Revista Inovar

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Revista com publicação bimestral que apresenta artigos, experiências e opiniões interessantes sobre questões relacionadas ao universo educacional e cotidiano, promovendo um diálogo entre profissionais e leitores. Através das atividades e conteúdos apresentados toda a comunidade será levada a pensar a educação de forma plena, cativante, dinâmica e inovadora.

Text of Revista Inovar

  • Nononon nonoonn

    1 edio

    EXPERINCIAAs TICs como facilitadoras do processo de ensino aprediza-gem em uma biblioteca escolarBibiotecria Lucirene Lanzi

    ARTIGOAs trocas na fala e sua relao com a alfabetizaoFonoaudiloga Roberta Vieira

    Linha de chegada ou ponto departida? Avaliao escolar o

    mapa do

    processo de aprendizagem

    OPINIOO planeta no suporta.Temos que viver com menos! Prof. Carlos Aurlio Sobrinho

  • 2 colunaA arte de Ler na Era GoogleProf. Ernaldo Francisco dos Santos

    redaes em destaqueTextos produzidos por alunos do Colgio Cristo Rei

    experinciaAs Tecnologias de Informao e Comunicao como facilitadoras do processo de ensino-aprendizagem em uma Biblioteca Escolar - Bibliotecria Lucirene Catini Lanzi

    reportagensAvaliao escolar o mapa do processo de aprendizagem

    As contribuies de Reggio Emilia para a realidade brasileira

    artigoAs trocas na fala e sua relao com a alfabetizaoFonoaudiloga Roberta Vieira

    opinioO planeta no suporta. Temos que viver com menos!Prof. Carlos Aurlio Sobrinho

    E agora, que livro indico?Prof. Jos Marcel Lana Coimbra

    sugestes

    Xingu, os irmos Villas-Bas e nsProf Larissa Maria Felipe Sobrinho

    Msica de brinquedo ao vivoProf Caroline Alaby Manzano

    A Sombra do VentoEstudante de Biblioteconomia Thabyta Giraldelli Marsulo

    EXPEDIENTE

    Produo: Depto. de Marketing do Cristo Rei Responsvel: Alexandre de Oliveira Andrade Jornalista: Natlia Santos (Mtb. 51.793) Design grfico e editorao: Mrcio R. Martins Imagens: Jos Antnio (Zem) Reviso: Prof. Ernaldo Francisco dos Santos Colaborao: Equipe pedaggica do Cristo Rei Fale conosco: marketing@cristorei.com.br Diretor Geral: dio Joo Mariani Diretores administrativos: Ir. Jos Roberto de Carvalho e Ir. lton Lopes RESPONSVEIS DE SETOR

    Pedaggico: Helosa Caprioli M. Silva, Verediana de Rossi F. da Cunha, Ivo F. Dutra, Lourival F. da Cunha, Eliane de Rossi Marconato, Luiz Clio de Oliveira, Selma Leila B. Martins e Gilson Jos Amancio. Secretaria: Mirtes Rose Andrade de M. Mariani Tesouraria: Elizabeth Cristina Mazzo Biblioteca: Lucirene Catini Lanzi Grfica: Ronaldo Antonio Pallota Servios Gerais: Pedro Luis Alves Tecnologia: Rogrio Henrique da Silva

    COLGIO CRISTO REI Av. Cristo Rei, 270 - Bairro Banzato - Marlia/SP - Cep: 17.515-200 Fone: (14) 3402-2399

    www.cristorei.com.br / colegio@cristorei.com.br

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    REDES SOCIAISCRISTO REI

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  • 3Ns, do Colgio Cristo Rei, estamos sempre inquietos em busca de novas possibilidades. Possibilidades de ensino-aprendizagem, possibilidades de aprimoramento, possibilidades de interao, possibilidades para INOVAR. isto que nos move e conduz nosso plano de qualidade. Hoje, com muita satisfao, lanamos mais uma dessas possibili-dades. Atravs da Revista Eletrnica INOVAR, criamos um novo espao para reflexo aberto aos professores, colaboradores, pais, alunos e toda a sociedade. Nos contedos das prximas pginas vamos pensar sobre diversos temas relacionados ao universo educacional, formao de maneira geral e ao cotidiano. Mais do que informarmos, queremos suscitar o pensamento crtico e promover um dilogo envolvendo profissionais e leitores. Esta publicao tambm um espao de valorizao da nossa equi-pe e parceiros. Sabemos que nosso corpo pedaggico e funcionrios tm muitos conhecimentos e experincias a compartilhar. Neste sentido, muito do que temos estudado, pesquisado e aplicado estar presente nos textos desta Revista. Unindo recursos tecnolgicos de vanguarda e a tradio de mais de cinco dcadas na arte de educar, compomos um espao para quem, assim como ns, acredita que o pensamento, a cultura e a educao so as maiores riquezas da humanidade.

    DIO JOO MARIANIDiretor Geral do Colgio Cristo Reieditorial

    Inovar abre portas para oconhecimento

    criamos um novo espao para reflexo aberto aos

    professores, colaboradores, pais, alunos e toda a

    sociedade.

