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  • UM PERCURSO

    DE EXCELNCIA

    Esta

    revi

    sta

    faz

    part

    e in

    tegr

    ante

    da

    edi

    o 16

    32 d

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    de

    Leiri

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    .10.

    2015

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  • 2 | LUBRIGAZ 75 ANOS

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  • LUBRIGAZ 75 ANOS | 3

    Edio: Jorlis - Edies e Publicaes, Lda.Director: Joo Nazrio

    Redaco: Lurdes TrindadeFotografia: Ricardo Graa

    Paginao: Isilda Trindade, Rita Carlos Impresso: Ondagrafe

    Tiragem: 17000N. de Registo 109980

    Depsito Legal n. 5628/84 Distribuio:

    Jornal de Leiria, Edio n. 1632, 22 de Outubro de 2015

    Tenho tido o privilgio de acompanhar de perto a

    evoluo da Lubrigaz nos ltimos 27 anos enquanto

    parceiro da SIVA para as Marcas Volkswagen, Audi,

    koda e Volkswagen - V Comerciais.

    Assisti aos momentos mais relevantes da expanso

    que a empresa soube empreender nos ltimos anos

    dotando-se das estruturas, capacidades e competncias humanas

    necessrias e adequadas ao desenvolvimento do setor e ao cres-

    cimento das Marcas.

    Expresso visvel desse facto so as magnificas instalaes de

    que dispe para os seus clientes em Leiria tambm recentemente

    alargadas s Caldas da Rainha.

    Mas o que mais relevo ter tido e continuar a ter pela frente in-

    terlocutores francos e abertos, excelentes profissionais que sem-

    pre souberam interpretar em tempo o sentido do tempo,

    transformando quando necessrio a sua organizao, dotando-a

    da liderana e dos meios adequados para servir melhor os seus

    clientes e viver profundamente os valores das Marcas representa-

    das.

    Souberam e sentiram bem os custos exigidos para alcanar o su-

    cesso, o qual hoje reconhecido, no como um fim em si mesmo

    mas como resultado da vivncia diria, dedicada, e comprome-

    tida com os seus clientes e com as suas Marcas.

    E agora o futuro! Com ousadia e inovao, vai por certo ser me-

    recedora do passado!

    Parabns Lubrigaz, aos seus accionistas,

    dirigentes e colaboradores pelo seu 75 Aniversrio!

    OPINIO

    EM TEMPO O SENTIDO DO TEMPO

    Fernando Monteiro,

    SIVA

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  • 4 | LUBRIGAZ 75 ANOS

    Quando se completam 75 anos, difcil abordar

    todos os momentos importantes que fazem a his-

    tria de uma empresa como a Lubrigaz. Scios e

    colaboradores vivenciaram, juntos, experincias

    mpares que, em muitos casos, no possvel

    transpor para o papel. Enfrentaram desafios em

    perodos de guerra e de ps-guerra mundial,

    passaram por dificuldades que fariam com que

    muitos tivessem desistido. Mas o esprito lutador

    que sempre os caracterizou no os deixou cruzar

    os braos e eis que, ao fim de sete dcadas e

    meia, se orgulham de continuar a trabalhar com

    os mesmos princpios de transparncia, de quali-

    dade e honestidade. Os nossos clientes tm a

    garantia de que esta casa tem colaboradores que

    lutam para que ela dure mais 75 anos, afirma

    Nuno Roldo, gerente da empresa, para quem

    o respeito pelos valores deixados pelos fundado-

    res, a sintonia de interesses e a dedicao de

    corpo e alma tm contribudo para a longevidade

    de um negcio que tem passado por momentos

    bons e outros muito difceis.

    Passava o ano de 1940. O mundo vivia em

    plena guerra mundial. Leiria assistia ao nasci-

    mento daquela que viria a tornar-se uma das

    mais emblemticas empresas da regio. Cinco

    empreendedores locais ousavam criar a Lubri-

    gaz, a empresa de gs e de lubrificantes respon-

    svel pela aplicao do primeiro esquentador em Leiria e consequentemente pela

    utilizao de gua quente canalizada na cidade, explica Frederico Brazo Ferreira,

    principal scio da empresa, que divide a gerncia com o genro Nuno Roldo.

    No dia 10 de Dezembro de 1940 Rivera Duran, lvaro Pires de Miranda, Joo

    Machado Polnia, Vasco Leito Ritto e Jos Lino Franco assinavam a escritura da

    empresa. Eram empreendedores com algum peso na regio como recorda Fre-

    derico Brazo Ferreira, natural do Funchal, e genro do empresrio de origem es-

    panhola Rivera Duran, que aos 28 anos fora um dos obreiros do saneamento da

    cidade do Porto. Vim para Leiria em 1965 para tratar dos interesses deste em-

    presrio, que passavam pela Companhia Leiriense de Moagem e pela Lubrigaz,

    conta. Na poca, aceitou o desafio com a condio de comprar as quotas da Lu-

    brigaz. Rivera Duran cede-me uma grande parte das quotas, que mantenho e

    at aumentei, revela o maior accionista da empresa que se formou na London

    RICARDO GRAA

    DR

    75 ANOS

    UM LONGO PERCURSO AO SERVIO DA TRANSPARNCIA

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  • LUBRIGAZ 75 ANOS | 5

    Ao longo dos anos, a Lubrigaz tem sabido

    adaptar-se s diversas mudanas

    do meio envolvente, iniciando novos negcios,

    extinguindo outros. Actualmente

    uma empresa do Top Ten no ranking distrital

    do sector automvel.

    School of Economics, em Londres.

    J Pires de Miranda, pai do recentemente falecido ex-ministro dos Negcios Estran-

    geiros, Pedro Pires de Miranda, foi casado com uma filha do leiriense Pedro Jos

    Rodrigues, que tinha uma casa de vinhos em Leiria e que foi presidente da Cmara

    Municipal. Joo Machado da Polnia passava, ento, mais tempo em Lisboa. Cu-

    nhado de Pires de Miranda, era casado com Maria da Glria, que viveu at aos

    104 anos. Vasco Leito Ritto pertence famlia fundadora da empresa Plsticos

    Santo Antnio, enquanto Jos Lino Franco era um empresrio local tambm com

    grande viso estratgica para os negcios.

    Todos tinham outras actividades distintas, tendo em comum a partilha da Compa-

    nhia Leiriense de Moagem. Com a criao da Lubrigaz, resolveram antecipar-se

    quer ao final da guerra quer ao desenvolvimento da indstria que se adivinhava

    prspero. Por isso, ao comrcio do gs, dos esquentadores e foges juntaram os lu-

    brificantes, a rea que, alis, serviu de ponte para o sector automvel que viria a

    surgir na empresa pouco tempo depois.

    Veja-se que na Rua Mouzinho de Albuquerque, ainda na dcada de 40, a Lubrigaz

    introduziu um pacote alargado de servios, nomeadamente uma oficina e estao de

    servio, gs urbano, combustveis, peas e acessrios para automveis e indstria.

