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Revista EmbalagemMarca 075 - Novembro 2005

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Edição de novembro de 2005 da revista EmbalagemMarca.Visite o site oficial da revista http://www.embalagemmarca.com.br e o blog http://embalagemmarca.blogspot.com

Text of Revista EmbalagemMarca 075 - Novembro 2005

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Sem vaticnios tresloucadosa prxima edio, E MBALAGEM M AR CA encerrar o ano com uma reportagem de capa que, em sete anos sucessivos de publicao, se consolidou como um documento aguardado pelos profissionais da cadeia de embalagem. Refiro-me ao tema Tendncias e Perspectivas, modesta tentativa de ajudar as empresas do setor no planejamento do exerccio seguinte, usualmente feito neste perodo. Interpreto a expectativa em relao a esse servio, por ns desenvolvido com base no vasto volume de informaes que chega revista no dia-a-dia,

N

Wilson PalharesObservamos que nossos prognsticos no tm sido disparatados. Isso tem sido obtido graas crescente profissionalizao da equipe e a sua intimidade cada vez maior com o setor

como indcio de que temos mantido bom equilbrio: no ficamos na obviedade nem extrapolamos para vaticnios tresloucados. Na verdade, costumamos cercar-nos de todos os cuidados, para fazer projees seguras. A cada ano, ao repassarmos o trabalho apresentado doze meses antes, observamos que, no geral, temos acertado, pois nossos prognsticos no tm sido disparatados. Isso tem sido obtido graas crescente profissionalizao da equipe e a sua intimidade cada vez maior com o setor. Em resposta qualidade de

informao que a revista oferece, leitores e anunciantes tm nos brindado com inestimvel apoio, o qual retribumos com mais investimento destinado a aperfeioar o produto. Nessa linha, acabamos de ampliar a equipe com a contratao de Lvia Deorsola, jovem jornalista que certamente contribuir, com o esforo e o talento demonstrados em curto perodo de convvio com a redao, para reforar ainda mais o conceito em que o pblico tem EMBALAGEMMARCA, o de ser a revista mais completa do setor. At dezembro.

n 75 novembro 2005

12 14

Celulsicas

Cartuchos de papel carto enobrecem sabonetes Lux Luxo sem alterar seu preo nas gndolas

36 40 44 46 48 52

Metlicas

Diretor de Redao Wilson [email protected]

Coca-Cola lanada em garrafa de alumnio, numa edio especial para casas noturnas

Reportagem Flvio [email protected]

Reportagem de capa: Embalagens de Vidro

Pack Expo

Guilherme [email protected]

Preos represados dos plsticos e recentes casos de sucesso reavivam o interesse de diversas indstrias pelos recipientes de vidro

Pack Expo Las Vegas 2005 apresenta o melhor desempenho de sua histria

Leandro Haberli [email protected]

Livia Deorsola Departamento de Arte Carlos Gustavo Curado (Diretor de Arte)[email protected]

Food service

Consumo de queijos processados cresce, modernizando sistemas de acondicionamento

Jos Hiroshi Taniguti (Assistente) Administrao Marcos Palhares (Diretor de Marketing) Eunice Fruet (Diretora Financeira) Departamento [email protected]

Flexveis

Novo fabricante de rao para cachorros evidencia movimentaes no setor de embalagens

Entrevista: Jos Ricardo Roriz

Diretor do departamento de competitividade e tecnologia da Fiesp comenta o impacto da nanotecnologia na indstria de embalagens

Karin Trojan Wagner Ferreira Circulao e AssinaturasMarcella de Freitas Monteiro [email protected] Assinatura anual: R$ 90,00

Mercado

Nestl relana Leite Ninho em embalagem com formato de balde de ordenha

Pblico-AlvoEMBALAGEMMARCA dirigida a profissionais que ocupam cargos de direo, gerncia e superviso em empresas integrantes da cadeia de embalagem. So profissionais envolvidos com o desenvolvimento de embalagens e com poder de deciso colocados principalmente nas indstrias de bens de consumo, tais como alimentos, bebidas, cosmticos e medicamentos.

22 30 323 6

Materiais

Tetra Pak e Poly-Vac investem para conseguir nacos do mercado de alimentos sensveis

54 58 72

Matrias-primas

Resinas especiais garantem mais resistncia s sacolas tipo camiseta e melhor imagem de marca aos supermercados

Plsticas

Label Expo

Filiada ao

Garrafas de PET substituem as embalagens de vidro nos isotnicos Gatorade

Mais novidades apresentadas durante a feira europia de converso e impresso de rtulos

Alimentos

Embalagens so a estratgia usada em um mecado acirrado pela chegada da argentina Arcor

ndice de AnunciantesRelao das empresas que veiculam peas publicitrias nesta edio

Impresso: Congraf Tel.: (11) 5563-3466 EMBALAGEMMARCA uma publicao mensal da Bloco de Comunicao Ltda. Rua Arclio Martins, 53 Chcara Santo Antonio - CEP 04718-040 So Paulo, SP Tel. (11) 5181-6533 Fax (11) 5182-9463 Filiada FOTO DE CAPA: STUDIO AG ANDR GODOY

EditorialA essncia da edio do ms, nas palavras do editor

DisplayLanamentos e novidades e seus sistemas de embalagens

26 PanoramaMovimentao no mundo das embalagens e das marcas

www.embalagemmarca.com.brO contedo editorial de EMBALAGEMMARCA resguardado por direitos autorais. No permitida a reproduo de matrias editoriais publicadas nesta revista sem autorizao da Bloco de Comunicao Ltda. Opinies expressas em matrias assinadas no refletem necessariamente a opinio da revista.

64 Converso e ImpressoProdutos e processos da rea grfica para a produo de rtulos e embalagens

74 AlmanaqueFatos e curiosidades do mundo das marcas e das embalagens

Salsaretti ganha novo visualEm comemorao aos 50 anos da marca Etti, responsvel por 20% do faturamento da Parmalat, a empresa lanou o ExtratoFcil, integrante da linha de produtos base de tomate Salsaretti. Alm dos incrementos do novo molho de consistncia mais cremosa, de acordo com a empresa , toda a linha traz novidades de layout em suas caixas asspticas, de 370g, e latas, de 350g. Com o intuito de destacar os produtos nas gndolas, o design passou a apresentar os ingredientes dos molhos na impresso da lata, agora feita diretamente no invlucro pelo processo de litografia. Segundo o gerente de marketing de vegetais da Parmalat, Luciano Dualib Uvo, a alterao acarreta uniformidade na apresentao final da embalagem porque reduz a variao de qualidade da impresso antes feita em rtulos de papel , alm de adicionar brilho ao resultado final. A uniformizao da identidade visual dos atomatados visa fixar o conceito de famlia repleta de sabores, conforme explica Uvo. A agncia responsvel pelo desenvolvimento a Pandesign. As latas so fornecidas pela Metalrgica Prada, e as caixinhas so da Tetra Pak.

Toddy tambm em sach individualA fim de conquistar consumidores de 12 a 17 anos, a PepsiCo est lanando uma nova extenso de linha de Toddy. Trata-se do Toddy Tentaes, novidade que combina o achocolatado em p com pedaos de cookies e confeitos. Em duas variantes, o produto chega ao mercado em cartuchos de papel carto da Igel, que contm cinco sachs 30g cada poro prepara um copo de 200ml. Quem produz os envelopes a catarinense Inplac. O design da Narita Associados.

Frisco repaginado para o veroDe olho na chegada do vero, a Diviso de Alimentos da Unilever reformulou o visual de sua linha de refrescos em p Frisco (verses standard e light), comercializada em sachs da Embalagens Flexveis Diadema. Procurada, a Unilever no informou a agncia de design responsvel pelo projeto.

6 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2005

Grupo Suissa moderniza rtulosAs linhas de desodorantes squeeze da Topper e da Suissa, do Grupo Suissa, ganharam novos rtulos em Heat Transfer da Technopack. Os consumidores podem escolher entre as fragrncias Amazonian, Brisa Tropical, Frescor da Manh, Flores da Primavera, Naturalle, Toque de Lavanda e Odor de Rosas, na linha Suissa, e Athletics, Explosion, Special Sports e Sense, na linha Topper. Cada variante identificada por uma cor. As embalagens, de polietileno, so fabricadas pela Vibrao. O design dos rtulos assinado pela prpria Suissa.

Poro que no engordaA Salware estende para todo o Brasil a verso de 20 gramas do chocolate diet branco, que era comercializado apenas no Paran. O produto fez sucesso no estado do Sul, e segundo pesquisa da empresa, 20 gramas de chocolate diet a quantia ideal para ser consumida diariamente pelas pessoas que no querem abusar das calorias. A embalagem do tablete de 20g foi desenvolvida pela designer Juliana Dissenha e impressa em hot stamping dourado pela Grfica Mertens, de Curitiba.

Caixa de bombons da Garoto redesenhadaA tradicional caixa de bombons da Garoto foi modernizada, e o logotipo da marca ganhou volume. A cor continua a mesma: amarela. Ganharam destaque na caixa as embalagens dos bombons, que tambm foram redesenhadas. O novo desenho foi desenvolvido pela FutureBrand. Os estojos so produzidos em papel carto triplex pela Brasilgrafica.

Embalagem para brincarA Klabin apresentou na Expofruit 2005, que ocorreu de 20 a 22 de outubro em Mossor, no Rio Grande do Norte, as embalagens para frutas que viram brinquedo. Os dois modelos de caixa de papelo ondulado que se transformam em nibus e no personagem infantil Boco Papaia podem ser usados para mamo e manga. O objetivo das embalagens incentivar o consumo de frutas entre as crianas. As caixas foram desenvolvidas pela prpria Klabin.

Rtulo metalizado para atum Gomes da CostaA Gomes da Costa d continuidade ao crescimento de sua linha de produtos e lana o atum claro na verso Natural (light), em gua, opo leve para o atum em leo. As embalagens de ao produzidas pela Metalrgica Prada receberam um atrativo para o consumidor: os rtulos so impressos em papel metalizado dourado para o atum em leo e prata para o natural pela Grfica 43.

Escovas ganham novo blisterA Bitufo revitalizou as embalagens de sua linha econmica de escovas dentais. Os blisters so produzidos pela Vilac em papel couch de 85g/m2, com verniz termosselvel. So embalagens para escovas, fio dental e kit odontolgico, entre outros produtos. Para os rtulos, a Vilac possui uma impressora digital HP Indigo Press WS 2000, que possibilita atender a pequenas e mdias tiragens.

8 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2005

No vero, Kibon com menos caloriass vsperas do incio do vero, estao do ano em que a indstria de sorvete faz a festa, com 70% das vendas do perodo, a Kibon, diviso da Unilever, antecipa lanamentos e coloca no mercado novos sabores e produtos com calorias zero e sem adio de acar, alm de tipos reformulados, agora em potes de 2 litros. A empresa detm 70% do mercado de picols e cones, e 54% das tortas e massas. Talvez pela instabilidade do clima dos ltimos tempos, Paola Cortaza, diretora de marketing da marca, espera apenas que os nmeros sejam mantidos, mas no declarou expectativas amplificadas para a poca mais quente do ano. Pretendemos continuar com essa fatia, que j significativa, avalia. O investimento para a temporada 2005/2006 chega aos 30 milhes de reais e inclui forte campanha publicitria. As embalagens no sofreram grandes alteraes, mas os Sabores do Brasil (linha Carte dOr), que recriam em sorvete sobremesas tipicamente brasileiras, como o brigadeiro e o doce de abbora com coco, ganham em transparncia nos potes de plstico. Nos rtulos, predominam as cores verde e amarela. Outras novidades so o Kibon Cornetto ChocMix, a volta do clssico Sonho de Valsa (em parceria com a Kraft Foods) e da linha Light. Apesar do calor habitual um pouco ameno ultimamente, verdade , o Brasil ainda visto como um mercado a ser mais explorado; afinal, apenas 2,8 litros de sorvete so consumidos por pessoa a cada ano. No Chile, pas de clima muito mais fresco, o consumo chega a 6 litros por ano para cada habitante, segundo dados informados pela Kibon.

