uma viso do futuro, mas no estamos to distantes assim. O instituto de pesquisa Gartner anunciou estimativa de que 6,4 bilhes de coisas estejam co-nectadas at o fim de 2016. At 2020, a projeo de termos 20,8 bilhes de ob-jetos em uso.

    Por parte dos CMOs, existe uma infinidade de oportunidades que pode chegar a nos paralisar, se no tivermos foco no que que-remos enquanto marca. Imagine os poten-ciais de insero da nossa marca dentro dessa jornada do usurio descrita acima?

    A combinao de tecnologias mveis, m-dias sociais, monitoramento, wearables e de nuvem gera um dilvio de dados digitais que podem ser analisados e aproveitados de diversas formas. Segundo relatrio do McKinsey Global Institute de 2015, o po-tencial de impacto econmico de todas essas informaes at 2025 de at US$ 1 trilho por ano. Alm das fabricantes em si, o mundo de servios tem muito a ga-nhar. O mais legal que as solues no esto apenas concentradas no consumo e na jornada do indivduo, existe muito es-pao para o desenvolvimento de solues conectadas para cidades e empresas in-teligentes.

    a intErnEt das Coisas no mUndo atUal

    Segundo o relatrio de 2015 de tendn-cias digitais da Adobe Digital Index (ADI), muitos consumidores j esto usando os dispositivos IoT que interagem via smart- phones, incluindo dispositivos de monito-ramento residencial como termostatos in-teligentes e detectores de fumaa, como a Nest empresa de automao residencial.

    O relatrio foi gerado aps pesquisa com 400 usurios norte-americanos de smart- phones, 255 bilhes de visitas a sites de marcas diversas e a anlise de mais de 20 milhes de engajamentos sociais. De acor-do com o ADI, 51% dos donos de smar-tphones interagem com algum dispositivo residencial.

    Ainda sobre o estudo: um em cada qua-tro consumidores possui um tracker fit-ness enquanto 18% tm um smartwatch. Outros 37% dos consumidores planejam comprar um desses aparelhos nos prxi-mos seis meses.

    No Brasil, a IoT vive um perodo intenso de acelerao. Apesar de ser um segmento relativamente novo, o IDC estima que o mercado movimentar US$ 4,1 bilhes no Brasil s neste ano. Para a Amrica Latina, a estimativa de que esse potencial eco-nmico atinja US$ 15,6 bilhes em 2020.

    No mbito corporativo, as empresas mi-gram suas aplicaes tradicionais, como telemetria e monitoramento, ou ainda pa-gamentos via smartphones para o concei-to IoT. A expectativa de que a expanso do mercado de dispositivos conectados acontea na medida em que fornecedo-res de equipamentos e desenvolvedores de plataformas e softwares intensifiquem o lanamento de solues customizadas e em escala para as empresas.

    Para entender como o mercado nacional est vivendo as oportunidades de inova-o na prtica e estruturando os negcios para a IoT, fomos conversar com alguns executivos do mercado. Confira os depoi-mentos a seguir.

    O Grupo Netshoes investe em estratgias para Mobile desde 2011. No que tange a IoT, uma das nossas ltimas novidades foi o lanamento de uma funcionalidade que

  • CaPa

    33Digitalks

    permite leitura dos dados do carto por meio da cmera do celular, com insero automtica para pagamento.

    Em relao rea de Tecnologia, poder-amos ter aes inteligentes baseadas em anlises em tempo real na utilizao de apps, atravs dos sensores dos aparelhos, que possibilitaria identificar hbitos, frequ-ncia e intensidade dos nossos clientes. A possibilidade de identificar atravs de sen-sores a reao quando enviamos um push de nosso aplicativo seria algo interessante, por exemplo, para entender comporta-mentos e reaes, a fim de promover cam-panhas diferenciadas e oferecer experin-cias nicas e inusitadas.

    O setor um mar de possibilidades. No nosso caso, aparelhos vestveis os wea-rables gadgets impactaram a forma com a qual as pessoas se conectam com o es-porte, j que por meio de smartwatches conectados aos smartphones possvel analisar dados de desempenho e evoluo na prtica esportiva.

    FErnando zanatta, dirEtor dE prodUto do grUpo nEtshoEs.

    Temos uma estratgia de modernizao e simplificao de processos via Mobile desenvolvida por meio de sesses de Design Thinking que est nos trazendo agilidade na visualizao e execuo de processos internos, agora disponveis em nossos smartphones.

    Para uso interno ainda no temos aes de IoT, mas temos estudos e projetos em torno da Nova Revoluo Industrial e bons cases locais e globais. Acreditamos que IoT, se inserido em um contexto de polticas pblica-privada, captura e processamento de dados, e bons algoritmos transformar negcios e humanizar as relaes entre

    mquinas e ser humano.

    a quarta revoluo industrial que est nas nossas frentes. Todos os processos de negcio sero transformados, inclusive o marketing digital, que amadurecer para o entendimento e emprego do P2P (people to people) e M2M (machine to machine). E isso j est acontecendo! Temos conheci-mento de diversas solues j funcionan-do no pas em nveis B2B, P2P e M2M. Entendo que, apesar dos avanos, esta-mos atrasados em definies de polticas estruturadas pelo Governo e cases de uso visando a modernizao do Brasil.

    srgio alExandrE simEs, sCio da pwC Brasil E ldEr dE digital.

