Senai-BA - Eletricidade e Eletr-nica Veicular

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Pneus radiais x Pneus diagonais

ELETRICIDADE E ELETRNICA VEICULAR

ELETRICIDADE E ELETRNICA VEICULARSALVADOR

2 00 5Copyright ( 2003 por SENAI CIMATEC. Todos os direitos reservados.

rea Tecnolgica AutomotivaElaborao: Enoch Dias Santos Junior; Tcnico. Reviso Tcnica: Renato Jorge Santos Arajo, Tcnico.Reviso Pedaggica: Ana Cristina Luz SantosNormalizao: Maria do Carmo Oliveira RibeiroCatalogao na fonte (Ncleo de Informao Tecnolgica NIT)

________________________________________________________

SENAI CIMATEC Centro Integrado de Manufatura

e Tecnologia. Eletricidade e Eletrnica Veicular. Salvador, 2005.

70p il. (Rev.00)

I. Eletricidade e Eletrnica Veicular I. Ttulo

CDD ________________________________________________________

SENAI CIMATEC

Av. Orlando Gomes, 1845 - Piat

Salvador Bahia Brasil

CEP 41650-010

Tel.: (71) 462-9500

Fax. (71) 462-9599

http://www.cimatec.fieb.org.brMENSAGEM DO SENAI CIMATEC

O SENAI CIMATEC visa desenvolver um programa avanado de suporte tecnolgico para suprir as necessidades de formao de recursos humanos qualificados, prestao de servios especializados e promoo de pesquisa aplicada nas tecnologias computacionais integradas da manufatura.

Com uma moderna estrutura laboratorial e um corpo tcnico especializado, o CIMATEC desenvolve programas de intercmbio tecnolgico com instituies de ensino e pesquisa, locais e internacionais.

Tudo isso sem desviar a ateno das necessidades da comunidade, atendendo suas expectativas de formao profissional, suporte tecnolgico e desenvolvimento, contribuindo para uma constante atualizao da indstria baiana de manufatura e para a alavancagem do potencial das empresas existentes ou emergentes no estado.

APRESENTAOA eletricidade que a menos de um sculo era uma fora misteriosa e assustadora se converteu com o avano cientfico, em mais um importante instrumento de desenvolvimento tecnolgico.

Tornou-se indubitavelmente um fator importantssimo na vida social e econmica do mundo. O uso que dela faz o homem distingue o sculo atual de todas as pocas anteriores de sua existncia na Terra.

O avano da cincia, como da tecnologia est intimamente ligado ao uso da eletricidade nos mais variados ramos dos seus campos.

A indstria automobilstica, por exemplo, usa nos seus veculos um grande nmero de componentes eltricos ou acessrios, os quais sofrem continuamente modificaes e aperfeioamentos.

, portanto de suma importncia para o tcnico mecnico e eletricista estar a par destas recentes transformaes; estar sempre se atualizando e que conhea esses componentes, circuitos e seus princpios de funcionamento.

Com a eletrnica embarcada existentes nos veculos atuais, em componentes desde motor at acessrios mais suprfluos, o mecnico deixa de ser uma pessoa que deva ter conhecimentos apenas do ramo mecnico, passando a ter a necessidade de conhecimentos em eletro-eletrnica, com o intuito de poder compreender o funcionamento de sistemas modernos, bem como poder executar reparos.

SUMRIO

7I A ELETRICIDADE

71.1 - INTRODUO

71.1.1 - Matria

71.1.2 - Molcula

71.1.3 - tomo.

81.1.4 - Eletricidade Esttica .

81.1.5 - Eletricidade Dinmica ou Corrente Eltrica .

91.2- GRANDEZAS ELTRICAS

91.2.1 Tenso eltrica

101.2.2 Corrente eltrica

121.2.3 Resistncia Eltrica

191.3 LEI DE OHM

211.4 CIRCUITOS ELTRICOS

231.4.1 Configurao dos circuitos

331.5 TRABALHO ELTRICO

331.6 POTNCIA ELTRICA

351.7 CAPACITOR

391.8 MAGNETISMO

401.9 ELETROMAGNETISMO

421.10 REL

441.11 GERAO DE UMA TENSO ALTERNADA SENOIDAL

461.12 TRANSFORMADOR

48II - MULTMETRO AUTOMOTIVO

54lll - SEMICONDUTORES

583.1 DIODOS SEMICONDUTORES

593.2 TIPOS DE DIODOS

623.3 RETIFICAO AC/DC

653.4 O TRANSISTOR

703.5 SIMBOLOGIA DE COMPONENTES DE CIRCUITOS ELTRICOS

73IV -SINAIS ELTRICOS - ELETRNICOS

734.1 SINAIS DIGITAISs

744.2 SINAIS ANALGICOS

I A ELETRICIDADE1.1 - Introduo

Por se tratar de uma fora invisvel, o princpio bsico de eletricidade explicado na Teoria atmica.

Torna-se difcil ento visualizar a natureza da fora eltrica, mas facilmente notvel os seus efeitos.

A eletricidade produz resultados e efeitos perfeitamente previsveis.

Para que possamos compreender melhor a eletricidade, observemos as seguintes definies:

1.1.1 - Matria toda a substncia, slida, lquida ou gasosa que ocupa lugar no espao.