Design adaptado ao mercado brasileiroA Coty coloca no mercado brasileiro os desodorantes Adidas Active Body Care for Women, linha de desodorantes com a tecnologia SmartTech, inovao que introduz o conceito de desodorantes inteligentes no pas. De acordo com a empresa, os desodorantes agem conforme a necessidade do corpo, e o ingrediente ativo encapsulado em micro-esferas que so liberadas gradualmente, de acordo com o aumento da atividade do corpo. As embalagens do aerossol so de alumnio, fabricadas pela Exal Packaging e pela Rexam, nos Estados Unidos. Os frascos do roll-on, produzidos pela mexicana MC Plasticos so de polietileno de alta densidade e as tampas de polipropileno, com rtulos da tambm mexicana Flexo Print. O design segue a linha da Adidas International, adaptado ao mercado nacional.

Barras de cereais em stand-up pouchCom apelo convenincia de uso e ao consumo em pores individuais, est no mercado a nova embalagem stand-up pouch de Nutry MiniMix, da paranaense Nutrimental, com 10 unidades de mini-barras de cereais de 12 gramas, em sete sabores. Desenvolvida pela Komatsu Design, de So Paulo, os sachs so fornecidos pela Milplast, convertedora situada em So Jos dos Pinhais (PR).

Nestea tem novo projeto grficoO novo projeto grfico do ch pronto para beber Nestea, da CocaCola, preserva a cor azul como elemento identificador, na verso regular do produto. O prata de fundo, para a verso light, retoma o padro j adotado para os produtos da linha light da Coca-Cola Brasil. As embalagens, desenvolvidas pela Oz Design, mostram um copo de ch visto de cima, e tm uma onda, na parte superior, que identifica, pela cor, a variao dos sabores limo, pssego, tangerina e maracuj. Nestea est disponvel em latas de 340ml, fornecidas pela Rexam, e em garrafas de PET de 1,5l nos sabores pssego, limo, pssego light e limo light.

10 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2005

As novas cervejas sazonais de sempreA Cervejaria Baden Baden, de Campos do Jordo (SP), lana a Celebration Vero 2006, uma cerveja sazonal que integra seu time de cervejas especiais. A edio de 2006 d seqncia linha Celebration, que possui cervejas especiais para o inverno e o vero. A edio deste ano uma cerveja do tipo weiss, elaborada com maltes de cevada e trigo. A cervejaria coloca no mercado tambm a Christmas Beer, bebida que foi lanada no ano passado apenas para a poca de Natal. um produto do tipo ale, levemente frisante. As garrafas so fabricadas pela Saint-Gobain, com rtulos da Soft Color e tampas da Tapon Corona. O desenho da M Design.

Sobre a embalagem da maionese SoyaA redao recebeu do sr. Gian Piero Bortone, gerente de vendas da Premiumplastic Embalagens, correio eletrnico afirmando no corresponder realidade a informao contida no ttulo de nota publicada na pgina 8 da edio anterior de EMBALAGEMMARCA (Maionese Soya sai do PET para o vidro). Sintetizamos a mensagem: A Bunge (antiga Sanbra /Santista), tinha a maionese marca Maioneggs em vidro, passando por volta de 1998 a comercializ-la em potes de polipropileno. Aproximadamente em 2001 voltou para o vidro e, mais recentemente houve a troca da marca Maioneggs para Soya e Delcia (ambas em vidro). Ou seja, essas marcas nunca trabalharam com PET, como descrito na reportagem. Isso demonstra uma viso tendenciosa ou fonte de informaes incorretas?. R: Tratou-se simplesmente de uma informao equivocada, devido pressa na apurao. Como norma em EMBALAGEMMARCA, registramos as correes de nossos erros sempre que identificados e pedimos desculpas aos leitores. Quanto referncia a viso tendenciosa, acreditamos que as 75 edies sucessivas de EMBALAGEMMARCA so uma demonstrao suficiente de nossa postura imparcial e tica.

celulsicas >>> higiene pessoal

Luxo com custo aceitvelUnilever revigora imagem dos sabonetes Lux com cartuchos de papel cartomudana das embalagens de toda a linha de sabonetes Lux Luxo, da Unilever, traz uma questo que parece fazer parte da prpria gnese da marca, responsvel por uma fatia de 32,6% do mercado: o luxo. No que a substituio dos flow packs de polipropileno bi-orientado (BOPP) por cartuchos de papel carto configure uma reformulao radical. Mas, aliada campanha publicitria, que pela primeira vez em muitos anos no traz o rosto de uma celebridade (uma das ltimas personalidades a ilustrar a divulgao do produto foi a modelo Gisele Bndchen, em 2003), ela traduz a tentativa de ampliar a gama de consumidoras da marca. Ou seja, envereda pela senda do luxo acessvel, agregando valor ao produto sem exagerar nos custos. Os sabonetes esto mais modernos, e a idia democratizar os produtos de luxo, deixando-os ao alcance do consumo de massa, diz Mara Pezotti, gerente de marketing de sabonetes da Unilever. Como o intuito penetrar em diversas classes sociais, apesar da nova embalagem o preo dos sabonetes da linha reformulada que inclui trs novas variantes, com as fragrncias de chocolate, ptalas de rosas e guaran , foi mantido em menos de 1 real. Graas a extensas negociaes com os fornecedores, revela Mara, conseguimos oferecer um sabonete de luxo por 85 centavos. Foram necessrios dois anos para adaptar os ingredientes e contratar fornecedores, conta a gerente de desenvolvimento de embalagens da Lux, Claudia Bugni. Na opinio da executiva, as maiores vantagens da substituio so agregar valor ao produto, oferecer maior proteo aos sabonetes e destac-los no ponto-de-venda. As embalagens dos novos produtos, criadas pela agncia inglesa Lippa Pearce e adaptadas ao mercado nacional pela brasileira Rex Design, so fornecidas pela Impressora Paranaense, do grupo Dixie Toga. Segundo o designer Gustavo Piqueira, da Rex, as caixinhas de carto e a volta do nome Luxo marca foram adotadas apenas no Brasil da as adaptaes de tamanho e material, alm da criao da variante regional Lux Suave, de cor roxa. Entre reformulao da marca e comunicao, foram gastos 30 milhes de reais, investimento altura de um mercado que produz cerca de 200 000 toneladas e que movimenta quase 1,5 bilho de reais por ano, segundo estimativas. As pesquisas de desenvolvimento duraram dois anos e 3 000 brasileiras foram ouvidas para que se chegasse mescla de gastronomia e cosmtica, prtica que se afina a uma tendncia mundial, como aponta a perfumista francesa e criadora das novas fragrncias, Isabelle Abram, da Givaudan.

A

FOTOS

LG : DIVU

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REFORMULAO - A nova linha de sabonetes Lux Luxo dispensa rostos famosos, mas traz embalagens mais sofisticadas

Impressora Paranaense (4l) 275-5132 www.dixietoga.com.br Rex Design (11) 3862-5121 www.rexnet.com.br

12 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2005

reportagem de capa >>> embalagens de vidro

14 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2005

Interesse reacesoPreos volveis dos plsticos (re)valorizam o vidro e inspiram discusses sobre os efeitos das mudanas de embalagem para a imagem das marcasPor Guilherme Kamio

vis de alta do petrleo e a incerteza dos seus preos futuros vm fazendo mais que inflacionar as bombas de gasolina e embalar as vendas de automveis flex. Evocados em planilhas e reunies, eles j reavivam os apelos de embalagens que, nos ltimos anos, vinham sendo preteridas por plsticos nas mais variadas pontas de gndola. Tome-se o caso dos recipientes de vidro. Abalados pela sanha da reduo de custos industriais e pelas guerras de preo no varejo, eles passaram a perder, sucessivamente, clientelas em categorias como alimentos, bebidas, medicamentos e at em cosmticos. Sucede que aps terminar 2004 em queda de 11%, a produo dessas embalagens cresceu 4,6% e 9,6% nos dois primeiros trimestres deste ano, radiografa um balano da Fundao Getlio Vargas (FGV) feito a pedido da Abre Associao Brasileira de Embalagem. Os ltimos trs meses, de acordo com o setor vidreiro, tambm sorriram aos negcios de garrafas, potes, frascos e afins.

Hoje, sem preos represados, temos maior competitividade com outros materiais de embalagem que no passado, e ela s no maior porque o dlar baixo atenua em parte a alta do petrleo, pontifica Alexandre Marchezini, diretor de vendas e marketing da Owens-Illinois do Brasil (antiga Cisper), grande vidraria instalada no pas. Acreditamos que a estabilidade A produo de econmica e algum crescimento na embalagens de vidro renda tambm venham favorecenno Brasil cresceu do o cenrio melhor, interpreta Paulo Drummond, diretor comercial da CIV Companhia Industrial de Vidros, baseada em Recife. Para no primeiro se ter idia, o refluxo de negcios trimestre e em embalagens dos ltimos meses at inspirou a Owens-Illinois a lanar uma campanha publicitria que estapeia os plsticos com luva de no segundo pelica atravs do mote todo mundo est migrando para o vidro.novembro 2005 >> novembro 2005

FONTE: O-I DO BRASIL

Um dos casos emblemticos dessa (re)valorizao das embalagens de vidro vem da Bunge Alimentos. Usuria macia de embalagens plsticas, produzidas em linhas prprias, a empresa acaba de bancar a reestria de sua maionese Soya, lanada em 2003 em potes plsticos, em vidro da Owens-Illinois. O reposicionamento rema contra a debandada de marcas de maioneses para os plsticos, puxada h cerca de dois anos pela lder de mercado Hellmanns, da Unilever. O consumidor considera o vidro imbatvel em higiene e nobreza para o acondicionamento de maioneses, sustenta Marchezini, aludindo aos resultados de uma pesquisa sobre percepo de embalagens de maionese encomendada pela O-I ao instituto de pesquisas Ipsos, meses atrs. Em outros segmentos, entretanto, as marcas notrias, ou de referncia, tm contribudo com a escalada do vidro. o caso da Coca-Cola, que de cerca de dois anos para c est reativando sua famlia de garrafas retornveis de vidro, investindo forte para que elas ultrapassem a participao de 30% em seu packaging mix.