    A SantoDigital Google For Work Partner no Brasil e, portanto, implantamos solu-es que rodam nativamente em Android e IOS. Estamos nos estruturando para oferecer a estrutura de Google Cloud para coletar dados de devices e, nesse sentido, possvel ter Big Data e Machine Learning processando os dados e oferecendo infor-maes relevantes para que as empresas possam ser mais competitivas.

    Imagine integrar em tempo real a experi-ncia de consumo das pessoas e sua ge-olocalizao a estratgias de marketing on demand? Imagine Machine learning inte-grado aos dados que so coletados pelos devices, se adaptando a padres de com-pra do consumidor e oferecendo informa-es valiosas que somente seriam obtidas com pesquisas manuais?

    Veremos uma revoluo digital na forma de comprar, consumir e tudo isso integrado ao marketing e cadeia de logstica das empresas. Nos prximos 5 anos, a quanti-dade de dispositivos inteligentes deve pro-liferar e se apoiar em estratgias de vendas

  • e reposio de estoque em varejistas, por exemplo, e em campanhas inteligentes de marketing usando geolocalizao.

    ClUdio santos, CEo da santodigital, rE-vEndEdora dE solUEs googlE no Brasil.

    H um ano, fizemos a aquisio da De-epForest Media, uma DSP especializada em mdia programtica Mobile e atribuio cross-device, e entendemos que cada vez mais as aes de marketing no se limitam s barreiras de online e off-line. Especifi-camente na Rakuten Marketing, as inicia-tivas voltadas IoT esto em estgios de estudo, porque essa nova Era ainda pre-cisa estabelecer padres e normas. Falo isso, pois, quando pensamos em IoT, muito mais fcil lembrar da geladeira que vai comprar leite sozinha, mas temos que pensar que um mundo de devices, com microfones e sensores de temperatura por exemplo, vai interligar aparelhos como Tvs, geladeiras e ajudar a prever consumo e ex-perincia das pessoas. Esses protocolos e privacidades ainda esto sendo escritos.

    Pelo consumidor Brasileiro, eu acredito que em 18 meses vamos comear a ver trao nas tecnologias, ou melhor na inte-grao das tecnologias j existentes, e no vai ser diferente para as empresas de Ma-rketing. E os grandes ganhos para a nossa indstria sero basicamente dois pontos: conexo e relevncia.

    alEssandro gil, CoUntry hEad da rakU-tEn markEting.

    Internet das coisas est incluso no roa-dmap estratgico de inovao que temos para os nossos clientes. Provavelmente, ela ter impacto similar ou maior que a compra programtica tem tido, em espe-cial em relao criao de dados e de

    formas de ativ-los.

    Os gestores de marca tm buscado se apropriar de suas audincias, conhecen-do-as melhor, e a gerao de dados da IoT nos auxiliar a popular os dados sem dar trabalho para o consumidor, desde que garantido o seu direito privacidade. Um exemplo a possibilidade de ofertar produtos esportivos de acordo com a fre-quncia ou tipo de atividades fsicas cap-tadas pelo monitor de atividades, ou ento a necessidade de fazer reviso automoti-va de acordo com o uso do veculo, por exemplo.

    A IoT mudar a indstria a partir do mo-mento em que ganhar massa crtica e vai afetar setores j conhecidos: como o ce-lular uma tag de humanos, passamos a ser capazes de medir resultados de aes que antes no estavam diretamen-te conectadas, como o impacto do OOH na visita em loja ou mesmo de sua efeti-vidade para a visualizao da mensagem, com mensurao em tempo real. Do lado da agncia, poderemos explorar mais Mo-mentos da jornada do consumidor hoje, com mais informaes e contextos corre-tos para abord-lo.

    ana CEstEr, dirEtora dE insights & analytiCs da almapBBdo

    CaPa

    34Digitalks

  • Monitorar Atender Resolver Engajar Surpreender

    Created by To Uyenfrom the Noun Project

  • markEting mvEl

    36Digitalks

    diCas dE markEting mvEl tEstadas E aprovadas

    Por Rodrigo Souto

    Otimizar as suas campanhas de marketing para usurios de dispositivos mveis no se reduz a renderizar suas pginas de entra-da para que elas fiquem legais em smart- phones e tablets. Trata-se de considerar o usurio que usa o dispositivo, o que ele est fazendo e no que est pensando ao us-lo. E, embora a mesma pessoa tenha a tendn-cia de usar tanto dispositivos mveis quanto computadores de mesa, seu comportamen-to e suas metas, em um dado momento, di-ferem de acordo com o dispositivo utilizado.

    Mas, qual exatamente a diferena? Con-versei com profissionais de marketing digital para perguntar o que eles aprenderam sobre seu pblico mvel e como adaptaram suas campanhas levando isso em considerao.

    1) Usurios de dispositivos mveis clas-sificam e salvam e-mails para lerem posteriormente

    Marketing por e-mail ainda um dos mto-dos mais eficazes para enviar trfego para pginas de entrada de campanhas. Como 65% dos e-mails so abertos primeiro em um dispositivo mvel e depois um computa-dor de mesa, necessrio garantir que cada e-mail de campanha enviado esteja otimiza-do para se destacar para usurios mobile.

    Otimize para as pessoas que veem a mensagem de relance

    Para otimizar e-mails para as pessoas que veem as mensagens de relance, crie e-mails curtos, diretos e fragmentados em sees com apenas um tpico por pargrafo. Se quiser ir alm, recomenda-se adicionar um ttulo para cada seo e um design mnimo que atraia a ateno para a sua chamada ao (Call to Action, conhecida como CTA).