    Em 1946, a Lubrigaz vende o seu primeiro carro um Dodge - e a partir da quase

    define o seu core business. A representao da Volkswagen chega em 1952, apro-

    veitando o incremento do modelo Carocha que se seguiu segunda guerra mun-

    dial. Durante a guerra e alguns anos no ps-guerra, os carros que existiam para

    venda eram essencialmente americanos.

    Na dcada de 80, surge a Audi para enriquecer o portflio de marcas da

    empresa, sendo actualmente representada pela marca Lubrisport. J a Skoda

    surge nos anos 90.

    No final da dcada de 70 e incio da dcada de 80, a Lubrigaz vive momentos es-

    pecialmente difceis. Contriburam para o efeito no s a primeira crise do petrleo

    e as que se seguiram mas tambm o perodo conturbado que se viveu em Portugal

    a seguir revoluo de 1974. Mais uma vez os scios tiveram um papel fulcral na

    motivao dos seus colaboradores. Nessa fase, j a empresa contava com a pre-

    sena de quatro gerentes na sociedade. Frederico Brazo Ferreira explica que " foi

    cedida uma participao da sociedade aos quatro principais e estimados colabora-

    dores da empresa" nomeadamente a Armando Faria, Horcio Denis Ribeiro, Ant-

    nio Jos Pascoal (no era gerente) e Mrio Varino. "Hoje a sociedade tem na sua

    gesto Nuno Roldo, que divide a gerncia comigo".

    Contudo, refere Frederico Frazo Ferreira, Nuno Roldo o principal rosto da em-

    presa, a sua pedra angular. Est preparado para uma gesto muito activa e inter-

    veniente. um homem de mo cheia at pela sua formao.

    Ao longo dos anos, a Lubrigaz tem sabido pois adaptar-se s diversas mudanas

    do meio envolvente, iniciando novos negcios, extinguindo outros. Actualmente

    uma empresa do Top Ten no ranking distrital do sector automvel. Hoje a Lubrigaz

    representa as marcas VW, VW Comerciais Skoda e Audi esta ltima sob a designa-

    o Lubrisport.

    GOSTAMOS DE ACREDITAR QUE SOMOS UMA FAMLIANo o edifcio que faz a empresa, mas a

    excelncia dos seus colaboradores dentro

    da excelncia da sua imagem. Esta a

    viso que Nuno Roldo tem da empresa

    para onde entrou h 28 anos pela mo de

    Armando Faria, o homem que tinha dentro

    da empresa uma viso global de toda a

    organizao e com quem teve oportuni-

    dade de aprender muito. Em jeito de ho-

    menagem ao scio (j falecido) e a todos

    os fundadores e accionistas da empresa,

    Nuno Roldo adianta que a empresa so

    todos os que nela trabalham. Gostamos

    de acreditar que somos uma famlia. Esta-

    mos entre ns mais horas do que estamos

    com as nossas famlias. Temos de ser capa-

    zes de viver bem, em harmonia, em en-

    treajuda, nos momentos de trabalho isso

    tem acontecido, felizmente.

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  • Qual o balano destes 75 anos da Lubri-

    gaz?

    A empresa nasce em 1940, em plena segunda

    guerra mundial, enfrentou grandes dificulda-

    des, mas o balano muito positivo. Temos ex-

    celentes colaboradores. Essa chave do

    sucesso da Lubrigaz. Sem bons colaboradores

    no h organizao ou empreendedor que

    consiga vencer. Somos uma famlia. Uma em-

    presa so as pessoas e se no existir este esp-

    rito por parte da gesto no h empresa. Eu

    posso ter um helicopter view, mas tudo o que

    est a jusante tem de funcionar e s funciona

    se a famlia estiver unida. Portanto, a Lubrigaz

    teve sempre esta cooperao inequvoca dos

    colaboradores. Mas, mais importante, colabo-

    radores e gerncia sempre formaram um todo.

    Outra das chaves do xito da empresa

    prende-se com a poltica de aplicao dos

    resultados que, ao longo dos anos, foi

    feita pelos scios

    Sim, nos bons e nos maus momentos os scios

    tiveram presente a ideia de que os resultados

    seriam para a expanso do negcio. Ao longo

    dos anos foi solicitada aos scios a entrada de

    suprimentos e, tambm, aumento de capital. A

    verdade que devido a essa poltica de aplica-

    o dos dividendos no engrandecimento na

    empresa desde o primeiro momento os s-

    cios no viviam da empresa, viviam para a em-

    presa a Lubrigaz dispe hoje de um

    patrimnio considervel. Iniciou a empresa em

    instalaes arrendadas e hoje detm um patri-

    mnio prprio muito importante, designada-

    mente o seu edifcio sede na Cova das Faias,

    junto ao IC2, e o edifcio da Audi (Lubrisport).

    Todas as instalaes em Caldas da Rainha, da

    Audi e da Volkswagen, um terreno na zona in-

    dustrial de Pombal e uma loja na Marinha

    FREDERICO BRAZO FERREIRA, SCIO-GERENTE DA LUBRIGAZ

    A NOSSA CHAVE DO SUCESSO SO OS COLABORADORES

    6 | LUBRIGAZ 75 ANOS

    Frederico Brazo Ferreira, 82 anos, scio-gerente da Lubrigaz desde 1965, faz um balano muito posi-tivo da empresa que completa 75 anos. O segredo? A cooperao dos colaboradores e a poltica dereinvestimento dos scios ao longo dos anos.

    revista lubrigaz:Layout 1 19-10-2015 12:30 Pgina 6

  • preciso que as empresas invistam em

    formao e em equipamentos de diagnstico.

    Fomos uma das primeiras empresas da regio

    do ramo automvel, na dcada de 1980,

    a contratar um engenheiro mecnico para

    director dos servios aps-venda.

    Grande. um patrimnio muito interessante que contrabalana com um passado

    de muitas dificuldades de ordem financeira.

    A empresa atravessou todas as crises do ps II guerra mundial e conse-

    guiu sobreviver durante estes 75 anos

    Sim. Viveu muitos momentos difceis, incluindo a primeira grande crise do petr-

    leo em 1970/80. Foi o seu pior momento, que exigiu de ns um grande esforo

    para o ultrapassar. Foram crises que em nada se relacionam com esta crise ac-

    tual que a Volkswagen atravessa, e que estamos convencidos que a marca sa-

    ber resolver. Uma coisa que nos conforta que a situao no pe ningum em

    perigo, ou seja no um problema de segurana.

