revista N 14.pdf

  • View
    254

  • Download
    23

Embed Size (px)

Text of revista N 14.pdf

  • ENTREVISTAPresidente da COOPALIMA -Cooperativa Agrcolados Agricultores do Vale do Lima

    DESTAQUES ABLN - 20 Anos ao Servio do Melhoramento Senhor Manuel dos Santos Gomescondecorado pelo Senhor Presidente da Repblica Professor Doutor Anbal Cavaco Silva

    JUL . AGO . SET . 2012Trimestral

    Edio GratuitaRevista da AGROS - Unio das Cooperativas de Produtores de Leite de Entre Douro e Minho e Trs-os-Montes, U.C.R.L. 14

    A FORA DA UNIO

    ENFOQUEO FUTURO DA PRODUO

    DE LEITE NO CONTINENTE

    PORTUGUS

  • ORIGENS E FUTURO

    AGROS - Unio de Cooperativas de Produtores de Leite Entre Douro e Minho e Trs-os-Montes, U.C.R.L.Lugar de Cassapos, Argivai . 4490 Pvoa de Varzim . TEL 00351 252 241 000 www.agros.pt

  • EDITORIAL

    Texto ENG. JOS CARLOS MIRANDA Vice-Presidente da AGROS U.C.R.L

    3

    A FO

    RA

    DA U

    NI

    O . ED

    IO

    JUL . A

    GO . SET. 201

    2

    As origens da Agros remontam ao longnquo ano de 1949. Foram os nossos antepassados que vislumbraram ser possvel criar valor para o produto resultante do seu rduo trabalho na pecuria leiteira. Foi tambm com grande esforo, dedicao e espirito de unio, que lograram, ao longo de seis dcadas, fazer desta Empresa aquilo que ela hoje: uma Instituio imponente, conhecida e reconhecida e com um prestgio inegvel. O caminho percorrido no foi fcil. Foram muitos os problemas ultrapas-sados, muitos os desafios superados. Tomaram-se decises estruturantes: o apoio dado na extenso da produo de leite em todo o Entre Douro e Minho e Trs-os-Montes, a massifi-cao das Salas Coletivas de ordenha mecnica na dcada de 1970 e 1980, convertidas em estbulos individuais alguns anos mais tarde. Estas determi-naes marcaram e mudaram o rumo do Setor no seu tempo. Como coro-lrio de todo este labor, foi possvel potenciar a pecuria leiteira da nossa regio. Como consequncia de todas estas transformaes, os Agricultores, ao longo de todas estas dcadas, passaram a usufruir de melhores condies de vida.Na atual conjuntura, teremos, com toda a certeza, que evoluir a nossa organizao. O modelo vigente da fileira est manifestamente esgotado. Devemos, sob pena de ver desapa-recer a muito curto prazo uma grande

    parte da produo leiteira da regio, encontrar um novo padro para as suas estruturas. A esta conjuntura junta-se a ameaa de uma nova PAC, cujas polticas preconizam uma reduo significa-tiva do nvel de ajudas que temos, reduo essa que pode chegar aos 80% das atuais. Como podemos reagir a todas estas adversidades? Compete-

    As Empresas Participadas tero de ser encaradas de uma outra forma, precisamos de esprito de grupo, criar siner-gias para que os seus negcios tenham um fio condutor comum. No fundo, que se consiga conceber um verda-deiro Grupo Empresarial Cooperativo, capaz de atuar ao nvel dos fatores de produo, para que a maior parte da riqueza gerada pela venda do leite cru circule dentro da esfera do Setor.

