Revista Estados & Municipios

  • Published on
    07-Mar-2016

  • View
    231

  • Download
    10

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Ediao 221 - Janeiro 2012

Transcript

<ul><li><p>EditorialEditorialA presidenta Dilma Rousseff inicia o segundo ano de governo com estilo prprio de trabalho. Para ela no existe crise. O governo vai continuar com o p em baixo no acelerador do crescimento, de olho no controle da inflao. Passado um ano de gesto, a presidenta pe na gaveta o que foi feito no passado e cobra de sua equipe metas com prazos de cumprimento de cada programa. </p><p>A prioridade continua sendo a aplicao de recursos nos programas sociais, como as obras de infraestrutura previstas no Plano de Acelerao do Crescimento, o Minha Casa, Minha Vida e o Plano Brasil sem Misria. </p><p>Para evitar os escndalos sobre desvios de verbas em contratos com empreiteiras e organizaes no-governamentais, a presidenta quer mais transparncia nos atos do governo. Para isso, at junho, estar em operao um sistema que permitir o monitoramento, em tempo real, da execuo dos programas. </p><p>Quanto s mudanas na equipe, a presidenta tem deixado claro que elas no acontecero por presso da imprensa e dos partidos polticos. Em determinadas pastas a opo ser sempre pela alternativa tcnica. Com esse modo de trabalhar, Dilma Rousseff tem conquistado os maiores ndices de aprovao. A confiana importante para realizar projetos econmicos e sociais. E para um bom governo nada melhor do que merecer a confiana do seu povo. </p><p>O Editor</p><p>Governo Tcnico Editor GeralGuilherme Gomes - SJP-DF 1457Financeiro</p><p>Antnio Carlos de Oliveira Gomes</p><p>JurdicoEdson Pereira Neves</p><p>Diretora ComercialCarla Alessandra dos Santos Ferreira </p><p>ColaboradoresGerson Gonalves de Matos / Mauricio Cardoso </p><p>Rangel Cavalcante / Renato Riella / Tayana Duarte</p><p>DiagramaoAndr Augusto de Oliveira Dias</p><p>SecretriaLeidimar Lima</p><p>Agncias de NotciasBrasil, Senado, Cmara, Petrobras</p><p>REPRESENTANTES COMERCIAIS</p><p>Regio NorteMeio &amp; Mdia Comunicao Ltda</p><p>e-mail: meioemidia@meioemidia.comfernando@meioemidia.com / (11) 3964-0963</p><p>Rio de Janeiro - Cortez, Consultoria, Assessoria e Representaesreginalima@ecodebate.com.br</p><p>Tel.: (21) 2487-4128 / 8197-6313 / 9478-9991</p><p>Bahia - ComtecnoJoo Carlos M. Passos</p><p>joaocarlos@comtecno.com.brTel.: (71) 8124-8773 / 9329-0220</p><p>Minas Gerais - Rodrigo AmaralTel.: (31) 8841-1515</p><p>Nacional e InternacionalBento Neto Corra Lima / bento.correia@ig.com.br</p><p>So Paulo - Eduardo Poiareseduardopoiares@uol.com.br</p><p>Tel.: (16) 7814-8246 / ID 14*558654</p><p>Foto de capa Jos Cruz/ABr</p><p>Tiragem44 mil exemplares</p><p>Endereo ComercialSRTVS - Q. 701 - Bl. O - Ed. Centro </p><p>MultiEmpresarial - Sala 457 - CEP:70340-000 Braslia/DF - PABX: (61) 3034-8677</p><p>www.estadosemunicipios.com.brcomercial@estadosemunicipios.com.br</p><p>revista@estadosemunicipios.com.br</p><p>As colunas e matrias assinadas no sero remuneradas </p><p>e o texto de livre responsabilidade de seus autores</p><p>Expediente</p></li><li><p>Braslia adota programa de resduos slidos ........................ 51</p><p>52 | ECONOMIARoyalties reforam investimentos das prefeituras ............... 52Governo de Gois fecha parceria com a CEF .................... 53Mobilizao fortalece Zona Franca de Manaus .................. 54Rio Grande do Norte atrai novas empresas .................... 55O crescimento da produco industrial paranaense ............. 58Queda nos investimentos federais em 2011 .................... 59</p><p>62 | EXPORTAOMinas assina protocolo com investidores ...................... 62Industrializao j uma realidade no Acre ....................... 63</p><p>64| SOCIALIncentivos para aprimorar o combate pobreza .................. 64Bahia refora o Bolsa Famlia ............................................. 65</p><p>66 | SEGURANA PBLICARepresso no desvio de verbas pblicas ............................. 