    A Lubrigaz foi evoluindo a cada ano, introduzindo na empresa novas

    reas de negcio

    A Lubrigaz comeou em 1940 com os foges, os esquentadores, o gs e os com-

    bustveis. A sua primeira venda de automveis em 1946, um Dodge D24C. O seu

    proprietrio, ainda hoje nosso cliente. Logo em 1952, comeou a ligao com a

    Volkswagen e, nos anos seguintes, a representao da David Brown tractors,

    abrindo, na dcada de 50/60, uma filial da empresa em Coimbra. Vende tracto-

    res, camies Fargo e Ebro (espanhol). Foram muitas as marcas americanas e al-

    gumas europeias que a Lubrigaz vendeu, como a Rover por exemplo. Foi

    tambm representante da Piaggio com grande aceitao no mercado. Na dcada

    de 50, regista-se tambm a mudana da representao do gs e de combustveis

    da marca Cidla para a Shell, que mantivemos durante muitos anos.

    O relacionamento comercial com a Volkswagen conhece, pelo menos,

    duas fases

    A primeira feita atravs da Gurin e surge em 1952. Somos o agente mais an-

    tigo em Portugal, se no mesmo da Europa da marca Volkswagen. H uma fideli-

    zao marca e uma responsabilidade perante a qualidade e a satisfao do

    cliente. Entretanto, a Gurin substituda pela SIVA, o importador do Grupo

    Volkswagen. Somos desde ento representantes das marcas Volkswagen, Volks-

    wagen Comerciais, Skoda e Audi.

    Independentemente das marcas que representavam, o aps-venda sem-

    pre foi ponto de honra na Lubrigaz

    No ramo automvel, existe a venda ou a compra de impulso. A pessoa gosta do

    carro e compra-o. Mas depois o que muito mais importante claro que a

    venda que vai alimentar o aps-venda a garantia de um servio que man-

    tm a mquina em funes ideais. Durante anos, este servio foi considerado um

    mal necessrio por muitos, mas dos maiores bens que podemos oferecer ao

    cliente. a mesma coisa que fazer a medicina preventiva. a garantia de que

    quando o carro tem um problema, tem um hospital tecnicamente preparado para

    lhe dar resposta. Para isso, preciso que as empresas invistam em formao e

    em equipamentos de diagnstico. Fomos uma das primeiras empresas da regio

    do ramo automvel, na dcada de 1980, a contratar um engenheiro mecnico

    para director dos servios aps-venda.

    A aposta na formao mais uma das caractersticas que tem distin-

    LUBRIGAZ 75 ANOS | 7

    guido a empresa

    A Lubrigaz sempre apostou muito em formao

    em todas as reas da empresa, desde a recep-

    o gesto. Hoje o mundo est feito com

    base na procura da perfeio, no sentido de

    sermos o melhor que as nossas faculdades nos

    permitem. No podemos ou no devemos ser

    medocres. Temos de ser bons. Por outro lado

    tambm j no basta ser um mero vendedor

    de automveis. O cliente j sabe tudo sobre as

    caractersticas do automvel quando chega

    Lubrigaz. O que ele vai encontrar no vendedor,

    para o caso especfico da marca que procura,

    um complemento do conhecimento que j tem.

    O vendedor vai ser o seu interlocutor para os

    seus desabafos. E vai aconselhar, canalizar e

    resolver os seus problemas. Tem de estar pre-

    parado. Isso requere formao slida. Portanto,

    o negcio hoje no uma coisa isolada. A glo-

    balizao isso mesmo, tem vantagens e des-

    vantagens, mas temos de ter conhecimentos,

    respostas ou maneiras de as encontrar para

    ajudar, servindo-nos de vrios canais. Por isso a

    formao sempre foi valorizada na Lubrigaz!

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  • Est na empresa desde 1989, mas co-

    nhece-a como as palmas das mos

    Partilhei experincias e vivncias com o se-

    nhor Armando Faria, que foi nosso scio-ge-

    rente, e que nos dizia, orgulhosamente, que

    tnhamos sido a primeira empresa a montar

    o esquentador de gua quente em Leiria. Ele

    passou-me toda a sua experincia. Era um

    homem com muito valor na empresa. Mor-

    reu recentemente, com 90 anos. Foi um dos

    primeiros funcionrios da Lubrigaz, pelo que

    se lembrava de tudo desde a sua gnese.

    Bebi dele toda a imagem desta empresa fun-

    dada por empreendedores locais que resol-

    veram dar um passo importante na vida

    empresarial da regio, com negcios que es-

    tavam a borbulhar na altura: o gs e os lu-

    brificantes para as mquinas que surgiram

    em fora naquela poca de desenvolvimento

    industrial. Como diz o povo, o sapato

    adapta-se ao tamanho do p e com o rolar

    dos tempos deu-se mais realce rea dos

    lubrificantes, que foi o elo condutor que

    levou ao sector automvel.

    Numa poca em que a relao dos con-

    cessionrios com as marcas era bastante

    diferente

    Muito. Hoje temos laos umbilicais com as

    marcas, que tm regimes para distribuio

    de viaturas e peas muito apertados. uma

    relao quase filial. Antes no. Havia uma

    iniciativa privada muito mais livre. Uma em-

    presa podia chegar junto de uma marca e

    propor a compra de um determinado n-

    mero de viaturas e chegar junto de outra

    marca e fazer o mesmo. Razo pela qual a

    Lubrigaz vendeu vrias marcas at fideliza-

    o com o grupo VW. A prpria assistncia

    era muito mais generalista. Hoje temos uma assistncia aps-venda muito

    focada marca-a-marca, mas se assim no fosse no conseguiramos ter to

    elevados nveis de exigncia.

    Como sentiu o crescimento da empresa?

    A Lubrigaz nasceu pequena e cresceu bastante pelos seus prprios meios.

    Ainda hoje militamos na filosofia de que a empresa tem de ser capaz de sus-

    tentar o seu prprio crescimento, que um circuito fechado. Geramos fundos

    que investimos novamente no negcio. Para isso sempre contribuiu muito o

    acreditar dos accionistas na empresa, que no so remunerados no capital,

    mas transformam livremente esse capital em riqueza da empresa para que

    ela possa crescer cada vez mais. Portanto, a Lubrigaz tem crescido de forma

    consolidada e no d nunca passos maiores que o tamanho das suas pernas.

    Agarra as oportunidades de negcio que lhe surgem e que estrategicamente

    a fazem conseguir tomar boas decises. Honra seja feita gesto do pas-

    sado que nos trouxe at hoje, com o meu humilde contributo e do senhor

    Frederico Brazo Ferreira, a uma situao mpar. Sim, porque temos algumas

    caractersticas de que nos orgulhamos: somos legalistas, rigorosos e consis-

    tentes. Em termos de legalidade, levamos o tema potncia. Digo muitas

    vezes aos nossos colaboradores que os accionistas s nos pedem que traba-

    lhemos bem. Somos 100% legalistas. Temos visitas regulares por parte das fi-

    nanas, ambiente e estamos sempre tranquilos

    A Lubrigaz reconhecida pela sua aposta forte na formao dos cola-

    NUNO ROLDO, GERENTE DA LUBRIGAZ

    SOMOS LEGALISTAS, RIGOROSOS E CONSISTENTES

    8 | LUBRIGAZ 75 ANOS

    Em criana, era um apaixonado pelos carros e pelo desporto. Licenciou-se em educao fsica porque ame no achou boa ideia que fosse para Londres tirar engenharia automvel. No dia em que se tornouefectivo numa escola, bateu com a porta e foi trabalhar para a Lubrigaz. H 28 anos. O seu mundo.Onde reivindica legalidade, rigor e consistncia. E excelncia.

    revista lubrigaz:Layout 1 19-10-2015 12:30 Pgina 8

  • boradores. uma herana do passado?

