SAÚDE COLETIVA - ?· e Saúde e editora científica da revista Ciência & Saúde Coletiva , da Abrasco.…

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  • SADE COLETIVACOMO

    COMPROMISSOA TRAJETRIA DA ABRASCO

  • FUNDAO OSWALDO CRUZ

    Presidente

    Paulo Marchiori Buss

    Vice-Presidente de Ensino,

    Informao e Comunicao

    Maria do Carmo Leal

    EDITORA FIOCRUZ

    Diretora

    Maria do Carmo Leal

    Editor Executivo

    Joo Carlos Canossa Mendes

    Editores Cientficos

    Nsia Trindade Lima

    Ricardo Ventura Santos

    Conselho Editorial

    Carlos E. A. Coimbra Jr.

    Gerson Oliveira Penna

    Gilberto Hochman

    Lgia Vieira da Silva

    Maria Ceclia de Souza Minayo

    Maria Elizabeth Lopes Moreira

    Pedro Lagerblad de Oliveira

    Ricardo Loureno de Oliveira

  • SADE COLETIVACOMO

    COMPROMISSOA TRAJETRIA DA ABRASCO

    Nsia Trindade Lima

    Jos Paranagu de SantanaOrganizadores

  • Copyright 2006 dos autoresTodos os direitos desta edio reservados FUNDAO OSWALDO CRUZ / EDITORA

    ISBN: 85-7541-087-3

    Capa, projeto grfico e editorao eletrnicaCarlota Rios

    Copidesque e revisoJorge Moutinho

    Assistentes Editoriais:Claudio Arcoverde e Renata Maus Mesquita

    Catalogao-na-fonteCentro de Informao Cientfica e TecnolgicaBiblioteca da Escola Nacional de Sade Pblica Sergio Arouca

    2006EDITORA FIOCRUZAv. Brasil, 4036 Trreo sala 112 Manguinhos21040-361 Rio de Janeiro RJTels: (21) 3882-9039 / 3882-9041Telefax: (21) 3882-9006e-mail: editora@fiocruz.brhttp://www.fiocruz.br

    R786r Roquette-Pinto, EdgardRondonia: anthropologia - ethnographia. / Edgard

    Roquette-Pinto. Rio de Janeiro : Editora FIOCRUZ, 2005. 384 p.

    1.Antropologia cultural-Rondnia. 2.ndios sul- americanos. I.Ttulo. CDD - 20.ed. 980.41098175

  • SUMRIO

    Apresentao

    1. A Histria da Abrasco: poltica, ensino e sade no BrasilCristina M. O. Fonseca

    2. Congressos da Abrasco: a expresso de um espao construdoSoraya Almeida Belisrio

    3. O Feito por FazerMoiss Goldbaum e Rita Barradas Barata

    4. Atuao da Abrasco em Relao ao Ensino de Ps-Graduaona rea de Sade ColetivaMaria Ceclia de Souza Minayo

    5. Perfil Histrico e outras Informaes sobre a revistaCincia & Sade ColetivaMaria Ceclia de Souza Minayo

    6. Revista Brasileira de Epidemiologia: uma histria narradacom base em seus editoriaisJos da Rocha Carvalheiro, Marilisa Berti de Azevedo Barros e

    Marina Frana Lopes

    7. Comisses e Grupos TemticosEverardo Duarte Nunes

    Cronologia da Abrasco

    Diretorias da Abrasco

  • AUTORES

    Cristina M. O. FonsecaHistoriadora, doutora em cincia poltica peloInstituto Universitrio de Pesquisas do Rio deJaneiro (Iuperj) e pesquisadora da Casa deOswaldo Cruz da Fundao Oswaldo Cruz(COC/Fiocruz).

    Everardo Duarte NunesSocilogo, doutor em cincias mdicas pelaUniversidade Estadual de Campinas(Unicamp), professor associado doDepartamento de Medicina Preventiva e Social(DMPS)/Faculdade de Cincias Mdicas(FCM)/Universidade Estadual de Campinas(Unicamp).

    Jos da Rocha CarvalheiroMdico, doutor em medicina, livre-docente eprofessor titular de Medicina Social da USP(Ribeiro Preto), editor da Revista Brasileirade Epidemiologia (Abrasco) e coordenador doProjeto Inovao em Sade da Presidncia daFiocruz.

    Maria Ceclia de Souza MinayoSociloga, professora titular da FundaoOswaldo Cruz, pesquisadora de carreira doCNPq, coordenadora cientfica do CentroLatino-Americano de Estudos sobre Violnciae Sade e editora cientfica da revista Cincia& Sade Coletiva, da Abrasco.

    Marilisa Berti de Azevedo BarrosMdica, doutora em medicina preventiva pelaFaculdade de Medicina de Ribeiro Preto(USP), professora associada de epidemiologiado Departamento de Medicina Preventiva eSocial da Faculdade de Cincias Mdicas(Unicamp).

    Marina Frana LopesSecretria executiva da Revista Brasileira deEpidemiologia, assistente de pesquisa na reade epidemiologia ambiental do Departamentode Medicina Preventiva da Faculdade deMedicina da Universidade de So Paulo(DMP/FMUSP), assessora em geoproces-samento do LIM-39 (Laboratrio deInvestigao Mdica) do DMP/FMUSP,graduanda do curso de geografia da Faculdadede Filosofia, Letras e Cincias Humanas daUniversidade de So Paulo (FFLCH/USP).

    Soraya Almeida BelisrioMdica, professora adjunta do Departamentode Medicina Preventiva e Social da Faculdadede Medicina da UFMG, pesquisadora doNcleo de Estudos em Sade Coletiva daUniversidade Federal de Minas Gerais(Nescon/UFMG).

