Roteiro de Estudos Agentes Pblicos Prof. Andr© Barbieri ...docs. Agentes Pblicos . Prof

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Roteiro de Estudos Agentes Pblicos

Prof. Andr Barbieri 1. Conceito: ser agente pblico toda e qualquer pessoa que atuar em nome do Estado. 2. Classificao a) Agentes Polticos: aqueles que exercem funo poltica. Cuidado! Para os agentes polticos no se aplica a smula vinculante n. 13.

b) Agentes Administrativos / Servidores Estatais: b.1) Celetista: o vnculo contratual e os direitos e obrigaes esto estabelecidos no contrato de emprego. No adquirem estabilidade. A smula 390 do TST no aplicada. Detentores de EMPREGO PBLICO. b.2) Estatutrio: o vnculo legal. No tem direito adquirido, mas podem adquirir estabilidade. Detentor de CARGO PBLICO. Cuidado! O prazo de validade do concurso pblico de AT 2 anos, prorrogvel uma nica vez, por igual perodo. b.3) Temporrios: contratados com base no artigo 37, IX, CF. Detentor de FUNO PBLICA. c) Particulares em colaborao com o Estado: no possuem vnculo poltico ou administrativo com o Estado, mas so considerados agentes pblicos porque atuam em nome do Estado, ainda que de forma temporria e expordica. Ex: mesrio, jurados... 3. Vitaliciedade e estabilidade A vitaliciedade uma garanta atrelada ao cargo, requer 2 anos de estgio probatrio e se perde por sentena judicial transitada em julgado. A estabilidade uma garanta atrelada ao servio, requer 3 anos de estgio probatrio e se perde por setena judicial transitada em julgado, PAD, avaliaes peridicas de desempenho e corte de despesa pblica (artigo 169, 4, CF).

Roteiro de Estudos Atos Administrativos

Prof. Andr Barbieri 1. Introduo: a declarao de vontade de administrao ou de quem lhe faa s vezes, sob o regime de direito pblico e no exerccio da funo administrativa, sempre em complemento lei. No se confunde com ato poltico, ato privado ou ato material. 2. Elementos/Requisitos FiFoCOM (artigo 2, Lei da Ao Popular) a) Finalidade: sempre pblica. b) Forma: o meio pela qual o ato se exterioriza. c) Competncia: o poder, sendo irrenuncivel (artigo 11 e ss. da Lei 9.784/99). d) Objeto: o contedo material do ato. e) Motivo: pressuposto de fato e de direito que deu ensejo a prtica do ato administrativo.

Art. 2 So nulos os atos lesivos ao patrimnio das entidades mencionadas no artigo anterior, nos casos de: a) incompetncia; b) vcio de forma; c) ilegalidade do objeto; d) inexistncia dos motivos; e) desvio de finalidade.

Cuidado! A publicao requisito de eficcia dos atos administrativos. 3. Atributos/Caractersticas a) presuno de legitimidade/veracidade: ser sempre em favor do Estado e relativa, pois admite prova em contrrio. b) Tipicidade: todo ato administrativo deve estar previamente tipificado em lei. c) Imperatividade: a Administrao pode, unilateralmente, impor a obrigao ao particular. d) Exigibilidade: a Administrao pode criar uma obrigao, unilateralmente, ao particular. Ex: multa. e) Executoriedade: o desconstituir materialmente uma irregularidade. Coero direta. 4. Classificao/Espcies de atos administrativos a) atos vinculados: no h margem de liberdade. b) atos discricionrios: existe margem de liberdade, porm ela fixada previamente pela lei. No se confunde com arbitrariedade.

c) atos gerais: recai diante de destinatrios indeterminados; d) atos individuais: recai diante de destinatrio (s) indeterminado (s); e) atos de imprio: so praticados de forma imperativa pela Administrao Pblica; g) ato simples: o ato existe, vlido e produz efeitos com uma nica vontade, um nico rgo. h) ato composto: o ato existe e vlido, porm, s produz efeitos com a condio de exequibilidade. i) ato complexo: o ato somente existir, ser vlido e produzir efeitos com duas vontades ou dois rgos. 5. Extino dos atos administrativos a) Extino natural b) Anulao: ocorre sempre que o ato tiver um vcio de legalidade. c) Revogao: feita a partir de uma anlise de mrito, pois o ato lcito, vlido, mas, no existe interesse da administrao para que produza todos os efeitos esperados. d) Cassao: ocorre nos casos em que o particular deixa de cumprir, ao menos, um requisito bsico do ato. e) Caducidade: a lei nova que altera uma situao consolidada no passado.

Roteiro de Estudos Bens Pblicos Artigo 98 e ss. do CC

Prof. Andr Barbieri 1. Bem pblico: aquele pertencente pessoa jurdica de direito pblico. Aqui esto encaixados os bens dos entes polticos (administrao pblica direta), bem como os bens das autarquias e fundaes pblicas de direito pblico sentido legal. Cuidado! O bem da pessoa jurdica de direito privado s ter a mesma proteo do bem pblico se este bem estiver diretamente atrelado prestao do servio pblico (pessoa jurdica de direito privado prestadora de servio pblico). 2. Classificao quanto destinao: a) Bem de uso comum do povo: tambm chamado de bem do domnio pblico. Esto disposio da coletividade, do povo. Ex: ruas, praas, praias, estradas... b) Bem de uso especial/bem do patrimnio administrativo: so os bens ligados ao Estado, ou seja, hospitais pblicos, escolas pblicas, reparties pblicas, mercados municipais... O Estado conserva e define as condies do uso. c) Bem dominical: no possui finalidade pblica, ou seja, o que no for bem de uso comum do povo, nem de uso especial, ser dominical. Ex: terras devolutas, bens mveis inservveis...