66</p><p>67 | EDUCAOTocantins avana na qualidade do ensino bsico ................ 67</p><p>69 | HABITAOCasa nova para os desabrigados de Esmeraldas (MG) ........ 69</p><p>72 | EMPREENDEDORISMOO tempero que cativou os brasilienses ................................ 72</p><p>76 | TURISMOFernando de Noronha, um pedao do paraso ..................... 76</p><p>78 | CULTURAProgetto Amerigo Vespucci e o frum 500 anni ................. 78</p><p>82 | ARTIGOA situao financeira dos municpios ................................. 82</p><p>Estados &amp; Municpios - Janeiro 2012</p><p>06 CAPA COLUNISTASPresidenta Dilma Rousseff inicia segundo ano de seu governo otimista e determinada a ampliar os investimentos na rea de infraestrutura e nos programas sociais, com o monitoramento, em tempo real, do que est sendo gasto. As primeiras modificaes na sua equipe ocorreram em funo das eleies municipais: Mercadante foi para a Educao, e Graas Foster assumir o comando da Petrobras. </p><p>Edio 221 Janeiro de 2012</p><p>www.estadosemunicipios.com.br</p><p>10 | POLTICAAno Legislativo comea com mudanas ............................. 10Congresso precisa votar vetos .............................................. 11Cmara vai retomar a reforma poltica ................................ 12Prefeitos cassados pagaro por nova eleico ........................ 13Senador Walter Pinheiro em defesa da Bahia ...................... 14</p><p>16 | TRANSPORTESLei da Mobilidade Urbana vigora em abril .......................... 16</p><p>19 | INFRAESTRUTURABurocracia emperra obras de saneamento bsico ................ 19</p><p>21 | SADELei define investimentos e controle dos gastos .................... 21</p><p>24 | GESTO PBLICAPirapora renasce no centenrio ............................................ 24Prmio para cinco municpios alagoanos ............................. 30</p><p>31 | TRABALHOCapacitao abre caminho para o emprego ......................... 31</p><p>32 | MUNICPIOSVila Velha se destaca na gesto educacional ....................... 32Brinquedos vo contar a histria de Gois .......................... 34Prefeitos cobram soluo para o transporte escolar ............ 36So Jos dos Campos e os recursos do BID ........................ 37Manaus ter mais 30 Casonas de Sade................... 38TCE do Amazonas de olho nas prefeituras ............................. 39 </p><p>40 | NACIONALSo Luiz do Paraitinga (SP): uma cidade reconstruda ....... 40</p><p>46 | MEIO AMBIENTEO desafio de acabar com os lixes a cu aberto .................. 46O reflorestamento da Mata Atlntica ................................... 48Curitiba amplia sua cobertura vegetal ................................. 49SP dispensa licenciamento para pequenos produtores ......... 50</p><p>22 | DIRETO DE BRASLIA Renato Riella Mercadante pode dar certo</p><p>58 | MDIA Pedro Abelha Tendncias para 2012</p><p>72 | CASOS &amp; CAUSOS Rangel Cavalcante Afilhado</p></li><li><p>6 Janeiro 2012 - Estados &amp; Municpios </p><p>Capa</p><p>Dinamizar os investimentos, de olho no controle da in-flao, e continuar aplicando nos programas sociais, mas acompa-nhando de perto os gastos, aumentan-do a transparncia e evitando fraudes. Este foi o recado dado pela presiden-te Dilma Rousseff aos ministros que compem a sua equipe de governo, na primeira reunio ministerial do ano.</p><p>A previso do governo que em 2012 o Brasil cresa no mnimo 4%, caso haja uma piora do quadro econmico global, e no mximo 5%, considerando a melhoria da situao econmica dos </p><p>Dilma ordena agilidade na mquina pblica</p><p>Estados Unidos e dos pases da Unio Europeia. O Brasil rene condies para superar as dificuldades da econo-mia mundial e acelerar o crescimento em 2012 em relao a 2011. Ns alme-jamos alcanar 4,5% em 2012, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.