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Seminário sobre Neemias

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NEEMIAS é um livro precioso quanto às lições espirituais por ele ensinadas. Ele narra como os muros de Jerusalém foram reconstruídos pelo remanescente que voltou sob o comando de Neemias e como o povo foi instruído de novo na lei que Deus havia dado à Sua nação muito antes, através de Moisés. Esta reconstrução do muro da cidade é como uma lição muito clara, ilustrando as verdades centrais de todo verdadeiro serviço para Deus. Aquele que considerar os ensinamentos tão vividamente descritos aqui será um construtor sábio e bem-sucedido nas coisas espirituais.

Text of Seminário sobre Neemias

O LIVRO DE NEEMIAS

INTRODUO NEEMIAS um livro precioso quanto s lies

espirituais por ele ensinadas. Ele narra como os muros de Jerusalm foram reconstrudos pelo remanescente que voltou sob o comando de Neemias e como o povo foi instrudo de novo na lei que Deus havia dado Sua nao muito antes, atravs de Moiss. Esta reconstruo do muro da cidade como uma lio muito clara, ilustrando as verdades centrais de todo verdadeiro servio para Deus. Aquele que considerar os ensinamentos to vividamente descritos aqui ser um construtor sbio e bem-sucedido nas coisas espirituais.

QUEM ESCREVEU? Primeiro, no h dvida de que o prprio Neemias o autor das

partes que se encontram na primeira pessoa. So os captulos de 1 a 7 e de 12.27 a 13.31, onde termina o livro. Segundo, o trecho intermedirio (8.1-12.26) foi provavelmente incorporado por Neemias a seu prprio registro, ainda que o estilo possa sugerir um autor diferente, como alguns eruditos parecem afirmar. Alguns sugerem Esdras para esta parte. Terceiro, a lista genealgica do remanescente que voltou, encerrando o captulo 7, evidentemente baseou-se numa lista oficial preparada antes, enquanto a lista no captulo 12 provavelmente foi iniciada pelo prprio Neemias e acrescentada numa data posterior (pois o nome Jadua, nos versculos 11 e 22, leva-nos ao tempo de Alexandre, o Grande).

QUANDO FOI ESCRITO? A data em que Neemias completou a obra deve ter

sido por volta de 430 a.C., ou seja, logo aps sua volta a Jerusalm, depois de ter sido chamado pelo rei para ir temporariamente Babilnia (13.6, 7). O decreto real autorizando a primeira viagem de Neemias a Jerusalm foi no ms de nis, no ano vigsimo do rei Artaxerxes (2.1). Sir Robert Anderson demonstrou que esta data corresponde a 14 de maro de 445 a.C. A segunda viagem de Neemias a Jerusalm, depois de sua breve visita Babilnia, ocorreu no ano trinta e dois de Artaxerxes (13.6); portanto doze ou treze anos mais tarde, o que nos leva a 432 a. C.

QUAL O CONTEXTO? Como vimos, Neemias chegou a Jerusalm em 445 a.C. O

remanescente judeu restaurado encontrava-se de volta Judia h mais de noventa anos. Zorobabel e seus contemporneos haviam morrido e outra gerao os substitura. O que aconteceu durante esses noventa anos? O novo templo fora construdo, muito inferior ao original, naturalmente; mas, embora o prdio em si levasse apenas quatro anos, cinco meses e dez dias para ser construdo (Ag 1.15 com Ed 6.15), o remanescente j tinha voltado h 21 anos quando ele foi completado! Cerca de 60 anos depois disso, Esdras viajara da Babilnia para Jerusalm com seu grupo de duas ou trs mil pessoas (Ed 7 diz 2.000, mas refere-se somente aos homens).