  • markEting mvEl

    37Digitalks

    Rodrigo Souto Gerente de Marketing da HubSpot

    2) Usurios de dispositivos mveis no se importam de rolar tela

    Tornar seus e-mails adequados a mobile devices apenas metade do trabalho; as-sim que os usurios de dispositivos mveis clicam na CTA do seu e-mail, importante que a pgina de entrada fornea uma ex-perincia agradvel. Cada e-mail deve ter um link para uma pgina de entrada, que d prosseguimento converso iniciada no e--mail e que fornea um procedimento claro.

    Se voc no otimizar essa pgina de en-trada para usurios de dispositivos mveis, eles podem dar uma olhada no texto e campos de informao pequenos e sair da pgina. Para aumentar a probabilidade de converso, a pgina de entrada precisa ser responsiva para dispositivos mveis. Nada de pinar para ampliar e botes de CTA minsculos, que so difceis de serem toca-dos.

    E quanto ao tamanho da pgina de entrada? Devemos reduzir o tamanho da pgina para que as pessoas no precisem rolar pela tela freneticamente? No, o tamanho da pgina de entrada no importa, desde que voc fo-que em dar aos prospects as informaes necessrias para converso.

    Para melhorar a taxa de converso, faa experincias com testes A/B para descobrir o tamanho ideal da pgina e tente colocar uma CTA na parte superior da mesma.

    3) Usurios de dispositivos mveis que-rem que a experincia seja rpida e fcil

    Se solicitar que os usurios de mobile devi-ces telefonem no seja a sua meta principal (ou se no tiver a capacidade de receber tantas chamadas), faa com que eles optem por aderir via formulrio em sua pgina de entrada, com capacidade responsiva.

    As pessoas tm ainda menos tempo de

    ateno em dispositivos mveis em com-parao com o desktop. Isso significa que voc precisa ir ao ponto assim que possvel em suas pginas de entrada: seja claro, em vez de esperto.

    Reduza a frico e seus formulrios

    Se esse for o caso, certifique-se de que os formulrios sejam os mais simples possveis. Se for permitir que as pessoas telefonem, examine bem quais campos de formulrio voc quer que os visitantes preencham. possvel remover muitos deles e depois qualific-los por meio do telefone? Se for possvel, faa isso e voc ver suas taxas de conversa crescerem.

    Alm de reduzir os campos do formulrio ao mnimo possvel, confira um atalho sim-ples que pode ajudar a reduzir a frico em formulrios de adeso, segundo dados for-necidos pelo co-fundador na Disruptive Ad-vertising, Jonathan Dane: em formulrios para mobile devices, certifique-se de que haja uma troca de teclado de alfabtico para numrico, dependendo do campo de entra-da, por exemplo, como nome (alfabtico), telefone (numrico), e-mail (alfabtico), CEP (numrico) etc.

    Embora tais conselhos sejam um bom pon-to de partida para as suas campanhas de marketing, lembre-se de que isso no uma verdade absoluta. O que funcionou com os meus pblicos no necessariamente funcio-nar com o seu. Por isso, teste tudo.

  • tECnologia

    38Digitalks

    Por Acccio Franklin

    wordprEss rEst api o imPossvEl FiCou Para trs

    desde sua criao, o WordPress no para de crescer, tanto em melhorias da comunidade quanto em tecnologia. Pois bem, o cMs mais utilizado em todo o mundo promete manter seu crescimento exponencial por um bom tempo. Em 2016, vamos ver um aumento no uso do WordPress para o desenvolvimento de aplicativos e testes graas, principalmente, ao

    WordPress rEst aPI. Essa aPI j est integrada ao core da nova verso 4.4 do WP.

  • tECnologia

    39Digitalks

    Acccio Franklin Lder de Desenvolvimento da Apiki

    Essa incluso importantssima, no somente para desenvolvedores de sites e Apps, mas para gestores de projetos e profissionais de aplicativos em geral, pois os benefcios dessa tecnologia para suas aplicaes vai garantir economia de tempo e dinheiro. A WP REST API ganha evidncia no meio da onda de apli-cativos WordPress, por permitir coletar e edi-tar dados do seu site facilmente em qualquer plataforma. Isso significa que, agora, qualquer aplicativo pode interagir diretamente com o WordPress. Mas o que vem a ser REST API?

    Vamos comear pelos conceitos. Se voc no est familiarizado com o termo REST, o termo uma abreviao (em ingls) de Representa-tional State Transfer (Transferncia de Estado Representacional). API a abreviatura (tam-bm em ingls) de Application Programming Interface (Interface de Programao de Apli-cativo).

    Em resumo, a REST API do WordPress uma forma simples, flexvel e poderosa que permite o acesso seguro dos dados de um site Wor-dPress externamente, a partir de requisies, utilizando o protocolo HTTP. As mensagens em HTTP devem conter todas as informaes necessrias do pedido, como parmetros e o tipo de operao, tambm conhecido como verbo HTTP. Qualquer tipo de aplicao, mobi-le, desktop, plugins ou temas, pode facilmente consumir e enviar dados para WordPress. A WP REST API veio para simplificar, pois per-mite que toda as aplicaes desenvolvidas em qualquer linguagem se integrem a tudo que for desenvolvido com base no WP, criando um universo de possibilidades sem precedentes para seu ecossistema, e justificando ainda o uso do WordPress por qualquer desenvolve-dor, at mesmo aqueles no possuem muita experincia com o desenvolvimento de temas ou plugins na plataforma.