    ORGANIZADORES

    Nsia Trindade LimaSociloga, doutora em sociologia pelo InstitutoUniversitrio de Pesquisas do Rio de Janeiro(Iuperj), pesquisadora titular da Casa deOswaldo Cruz (COC/Fiocruz) e editora

    cientfica da Editora Fiocruz.

    Jos Paranagu de SantanaMdico e mestre em medicina tropical pelaUniversidade de Braslia, servidor daFundao Oswaldo Cruz e consultor daOrganizao Pan-Americana da Sade (Opas)na representao do Brasil.

  • Apresentao

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    APRESENTAO

    Inveno brasileira, o termo Sade Coletiva est hoje presentena agenda acadmica e poltica de pases da Amrica Latina, do Caribe e

    da frica. Trata-se, mais que tudo, de uma forma de abordar as relaes

    entre conhecimentos, prticas e direitos referentes qualidade de vida. Em

    lugar das tradicionais dicotomias sade pblica/assistncia mdica,

    medicina curativa/medicina preventiva, e mesmo indivduo/sociedade

    busca-se uma nova compreenso na qual a perspectiva interdisciplinar e o

    debate poltico em torno de temas como universalidade, eqidade,

    democracia, cidadania e, mais recentemente, subjetividade emergem como

    questes principais. Foi em torno desses temas e do desafio de formar

    profissionais atentos corrente de novas idias sobre os problemas de sade,

    alguns antigos, outros produtos de mudanas recentes nos campos

    biomdico, poltico e social, que se organizou, em 1979, a Associao

    Brasileira de Ps-Graduao em Sade Coletiva (Abrasco).

    Muitos comeos poderiam ser pensados para se iniciar a narrativa

    de uma histria to recente quanto rica e complexa. No momento de criao,

    sem dvida, imps-se a fora do movimento sanitarista da dcada de 1970,

    para o qual contriburam diversos fatores, tanto os relacionados a correntes

    de pensamento que se organizavam nos centros de pesquisa e ensino como

    os relativos s polticas nacionais de sade e de cincia e tecnologia. Em

    um contexto de regime autoritrio e luta pela democracia, o Brasil foi palco

    de intensos debates sobre o rumo das polticas sociais e o papel a ser

    desempenhado pelo Estado. Entre as expresses desse movimento de idias,

  • SADE COLETIVA

    COMO

    COMPROMISSO

    10

    destaca-se a criao do Centro Brasileiro de Estudos de Sade (Cebes), em

    1976, e de sua revista Sade em Debate. Essa e outras iniciativas devem

    ser lembradas como marcos de um processo que culminou com a

    constituio formal da Abrasco durante a I Reunio sobre Formao e

    Utilizao de Pessoal de Nvel Superior na rea de Sade Coletiva, em

    setembro de 1979 (Belisrio, 2002; Escorel, 1998; Escorel, Nascimento &Edler, 2005; Teixeira, 1985).

    Ao se considerar o contexto latino-americano, pode-se tambm

    relacionar a gnese da Abrasco ao desenvolvimento de perspectivas crticas

    abordagem mdica tradicional dos problemas de sade no continente

    (Arouca, 2003). Alguns anos antes, em fins da dcada de 1960, fora

    realizada ampla pesquisa sobre educao mdica na Amrica Latina,

    coordenada pelo mdico e socilogo Juan Csar Garcia, com o apoio da

    Organizao Pan-Americana da Sade (Opas) e da Fundao Milbank. O

    trabalho estimulou, em diferentes pases, a criao de cursos de ps-

    graduao em medicina social e a reviso das abordagens predominantes

    em centros universitrios e institutos de Sade Pblica. Em 1973, criou-se,

    sob o impulso dessas novas orientaes, o primeiro curso de medicina

    social no continente o Instituto de Medicina Social da Universidade do

    Estado do Rio de Janeiro (Uerj) , com apoio da Opas, da Fundao Kellog

    e da principal agncia de fomento pesquisa no Brasil daquele perodo: a

    Financiadora de Estudos e Projetos Finep (Escorel, 1998; Garcia, 1972;

    Nunes, 1985, 1994).

    No plano internacional, o estabelecimento de um conjunto de

    diretrizes apoiadas em forte crtica a concepes tradicionais que

    acentuavam a prtica mdica curativa teve como marco a realizao da

    Conferncia Internacional sobre a Ateno Primria Sade, em Alma-Ata

    (Cazaquisto), em 1978. Na Declarao de Alma-Ata firmou-se um

    conjunto de princpios, mencionados com freqncia nos textos da rea de

    Sade Coletiva, mas que sempre oportuno lembrar: a sade como direito

    essencial dos indivduos e das coletividades; a obrigao do Estado em

    assegurar esse direito a todos; a responsabilidade e o direito das

    comunidades em participar na proteo e recuperao da sade e na gesto

    dos servios destinados sua ateno; a precedncia da promoo e da

    preveno, estabelecendo-se o princpio da ateno integrada; a eqidade

    e universalidade do acesso aos servios de sade.

    No que se refere a iniciativas relacionadas s polticas nacionais

    adotadas durante a dcada de 1970 no Brasil, pode-se apontar, como observa

    Sarah Escorel, aquelas vinculadas ao II Plano Nacional de Desenvolvimento

    (II PND), implementado durante o Governo Geisel (1974-1978). Segundo

  • Apresentao

    11

    a autora, surgiram na conjuntura em pauta trs espaos institucionais que

    favoreceram a estruturao do movimento sanitarista: o setor sade do

    Centro Nacional de Recursos Humanos do Instituto de Pesquisa Econmica

    Aplicada (CNRH/Ipea), a Financiadora de Estudos e P