Art. 99. So bens pblicos: I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praas; II - os de uso especial, tais como edifcios ou terrenos destinados a servio ou estabelecimento da administrao federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias; III - os dominicais, que constituem o patrimnio das pessoas jurdicas de direito pblico, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades.

3. Regime Jurdico dos Bens Pblicos a) Alienveis sob condio/alienabilidade condicionada: como regra geral os bens pblicos so inalienveis, mas, em algumas condies, possvel alienar o bem pblico.

Art. 100. Os bens pblicos de uso comum do povo e os de uso especial so inalienveis, enquanto conservarem a sua qualificao, na forma que a lei determinar. Art. 101. Os bens pblicos dominicais podem ser alienados, observadas as exigncias da lei.

b) Impenhorabilidade: os bens pblicos so impenhorveis. Os dbitos judiciais so pagos mediante o regime de precatrio artigo 100 da CF.

c) Impossibilidade de onerao: no podem ser objeto de onerao (direito real de garantia). d) Imprescritibilidade: os bens pblicos no podem ser adquiridos pela usucapio.

Art. 102. Os bens pblicos no esto sujeitos a usucapio. 4. Gesto dos bens pblicos a) Autorizao de uso de bem pblico: utilizada no interesse do particular, sempre para eventos ocasionais e temporrios. ato unilateral, discricionrio e precrio. b) Permisso de uso de bem pblico: utilizada no interesse da coletividade, alm do que tambm ato unilateral, discricionrio e precrio. c) Concesso de uso de bem pblico: leva em considerao apenas o interesse pblico. contrato administrativo com prvio procedimento licitatrio.

Roteiro de Estudos

Contratos Administrativos Prof. Andr Barbieri

1. Introduo: No contrato administrativo vigora um regime jurdico de direito pblico, de desigualdade jurdica e todo contrato administrativo possui clusula exorbitante!!! 2. Caractersticas do contrato administrativo a) Formal ressalva do artigo 60, pargrafo nico da Lei 8.666/93 b) Contrato de adeso c) Intuitu personae cabvel a subcontratao nos termos do artigo 72, ressalvado o 13, 3 d) Participao da Adm. em pelo menos um dos polos e) Desigualdade entre as partes f) Mutabilidade (flexibilizao da clusula pacta sunt servanda) cabe modificao unilateral. g) Clusulas exorbitantes 3. Clusulas exorbitantes 54, 56, 3, 11 e 78, XV a) Poder de alterar unilateralmente um contrato - 65 A alterao pode ser qualitativa (65, I, a) ou quantitativa (65, I, b) Como regra geral o limite de 25%, para mais ou para menos (65, 1 e 2). Cuidado! Jamais podem ser alteradas, unilateralmente, as clusulas econmico-financeiras 58, 1 e 2. S pode alterar unilateralmente as chamadas clusulas regulamentares. b) Possibilidade de resciso unilateral do contrato 58, II c/c 79, I c) Fiscalizao da execuo do contrato 67, 68, 70 d) Aplicao direta de sanes 86 e 87 e) Ocupao temporria 58, V, 80, I e II. f) Exceo de contrato no cumprido 78, XV e 79, 2 g) Exigncia de garantia 56 5% como regra. Se de grande vulto ser 10%. h) Exigncias de medidas de compensao 3, 11 4. Prazo de durao e prorrogao dos contratos administrativos 57 A prorrogao mera expectativa de direito, pois cabe Administrao prorrogar ou lanar nova licitao.

Cuidado! Ver artigo 57, 3, Lei 8.666/93. vedado o contrato com prazo indeterminado. 5. Extino do contrato a) Se por anulao artigos 49 e 59 da Lei 8.666/93 b) Se por resciso artigos 78 e 79 da Lei 8.666/93 6. Teoria da impreviso a) Caso fortuito e fora maior 65, II, d b) Fato do Prncipe 65, 5 c) Fato da administrao 78, XVI d) Interferncias imprevistas 65, II, d

Roteiro de Estudos Controle da Administrao

Prof. Andr Barbieri 1. Introduo A prpria noo de competncia necessita da noo dos limites. O Controle da Administrao busca garantir os direitos dos cidados, bem como assegurar que a Administrao alcance os fins pblicos para os quais a sociedade deseja. 2. Classificao 2.1. Quanto ao rgo controlador a) Controle Legislativo: realizado pelo Parlamento e, tambm, com o auxlio do Tribunal de Contas. b) Controle Judicial: pode ser tanto a priori quanto a posteriori e de forma concomitante. c) Controle Administrativo: ocorre no mbito interno da prpria Administrao Pblica e pode ser realizada tanto de ofcio quanto por provocao da parte interessada. 2.2. Quanto extenso a) Controle interno: realizado por cada um dos Poderes sobre os prprios rgos. b) Controle externo: quando um rgo fiscaliza o outro, sendo que esto em mbitos distintos. 2.3. Quanto natureza a) Controle de lega