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A SENHORA APARECIDA A verdadeira história por Aníbal Pereira dos Reis ex-sacerdote católico romano "... porque os costumes dos povos são vaidade;pois cortam do bosque um madeiro, obra das mãos do artífice, com o machado;com prata e ouro o enfeitam, com pregos e martelos o fixam,para que não oscile. Os ídolos são como um espantalho em pepinal, e não podem falar; necessitam que quem os leve, porquanto não podem andar. Não tenhais receio deles, pois não podem fazer mal, e não está neles o fazer o bem." Jeremias 10:1-5 ESTA PUBLICAÇÃO NÃO É UM ATAQUE OU DESRESPEITO ÀS PESSOAS QUE PROFESSAM O CATOLICISMO ROMANO ... ... mas sim um serviço de utilidade pública, trazendo à luz verdades comprovadas acerca da manipulação exercida sobre o povo brasileiro, que tem o direito de saber dos fatos ocorridos e que ocorrem nos bastidores e que por escusos interesses, TENTA-SE POR TODOS OS MEIOS IMPEDIR A SUA DIVULGAÇÃO Conteúdo: Prefácio Capítulo 1 - DEVOTO DA SENHORA APARECIDA Capítulo 2 - FUI UM PADRE DEVOTO DA SENHORA APARECIDA Capítulo 3 - NEM A GANÂNCIA, META PRIMORDIAL DOS CLÉRIGOS "APARECIDÍCIOS", ME ABRIU OS OLHOS Capítulo 4 - A SURPREENDENTE REVELAÇÃO Capítulo 5 - A VERDADEIRA HISTÓRIA DA SENHORA APARECIDA Capítulo 6 - A RAZÃO DO NOVO SURTO DO "APARECIDISMO" Capítulo 7 - A SANTACAP, "CAPITAL MARIANA" DO PAÍS Capítulo 8 - A ROSA DE OURO Capítulo 9 - A SANTACAP, CENTRO DE TURISMO A SENHORA APARECIDA http://solascriptura-tt.org/Seitas/Romanismo/SenhoraAparecida-Aniba... 1 de 34 30/6/2012 19:36

Senhora aparecida

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História da senhora aparecida e imagem

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  • A SENHORA APARECIDAA verdadeira histria

    porAnbal Pereira dos Reis

    ex-sacerdote catlico romano

    "... porque os costumes dos povos so vaidade;pois cortam do bosque um madeiro,obra das mos do artfice, com o machado;com prata e ouro o enfeitam,

    com pregos e martelos o fixam,para que no oscile.Os dolos so como um espantalho em pepinal, e no podem falar;

    necessitam que quem os leve, porquanto no podem andar.No tenhais receio deles, pois no podem fazer mal,

    e no est neles o fazer o bem." Jeremias 10:1-5

    ESTA PUBLICAO NO UM ATAQUE OU DESRESPEITO S PESSOAS QUE PROFESSAM OCATOLICISMO ROMANO ...

    ... mas sim um servio de utilidade pblica, trazendo luz verdades comprovadas acerca da manipulaoexercida sobre o povo brasileiro, que tem o direito de saber dos fatos ocorridos e que ocorrem nos

    bastidores e que por escusos interesses,

    TENTA-SE POR TODOS OS MEIOS IMPEDIR A SUA DIVULGAO

    Contedo:

    Prefcio Captulo 1 - DEVOTO DA SENHORA APARECIDA Captulo 2 - FUI UM PADRE DEVOTO DA SENHORA APARECIDA Captulo 3 - NEM A GANNCIA, META PRIMORDIAL DOS CLRIGOS "APARECIDCIOS", MEABRIU OS OLHOS Captulo 4 - A SURPREENDENTE REVELAO Captulo 5 - A VERDADEIRA HISTRIA DA SENHORA APARECIDA Captulo 6 - A RAZO DO NOVO SURTO DO "APARECIDISMO" Captulo 7 - A SANTACAP, "CAPITAL MARIANA" DO PAS Captulo 8 - A ROSA DE OURO Captulo 9 - A SANTACAP, CENTRO DE TURISMO

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  • Captulo 10 - OS MILAGRES DE APARECIDA

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  • PREFCIO da 10 edio

    No dia 24 de junho de 1967 apresentei este livro ao pblico brasileiro com as seguintes palavras:

    "A passagem do 250 aniversrio da Senhora Aparecida" oferece ao clero romano uma outraoportunidade para neste ano de 1967, recrudescer a propaganda de sua seita neste pas infelicitado pelosseus embustes. Proporciona-me outrossim o feliz ensejo de apresentar aos meus patrcios o relatoverdadeiro sobre a 'apario da santa'. Sentir-me-ei recompensado pelo fato de poder contribuir assim como esforo do nosso povo no sentido de sua emancipao religiosa."

    Com efeito, cumulou-me Deus com muitas recompensas a autoria destas pginas. Reconheo-mecompensado pelas inmeras pessoas que, ao lerem-nas, libertaram-se do embuste. Compensado pelascentenas e centenas de almas que, libertas da aparecidolatria em resultado de sua leitura, se renderam aJesus Cristo e por Ele foram salvas. Compensado pelos sofrimentos a mim impostos da parte dosinteressados em usufruir as rendas produzidas com a explorao da Senhora Aparecida, como aconteceu aPaulo Apstolo quando, em feso, a Verdade do Evangelho punha em perigo o lucro dos fabricantes deimagens da Senhora Diana e dos promotores da dianolatria.

    O meu grande ttulo de glria reside nesses sofrimentos. E a sofrer mais me disponho conquanto issoresulte na promoo do Nome Sacrossanto de Jesus Cristo e na salvao das almas.

    Este livro, cuja 10. edio agora sai a lume, todo refundido e recheado de novos fatos, de umaatualidade permanente porque o aparecidismo prossegue em seu nefasto programa de iludir os ingnuos eestimular a idolatria com a sua seqncia de horrores. O simples relato do episdio da "descoberta" daimagem e a exposio de alguns dentre os muitos fatos vinculados Aparecida so chocantes em suacontundncia.

    Da a oportunidade deste livro. Alis, a Aparecida demonstra de maneira gritante ser o catolicismoromano o mesmo de sempre. E refratrio a qualquer substancial transformao, apesar de propaladosintentos renovadores do Conclio Ecumnico Vaticano II. E Aparecida no se constitui em anomalia numorganismo em renovao. Aparecida, conforme demonstram o interesse da hierarquia episcopal em seufavor, a construo da sua enorme baslica e a munificncia pontifcia de Paulo VI ao lhe enviar, atravsde um cardeal, seu legado "a latere", a ROSA DE OURO, nas comemoraes do jubileu de 1967,Aparecida se integra soberana na estrutura do catolicismo romano, que sempre o mesmo na suapertincia antievanglica e idlatra.

    Atual e oportuno continua este livro. A sua 10. edio prosseguir a tarefa de dissemin-lo Brasilafora. E Deus continuar a abeno-lo como instrumento de Sua Misericrdia em benefcio das almas paralibert-las do pecado e da iniqidade da idolatria.

    Dr. ANBAL PEREIRA DOS REIS ex-Sacerdote Catlico Romano

    Araatuba, 26 de setembro de 1974.

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  • 1. DEVOTO DA SENHORA APARECIDA

    No clima profundamente religioso de minha famlia, aprendi, desde muito criana, a ser ardentedevoto da Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, segundo pretende o clero. Como bons catlicos,enviaram-me meus pais, aos seis anos de idade, ao catecismo paroquial na igreja-matriz de So Joaquim daBarra (Estado de So Paulo), minha terra natal.

    Lembro-me perfeitamente. Foi no ltimo domingo do ms de maio de 1931. Nossa aula de catecismoterminara mais cedo, antes das 3 horas, por causa da procisso do encerramento de Maio, o "Ms deNossa Senhora"...

    Sob a celeuma da enorme azfama revoavam as naves do templo. As "Filhas de Maria" davam osretoques finais nos andores. O de "So" Benedito, todo de amarelo, deveria sair: "onde j se viuprocisso sem a sua presena?". O de "So" Sebastio, que s saia em sua festa, em janeiro, neste anodesfilaria no encalo dos outros em cumprimento de uma promessa de um dos Junqueira, famlia abastadada regio. O da Imaculada Conceio estava sendo ornamentado na casa de Dona Sara, a presidente daPia Unio das Filhas de Maria. Iramos v-lo na procisso. Reinava irrequieta curiosidade na expectativade uma grande e agradvel surpresa. A imagem precisava ser mesmo um deslumbramento porque seriacoroada ao final da procisso, sob a chuva intensa de multicoloridos fogos de artifcio.

    Rarssimamente nosso vigrio, o padre Eugnio, aparecia no catecismo. Aos domingos tarde, o seugrande compromisso se resumia em, cervejando, jogar baralho no bar do Paulo Trombini, ao lado docinema local. Naquele dia ele foi. Insofrido, depois de haver explicado que cada pas, cada estado, cadacidade tem um santo protetor, contou-nos que o papa declarara "Nossa Senhora Aparecida", padroeira doBrasil. Elucidou, ainda, que Maria "Santssima" uma s e que as diversas e muitas denominaes a elaatribudas no supem diversas "nossas senhoras". uma s! Tendo, porm, se manifestado em Lourdes, chamada "Nossa Senhora de Lourdes"; tendo aparecido em Ftima dita "Nossa Senhora de Ftima", etc.Relatou-nos, tambm como apareceu "Nossa Senhora Aparecida" no Rio Paraba. Explicou que o RioParaba no ficava no Estado desse nome, porm, sim no Estado de So Paulo. Informou-nos, ainda nasua pressa, que no dia 31 daquele mesmo ms de maio, no Rio de Janeiro, a ento Capital da Repblica,haveria uma grande festa, com a presena de todos os bispos do Pas, para coroar rainha do Brasil a"Senhora Aparecida".

    Lembro-me outrossim do meu encantamento quando na procisso, vi o andor dessa Senhora, o maislindo de todos. Todo iluminado, ornamentado de lantejoulas e ladeado de duas bandeiras e rodeado depajens trajados de veludo azul. E a imagem sobre o globo terrestre onde apareciam os contornos do mapade nossa Ptria. No sermo, o padre convidou os fiis para assistirem missa do dia 31 em regozijo pelassolenidades a se darem no Rio de Janeiro, oportunidade em que, a propsito, informou, contaria os fatosrelacionados com a apario da "miraculosa Santa".

    Com efeito, nesse dia, relatou: Certa ocasio, o Governador da Capitania de So Paulo, Conde deAssumar, em viagem para Minas Gerais, pernoitou em Guaratinguet, no Norte do nosso Estado. Ento aCmara local decidiu oferecer-lhe um banquete com uma grande variedade de pratos base de peixe. ordem dada pela Cmara, os trs pescadores, Domingos Martins Garcia, Joo Alves e Felipe Pedrosoforam ao Rio Paraba, em cuja margem direita se localiza a cidade de Guaratinguet. Principiaram as suastentativas de pesca no Porto de Jos Corra Leite, descendo at o Porto de Itaguassu, onde Joo Alves, aolanar sua rede, colheu, entre alguns peixes, o corpo de uma imagem, sem cabea. E, ao repetir aoperao mais abaixo, estupefato, verificou, envolta nos fios da tarrafa, a cabea da esttua.