Tradicionais e atuais ao mesmo tempoOs principais atributos tcnicos e de marketing proporcionados pela embalagem de vidro Transparente e elegante: o consumidor v o que compra. Os produtos ganham uma imagem nobre, sofisticada e confivel. Higinico: o vidro fabricado com elementos naturais, protegendo os produtos durante mais tempo e dispensando conservantes. Inerte: o vidro no reage quimicamente. Por ser neutro, os produtos no sofrem alteraes de sabor ou de qualidade. Verstil: formas, cores e tamanhos so detalhes que fazem diferena no pontode-venda. Mltiplo uso: as embalagens de vidro podem ser reaproveitadas. Prtico: aps o uso, o produto pode ser retampado, caso no seja consumido em sua totalidade. Resistente: mudanas bruscas de temperatura, cargas verticais e umidade no so problema para as embalagens de vidro. Microondas: pode ser usado diretamente no forno de microondas. Impermevel: por no ser poroso, o vidro funciona como uma barreira contra qualquer agente exterior, mantendo assim os produtos frescos, aumentando o shelf life em relao a outros tipos de embalagens.

reflete o downgrade desses matinais, que nem se chamam mais requeijes, e sim especialidades lcteas com requeijo cremoso ou seja, a rigor, transformaram-se em outros produtos). O setor vidreiro, porm, v indcios de que o copo de vidro persevera como embalagem prezada pelo consumidor. A Nadir Figueiredo defende essa bandeira. Dois anos atrs, os copos de requeijo aquinhoavam 50% de seu volume de produo. Hoje, esse percentual de 35%. Segundo a Nadir, boa parte dos consumidores chiou com a ida dos requeijes para os plsticos, tanto que uma linha de copos com o mesmo perfil dos de requeijo, lanada neste ano, faz sucesso em sua diviso de ativos de mesa (ver EMBALAGEMMARCA n 71, julho de 2005). O que tambm passa recibo da fora dessas embalagens como referncia da categoria que, como uma brigada de resistncia, alguns fabricantes de requeijo requeijes, mesmo, e no especialidades continuam na apresentao tradicional. So os casos de marcas como Itamb, Danbio (Vigor), Aviao e Copocrem (Catupiry). H poucas semanas, a Nadir ganhou at um novo cliente nessa rea, o requeijo do laticnio Coronata. O copo de vidro oferece flexibilidade, fato comprovado por promoes feitas nos ltimos anos com decoraes diferenciadas, bem visto pelo consumidor e de fato enobrece produtos, diz um profissional de marketing de uma fbrica de requeijes que pede para no ser identificado. No entanto, as direes das fbricas alegam que os plsticos barateiam o custo do produto, o que vital para penetrar nas classes de baixa renda. Em contrapartida, a Nadir reafirma a competitividade

REFIL Nestl aposta na reutilizao dos potes especiais de Nescaf e sugere reposies (foto no topo)

RESISTNCIA Nadir Figueiredo perdeu grandes clientes em requeijes, mas tem atrado novas marcas, como a Coronata

STUDIO AG ANDR GODOY

DIVULG

AO

dos copos, ressaltando um exemplo recente: o sucesso do relanamento da pasta de avel com chocolate Nutella, da Ferrero do Brasil, que trocou o pote de plstico por copos de vidro com alto apelo como utenslio domstico. Mas no apenas na competio direta com contratipos plsticos que os recipientes de vidro ensaiam uma volta por cima. As vidrarias vm sendo sondadas quanto a possibilidades de atendimento at em nichos blindados da volubilidade das altas das resinas termoplsticas. Exemplo dado pelo segmento de conservas, que de meses para c tem convertido linhas antes fiadas em latas de ao para potes de vidro. Nos casos da Owens-Illinois e da Saint-Gobain, esse movimento acontece a reboque de investimentos de duas importantes marcas dessa rea, a Quero e a Ol, que migraram das latas para potes de vidro em itens como ervilhas, milho verde e seleta de legumes. Acreditamos que esse um mercado que pode render altos volumes de negcios nos prximos anos, sentencia Andr Liberali, gerente de vendas e marketing da Saint-Gobain Embalagens.

Empurro das cervejasA subsidiria brasileira da vidraria francesa tambm acusa bons ventos em seus negcios em embalagens, especialmente garrafas para bebidas. O momento de dinamismo do mercado de cervejas tem ajudado muito, aponta Liberali. A Saint-Gobain a fornecedora, por exemplo, da embalagem da mais nova variante

da cerveja premium Bohemia, a Confraria: uma garrafa com pintura vitrificada, que lhe proporciona aparncia de cermica (destacada em EMBALAGEMMARCA n 73, setembro de 2005). O vidro tambm vem sendo a opo nmero um das ascendentes microcervejarias, pelo seu inquestionvel apelo de distino, salienta Andr Liberali. Cervejas, a propsito, vm igualmente aquecendo as fornadas da O-I. Depois dos sucessos recentes da Skol Beats e da Skol Big Neck, produtos demonstrativos das possibilidades de inovao em formato de garrafas, nas palavras de Alexandre Marchezini, a AmBev est se apoiando em long necks da O-I para o incio da

AQUECIMENTO Bebidas tm exigido novas (e sofisticadas) garrafas da Saint-Gobain, como as dos sucos Brisk e da gua Vittalev, decoradas com rtulos termoencolhveis, e a da Bohemia Confraria, com qu de cermica

No haver demanda reprimida, garantem vidrariasMuitas indstrias interessadas em lanar produtos em embalagens de vidro ou estudando a possibilidade de migrar linhas j existentes para elas tm a seguinte preocupao: o setor vidreiro ser capaz de atend-las? O questionamento faz sentido ao se consultar estatsticas da Abividro Associao Brasileira Tcnica das Indstrias Automticas de Vidro. Uma tabela no website dessa entidade de classe d conta de uma diminuio da capacidade instalada no segmento de embalagens. Se em 1999 a capacidade era de 1,497 milho de toneladas por ano, em 2004 ela foi de 1,277 milho de toneladas. As vidrarias, no entanto, asseguram que tm punch para atender aumentos de escala. No h risco algum de demanda reprimida, diz Alexandre Marchezini, diretor de vendas e marketing da Owens-Illinois do Brasil. Andr Liberali, gerente de vendas e marketing de embalagens da Saint-Gobain, faz coro, ao lembrar que as capacidades dos fornos so constantemente revisadas pelas vidrarias, de modo a apresentarem folga para cinco ou dez anos. A Wheaton, por sua vez, informa que possui um forno estepe, capaz de aumentar sua produo anual, hoje de 800 000 frascos, em 25%. Fator que tambm contribui para desanuviar previses de desabastecimento no mercado domstico o dlar baixo, que tm reprimido exportaes. Nossas vendas para o exterior vinham num grande embalo, tendo aumentado 30% nos ltimos trs anos, mas tivemos de tirar o p por causa do cmbio desfavorvel, situa Renato Massara Jr., diretor comercial da Wheaton.

18 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2005

FOTOS: DIVULGAO

comercializao da Brahma no exterior e para a distribuio da marca belga Stella Artois no mercado nacional. No balco da Saint-Gobain, outras searas de bebidas que tm rendido interessantes embalagens, ultimamente, so as de sucos prontos na qual se destaca a garrafa da linha de sucos Brisk, da mineira Agrofruit e de guas minerais com a garrafa da Vittalev, gua da paranaense Spaipa, uma das maiores engarrafadoras de Coca-Cola do pas. Ambas as garrafas tm shapes exclusivos (e, vale dizer, so decoradas com rtulos termoencolhveis, numa conjugao em crescimento mundo afora). As vincolas do Sul so outras clientes emergentes da Saint-Gobain. Chancelas de vinhos, como a Miolo, e de champanhes, como a De Grville, esto entre as principais freguesas dessa rea, informa Liberali. Sintomas no apenas da boa relao entre vidro e indstrias de bebidas, mas tambm de

CONSERVAS Quero e Ol relanaram ervilha e milho em vidro

que o momento favorvel ao vidro no se restringe ao eixo Sul-Sudeste, vm da nordestina CIV, que concentra boa parte dos negcios em embalagem nas suas cercanias. Entre os recentes casos de destaque est o da nova garrafa do rum Montilla, da Pernod Ricard, bebida que goza de 94% de share em sua categoria no Nordeste. O shape foi atualizado, e agora traz linhas mais modernas, arredondadas e atraentes, como forma de aumentar o impacto no ponto-devenda, diz Paulo Drummond. Quem assina a reformulao visual dessa embalagem a 100% Design. Outra garrafa recm-lanada foi a Touriga, para atender crescente demanda de vincolas do Vale do So Francisco. Ela possui cor mbar, seguindo a tradio das embalagens de renomados vinhos europeus, conta Drummond. Para pegar carona no crescimento das exportaes, a CIV tambm acaba de desenFOTOS: ANDR GODOY

novembro 2005 >> novembro 2005

FOTOS: DIVULGAO

PRESTGIO Crescimento da Wheaton se escora em frascos mais esmerados, como o do perfume Rhea ( dir.), e nas segmentaes de linha, como o Linda Brasil (abaixo), derivao do Linda

materiais >>> alimentos

E cresce a companhiaDepois das flexveis, caixinhas longa vida e potes termoformados assediam mercado de alimentos sensveis, tradicional reduto das latas e do vidroor dcadas dominado pelas latas e pelos potes de vidro, o mercado nacional de embalagens para alimentos sensveis e de alta acidez se transfor-

P

mou em objeto de assdio, de meses para c, de avanadas estruturas plsticas flexveis. Agora, novos jogadores esto entrando para valer na briga por negcios nessa rea: a gigante em caixi-

nhas longa vida Tetra Pak e a Poly-Vac, pioneira na produo de embalagens termoformadas de polipropileno. Nas prximas pginas, EMBALAGEMMARCA detalha essas duas investidas.

Chega a Tetra retortableproveitando a ocasio da Food Pack 2005, feira de embalagens para a indstria alimentcia ocorrida em So Paulo entre o fim de agosto e o incio de setembro, a Tetra Pak promoveu o dbut no Brasil da Tetra Recart, uma caixinha qual a alcunha de longussima vida cai bem. Explica-se. Ela a primeira cartonada assptica retortable da carteira de embalagens da empresa, ou seja, capaz de suportar, aps seu enchimento, a esterilizao do contedo por autoclave, sob altas temperaturas condio sine qua non para a distribuio sem refrigerao de itens alimentcios como sopas com pedaos, vegetais em conserva, raes midas e refeies prontas. Com paredes compostas por nove camadas intercaladas de papel carto, folha de alumnio e plstico (polietileno) em vez das seis das caixinhas convencionais, a Recart garante uma vida de prateleira de at dois anos ao seu contedo. De modo a garantir a percepo de valor pelo consumidor, a novidade incorpora um sistema de fcil abertura, fiado em micro-perfuraes a laser na aba que fecha o seu topo. Para acessar o produto acondicionado, o consumidor destaca a aba utilizando somente as mos, sem a necessidade do auxlio de objetos cortantes (veja o infogrfico). De incio, a Tetra Recart estar disponvel nos volumes de 300ml, 400ml e 500ml, em duas linhas de produo form-fill-seal com 22 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2005

A

APELO Fcil abertura, feita s com as mos (abaixo), um grande trunfo da Recart

COURO GROSSO Em vez das tradicionais seis camadas, paredes da Recart possuem nove

cadncias distintas. Na configurao mais veloz dos equipamentos possvel processar at 24 000 embalagens por hora (at 100 milhes de embalagens por ano). No que diz respeito s possibilidades de design grfico, a Tetra Pak informa que a Tetra Recart permite qualidade superior de impresso, com registros com qualidade fotogrfica. A subsidiria brasileira da multinacional sueca de embalagens frisa tambm o apelo ambiental da novidade: ela responde

FOTOS: DIVULGAO

por apenas 4% do peso total dos produtos e reciclvel. Ainda estamos mapeando possibilidades de negcio com a Recart, mas vale dizer que ela vem sendo objeto de grande curiosidade e de consultas nas ltimas semanas, at de setores que no imaginvamos chance de interesse, diz Eduardo Eisler,

Tetra Pak (11) 5501-3200 www.tetrapak.com.br

diretor de desenvolvimento de negcios da Tetra Pak. Segundo ele, a Recart j est sendo utilizada com sucesso na Europa, em linhas de feijes e vegetais em conserva da francesa Bonduelle (na foto na pgina anterior), nos Estados Unidos e no Mxico, em chili e outros produtos da culinria mexicana.