</p><p>Para impulsionar a economia, uma das prioridades o aumento dos investimentos no PAC (Programa de Acelerao do Crescimento), no Minha Casa Minha Vida e na Copa do Mundo. O ministro entende que o investimento uma das variveis-chave para que o Brasil mantenha crescimento equilibrado.</p><p>Todos os ministrios envolvidos nas obras do PAC e Minha Casa Mi-nha Vida tero reforo no Oramen-to, como Transportes, Cidades e Inte-grao Regional. A Caixa Econmica Federal tambm ter mais recursos para o Minha Casa Minha Vida 2, ex-plicou o ministro. </p><p>Sem citar valores, Mantega afir-mou que o contingenciamento de gas-tos em 2012, a ser anunciado em mea-dos de fevereiro, ser feito de modo a garantir o cumprimento da meta cheia do supervit (R$ 140 bilhes), com manuteno da poltica fiscal slida. Para garantir a reduo de gastos, os ministrios continuaro economizando gastos de custeio. </p><p>Para que o pas mantenha o de-senvolvimento sustentvel da econo-mia nos prximos anos, necessrio a manuteno de taxas de crescimen-to do PIB elevadas, distribuio de renda e reduo das desigualdades sociais. Constatamos que hoje a po-pulao brasileira dispe de bens de consumo e servios, acesso alimen-tao, turismo e melhores condies de vida. Estamos diminuindo os seg-mentos com menor renda, com extin-</p><p>A presidenta explicou aos ministros que as medidas fazem parte do modelo de desenvolvimento iniciado em 2003, com a incluso de milhes de brasileiros na classe mdia e o aumento da exigncia por qualidade dos servios pblicos</p></li><li><p>Estados &amp; Municpios - Janeiro 2012 7</p><p>Capa</p><p>o da classe E, e expandindo a classe mdia, observou o ministro.</p><p>Segundo Mantega, o Brasil est reduzindo as desigualdades regionais e garantindo sua insero no mercado in-ternacional, figurando entre as econo-mias mais dinmicas do mundo. O go-verno, explicou, continuar adotando medidas para fortalecer o mercado in-terno, devido boa demanda no varejo, mantendo a gerao de empregos em patamares elevados. Alm do mercado interno forte e slido, o ministro citou a expanso do crdito - com reduo do custo financeiro- e a confiana da popu-lao como condio fundamental para manuteno do crescimento.</p><p>A confiana importante para re-alizar projetos econmicos e sociais. E o Brasil um dos pases que mais goza da confiana da populao. Ela est dis-posta a consumir e fazer girar a roda da economia, concluiu o ministro.</p><p>Monitoramento on line</p><p>Na reunio, realizada no Palcio do Planalto, com 36 dos 38 ministros, a presidenta Dilma Rousseff anunciou a criao de um sistema de monitora-mento de todos os programas do Go-verno Federal. A determinao que </p><p>todos os ministrios apresentem at junho um sistema que permita o acom-panhamento de suas aes. O monito-ramento ser feito online e, preferen-cialmente, em tempo real.</p><p>A presidenta explicou aos mi-nistros que as medidas fazem parte do modelo de desenvolvimento iniciado em 2003, com a incluso de milhes de brasileiros na classe mdia e o aumento da exigncia por qualidade dos servios pblicos. O monitoramento das aes do governo parte de um projeto revo-lucionrio, progressista e absolutamen-te indispensvel para a verdadeira refor-ma do Estado, no atravs da demisso de servidores ou da perda de direitos </p><p>Durante a reunio, o ministro da Fazenda, </p><p>Guido Mantega, deixou claro que o investimento </p><p> uma das variveis chave para que o Brasil mantenha crescimento </p><p>equilibrado</p><p>previdencirios, mas atravs da gesto de um Estado mais profissional e me-ritocrtico, definiu a presidente Dilma.</p><p>A ideia que todos os gastos, todas as aes do governo possam ser vistas e monitoradas e, portanto, cobra-das na hora. Vamos imaginar que con-vnios com prefeituras, com Organiza-es No Governamentais, passam a ter informao de quando foi feito, o que est sendo feito e tenha cobrana direta em relao aos gastos pblicos. Isso no uma questo de reforma do Estado. como fazer com que o Estado preste servios melhores para a populao, explicou o porta-voz da Presidncia da Repblica, Thomas Traumann. </p></li><li><p>8 Janeiro 2012 - Estados &amp; Municpios </p><p>Capa</p><p>A to aguardada reforma mi-nisterial do segundo ano de mandato da presidente Dilma Rousseff vai se resumir a mudanas pontuais provocadas principalmente por conta das eleies municipais de 2012. Os ministros-candidatos deixa-ro seus cargos para disputar as prvias e se dedicar s campanhas eleitorais.