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MBA em Direito Civil e Processual Civil

Coordenao Escola de Direito FGV DIREITO RIO

TEORIA GERAL DOS CONTRATOS

Gisele Pereira Jorge Leite (Gisele Leite)

professoragiseleleite@yahoo.com.br

Realizao

Fundao Getulio Vargas

Todos os direitos em relao ao design deste material didtico so reservados Fundao Getulio Vargas.

Todos os direitos quanto ao contedo deste material didtico so reservados ao(s) autor(es).

FUNDAO GETULIO VARGAS

ESTRUTURA DO IDE

ESTRUTURA DO FGV MANAGEMENT

Sumrio

1. Programa da disciplina1

1.1 Ementa1

1.2 Carga horria total1

1.3 Objetivos1

1.4 Contedo programtico1

1.5 Metodologia1

1.6 Critrios de avaliao1

1.7 Bibliografia recomendada2

Curriculum resumido do professor3

2. Introduo3

3.4

1. Programa da disciplina

1.1 Ementa

Os novos princpios contratuais. Interpretao dos contratos. Classificao. Contratos Preliminares. Circulao e efeitos dos contratos. Invalidade e Ineficcia dos contratos. Resoluo por onerosidade excessiva. Reviso dos contratos e a teoria da Impreviso. Leso nos contratos.

1.2 Carga horria total

24 horas-aula.

1.3 Objetivos

Propiciar reciclagem no conhecimento jurdico sobre a teoria geral dos contratos, tipos e, fundamentalmente nas feies do contrato contemporneo com foco no Cdigo Civil de 2002, no CDC, na Constituio Federal Brasileira de 1988, portanto, com plena articulao do chamado dilogo das fontes. Abordar principais correntes doutrinrias e jurisprudenciais praticadas pelos tribunais brasileiros.

1.4 Contedo programtico

1. Teoria Geral das Obrigaes. 2. Por um novo paradigma de contrato. 3. O contrato contemporneo. 4. Vcio redibitrio e evico 5. Abordagem sobre a classificao dos contratos. 6. Roteiro sobre a boa-f objetiva. 7. Consideraes sobre o contrato de adeso. 8. Consideraes sobre a extino dos contratos. 9. Comentrios sobre o contrato de prestao de servios e empreitada. 10. A controvrsia sobre prescrio e decadncia em face do NCC.

1.5 Metodologia

Exposio udio-visual, tarefas coletivas e individuais, realizao de casos concretos. Exposio doutrinria, reflexiva e crtica sobre a disciplina legal instituda sobre os contratos.

1.6 Critrios de avaliao

Participao, freqncia e interesse do discente. Avaliao de aprendizagem e pesquisa individual realizada pelo aluno e entregue juntamente com a prova (quando realizada). Consulta somente legislao vigente no comentada (CPC, CC, CDC, Constituio Federal Brasileira).

1.7 Bibliografia recomendada

GAGLIANO, Pablo Stolze, Rodolfo Pamplona Filho. Novo curso de direito civil. Tomo 1(Teoria Geral), volume IV, So Paulo, Saraiva.

PEREIRA, Caio Mrio da Silva. Instituies de Direito Civil, volumes I e III, Rio de Janeiro, Forense.

ASCENSO, Jos de Oliveira. Alterao das Circunstncias e Justia Contratual no Novo Cdigo Civil. IN: Questes Controvertidas Srie Grandes Temas de Direito Privado. V. II, So Paulo, Editora Mtodo.

AZEVEDO, lvaro Villaa. O Novo Cdigo Civil Brasileiro: Tramitao; Funo Social; Boa-f Objetiva; Teoria da Impreviso e, em Especial, Onerosidade Excessiva (Laesio Enormis). In: Questes Controvertidas Srie Temas de Direito Privado. Coord. Luiz Delgado e Jones Figueiredo Alves. So Paulo. Mtodo.

BESSONE, Darcy. DO Contrato Teoria Geral. So Paulo: Saraiva.

DE MELO, Marco Aurlio Bezerra. Novo Cdigo Civil anotado, volume III, Tomo I (arts. 421 a 652) , Rio de Janeiro, 2003, Editora Lmen Juris

FARIAS, Cristiano Chaves. Das obrigaes. Rio de Janeiro, Lmen Iuris.

GOMES, Orlando. Obrigaes. Rio de Janeiro. Forense.

_____________. Contratos, Rio de Janeiro. Forense.

GONALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro, v.I, II e III, So Paulo, Saraiva.

MATTIETO, Leonardo. O Direito Civil Constitucional e a Nova Teoria dos Contratos. In: Problemas de Direito Civil Constitucional, coord. Gustavo Tepedino. Rio de Janeiro, Renovar.

MIRANDA, Pontes de. Tratado de Direito Privado. Rio de Janeiro: Borsoi, 1958, t. XXII.

NERY JR., Nelson , Rosa Maria de Andrade. Contratos no Cdigo Civil. In: Estudo em Homenagem ao Prof. Miguel Reale. So Paulo, LTr.

___________________________________. Cdigo Civil Anotado e Legislao Extravagante. So Paulo: RT.

TARTUCE, Flvio. Direito Civil. Srie Concursos Pblicos Teoria Geral dos Contratos e Contratos em Espcie, volume 3, So Paulo, 2006, Editora Mtodo

TEPEDINO, Gustavo, Heloisa Helena Barboza, Maria Celina Bodin de Moraes. Cdigo Civil interpretado conforme a Constituio Federal Brasileira, Rio Janeiro, 2004, Editora Renovar

Curriculum resumido do professor

Gisele Leite Mestre em Direito pela UFRJ, Mestre em Filosofia pela UFF, Doutora em Direito pela USP. Pedagoga e advogada.