    Mais uma vez, nessa matria, tiro o chapu gesto anterior, nomeada-

    mente do senhor Armando Faria, que sempre viu longe, encarando a forma-

    o profissional como algo essencial para o futuro e no um mal necessrio.

    Vivi essa realidade anos a fio. Quando houve uma exploso do mercado au-

    tomvel, com um crescimento de vendas - todos os colaboradores eram pou-

    cos para assistir s viaturas vendidas na empresa a gesto desta casa

    nunca se coibiu de enviar para formao os seus colaboradores quando ra-

    mos convocados pelas marcas, enquanto outros concessionrios encontra-

    vam sempre desculpas para no irem. As pessoas faziam falta dentro das

    empresas, mas a formao era essencial para prestarmos um servio de qua-

    lidade. Sempre funcionmos ao contrrio, permitindo criar uma base consis-

    tente de pessoas formadas que fez com que andssemos frente em termos

    de aps-venda.

    A importncia que a empresa d ao aps-venda tambm hist-

    rica

    Das primeiras coisas que aprendi foi que o aps-venda tem obrigatoriamente

    de suportar os custos fixos de uma empresa concessionria de automveis.

    Tem de ser o seu alicerce. Ressalvo, contudo, que o aps-venda no vive sem

    a venda, porque esta cria matria-prima para o aps-venda. Se o aps-

    venda no for eficiente o cliente nunca encarar como possvel uma troca da

    viatura. Mas o essencial para mim, e que historicamente tambm sempre foi,

    que no podemos ver a empresa como uma herdade com uma srie de

    quintais volta. A empresa uma herdade nica, em que todas as reas so

    nobres e vivem de brao dado. S assim se consegue atingir o patamar de

    excelncia. No uma tarefa fcil, mas tem sido possvel!

    O aps-venda , naturalmente, uma rea mais dinmica at pelo n-

    mero de clientes que envolve

    A rea do aps-venda tem duas a trs vezes mais movimento do que a rea

    das vendas. No mais importante, mais viva. Passam pelas nossas mos,

    diariamente, cerca de sete dezenas de clientes no aps-venda. Nas vendas

    de viaturas seria bom que assim fosse. A relao com o cliente muito mais

    intensa no aps-venda do que nas vendas. Tambm depende das marcas,

    dos produtos novos de cada uma das marcas, das campanhas em vigor de

    cada uma das marcas. Tudo isso faz oscilar o nmero de clientes que visita o

    nosso show room. Embora hoje em dia estejamos a viver um paradigma dife-

    rente. Com a realidade virtual, temos de ir procura de clientes. A internet

    um mundo e temos de estar dentro dele, sob pena de lhe fecharmos as por-

    tas. Antes tnhamos apenas a porta fsica. Hoje o cliente vem ter connosco j

    conhecedor das caractersticas do automvel. A procura de clientes faz-se de

    uma forma muito proactiva atravs de motores de busca, redes sociais, mai-

    lings, campanhas, sitetemos de ter gente muito atenta a tudo o que co-

    municao para o exterior. Temos, por exemplo, netos que procuram na

    internet solues de veculos para os avs, como aconteceu com um colabo-

    LUBRIGAZ 75 ANOS | 9

    A Lubrigaz tem crescido de forma consolidada e

    no d nunca passos maiores que o tamanho

    das suas pernas. Agarra as oportunidades de

    negcio que lhe surgem e que estrategicamente

    a fazem conseguir tomar boas decises.

    rador nosso hoje pensamos que estamos a

    dominar a situao e amanh somos com-

    pletamente ultrapassados se no estivermos

    atentos s mudanas.

    As pessoas ainda tm a ideia de que

    fica mais caro fazer uma reviso na

    marca

    A tecnicidade da viatura est a reduzir o es-

    pao para os reparadores multimarca. Os

    carros esto a ser cada vez mais tcnicos,

    mais precisos, mais nicos, o que obriga a

    uma especializao no aps-venda! Claro

    que ainda h algumas reas multimarcas

    que do para todos trabalharmos, mas o fu-

    turo vai obrigar a que as concesses de

    marca tenham cada vez mais prepondern-

    cia nos trabalhos de elevada tecnicidade. Os

    investimentos que fazemos em tecnologia e

    em formao so incomportveis para quem

    faz trabalho com vrias marcas. Um repara-

    dor independente multimarca no pode in-

    vestir dezenas de milhares de euros em

    equipamentos para todas as marcas. Mas no

    que respeita ao nosso trabalho, temos o

    nosso preo devidamente tabelado. Quem

    vem s nossas oficinas sabe que o carro ser

    trabalhado exclusivamente com mo-de-

    obra especializada para aquela marca e com>>>

    revista lubrigaz:Layout 1 19-10-2015 12:30 Pgina 9

  • 10 | LUBRIGAZ 75 ANOS

    peas originais para aquela marca. E depois h uma coisa

    que nos distingue: trabalhamos com tempos de fbrica.

    Mudar as pastilhas de travo de um carro aqui, em Nova Ior-

    que, em Xangai ou Singapura tem sempre o mesmo tempo. O

    que difere o preo por mo-de-obra. transparncia acima

    de tudo. O nosso preo pode parecer caro, mas acaba por ser

    mais barato. Alm disso temos agora uma ferramenta, nica,

    que se traduz em pacotes de servio. H total transparncia,

    alm da garantia de que esta casa tem 75 anos, dando a

    tranquilidade ao cliente de que ns c estaremos amanh

    para o que der, e vier.

    Como se tem comportado o sector automvel no dis-

    trito?

    Os negcios que fazemos so sempre poucos, mas os nossos in-

    dicadores dizem-nos que a quota de mercado que temos atin-

    gido na nossa zona de influncia est em linha com as quotas

    nacionais. Estamos bem. Desejaramos fazer mais negcio, mas

    a nossa luta no est no volume, mas na qualidade da venda.

    Porque volume, temos, mas a qualidade da venda fazer a ren-

    tabilidade desejada em cada negcio. Ora, a concorrncia est

    muito acesa, inter-marcas e intra-marcas. O cliente, com as fer-

    ramentas que tem ao seu dispor, consegue procurar com facili-

    dade uma viatura de norte a sul do pas e fazendo aquilo a que

    ns chamamos shopping around, tentando o melhor negcio. O

    que distingue o stio onde o cliente compra a tranquilidade, a

    confiana e a segurana no futuro que o operador lhe d. H

    muitos casos em que o barato sai caro e ns temos, ao longo

    destas dcadas, lutado contra muitos operadores no mercado

    que deixaram mossa e ns c estamos. Acreditamos que a trans-

    parncia, a seriedade e a legalidade tm um peso e uma fora

    que nos fazem permanecer no mercado ao longo dos anos. Per-

    demos muitos negcios para operadores que no esto hoje no

    mercado.