</p><p>A reforma comeou no Minist-rio da Educao, com a sada de Fer-nando Haddad, que disputar a prefei-tura de So Paulo. Para seu lugar, Dilma Rousseff optou por uma soluo ca-seira: saiu o petista Haddad e entrou o tambm petista e ex-ministro da Cin-cia e Tecnologia Aloizio Mercadante, que cedeu seu lugar para Marco Anto-nio Raupp, ex-presidente da Agncia Espacial Brasileira (AEB). </p><p>A prxima mudana certa a substituio de Iriny Lopes, secret-ria de Poltica para as Mulheres, que disputar a prefeitura de Vitria (ES). Para o seu lugar, o nome mais cotado o da secretria adjunta da pasta, Rosana Ramos, que integra a corrente petista Articulao de Esquerda, detentora da indicao da cadeira</p><p>O ministro da Integrao, Fer-nando Bezerra, tambm deve deixar o governo por pretenses de dispu-tar a prefeitura do Recife pelo PSB. A presidente tambm pretende trocar o comando das Cidades, sem tir-lo do PP, e devolver o Ministrio do Traba-lho ao PDT. As lideranas partidrias do como certa a sada do ministro das Cidades, Mrio Negromonte, que alm de ter tido a pasta citada com </p><p>suspeitas de corrupo, no conta com amplo apoio de seu partido, o PP, para continuar no cargo. </p><p> A dana das cadeiras ser reto-mada no inicio de fevereiro, quando a presidente retornar de sua viagem ofi-cial ao Haiti. A configurao poltica da Esplanada dos Ministrios ser mantida para no afetar o equilbrio na aliana de sustentao ao governo. Na rea eco-nmica, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, continua com a chave do co-fre; no Planejamento, Miriam Belchior continua com o prestigio em alta.</p><p>Sem mudanas nas principais pastas -como Fazenda, Planejamento e Justia-, a reforma ministerial planejada pela presidente Dilma Rousseff ser pequena e pouco impactante. Alm disso, Dilma no vai alterar a cota dos partidos na Esplanada, frustrando os planos de PMDB e PT, que sonhavam em aumentar seu poder de fogo no go-verno, amealhando para sua seara os ministrios dos Transportes e das Cida-des, respectivamente. </p><p>Educao e Petrobras com novos titulares</p><p>Alozio Mercadante quer crianas alfabetizadas na idade certa</p></li><li><p>Estados &amp; Municpios - Janeiro 2012 9</p><p>Capa</p><p>Dilma Rousseff tambm anun-ciou que no promover reduo ou fuso de pastas. Com isso, est descar-tada a incorporao do ministrio da Pesca pelo Ministrio da Agricultu-ra, e o de Porto pelo Ministrio dos Transportes. Outra mudana que es-barra em aspectos polticos o rebai-xamento de trs secretarias ligadas Presidncia, que hoje tm status de ministrio: Direitos Humanos, Igual-dade Racial e Polticas para as Mulhe-res. A idia, j descartada, era colocar as trs sob o guarda-chuva da Casa Civil. </p><p> Tudo leva a crer que a verdadeira reforma ministerial aconteceu no ano passado, com a faxina que substituiu sete ministros: Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transpor-tes), Pedro Correia (Turismo), Wagner Rossi (Agricultura), Orlando Silva (Es-porte), Carlos Lupi (Trabalho) e Nel-son Jobim (Defesa).</p><p> Mais uma mulher no Poder</p><p>A diretora de Gs e Energia, Maria das Graas Foster, assumir a presidncia da Petrobras no lugar de Jos Srgio Gabrielli. A troca ser ofi-cializada na prxima reunio do Conse-lho de Administrao da Estatal, marca-da para o incio de fevereiro..</p><p>A mudana era um desejo antigo da presidenta Dilma Rousseff e vai au-mentar a influncia do governo federal sobre a companhia. Foster ser a pri-meira mulher a presidir a maior empre-sa da Amrica Latina. Funcionria de carreira desde 1978, a executiva ami-ga pessoal da presidente da Repblica e tem um estilo de trabalh...</p></li></ul>