    O CONTexTO

    Tudo isso comeou em 2013, com Ryan Mc-Cue, que props a criao de uma API REST baseada em JSON para o core do WordPress. Seu projeto foi aceito no programa Summer of Code do Google (GSoC) e, durante cinco me-ses, Ryan criou um cronograma semanal com as atualizaes includas em cada release. Assim, o projeto que era um plugin agora foi integrado ao core do WordPress. A infraestru-

    tura funciona como um API Construction, ba-sicamente ela faz o gerenciamento das rotas, JSON serialisation/deserialisation, status code, entre outras funcionalidades.

    Para entender o impacto que ela causa, basta analisar seu principal atrativo: a facilidade de agregar novos recursos, criando um novo ni-cho de aplicaes em outras linguagens. Para um front-end, o WordPress ser s mais uma aplicao na qual possvel aplicar modelos MV** como: AngularJS, EmberJS, MeteorJS ou React, utilizando facilmente as requisies em HTTP em rotas disponveis pela API e mon-tar o seu prprio workflow, sem se preocupar com as entrelinhas de um tema WordPress. Assim, a REST API do WordPress simplifica o trabalho de programadores, desenvolvedores, gerentes de projetos, empreendedores e de-mais interessados.

    Dentre as incrveis APIs disponveis no Word- Press, esta tem grande destaque pelo seu pro-psito especfico e claro: ela utiliza os navega-dores de internet e os dispositivos mveis de maneira moderna por meio de uma interface baseada em REST e sua entrega de dados se-rializados pelo JSON. O formato facilita a leitura e a escrita de cdigos para humanos, assim como requer menos memria para uma m-quina analisar e gerar.

    possvel declarar que o WordPress deu mais um grande passo, se afirmando ainda mais como plataforma plena e completa. O WP REST API nasceu da necessidade de criar um quadro mais fcil de usar, mais fcil de enten-der e de se integrar. Quer receber os posts do seu site? Atualizao do usurio? Obter todos os posts com o termo de busca qualquer coi-sa? Agora isso possvel.

    Com a WP REST API qualquer interface exposta de forma simples, aumentando as possibilidades ao nvel do que deseja. Seja l o que voc quiser, pode confiar, a WP REST API permite.

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    anuncio_saida.pdf 1 3/24/16 6:48 PM

  • mDia ProgramtiCa

    42Digitalks

    Por Isaac Ezra

    retargeting por comportamento alternativa para fugir da criseMelhorar a experincia de compra um de-safio contnuo para todos os envolvidos na criao e manuteno de uma loja virtual. Com um consumidor cada vez mais exigente, a prtica do remarketing bsico ou por e-mail se tornou um artifcio comum e at desgas-tado. Os efeitos da estagnao econmica exigem uma renovao na forma e na efici-ncia da abordagem para resgatar ou reter os clientes.

    O retargeting inteligente por comportamento surge como uma nova gerao do remarke-ting. Basicamente, ele serve para atrair clien-tes ou usurios de volta a um site ou prever suas aes e agir antes mesmo que ele saia , por meio de interaes ainda mais per-sonalizadas por overlays na pgina, e-mail ou at mesmo por notificao no Facebook.

    A nova prtica permite s marcas utilizarem informaes que j constam em seu banco de dados para enviar mensagens relevantes ao usurio, como para reverter o abandono de um carrinho virtual de compras, ativar pro-gramas de fidelizao ou mesmo realizar um follow up com contatos inativos. O consumi-dor j pode receber uma notificao em seu Facebook convidando-o a concluir uma com-pra com alguma vantagem, ou lembrando-o que j faz tempo que ele no visita a loja.

    Apesar de simples, esse resgate o grande desafio do momento. Grande parte dos e--commerces no tem o mesmo porte de uma Amazon, por exemplo. Por isso, quando os clientes potenciais visitam lojas mdias e pe-

    quenas, eles no esto logados ou inscritos e, se no fizerem um cadastro, no h como descobrir seus endereos de e-mail (a infor-mao mais bsica e essencial).

    A possibilidade mais interessante do retarge-ting inteligente por comportamento identifi-car, em tempo real, visitantes do e-commerce at ento desconhecidos, utilizando o cruza-mento de cookies com um grande banco de dados (Big Data) de usurios. Essas campa-nhas inteligentes permitem a interao com o usurio por meio de mensagens mais pes-soais e tambm recomendar produtos com maior relevncia para o e-commerce, mas a tecnologia tambm til para marcas com presena online que no realizam vendas di-retas pela internet, como montadoras de au-tomveis, por exemplo. Elas podem repassar os leads de seus sites ou hotsites para con-cessionrias cuidarem da abordagem junto aos possveis compradores.

    O poder dos dados oferece uma infinidade de alternativas para fidelizar o cliente, mas im-portante lembrar que a informao deve ser usada com moderao e respeito privacida-de do usurio. Na medida certa, o retargeting inteligente tem a melhorar a percepo do cliente em relao marca e pode torn-lo um consumidor recorrente, podendo aumen-tar a converso em at 35%.