Por aqui no foi para a frente. L fora, foiEm meados de 2002, a Tetra Pak anunciou a inteno de difundir no Brasil o uso de sua caixinha Tetra Rex na rea de alimentos slidos. ocasio, a idia fora adotada pela paulista Dori Alimentos em linhas de confeitos e salgadinhos (veja EMBALAGEMMARCA n 48, junho de 2002). A sugesto de uso prostrou no pas. L fora, porm, no. Veja-se o caso da espanhola SIRO. Ela acaba de lanar os snacks Rio em caixinhas Tetra Rex Slim, de 1,5 litro, com o fechamento FlipClip, uma espcie de clipe plstico, e uma janela transparente, que permite aos consumidores visualizar o produto. Outro tira-gosto da SIRO, o Try, no sabor pizza, tambm est debutando nas gndolas espanholas em caixinha Tetra Rex Slim, de 1 litro, com o FlipClip.

novembro 2005 >> novembro 2005

Barreira

MAIOR VIDA Potes comuns ( esq.), permitem grande contato do alimento acondicionado com oxignio e umidade, o que acelera sua oxidao; barreira nos novos potes da Poly-Vac diminui essa interao, prolongando a validade dos produtos

Cmbio com data marcada A direo do grupo Tetra Laval informou que o sueco Dennis Jnsson ir assumir como CEO mundial da Tetra Pak em 1 de janeiro de 2006. A deciso devese ao fato de que Nick Shreiber, atual CEO da multinacional, anunciou que ir se desligar do cargo, aps cinco anos de gesto. Jnsson j foi alto-executivo da Tetra Pak no Panam, nos Estados Unidos e no Mxico. Energia limpa A alem Hofmhl ser a primeira cervejaria do mundo a funcionar com energia solar. Num acordo firmado durante a feira de negcios Drinktec 2005, a empresa ter uma nova fbrica projetada pela produtora de equipamentos Krones. A energia solar ir aquecer a gua utilizada para dissolver o malte e o lpulo na fabricao de cerveja, que geralmente baseado em gs. Prmio ao plasma O projeto de reciclagem de caixinhas longa vida por plasma, nacional e indito no mundo, recebeu o Prmio CNI 2005, da Confederao Nacional da Indstria, na categoria Desenvolvimento Sustentvel, modalidade Produo Mais Limpa. A planta de plasma, situada em Piracicaba (SP) e aberta em maio, fruto de uma parceria entre Klabin, Tetra Pak, Alcoa e TSL Ambiental. Recomendao pelo social A C-Pack Creative Packaging a primeira empresa fabricante de tubos plsticos da regio Sul do Brasil a ser recomendada certificao pela Norma SA8000 Responsabilidade Social, que busca a garantia dos direitos bsicos dos trabalhadores e a melhoria contnua das condies do ambiente de trabalho. Olhar aos dez Responsvel por diversos trabalhos em design, sendo os mais recentes a reformulao das embalagens da Aspirina, da Bayer, e a criao das embalagens da nova linha de lanternas Rayovac, a agncia OlhoGrfico est completando dez anos. Segundo a diretora Maria Elisa Tendolini, a empresa quer explorar o segmento de construo de marcas.

Nova flip top dois em umA Crown Tampas est lanando no mercado nacional um novo modelo de tampa oval, do tipo flip top, para o fechamento de frascos de itens de higiene pessoal xampus, condicionadores e cremes, por exemplo. Conforme explica a rea de marketing da fornecedora, a novidade dois em um: permite aos produtos serem expostos de forma regular ou top side down (de cabea para baixo). Disponvel nos orifcios de 3mm e 6,3mm, a tampa pode ser desenvolvida com cores especiais.

(11) 5054-4013 www.crowntampas.com.br

Em muitos pases h uma forte atuao dasinstituies de ensino, formando profissionais e estimulando o desenvolvimento de projetos de interesse da indstria. Precisamos fazer o mesmo aqui, j que a embalagem representa hoje 10% do faturamento das empresas

De Antnio Carlos Dantas Cabral, do Instituto Mau de Tecnologia, sobre o papel a ser exercido pelo Comit de Educao, recm lanado pela Abre Associao Brasileira de Embalagem. Cabral ser o coordenador da diviso.

Papelo com programa de cooperativasCiclo Sustentvel o nome do programa lanado no incio de outubro pela Coopercaixa Cooperativa Paulistana de Caixas e Chapas de Papelo Ondulado e a Cooperlnia, de Paulnia (SP), para promover a integrao dos fornecedores de matrias-primas (aparas de papelo) com os fabricantes dos produtos finais (chapas e caixas de papelo). A meta eliminar processos e custos intermedirios, gerando ganhos econmicos, sociais e ambientais para toda a cadeia envolvida. Em evento de lanamento do programa, os ministros Luiz Marinho, do Trabalho, e Luiz Dulci, da Assessoria Especial da Presidncia, prometeram apoio do governo iniciativa.

(11) 4644-1190 www.coopercaixa.com.br

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Triunvirato lidera lembrana de marcasDentre todas as marcas, independentemente de categoria, Omo, Coca-Cola e Nestl foram aquelas mais lembradas pelo consumidor brasileiro em 2005. As trs foram as tops das tops na 15 edio da pesquisa Top Of Mind, realizada pelo instituto Datafolha e pelo dirio Folha de S. Paulo. O ndice de recall de marcas, dividido em 40 categorias, baseou-se em 5 085 entrevistas em todo o pas. A mais recente verso do estudo faz deferncia s sete marcas que desde a primeira edio, em 1991, venceram suas categorias: Volkswagen, em automveis; Philips, em eletro-eletrnicos; Coca-Cola, em refrigerantes; Hellmanns, em maioneses; Omo, em sabes em p; Kibon, em sorvetes; e Doriana, em margarinas (todas as ltimas quatro, a propsito, pertencentes Unilever).

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ especial/2005/topofmind

Sobremesas em suportes cristalinosH cinco anos no mercado de xcaras descartveis para caf, a paulista Small Cup estria agora na rea de potes descartveis para sobremesas. Disponveis nas cores verde, rosa, azul e amarela e nos tamanhos de 250ml, 300ml e 400ml, os potes so produzidos em PET cristal. A Small Cup informa possuir representantes em todo o territrio nacional.

Livro condensa design da 100%A agncia paulistana 100% Design criou um livro com uma coleo de seus trabalhos, incluindo diversos casos detalhados de desenvolvimento de embalagens. Com o nome de Olhar 100% Perfil Estratgico, o portflio, com 120 pginas, foi lanado durante um evento promovido no Parque do Ibirapuera, em So Paulo, em meados de outubro. Fundada h quatro anos, a 100% Design j ganhou prmios internacionais como o Hows International Design Competition e do London International Advertising Design Awards.

(19) 3295-1286 www.smallcup.com.br

(11) 3032-5100 www.100porcento.net

Exportao de sebo com bag prprioProdutora de embalagens do tipo bag-in-box, a Embaquim acaba de criar uma variante especfica para a exportao de sebo. O Flextainer uma bolsa plstica gigante, de seis camadas, com capacidade para armazenar 24 000 quilos de produto. Mede 4,5 metros de largura por 7,5 metros de comprimento e sua matria-prima bsica o polietileno linear de ltima gerao. Apostamos que com a questo da febre aftosa o sebo se torne um item muito mais exportvel e importante para os frigorficos em termos de preo, entende Ronaldo Canteiro, presidente da Embaquim.

(11) 272-7263 www.embaquim.com.br

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plsticas >>> isotnicos

Agora ela inquebrvelPara explorar apelo da segurana, Gatorade troca vidro por garrafa de PETo Brasil, quando se pensa em bebida isotnica, a imagem de garrafas de vidro bojudas identificadas com a marca Gatorade vem cabea de muitos consumidores. Em que pese a fora de tal associao, essa bebida, criada para repor a energia dos atletas de um time de futebol americano da Flrida e prestes a completar 18 anos no Brasil, onde detm share de quase 77% no mercado de isotnicos (dado da ACNielsen), acaba de aposentar as garrafas de vidro de 473ml e aderir a novas, de PET, de 500ml. Segundo a PepsiCo, a controladora da marca, a leveza e o novo desenho da garrafa permitem que ela seja carregada de modo conveniente, sem o risco de cair e quebrar. Em lugares como a praia e as escolas a garrafa de plstico muito mais segura, argumenta Graziela Vitiello, gerente de marketing de Gatorade. A novidade permite marca entrar em novos espaos. Uma amostra da importncia da substituio de embalagem a forte campanha publicitria, lastreada em diversos meios de comunicao. Na televiso, um comercial mostra as garrafas intactas mesmo aps carem no cho. Mdias de ambiente aberto,Ampac Packaging +1 (513) 671-1777 www.ampaconline.com Inapel (11) 6462-8800 www.inapel.com.br

N

como bancas de jornal, bike banners, aerodoors e relgios de rua sero exploradas na cidade do Rio de Janeiro, para aproximar a novidade dos freqentadores das praias. Outdoors e anncios em cinemas e em grandes revistas completam o rol de aes. A fornecedora da nova embalagem plstica de Gatorade a Amcor PET Packaging empresa que, cerca de dois anos atrs, tambm participou da substituio de recipientes de vidro pelos de PET no caso de uma outra marca de referncia em sua categoria, a maionese Hellmanns, da Unilever. Os rtulos roll-fed de BOPP (polipropileno bi-orientado) so produzidos pela Inapel e tm concepo grfica da Oficina dDesign. Na parte de fechamento, as novas garrafas inquebrveis adotam tampas plsticas de rosca e selos de vedao por induo. A PepsiCo no revela o valor investido na estratgia. Sabe-se, porm, que a expectativa em torno das vendas da nova apresentao grande. Ao lado das batatas fritas da Elma Chips, Gatorade teve grande mrito no faturamento 13% maior da PepsiCo no terceiro trimestre de 2005, em comparao com o mesmo perodo de 2004. A receita passou de 7,26 bilhes para 8,18 bilhes de dlares.Amcor PET Packaging (11) 4589-3062 [email protected]

ENERGIA Para a PepsiCo, PET abrir novos espaos bebida Seaquist Closures (11) 4143-8900 www.seaquistclosures.com

Oficina dDesign (11) 5051-8844 www.oficinaddesign.com.br

Com a viso de quem entendeInsatisfeito com formulaes e apresentaes das bebidas isotnicas da praa, o americano Mark Jensen, um atleta e ex-funcionrio da Nike, apostou na pr-atividade e criou a sua prpria, a Gleukos. Em relao frmula, apostou num concentrado de glicose substncia que prov energia de forma quase instantnea aos atletas, pois absorvida pelos msculos e pela corrente sangunea sem necessitar ser digerida. Quanto embalagem, recorreu ao expertise da Ampac Flexibles, que criou um standup pouch sintonizado com exigncias dos atletas. Seu perfil, parecido ao de uma ampulheta, o torna ergonmico e fcil de guardar no bolso ou em cintos para jogging. O consumo da bebida facilitado por uma vlvula antivazamentos, recoberta por uma tampa do tipo sport cap, a EZ Turn Cap, da Seaquist Closures. O pouch que criamos 80% mais leve e ocupa 50% menos espao do que as embalagens rgidas, compara Jensen.