ASSUNTO E ESTRUTURA O objetivo especial de Neemias era a reconstruo dos muros da

cidade. Vimos como o livro de Esdras divide-se em duas partes principais. Na primeira, sob a liderana de Zorobabel, ocupamo-nos da reconstruo do templo. Na segunda, guiados por Esdras, ocupamonos da restaurao da adorao. Este Livro de Neemias, que uma seqncia natural do Livro de Esdras, divide-se tambm em duas partes. Na primeira, estudamos a reconstruo dos muros (1-6). Na segunda, a repetio das instrues de povo (7-13). Assim sendo, em Esdras e Neemias temos a restaurao do templo, da adorao, dos muros e do povo. Observamos que Esdras e distintamente o livro da restaurao, e Neemias, o da RECONSTRUCAO. Quando chegarmos epopia de Ester, descobriremos que aquele decididamente o livro da preservao. Assim, neste trio de livros ao final dos dezessete livros histricos do Antigo Testamento temos: ESDRAS NEEMIAS ESTER

RESTAURAO RECONSTRUO PRESERVAO

O LIVRO DE NEEMIAS O LIVRO DA RECONSTRUOA RECONSTRUO DO MURO (1-6) A INTERCESSO DE NEEMIAS (1.1-11) A EXPEDIO DE NEEMIAS (2.1-16) A EXORTAO DE NEEMIAS (2.17-20) A TENTATIVA DE RECONSTRUO (3.1-32) O OBSTCULO RECONSTRUO (4-6.14) O TRMINO DA RECONSTRUO (6.15-19) A REPETIO DAS INSTRUES AO POVO (7-13) O NOVO REGISTRO DO REMANESCENTE (7) O NOVO ENSINO DA LEI (8) A NOVA CONSAGRAO DO POVO (9-10) O NOVO POVOAMENTO DA CIDADE (11) A NOVA DEDICAO DOS MUROS (12) A NOVA ELIMINAO DOS ABUSOS (13)

A MENSAGEM DO LIVRO No h oportunidade sem oposio. No h

porta aberta nossa frente sem que haja muitos adversrios para impedir nossa entrada (1 Co 16.9). Toda vez que os santos dizem: Levantemo-nos e construamos, o inimigo exclama: Levantemo-nos e impeamos. No h triunfo sem dificuldades. No h vitria sem vigilncia. H uma cruz no caminho de cada coroa digna de se usar.

CAPUTULO 1 O HOMEM E A HISTRIA Neste Livro de Neemias, o homem e a histria esto inseparavelmente

unidos um ao outro. A histria da reconstruo de Jerusalm teria sido muito diferente se aquela tarefa enorme e arriscada tivesse defrontado um homem de calibre inferior ao de Neemias! Jamais algum enfrentou to bem uma hora de crise como Neemias no episdio da reconstruo da cidade. Todavia, no s o homem que faz a histria. quase igualmente verdadeiro que a histria faz o homem. Os perigos e problemas do empreendimento trazem tona tudo o que de melhor no indivduo. Quantas vezes isso acontece! Quanto devemos s dificuldades e contrariedades, s obstrues e oposies, que tiveram permisso para nos provar! As coisas que julgamos estar nos esmagando estavam na verdade nos edificando como vemos agora em retrospecto. Assim, sigamos este homem desde o comeo de sua histria at o momento em que os muros de Jerusalm foram reconstrudos. No pequeno livro que leva seu nome, vemos Neemias em trs funes: (1) o copeiro; (2) o construtor do muro; e (3) o governador.

NEEMIAS O COPEIRO (1:1-2:10) Neemias era filho de Hacalias (1.1) e aparentemente da tribo de

Jud (2.3). Sem dvida, ele foi criado no exlio e, quando ainda bem jovem, passou a servir na corte persa, onde alcanou a lucrativa posio de copeiro real diante de Artaxerxes Longnimo e da rainha Damaspia, na residncia real em Sus. Nesse tempo eu era copeiro do rei, diz ele a respeito de si mesmo (1.11). Para ns, leitores ocidentais e modernos, esse cargo pode parecer sem importncia, semelhante ao de um mordomo da atual classe alta. Mas estamos errados em pensar assim. Nas palavras do Dr. Angus, tratava-se de um dos cargos mais honrados e de confiana na corte; e para citar o Dr. W. M. Taylor, era um cargo mencionado pelos escritores da Antigidade como sendo de grande influncia. Sabemos da grande influncia que o mordomo do Fara exerceu a favor de Jos e vemos a elevada posio que o infame Rabsaqu (ou chefe dos copeiros) ocupava no imprio da Assria (2 Rs 18).