    Isaac Ezra CEO da ShopBack

  • ComPortamEnto

    44Digitalks

    Entre escrever o ttulo e comear este arti-go, peguei meu celular duas vezes, pois mi-nha filha que mora no Canad me chamou no Whatsapp e, como ela tem prioridade, explode um pop up na tela, o celular vibra e acende um claro. Ou seja, impossvel ig-norar, afinal meu beb de 16 anos est a milhares de quilmetros de mim. Fora isso, a vendedora da empresa me questionou sobre um produto, o designer j aproveitou a interrupo e perguntou sobre um con-tedo para o site e meu scio entrou com um caf na sala, sendo que aquele cheiro terrvel de to bom me venceu e tambm fui pegar um. Enfim, me desconcentrei, e at retomar o pensamento senti que perdi um tempo precioso, pois sei que, daqui a pou-co, tenho outro compromisso e agora tenho menos tempo para finalizar o que comecei. Disse minha filha que conversssemos quando terminar. Sa da sala de trabalho e fui me esconder em uma outra, informando

    a todos que no gostaria de ser interrompi-do. E aqui estou para conseguir ter foco no que estou fazendo.

    Acredito que essas interrupes, de certa forma inocentes, vo minando nossa pro-dutividade ao longo do dia, da semana, ao longo dos meses e atrasando nossos pra-zos, e consequentemente nossa eficincia, afetando, assim, os resultados da empresa aonde trabalhamos, seja como funcionrios ou proprietrios.

    Esses so s alguns exemplos da perda de foco individual, mas queria expandir essa questo para o foco de negcio.

    Hoje, sou scio de uma empresa focada em servios Google. Em virtude do plane-jamento, posicionamento de mercado e de vrios outros fatores, optamos, na poca,

    Por Rodrigo Camara

    ComoEst

    diFCiltEr

    FoCo!

  • ComPortamEnto

    45Digitalks

    Rodrigo Camara Scio-diretor da Goobec Brasil

    por ter excelncia e foco nesses produtos e definimos no entrar na onda de sermos uma agncia full service.

    Acabei de ser interrompido mais uma vez. Ok, era importante. Mas rendeu uma bron-ca, pois eu tinha definido que este artigo era mais importante nesse momento. Te-nho certeza que esta minha interrupo no texto tambm atrapalhou sua leitura. Ser a ltima, mas quis ilustrar o quanto atrapalha. Vamos retomar.

    Sua empresa deve ter um foco definido. Seja o de atender a um nicho de merca-do ou o de ser uma empresa que faz de tudo. Seja ele qual for, deve ser seguido e reavaliado sempre de acordo com a mar. Tanto esta quanto o mercado mudam cons-tantemente: novos clientes entrando, novas empresas surgindo, novas ideias aparecen-do e, com isso, novas necessidades, opor-tunidades e mais tempo de estudo e anlise do planejamento do nosso prprio negcio tornam-se necessrios.

    Todos os dias pensamos em estratgias para melhorar o desempenho da equipe e melhorar a produtividade visando aumentar a rentabilidade do negcio, aumentando as vendas e o lucro da empresa. Em momen-tos difceis, com mercado retrado, clientes deixando de investir ou simplesmente pa-rando o investimento em marketing colo-cam muitas vezes pedras no caminho do plano de negcios de uma empresa.

    Crise gera oportunidade, isso clssico, pois nos faz pensar em alternativas, nos faz pegar o plano de negcios da empre-sa que estava na gaveta e valid-lo, ou, dependendo do caso rasg-lo. Quem est no mercado digital outros mercados tam-bm, mas principalmente no digital sabe que as coisas evoluem muito rpido. Os re-sultados so mensurados em tempo real e isso, muitas vezes, mais atrapalha do que ajuda, pois tem cliente que liga todos os dias cobrando uma anlise do dia anterior,

    questionando porque no vendeu como anteontem, como se dominssemos a von-tade de todos os consumidores que esto navegando pela web. Por isso a importn-cia do foco tambm no planejamento inicial.

    Aprendi tambm que devemos definir no plano de negcios em como lidar com os diversos tipos de clientes. (risos)

    Toda campanha exige um planejamento. Exige estratgia. Exige ttica. Exige mensu-rao de resultados. Seguindo essa trilha, esperamos bom desempenho e o cumpri-mento do objetivo. Nesse mbito, o foco tambm fundamental para que o traba-lho seja consistente, que as etapas sejam mantidas e cumpridas pois o planejamento j previu a importncia de cada uma delas!

    Hoje, ainda vejo a importncia da minha empresa, por exemplo, em manter o mes-mo foco de trabalho definido. Mas... tam-bm entendi que precisamos evoluir e j pensar em novos negcios. Eu, particular-mente, fiz cursos de aperfeioamento em ferramentas fora do meu foco de trabalho, mas que me permitiram ter uma viso estra-tgica mais ampla, possibilitando a criao de produtos mais inteligentes. Hoje, utiliza-mos ferramentas de CRM com automao de marketing integrada, nos permitindo co-nhecer muito melhor os nossos prospects e clientes, alm de nos possibilitar aes de marketing mais especficas. E como disse, oferecer essa inteligncia para os negcios de nossos clientes.

    Hoje mesmo aprendi que o meu foco deve ser me treinar a ter mais foco. E espero que, com meu breve relato, possa a te ajudar a resgatar o seu tambm.

  • inbounD

    46Digitalks

    Por Eduardo Correia

    aUtomao dE markEting: a tecnologia a favor do relacionamento com o cliente

  • A jornada de compra do consumidor nunca foi to profunda como agora, principalmen-te no mercado B2B, no qual o gerencia-mento dos leads se faz to necessrio. De acordo com a Corporate Executive Board, 60% das decises de compra acontecem antes mesmo do contato com o vendedor. Nesse sentido, tambm percebemos uma constante evoluo nas ferramentas de marketing e vendas para auxiliar os pro-fissionais a estabelecerem melhores estra-tgias durante esta etapa. A automao de marketing se tornou um importante me-canismo para que empresas possam en-tender melhor o comportamento do con-sumidor e criar aes mais inteligentes e assertivas.