    nos encontrar um caminho. impor-tante que nos protejamos, inevitvel unirmo-nos ainda mais. Teremos que fazer das fraquezas foras, imple-mentar medidas estruturantes tal qual foram as salas coletivas no seu tempo.Necessitamos mudar de atitude em relao a muitos dogmas do passado, percorrer caminhos que nos levem eficincia e nos permitam emagrecer as estruturas. As Empresas Partici-padas tero de ser encaradas de uma outra forma, precisamos de esprito de grupo, criar sinergias para que os seus negcios tenham um fio condutor comum. No fundo, que se consiga conceber um verda-deiro Grupo Empresarial Coope-rativo, capaz de atuar ao nvel dos fatores de produo, para que a maior parte da riqueza gerada pela venda do leite cru circule dentro da esfera do Setor.No podemos continuar a olhar para a compra e venda de leite como o nico negcio de relevo desta nossa Unio de Cooperativas. Teremos de evoluir, trazer para dentro do Grupo as mais-valias que despejamos sem sentido para fora do mbito Coope-rativo.Foi desta forma que se organizaram as outras atividades pecurias profis-sionais, viraram-se para si mesmas, verticalizaram-se, fecharam o circuito de produo e comercializao. S desta forma conseguiram resistir.No vislumbramos outro caminho para a fileira leiteira!

    AGROS AS ORIGENS E QUE FUTURO ?

  • NDICE3 EDITORIAL> AGROS AS ORIGENS E QUE FUTURO?

    5 OPINIO> PODE ACABAR A PRODUO DE LEITE EM PORTUGAL?

    6 POLTICAS AGROALIMENTARES> O FUTURO DA PRODUO DE LEITE NO CONTINENTE PORTUGUS

    10 PRTICAS AGRCOLAS> PREPARAO DO TERRENO PARA AS CULTURAS FORRAGEIRAS DE OUTONO/INVERNO

    14 ENTREVISTA> PRESIDENTE DA COOPALIMA COOPERATIVA AGRCOLA DOS AGRICULTORES

    DO VALE DO LIMA

    16 HISTRIAS DE VIDA...> FERNANDO NORBERTO BATISTA GONALVES E JOO ANTNIO BATISTA GONALVES

    18 DESCOBERTA DE...> PONTE DE LIMA

    20 O SETOR PRODUTIVO > CLAUDICAES NAS VACAS LEITEIRAS

    24 DIVULGAO> COLQUIO POLTICA AGRCOLA COMUM PS 2013 PERSPETIVAS PARA

    O SETOR LEITEIRO

    26 EVENTOS > V CONCURSO DA RAA FRSIA DO ALTO MINHO

    > AGRIVAL

    30 ENTREVISTA >DR. JOS AURLIO BAPTISTA VEREADOR DO MOVIMENTO ASSOCIATIVO E TURISMO DA

    CMARA MUNICIPAL DE VILA DO CONDE

    32 DESTAQUES > ABLN 20 ANOS AO SERVIO DO MELHORAMENTO

    34 DESTAQUES> SENHOR MANUEL DOS SANTOS GOMES CONDECORADO PELO SENHOR PRESIDENTE

    DA REPBLICA PROFESSOR DOUTOR ANBAL CAVACO SILVA

    FICHA TCNICA

    Propriedade e EditoraAGROS - Unio das Cooperativas de Produtores de Leite de Entre Douro e Minho e Trs-os-Montes, U.C.R.L.

    ContactosLugar de Cassapos, Argivai4490 Pvoa de VarzimTelefone: 252 241 000Fax: 252 241 009E-mail: revista@agros.ptSite: www.agros.pt

    DiretorJos Fernando Martins Capela

    Produo e CoordenaoMarketing, Inovao e Agricultura BiolgicaDr. Jos Filipe Silva

    Colaboraram nesta EdioDeputado Agostinho LopesProfessor Doutor Leonardo CostaEng. Rui Pedro RibeiroEng. Patrcio Viveiros

    Sede de RedaoLugar de Cassapos, Argivai4490 Pvoa de Varzim

    N. de Contribuinte500291950

    Depsito Legal295758/09

    ISSN 1647-3264

    Registo na ERC125612

    Design e Composio GrficaBoaventura Matos

    Impresso GrficaMinerva, artes grficasAlberto Santos & Filhos, Lda.Av. Alexandre Herculano, n. 2754480-878 Vila do Condewww.minerva.online.pt