    Como avalia esta crise da marca VW?

    Entendo que depois da tempestade vir a bonana. Os erros

    do passado vo ser um veculo para o fortalecimento do fu-

    turo. Costumo dizer que s no falha quem no trabalha,

    pelo que todos falhamos. Isto foi uma falha, no deveria ter

    acontecido, mas acredito que com esta aprendizagem, todos

    desde a marca rede de distribuio e s concesses, vamos

    sair mais fortes. No passado, tivemos marcas concorrentes

    que viverem momentos igualmente negros e at mais ne-

    gros aqui no h vidas em risco. Este assunto ser corri-

    gido at l os carros continuaro a circular sem qualquer

    risco. Da adversidade h-de sair a oportunidade e ns temos

    de ter a acutilncia para a aproveitar.

    A empresa est a ser afectada?

    Apenas porque somos a face visvel do grupo. Os clientes vm

    falar connosco para o bem e para o mal. uma regra do jogo

    e assim que vivemos. H um esprito de marca. Temos de

    honrar os smbolos, como dita a tica profissional.

    >>>

    revista lubrigaz:Layout 1 19-10-2015 12:30 Pgina 10

  • LUBRIGAZ 75 ANOS | 11

    INVESTIMENTOS EM CONTRACICLO: UMA TENDNCIA HISTRICA

    CERCA DE DOIS MILHES DE EUROS PREPARAMEMPRESA PARA O FUTURO

    Investir em contraciclo. Este parece ser um dos desgnios da Lubrigaz desde o

    seu nascimento, j que foi em tempo de guerra que a empresa foi fundada.

    O investimento em tempo de crise permite combater a adversidade e pre-

    para-nos para o crescimento, revela Nuno Roldo, dando como exemplo

    mais recente a aquisio das instalaes em Caldas da Rainha, que repre-

    senta cerca de 1.7 milhes de euros, alm dos 300 mil euros nas obras na

    sede da empresa. So cerca de dois milhes de euros em menos de um ano.

    histrica esta tendncia de investimento em tempo de maiores dificuldades

    socioeconmicas do pas. O edifcio-sede, na Cova das Faias, foi construdo

    no momento que antecedeu a exploso das vendas, entre 1999 e 2002.

    Quando as instalaes ficaram prontas, estvamos preparados para o cres-

    cimento do negcio. O mesmo aconteceu com o hangar da Audi que foi

    concludo em 2007, num perodo de quebra de vendas, mas que mais tarde

    apanhou o boom de vendas nos anos de 2009, de 2010 e de 2011.

    Com a aquisio dos edifcios em Caldas da Rainha, em 2014, a Lubrigaz

    ficou com instalaes integradas de vendas e aps-venda, nesta regio, para

    as marcas VW e Audi, permitindo no s o alargamento da sua rea de mer-

    cado, como um maior acompanhamento do cliente. Embora estejamos num

    perodo menos bom, estamos muito confiantes no futuro e s por isso consi-

    dermos a possibilidade de investir nesta fase da nossa vida.

    Nada acontece por acaso na vida da Lubrigaz. Em 2003, foi criada a em-

    presa Lubriflores para explorar o negcio Audi em Leiria e Caldas da Rainha,

    em resultado de uma sociedade com a Florescar.

    O ano passado, o scio da Lubriflores quis cessar a actividade, pelo que sur-

    giu a oportunidade do investimento de vulto por parte da Lubrigaz, que ad-

    quiriu a quota da Lubriflores, integrando-a, por fuso, na empresa.

    Quanto actividade da VW, adquirimos as instalaes, algumas existncias,

    tommos a sua posio contratual no leasing imobilirio e contratmos 50%

    do seu pessoal, revela Nuno Roldo. A Lubrigaz passou, pois,

    a ocupar as instalaes que eram da Florescar e alargou a sua rea territo-

    rial a todo o distrito.

    Neste momento, a Lubriflores no existe. Foi criada a marca Lubrisport para

    explorar o negcio Audi quer em Leiria quer

    em Caldas da Rainha.

    Ainda estamos a arrumar a casa em Caldas

    da Rainha refazer a opinio pblica sobre

    uma marca ou sobre uma assistncia de-

    mora muito tempo. Temos de consolidar e

    estabilizar esse aterrar que fizemos em

    Caldas, explica o gerente da Lubrigaz.

    Mas em Leiria tambm h obras, proce-

    dendo-se adaptao das instalaes do

    edifcio-sede para dar corpo nova imagem

    corporativa VW e Skoda. At h pouco

    tempo a marca Skoda funcionava nas insta-

    laes da Mouzinho de Albuquerque, em

    Leiria, sendo transferida para o edifcio se-

    diado na Cova das Faias, junto ao IC2. At

    ao final do ano, os trabalhos estaro con-

    cludos, diz Nuno Roldo.

    Costumo dizer que na vida preciso ter

    sorte, mas ter sorte d muito trabalho.

    Temos tido sorte no momento em que faze-

    mos o nosso investimento, assegura o ge-

    rente da empresa, para quem os

    investimentos so melhor negociados em

    momento de menor crescimento econ-

    mico. Por outro lado, diz, temos a sorte de

    ter uns scios que tm vindo a economizar

    de modo a que o balano da empresa seja

    forte e robusto, permitindo-nos investir

    quando outros esto fragilizados. como a

    cigarra e a formiga amealhamos para

    fazer bons investimentos na altura certa.

    Instalaes em Caldas da Rainha

    representaram um investimento de

    cerca de 1.7 milhes de euros

    DR

    revista lubrigaz:Layout 1 19-10-2015 14:07 Pgina 11

  • 12 | LUBRIGAZ 75 ANOS

    A origem da Volkswagen remonta aos anos 30

    do sculo passado, coincidindo com a construo

    de um veculo hoje lendrio na histria do auto-

    mvel: o Carocha. Depois dos primeiros modelos

    terem sido produzidos em Estugarda, na Alema-

    nha, o crescimento foi de tal ordem que levou

    implantao de uma nova unidade fabril bati-

    zada KdF-Stadt (atual Wolfsburgo). Em 1939,

    como consequncia da II Guerra Mundial, a sua

    produo foi adaptada para veculos militares. E

    depois de anos incertos tornou-se, a partir de

    1948, no verdadeiro cone da recuperao

    alem. De ento para c, e depois do Carocha, a

    expanso pelos quatro cantos do mundo e o su-

    VOLKSWAGEN:

    CONE DA INDSTRIA AUTOMVEL

    PUBLICIDADE

    cesso estiveram sempre conciliados na histria da Volkswa-

    gen, nomeadamente com trs modelos que permitiram uma

    verdadeira revoluo desde os anos 70: Golf, Polo e Passat. E at hoje o xito conti-

    nuou sempre em crescendo, no s pelo desenho inovador de cada modelo como

    tambm pelas mais vanguardistas solues tecnolgicas oferecidas. Entretanto, foi no

    dia 17 de Abril de 1950 que a Volkswagen chegou a Portugal com o famoso Caro-

    cha, tendo no primeiro ms de comercializao vendido 36 unidades do seu nico

    modelo. em 1987, porm, que se d o maior salto no crescimento da marca em

    Portugal, quando a SIVA se torna importadora da Volkswagen. Desde ento foram

    vendidas perto de 510.000 unidades. Tambm na competio automvel a Volkswa-

    gen ocupa posio destacada, concretamente no Mundial de Ralis onde conquistou o

    ttulo de Construtores nas trs ltimas temporadas (o mesmo acontecendo nos cam-

    peonatos de Pilotos e de Co-Pilotos), tornando-se o Polo R WRC no carro mais bem

    sucedido de sempre na histria do WRC.

    revista lubrigaz:Layout 1 19-10-2015 12:31 Pgina 12

  • LUBRIGAZ 75 ANOS | 13

    PUBLICIDADE

    VOLKSWAGEN VECULOS COMERCIAIS:

    SEMPRE EM POSIO DE LIDERANA

    Uma nova etapa na histria do automvel aconteceu quando o importador holands

    Ben Pon, em abril de 1947 na fbrica da Volkswagen em Wolfsburgo conheceu o que

    designou por um "veculo estranho". Alguns trabalhadores da Volkswagen tinham cons-

    trudo um automvel para uso interno, com a finalidade de transporte de placas pesadas.

    Da surgiu a 23 de Abril, o primeiro desenho no seu caderno, de um veculo com motor

    traseiro e uma carroaria tipo po de forma Foi o incio de uma histria de sucesso: a

    Volkswagen Transporter.O prottipo, foi apresentado em novembro de 1949, com o

    nome oficial Tipo 2 (a Tipo 1 era o carocha) que mais tarde passou a Transporter, mas ao

    entrar rapidamente nos coraes de todos os clientes, as alcunhas comearam a surgir

    como "Bulli" na Alemanha ou Po de Forma em Portugal e Brasil. Equipada

    com o motor e os eixos do Beetle, mas com um chassis ligeiramente diferente, sem a es-

    trutura apoiada num tnel central, criou-se um corpo auto-suportado com uma capaci-

    dade de carga de 750 kg.O sucesso de vendas obriga a um grande investimento -

    A inaugurao de uma fbrica exclusiva para a Transporter em Hannover, a 8 Maro

    1956, onde ainda hoje produzido este modelo, agora

    na sua 6 gerao. Ao longo dos anos a gama foi cres-

    cendo, surgindo a Caddy nos anos 70, ento uma verso

    pick-up do Golf e que chega hoje at ns na 4 gerao

    com uma filosofia muito mais abrangente com verses de

    carga e passageiros at 7 lugares. O maior da famlia a

    Crafter que pode ter at 17 m3 de volume de carga e 5

    toneladas de pso bruto. Mas as estradas no so o limite

    da Volkswagen Veculos Comerciais e em 2010 lanado

    o Amarok, uma pick-up que junta o at ento julgado

    como impossvel Conforto em estrada e capacidades

    inultrapassveis no todo o terreno. Assim se passaram os

    primeiros 65 anos de marca lder na venda de Veculos

    Comerciais na Europa.

    revista lubrigaz:Layout 1 19-10-2015 14:07 Pgina 13

  • 14 | LUBRIGAZ 75 ANOS

    AUDI:

    ESPRITO INOVADOR

    A Audi um dos mais prestigiados construtores

    da indstria automvel, incutindo sempre um es-

    prito inovador aos seus produtos. A sua gnese

    aconteceu quando no final do sculo XIX um

    jovem de nome August Horch iniciou o projeto

    para construir automveis na Primavera de 1899.

    Entretanto, os contratempos suscitados pela utili-

    zao do seu prprio nome motivaram o reba-

    tismo da mesma com outra designao. Horch

    traduzido em latim: Audi (Horch em alemo sig-

    nifica escuta). Uma nova fase na vida da Audi foi

    iniciada em 1932, quando as marcas Audi, Wan-

    derer, Horch e DKW se juntaram num novo

    grupo designado por Auto Union. Depois, em

    PUBLICIDADE

    1965, aconteceu uma nova pgina na histria da Auto Union: a VW tornou-se sua acio-

    nista maioritria, construindo em poucos anos uma imagem de eleio, qual no foi in-

    diferente a aposta na competio ralis, rampas, circuitos, etc. sempre atravs do

    famoso e imortal sistema quattro, de trao integral permanente, que conferiu marca

    alem parte da excelente reputao que ostenta hoje. Mas a chancela de inovao e pio-

    neirismo da Audi estende-se a mltiplos outros domnios, casos das recentes novas luzes

    Matrix OLED passando ainda pelos Audi urban concept, Audi virtual cockpit, o sistema de

    conduo pilotada ou pelo complexo de alta tecnologia sedeado em Neuburg an der

    Donau. Na Audi, inovao est intrinsecamente ligada sua proverbial filosofia: Na van-

    guarda da tcnica. No ano de 2014 o Grupo Audi intregado no Grupo Volkswagen

    desde 1965 - entregou aos seus clientes cerca de 1.741.100 automveis da marca, sendo

    subsidirias a 100% da Audi AG, a quattro GmbH (Neckarsulm), a Automobili Lamborg-

    hini, o fabricante de motos desportivas Ducati e mais recentemente o conceituado estdio

    Ital Desin fundado por Giorgetto Giugiaro.

    revista lubrigaz:Layout 1 19-10-2015 12:31 Pgina 14

  • LUBRIGAZ 75 ANOS | 15

    KODA:

    REFORAR AS SUAS ASPIRAES NOS PRXIMOS ANOSVclav Laurin e Vclav Klement os fundadores da KODA - iniciaram a sua atividade

    produzindo bicicletas numa fbrica sedeada em Mlad Boleslav, na ento Bomia e hoje

    Repblica Checa. Decorria o ano de 1899. Desde 1906, fabricou triciclos motorizados e

    depois do sucesso conquistado no Rali S. Petersburgo Moscovo ganhou o concurso para

    o fornecimento de veculos especiais de transporte de correio. E quando comeou a pro-

    duo em srie de veculos, cedo granjeou fama ao ser escolhida como a Marca para o

    transporte do squito da corte imperial do Japo, do Pasha egpcio no Cairo e dos turistas

    em Moscovo. Apesar da situao econmica do ps-guerra no favorecer as exportaes,

    os automveis checos despertavam um interesse generalizado, casos dos modelos 1001