    Um dos grandes erros dos empreendedo-res subestimar a automao de marke-ting. Muitas empresas no conseguem ex-plorar todos os recursos que a ferramenta oferece e se limitam em banir as funes repetitivas. Mas h todo um aparato tcni-co que permite estabelecer estratgias de marketing alinhadas com o departamento de vendas de forma mais otimizada e apro-fundada.

    Segundo a pesquisa da empresa america-na Software Advice, a estratgia de lead nurturing o principal motivo de se investir em automao de marketing. Enviar con-tedos relevantes e educativos de forma automatizada por e mail pode resultar em converses expressivas, principalmente para negcios B2B.

    A grande maioria dos visitantes que aces-sam um site institucional ou blog de uma empresa no esto prontos para realizar a compra. Normalmente, existe uma jornada que o consumidor precisa trilhar, que se ini-cia com a descoberta de uma necessidade ou na busca de informaes sobre um pro-duto. Tal processo se estende at etapas mais avanadas, em que o usurio j passa

    a comparar solues e est quase pronto para tomar uma deciso.

    Esse caminho nem sempre linear e o pe-rodo de cada etapa deste funil de vendas pode durar dias, semanas ou meses. Di-versos fatores podem influenciar na com-pra do produto ou servio, como o ticket mdio, concorrncia e complexidade do negcio.

    Para cada etapa da jornada do consumi-dor necessrio entregar um contedo que leve em considerao as intenes da pessoa naquele momento. Um potencial cliente na fase de descoberta do produto deve receber contedos mais educacio-nais, diferente dos indivduos que j esto na etapa de comparao. Aqueles que j tm conscincia do que querem precisam de contedo mais voltado a estudos de casos, comparativos entre servios ou de-monstraes.

    No meio digital, os profissionais de marke-ting precisam fazer uso da tecnologia para entregar contedo altamente segmentado de forma escalvel e, ainda, conseguir to-mar decises mais assertivas e compat-veis com os dados. Isso no significa que o relacionamento com o cliente ser total-mente robotizado. O fator humano tambm precisa estar presente em uma estratgia de automao. A tecnologia o meio, ou seja, a ferramenta que ir distribuir o conte-do e auxiliar na anlise das estratgias. J o conhecimento estratgico, com base na psicologia e no comportamento do consu-midor, sempre ser necessrio para que o relacionamento com os clientes e tecnolo-gia tenham sucesso.

    Eduardo Correia Country Partner Director da SharpSpring no Brasil

    inbounD

    47Digitalks

  • ContEnt markEting

    48Digitalks

    Por Felipe Bazon

    O reinado do contedo data dos primr-dios da internet. Afinal, a rede mundial de computadores foi criada para facilitar o compartilhamento de arquivos (contedos) e hoje um dos alicerces da nossa socie-dade. Quem nunca ouviu a frase Content is King!?

    Do ponto de vista do SEO, o contedo sempre foi e continuar sendo um fator de-terminante para se obter um bom desem-penho nos resultados orgnicos do Google e outros buscadores, como o Bing da Mi-crosoft, por exemplo.

    Mas ento, se o contedo sempre foi fun-damental para chegar ao topo das buscas, o que o Marketing de Contedo (Content Marketing) tem a ver com o futuro do SEO?

    o Fim do sEo tradiCional

    A constante evoluo dos buscadores, em especial o Google, detentor de mais

    de 95% do mercado de buscas no Brasil, associada s mudanas comportamentais dos usurios na internet, levaram o SEO das palavras-chave e das meta tags ex-tino.

    Que fique claro que no estou dizendo para esquecerem das palavras-chaves, elas continuam sendo um elemento muito importante para a otimizao de uma pgi-na. Afinal, enquanto houver Google e pes-quisas, elas continuaro com o seu papel essencial. Lembrem-se: pesquisas igual a palavras-chave.

    Mudanas comportamentais dos Internau-tas (sim, eu sou da poca dos internautas):

    81,5 milhes de brasileiros acessam a in-ternet pelo celular (Comit Gestor da Inter-net no Brasil -CGI.br);

    14% das transaes comerciais via inter-net do segundo trimestre de 2015 foram re-

    C o n t E n t m a r k E t i n g & o F U t U r o d o s E o

  • Felipe Bazon Gerente de SEO & Content Marketing na Agncia SEO Marketing

    alizadas, no Brasil, por meio de dispositivos mveis (Criteo);

    As compras via smartphones correspon-dem a 10% do total, e, aquelas feitas em tablets, a 4% (Criteo);

    Em maio de 2015, o Google revelou que as pesquisas em dispositivos mveis supe-ram as realizadas em desktops (SearchEn-gineLand);

    81% dos usurios pesquisam online an-tes de comprar (RetailingToday);

    60% dos consumidores iniciam suas pes-quisas em um buscador (Google) antes de visitarem um site em especfico (Retailing-Today);

    E-shoppers visitam em mdia 3 si-tes antes de comprar (RetailingToday); 61% dos usurios leem co-mentrios e avaliaes de produ-tos antes da compra (econsultancy); Em dezembro de 2015, 20% das pesqui-sas feitas no Google utilizaram quatro ou mais termos (Keyword Discovery);

    Como obter sucesso nas buscas em 2016 e alm?