1.1.2 - Molcula a menor partcula, a qual pode dividir uma matria, sem que esta perca suas propriedades bsicas.

Ex: Quando dividimos um p de giz at o momento em que ele ainda conserve suas propriedades de p de giz, se tornado invisvel a olho nu, mas visvel com microscpios, temos ento uma molcula.

1.1.3 - tomo.So as partculas que constituem a molcula. Podemos assim afirmar que um conjunto de tomos constitui uma molcula, que determina uma parte da matria.

no tomo que se d o movimento eletrnico (corrente eltrica). O tomo composto por um ncleo e partculas que giram a seu redor, em rbitas concntricas, muito parecidas com a configurao dos planetas em torno do sol.

O ncleo constitudo de prtons e nutrons, convencionando-se a prtons com carga eltrica positiva (+) e nutrons carga eltrica nula (0).

As partculas que giram ao redor do ncleo so denominadas eltrons, com carga eltrica negativa (-).

As cargas negativas dos eltrons so atradas pelo ncleo, que tem carga positiva devido aos prtons. Essa atrao compensa a fora centrfuga que tende a afastar os eltrons do ncleo. Dessa forma, os eltrons mantm o seu movimento ao redor do ncleo.Normalmente, um tomo tem o mesmo nmero de prtons e eltrons e, portanto, eltrica-mente neutro.

Podemos admitir que num tomo, na condio de equilbrio, o nmero de prtons igual ao nmero de eltrons. Se ele perde um eltron toma-se eletricamente positivo (on Positivo), se ele ganha um eltron torna-se negativo (on Negativo). A este desequilbrio que chamamos "carga eltrica". O conjunto dos fenmenos que envolvem estas "cargas eltricas" que foi definido como eletricidade. A eletricidade se apresenta de duas maneiras.

1.1.4 - Eletricidade Esttica - o tipo de eletricidade que envolve cargas eltricas paradas. gerada por atrito, pela perda de eltrons durante o friccionamento. Por exemplo, um basto de vidro e l de carneiro, choque ao descer de um veculo, etc.

1- Haste de vidro.

2- Falta de eltrons.

3- Pano de l.

4- Excesso de eltrons.

Inicialmente, os tomos da haste de vidro e da haste de plstico so eletricamente neutros. Isto significa que o nmero de cargas negativas e de cargas positivas no ncleo do tomo exatamente igual. Quando se esfrega a haste de vidro com o pano de produz-se trabalho, atravs do quaI se afastam eltrons da superfcie da haste. Estes eltrons permanecem no pano.

1.1.5 - Eletricidade Dinmica ou Corrente Eltrica - o fluxo de cargas eltricas que se desloca atravs de um condutor. Desta forma como a eletricidade se apresenta que nos interessa estudar. E para que este fenmeno ocorra necessrio, no mnimo, uma fonte de energia, um consumidor e condutores fechando o circuito.

1.2- GRANDEZAS ELTRICAS

1.2.1 Tenso eltricaSe uma haste de borracha for esfregada com o pano de l, alguns eltrons do pano de l aderem superfcie da haste de borracha. A haste passa a ter mais carga negativa do que positiva: fica carregada com carga negativa. "Carga negativa significa excesso de eltrons" (figura abaixo). Entre cargas diferentes ocorre uma fora de atrao. Para tentar separar cargas diferentes necessrio produzir trabalho contra a fora de atrao. Este trabalho armazenado nas cargas sob a forma de energia. O resultado uma fora entre as cargas que recebe a designao de "tenso".

"A tenso o resultado da separao de cargas".

1- Haste de plstico.

2- Falta de eltrons.

3- Pano de l.

4- Excesso de eltrons.

Tenso eltrica a diferena de potencial existente entre dois pontos distintos no circuito. Pode ser definida tambm como a fora impulsora ou presso, que fora a passagem da corrente eltrica nos condutores.

Quando afirmamos que uma bateria tem 12 volts, estamos dizendo que a diferena de potencial existente entre um plo e outro de 12 volts. A tenso que a alimenta os circuitos das residncias pode ser normalmente de 127 V ou 220V.

A tenso pode ser representada pelas letras E, d.d.p.(diferena de potencial ou U e sua unidade de medida o volt (V).

Por definio, 1volt a diferena de potencial necessria para impelir 1Ampere atravs de 1ohm.

O instrumento de medio de tenso eltrica o voltmetro simbolizado:

O voltmetro ligado em paralelo com o circuito a ser medido.

1.2.2 Corrente eltricaSe unirmos dois corpos com potenciais diferentes, utilizando um condutor, eles tendem a equilibrar-se eletricamente. Para isso, o corpo de maior potencial negativo ir perder eltrons, enquanto que o corpo de menor potencial negativo ir receber eltrons.

Os eltrons livres do condutor entraro em movimento, passando de um tomo a outro, em direo ao corpo com menos carga.

Corrente eltrica a quantidade de cargas eltricas que flui atravs de um condutor num determinado intervalo de tempo, ou ainda, a tendncia para restaurar o equilbrio eltrico num circuito onde exista diferena de potencial (d.d.p.).Como a quantidade de eltrons sempre muito grande, criou-se a unidade de carga eltrica, o Coulomb (C).

1 C =6,28x1018 eltrons. E 1C/s = 1 A .A corrente eltrica num circuito apresentada pela letra I e sua unid