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  • Os esforos, antes improfcuos, tornaram-se compensados com o xito de abundante pescaria. Acabea ajustou-se exatamente ao corpo da imagem e, maravilhados, os pescadores viram ambas as partescolarem-se fixamente, apenas encostadas. Foram os dois primeiros milagres da "Senhora Aparecida" noRio Paraba, aos 13 de outubro de 1717.

    E prosseguiu o vigrio no seu conto:

    Felipe Pedroso, piedosamente, levou o achado para a sua casa, onde o conservou pelo espao de seisanos. Muita gente da redondeza ia, especialmente aos sbados, rezar diante do oratrio. Muitos "milagres"aconteciam e a devoo se divulgou. Em 1743, construiu-se uma capela. Em 1846, iniciaram-se as obrasde construo de um templo mais vasto, concludas em Dezembro de 1888 e permanecem na atualbaslica.

    Findo o seu conto, o nosso vigrio conclamou todos os fiis presentes a se prostrarem ajoelhadospara, em unssono, repetirem uma reza Senhora Aparecida coroada, naquela hora, l no Rio de Janeiro,padroeira e rainha do Brasil: "Escolhendo por essencial padroeira e advogada da nossa Ptria, nsqueremos que ela seja inteiramente Vossa. Vossa sua natureza sem par, Vossas as suas riquezas, Vossos oscampos e as montanhas, os vales e os rios. Vossa a sociedade, Vossos os lares e seus habitantes, com seuscoraes e tudo o que eles tm e possuem; Vosso, enfim, todo o Brasil... Por Vossa intercesso, temosrecebido todos os bens das mos de Deus e todos os bens esperamos ainda e sempre, por Vossaintercesso..."

    Demonstra essa frmula, ainda outra vez, a abismal distncia entre o Evangelho e o catolicismo...

    Durante os anos do meu curso primrio, sempre assisti e participei de comemoraes de nossas datasnacionais, em cujos programas sempre se acentuou a Aparecida. Para mim, ser devoto da SenhoraAparecida era condio indispensvel para ser bom brasileiro. Concludo o curso ginasial, fui paraCampinas (Estado de So Paulo) estudar no Seminrio Diocesano "Nossa Senhora Aparecida", onde nose ouvia um sermo sem que ela fosse mencionada. A jaculatria: "Nossa Senhora Aparecida, rogai porns", repetia-se ao final de cada dezena do rosrio desfiado na enfadonha repetio da "Ave Maria"defronte do altar-mor da capela encimado com a sua imagem.

    Aconteceu em setembro de 1942 o IV Congresso Eucarstico Nacional, em So Paulo. A SenhoraAparecida foi intitulada "peregrina do Congresso". Programou-se o comparecimento da VERDADEIRAIMAGEM. Ento, certa noite, o diretor do Seminrio foi capela pedir rezas para que ela ficasse em SoPaulo tambm durante os dias do Congresso. E, depois de haver eu ouvido pela centsima vez o relato desua apario, o padre, naquela oportunidade, com o intuito de elucidar os seus receios, destacou estepormenor: Depois de aparecida, os pescadores levaram a imagem para a casa de um deles, FelipePedroso, onde ficou alguns anos. Numa manh, a famlia espantada deu pela falta da "santa". Ansiosos,todos foram procur-la. Encontraram-na, depois de tanta angstia, no alto da colina. Levaram-na, denovo, para o seu altarzinho antigo, na casa do pescador. Poucas noites seguintes, repetiu-se o incidente.Desconfiaram os devotos que a Senhora queria ficar numa igreja construda no alto do morro.

    Vieram as contribuies, a capelinha foi edificada e a imagem entronizada em seu altar, donde sarauma nica vez, em maio de 1931, quando fora levada ao Rio de Janeiro para ser coroada rainha epadroeira do Brasil. A histria de imagens fujonas, por carncia de imaginao da parte do clero, serepete, como no caso da Penha, no Estado do Esprito Santo e no Rio de Janeiro, e no Rocio, no Paran.Pobreza idntica ocorre na apario de tantas "Senhoras" a envolver, num fastidioso plgio, crianassubnutridas e anormais, como em Lourdes, Salete e Ftima.

    Receava-se agora, esclarecido pelo padre, que "Nossa Senhora", durante a noite voasse de So Paulopara a sua baslica em Aparecida do Norte. Pedia-nos rezas e mortificaes para que a "santa peregrina"se dignasse permanecer na Capital Paulista durante os dias do Congresso Eucarstico. Fervoroso devoto,rezei muitos rosrios e fiz muitos "sacrifcios" nessa inteno.

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  • A recepo da imagem aparecida constituiu-se numa das mais pomposas festividades daquelecongresso, cuja imponncia se constata pelo milho de pessoas a acompanhar a procisso do seuencerramento, quando a populao de So Paulo ainda se encontrava aqum daquela quantidade de gente.Conduzia-se processionalmente a esttua da "peregrina" todas as noites, da catedral da Praa da S, ondefora entronizada, para o Vale do Anhangabau, com o fim de presidir as sesses solenes. Essas procisses,sem terem sido incorporadas no programa oficial das comemoraes eucarsticas, se transformaram emalvoroadas apoteoses.

    Retornava a imagem, em seguida, para receber as homenagens das multides a se revezarem dia enoite. O povo devoto permanecia ali aos ps da "santa peregrina" no desgnio de vener-la condignamenteporque supunha-se satisfeita permaneceria em So Paulo at ao fim das solenidades.

    A imagem ficou. Foi exaltada em extremo. O Congresso programado para ser eucarstico, acabousendo "aparecdico". Dom Jos Gaspar de Afonseca e Silva, cognominado "o arcebispo de Nossa SenhoraAparecida", a confirmar o mrito desta alcunha, erigiu, na Vrzea do Ipiranga, uma nova parquiadedicada a essa senhora. Mas, qual no foi o nosso desapontamento ao sabermos o engodo: a verdadeiraimagem no viera a So Paulo! Recebera-mos apenas um fac-smile! Encerradas as festividades doCongresso, fora entregue recm instalada parquia! Alguns seminaristas se revoltaram e se julgaramvtimas de um ludbrio.

    Rezamos tanto diante daquela imagem, supondo-a A VERDADEIRA...

    Conformei-me por estar convicto de que o povo no merecia sua "augusta" presena... E porque "asautoridades eclesisticas agiram com prudncia"...

    Afinal, todas essas circunstncias suscitaram em minha alma um afeto entranhado padroeira doBrasil...

    2. FUI UM PADRE DEVOTO DA SENHORA APARECIDA

    Ao ordenar-me padre, em 1949, senti-me no dever de ir sua baslica cantar uma missa, por sinal asegunda porque cantara a primeira em minha terra natal. Nesse ensejo, adquiri uma sua imagem,fac-smile, benta pelo padre superior do convento, destinada por mim a me servir de companhia e penhorconstante das bnos celestiais em favor do meu sacerdcio. Entranhadamente devoto da SenhoraAparecida, oferecia, como presente, uma sua imagem fac-smile, a todas as noivas por mim abenoadas nocasamento.

    Completados dez anos de sacerdcio, recebi, como uma verdadeira promoo, minha transfernciapara Guaratinguet, a cidade mais prxima de Aparecida. Localizada margem direita do Rio Paraba, noEstado de So Paulo, Guaratinguet, dista, pela Via Dutra, aproximadamente, 220 km do Rio de Janeiro,185 de So Paulo e 8 de Aparecida.

    Fui nomeado proco da novel parquia de "Nossa Senhora da Glria", no Bairro do Pedregulho. Suaigreja, que de to pequena, o povo a cognominara de "igrejinha", no oferecia condies para, realmente,ser uma matriz paroquial. Decidi, por isso, construir um vasto templo. Constitua-se-me imensaprerrogativa edificar essa obra consagrada Virgem Maria, e sonhava com um templo majestoso erguidonaquele outeiro do Pedregulho a olhar a "Baslica Nacional da Padroeira", plantada na colina de

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  • Aparecida. L do alto da torre da minha matriz, fiquei muitas vezes a contemplar a "Baslica da Rainha doBrasil"...

    Eu odiava os evanglicos, aos quais chamava de hereges por combaterem "Nossa Senhora".

    Nesse tempo, apareceu l em Guaratinguet, um pastor. No seu desejo de esclarecer o povo,contratou, numa das emissoras radiofnicas locais, um horrio para um programa evanglico. Muitoscatlicos se descontentaram com as suas explicaes. Um meu colega, o clrigo Oswaldo Bindo, no seuprograma de rdio, decidiu responder ao pastor.

    Estabelecida a polmica, a cidade inteira se transformou em estdio para assistir a contenda. Ocoitado do padre pediu gua em menos de uma semana.

    Evidentemente, qualquer jovem das nossas Escolas Bblicas Dominicais, com a Bblia na mo, pequalquer padre a correr. Ns, os padres em Guaratinguet, estvamos acuados, arrasados, com o fracassodo colega! E na certeza absoluta de que, se qualquer um de ns fosse responder ao pastor, cairamos nomesmo ridculo.

    O Pastor Joo de Deus Soares prosseguia dando os seus esclarecimentos. Nessas alturas, o assuntogirava em torno de Maria, de cuja face o pregador retirava toda a caiao ignbil que Me de Jesusimps o catolicismo ao longo dos tempos. Naquela oportunidade, encerrara eu, com uma retumbanteprocisso, as festividades da padroeira da minha parquia. O Pastor Evanglico botou gua na fervura domeu entusiasmo, criticando o meu desfile mariano e citando Isaas (45:20). Transtornei-me de clera!

    Noutro dia, o Pastor resolveu apresentar aos seus radiouvintes os pontos coincidentes entre a Dianados efsios e a Aparecida dos brasileiros, luz do relato de Atos dos Apstolos 19:23-41.Ns notnhamos fora de argumento. E o jeito foi apelar para o argumento da fora! E se demorssemos,perderamos muitos dos nossos melhores fiis... A mentira, a calnia, o achincalhe so os melhoresargumentos para os covardes sem argumento. Incumbiram-me de resolver o problema. Apelei para aviolncia, comandando um batalho de fanticos. E, em menos de uma hora, num domingo noite, foidestrudo inteiramente, o templo do Pastor Joo de Deus Soares, lotado de pessoas participantes do culto.A Senhora Aparecida deve-me tambm este favor!

    No dia imediato, no programa "Marreta na Bigorna", da Rdio Aparecida, o clrigo Galvo, desatou umagargalhada satnica e parabenizou os catlicos de Guaratinguet pela faanha... O arcebispo de So Paulo,congratulou-se vivamente comigo e, horas aps o nosso encontro, declarou, por um grande jornal de SoPaulo, que lamentava os fatos ocorridos em Guaratinguet!

    O clero catlico a hierarquia dos homens de duas caras!!!Dos refolhados!!!

    Estreitssimas mais ainda se tornaram minhas relaes com os padres responsveis pela baslica deAparecida, em cujo convento se fabricava, exclusivamente para o consumo interno, cerveja mui apreciadaentre os reverendos. No trato com os clrigos seculares, constatei a falta de amor fraterno entre eles.Supunha, todavia, que houvesse entre os regulares ou conventuais, como os franciscanos, jesutas,dominicanos, salesianos, redentoristas. Engano! Entre estes ltimos, que so os responsveis pela baslicae de quem mais me aproximei, acontece a mesma carncia, seno pior.