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FOTOS: DIVULGAO

alimentos >>> panetones

Disputa pela maior fatiaCom produo brasileira, a argentina Arcor tenta abocanhar parte do mercado de panetones, dominado pela BauduccoPor Livia Deorsola e o Natal poca de rituais e tradies, um de seus maiores smbolos gastronmicos, o panetone, uma espcie de arauto de novidades, tanto em termos de paladar quanto em apresentao visual. Ao mesmo tempo em que a variedade de sabores e combinaes demonstra no ter limites, o apelo das embalagens revela um esforo dos fabricantes para seguir a linha das inovaes. O diferencial nas gndolas no facilmente alcanado e, nessa luta, o mercado passa a ser ainda mais disputado com a investida de peso da argentina Arcor, que encerra 2005 com fabricao de panetones em territrio brasileiro. At o ano passado, os panetones eram importados do pas vizinho e chegavam at aqui, j finalizados e acondicionados, apenas por meio de distribuidores e pela Venda Direta Arcor. Se antes o produto vinha com DNA inteiramente argentino, incluindo as embalagens, agora o processo ser quase totalmente brasileiro, exceto o fornecimento de embalagens. Parte delas continuar vindo da Argentina, mas volumes, valores e nomes no so divulgados pela empresa. Com a adoo do endereo brasileiro na produo, os panetones que chegam ao varejo

S

FEITO AQUI A argentina Arcor investiu R$ 3 milhes na linha brasileira, que inclui as marcas Triunfo e Aymor

sofreram reformulaes. Mudamos o produto e, portanto, a embalagem tambm apresenta dimenses e layout novos, conta Gabriel Porciani, gerente de marketing dos negcios de chocolates e panetones da Arcor. Os panetones so apresentados em caixas de papel carto, em bolsa de polipropileno bi-orientado (BOPP), e em lata de folha-de-flandres. A estratgia da empresa consiste em alavancar duas marcas de biscoitos advindas da Danone: Triunfo e Aymor. A empreitada ganhou fora em 2004, quando a companhia e a Danone fizeram uma fuso na rea de biscoitos, somando uma receita lquida de 300 milhes de dlares, aproximadamente. Segundo Porciani, as marcas no sero distribudas de maneira uniforme em todo o pas. Para aproveitar a fora dos nomes em cada regio, Triunfo ter como foco os Estados de So Paulo e Rio de Janeiro; Aymor, o Estado de Minas Gerais, e os panetones Arcor sero comercializados nacionalmente, mas com maior foco na regio Sul, explica. Quanto logstica, ganhamos tempo para distribuio e maior flexibilidade em nossas negociaes, resume o executivo. A expectativa que a Arcor consiga enfrentar a gigante Bauducco, detentora de mais de 70% do mercado nacional. Para tanto, foram investidos 3 milhes de reais na criao da linha de produo em Campinas (SP) e outros 1,5 milho sero empregados em marketing. Foram necessrios sete meses at que a linha de produo estivesse em fun-

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FOTOS: DIVULGAO

cionamento no Brasil. Sem revelar nmeros sobre a participao no mercado, a Arcor diz apenas que quer aumentar em quatro vezes as vendas de panetones, em relao a 2004.

Mercado de gigantesA dimenso do mercado brasileiro de panetones justifica os altos investimentos. Embora o consumo anual per capita seja baixo, se comparado a outros pases apenas 300 gramas por habitante, inferior aos 650 gramas consumidos pelos argentinos e aos 2 quilos pelos italianos , o Brasil j o segundo maior produtor do mundo desse tipo de bolo, atrs apenas da Itlia. Atenta a esse cenrio e chegada da concorrente, a Bauducco afirma lanar a maior promoo de Natal j feita antes. Em cada embalagem promocional de 500 gramas de panetones e chocotones, desenvolvida pela 100% Design, o consumidor ganhar um mni Papai Noel dentre os seis modelos colecionveis , que pode ser pendurado em rvores natalinas. O papel carto utilizado nas embalagens fornecido por duas empresas: Klabin e Suzano. No primeiro caso, o material certificado pelo Forest Stewardship Council (FSC), e leva a marca Klafold. A Bauducco tambm coloca em circulao as tradicionais latas amarelas, que, a cada ano, trazem um layout diferente e, por isso, tambm so colecionveis. De acordo com Dbora Vasconcellos Micchi, gerente de marketing de sazonais (Natal e Pscoa) da Bauducco e da Visconti, as latas, fornecidas pela Aro, Tapon Corona e Metalgrfica Itaqu, do um tom mais sofisticado ao produto e atraem, todo ano, consumidores (especialmente mulheres) mais tradicionalistas.PROMOO Papai-Noel colecionvel da Bauducco promete ser a maior ao promocional da marca

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metlicas >>> bebidas

Garrafa para a baladaCoca-Cola usa embalagem de alumnio com design artstico para conquistar jovensmaior cone da Coca-Cola a garrafa contour ganhou ares de modernidade e aparece agora em nova verso de 250ml, de alumnio, o mais recente must da rea de bebidas (ver EMBALAGEMMARCA n 74, de outubro de 2005). A iniciativa foi fundo na fora de recall do formato: em nenhum dos cinco modelos aprovados da garrafa aparece a marca Coca-Cola. O projeto foi lanado com o objetivo de atingir os jovens antenados, que freqentam casas noturnas nicos locais onde a embalagem ser vendida e podem pagar mais por uma garrafa especial. Os escritrios escolhidos, batizados pela companhia de M5 (Magnificent 5, ou os 5 Magnficos), foram o inglsS: DIV ULGA O

O

FORMATO Garrafas de alumnio com decoraes especiais apostam na remisso icnica embalagem contour. Da esquerda para a direita, criaes da Rex, Caviar, MK 12 e Lobo. Na pgina ao lado, The Design Republic

The Designers Republic, representando a Europa, o brasileiro Lobo, na Amrica do Sul, o americano MK12, na Amrica do Norte, o japons Caviar, para a sia, e o sul-africano Rex & Tennant McKay, para a frica. A Coca-Cola deu a eles carta branca para que usassem a garrafa como tela. A nica exigncia foi a utilizao da onda que integra a logomarca, presente em todas as embalagens da bebida que o carro-chefe da multinacional. A garrafa de alumnio, sem recortes ou emendas, decorada com impresso feita com tinta especial, que destaca elementos dos desenhos quando expostos luz negra usada nas casas noturnas. produzida pela Exal, nos Estados Unidos, de onde despachada para os pases em que ocorre a promoo. No Brasil, a tampa, tipo crown, fornecida pela Aro.

Para colecionarCada modelo da garrafa deve ficar no mercado durante trs ou quatro meses. Em seguida, ser dado espao a novas verses, todas com edies limitadas, que devero ocorrer at o final do prximo ano. No h prazo para o fim do projeto, que pode ser estendido para

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FOTO

2007, diz a diretora de marketing da CocaCola Brasil, Mnica Horcades. A expectativa que os consumidores colecionem as garrafas, como j acontece com outros itens da Coca-Cola. A primeira embalagem da srie, venda no pas desde 21 de outubro, foi criada pelo escritrio The Designers Republic, e seu grafismo remete aos anos 70. A segunda verso a criada pelo estdio brasileiro Lobo e deve chegar ao mercado no incio de 2006. Como um projeto mundial, escolhemos a realidade brasileira, usando So Paulo como cenrio para mostrar que possvel achar beleza onde aparentemente no existe, explica Mateus de Paula Santos, diretor de criao e scio da Lobo. Alm da decorao da embalagem, a proposta inclui videoclipes para boates com trilhas sonoras especiais. O Projeto M5 foi lanado simultaneamente na Itlia, na Espanha, na Alemanha, no Mxico e nos Estados Unidos. No Brasil, a novidade chega a mais de sessenta casas noturnas das principais capitais.

Aro (11) 6412 7207 www.aro.com.br Exal (Argentina) +54 (2322) 496-226 www.exal.com DESTAQUE Tinta especial faz garrafa brilhar sob efeito de luz negra

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aproxima-se da irm de Chicago

Las Vegasatravs da internet. Ou ento, uma vez dentro dos pavilhes do Las Vegas Convention Center, buscar produtos e informaes de eventos paralelos em quiosques computadorizados. Vale dizer que, em termos de inovaes e novidades, muitas das companhias com estande na Pack Expo de Las Vegas requentaram lanamentos da ltima edio da Pack Expo de Chicago. compreensvel. Afinal, menos de um ano separou a realizao desses dois eventos. Em termos de tendncias gerais, percebeu-se entre os fornecedores de mquinas um recrudescimento da necessidade de entrega de equipamentos de embalagem mais inteligentes, seguros, confiveis e flexveis tudo num s pacote. Um exemplo de fora disso foi dado pela Bosch Rexroth. A empresa escolheu a Pack Expo Las Vegas para anunciar a introdu-

POLIVALNCIA Krones mostrou rotuladora que abarca vrios sistemas de aplicao

es modulares da Bosch Rexroth, promete maior eficincia

o da tecnologia GenNext em suas mquinas. Passo adiante da tecnologia Gen 3, ela consiste em equipamentos baseados em mdulos inteligentes, que descentralizam centros de comando e permitem integraes harmnicas entre atuadores servoeletrnicos, hidrulicos, pneumticos e lineares, abrindo novas possibilidades de configuraes de linhas nas indstrias. Resumo da pera: a garantia de trocas de servio, setups e cadncias produtivas mais velozes. A propsito da onda de bens de capital mais versteis, cabe ressaltar que flexibilidade j no uma possibilidade e sim uma caracterstica destacada na maioria das mquinas que foram expostas na feira. A Krones, por exemplo, sublinhava esse ponto em todas as vedetes de seu estande, como a rotuladora modular NOVA GERAO GenNext, unio de tecnologias e de constru- Solomodul. Sua flexibi-

lidade garantida por um sistema de estaes intercambiveis de rotulagem, o que lhe permite abranger mltiplas tcnicas de aplicao etiquetas aplicadas com cola fria, auto-adesivos, rtulos roll-fed de BOPP aplicados com hot-melt e mangas (wrap-around) pr-cortadas aplicadas com hot-melt. Isso torna o modelo ideal para quem oferece servios de terceirizao de decorao de embalagens, situa Konnie Brenneman, relaespblicas da subsidiria americana da Krones. Os destaques do balco concorrente da KHS seguiam o mesmo moto. Veja-se o caso da Roland HS15. Dedicada aplicao de rtulos wrap-around, ela capaz de trabalhar com recipientes de qualquer formato, assevera a KHS. Ademais, incorpora um sistema de troca fcil, do tipo tool-less (sem ferramental). Alis, a propsito de rotulagem observa-se que os rtulos termoencolhveis continuam a se desenvolver com fora nos Estados Unidos, atingindo a cada dia novas categorias de produto. Como exemplo, a convertedora de rtulos Seal-It sublinhou em seu estande os rtulos desenvolvidos para os frascosSHELF LIFE Multisorb apresentou absorventes de oxignio em auto-adesivos

INSTAPAK Sistema inovador de proteo agora dispensa calor

de vidro dos molhos para saladas da marca Stallone. De PVC, os rtulos so impressos em dez cores em rotogravura, mostrando que o padro de aceitao de qualidade desse tipo de decorao est a cada dia mais exigente.