    Se pararmos para pensar, as constantes atualizaes do Google tm, em grande parte das vezes, o usurio como foco prin-cipal. Portanto, nele que devemos focar, no usurio. E a melhor e mais efetiva manei-ra de estreitar o relacionamento entre marca e cliente por meio do contedo. a que o Content Marketing entra em cena.

    o QUE ContEnt markEting?

    a estratgia de divulgao de uma empre-sa em diferentes plataformas digitais usan-

    do o contedo como ferramenta de desco-berta, informao, vendas e relacionamento com o seu pblico-alvo.

    Consiste em estabelecer pontos de cone-xo, entregar valor e educar o cliente com a distribuio de contedo, medindo cada etapa do relacionamento com o objetivo de aperfeioar e intensificar a relevncia para o leitor, alm de atrair leads e gerar vendas.

    Como FazEr sEo E markEting dE ContEdo?

    >> Defina os clusters e personas do seu cliente

    >> Comece a pesquisa de palavras-chave baseada neste pblico

    >> Produza contedo com foco na jornada de compra. O mtodo A.I.D.A. pode ser um bom ponto de partida

    >> Esquea os links e concentre-se em construir a presena digital da sua marca, das redes sociais s menes

    >> Pense no Google como ferramenta de descoberta e no como o objetivo principal

    >> Seja exigente com a qualidade e veraci-dade do contedo

    >> Experimente com diferentes formatos: infogrficos, vdeos e e-books so excelen-tes alternativas

    O segredo para chegar ao topo dos resul-tados orgnicos do Google est intrinseca-mente ligado ao Content Marketing.

    ContEnt markEting

    49Digitalks

  • nEgCios

    50Digitalks

    Por Srgio Alexandre Simes

    Revoluo digital e empresas de alta performance

  • nEgCios

    51Digitalks

    Srgio Alexandre Simes Scio da PwC Brasil & lder de Digital

    Os novos investimentos em ferramentas tec-nolgicas, que propiciam inovaes digitais, tm contribudo de forma exponencial para o crescimento das receitas e para o aumen-to da margem de lucro alm de considerar os impactos positivos de satisfao e atendi-mento ao cliente. Entretanto, nem todas as empresas so bem-sucedidas nessa nova realidade digital e, consequentemente, na determinao do correto emprego dos novos recursos digitais para expandir a rentabilida-de e conquistar vantagens competitivas.

    As empresas esto se reinventado por inter-mdio da aplicao de tecnologias digitais em seus processos de negcio e esto apu-rando os resultados financeiros de maneira mais efetiva. A 7 pesquisa Digital IQ, condu-zida pela PwC, com mais de 2 mil executivos, em 51 pases, comprova isso.

    O estudo aponta os 10 principais compor-tamentos das empresas que, em geral, con-seguem correlacionar a utilizao das novas tcnicas e ferramentas de digital com um desempenho financeiro mais expressivo. O que acontece nessas organizaes que o CEO um lder da prtica de Digital. Por conta disso, o presidente da empresa con-siderado o patrocinador da estratgia e da execuo em Digital.

    Em 2013, uma porcentagem menor de en-trevistados para a pesquisa (57%) forneceu essa resposta, o que demonstra o quanto o presidente da empresa tem se tornado cada vez mais conhecedor do universo virtual.

    Atualmente, 69% das empresas que mais crescem compartilham a estratgia de digital com toda a organizao, nmero bem maior do que o registrado na pesquisa de 2014, quando 54% dos lderes afirmavam adotar essa poltica. Claramente, percebe-se uma tendncia de comportamento mais proativo face a maior rapidez com que as decises so tomadas e implementadas.

    Os executivos procuram utilizar efetivamen-te os dados capturados por meio de ferra-mentas e outros mecanismos para orientar

    as decises estratgicas. Por trs dessa postura est o objetivo de proporcionar uma expanso mais assertiva aos negcios, por meio de dados estruturados, e at de atuar de forma colaborativa com a concorrncia, o que constitui um desafio para os lderes em-presariais.

    Planejar, realocar e realizar investimentos em Digital para conquistar de forma mais rpida uma vantagem competitiva em seu segmen-to de negcio uma outra caracterstica das empresas de melhor performance financeira. Elas perceberam e aplicaram o poder da multido.

    As empresas de alto desempenho entendem que, para inovar, muitas vezes preciso olhar para fora da sua prpria organizao. Essas empresas encontraram inspirao para solu-es digitais de vrias maneiras entre parcei-ros e competidores e no apenas por pro-cessos internos de inovao com a prpria equipe 69% das organizaes de maior crescimento esto mais propensas a avaliar muitas tecnologias emergentes, investir em funcionrios que possuem startups relacio-nadas com os respectivos core business ou at mesmo na busca pela convergncia de negcios ou processos.

    A medida que so incorporadas novas ferra-mentas ao ambiente de negcios, os riscos relativos segurana ciberntica tambm tendem a aumentar. Empresas atentas a essa questo, como so aquelas com maior potencial de crescimento, usufruem de mais possibilidades de triunfar na construo de marca e na demonstrao de valor para os stakeholders, sejam eles consumidores, parceiros, fornecedores, funcionrios ou a comunidade local. Outro ponto crucial e que demonstra ser mais factvel - realizar a mensurao constante de resultados dos investimentos em Digital para que o valor ge-rado fique bastante claro para toda a organi-zao.