NEEMIAS O CONSTRUTOR DO MURO (2:11-6:19) De posse da autorizao real, emocionado por sentir a

graa soberana do Senhor, mas consciente dos perigos envolvidos em seu empreendimento, Neemias parte para Jerusalm, acompanhado de uma escolta de soldados persas, e completa sua viagem em cerca de trs meses. Neemias chega a salvo em Jerusalm e, depois de um intervalo de trs dias, faz uma visita secreta s runas durante a noite, a fim de escapar observao dos espies inimigos de Samaria. Ele no divulga sua misso aos lderes de Jerusalm at ter feito planos para assegurar que toda a obra seria iniciada e terminada em poucas semanas (2.12-18).

CAPTULO 2 (4:1-6) A OPOSIO EXTERNA - Desprezo Bem, como Neemias enfrentou o desprezo de Sambal e Tobias?

Temos a resposta em 4.4-6. Ele apenas continuou a orar e a construir. Ouve, nosso Deus, pois estamos sendo desprezados, diz ele. Depois da orao, acrescenta: Assim edificamos o muro... porque o povo tinha nimo para trabalhar. Essa a maneira de enfrentar o desprezo, sem revidar! O sarcasmo de Sambal e Tobias logo comeou a parecer tolo, medida que os muros de Jerusalm subiam cada vez mais. Nossa melhor resposta ao desprezo do mundo continuar sempre orando a Deus, pedindo a bno do Esprito Santo e mantendo nossos esforos para ganhar almas para Cristo. Deus sempre honra a orao e o esforo sinceros. O diabo obtm grande vitria toda vez que consegue tirarnos de alguma causa nobre para Cristo atravs do sarcasmo, e temo que atinja seu alvo com demasiada frequncia. bom aprendermos essa lio de Neemias!

CAPTULO 2 (6:7-23) A OPOSIO EXTERNA - Fora Quando as provocaes e zombarias falharam, ela tomou uma forma

mais ameaadora. O desprezo deu lugar fora. As provocaes transformaram-se em ameaas, e as zombarias, em conspiraes. Inimigos como Sambal e Tobias no eram do tipo que se contenta em descarregar sua raiva em vo escrnio. Suas flechas de sarcasmo mais agudas no atingiram a alma devota de Neemias. No nos devemos surpreender hoje, quando os inimigos do Senhor recorrem fora. Se isto acontecer, como devemos agir? O que Neemias e seus companheiros fizeram? Continuaram como antes orando e trabalhando; todavia, tiveram de acrescentar vigilncia orao e luta ao trabalho. Veja os seguintes versculos do captulo 4: Porm ns oramos ao nosso Deus e, como proteo, pusemos guarda contra eles, de dia e de noite (v. 9). ... cada um com uma das mos fazia a obra, e com a outra segurava a arma (v. 17).

CAPTULO 2 (6:1-19) A OPOSIO EXTERNA - Astcia Quando o desprezo e a fora falharam, Sambal, Tobias e seus aliados

recorreram astcia. Isto foi feito em quatro estgios. Primeiro, eles tentaram o fingimento (6.1-4). Vem, encontremo-nos nas aldeias, no vale de Ono. Este era um engodo para uma conferncia supostamente amigvel em terreno neutro, provavelmente com a sugesto de que deveria ser feita uma aliana entre Neemias e eles. Mas Neemias percebeu a hipocrisia deles (v. 2) e cada vez que repetiam o convite, dava a mesma resposta: Estou fazendo grande obra, de modo que no poderei descer (v. 3). Esta sempre a nica resposta segura a tal fingimento a separao sem concesses. Depois disso, e pior que tudo, eles conseguiram convencer alguns dos prprios companheiros de Neemias, usando assim de traio contra ele (vv. 10-14). At mesmo alguns dos profetas foram subornados. Parece terrvel dizer, m