    (1947) e do Felicia 450 (1958). Em 1959, comeou a ser produzido o KODA Octavia de

    duas portas e quatro lugares. Mas tudo mudou com a chegada de um novo modelo, o

    Favorit, e acima de tudo, depois da empresa ter passado a integrar o Grupo Volkswagen,

    a partir de 1991. Mais dinmicos e apelativos modelos estiveram na origem de novos pa-

    dres. O Octavia foi o primeiro modelo da KODA Auto a ser desenvolvido e produzido

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    com base numa plataforma comum adaptada do

    Grupo Volkswagen. Tratou-se de um marco fundamen-

    tal na reestruturao dos mtodos de produo da

    Marca, contribuindo ao mesmo tempo para a restaura-

    o e a imagem de prestgio. De ento para c o su-

    cesso no parou de crescer com a gama Fabia, a ser

    uma das mais bem sucedidas de sempre na sua hist-

    ria. Sempre fiel ao princpio da melhor relao preo/

    qualidade em todo o portflio das suas atuais gamas, a

    KODA pretende crescer ainda mais, mantendo os va-

    lores essenciais da Marca, tais como espao e funciona-

    lidade. Nos prximos anos, a Marca quer reforar estas

    aspiraes. No ano de 2014 as vendas ultrapassaram

    mais de 1.000.000 de veculos em todo o mundo.

    revista lubrigaz:Layout 1 19-10-2015 12:32 Pgina 15

  • 16 | LUBRIGAZ 75 ANOS

    LUBRIGAZ SEMPRE NA LINHA DA FRENTE

    PIONEIRA COM A CERTIFICAO DE QUALIDADE

    A Lubrigaz foi a primeira empresa do sector, na regio, a ser certificada pela

    norma ISO 9001. Em 1998, foi tambm pioneira ao nvel dos concessionrios

    Volkswagen/Skoda. Sempre encarmos a certificao da qualidade como o

    acto de passar para o papel aquilo que, desde h muito, praticvamos, explica

    Nuno Roldo, para quem muito importante afirmar que sabe quanto custa

    uma certificao, mas desconhece quanto custaria no a ter.

    Com a certificao, uma das vantagens visveis prende-se com o facto de poder

    trabalhar com todos os clientes, o que no aconteceria se no existisse este re-

    conhecimento. Por outro lado, h a garantia de que o trabalho feito com qua-

    lidade. A calibrao e a avaliao de desempenho dos instrumentos

    obrigatria, por exemplo, diz o gerente.

    Mas a certificao permitiu a introduo de outros mtodos e solues na em-

    presa que foram pioneiros data da sua criao. Nuno Roldo refere, por

    exemplo, o programa interno de inquritos feitos, desde 1990, aos clientes

    aps-venda sobre a qualidade da ltima passagem pela oficina. Hoje todas as

    marcas o fazem, mas h 25 anos era muito inovador este mtodo de desempe-

    nho, com grficos e imagens objectivas sobre a nossa interveno.

    A Central de Reservas criada na sequncia do boom de vendas e consequente

    aps-venda, entre 1997 e 2000, foi mais um momento feliz na Lubrigaz. Sem

    capacidade de resposta no aps-venda, o sistema de marcaes permitiu que

    diariamente se atendessem os clientes possveis com a qualidade desejada. Na

    altura no havia marcaes de oficina. Fomos desafiados para divulgar este m-

    todo aos restantes concessionrios do pas.

    Inovadora foi tambm a contratao da primeira mulher para a recepo de ofi-

    cina, uma rea que era tradicionalmente masculina. Foi uma pedrada em Lei-

    ria. A reparao automvel era um ambiente rude, para homens E com uma

    jovem no espao, comeou a criar-se um ambiente mais leve e elevou-se o cui-

    dado no atendimento.

    DR

    A GERAR VALOREM LEIRIA

    DESDE 1985

    A NERLEI Associao Empresarial da Regio de Leiria tem como misso principal prestar servios teis s empresas da regio, principalmente aos seus associados, no sentido de reforar a sua qualificao e capacidade concorrencial.

    www.nerlei.ptAgregar para Desenvolver

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    Entre as vantagens da certificao contam-se

    a garantia de um trabalho feito com

    qualidade e a mais-valia de se poder

    trabalhar para todos os clientes,

    o que no aconteceria se no existisse este

    reconhecimento.

    revista lubrigaz:Layout 1 19-10-2015 12:32 Pgina 16

  • LUBRIGAZ 75 ANOS | 17

    LUBRIGAZ PREPARADA PARA ENFRENTAR NOVOS DESAFIOS

    O FUTURO ALIADO AO ELCTRICO E HBRIDO

    A expanso do sector automvel vai passar, no futuro, pelo reforo das ener-

    gias alternativas. Tambm nessa matria a Lubrigaz est na linha da frente,

    sendo uma das trs concesses Volkswagen em Portugal a trabalhar com au-

    tomveis elctricos e hbridos.

    Temos vindo a ser agradavelmente surpreendidos com a procura de viaturas

    hbridas desde que comeamos a comercializ-las, diz Nuno Roldo. No

    futuro prximo a nossa viso que a viatura hbrida a soluo mais inte-

    ressante, ou seja, a que usa o motor de combusto para as viagens intercida-

    des e o motor elctrico para as viagens dentro das cidades, elucida. uma

    boa resposta que dentro de cinco a dez anos poder estar massificada.

    A VW tem o Golf GTE, uma viatura hbrida apelativa em termos de perfor-

    mance, com 204 cavalos e uma autonomia de cerca mil quilmetros, combi-

    nada entre o motor elctrico e o motor a gasolina. Tem consumos

    anunciados na ordem dos 1,5l/100km. A minha mulher tem um Golf GTE e

    anda todo o dia com o motor elctrico, viajando entre Leiria e Marinha

    Grande, exemplifica Nuno Roldo. Basta carregar a ficha noite e no dia

    seguinte est pronto. O carro consegue percorrer 50 quilmetros em modo

    totalmente elctrico com apenas uma carga, at uma velocidade mxima de

    130km/hora.

    Este tipo de viatura, como natural em todas as novidades, ainda mais dis-

    pendiosa que o comum dos automveis, contudo, este ano, o Oramento de

    Estado dispe de um forte incentivo para as empresas que optarem por esta

    soluo, quer ao nvel de deduo do IVA quer em termos de tributao au-

    tnoma, observa Nuno Roldo. De qualquer forma, com a massificao

    destes veculos, o preo tender a baixar.

    A Lubrigaz tem tambm no seu portflio o e-Golf e o Volkswagen e-up, ve-

    culos 100% elctricos.