    L dentro do seu convento, ao lado da "rainha" do Brasil, os padres se estracinham com dioextremado. Os apelidos so os mais humilhantes. Havia l o "padre Tortinho", o "padre Marreta", o "padre

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  • Aventura", o "padre Zoraide", o "Madame Fifi"... E de cada um havia um motivo especial indicado peloprprio vocbulo...

    3. NEM A GANNCIA, META PRIMORDIAL DOSCLRIGOS "APARECDICOS" ME ABRIU OS OLHOS...

    Sentia, outrossim, a frieza espiritual naquele ambiente de clrigos, profissionais da religio. Sempre osvi tratando das coisas de sua seita com ganncia srdida. S lhes interessava o que d lucro. A respeito dequalquer assunto, a pergunta sempre esta: Quanto rende? acompanhada do sinal caracterstico de sefriccionarem as pontas dos dedos polegar e indicador. E fazem praa disso at na sua emissora. Certafeita, chegou uma carta, perguntando sobres as riquezas da Senhora Aparecida. Respondeu-a VictorCoelho de Almeida, no seu programa radiofnico: "Sim, 'Nossa Senhora' muito rica. Rica mesmo! Elatem hotis, restaurantes, bares, casas de aluguel muitas casas de aluguel! kombis, peruas, automveis.Ela tem muito dinheiro... Dinheiro que os seus fiis mandam e trazem... Ela tem muitas jias, anis,braceletes, colares. Ela tem muito ouro e pedras preciosas. At a princesa Isabel lhe deu preciosas jias.Quem tem ouro e pedras preciosas, mande para 'Nossa Senhora'... "

    A cupidez tamanha que as suas lojas no respeitam sequer o Domingo. Se cerrarem as suas portasdeixaro de ganhar no dia de maior afluncia de peregrinos. O devoto chega para cumprir uma promessa.Compra uma vela na loja pertencente aos padres e, a propsito situada ao lado da baslica e anexa portade entrada da emissora. Ao entrar no templo, porm, depara-se com a proibio terminante de acendervelas. Apresenta-se-lhe, outrossim, a soluo: deixar o brando numa caixa adrede colocada ao lado doaltar da "padroeira". O "pagador de promessa" sai na doce iluso de que o padre vai, em sala adequada,queimar a sua vela em honra da santa. Engana-se porque um dos sacristes recolhe todas as ldepositadas, levando-as novamente para a loja. E a vela do devoto caiu no crculo rendoso dos clrigos.Sai da loja. Vai para a caixa da baslica. Volta loja. De novo na baslica..., E o dinheiro cresce na "caixaregistradora".

    Tudo l comercializado! E os redentoristas no admitem concorrncia, nem por parte dos seuscolegas de outras igrejas. Num fim de ano, um sacerdote do Rio de Janeiro, com o objetivo de angariarfundos para a construo de um templo, instalou, num terreno alugado, um prespio mecanizado e movidoa eletricidade, cobrando dos interessados o ingresso ao local. Pois, os padres da baslica protestaram eobrigaram o coitado a "arrumar a trouxa e dar o fora". Todo o mundo s pode ver o prespio deles paralhes deixar o dinheiro. Em Aparecida, arrecadao de esmolas direito reservado... De todas as partesafluem contribuies para os seus cofres. Mas, ningum pode ir l colher uma migalha...

    A ganncia atinge os paroxismos da usura!

    Fui convidado para celebrar um casamento de pessoas amigas e muito ricas. Por ser sbado tarde,havia muitos outros. Os noivos, meus amigos, pagaram todas as elevadas propinas estabelecidas peladireo do santurio aparecidiano. medida em que os noivos adentravam no templo, ao som da "marchanupcial", um servente da baslica enrolava o grosso tapete de veludo gren. que logo atrs, entrava umapar de nubentes pobres. No lhes permitiram as posses, pagar a taxa referente ao tapete e tiveram depassar "sob os olhares maternais da incomparvel protetora dos brasileiros", por essa humilhao. O piorainda aconteceu depois! Chegados junto aos degraus do altar da Senhora Padroeira, foram embargadosseus passos pele referido servente, que os encaminhou a um altar lateral. A noiva, desconsolada, explicouao sacerdote celebrante de suas npcias, que viera do Paran precisamente para casar-se no altar da"rainha" em cumprimento de uma promessa. Inteis seus rogos e vs as suas lgrimas... O padre irritadoalegou que essa promessa no tinha valor algum e "mastigou", em cinco minutos, a frmula do ritual.

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  • Tudo isso me indignava. Mas, tudo isso consolidava ainda mais minha devoo Senhora Aparecida.Compadecia-me dela por v-la cercada desse deboche e explorada por essa chusma de crpulas. Um bispodo interior paulista tem carradas de razes ao afirmar que a Aparecida a vergonha do catolicismo noBrasil! O Conclio Ecumnico Vaticano II, falido desde seu incio, foi incapaz de modificar essa situaosempre interessante para o clero cpido, em cujo peito, ao invs de corao, encontra-se instalado umcofre.

    O Ministro Mrio Andreazza, dos Transportes, a convite, visitou Aparecida, em 13 de julho de 1969.Cercaram-no de salamaleques os clrigos chefiados pelo arcebispo aparecidlatra, o cardeal CarlosCarmelo de Vasconcelos Motta, com a sua ladainha de reivindicaes em favor da construo da novabaslica e de outras obras catlicas. Surpreendido o cardeal e seus sabujos, incontido e sem subterfgios, oMinistro demonstrou a sua desaprovao permanncia, ao redor da baslica, das "caixinhas" (pequenasbancas onde so vendidos santinhos, imagens e outros apetrechos aparecdicos). Quase todos os diasfreqentava eu a baslica, onde permanecia muito tempo rezando, de joelhos, o rosrio diante da imagem.

    Desde a tenra infncia, ansiei por certeza de minha salvao eterna. Procurei-a em inmerasdevoes a mim sugeridas ou aconselhadas. Busquei-a no exerccio do ministrio sacerdotal catlico.Macerei-me, chicoteei-me, jejuei... Vali-me da prtica da caridade, criando e dirigindo obras sociais. Tudoem vo...

    Tomei-me de esperanas quando cheguei em Guaratinguet. Imensa era minha expectativa deencontrar na Senhora Aparecida a bno da certeza da vida eterna. Por isso, ia amide sua igreja rezarlongos rosrios defronte da sua imagem, no aguardo de uma resposta celestial...

    4. A SURPREENDENTE REVELAO

    Numa tarde de quarta-feira, no comeo do ano de 1961, em seguida s funes rituais da "novenaperptua", a que eu assistira, um sacerdote com um "psiu" tirou-me do meu recolhimento devoto.Aproximei-me dele. Perguntou-me queima-roupa:

    O que voc vem fazer aqui quase todos os dias?

    Rezar "Nossa Senhora Aparecida", respondi-lhe.

    E, ante o sorriso gracejador do padre, esclareci:

    Sou muito devoto de "Nossa Rainha" e espero dela todas as graas necessrias para a minhasalvao eterna...

    No pude mais falar porque o padre me interceptou com vivacidade:

    Voc parece um beato vulgar. Que lhe poder dar essa esttua de barro? Ela no tem valor algum.Ns gostamos dela porque nos traz muito dinheiro.

    E, levando as duas mos aos bolsos, fez o gesto significativo de quem carreia vultuosas somas.

    Pvido, arrisquei a pergunta:

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  • Mas... E os padres no crem em "Nossa Senhora Aparecida"?

    Um retumbante NO! abafou as ltimas slabas da minha interrogao.

    Ela no vale nada. Tanto assim que se cair do altar ela se quebra. de barro!!!

    Sa da baslica atordoado. Passei a noite seguinte em claro, rememorando fatos e tirando concluses.Aterrorizado, sentia esboroarem-se as restantes iluses da minha vida religiosa. Encorajado pelo propsitode servir a Deus desvencilhado de todos os embustes, decidi levar at s conseqncias extremas a minhainvestigao sobre o assunto. No me foi muito difcil. Aproveitei a fraqueza daquele sacerdote e, noutrodia, abordei-o novamente. Relatou-me ele os verdadeiros fatos relacionados com a imagem da SenhoraAparecida. Relato esse confirmado ulteriormente por outros sacerdotes, seus confrades conventuais.Compadeo-me do brasileiro... Povo de excepcionais qualidades. Inteligente e dotado de sentimentosprimorosos. Capaz de herosmos e to paciente...

    Haver, porventura, povo mais paciente que o brasileiro? Quanta esperana ele vem revelando emtanto sofrimento... Em tanta explorao a que submetido. Muitas vezes ludibriado em sua boa f. Porm,sempre confiante.

    um crime de lesa-humanidade explorar-se esse povo.

    Por isso, estou revelando estas informaes.

    Desejo ardentemente cooperar com esse povo excepcional,

    em sua libertao dos embusteiros.

    Eu sei perfeitamente que recrudescero as perseguies

    movidas pelo clero contra mim.

    Mas, vale a pena sofrer pela emancipao espiritual do Brasil.

    Ao preparar a nova edio deste livro, recordo-me das muitas almas, anteriormente devotas sincerasda "padroeira do Brasil", pela instrumentalidade destas pginas, libertas da aparecidolatria e convertidas aJesus Cristo. Lembro-me, por exemplo, de Dona Glorinha, residente no Interior Capixaba. Devotssima da"incomparvel Senhora", em romaria, visitava a imagem pelo menos uma vez cada ano. Pessoa amigaoferecera-lhe um exemplar deste livro. A curiosidade sobrepujara o seu propsito de recusar a sua leitura,pois temia ofender a sua Senhora Aparecida. Guard-lo-ia por alguns dias e o devolveria ao proprietrio,um crente fiel e ansioso por esclarecer os iludidos. Sua curiosidade, porm, superou a fora do seupropsito.

    Lendo-o, revoltou-se contra o escritor, atirando-lhe, apesar de distante, insultos pesadssimos. Quisbuscar alvio para os seus remorsos por ter feito semelhante leitura. E foi Aparecida confessar o seugrande pecado (???). O acerdote confessor recriminou-a asperamente por haver lido o livro do "padreexcomungado". E imps-lhe, como penitncia, a reza de longas devoes diante do altar da "santa".

    Concluda a penitncia imposta, saiu compra de "lembranas" destinadas a parentes, comadres ecompanheiras de irmandade do sagrado corao. Separara j medalhas, xcaras, copos, canecos, pratos,quadros... Tudo com dsticos ou decalques da "senhora". Chegava ao fim a sua tarefa de selecionar as"lembranas", quando os seus olhos se esbugalharam numa coisa horrorosa. Esbugalharam-se num pinicoa exibir, colada no seu fundo, a estampa da "incomparvel Aparecida". Indignada, deixou todas asbugigangas sobre o balco e o comerciante falando sozinho.

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  • Regressou casa. Releu o livro. Procurou o seu proprietrio. Ouviu-lhe as explicaespormenorizadas sobre o plano de salvao do pecador. Rendeu-se. Renunciou a idolatria. Arrependeu-se.Converteu-se. Aceitou pela f Jesus Cristo como o seu NICO e TODO-SUFICIENTE SALVADOR.Crente consagrada, hoje conta a sua experincia de converso no intuito de levar a Verdade do Evangelhoa tantos pobres escravos da aparecidolatria.

    Brasileiros, a Senhora Aparecida uma falcatrua!

    um conto do vigrio!!!