Destaques em proteoNo quesito proteo de produtos, duas solues inventivas chamaram a ateno durante a feira. A primeira delas foi o Instapak Quick Room Temperature, uma moderna alternativa a espumas e ao poliestireno expandido para o preenchimento de espaos vazios e proteo de contedos de embalagens de transporte.

Criado pelo grupo Sealed Air (com subsidiria no Brasil), ele consiste numa espcie de travesseiro que contm dois lquidos qumicos especiais. Ao se massagear com as mos as extremidades do conjunto, os componentes se misturam, permitindo a moldagem do produto s formas do produto protegido. O Instapack j fora apresentado meses atrs, mas requeria o aquecimento do contedo para a mistura dos dois componentes. Agora, o processo pode ser feito temperatura ambiente. A outra soluo foi apresentada pela Multisorb: uma nova verso do FreshMax, seqestrador de oxignio para embalagens de alimentos em formato de etiqueta autoadesiva. Dedicado a estender o frescor e a evitar a proliferao de fungos e bactrias, o absorvente no interior da etiqueta possui forma slida, o que evita contaminao de produtos caso ela seja acidentalmente danificada. O novo FREQNCIA Nova gerao de equipaFreshMax possui uma mentos para RFID foi estrutura que garante destaque da Markem alta adeso camada selante de bandejas e outros filmes laminados, afirma John Solomon, da rea de desenvolvimento de negcios da Multisorb. Como no poderia deixar de ser, por seu impacto recente nas indstrias americanas, equipamentos focados na tecnologia de identificao por radiofreqncia (RFID) tambm tiveram grande espao no evento. Dentre as companhias que apresentaram novidades nessa rea e possuem representao ativa no Brasil, a Markem, provedora americana de

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solues em identificao de produtos e codificao, promoveu a estria de uma nova gravadora/aplicadora de etiquetas RFID de alta velocidade, a Srie 800. Capaz de etiquetar at 100 caixas por minuto, o equipamento permite integrao com os principais softwares RFID existentes no mercado e compatvel com o EPCglobal Gen 2, nova gerao do padro regulamentar de aplicao de RFID em sistemas de rastreamento e administrao de inventrio.

par mais do prximo evento, em 2007, at porque o clima quente de Las Vegas muito parecido com o do Brasil, brincou, ao fim do evento, o presidente do PMMI, Charles Yuska. Em suma, os organizadores entendem que, para os brasileiros envolvidos com o setor de embalagem, a verso ensolarada da Pack Expo diferentemente dos jogos de azar que vicejam em Las Vegas uma aposta desprovida de risco.

Bosch Rexroth (11) 4075-9070 www.boschrexroth.com.br KHS (11) 6951-8343 www.khs.com.br Krones (11) 4075-9500 www.krones.com.br Markem (11) 5641-8949 www.markem.ind.br

Multisorb www.multisorb.com Seal-It www.sealitinc.com Sealed Air (11) 3833-2600 www.sealedair.com/br PMMI + 52 (55) 5545-4254 www.pmmi.org

Convite aos brasileirosA despeito das novidades em embalagens e mquinas algumas, alis, sero tema de cobertura em prximas edies de EMBALAGEMMARCA e do desempenho indito da feira, houve um fato a se lamentar: a baixa participao brasileira. Excluindo-se as presenas de alguns (poucos) profissionais de representaes locais de companhias americanas, o Brasil s deu as caras em Las Vegas num estande institucional da Abimaq Associao Brasileira da Indstria de Mquinas e Equipamentos e numa exposio de premiados no ltimo Prmio de Design & Embalagem da Abre Associao Brasileira de Embalagem. Convidamos os brasileiros a partici-

APURO Impresso de rtulos termoencolhveis mostra acelerado avano no exterior

outubro 2005 >> EmbalagemMarca >>> novembro 2005

N

RESISTNCIA Compostas de nilon e polietileno, embalagens dos queijos Jammy podem ser submetidas a altas temperaturas

Descartvel Embalagens www.descartavel.com.br (11) 5633-5678 Grfico & Web www.graficoeweb.com.br [email protected]

ocorre a aproximadamente 90 C. Saraiva informa que existem outros materiais com boas caractersticas de barreira para acondicionamento de queijos processados. Mas, sob outros critrios, essas alternativas no se revelaram adequadas. Um dos materiais descartados foi o EVOH (copolmero de etileno e lcool vinlico). Ele apresenta pouca resistncia mecnica e custo muito alto, afirma Saraiva. Impresso diretamente nos filmes em flexografia, o projeto grfico das novas embalagens da marca Jammy foi desenvolvido pelo designer Fabio Albuquerque, da agncia Grfico & Web. De acordo com David Kaplan, diretor de marketing da Gvinah, as embalagens representam entre 3% e 5% do custo final da nova linha de queijos processados da empresa. Nos clculos da Abiq Associao Brasileira das Indstrias de Queijo, o mercado brasileiro de queijos processados movimenta 10 000 toneladas por ano, e dever crescer 6% em 2005.

FOTOS: DIVULGAO

flexveis >>> pet food

Fabricante de fub debuta no mercado de raes com embalagens apuradasova evidncia do dinamismo que contagia o mercado brasileiro de pet food e, por conseqncia, a cadeia de embalagens especializada nesse setor. Maior produtora fluminense de fub, a indstria Granfino estreou no mercado de raes para cachorro, investindo 7 milhes de reais na construo de uma nova fbrica e em aes de promoo da recm-lanada marca Granco. Foi um investimento alto, mas realizado na hora certa, diz Felipe Lantimant, gerente de marketing da Granfino. Segundo ele, a empresa foi beneficiada pela baixa do preo do milho, produto essencial na produo de sua linha de rao. Frente aos bons resultados obtidos no mercado de pet food, para o ano que vem a Granfino j planeja o lanamento da linha Grancat, de rao para gatos. No caso da linha Granco, a empresa buscou alinhar-se exigncia por sofisticao visual que tem caracterizado o segmento de raes para animais domsticos. Nesse sentido, decidiu imprimir as embalagens dos novos produtos em oito cores. O fornecedor dos sistemas de acondicionamento a Incoplast, considerada um dos principais convertedores de sacarias do mercado brasileiro de pet food. Crescemos nesse segmento porque investimos muito em primpresso e clicheria, alm de termos apostado em novas impressoras e equipamentos de coextruso que produzem filmes com trs e cinco camadas, diz Marcelo Schlickmann, diretor da Incopolast.

Ataque na hora certa N

PREOCUPAO VISUAL Embalagens da linha so impressas em oito cores pela Incoplast

polietileno (PE) e polipropileno biorientado (BOPP). Como explica o diretor da Incoplast, por questes de custo essas so as resinas mais utilizadas no mercado de pet food. A empresa, entretanto, tem trabalhado para disseminar, principalmente entre fabricantes de raes premium, sua linha Incopet, de filmes PET. Segundo Marcelo Schlickmann, a marca busca explorar os apelos da maior resis-

Consumo brasileiro de raes para animais de pequeno e mdio portes aumentou

Filmes PET vm aDois tipos de material so utilizados na nova linha de raes da Granfino:

vezes nos ltimos oito anoswww.incoplast.com.br (48) 631-3000

46 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2005

FONTE: ANFAR

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tncia mecnica e de barreiras mais eficientes a gases, umidade e odor. Esse material foi desenvolvido aps anos de pesquisas, conta o executivo. Infelizmente, porm, surgiram produtos vendidos como similares, mas que apresentam falsas barreiras. Com trs fbricas no pas, a Incoplast dedica apenas a planta de Santa Catarina ao ramo de embalagens para rao. Nessa unidade, o mercado de pet food responde por 20% da produo. A empresa recentemente comeou a atuar na regio Nordeste do pas, onde est investindo em mquinas de rotogravura para atender setores como os de caf, biscoitos e chocolates. Segundo a Associao Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais, o consumo brasileiro de raes para animais de pequeno e mdio portes quintuplicou nos ltimos oito anos, e o Brasil produziu no ano passado 1,4 milho de toneladas de rao.

FOTO: DIVULGAO

entrevista >>> Jos Ricardo Roriz

Logo as embalagens iro conversar com o consumidor foi dito que a nanotecnologia a cincia do sculo 21. Ao trabalhar no nvel molecular, manipulando materiais com dimenses milhares de vezes menores que o dimetro de um fio de cabelo, seu impacto na vida moderna seria comparvel ao da tecnologia nuclear, dos avies supersnicos, da internet ou at mesmo do telefone celular. difcil prever, em todas as suas vertentes, as mudanas que a nanotecnologia causar no cotidiano de empresas e pessoas. Mas sabe-se que o campo para aplicaes industriais de materiais elaborados com preciso molecular imenso. Um dos setores produtivos que mais interessam os cientistas e empresas por trs das pesquisas envolvendo nanotecnologia a cadeia de embalagem. Tintas que mudam de cor para indicar alteraes indesejadas na composio de produtos acondicionados, filmes, papis e materiais plsticos mais resistentes, com visuais chamativos e texturas diferenciadas, ou ainda dotados de barreiras praticamente intransponveis a gases, umidade e luz. Esses so alguns exemplos de aplicaes de nanotecnologia no mercado de embalagem. Nesta entrevista, Jos Ricardo Roriz, diretor do departamento de competitividade e tecnologia da Federao das Indstrias do Estado de So Paulo (Fiesp), fala sobre essas possibilidades com o know-how de quem ajudou a organizar em junho ltimo o Nanotec 2005, primeiro evento brasileiro para tratar de nanotecnologia aplicada indstria. Embora o tema evoque cenrios futuristas, o encontro, organizado em conjunto com o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), provou que a nanotecnologia no est to distante no tempo. No campo dos materiais txteis, por exemplo, os cientistas j afirmam ser possvel produzir roupas que no amassam, no mancham

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e ainda processam informao. No setor de cosmticos, os desenvolvimentos com nanotecnologia vm contribuindo para o lanamento de novas fragrncias e de formulaes que prometem revolucionar mercados como o de cremes anti-sinais. Na indstria de embalagem tambm no faltam provas de que a adoo de materiais elaborados com a tcnica iminente. A Braskem anunciou investimento de 3,5 milhes de dlares em um projeto de desenvolvimento de novas resinas plsticas que devem ser lanadas em 2006. A RhodiaSter, por sua vez, foi parceira de um projeto desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), cujo objetivo oferecer uma embalagem plstica que aumente a durabilidade de alimentos e bebidas. Mais recentemente, a Suzano Petroqumica anunciou que dever lanar em poucos meses no Brasil uma resina de polipropileno produzida base de nanotecnologia, que ser oferecida s indstrias usurias de embalagens de alimentos e para a produo de peas plsticas usadas no setor automobilstico. Acumulando suas funes na Fiesp com o cargo de diretor-superintendente da Unidade Polipropileno da prpria Suzano Petroqumica, Jos Ricardo Roriz tambm comenta na entrevista a seguir formas de a indstria nacional ganhar competitividade a partir das pesquisas de nanotecnologia que vm sendo desenvolvidas no Brasil. E lembra que, para o pas crescer efetivamente nessa rea, preciso incentivar como nunca parcerias entre universidades e empresas. H meios de prever o impacto da nanotecnologia na indstria? O que se sabe que a nanotecnologia a que vai ter maior impacto no desenvolvimento de produtos inovadores nos prximos anos. estimado que, em 2010, mais da metade