Vencedora do prmio Brazilian Web Corporation em primeiro lugar como a doutrinadora mais lida na internet brasileira ( na rea de artigos jurdicos) em 2003; Ganhadora do Prmio Pedro Ernesto do 43 Congresso Cientfico do Hospital Universitrio Pedro Ernesto na qualidade de co-autora no trabalho sob o ttulo A terceira idade e a cidadania com dignidade: Reflexes sobre o Estatuto do Idoso, em 26/08/2005;

Conselheira Chefe do Instituto Nacional de Pesquisas Jurdicas (INPJ);Articulista de vrios sites jurdicos, www.jusvi.com , www.uj.com.br, www.forense.com.br, www.estudando.com , www.lex.com.br, www.netlegis.com.br. Revista Justilex, Revista Consulex. Revista Eletrnica Forense.

Professora universitria h mais dezoito anos. Professora da EMERJ Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro.

2. Introduo

2.1 Teoria Geral das Obrigaes

A importncia dos direitos das obrigaes compreende as relaes jurdicas que constituem as mais desenvoltas projees da autonomia privada na esfera patrimonial. Dotado de grande influncia na vida econmica, regula as relaes da infra-estrutura social de relevncia poltica, as de produo e as de troca. Tambm nos direitos das obrigaes que percebemos as limitaes impostas liberdade de ao dos particulares retratando a estrutura econmica da sociedade.

Dentro de nosso C.C. a palavra obrigao comporta vrios sentidos. Podem designar-lhe o lado ativo, tambm chamado crdito, e o lado passivo, denominado dbito.

Obrigao o crdito considerado sob ponto de vista jurdico; crdito a obrigao sob ponta de vista econmico. A mais antiga definio remonta das Institutas primando ser um vnculo jurdico que necessita adstringir o devedor a cumprir a prestao ao credor.

Destaca que a obrigao uma relao jurdica entre o credor e o devedor caracterizada pelo vnculo jurdico, destacando o contedo como uma prestao e externar-lhe tambm a sua peculiar coercibilidade. H uma ressalva exagerada do devedor e, certo ostracismo do credor. Segundo Clvis no faz a distino entre obrigao e qualquer dever juridicamente exigvel.

J a definio de Paulo no chega a definir obrigao, mas evidencia os seus elementos: sujeitos prestao e vnculo jurdico. atravs de tal definio que podemos abalisadamente estabelecer a contraprestao entre direitos reais e direitos obrigacionais; descreve com maior exatido o contedo e o objeto do vnculo; revela a essncia ou substncia da obrigao (vnculo entre duas pessoas).

O vocbulo obligatio recente tanto que no foi utilizado na Lei das XII Tbuas, o vocbulo primitivo empregado para externar o vnculo obrigacional, era nexum (advindo do verbo nectere significando atar, unir, vincular).

A obligatio caracterizava-se como direito de garantia sobre a pessoa fsica do obrigado, tal submisso do devedor ao credor s veio a cessar com a Lex Poetelia Papiria que no sculo IV a.C., substituiu o vnculo corporal pela responsabilidade patrimonial onde os bens e, no o corpo do devedor deveriam responder pelas suas dvidas.

Alguns Cdigos definiram obrigao como o Cdigo de Obrigaes da Polnia (art. 2 1), j o Cdigo Civil (BGB) Alemo prefere conceituar a obrigao pelo lado oposto, ou seja, do credor em relao ao devedor (art. 241).

O Cdigo Civil Brasileiro escudou-se da tarefa definitria assim como o Cdigo Civil Francs.

Apreciemos algumas das definies sobre obrigaes fornecidas pelos nossos melhores doutrinadores:

Clvis Bevilcqua: Obrigao a relao transitria de direito, que nos constrange a dar, a fazer ou no fazer alguma coisa economicamente aprecivel em proveito de algum, que, por ato nosso ou de algum conosco juridicamente relacionado, ou em virtude de lei, adquiriu o direito de exigir de ns essa ao ou omisso.

No alude tal definio ao elemento responsabilidade Washington de Barros Monteiro assim definiu: obrigao a relao jurdica, de carter transitrio, estabelecido entre devedor e credor e, cujo objeto consiste numa prestao pessoal econmica, positiva ou negativa, devida pelo 1 ao 2 , garantindo-lhe adimplemento atravs de seu patrimnio.

Apesar de impecvel, tal definio exagera pleonasticamente ao caracterizar a prestao tendo em vista que dever ser sempre economicamente aprecivel ainda que tal fato s advenha da vontade das partes.

Como relao jurdica, o direito obrigacional sedia-se no campo jurdico e seu adimplemento devido espontaneidade do agente que no pode ser compelido a qualquer prestao.

O carter provisrio evidencia que uma vez cumprida e satisfeita a prestao, quer amigavelmente, quer pelos meios jurdicos disponveis ao credor, exaure-se a obrigao, o devedor resta liberado e ao credor cabe a extino de seu direito.

No h obrigaes perptuas nem mesmo as de direito famlia puro que quando muito podero perdurar enquanto vida tiver o alimentado.

Radbruch afirma que o direito do crdito traz em si o