    Voc que se supe seu devoto, est sendo enganado!

    Voc que tem em casa a sua imagem e lhe acende velas, est sendo ludibriado!

    Voc que lhe manda esmolas, est sendo esbulhado!

    Voc que vai, em romarias, sua baslica, est sendo ridicularizado!

    Sim, senhores! Eu vi os padres zombar e pilheriar dos romeiros... Vi-os a praguejar os devotosromeiros que colocam no "sagrado cofre" notas velhas e rotas a lhes exigirem consumo de adesivos...

    A um deles um devoto perguntou: Seu vigrio, por que a Senhora Aparecida morena? Eis aresposta: Porque ela de barro!!!

    Pobre povo que confia numa protetora feita de barro...

    5. A VERDADEIRA HISTRIA DA SENHORA APARECIDA

    Vou relatar os fatos verdicos referentes imagem dessa Senhora. Localiza-se o incio de sua histriano perodo da Colonizao Brasileira.

    Corriam muitas lendas sobre descobertas de jazidas riqussimas de ouro e outras preciosidades. Ocontgio do entusiasmo atingia as vascas do fascnio. O povo paulista, sobretudo, ardia numa febredesvairada provocada pelas lendas das esmeraldas, as valiosssimas pedras verdes, cujas montanhas seencravavam quais seios beres em plena selva.

    Este sonho acutilante que produziu as maiores epopias das nossas Bandeiras, uma das maisempolgantes pginas da Histria-Ptria. Se no descobriram as montanhas verdes das esmeraldas, osbandeirantes plantaram cidades e dilataram o territrio nacional apertado at ento na faixa estabelecidapelo Tratado de Tordesilhas, imposto pelo papa Alexandre VI aos descobridores espanhis e portugueses.

    Sim! Essas Entradas que desbravaram o serto, devassando e conquistando, com sua audcia oimenso territrio do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, de Mato Grosso, do Paran, de Gois e de

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  • grande parte de Minas Gerais. Porque a "bota de sete lguas" dos bandeirantes chutou os limites deTordesilhas... A miragem das montanhas de pedras verdes ardeu, por vrias dcadas, na mente de muitosbrasileiros do Planalto de Piratininga. fulgurou, sobretudo, no esprito do indmito Ferno Dias PaesLeme, o bandeirante por antonomsia, cuja morte, em plena selva, transferiu para Sebastio RaposoTavares o fascnio de desvendar o segredo daquela descoberta alucinante.

    O fim desastrado da jornada de Raposo Tavares, em 1713, entanto, assinalou o ltimo sonho dasesmeraldas, que deixou, em So Paulo, qual cicatriz, um profundo sentimento de frustrao. de se notarque, exceo de uma ou outra, todas as Bandeiras, iniciaram sua jornada, saindo do Planalto Piratiningano pelo Rio Paraba, em cujo Vale deixavam, como rastro, uma enorme expectativa na alma do povo. Seas esmeraldas, porm, foram uma quimera no transubstanciada em realidade, diferente resultado ocorreucom o ouro, explorado em Minas Gerais, o causador do incndio de irresistvel cobia, origem de muitoscrimes e inominveis traies.

    Naquela poca em que o Brasil era Colnia de Portugal, no se dividia ele em Provncias ou Estadoscomo hoje. Repartia-se em Capitanias, dirigida cada qual por um governador nomeado por El Reiportugus e vindo diretamente de Alm-Mar. O Governador Dom Braz Baltazar da Silveira no conseguiumais por cobro s desordens reinantes na Capitania de So Paulo e Minas Gerais, de sua jurisdio, nemreprimir o contrabando do ouro e, muito menos, coletar os impostos estabelecidos pela Coroa Real. El ReiDom Joo V houve por bem, nessa conjuntura, chamar o inbil Governador e substitu-lo. E, em junho de1717, o Capito Geral, Dom Pedro de Almeida, Conde de Assumar, aportou no rio de Janeiro, donde, viaSantos, se encaminhou, incontinenti, para So Paulo, aos 4 de setembro de 1717.

    Num ambiente tranqilo e, ainda, oprimido pelas frustraes da Bandeira de Raposo Tavares, o novoGovernador, aos 4 de setembro de 1717, foi empossado no seu cargo.

    Ao contrrio de Piratininga, nas Minas Gerais, o clima era de exaltao incendiada pela ganncia de ouro,cuja minerao provocava os mais pacatos.

    Competia ao Governador recm-empossado restabelecer a justia, recolher os tributos e exigir oretorno da ordem. O Conde de Assumar toparia com uma barreira formidvel a lhe embargar aconsumao dos seus propsitos.

    que os frades eram "dos elementos mais perniciosos entre os que tinham entrado e continuavama entrar com as avalanches, que enchiam aqueles distritos, e no s porque se entregavamdesenfreadamente ao ganho como todo aquele mundo, mas ainda porque, valendo-se do seuascendente sobre o esprito da massa, eram quase sempre os promotores de todas as desordens".

    Desgraadamente os compndios de Histria do Brasil adotados por nossas escolas aureolam ospadres e os frades do tempo da nossa Colonizao com as glrias de heris. Os seus autores sabem que, sedisserem a verdade, os seus livros no tero guarida nos ginsios, em grande parte, dirigidos,maquiavelicamente, por padres e freiras, ou deles recebem "orientao".

    Aquelas nossas informaes, acima entre-aspeadas, so de Rocha Pombo, registradas em suaHistria do Brasil (Rio de Janeiro - 1905, vol 6, pgina 245) cuja PRIMEIRA EDIO deveria ser lidapor todo intelectual patrcio. Destaco em caixa alta a PRIMEIRA EDIO porque as subseqentes foramcriminosamente resumidas e mutiladas. Destas podaram-se todos os informes sobre os latrocnios,extorses, atrocidades e crimes cometidos pelos clrigos missionrios. A maioria dos brasileiros supe quenaqueles tempos, Portugal aambarcava todo o ouro bateado pelos lavageiros ou garimpado nos veios dasrochas. Supe-se, tambm, que, em tempos posteriores, a Inglaterra usurpou-o das bruacas lusitanas.Verdade que o Reino estabelecia impostos, arrecadados pela quintagem, com o fim de beneficiar o seuerrio.

    Os frades, contudo, no vieram para o Brasil com a misso de catequizar. O Historiador Rocha

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  • Pombo, no passo j referido, informa-nos que o Conde de Assumar, dentre as questes a enfrentar, tinhade se haver com a da "expulso de todos os religiosos regulares que no tivessem naquela Provncia doseu domnio uma funo certa, prpria do seu apostolado". Tinham esses "religiosos" (fradescognominados pela legislao romanista de "religiosos regulares") outra incumbncia bem diversa daapregoada e que causou graves prejuzos ao Brasil. Vieram carrear ouro para o papa e para os seusconventos na Europa!

    O ouro do Brasil, em grande parte, encontra-se ainda hoje em poder do Vaticano, que o faz ocupar osegundo lugar mundial no mercado desse valor precioso, cujas reservas o papa deposita no FederalReserve Bank, em Washington. O papado no ocupa o primeiro lugar no mundo nesse mercado porquepreferiu trocar uma parte do seu ouro com outros valores, como dlares, que atingem a cifra astronmicade 15 bilhes, e em ttulos de sociedades italianas avaliados em 1 trilho de liras e de sociedades de outrospases cotados em 2 bilhes de libras esterlinas. E essa riqueza fabulosa e atual do Vaticano o faz o maioracionrio de todo o mundo!

    Convencido da gravidade da situao em Minas Gerais e da sua responsabilidade em recobrar aordem, o Conde de Assumar decidiu interferir pessoalmente. Deixando como seu substituto em So Paulo,o oficial de grande patente, Manuel Bueno da Fonseca, partiu, em fins do mesmo ms de sua posse(setembro de 1717), com destino a Ribeiro do Carmo (hoje Mariana), em Minas Gerais. Naquelesremotos tempos essa viagem s podia ser feita via Vale do Paraba (Norte do Estado de So Paulo).

    Guaratinguet uma das cidades desse Vale. Foi fundada margem direita do Rio Paraba, em 1641,pelo Capito-Mr Dionsio da Costa, lugar-tenente do donatrio e, por isso, gozava de grande prestgio atos fins do regime das Capitanias. O conde de Assumar chegou, com sua comitiva, nessa cidade, aos 12 deoutubro. Prontamente, as autoridades locais, solcitas em aguard-lo, promoveram-lhe toda sorte dehomenagens e respeitos. Por ser o catolicismo a religio oficial do Reino, o vigrio destacava-se nascidades como a autoridade mais importante. O "batizado" pelo padre catlico eqivalia ao registro civil. Ocasamento era s no religioso. Quem no era catlico, como um criminoso de lesa-ptria, no podiacasar-se e nem registrar os filhos...

    Esta posio do catolicismo outorgava aos vigrios, o ensejo de serem timos arrecadadores deriquezas para o pontfice de Roma. Em Guaratinguet, encontrava-se, como vigrio, o jovem padre JosAlves Vilela. Como todo clrigo, conhecia perfeitamente a arte de bajular. Pelo prprio fato de ser ocatolicismo romano a religio oficial do Reino de Portugal, a nomeao dos bispos dependia inteiramenteda indicao feita pelo Rei. O padre Vilela sofria de "bispite" aguda. Do desejo desenfreado de ser bispo!

    Percebeu na passagem do Conde de Assumar por sua parquia, uma extraordinria oportunidade de,sabujando, credenciar-se s boas graas do Governador, que o apontaria a El Rei como candidato mitra.E mos obra! A par das demonstraes cvicas de respeito ao Governador promovidas pela Cmara, opadre Alves Vilela, como autoridade mais importante do lugar, programou festas religiosas de grandeaparato para impressionar o homenageado. Desde sempre o clero gostou de se valer de seu ritualismolitrgico para engodar as autoridades civis com o objetivo de sugar-lhes subvenes ou propiciar climapara se manter prestigiado. Num dos nossos Estados, os bispos condenaram a candidatura de certocidado governana. Feridas as eleies e vitorioso o candidato anatematizado, os "amantssimosordinrios" promoveram-lhe demonstraes de "afeto e deferncia", culminando a sabujice, no dia de suainvestidura com uma missa de "ao de graas" mui solene.

    Note-se, a ttulo de informao, que o termo cannico designativo do bispo diocesano "ordinrio".Para se colocar bem diante do Conde Governador, preocupado e zangado com os clrigos baderneiros deMinas Gerais, "promotores de todas as desordens" (Rocha Pombo loc.cit.), o padre Vilela tomou atitudeoposta aos seus colegas. Reconheceu na sua subservincia ao chefe da Capitania uma oportunssimamanobra para conquistar-lhe a simpatia. Entre o clero h traidores dos padres traidores! Enquanto osfrades de Minas traam sua posio aparentemente de catequistas, causando baderna, o padre Vilelamanifestava-se servil.

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  • Nas guas turvas da situao de descrdito em que se imergiam os frades, o padre Vilela quis pescarum peixe gordo. O peixe de uma posio perante o Governador favorabilssima s suas pretenses"bispais". E, como o peixe se pega pela boca, alvitrou oferecer ao Conde um opparo banquete. Mas, umdesses banquetes de assinalar marco na histria da culinria! Notabilizara-se o Rio Paraba pelas suasguas piscosas. Por isso, os pratos em peixe distinguiam a cozinha valeparaibana. O banquete oferecidopela comunidade guaratinguetaense ao ilustre viajante, na programao estabelecida pelo incensadorclrigo Vilela, revelar-se-ia por grande fartura de peixes nas mais diversas modalidades de temperos.

