Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul ...· Apresentação. 1. Diagnóstico precoce do

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  • Secretaria Estadual da Sade do Rio Grande do Sul Coordenao Estadual de DST/AIDS Universidade Federal do Rio Grande do Sul TelessadeRS/UFRGS

    Protocolo Clnico para acompanhamento e tratamento de pessoas com HIV/AIDS

    na Ateno Primria Sade

    Porto Alegre

    2016

  • Colaborao: Carla Adriane Jarczewski Nemora Tregnago Barcellos Reviso: Ana Clia da Silva Siqueira Letcia Felipak dos Passos Martins Rosely de Andrade Vargas Projeto Grfico, Design e Capa: Luiz Felipe Telles Diagramao: Carolyne Vasques Cabral Luiz Felipe Telles

    Elaborao de Texto: Aline Coletto Sortica Bianca Bicca Franco Daniela Zilio Larentis Elise Botteselle de Oliveira Erno Harzheim Jaqueline Oliveira Soares Juliana Keller Brenner Jussara San Leon Lvia de Almeida Faller Marina Gabriela Prado Silvestre Milena Rodrigues Agostinho Natan Katz Thiago Frank

    Elaborao e distribuio:

    Secretaria Estadual da Sade do Rio Grande do Sul Coordenao de DST/AIDS Av. Borges de Medeiros, 1501 5 andar Bairro Praia de Belas CEP: 90110 150 Porto Alegre/RS Tel.: (51) 32885910/ (51) 32885911/ (51) 32885912 Site: http://www.saude.rs.gov.br/ UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL Faculdade de Medicina Programa de Ps-Graduao em Epidemiologia TelessadeRS/UFRGS Rua Dona Laura, 320 11 andar Bairro Rio Branco CEP: 90430 090 Porto Alegre/RS Tel.: (51) 3333-7025 Site: www.telessauders.ufrgs.br E-mail: contato@telessauders.ufrgs.br Superviso Geral: Erno Harzheim Jaqueline Oliveira Soares Joo Gabbardo dos Reis Organizao: Bianca Bicca Franco Erno Harzheim Milena Rodrigues Agostinho Natan Katz Thiago Frank Ficha catalogrfica

    Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)

    Protocolo Clnico para acompanhamento e tratamento de pessoas com HIV/AIDS na Ateno Primria Sade / Secretaria Estadual da Sade do Rio Grande do Sul. Coordenao de DST/AIDS. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. TelessadeRS. Porto Alegre: Escola de Sade Pblica, 2016.

    25 p. ISBN

    1. Protocolos Clnicos. 2. Sndrome de Imunodeficincia Adquirida. 3. Ateno Primria Sade. 4. HIV. 5. HIV/AIDS-Tratamento. I. Rio Grande do Sul. Secretaria Estadual da Sade. Coordenao de DST/AIDS. II. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. III. TelessadeRS. NLM WC 530

    Catalogao na fonte Centro de Informao e Documentao em Sade CEIDS/ESP/ETSUS/SES/RS

    P967

  • Sumrio

    Apresentao

    1. Diagnstico precoce do HIV

    2. Avaliao Clnica na primeira consulta

    3. Avaliao Laboratorial na primeira consulta

    4. Critrios para tratamento do HIV/AIDS

    no Servio de Assistncia Especializada

    5. Critrio para acompanhamento e tratamento do HIV/AIDS

    na Ateno Primria Sade

    6. Acompanhamento clnico e laboratorial na Ateno Primria Sade

    7. Terapia antirretroviral na Ateno Primria Sade

    8. Critrios para falha teraputica

    9. Interaes medicamentosas com terapia antirretroviral

    de primeira linha (Tenofovir+Lamivudina+Efavirenz)

    10. Eventos adversos da terapia antirretroviral

    11. Tratamento da infeco latente pelo

    Mycobacterium tuberculosis (ILTB)

    12. Vacinao

    13. Anticoncepo

    14. Risco cardiovascular

    Referncias

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  • Apresentao Para enfrentar a epidemia de AIDS no Rio Grande do Sul necessrio reorganizar a rede de ateno com vistas ao diagnstico precoce, ao incio oportuno do tratamento e otimizao do acesso para servios especializados.

    A Ateno Primria Sade (APS) que entre outras caractersticas, reconhecida como a porta de entrada preferencial do Sistema nico de Sade (SUS) e como lcus privilegiado de gesto do cuidado dos usurios, cumpre papel estratgico nas redes de ateno: serve como base para o seu ordenamento e para a efetivao da integralidade.

    Assim como em outras condies de sade, a APS tem alto potencial para o cuidado dos usurios com HIV, tanto no diagnstico como no tratamento, conforme a adequada incorporao de tecnologias duras (diagnsticas e teraputicas) e a articulao da APS com os demais pontos da rede de ateno sade.

    Diante disso, a Coordenao Estadual de DST/AIDS, em parceria com o TelessadeRS/UFRGS, elaborou este documento para apoio no acompanhamento e tratamento de pessoas com HIV/AIDS na APS. Alm do protocolo clnico, mdicos e enfermeiros que trabalham na APS podem utilizar o canal gratuito 0800 644 6543 para auxlio no manejo de HIV/AIDS e de outros agravos ou condies de sade dos usurios.