Jos Ricardo Roriz, diretor do departamento de competitividade e tecnologia da Fiesp, analisa o impacto da nanotecnologia no setor de embalagens, e aponta meios para fortalecer essas pesquisas no pas48 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2005DIVULGAO

dos produtos conhecidos apresentar caractersticas que os tornaro diferentes daquilo que so hoje. A nanotecnologia surge como o principal agente de inovao desses novos produtos. O impacto ser grande, e a velocidade com que a nanotecnologia vai se desenvolver nos prximos anos ser muito maior do que de outras tecnologias j conhecidas no mundo acadmico e cientfico. Qual a importncia da nanotecnologia no mercado de embalagens? Hoje boa parte das embalagens passiva, exercendo sobretudo a funo de acondicionar os produtos. A grande funo da nanotecnologia nesse setor ser fazer as embalagens conversarem com o consumidor, como se fossem embalagens inteligentes. Isso ser possvel, por exemplo, com o uso de marcadores para comunicar ao consumidor o tempo de validade de determinado produto. Uma tinta de embalagem elaborada com nanotecnologia pode mudar de cor, por exemplo, para acusar uma modificao no desejvel no produto acondicionado. Outro: quando um suco de laranja comear a oxidar, a embalagem ter um marcador que muda de cor, atravs da tinta, ou atravs do prprio material de embalagem, feito com nanomolculas. Uma outra possibilidade so os materiais que aumentam o tempo de prateleira dos produtos. Enfim, a embalagem hoje tem uma funo muito passiva. Com a nano-

tecnologia, sero desenvolvidas embalagens inteligentes, que passam informaes para o consumidor. Em linhas gerais, a nanotecnologia ainda vista como algo do futuro. O senhor acha que esses desenvolvimentos podem disseminar-se industrialmente antes do que se espera? Ou eles ainda esto numa fase de maturao? No caso da Suzano, o lanamento de uma resina de polipropileno elaborada com nanotecnologia est previsto para os prximos seis meses. Mas as empresas enfrentam hoje grandes dificuldades nesse setor. De um lado, nem sempre h equipamentos capazes de trabalhar com nanomolculas. Os microscpios e outros equipamentos e produtos so extremamente caros, e hoje nem todas as empresas tm acesso a eles. Tambm reduzido o nmero de universidades com equipamento adequado para isso. No lado das indstrias, a dificuldade investir em processos produtivos onde seja possvel ancorar as nanomolculas nos produtos. Esse, eu diria, o X da questo. Transpostas essas dificuldades, as empresas podero operacionalmente colocar seus produtos no mercado. Os desenvolvimentos envolvendo nanotecnologia priorizam algum material especfico? No mundo, o setor de plsticos responde por quase 45%

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mento muito complexo e falta informao para as empresas sobre como os fundos de pesquisa em tecnologia podem ajud-las, no sentido de haver financiamento para inovaes. Uma das coisas que esto pendentes a regulamentao da lei da inovao. Por sinal, na chamada MP do Bem havia algo relativo a inovao, mas sabemos que esse projeto, infelizmente, voltou estaca zero. Os programas existem, mas muito complexo utilizar financiamentos governamentais para incentivo inovao. E a nanotecnologia cai na vala comum das inovaes. fundamental que para uma tecnologia nova como essa onde, embora as perspectivas sejam amplas, o risco envolvido grande, at porque muitas pesquisas saem do zero os incentivos governamentais, hoje difusos, sejam simplificados. Principalmente para as mdias e pequenas empresas, onde acontece boa parte das inovaes. As parcerias entre universidades e grandes empresas tm avanado, mas de forma ainda muito tmida quando comparado a pases desenvolvidos, onde a relao entre empresas e o meio acadmico muito distante em relao ao que se v no Brasil. Considerando que temos um bom time de cientistas dedicados a nanotecnologia, o que preciso fazer para que essa condio efetivamente favorea a competitividade da indstria nacional? preciso em primeiro lugar determinar a demanda de mercado por novos produtos. A partir da devem ser identificados os focos de atuao em pesquisa, para que a tarefa seja feita conjuntamente entre as empresas e o meio acadmico. Hoje, essas duas correntes atuam de maneira separada. Muitas vezes as empresas olham sob o ponto de vista comercial de curto prazo. Por sua vez, o meio acadmico se prende ao mdio e ao longo prazos, ficando distante da realidade de mercado. importante haver unio entre essas duas correntes, para que as tecnologias tenham viabilidade comercial no futuro. Os pedidos de patentes envolvendo projetos brasileiros ligados a nanotecnologia vm crescendo? O nmero ainda muito pequeno, principalmente quando comparado com Estados Unidos, Japo e Alemanha, que so os pases que mais investem em nanotecnologia. O que posso dizer que, pela realizao da primeira edio da Nanotec, onde toda a comunidade cientfica, empresas e governo se reuniram em torno desse assunto, 2005 pode ser considerado o ano da nanotecnologia no Brasil. Inclusive l foi lanada a Carta So Paulo de Nanotecnologia, e uma srie de aes foi deflagrada. O nmero de empresas que esto desenvolvendo nanotecnologia no Brasil ainda muito baixo. Mas para os prximos dois ou trs anos, tendo em vista todas essas aes que foram disparadas, acho que teremos muitas surpresas agradveis, inclusive do lado das patentes.

O futuro da mdia acaba de chegar.

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novembro 2005 >> EmbalagemMarca >>> novembro 2005

Leite Ninho muda formato da embalagem pela primeira vez desde 1923

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Indstria de Estamparia e Metais do Estado de So Paulo (Siemesp), essa provavelmente, no mundo, a primeira lata com shape para produto de grandes volumes de venda. Embora presente em ampla variedade em outros pases, todas essas latas expandidas tm tiragens limitadas. esse, alis, o caso das prprias latas-leiteiras do Ninho, cujo projeto visual foi desenvolvido pela agncia Pandesign. Tero edio limitada, mas a empresa j prepara novos desenhos, que devem ser lanados nos prximos meses. Esta a mudana mais radical que a embalagem do produto sofre desde 1923, quando estreou no mercado brasileiro. Alteraes anteriores ocorreram, mas ficaram restritas aos rtulos, ao tamanho das latas e ao sistema de fechamento. Quanto outra novidade, o lanamento do Leite Ninho em sachs de 26 gramas, visa conquistar o pblico de menor poder aquisitivo. Essa verso da embalagem ser comercializada apenas em alguns Estados do Nordeste, em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. O objetivo da

empresa colocar no mercado um produto de alta convenincia e baixo custo para o consumidor, de modo a aumentar o mercado de Leite Ninho, hoje concentrado nas classes A e B. O lanamento vem na vertente da crescente percepo da indstria e do varejo de que as classes C, D e E so uma atraente possibilidade de expanso do consumo. Diferentes pesquisas mostram que parcela expressiva de consumidoras dessas camadas compra produtos de marca, em diferentes categorias, no empenho de oferecer o melhor para a famlia. H mesmo citaes de que, no caso especfico do leite, mes de baixo poder aquisitivo adquirem os tipos mais baratos para a famlia em geral, mas fazem questo de levar a marca Ninho para o beb. O fato que, se o consumidor pertencente quelas faixas no tem condies de adquirir uma lata diferenciada de 1,1 quilo de Ninho, pode eventualmente comprar uma poro correspondente a 1/42 disso, ou 1/15 de uma lata tradicional de 400 gramas. Pode fazer isso pagando 49 centavos pelo sach de 26 gramas, ao passo que desembolsaria 6 reais, em mdia, por uma lata de

400 gramas. Deve-se supor que esse consumidor no est preocupado talvez nem lhe ocorra isso com o fato de pagar proporcionalmente mais pelo produto na embalagem flexvel. Para ele, o que conta o que pode gastar efetivamente. Os sachs, produzidos pela Santa Rosa Embalagens Flexveis, vo ficar em definitivo no mercado e sero comercializados exclusivamente pelo pequeno varejo e por lojas de convenincia.

CSN (11) 3049 7222 www.csn.com.br Pandesign (11) 3849 9099 www.pande.com.br Santa Rosa Embalagens Flexveis (11) 3622 2300 www.santarosaembalagens.com.br

SACHS INDIVIDUAIS - Objetivo conquistar o consumidor de baixo poder de compra

outubro 2005 >> EmbalagemMarca >>> novembro 2005

STUDIO AG ANDR GODOY

plstico de suas sacolas. Por mais verba de que disponham para publicidade, nas mais nobres mdias, nesse meio de transporte de mercadorias que vai sua marca. Como no caso dos recipientes rotulados dos produtos que comercializam, a sacola a embalagem do supermercado que leva e divulga diretamente a bandeira da casa. A imagem desse item cantado em prosa e verso como maior patrimnio de qualquer empresa estar arranhada sempre que acontecer a clebre cena das compras indo ao cho aps a sacola arrebentar. Para evitar esse tipo de dano, comum os consumidores, quando no os caixas e empacotadores, utilizarem mais de uma sacola para suportar o peso com segurana, aumentando assim os gastos e desperdiando material. compreensvel que isso ocorra quando as sacolas no se adequam s orientaes da ABNT Associao Brasileira de Normas Tcnicas para resistncia do material. Um a rigor, apenas o primeiro dos desafios para transformadores , portanto, alcanar a alta resistncia do plstico sem aumentar a espessura do filme.

EspecialidadesPara tanto, a indstria petroqumica tem incrementado as especificidades das resinas termoplsticas, de modo que a resistncia mecnica das sacolas evite estouros. Alm de aplicar em commodities, tem investido na produo de especialidades, como faz a Ipiranga Petroqumica. A par do GM 9450 F, um polietileno de alta densidade (PEAD), desenvolvido para o segmento de extruso de filme de alta massa molar, j consagrado no mercado, a IPQ comercializa, desde o ano passado, a resina Maxi Film, um PEAD capaz de produzir um filme de alta tenacidade e resistncia at 50% superior (ver EMBALAGEM- MARCA n 54, de fevereiro de 2004). Segundo Jayme Moura, gerente de desenvolvimento de produtos da IPQ, a receita possui aditivos superiores e possvel produzir sacolas com espessura at 20% menor. Na linha das resinas de alto desempenho, a Braskem atua com o HF-0147 e o ES 300, PEADs que tambm prometem boa soldabilidade e elevada resistncia mecnica trao e ao rasgo. A sacola considerada pelosoutubro 2005 >> novembro 2005

Mais de BruxelasProdutos selecionados pela equipe de EmbalagemMarca durante a Labelexpoonforme anunciado na cobertura exclusiva da Labelexpo Europe, feita na edio anterior de EMBALAGEMMARCA pela equipe da revista enviada a Bruxelas, a seguir so apresentados mais alguns destaques da feira realizada no final de setem-

C

bro ltimo. Com este servio, complementa-se a cobertura, de modo a oferecer aos leitores que no tiveram oportunidade de visitar o evento um panorama praticamente completo dos mais importantes lanamentos relacionados cadeia de rotulagem ali ocorridos.