    O jovem e pretensioso vigrio divisou no ambiente uma circunstncia especialssima para seraproveitada naquele acontecimento. E decidiu capitalizar a seu favor a frustrao do povo do Vale pelosinsucessos das ltimas Bandeiras, cujas miragens de esmeraldas se esboroaram. Decepcionado, todavia,no se descorooara o povo. Esperava encontrar alguma coisa de notvel. Desde o princpio do seuparoquiato travara Vilela conhecimento com os pescadores de sua freguesia e da regio. Deles, e somentedeles, que esperava a mais decidida colaborao nas suas festividades religiosas porque a pesca,naqueles tempos, acima mesmo da agricultura incipiente, se estabelecia como a mais importante fonte deriquezas do Norte da Capitania.

    E, dentre os pescadores seus conhecidos, trs se distinguiam pela espontaneidade em auxiliar, pelasingeleza da sua f e, sobretudo, pelo seu acatamento s solicitaes do vigrio. Domingos Martins Garcia,Joo Alves e Felipe Pedroso, os seus nomes! Procurou-os, ento, o clrigo Vilela, incumbindo-lhes dapesca para o banquete-homenagem. Nem estranharam a dedicao e o interesse do seu vigrio por aquelapesca. Supunham-no desejoso realmente de exaltar vista do Governador as qualidades da cozinha daVila, de lhe demonstrar respeito e, certamente, creditar a regio a favores futuros.

    Admirados, contudo, receberam no dia do banquete (13 de outubro de 1717), manh cedo, as ordensdo vigrio no sentido de que lanassem suas redes no Porto de Itaguass, prximo do Morro dosCoqueiros. Como ativos pescadores, sabiam que os peixes permanecem mais nas partes calmas do rio eno possvel pesca alguma junto de um porto, onde h tanta movimentao. Toda aquela zona dispunhado Rio Paraba como principal via de comunicaes e transportes. E, dentre os portos, o de Itaguass senotabilizara por servir vasta extenso.

    Em vista da sua prpria profisso, entenderam os pescadores a ineficcia da ordem estravagante dovigrio. Mas, ingnuos, e submissos, obedeceram. No lhes convinha desacatar o sacerdote ameaador ecapaz de praguej-lo e amaldio-los. Lanaram a rede na convico de nada apanhar. Surpresos, porm,retiraram das guas uma imagenzinha, de 0,30m de altura, talhada em terracota escura, nos moldes daMadona de Murilo, que o clero se utiliza como smbolo da "IMACULADA CONCEIO" de Maria.

    Decidiram guardar a imagem aparecida nas guas dentro do embornal e prosseguir alm sua tarefa.Obtida a quantidade de pescado exigida pelo clrigo anfitrio, foram sua residncia fazer-lhe a entrega.E, jubilosos e na sua crena ingnua, mostraram ao padre, misturado na comitiva do Governador, aimagem aparecida. Enternecido o vigrio pelo sucesso do seu empreendimento, pois, ningum soubera enem desconfiara de sua ida durante a madrugada ao Porto de Itaguass para deixar nas guas aquelaimagem, despejava suas expresses religiosas e deslambidas acentuando o "fator milagre" daqueladescoberta.

    Todo o povo daquela regio, presente em Guaratinguet, para receber o Governador, Conde deAssumar, ludibriado em sua credulidade, exultou com o "milagre" sucedido, vinculando-o santidade doseu vigrio e divulgou a notcia distncia.

    "Arre! Se falharam as aventuras em busca de esmeraldas, o "milagre" interveio para dar ao povodesiludido uma preciosidade muito maior!!!", parafusava o padre, que, de propsito, havia colocado aimagem nas guas do Porto de Itaguass.

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  • Na inteno de valorizar o enredo do seu estratagema religioso achou melhor entregar a esttua a umdos pescadores, Felipe Pedroso, residente no sop do Morro dos Coqueiros. Retirando-se o Conde deAssumar no seguimento de sua viagem, os fiis, em procisso, acompanharam o felizardo pescador, que,piedosamente, colocou, sob a emoo dos circunstantes, a imagem aparecida entre os "santos" do seutosco oratrio.

    Inglrios os esforos do vigrio Vilela junto ao Governador! To assoberbado de problemas em suacurta estadia no Brasil testa da Capitania de So Paulo, no teve sequer a lembrana de sugerir a El Reio nome do proco de Guaratinguet como candidato a bispo de alguma diocese do Reino. No sedesesperanou o padre. Decidiu incentivar a devoo da senhora aparecida, promovendo atos religiososna casa de Felipe Pedroso. Quem sabe se o seu nome assim ligado esttua aparecida "milagrosamente",se encheria de fama e repercutiria nos ouvidos do supersticiosssimo El Rei Dom Joo V, que ouvia missassobre missas, distribua dinheiro a rodo a quantos santos figuravam no calendrio, enchia de ouro osconventos e, enlevado por violenta paixo sua amante, a freira Paula, do Convento de Odivelas,alcanou do papa o ttulo de Rei Fidelssimo.

    As esmolas lanadas, em grande cpia, no oratrio da "santa", permitiram ao vigrio sonhador damitra episcopal, repartir com o devoto Felipe Pedroso, que pode obter numerrio para comprar umapequena fazenda e construir casa nova em Ponte Alta, tambm nas proximidades do Porto de Itaguass,onde entronizou, em oratrio novo, a imagem de terracota aparecida.

    A devoo mais importante e mais concorrida nesse local acontecia aos sbados noite. Sucedeua Felipe Pedroso, aps sua morte, na incumbncia religiosa, o seu filho Atansio. Um pouco arredio aessas beatices, este herdeiro achou melhor construir fora da casa uma capelinha para se ver livre dasimportunaes dos devotos e transferiu Silvana da Rocha o mister de puxar as rezas e os cnticos.Primava a rezadeira-mor, Silvana, em dirigir o rosrio dos sbados, incrementando a afluncia doshumildes com animados bailes regados a pinga aps a reza, na inteno de alegrar os devotos caboclosdesprovidos de outros divertimentos. Os anos se passaram e o nome do padre Alves Vilela, sem sersugerido nas eleies dos bispos!

    Em 1742, Dom Joo V foi acometido de uma paralisia que o imobilizou para sempre, apesar de suastreze jornadas s Caldas da Rainha (nas proximidades de Leiria, ainda muitas pessoas por ser uma dasmais importantes estaes termais de Portugal), escoltado por um exrcito de freiras e padresinteresseiros. O vigrio de Guaratinguet, agora j encanecido, porm esperanoso, mantinha-se a par detodas as notcias vindas de Alm Atlntico.

    Conhecedor da carolice de El Rei e sua magnanimidade em proveito dos clrigos, urdiu outrainvestida com o objetivo de atrair as atenes "majestticas" sobre si. Certo sbado, em 1743, quando osdevotos chegaram capela, surpresos, deram pela falta da santa aparecida. Atnitos ficaram quandoSilvana Rocha desconhecia tambm o seu paradeiro, mesmo depois de se informar com Atansio.Desesperados, correram falar com o vigrio, que se fingiu surpreendido. Aconselhou-os, porm, a quedessem uma batida nas redondezas e que no se esquecessem de ir at o alto do Morro dos Coqueiros.Dceis orientao do padre, vasculharam todos os recantos, e, por fim, subiram os rapazes ao Morro,onde, para alvio geral, encontraram a imagem encostada em uma pedra. Nessa noite, o rosrio foi rezadocom mais fervor, os hinos mais vibrantes e o baile mais animado com cachaa distribuda abundante naalgazarra do reencontro da Senhora Aparecida.

    Noutros sbados, o fato misterioso se repetiu sem que os pobres devotos percebessem a mo dovigrio atrs de tudo. O padre Vilela, ao sentir-se seguro do xito de seu plano, num sbado, foi at PonteAlta puxar ele a reza. Desta feita, ainda outra vez, a busca da imagem fugidia precedeu o ato religioso,porque o padre ainda outra vez, retirara-a s ocultas e levara-a para o cume do Morro. Ento, naqualidade de vigrio e ministro de Deus, aconselhou o povo devoto que se construsse no alto do Morrodos Coqueiros um templo para a "santa".

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  • "Nossa Senhora, afirmava, quer que se construa uma capela l no alto do Morro".

    De imediato, foram abundantes os donativos. Todos queriam concorrer a fim de contentar os desejosda "santa" aparecida no sentido de que lhe erigissem um templo no cume do Morro dos Coqueiros,conforme havia interpretado o vigrio aquelas fugas constantes. Em cumprimento de exignciaseclesisticas, o padre Jos Alves Vilela valeu-se do Bispado do rio de Janeiro, a cuja jurisdio cannicase submetia para requerer a devida licena a fim de edificar o templo. Recorde-se que o Bispado de SoPaulo, a cuja jurisdio eclesistica, posteriormente, pertenceram Aparecida e Guaratinguet, somente foicriado em 1745.

    Na esperana de divulgar nas altas rodas clericais o valor sobrenatural da sua "santa" aparecida, oque lhe poderia render prestgio junto a El Rei, saliento em seu requerimento: "...que pelos muitos milagresque tem feito a dita Senhora, a todos aqueles moradores, desejam erigir uma capela com o ttulo da mesmaSenhora da Conceio Aparecida, no distrito da dita freguezia em lugar decente e pblico porconcorrerem muitos romeiros a visitar a dita Senhora que se acha at agora em lugar pouco decente..."

    A proviso de licena foi passada na chancelaria do bispado do Rio de Janeiro, em 5 de maio de1743. E tudo se tornou mui fcil, porquanto, Dona Margarida Nunes Rangel, proprietria do Morro dosCoqueiros, houve por magnanimidade, fazer doao de toda a colina. Afluram donativos abundantes e, a26 de julho de 1745, o padre Vilela benzeu o templo e rezou nele a primeira missa, suspirando para que ElRei, o beato sonso Dom Joo V, se lembrasse dele nas escolhas dos bispos. J alquebrado pela idadeavanada morreu, como simples vigrio de Guaratinguet, o padre ambicioso, e a Aparecida caiu na valacomum das pequenas capelas do Interior Brasileiro.

    6. A RAZO DO NOVO SURTO DO "APARECIDISMO"

    Em fins do sculo passado, Aparecida foi tirada de sua insignificncia, onde permanecera por mais decem anos aps a morte do seu criador, o vigrio Jos Alves Vilela. Em 8 de dezembro de 1888, o bispo deSo Paulo, Dom Lino Deodato de Carvalho, benzeu um novo templo construdo em substituio doanterior erigido pelo sacerdote inventor da "santa" e resolveu entreg-lo administrao de alguma ordemou congregao religiosa.

    A congregao dos padres redentoristas gozava, na poca, de grande nomeada nos crculosromanistas, pois o seu fundador, o italiano Afonso de Liguori, alm de ser canonizado santo, em 1839,havia sido, em 1871, proclamado pelo papa Pio IX, "doutor da igreja". Dentre as suas diversas obrasliterrias, destacam-se a "Teologia Moral" e as "Instrues e Mtodo para os Confessores", pelo seucontedo repleto de normas utilizveis com grande resultado no confessionrio, o instrumento infernal daescravizao das conscincias. Por causa da "importncia" de Liguori, cresceu a influncia de sua ordemreligiosa, e tambm em razo da sua finalidade, que consiste em se disporem os padres, seus membros, apregar misses populares. Distinguem-se estas por uma srie de pregaes retumbantes e fantasmagricascom arremates de procisses imbecilizadoras.

