Saúde Coletiva 2 - resumos

Embed Size (px)

DESCRIPTION

resumos referentes a todo o conteúdo da disciplina de saúde coletiva 2

Text of Saúde Coletiva 2 - resumos

Universidade de Pernambuco UPECampus ArcoverdeWdila Luana Mendes de Andrade

Avaliao ProcessualResumos Referentes ao Contedo das Aulas Tericas

Arcoverde2015Wdila Luana Mendes de Andrade

Avaliao ProcessualResumos Referentes ao Contedo das Aulas Tericas

Avaliao processual a ser apresentada aos professores Herika Mauricio e Jos Eudes Lorena Sobrinho, pela aluna Wdila Luana Mendes de Andrade, como requisito parcial para aprovao do componente curricular Sade Coletiva II.

Arcoverde2015SMARIO

1 Introduo Sade Bucal Coletiva................................................................... 42 Introduo Epidemiologia Bucal..................................................................... 73 Introduo Poltica, Planejamento e Gesto em Sade Bucal....................... 94 Introduo s Cincias Sociais em Sade Bucal............................................. 115 Sade Bucal no SUS(normatizao estruturante de 2006 em diante).............. 136 Histrico das Polticas de Sade Bucal no Brasil............................................. 177 Ateno Sade Bucal na Estratgia de Sade da Famlia............................ 19Referncias.......................................................................................................... 21

Introduo Sade Bucal Coletiva

A expresso sade bucal coletiva (SBC), surgiu na dcada de 80, embora o termo sade bucal j existisse. Tal termo faz referncia ao funcionamento equilibrado entre as estruturas presentes na boca, contribuindo para o bem estar geral indivduo, fazendo assim com que o mesmo consiga exercer funes como mastigao, deglutio e fonao; Vale salientar tambm que a sade bucal est ligada dimenso esttica do indivduo, fazendo com que o mesmo exercite sua autoestima e relacione-se socialmente sem vergonha ou constrangimento. Nesta mesma linha de pensamento a Organizao Mundial de Sade (OMS) traz o conceito de que a sade bucal est alm de ter apenas bons dentes, ela consiste em parte da sade geral, essencial para o bem estar dos indivduos; Segundo a OMS , a sade bucal possibilita falar, sorrir, beijar, tocar, cheirar, saborear e etc. Sendo assim, pode mos afirmar que sade bucal um conceito relativamente complexo que no pode ser simplesmente reduzido sade dos dentes.Admite-se que a sade bucal coletiva encontra-se,atualmente, rodeada de problemas; Tais problemas podem ser classificados como persistentes ou emergentes.Os persistentes tratam-se de: Crie dentria consiste no principal problema de sade bucal, tanto nos pases desenvolvidos quanto nos demais, ela atinge fortemente vastos continentes populacionais, em todas as regies brasileiras e, tambm, em outros pases;O instrumento epidemiolgico mais empregado em todo o mundo, na rea de sade bucal, o ndice CPO, utilizado para estimar a prevalncia e a magnitude da crie em dentes permanentes, as pontuaes individuais variam de 0(zero) a 28. Hoje, segundo a OMS, no se aceitam mais do que trs dentes em mdia, atacados por crie. Doena periodontal Trata-se de um problema de sade bucal, importante tanto nos pases desenvolvidos quanto nos demais. As doenas periodontais podem ser divididas basicamente em gengivite e periodontite, ambas so consideradas respostas inflamatrias de natureza infecciosa. M ocluso dentria So alteraes de crescimento e desenvolvimento dos ossos maxilares que podem gerar transtornos psicossociais com potenciais repercusses na autoestima e no relacionamento familiar e interpessoal dos indivduos severamente afetados. Fissuras labiopalatais Consistem em deformidades nos lbios, no rebordo alveolar, no palato (cu da boca) e no nariz. Elas esto entre os quatro defeitos congnitos mais frequentes no Brasil. Cncer de boca a segunda causa de morte por doena no Brasil. O cncer de boca leva a bito, no ano do diagnstico, cerca de 50% das vtimas nas Amricas e no Caribe.Os emergentes tratam-se de: Fluorose dentria uma alterao do esmalte que acontece durante o perodo de formao dos dentes, em consequncia da ingesto de flor acima dos nveis aceitveis e por tempo prolongado. As alteraes mais leves caracterizam-se clinicamente por estrias ou finas linhas brancas opacas que cruzam horizontalmente o dente e ocupam parte do esmalte. Traumatismos bucomaxilofaciais Acidentes de trnsito e de trabalho, injrias esportivas, quedas e violncia como assaltos, agresses dentro e fora do domiclio so importantes fatores relacionados e estudos desenvolvidos em Recife mostrou que de cada cem pacientes admitidos na emergncia, quatro apresentavam fratura maxilofacial. Crie dentria radicular Considera-se a crie dentria radicular, do ponto de vista populacional, um problema emergente para o qual ateno crescente dever ser dirigida pelos pesquisadores e administradores de servios. Como o desenvolvimento da leso na raiz semelhante ao da leso na coroa, as medidas de preveno so conhecidas e podem ser implementadas nos servios pblicos odontolgicos.Um grande nmero de variveis que noesto ligadas odontologia, influenciam a existncia ou a no existncia de doenas odontolgicas, como tambm influenciam no ritmo e na velocidade que elas se espalham. Tais variveis podem ser indicadas pelo desenvolvimento econmico de uma determinada regio, pelo nvel educacional da populao e por hbitos alimentares e higinicos.A resolutividade de problemas relacionados sade bucal depende, em parte, de aes que so executadas diretamente por dentistas e em razo disto, os mesmo detm apenas uma parcela dos meios necessrios para o controle de questes associadas mesma; importante salientar que a sade bucal est presente no cotidiano de cada comunidade, assim como as outras cincias tambm esto, e consequentemente a execuo de aes de forma isolada, deixando de lado as cincias ligadas sade, far com que nose consiga xito na resoluo dos problemas ligados sade bucal. Assim sendo, torna-se de suma importncia que a sade bucal coletiva ande sempre de mos dadas com as outras cincias.