    Na senda de um planeta mais ecolgico. assim que o futuro se adivinha no

    que venda de automveis diz respeito. Por

    isso, Nuno Roldo diz que a Lubrigaz est j

    h muito a preparar-se para as consequn-

    cias da poluio nas cidades que, na sua

    opinio, se vo repercutir na forma como a

    vida das pessoas ser organizada. Vamos

    assistir quilo que se fala h vrios anos,

    que a necessidade de mais partilha do au-

    tomvel, revela. As cidades vo deixar de

    ter filas interminveis com uma pessoa den-

    tro do automvel para ter filas mais peque-

    nas com os carros cheios. Esta partilha na

    utilizao do automvel vai levar a uma es-

    tabilizao do sector. A populao aumenta,

    mas baixa a distribuio de viaturas per ca-

    pita, anuncia o gerente da empresa que

    desde h 75 anos tem definido as suas es-

    tratgias com inteligncia, adaptando-as

    realidade de cada momento. Estamos pre-

    parados para todos os cenrios, no por

    acaso que somos um dos trs concession-

    rios portugueses com viaturas elctricas e h-

    bridas, como referido anteriormente. Sempre

    estivemos atentos aos mercados, procurando

    ser inovadores.

    O Golf GTE um carro hibrido com uma

    perfomance muito apelativa, com uma

    autonomia de cerca mil quilmetros,

    combinadaentre o motor elctrico

    e motor a gasolina.

    DR

    revista lubrigaz:Layout 1 19-10-2015 12:32 Pgina 17

  • 18 | LUBRIGAZ 75 ANOS

    Na passagem dos 75 anos da fundao desta casa a Lubrigaz os seus ge-

    rentes, e muito bem, quiseram assinalar to importante data na vida da em-

    presa.

    Tiveram a amabilidade de me convidar, o que muito me sensibilizou, na qua-

    lidade de primeiro cliente da empresa, para recordar essa importante efem-

    ride. com toda a satisfao que o fao, pois estou tambm a lembrar

    momentos felizes da minha vida pessoal.

    Quando terminei o curso de Engenheiro Agrnomo, o meu pai quis presen-

    tear-me com um automvel. Estvamos no ps-guerra e s se conseguiam

    carros americanos. Foi assim que, com muita confiana, o meu pai se dirigiu

    Lubrigaz pedindo uma opinio. Nessa altura, para se deslocar da Batalha a

    Leiria utilizava a sua charrette que, para ganhar velocidade no tinha acele-

    rador, mas sim o chicote para bater na mula.

    Chegado a Leiria, e depois de muita conversa, foi-lhe aconselhada a compra

    de um automvel da marca Dodge. Um grande carro americano que veio de

    cor verde alface. Com as suas linhas modernas e motor potente fez grande

    sucesso e permitia, quando havia estrada para isso, elevada velocidade.

    Desde incio confiei todos os cuidados de oficina Lubrigaz, onde sempre fui

    bem tratado na minha qualidade de primeiro cliente, o que at hoje posso

    testemunhar.

    Mais tarde comprei um Volkswagen, por ser mais pequeno e prtico para as

    voltas do dia-a-dia, mas o Dodge continuou sempre a ser o meu carro de es-

    timao, porque tambm foi o primeiro. Recordo com satisfao os agrad-

    veis passeios, j com a famlia constituda, e principalmente as viagens a

    Guimares, terra da minha mulher, percorrendo a antiga nacional um.

    Termino desejando Lubrigaz, hoje uma empresa moderna e dinmica, os

    maiores sucessos futuros, nunca esquecendo que os clientes, desde o pri-

    meiro ao ltimo, so o seu ativo mais valioso.

    Antnio de Almeida Monteiro

    OPINIO

    O PRIMEIRO CLIENTE, O PRIMEIRO CARRO

    USADOS ASSUMEM EXPRESSO

    NO NEGCIO

    O mercado de usados tem vindo a ganhar

    cada vez maior expresso. um negcio

    com uma importncia mpar na nossa renta-

    bilidade e que est a crescer de ano para

    ano, revela Nuno Roldo. Lembra que a

    Europa est a viver agora uma realidade a

    que os EUA j assistiram h uma dcada e

    onde hoje os usados assumem uma propor-

    o de mais de dois veculos para um novo.

    Na Lubrigaz a proporo de carros usados

    vendidos tambm ligeiramente superior. A

    razo simples. Por um lado, o acesso ao

    crdito facilitado como acontece com uma

    viatura nova e por outro existem as mesmas

    garantias, revela.

    A Lubrigaz trabalha com um brao finan-

    ceiro a Volkswagen Bank para o financia-

    mento de viaturas, financiando de igual

    forma uma viatura nova ou uma seminova

    ou usada.

    H, contudo, uma diferena em relao ao

    carro novo: se com uma viatura nova o

    cliente pode fazer o shopping around sem

    sair de casa, com um carro usado no

    capaz, afirma Nuno Roldo. Porqu? Um

    veculo usado nico. No h nenhum

    igual, com aquela quilometragem, com

    aquele tempo, com aquela utilizao. Isso

    cria-nos alguma independncia em relao

    ao mercado global dos usados, revela o ge-

    rente da Lubrigaz, para quem este negcio

    deixou de ser um mal necessrio para ser

    um negcio de per si.

    Por isso, a Lubrigaz tem um contrato com uma

    marca tambm do grupo VW Das WeltAuto

    - para os usados e semi-novos. Quem com-

    pra uma viatura usada, sabe que est cono-

    tada com um grupo forte e com uma empresa

    forte, neste caso com a Lubrigaz.

    DR

    DR

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  • LUBRIGAZ 75 ANOS | 19

    DE CALDAS DA RAINHA A LEIRIA

    A FAMLIA LUBRIGAZ

    Colaboradores da empresa

    nas instalaes recentemente

    adquiridas em Caldas da Rainha

    EM CIMA:

    Colaboradores ao servio no edifcio sede da empresa,

    dividindo-se entre as marcas VW, VW Comerciais e e Skoda

    EM BAIXO:

    Equipa da Lubrisport, que representa a marca Audi

    revista lubrigaz:Layout 1 19-10-2015 12:33 Pgina 19

  • 20 | LUBRIGAZ 75 ANOS

    > COLECTOR | FILTROS DE PARTCULAS | VLVULA EGR | INJECTOR | TURBO | CRTER | CABEA DE MOTOR

    revista lubrigaz:Layout 1 19-10-2015 11:59 Pgina 20

  • LUBRIGAZ 75 ANOS | 21

    Rua Cidade So Filipe,Lote 34, Lj CV DtaUrb. Vale da Cabrita2410-270 LeiriaTel./Fax: 244 000 152Telm.: 919 193 773

    revista lubrigaz:Layout 1 19-10-2015 11:00 Pgina 21

  • 22 | LUBRIGAZ 75 ANOS

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  • LUBRIGAZ 75 ANOS | 23

    Tel.: 244 812 500 . E-mail: [email protected]

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  • revista lubrigaz:Layout 1 19-10-2015 11:02 Pgina 24

    01-CAPA02_verso da CAPA030405060708091011121314151617181920212223_Verso da Contracapa24 contracapa