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  • 4A arte de Ler na Era Google

    coluna

    Atualmente, o Google imprimiu o mtodo da digitalizao de milha-res de livros advindos das princi-pais bibliotecas de pesquisa. Apesar de muitos ainda estarem protegidos por co-pyright, o projeto disponibilizou os textos para buscas on-line. A ideia a de criar a maior biblioteca e o maior negcio li-vreiro da histria do homem. Estamos a falar do empreendimento de acesso in-formao on-line, cujo nome se ramifica em Google Earth, Google Maps, Google Imagens, Google Labs, Google Finan-ce, Google Arts, Google Food, Google Sports, Google Alerts e, agora, Google Book Search. Notvel , pois, a visvel transformao do ato de ler ao longo dos tempos. Lembro-me da leitura silencio-sa nos corredores do seminrio, em voz alta, declamada, em grupos, ou, ainda, no silncio da noite. Indagaes sobre quem l o qu, em quais condies e com qual efeito conectam as preocupaes do passado ao presente. Entretanto, antes de enal-tecer a atitude do Google, imprescind-vel conhecer a concepo de leitura ou o significado de ler. Goethe, clebre poeta

    alemo - autor de Fausto - declarou: Ler a mais difcil das artes, pois, a princpio, devemos selecionar os autores pelo contedo da obra e pela correo da linguagem; de-pois, ler com ateno, sem pressa, e, so-bretudo, para os dias de Google, assumir a sabedoria latina - Pauca sed bona - poucas coisas, mas boas. Semelhantemente, torna-se neces-srio retomar o ensino da primeira meta-de do sculo XIX. Edgar Allan Poe, autor de - Os crimes da rua Morgue - alertava--nos da massificao cultural: a mul-tiplicao dos livros em todos os ramos da cincia um dos flagelos de nossa poca. mesmo um dos obstculos mais srios aquisio de conhecimentos exatos. O leitor encontra seu caminho obstrudo por uma multido de materiais e s tateando que, de vez em quando, encontra alguns restos teis, misturados por acaso aos demais. Assim sendo, a escola de nossos dias deve assumir a insuscetibilidade de fundamentao da leitura dos Clssicos

    como forma de garantir aos alunos nor-teadores de leitura qualitativa, com rigor e reflexo. O termo Clssico possui o ra-dical latino class, que significa convocar ou chamar. Era um chamado. O termo chegou aos nossos dias com o sinnimo de exemplar, como referncia ao nosso mundo. A Frana seria menos compre-ensvel se no fosse Madame Bovary, de Gustave Flaubert. A Inglaterra, se no fossem certos livros de Dickens. A Espa-nha, se no fosse Dom Quixote. A Rs-sia, se no fosse Os Irmos Karamazov de Dostoieswki. O Brasil, se no fossem certos livros de Machado de Assis e Sa-garana de Guimares Rosa. Ler um dilogo com a nossa ex-perincia de vida. Se recuperarmos a lembrana da leitura de, por exemplo, A revoluo dos bichos, de George Orwell, notaremos, sem dvida, o quanto fica-mos surpreendidos e sensibilizados; qual de ns ainda no se encanta com a his-tria de homens, os quais foram a Troia

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  • 5resgatar Helena, raptada por Pris! de igual modo, quem de ns j no ouviu fa-lar de calcanhar de Aquiles sem, contudo, ter, necessariamente, lido Ilada ou Odis-seia! porque o Clssico fala de nosso dia a dia. O escritor italiano Italo Calvino (1923-1985), no ensaio, Por que ler os clssicos introduz a seguinte lio: os clssicos no so lidos por dever ou por respeito mas s por amor (...) a escola deve fazer com que voc conhea bem ou mal um certo nmero de clssicos dentre os quais - ou em relao aos quais - voc poder depois reconhecer os seus cls-sicos. O crtico literrio Harold Bloom em Como e Por que Ler assegura-nos: Lemos Shakespeare, Dante, Cervantes, Dickens, Proust e seus companheiros porque nos enriquecem a vida. Torna-se imprescind-vel retomar os ensinamentos do filsofo brasileiro, Mrio Srgio Cortella, autor de, entre outros, Filosofia no Ensino Mdio: necessrio ler os clssicos nos dias atuais? S se voc for inteligente (...) necess-rio retomar as obras que esto na histria da humanidade? S se eu e voc parti-lharmos da capacidade de no envelhe-cer (...) necessrio ir atrs de obras que

    tm 2 mil, 5 mil, 100, 40 anos? S se voc e eu quisermos atualizar as nossas refle-xes, as nossas ideias naquilo que no arcaico nem velho. Naquilo que mantm perenidade, atualidade e que ainda ca-paz de nos encantar. Disso resulta, aos nossos leitores, mais um contedo, a saber, o ato de ler incompleto sem o ato de escrever. So aes complementares. Ler e escrever no apenas palavras, mas ler e escrever a vida, a histria. No basta ler a realidade. preciso escrev-la. Dessa forma, leiam plenamente, no para acreditar, nem para concordar, tampouco para preencher uma tarefa escolar ou do vestibular, mas para procurar algo que lhes diga respeito e que possa, enfim, servir-lhes de base reflexo e vida, pois Libri vivi magistri sunt, os livros so os mestres dos vivos.

    Referncias bibliogrficas

    1. Antunes, Benedito. Para ler os clssicos. ProLeitura. Abril/97 - n 13.

    2. Bloom, Harold. Como e Por que ler. RJ: Objetiva, 2001.

    3. Cortella, Mrio Srgio. Filosofia no Ensino Mdio. RJ: Vozes, 2009.

    4. Darnton, Robert. A questo dos livros. SP: Companhia das letras, 2010.

    PROF. ERNALDO F. DOS SANTOSProfessor de redao e gramtica do Ensino Mdio e Pr-Vestibular

    coluna

    leiam plenamente, no para acreditar, nem para concordar, tampouco para preencher uma tarefa escolar ou do vestibular, mas para procurar algo que lhes diga respeito

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  • 6Durante o desenvolvimento da linguagem falada, co-mum que a criana apresente substituies entre sons. Esse fenmeno faz parte do crescimento e desenvolvi-mento da criana e tais trocas ocorrem, de modo geral, entre sons que apresentam semelhanas em seu modo de produo ou ponto de articulao.

    Trocas muito frequentes