Flexibilidade de formatosA sua Mller Martini apostou suas fichas na Altaprinta-V, impressora offset cujo grande apelo a flexibilidade. O equipamento trabalha com formatos continuamente variveis, pois as mudanas de servio so feitas apenas com a troca de cilindros (chapa e blanqueta), que podem ter dimetros diferentes, e no de todo o cassete uma operao que, segundo a empresa, pode ser feita em menos de cinco minutos e sem o uso de ferramentas. Focada nos segmentos de impresso de alta qualidade, a impressora possui sistema de entintagem com catorze rolos, garantindo a consistncia no fluxo da tinta mesmo trabalhando em altas velocidades. O equipamento tem nos baixos custos das chapas e na alta qualidade de impresso argumentos interessantes para abocanhar fatias do mercado de rtulos, que (quando se imprime em bobinas) atualmente dominado pelas impressoras flexogrficas. A Mller Martini acredita que a evoluo das tintas UV permitir ainda a migrao de alguns trabalhos hoje realizados em rotogravura para o sistema offset, mais flexvel. Disponvel em duas larguras (520mm e 740mm), a impressora pode chegar, segundo informa o fabricante, velocidade de at 365 metros por minuto. Indicada para a converso de auto-adesivos e embalagens flexveis, a Altaprinta-V pretende ocupar espao tambm no efervescente mercado de rtulos termoencolhveis. Isso porque, dotada de servo motor para garantir o registro e de um sistema de refrigerao, a mquina torna-se apropriada para a impresso em substratos sensveis temperatura.

ALTAPRINTA-V: Trocas de cilindros ao invs do cassete, e configurao para atender o mercado de termoencolhveis

www.mullermartini.com No Brasil: (11) 3613-1002

Sem facas, cortes ilimitadosO avano da tecnologia digital impe mudanas tambm na rea de acabamentos. Para cortar formatos diferenciados na mesma bobina, a italiana Cartes Equipment disponibiliza trs verses da sua Laser 350, mquina que usa feixes de laser para fazer meio-corte, corte inteiro e at picotes em bobinas de diferentes materiais. A verso mais simples, com feixe de 200 watts, corta at 20 metros de papel (34 metros de polipropileno) por minuto. J o equipamento Dual Laser, com dois feixes de 200 watts, chega a cortar 55 metros de papel (60 de polipropileno) por minuto.

www.cartes.it + 39 0376 511 511

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FOTOS: DIVULGAO

Positivo e negativoA sua Lscher Flexo aproveitou a Labelexpo para lanar dois novos produtos. O primeiro uma soluo digital positiva, a FlexPose!direct 250L, gravadora de chapas elastomricas e polimricas por exposio direta a laser voltada para os mercados de flexo (grava, inclusive, camisas), letterpress e serigrafia rotativa. Com extenso de gravao de 600mm, o equipamento foi desenvolvido especialmente para o mercado de rtulos. O fabricante promete alta qualidade de gravao, com impresso de pontos de 1% a 175lpi. O segundo produto apresentado pela Lscher, tambm focado no mercado de rtulos, uma soluo digital negativa. Tratase da FlexPose!, mquina de gravao de chapas para equi-

pamentos offset, letterpress e flexo por exposio a raios infra-vermelhos processo que faz as vezes do filme negativo na gravao convencional. O design da FlexPose! permite a gravao de chapas de diversos tamanhos e torna desnecessria a fixao delas no tambor.

www.luescher.com +44 (0)1844 267000

Em busca de soluesNo atraente mercado potencial criado pelos sistemas de identificao por rdio freqncia, ou RFID, so muitas as empresas que prometem reduzir o custo das etiquetas. Com um equipamento que, simultaneamente, produz a antena (com um foil) e aplica o chip, num processo bobina a bobina, a alem Arccure atraiu a ateno dos interessados nesse assunto. Batizada de RFID Process Solution, a mquina (na verdade, ainda apenas um conceito, j que o equipamento s estar disponvel no segundo trimestre de 2006) promete produzir at 40 000 inlays por hora. O processo consiste na colocao do chip no clich que far a aplicao do foil para formar a antena. Os chips so conectados e fixados por meio de um adesivo UV.

O diferencial est na cabeaSolues de impresso de dados variveis tambm puderam ser vistas na Labelexpo. Um dos destaques nesse segmento foi a K200 (foto), produto que puxa a srie K, da Domino. A K200 uma codificadora DOD (drop on demand, termo em ingls que indica que a tinta s liberada quando necessrio), capaz de imprimir at 90 metros por minuto com a resoluo de 316 dpi. Como pode agrupar mltiplas cabeas de impresso, o equipamento permite aumentar a rea possvel de impresso, o que o credencia a imprimir outras informaes alm dos dados variveis, ou mesmo diferentes tipos de dados variveis em reas distintas da etiqueta ou carto. Essa caracterstica o que diferencia o modelo de seus predecessores. Com um Editor GT, tecnologia de controle da Domino que opera em plataforma Windows XP, possvel comandar at oito cabeas de impresso de K200. Com o mesmo controlador, podem-se usar outras impressoras da Srie A e da Srie K conectadas, imprimindo partes diferentes do mesmo trabalho.

www.arccure.de +49 (0) 29 41 28 62 31

www.domino.com No Brasil: (11) 3048-0147

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Esko-Graphics XF10Focada na rea de pr-produo de embalagens e rtulos, a belga Esko-Graphics apresentou a Kongsberg XF10, equipamento baseado na mesa de corte e vinco Kongsberg, mas com dimenses menores. Dirigida aos mercados de impresses especiais, como o de sinalizao, a XF10 pode ser utilizada na produo de prottipos de embalagens de papel carto. A rea de trabalho da mesa de 800mm x 1100mm (aceita materiais nas dimenses de 900x1200mm). Simultaneamente, a empresa lanou a i-XF10, uma verso da mesa dedicada ao corte de materiais impressos digitalmente. Os destaques da i-XF10 ficam por conta da alimentao (em folhas cortadas ou em bobinas) e da preciso no registro, garantida pela cmera MGE icut, ferramenta que mede as marcas de corte em cada pea impressa, compensando eventuais distores no material.

Camisas para acabar com as emendasCom o crescimento do uso de camisas nas impressoras flexogrficas como forma de reduzir os tempos de setup nas trocas de servio, a tecnologia de pr-impresso tem avanado a passos largos. A DuPont, por exemplo, desenvolveu o seu conhecido Cyrel, que agora encontrado tambm na verso Cyrel Round uma soluo completa de produo digital de sleeves. O fotopolmero gravado em CtP (Computer to Plate), com alta resoluo e a velocidades de at 8m2 por hora. O uso de camisas reduz o tempo de montagem, diminui as possibilidades de erro e acaba com as emendas o que elimina o balano do cilindro produzido nas montagens convencionais, aumentando velocidade e qualidade nos servios impressos.

www.esko-graphics.com No Brasil: (11) 5522-5999

Conversa de softwaresProvedora de softwares de pr-impresso, a belga Artwork Systems desenvolveu, especificamente para os mercados de embalagens e rtulos, o sistema de gerenciamento de fluxos de trabalho Odystar 2.5. Uma das vantagens do software propalada pelo fabricante o plug-in inPDF, que melhora a troca de arquivos do Adobe Illustrator CS com ambientes de pr-impresso PDF impedindo, por exemplo, que informaes como layers e links de imagens se percam quando um arquivo feito em Illustrator convertido em PDF. A justificativa para a criao do inPDF que hoje, segundo estimativas do fabricante, oito em cada dez trabalhos de design de embalagem so feitos no programa Illustrator.

www.artwork-systems.com No Brasil: (11) 3932 3875

www.dupont.com No Brasil: (11) 4166-8751

RetificaoDiferentemente do informado na pgina 20 da edio 74 (cobertura da Labelexpo Europe 2005), a impressora Varyflex, da italiana Omet, imprime substratos com espessuras que variam de 12 a 600 micra. J o modelo Flexy S, citado na pgina 18 da mesma edio, capaz de imprimir substratos com espessuras entre 20 e 350 micra.

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Laureada A Suzano Papel e Celulose foi eleita, pelo segundo ano consecutivo, vicecampe do Prmio Abrasca de Melhor Relatrio Anual. Com o tema 80 anos de Inovao e Desenvolvimento, o Relatrio Anual 2004 da Suzano disputou com 72 inscritos. O Prmio Abrasca tem grande relevncia no mercado de capitais, pois avalia de forma independente a qualidade, abrangncia e objetividade do contedo da principal pea de divulgao de informaes ao mercado, diz Bernardo Szpigel, diretor financeiro e de relaes com investidores da empresa. Carreira A Universidade Anhembi Morumbi, de So Paulo, iniciou as inscries para seu curso de ps-graduao em design, produo e tecnologia grfica. O prazo vai at 23 de dezembro, e os interessados podem inscrever-se pelo site www.anhembi.br ou pessoalmente, no Campus Morumbi. O incio das aulas est previsto para 11 de maro de 2006. O curso dura trs semestres, sendo um deles dedicado elaborao da monografia. Fixando razes A SPP-Nemo, distribuidora multimarcas de papel e artigos grficos, apresentou seu portflio de produtos durante o 13 Congraf - Congresso Brasileiro da Indstria Grfica, que aconteceu em Recife, em outubro ltimo. Foi uma oportunidade de fixarmos nossas razes no mercado pernambucano, onde recentemente inauguramos nossa primeira filial, em Recife, e temos tido grande sucesso de vendas, disse Marco Antonio de Oliveira, gerente geral de distribuio da SPP-Nemo. Sensaes A VSP Papis Especiais promoveu em outubro um coquetel de lanamento de seu novo showroom. No evento foram lanadas as novas colees de papis especiais pertencentes linha Sensaes. Dela fazem parte produtos como os papis aromatizados Scents, disponveis no varejo e no atacado, alm das famlias Sparkle (com brilho fosforescente), Colorplac (com a gramatura mais fina para uso em papelarias), e os papis artesanais feitos com material reciclado, folhas de bananeira e bagao de cana.

Papis grficos e editoriais integradosA Votorantim Celulose e Papel (VCP) reformulou as embalagens de suas linhas de papel couch e offset. Destinados aos mercados grfico e editorial, os produtos foram agrupados sob uma mesma identidade visual. Constatamos que, alm de transmitir o conceito de soluo completa, uma nica embalagem para os quatro tipos de papis couch e offset representaria facilidade para a estocagem dos produtos nos clientes, explica Darcio Berni, gestor de produtos papis grficos da VCP. Desenvolvido pela agncia Mller Camacho, o novo visual est presente nas verses bobina e resma. www.vcp.com.br (11) 3269-4000

Gigante da celulose ataca no sulA sueco-finlandesa Stora Enso pretende ampliar sua atuao na Amrica Latina instalando uma fbrica de celulose no Rio Grande do Sul. A planta deve ser erguida em algum dos diferentes municpios onde a empresa comear a instalar a sua base florestal de eucalipto, que ficar concentrada na fronteira oeste do estado. A idia comprar 100 000 hectares para plantio at o final de 2006. No h informaes precisas sobre o valor investido, mas a Stora Enso informou que o porte do projeto semelhante ao da Veracel, jointventure entre a empresa e a Aracruz, que recebeu 1,2 bilho de dlares de investimento e tem capacidade para produzir cerca de 900 mil toneladas por ano de celulose. www.storaenso.com No Brasil: (11) 3065-5200

A fora da resinagem em poliuretanoRepresentante brasileira da italiana Demak, que fabrica equipamentos de resinagem em poliuretano, a Blumak anunciou a venda de uma dessas mquinas para a Tog Adesivos, empresa especializada na produo de etiquetas. O modelo adquirido foi a Demak LCE Supporter Junior Vacuum, que possui sistema automtico de limpeza, mesa aplicadora a vcuo e possibilita a atuao de at dez bicos injetores. O equipamento servir para a produo