    Esperamos que essa estratgia auxilie no enfrentamento dessa epidemia, legitimando o papel da APS na coordenao e cuidado integral dos usurios do SUS que apresentam HIV.

    Coordenao Estadual DST/AIDS

    Secretaria Estadual da Sade do Rio Grande do Sul

    TelessadeRS/UFRGS

  • Protocolo clnico para acompanhamento e tratamento de pessoas com HIV/AIDS na Ateno Primria Sade

    Este protocolo um guia rpido para acompanhamento e tratamento de adultos com HIV na Ateno Primria Sade (APS). Para informaes no contidas no documento, consulte o Protocolo clnico e diretrizes teraputicas para manejo da infeco pelo HIV em adultos e a Linha de cuidado para pessoas vivendo com HIV/AIDS e outras DSTs.

    Se voc mdico ou enfermeiro da APS no Rio Grande do Sul e tem dvidas sobre o manejo do HIV, ligue para o telefone 0800 644 6543 e fale com um dos teleconsultores do TelessadeRS/UFRGS. 1. Diagnstico precoce do HIV Sndrome Retroviral Aguda (SRA) Entre 50 a 90% dos indivduos infectados apresentam sintomas da infeco aguda, que geralmente ocorre entre a primeira e a terceira semanas aps infeco. Como em outras infeces virais, apresenta manifestaes clnicas diversas como: febre, linfadenomegalia (principalmente nas cadeias cervicais anterior e posterior, submandibular, occipital e axilar), faringite, exantema, mialgia e cefaleia. Alguns indivduos apresentam, aps o incio da febre, exantema de curta durao em face, pescoo ou trax superior.

    A SRA autolimitada e seus sintomas desaparecem em trs a quatro semanas. Manifestaes clnicas mais intensas e prolongadas da sndrome podem estar associadas com a progresso rpida da doena. Os sinais e sintomas que caracterizam a SRA so muito semelhantes aos de outras infeces virais. Por isso, diante de um quadro de infeco viral aguda, muito importante considerar esse diagnstico diferencial e investigar potenciais fontes recentes de exposio ao vrus HIV.

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    Secretaria Estadual do Rio Grande do Sul Universidade Federal do Rio Grande do Sul

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    http://www.aids.gov.br/sites/default/files/anexos/publicacao/2013/55308/protocolo_13_3_2014_pdf_28003.pdfhttp://www.aids.gov.br/sites/default/files/anexos/publicacao/2013/55308/protocolo_13_3_2014_pdf_28003.pdf

  • 2. Avaliao clnica na primeira consulta

    A primeira consulta mdica deve ocorrer to logo o indivduo seja informado

    de que apresenta infeco pelo vrus HIV. A avaliao clnica inicial fundamental para definir indicao do incio da terapia antirretroviral (TARV), bem como conhecer as condies gerais de sade da pessoa. Estabelecer boa relao e vnculo com a equipe tambm fundamental para o sucesso teraputico.

    muito importante que o usurio conhea as caractersticas da doena e entenda o objetivo da terapia antirretroviral e participe da deciso de inici-la, compreendendo a importncia da tomada continuada e correta do medicamento com o objetivo de atingir supresso da replicao virolgica.

    Nesse momento tambm se deve abordar sobre as formas de transmisso, o acompanhamento e o significado dos exames laboratoriais (como contagem de carga viral de CD4) e possveis eventos adversos em curto e longo prazo relacionados TARV.

    Quadro 1 Pontos importantes na avaliao clnica da primeira consulta Informaes especficas sobre a infeco pelo HIV

    Reviso e documentao do primeiro exame anti-HIV Tempo provvel de soropositividade Verificar se a contaminao foi por parceiro usurio atual ou

    prvio de TARV Uso anterior de antirretrovirais Compreenso sobre a doena: transmisso, histria natural,

    significado da contagem de CD4 e carga viral Impacto da terapia antirretroviral combinada (TARV) na

    diminuio da morbimortalidade Abordagem do risco Prticas sexuais,uso de preservativos

    Uso de tabaco, lcool e outras drogas Histria mdica atual e passada

    Histria de doena mental Histria de tuberculose Outras doenas atuais ou pregressas Imunizaes

    Histria reprodutiva Desejo de ter filhos Estado sorolgico de parceiro e filhos Mtodos contraceptivos

    Histria psicossocial Reao emocional ao diagnstico Rede de apoio e capacidade de autocuidado Condies de trabalho e domiclio

    Histria familiar Doenas cardiovasculares e hipertenso Dislipidemias Diabetes Mellitus

    Fonte: Ministrio da Sade (2013).

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    Protocolo Clnico para acompanhamento e tratamento de pessoas com HIV/AIDS na Ateno Primria Sade

  • O clculo da taxa de filtrao glomerular e o risco cardiovascular podem ser realizados com os aplicativos para sistema android e IOS Taxa de Filtrao Glomerular CKD-epi e Calculadora de Risco Cardiovascular disponveis no site do TelessadeRS/UFRGS.

    3. Avaliao laboratorial na primeira consulta Os seguintes exames ajudam a avaliar comorbidades e indicao de TARV e devem ser solicitados na primeira consulta:

    Contagem de LT-CD4+ e carga viral do HIV, Hemograma com plaquetas,