Introduo Epidemiologia Bucal

O termo epidemiologia vem recebendo diversos conceitos ao longo do tempo. Last (1988) definiu-a como o estudo da distribuio e dos determinantes de estados ou eventos relacionados sade em populaes especficas, e a aplicao desses estudos no controle dos problemas de sade. Tomando como base tal conceito, pode-se estabelecer dois pressupostos: 1) As doenas, condies de sade e seus determinantes no se distribuem ao acaso na populao; 2) O conhecimento desses fatores tem uma aplicao prtica no controle e na preveno de doenas e agravos sade. Sendo assim, faz-se notvel a ideia de que a epidemiologia busca reconhecer as causas que influenciam o padro de distribuio de doenas e dos agravos sade, assim como de seus determinantes.Para atingir os objetivos a que se prope a epidemiologia, torna-se necessrio a medio da frequncia de doenas e condies de sade para a populao. No que diz respeito s medidas de morbidade a epidemiologia distingue a prevalncia e a incidncia, dessa forma, a prevalncia quantifica a proporo de indivduos apresenta determinada doena na populao e a incidncia refere-se a uma estimativa da probabilidade ou risco que um indivduo tem de desenvolver determinadas doenas. Ambas, prevalncia e incidncia medem a frequncia e a distribuio de um particular evento, informando a magnitude dos agravos sade da populao; Permitem a comparao de situaes de sade em diferentes regies, segunda caractersticas demogrficas e sociais, e em diferentes perodos de tempo, instruindo o planejamento em sade.Os estudos epidemiolgicos podem ser classificados segundo diferentes critrios:Uma primeira forma de classificao dos estudos epidemiolgicos faz referncia inteno de seus objetivos. Quando o pesquisador tem a inteno de apenas descrever o padro de ocorrncia de doenas em relao variveis ligadas pessoa, ao tempo e ao lugar, trata-se de um estudo descritivo. Quando so testadas hipteses especficas de associao causal entre variveis, diz-se que o estudo analtico. Quando ocorre a juno desses dois tipos, diz-se que o estudo exploratrio. Os estudos epidemiolgicos so tambm classificados segundo seus aspectos metodolgicos, com referncia especial aos mecanismos utilizados para a coleta de dados e forma de sua organizao no tempo, eles podem ser: 1) Estudos experimentais ou de interveno Quando o pesquisador intervm na populao estudada; 2) Estudos de observao Quando o pesquisador no intervm na populao estudada. Quanto a forma de organizao dos dados no tempo, os estudos podem ser classificados como: 1) Transversal So efetuados em um recorte instantneo de tempo; 2) Longitudinal So efetuados ao longo do tempo. Nesta mesma linha de pensamento faz-se necessrio a citao de mais alguns tipos de estudos epidemiolgicos. So eles: Os estudos de observao, descritivos, exploratrios ou analticos; Os estudos ecolgicos; Os estudos de sries temporais; Os estudos de vigilncia em sade; Os estudos caso-controle; Os estudos de coorte e os ensaios clnicos.Como se pode perceber a epidemiologia consiste em uma cincia bastante complexa que busca ajudar na resoluo de problemas patolgicos que esto presentes na sociedade. A epidemiologia tem percorrido um longo trajeto desde o seu surgimento, quando John Snow realizou um estudo sobre o modo de transmio da clera em Londres, no sculo XIX; Este estudo foi responsvel pela intitulao de John Snow como pai da epidemiologia. Atualmente a epidemiologia auxilia a sade bucal coletiva por meios de indicadores, tais como, o ndice CPO-D, que contabiliza o nmero de dentes cariados, perdidos e obturados, a partir dos 12 anos de idade, gerando informaes relevantes e teis para a criao de medidas preventivas ligadas sade bucal coletiva.Pode-se concluir que a epidemiologia de suma importncia para o planejamento e a execuo de aes ligadas sade coletiva e odontologia, fazendo com que sejam criadas, por exemplo, polticas que ajudem na preveno da crie , da doena periodontal,do edentulismo e de outras doenas que afetam a sade bucal das populaes.