  • mtriCas para Uma vida toda

    Por Marco A. Cardozo Jr.

    rEsultaDos

    52Digitalks

  • rEsultaDos

    53Digitalks

    Cada vez mais discutimos e aplicamos es-tratgias pensando em nossos potenciais con-sumidores/clientes em toda a sua jornada, des-de o primeiro contato com a marca, produtos e servios, at a possibilidade de fideliz-los. Portanto, no nem preciso dizer que toda a estratgia de mdia e utilizao dos mais va-riados canais so um esporte coletivo e que nem sempre visam a performance direta e mo-mentnea, mas sim dar suporte para outras aes com foco nesse quesito.

    Indo alm, mais do que estratgias de mdia, hoje nos deparamos com situaes nas quais h uma migrao de dispositivos na jornada de compra e porque no entre ambientes digi-tais e fsicos no que chamamos de omni chan-nel, famoso e to falado na teoria, mas ainda minimamente aplicado (vejo pouqussimas estratgias nesse sentido, apesar do enorme potencial).

    Diante disso, apresenta-se um cenrio cada vez mais desafiador para que possamos pla-nejar, mensurar e otimizar a partir das mtricas corretas para cada momento e quais so os KPIs mais importantes para cada um deles. como pensarmos em uma pesquisa de mer-cado: no podemos simplesmente abordar as pessoas na rua perguntando quais produtos elas compram. Temos que elaborar a metodo-logia e desenvolver as perguntas certas e dife-rentes caminhos, de acordo com as respostas.

    Partindo desse pressuposto, saber de quanto em quanto tempo os clientes voltam a comprar no seu site e o quanto eles j geraram de receita para voc desde a primeira compra, por exem-plo, so anlises extremamente importantes (aquelas de cabeceira) para os que almejam grandes anlises e trabalham com estratgias Data Driven para obter sucesso. Com essa mu-dana de mindset, calcular o ROI da mdia em cima de apenas uma compra torna-se irrisrio, visto que h uma taxa de recompra orgnica (TRO) que deve ser inserida em sua viso de negcio. At mesmo porque, convenhamos, muito mais barato reter os clientes do que in-vestir em novas aquisies, como j diz um dos ditados mais famosos do marketing.

    importante salientar que, para esse tipo de anlise, o planejamento de mtricas deve definir

    qual ser a chave nica para que informaes de diferentes ferramentas possam ser analisa-das em conjunto. Aqui vale citar que, usualmen-te, as ferramentas de Analytics no permitem a coleta de dados pessoais. Em razo disso, evite utilizar informaes como CPF e e-mail como chaves e prefira o uso de nmeros aleatrios, porm nicos, para cada lead, cliente etc.

    Com tal viso nica de clientes em mos, o prximo passo definir grupos estratgicos de atuao. Com certeza, teremos nossos clientes VIP (aqueles que possuem o mais elevado ndi-ce de recompra), os que no voltam com tanta frequncia e aqueles que voltam pontualmente, quase nunca, ou que nunca mais converteram. A possibilidade de diferentes estratgias para cada cluster imensa. Por exemplo: grandes lanamentos podem ser oferecidos com ex-clusividade para os clientes mais importantes, com a abertura de vendas previamente para os mesmos. Vejam que, aqui, o direcionamento ao benefcio da exclusividade e insero do mesmo em um patamar acima dos demais consumido-res crucial para o sucesso da ao.

    Obviamente, todas as estratgias devem ser pensadas para que sua base de clientes conver-ta frequentemente. Sendo assim, descontos ex-clusivos e anlises de propenso de compra so extremamente bem-vindas para os que conver-tem esporadicamente; contedo personalizado e ferramentas de behavioral targeting devem ser utilizados sem moderao. Saber quais produ-tos compram, perfil de navegao, dispositivo de acesso, entre outros, so utenslios muito po-derosos para a otimizao dos resultados.

    Esse planejamento, definio de KPIs para acompanhamento e elaborao das tticas de comunicao com os grupos, com certeza no tarefa fcil, visto que estamos falando de uma cultura de mtricas avanada. No entanto, com essa viso, um mar de novas possibilidades se abre para que voc saiba exatamente quem o seu cliente e faa com que ele permanea por muito mais tempo consigo. E por que no a vida toda?

    Marco A. Cardozo Jr. Responsvel pela rea de Digital Intelligence, Mtricas e Analytics na Vitrio

  • invEstimEnto

    54Digitalks

    6 Errosna hora de investir

    em Marketing Digital

    Por Yuri Moreno

  • invEstimEnto

    55Digitalks

    #1 Comear com expecta-tivas irrealistasAs oportunidades aparecem interminveis quando planejamos uma campanha. No possuir objetivos condizentes com o plane-jamento e no acompanh-los e analis-los ao longo do caminho um tiro no p.

    muito importante buscar a opinio de outros colegas e, se possvel, pesquisar o histrico daquele mercado/mdia/ao que voc est planejando. Isso vai ajud-lo a entender melhor o seu baseline e, assim, conseguir avaliar se o seu planejamento est de acordo.

    Sempre que possvel, faa ajustes para aprimorar/aperfeioar a performance de sua campanha e no tenha medo de rea-valiar e redefinir suas metas e KPIs.

    No estabelecer metas analticas antes do comeo de uma campanha tambm um erro. Sem esses objetivos mensurveis, voc no vai conseguir entender seus es-foros e como aperfeio-los.

    #2 - Criar confuso entre correlao e causaImagine a seguinte situao: voc est ro-dando uma campanha de CPA e, do nada,

    suas vendas comeam a subir absurda-mente. Sua campanha est conseguindo uma perfor