    Liguori estabeleceu a sua congregao para a Itlia Meridional do seu tempo, com uma populaorural ignorante e de sangue quente. Referindo-se a esses italianos, o clrigo redentorista Hitz, observa:"gostam das manifestaes fortes... So superficiais, levianos, desmazelados, supersticiosos, e apegam-se,sobretudo, s prticas exteriores da religio" (Hitz "A pregao missionria do Evangelho", LivrariaAgir Editora, Rio de Janeiro, 1962, pg. 181). Foi para conservar esse povo agrilhoado s superstiesromanistas, assim considerado pelos seus lderes religiosos, que Liguori determinou, com mincias, os

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  • temas e os esquemas dos sermes das "santas misses" a serem pregadas por seus padres. No plano dofundador dos padres redentoristas, os fiis devem, ao final desse trabalho, ser encaminhados aoconfessionrio para que se consume o seu cativeiro espiritual.

    As "santas misses" dos redentoristas fundam-se num moralismo antropocntrico, infinitamentedistante do Evangelho. Alis, servem bem ao romanismo, cujo ritual coloca o endeusamento da criaturaacima de tudo. O bispo de So Paulo, Dom Lino Deodato de Carvalho, julgou os brasileiros semelhantesaos depreciados italianos meridionais por estarem tambm, os nossos patrcios, seus contemporneos,encharcados das supersties catlicas. E entregou o templo da Senhora Aparecida direo dos padresredentoristas, em fins de 1894.

    Esses padres, incontinenti, comearam suas incurses fanatizadoras pelo Interior dos Estados de SoPaulo, Minas Gerais, Paran e Rio de Janeiro, por meio das misses populares, quando divulgaramprofusamente as lendas referentes Senhora Aparecida. O nosso povo, humilde e distante das fontespuras da Bblia, aceitou ingenuamente e sem qualquer exame, essa fbula, que, tambm eu, em criana,ouvi. Pelo confessionrio, os redentoristas impunham aos fiis, narcotizados com as suas mentiras emodelados aos seus caprichos, penitncias de rezar frmulas especiais Aparecida e de ir ao seu santurioem romarias.

    O povo desprovido de recursos essenciais a uima subsistncia condigna e imerso nas trevas doanalfabetismo, sempre presa fcil dos embusteiros, mxime quando se apresentam revestidos deroupagens exticas e com a voz repassada de acentos ameaadores. Os pregoeiros do "aparecidismo"espalharam entre o nosso pobre e abandonado povo, no intuito de fanatiz-lo e escraviz-lo mais, aqueladeslambida "Orao a Nossa Senhora Aparecida para pedir a Sua Proteo", que assim comea: "OhIncomparvel Senhora da Conceio Aparecida, Me de Deus, rainha dos anjos, advogada dospecadores..." Em seguida a esta relao de tantas heresias, o pobre brasileiro suplica-lhe que o livre da"peste, fome, guerra, troves, raios, tempestades e outros perigos e males que nos possam flagelar".

    Aconselhado pelo missionrio, o simplrio cola o papel dessa reza atrs das portas de sua casa e sesupe imunizado, protegido e livre de todas as desgraas. Quando eu era proco em Guaratinguet, numdomingo, fui rezar missa numa capela da zona rural. Desabara durante a noite precedente um horrendotemporal. E a notcia lgubre enchia de tristeza todos os moradores da regio! Um raio penetrara numachoa e fulminara todos os seus moradores. Encaminhei-me para l. Entrei no casebre. Olhos esgazeadosde pavor, encontrei trs corpos esturricados no cho. E atrs das portas toscas a protetora reza da"incomparvel"...

    As primeiras "santas misses" populares produziram os frutos esperados. J em 1900 comearam asromarias. O novo bispo de So Paulo, Dom Antonio Cndido de Alvarenga, continuou o interesse de seu antecessor, Dom Lino, pela Aparecida, pois previa os resultados financeiros com o comrcio dacredulidade das massas. Em conseqncia, no s incentivou os vigrios das parquias a promoveremromarias, mas, ele pessoalmente organizou uma. A comercializao e a traficncia da devoo SenhoraAparecida tornaram-se rendosas, alm de todas as estimativas, que o bispo de So Paulo no admitiu setornasse ela parquia da Diocese de Taubat.

    Com efeito, em julho de 1908, o papa Pio X desmembrou da Diocese de So Paulo, que abrangiatodo o territrio do Estado, as dioceses de Botucatu, Campinas, So Carlos, Ribeiro Preto e Taubat.Esta inclua todo o Norte do Estado de So Paulo, desde o Municpio de Jacare, inclusive, at o limite doEstado Fluminense, exceo de Aparecida que, apesar de encravada bem no centro do bispado deTaubat, continuava pertencendo jurisdio eclesistica do arcebispado de So Paulo. Ocorreu estaanomalia escandalosa como resultado da ganncia do arcebispo, vido de se locupletar com as fortunascontinuamente depositadas nos cofres da Senhora Aparecida.

    Em 1931, conforme j referimos, vieram sua proclamao e coroao como padroeira e rainha do Brasil,em execuo de uma astcia poltica. Antes, o padroeiro do Brasil era "So" Pedro de Alcntara, que, por

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  • haver sido membro de ilustre e principesca famlia espanhola durante o domnio da Espanha sobre o Reinode Portugal, obtivera de Roma esse "padroado".

    Os tempos eram outros e o povo brasileiro no se tornara f do frade espanhol. Ento, os "ordinrios"brasileiros decidiram aposent-lo e arranjar do papa um outro padroeiro. Afora o prestgio popular, ocandidato, por certo, precisaria satisfazer injunes polticas e ter a sua meca localizada onde houvessemaior concentrao demogrfica. A paraense Senhora de Nazar, a capixaba Senhora da Penha e o baianoSenhor do Bonfim, se bem que prestigiados popularmente em suas regies, careciam satisfazer as outrascondies.

    Cumprindo-as todas a Senhora Aparecida foi a eleita. Mais recentemente, em junho de 1958, o papaPio XII criou a Arquidiocese de Aparecida, com o territrio da parquia do mesmo nome desmembradoda Arquidiocese de So Paulo, e de outras parquias retiradas da Diocese de Taubat. No obstante,porm, todas as promoes em torno da divulgao dos "fatos" relacionados com a Aparecida, dasdemonstraes de f na mesma, das romarias, de suas imensas riquezas... No obstante os padresafirmarem da boca pr fora que crem na apario prodigiosa da Senhora Aparecida... Apesar daoferta da Rosa de Ouro pelo pontfice Paulo VI e sua aparatosa entrega em agosto de 1967... Apesar detudo isso, at hoje, o Vaticano se conservou silencioso a respeito.

    Desafio a qualquer padre de Aparecida a que me apresente um documento do pontfice romano peloqual haja pronunciado sobre a autenticidade dos "acontecimentos prodigiosos" pelo clero divulgado entreo povo. Eles no aceitam o desafio porque nem o papa cr nesse "prodgio". Bem ao contrrio! Ele sabeque tudo falcatrua. E falcatrua to mal engendrada que nem capaz de forjar documentos, ttica to desua ndole.

    S as pessoas fanaticamente narcotizadas pela idolatria no querem enxergar e continuam devotas daAparecida. A fim de dar aos padres reptados uma dose de calmante, apresento-lhes o parecer do mongebeneditino, Estvo Bettencourt:

    "As autoridades eclesisticas no se empenham por definir a autenticidade de tais portentos, nem mesmo ados episdios concernentes apario da Senhora Imaculada no Porto de Itaguass em 1717... A SantaIgreja, de modo nenhum, entende fazer de tais relatos matria de f..." (in "pergunte e responderemos" 71/1963, questo 5).

    Catlico! No continue enganado!

    Use sua cabea para raciocinar e no v mais no conto do vigrio! O prprio monge beneditinoEstvo Bettencourt declara que aquilo tudo no "matria de f". Ele no cr! Nem o papa e nem ospadres prestam f aos seus relatos sobre a Senhora Aparecida!

    7. A SANTACAP, "CAPITAL MARIANA" DO PAS

    Elevada, em 1958, categoria de Arquidiocese, s em 1964 recebeu o seu arcebispo na pessoa docardeal Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, at ento ocupante do slio paulopolitano. Motta semprese revelara interessado em promover Aparecida e, com a habilidade poltica peculiar ao seutemperamento, conseguiu da Santa S conteporarizasse a nomeao do seu titular, pois desejava ser ele oinvestido no munus de arcebispo da "capital brasileira da f".

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  • Se envidara esforos para a sua instalao como Arquidiocese, parecer-lhe-ia justia instalar-se eleprprio em seu trono arquiepiscopal, embora 6 anos devessem decorrer como sede vacante. Idealizara eempenhara-se em transformar Aparecida num dos centros catlicos mais importantes do mundo.

    Seria nesse intento insuficiente a devoo popular Senhora Aparecida. Alis, aquela efervescnciade f incrementada pelo IV Congresso Eucarstico de So Paulo, celebrado em 1942, fora passageiro.Como arcebispo de So Paulo, a cuja Arquidiocese pertencia a simples parquia de Aparecida, Mottanotara na segunda metade da dcada de 40 o decrscimo do nmero de peregrinos em proporo com oaumento populacional do Pas e com a imensa propaganda intensificada atravs da distribuio, sobretudos parquias, de imagens fac-smiles.

    Insuficiente a devoo popular como fundamento para concretizar o seu sonho de criar aSANTACAP, imitao dos grandes e antigos centros idlatras do mundo, como feso com a sua SenhoraDiana, em cuja honra se construra uma das sete maravilhas do orbe, o cardeal Vasconcelos Motta optoupela construo de um grande e soberbo templo. Uma baslica gigantesca e de ricas proporesarquitetnicas a se credenciar ao orgulho do catolicismo brasileiro.

    O maior templo religioso do mundo depois da baslica de So Pedro, em Roma !!!

    A baslica de So Pedro tem 200 metros de comprimento, incluindo-se o prtico. A de Aparecida,170. E, depois dela, vem a de So Paulo, em Londres, com 158 metros. Esta seguida do templo deLiverpool, tambm na Inglaterra, que mede 154 metros de comprimento. Seguem-se-lhe o Duomo, emFlorena, da Itlia, com 150; o de Colnia, na Alemanha, com 145; o da Imaculada, em Washington,EEUU, com 137; o Duomo, em Milo, com 135; o templo de Notre Dame, Chartres, na Frana, com 133;o de Sevilha, na Espanha, com 129; o de So Joo de Latro, em Roma, com 124; o de So Paulo, noBrasil, com 100; o de S.Patrick, em Nova Iorque, EEUU, com 99; o de Santa Maria Maior, em Roma, com98; o de Bauprais, no Canad, com 80 metros. A nova baslica de Aparecida, quando inteiramenteconcluda ter 170 metros de comprimento por 150 metros de largura, cobrindo um espao de 25.500metros quadrados.