    Tiragem3500 exemplares

    PeriodicidadeTrimestral

    FotosiStockphoto; Shutterstock

  • OPINIO

    5

    A FO

    RA

    DA U

    NI

    O . ED

    IO

    JUL . A

    GO . SET . 201

    2

    Poder pode, mas no devia! Sobraro alguns produtores. Mas sobraro poucos. No, uma fileira assegurando o

    autoabastecimento do pas em leite e produtos lcteos.Os problemas so conhecidos. O Governo sabe, a Ministra da Agricul-tura sabe. Ao longo de um ano, em sete ou oito audies realizadas em sede da Comisso Parlamentar de Agricultura, a primeira a 27 de Julho de 2011, a ltima a 30 de Julho ltimo, as questes foram colocadas.O aperto da tesoura de preos. Entre o preo pago pelo leite produzido, a baixar, e o preo de tudo o que precisam para produzir, a subir! a que se junta um ano de seca extrema! A subida da produo de leite noutros pases da Europa. A aterragem suave das quotas um aumento de 1% da quota de cada pas. Depois, ele escorre para Portugal! Como os preos baixam, a presso produzir mais. A Grande Distribuio imparvel! At importam leite para defender a produo nacionalO Pingo Doce gastou 10 milhes de euros na festa do 1. de Maio! A Autoridade da

    PODE ACABAR A PRODUODE LEITE EM PORTUGAL?

    Concorrncia impotente. No sabe de nada. Passados seis meses, ainda no sabe se o leite apreendido pela ASAE em Janeiro ao Continente violou a Concorrncia! No h PARCA que lhes resistaE o Governo? E a Ministra? Falam da defesa das quotas leiteiras, como se elas no estivessem a ser liqui-dadas, cada ano que passa! (Por este caminho, quando chegarmos a 2015, tanto vale que acabem, como no. Esto liquidadas como instru-mento de limitao da produo na Unio Europeia, e de distribuio de um dado volume a cada Pas!). Mas levanta-se a voz pela quotas, j a pensar/pedir/aceitar umas contrapar-tidas de uns milhes na troca! Como sucedeu na beterraba! Como se o Pas pudesse viver sem produzir! Como se no tivesse sido assim, aceitando a liquidao da produo, vendendo o direito a produzir a pataco, que chegamos onde chegamos, endivi-dados at ao teto! Mas o que faz o Governo? Ao galopar especulativo da soja e do milho. E na eletricidade? 23% no IVA, mais uns quantos aumentos!

    E no gasleo! E na sanidade animal, atrasos dos pagamentos s OPP, mais a indefinio total! Entre outros No PRODER tinha 55 milhes de euros para o setor! Gastaram-se 24, logo sobraram 31. Reprogramou, e o setor leiteiro ficou reduzido a 15. Para onde foram 16 milhes de euros?! Mas fez uma coisa: uma nova taxa-imposto, que vai acabar em cima dos produ-tores! Assim no h leite que resista! E ainda no chegou a Reforma da PAC, para o golpe final!Exige-se um Programa de Emergncia. Uma Linha de Crdito de longo prazo. O combate especulao da soja e milho. Travar o assalto cadeia de valor pela grande distribuio. Eletri-cidade Verde. Pr fim ao aumento das quotas. Defender as quotas. E um preo justo produo! Compatvel com os custos dos factores! do interesse vital do Pas defender a sua produo de leite. Defender oito mil produtores. Uma produo que vale 650 milhes de euros. Um setor agroindustrial cujo volume de neg-cios vale 1.800 milhes de euros e 7.200 trabalhadores.

    Texto AGOSTINHO LOPES Deputado do Grupo Parlamentar do Partido Comunista Portugus Membro das Comisses Parlamentares da Agricultura (CAM) e da Economia (CEOP)

  • POLTICAS AGROALIMENTARES

    O MUNDO EM QUE VIVEMOS

    O mundo em que vivemos marcado pela Globali-zao, um processo de integrao econmica, social e cultural dos pases, que teve incio no fin