    Por sonhar alto, o arcebispo aparecidlatra inclui no plano completo da obra outros departamentosinclusive o prdio para a emissora radiofnica e de televiso. Em conseqncia salta vista aimpossibilidade de se construir no cume do antigo Morro dos Coqueiros, onde se encontra a atual baslica,apodada da velha. Recorde-se o fato de haver sido esta erigida no alto daquele morro em ateno sexigncias da prpria Senhora Aparecida, inconformada de ficar embaixo e, por isso, "fugia" da capelinha,indo postar-se l em cima. As suas repetidas "fugas" revelaram (?) aos devotos a sua vontade de lhe serdedicada uma capela no cocuruto do outeiro, inaugurada, alis, em 1745, sob o hissopo do vigrio JosAlves Vilela, ao tempo, proco em Guaratinguet.

    Esta pequena capela, quando, em fins do sculo passado, se incrementara a devoo aparecdica, setornara exgua, foi pelo bispo de So Paulo, Dom Lino Deodado de Carvalho, substituda por um templomaior, ainda, no cume do antigo Morro dos Coqueiros.

    Afigurava-se impossvel desagradar a "santa" e contrariar-lhe a mariana vontade de ser instalada lem cima da colina, cujos coqueiros cederam lugar ao casario que se comprime em suas rampas.

    Constri-se o templo noutro lugar... E se depois a imagem aparecida no quiser ficar nela?, decertorefletia o bispo, que, aos 8 de dezembro de 1888, benzeu a ento nova baslica, hoje reputada velha, porser anacrnica, obsoleta e superada. Ao cardeal Motta, embora se confesse devoto aparecidiano, falecemaqueles escrpulos.

    Como se conseguir tamanha construo l em cima do Morro dos Coqueiros? Se so necessrios400 mil metros quadrados de rea, como derrubar todas as casas empoleiradas colina acima? Seria acabarcom a cidade...

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  • A crer-se nos informes clericais, a imagem "milagrosa" saiu do lugar, por ela prpria escolhido apenasduas nicas e rpidas vezes: quando de sua coroao no Rio de Janeiro, em maio de 1931, e, em 14 dejulho de 1945, quando, em So Paulo esteve numa manifestao poltico-catlica.

    Tirar-se a imagem de l de sua querida baslica arriscar-se ao desagrado da Senhora.

    Era isso que se proclamava anos passados. Se o arcebispo aparecidopolitano e empreendedor da novabaslica acreditasse no "milagre" de haver ela prpria escolhido o lugar do seu trono no topo da colina,esta construo seria l em cima mesmo. Como incorreria em desobedincia Senhora? Jamais! Nem quefosse para gastar todos os milhes de cruzeiros depositados pelos fiis devotos nos cofres aos seus psinstalados, com o fim de cobrir as desapropriaes da cidade inteira.

    Mas a AURI SACRA FAMES a sagrada fome do ouro fala muito mais alto do que todos osescrpulos... E, como resultado, a edificao da nova e descomunal baslica em outro local, iniciada em1952, j se encontra em fase final.

    O mais interessante, porm, que a Senhora mudou de opinio. Assanhou-lhe a vaidade a grandezado seu novo templo. Para ele transportada, decidiu submeter-se vontade cardinalcia e se acomodou emseu novo altar erigido num elevado octogonal, a 1,5m de altura com 9 degraus e 10 metros de dimetro.Ela gosta mais do bem-bom das novssimas instalaes... Hoje, para evitar qualquer comentrio daoposio ou o raciocnio de algum devoto mais inteligente, os padres deixaram de mencionar em seusrelatos aparecdicos a antiga "vontade" da Senhora fujona.

    Nos planos clericais a nova baslica, pelas suas propores arquitetnicas e pela sua suntuosidade,deve se constituir no grande motivo de atrao de romeiros a elevar Aparecida categoria de principalcentro de peregrinao do mundo, dignificando este Pas, o mais catlico de todos. Em estilo romntico-moderno, cobre uma rea construda de 25.500 metros quadrados, tendo sua frente a Praa dasComemoraes de 69 mil metros quadrados com a capacidade de 300 mil pessoas. No interior do templose estendem trs naves de 22 x 40 metros cada, alm das naves deambulatrias ou de circulao de 7metros de largura cada uma num desenvolvimento de 340 metros. As capelas sacramentais, onde seadministram os chamados sacramentos do batismo, da confisso, da confirmao, da eucaristia e domatrimnio, so de 22 x 38 metros cada.

    A torre imponente, levantada na superfcie de 20 x 20 metros, atinge a 100 metros de altura,abrangendo 16 andares, com 336 janelas de vidro com caixilhos e venezianas de alumnio e consumiu ummilho e meio de tijolos. Dois elevadores com capacidade para 60 pessoas transportam os visitantes.Erguida fora do templo, a ele se liga por uma galeria de 36 metros de comprimento, 8 de largura e 11 dealtura. Como seria impossvel deixar de ser, no interior da torre os padres instalaram um bar-restaurante elojas.

    Construda a baslica em forma de cruz grega, a sua cpula, como uma meia esfera, erguida bem nocentro de toda construo, com o dimetro interno de 34 metros e a altura de 60, cobre 2.327 metrosquadrados e revestida de alumnio anodizado a lhe fornecer uma cor dourada. Esta cpula sustenta, numpequeno mirante, uma cruz grega de 3 metros de altura, sob cujo centro geomtrico se eleva sobre 9degraus, o altar-mor da baslica, de 10 metros de dimetro, a ostentar, em nicho de ouro, a imagem daSenhora Aparecida, a Padroeira do Brasil, recoberta de jias e pedrarias preciosas, onde imensa populaopadece fome e sofre a carncia dos recursos bsicos para uma vida digna. Ao redor deste soberboaltar-mor, em torno da plataforma, se enumeram 12 pequenos altares a permitir a celebrao simultneade 13 missas, o supremo culto idlatra do catolicismo, em homenagem aparecidolatria.

    Por considerarem antiquado o mtodo, os padres redentoristas responsveis pela administrao dabaslica e pela promoo do aparecidismo, hoje em dia, deixaram de utilizar tanto as chamadas "santasmisses" inculcadas pelo seu fundador, Afonso de Liguori, nos estatutos da ordem. Prevalecem-se de

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  • meios mecnicos de divulgao, como o jornal e o rdio.

    A Rdio Aparecida, pela sua potencialidade, se emparelha com a grandeza material da nova baslicae se capacita a atender os planos de incrementar sempre mais a aparecidolatria. Reservaram-se 12 milmetros quadrados dentro da rea dos 400 mil para se erguer um prdio dividido em 3 pavimentos. O trreose reserva para um auditrio com a capacidade de alojar 1.500 pessoas, que tero o seu cinema. No 1pavimento ficam os escritrios, uma capela e o salo nobre destinado s reunies do Clube dos Scioscom cerca de 400 mil arrolados. O 2 andar se destina instalao de todo o equipamento da RdioAparecida, que dever ser a mais potente emissora da Amrica Latina, e da futura TV, com 6 estdios: umde gravao de radioteatro, 3 de locuo, um de gravao de peas orquestrais e outro de gravao dediscos e fitas e a tcnica central de comando dos estdios, alm da discoteca, do departamento tcnico edo almoxarifado.

    a tcnica da comunicao superlativamente refinada a servio da massificao do aparecidismo,porque, dentro dos prognsticos clericais o brasileiro deve continuar agrilhoado aos seus embustes. ASANTACAP, com a sua descomunal baslica, pretende reviver a idade urea da Senhora Diana, cujotemplo se contava entre as sete maravilhas do mundo. Alis, em feso, aos 11 de outubro de 431, se deu oincio oficial da mariolatria com a proclamao do dogma de Maria Me de Deus.

    Nesta era intitulada de ps-conciliar, quando muitos ainda supem haver o catolicismo romano setransformado e aberto mo de certas doutrinas contrrias Bblia, inclusive as relativas a Maria, a religiodo papa recrudesce e reaviva o culto marioltrico acrescentando-lhe novos dogmas, como o de Maria Meda Igreja, que inclui os da Maria Co-redentora, Advogada, Medianeira e Adjutrix, proclamado aos 21 denovembro de 1964. Recrudesce e reaviva o culto marioltrico entre o pobre povo subjugado s suasfeitiarias, prestigiando os santurios marianos, centros de romarias e peregrinaes.

    O prprio papa Paulo VI, em 13 de maio de 1967, viajou at Ftima, em Portugal com o propsito deoficializar as comemoraes cinqentenrias daquela Senhora. Aparecida ofertou o romano pontfice umaRosa de Ouro, trazida por uma cardeal a latere, a assinalar a passagem dos seus 250 anos. Dom HumbertoMozzoni, o nncio papal no Brasil, no dia 5 de julho de 1969, ano de sua chegada, viajou SANTACAPno intento de prestar o seu culto pessoal Senhora Aparecida. "Vim cidade de Aparecida, disse ele,para, como todo o povo brasileiro, venerar Nossa Senhora Aparecida. E colocar sob sua proteo a minhamisso no Brasil"( O Estado de So Paulo, 6 de julho de 1969).

    O Clonclio Ecumnico Vaticano II deixou intactas as estruturas romanistas sobre as quaissimplesmente passou uma caiao a fim de lhe dar novos ares. E s! eixou outrossim intocveis os cediosmtodos de envolvimento poltico to do gosto multissecular do clero. Quando, em 1972, o Brasil celebrouo sesquicentenrio de sua Independncia, quis ele vincular-se oficialmente sua programao. E, para sepromover, nada melhor do que promover a aparecidolatria. Alegou, ento, contra todas as evidncias,haver Pedro I estado em Aparecida com o fim de rezar diante da imagem, na oportunidade em quepernoitou em Guaratinguet, quando de sua viagem do Rio de Janeiro a So Paulo, onde proclamara diasseguintes a Independncia de nossa Ptria.

    Desprovido de qualquer pejo, reivindicou o clero a passagem por Aparecida do corao de DomPedro I, quando, em 1972, foi de Portugal trazido em definitivo para o Brasil. Desprovido de qualquerpejo e sem o receio de ser desmascarado porque o povo evita o trabalho de raciocinar, pois em 1822 nadaexistia em Aparecida, alm da pequenina e tosca capela no alto do Morro dos Coqueiros, construida peloganancioso padre Vilela. Aparecida continuava ainda incgnita do beatrio. Aparecida era ainda o Morrodos Coqueiros. E s Morro dos Coqueiros.

    As estatsticas dos ltimos anos demonstram intensificar-se entre o nosso povo o cultoaparecidoltrico. s nmeros abaixo comprovam nossa assertiva:

    ANO 1971 ANO 1972

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  • BATIZADOS 16.303 18.892

    COMUNHES 1.383.053 1.628.140

    A SANTACAP, de cuja promoo em largussima escala se incumbe a Rdio Aparecida, aSANTACAP, centralizada agora na soberba baslica, com o aumento crescente dos romeiros em cada ano,demonstrado no pequeno quadro estatstico acima, o atestado gritante de encontrar o catolicismoromano em polo diametralmente oposto ao Evangelho, o que o torna absolutamente refratrio Bblia, aPalavra de Deus.

    Catolicismo idolatria em todas as suas formas ignbeis e alienantes de Deus.

    O Ecumenismo, pois, ridcula fanfarronada. Ridcula fanfarronada com a vil misso de assinalar osapstatas misturados entre o povo de Deus.

    8. A ROSA DE OURO

    No dia 15 de agosto de 1967, ano comemorativo do 250. aniversrio do encontro da imagem deterracota no Porto de Itaguass, a baslica de Aparecida recebeu das mos do cardeal Amleto GiovanniCicognani, legado "a latere" de Paulo VI, uma ROSA DE OURO, munificncia do sumo pontfice. Estaocorrncia serviu para assanhar a aparecidolatria. Mobilizaram-se todos os recursos a fim de assinalar oevento com estrepitosas solenidades.

    Esculpida pelo prof. Mrio de Marchis, constitu-se numa jia. Dois grandes ramos com folhas ebotes de ouro se entrelaam at o vrtice onde se desabrocha a rosa, tambm de ouro. No lugar do pistiloda rosa engasta-se um oprculo, uma cpsula, que contm blsamo do Peru e p de almscar, significandoa fragrncia da rainha das flores. Entre os dois ramos encontra-se esculpido o emblema de Pauilo VI, poisambas, a mariolatria e a papolatria, andam de parelha. E na base l-se a seguinte inscrio: "Paulus VI PM Apparitiopolitanae aedi sacrae B.M. Virgini Imm. DD.III Non. Mar. A + MCMLXVII ".

    A outros santurios marianos, como Guadalupe, Ftima e Lourdes, o pontfice Montini tem, outrossim,contemplado com semelhante presente rgio. s, os brasileiros conscientes da espoliao sofrida pelanossa Ptria, quando, ao tempo de sua Colonizao, os clrigos carregaram o nosso ouro e transformaramPortugal num mero entreposto na execuo dos seus planos de exoro e chantagem carreando essa nossariqueza para os depsitos do romano pontfice; ns, os brasileiros conscientes, sentimo-nos indignadoscom esse gesto de Paulo VI, pois desejamos que, em nome da Justia, ele repare os crimes praticadoscontra o Brasil, devolvendo todo o nosso "metal precioso" guardado nos seus cofres vaticanos.

    Dispensaramos de bom grado o envio da ROSA DE OURO feita com as nossas prprias riquezas hsculos de ns roubadas. e esse presente se constitui num sarcasmo Nao Brasileira espoliada em seusbens naturais pelo clero romanista, a ROSA DE OURO expressa sobremodo o contexto catlico-romanode todas a eras. om efeito, expressa o catolicismo ps-conciliar, ainda mais alvorotado na mariolatria,porque ao benzer na Capela Sixtina, aquela jia, em 5 de maro de 1967, quando a liturgia romanaassinalava o IV Domingo da Quaresma, chamado Dominica Laetare ou Domingo das Rosas, o pontficedeclarou na presena de uma representao brasileira: "No Santurio de Nossa Senhora Aparecida, ela (a

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  • rosa) dar testemunho de nossa constante orao Virgem Santssima para que interceda junto de seuFilho pelo progresso espiritual e material do Brasil (...) Vamos a Maria para chegar a Jesus. Amando dessemodo Nossa Senhora, poderemos compreend-la em sua real grandeza e, atravs dela, chegaremos aoCristo, filho de Deus".

    Dispensam-se profundos conhecimentos bblicos para se constatar luz do Evangelho osabsurdos desse pronunciamento do papa.

    Se as palavras pontifcias proferidas na oportunidade da bno da ROSA DE OURO demonstram arelutncia, a procrastinao, do catolicismo na idolatria, apesar da farta propaganda de suas reformaslevadas a efeito pelo Conclio Ecumnico Vaticano II; se o envio dessa jia um insulto do clero romanoao Brasil, vilipendiado e espoliado por ele desde os primrdios de sua Colonizao, quando aquiaportaram os primeiros missionrios do embuste, a ROSA DE OURO comprova outra vez ser ocatolicismo, embora rotulado com terminologia bblica, a continuao e a sustentao do paganismoantigo.

    Catolicismo e paganismo se eqivalem porque so idnticos. Ou melhor, o catolicismo o nome atualdo paganismo encarregado de enxovalhar os vocbulos mais sagrados, inclusive o Nome Sacrossanto deJesus Cristo. nde ter ido buscar o catolicismo a prtica de se oferecerem Rosas de Ouro seno nopaganismo antigo? Efetivamente, na mais longnqua antigidade o paganismo celebrava a chegada daprimavera e a uberdade da terra com tpicas festas populares e cerimnias religiosas aos seus deuses,destacando-se as procisses quando o povo levava braadas de flores e as depositava nos altares dos seustemplos.

    O catolicismo, ao encampar quase todas as prticas do seu antecessor pago, adotou tambm essascomemoraes. Na Idade Mdia, quando o romanismo usufruiu o seu apogeu, recebia-se a primaveracomo a vitria sobre o inverno com procisses presididas por sacerdotes e bispos, em que os fiisdesfilavam portando flores colhidas nos campos e jardins, cristalizando-se assim o costume pago. Nosculo X a festa passou a ser celebrada no IV Domingo da Quaresma, Dominica Laetare, que sempre caino princpio da primavera da Europa. Este domingo se apresenta como um parntesis de alegria no tempopenitencial da Quaresma, o perodo precedente semana chamada santa.

    Neste dia, ento, o papa em Roma presidia a procisso das rosas da o domingo se cognominartambm o Domingo das Rosas levando uma ROSA DE OURO com a determinao de oferec-la a altosdignatrios, igrejas ou instituies religiosas. Encontra-se uma referncia documental do ano de 1049 dofato de haver o papa Leo IX lembrado "a obrigao determinada ao mosteiro das religiosas de Santa Cruzde Tulle (Alscia), em recompensa de terem sido isentas da jurisdio do bispo local e sujeitas diretamenteao sumo pontfice, do envio anual de uma Rosa de Ouro ou de doze onas do precioso metal" que opapa destinaria, posteriormente, a eventuais ofertas.

    A prtica de se oferecer a Rosa de Ouro a santurios, catedrais, igrejas, dignatrios eclesisticos,prncipes, reis, imperadores, firmou-se como tradio e multiplicou-se enormemente durante o perodo depermanncia dos papas em Avinho (1305 1378). Dessa poca, quando se comps a frmula de suabno especial, expressando os seus simbolismos, at o sculo XV, a ddiva consistia apenas em umarosa que, freqentemente, tinha tambm uma pedra preciosa incrustada. A partir desse sculo,especialmente depois do papa Sixto V (1471 1484), acrescentaram-se-lhe ramos, folhas e botes,mantendo-se, com freqncia, as incrustaes de pedras de rara beleza e alto valor.Tm sido oferecidasrosas valiosssimas. Sabe-se l quanto ouro brasileiro, transubstanciado nessas flores, j anda espalhadomundo afora, enquanto nosso Pas se submete a ingentes sacrifcios na nsia e na busca de melhorescondies, que o libertem do subdesenvolvimento.

    Em 1886, Leo XIII, num impulso escandaloso de munificncia perdulria, ofereceu RainhaCristina, regente da Espanha, uma Rosa de Ouro composta de 9 flores, 12 botes e 100 folhas tudo em

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  • ouro sobre um vaso artisticamente trabalhado. E sendo a Aparecida um captulo integrante da estruturaidlatra do catolicismo, fica-lhe bem uma Rosa de Ouro, reminiscncia de antigas prticas pags... Com arsea e urea honorificncia, "o papa deseja honrar a riqueza espiritual do Brasil".

    Ofereceu-a ao santurio de Aparecida por se concentrar no culto a Maria toda essa riqueza. Suaentrega, a fazer juz ao seu valor intrnseco, ao seu simbolismo e sua finalidade, deveria revestir-se degrande pompa. Comearam estas com a especial dinstino de ser o portador da preciosa jia, o cardealAmleto Giovanni Cicognani, designado pop Paulo VI o seu legado "a latere" para vir de Roma ao Brasilinvestido no munus de, em seu nome, deposit-la no altar da Senhora de terracota. O clero mobilizou todoo seu arsenal de recursos no sentido de recepcionar, altura de sua dignidade, o cardeal legado. Em sendooutrossim o papa chefe de um Estado, o Vaticano, cabia ao Governo Brasileiro a tarefa de distinguir o"nobre" representante com as honrarias atribudas considerada um dos maiores centros de peregrinao domundo. Eis o motivo principal para transform-la num grande local de turismo. Como se encontra, acidade de Aparecida um escndalo de misria. Misria de higiene nos insuficientes restaurantes. Misrianos sanitrios integrados numa miservel e obsoleta rede de esgotos que despeja o volume de detritos noRio Paraba, emporcalhando as guas onde fora descoberta a rica imagem e que serve para desalentar eenvenenar a populao. Misria de gua, porque alm de poluda, se esfora por chegar s torneirasatravs de um servio hidrulico de mais de 30 anos passados. Misria de planejamento, a causa de subir ocasario colina acima, saturando desordenadamente a topografia.

    Um grupo investidor da Capital Paulista decidiu aplicar bilhes de cruzeiros no intento de tornar acidade-santurio no principal centro de atrao turstica e religiosa da Amrica do Sul. "EmpreendimentosNossa Senhora Aparecida" a sociedade limitada que se prope a, numa rea de 40 alqueires, construir oParque de Aparecida, o super-centro turstico-reeligioso. Nele encontrar-se- tudo para uma permannciamais prolongada dos romeiros e turistas na cidade. Planejam-se terrenos ajardinados, arborizados eurbanizados, com locais prprios para as crianas brincarem e guardas especialmente treinados paracuidar delas.

    Uma lagoa com barquinhos, aves decorativas e pequenos iates para passeios fluviais pelo Parabacompletaro o panorama ecolgico. Um jardim zoolgico e outro botnico exibiro a fauna e a florabrasileiras. Um museu iconogrfico expor as imagens mais veneradas em todas as regies do Brasil.Capelas votivas recolhero os ex-votos. Reproduzir-se-o os mais famosos santurios do mundo (Ftima,Lourdes, Guadalupe, El Pilar e Lujn) facilitando a organizao de festas religiosas com a participaodas colnias correspondentes no Brasil.

    Lances da Histria Ptria sero recordados na cidade colonial, com instalaes nos moldes daDisneylndia, que reproduziro fortes e outras construes do Brasil Colnia, e pequenas lagoas terorplica das caravelas de Cabral. Uma estao rodoviria, dotada de "shopping center" bares erestaurantes, receber os nibus de excurso. Repetir-se-o por todo o Parque as casas de lanche,churrascarias, estacionamentos e postos de servio. Instalar-se-o motis para hospedagem de famliascom carros em pequenos bangals. Um enorme e confortvel hotel oferecer acomodaes completaspara as classes A e B.

    Um teatro com concha acstica e auditrio ao ar livre apresentar peas de temas religiosos, cvicos,clssicos e folclricos, e tambm concertos musicais, danas tpicas e missas campais. Charretes etrenzinhos conduziro os devotos-turistas a diversos passeios. Um bondinho areo do tipo monotrilhocircular por toda a extenso do Parque e tambm far ligao com as duas baslicas, propiciando nasestaes elevadas mirantes e bares. A Associao dos Romeiros de Aparecida, uma entidade religiosa jexistente, ter a sua sede social, com restaurantes, piscinas, salas de repouso e de leitura, campos equadras para a prtica de esportes diversos, auditrio, cinema, capela e outras dependncias.

    O grupo "Empreendimentos Nossa Senhora Aparecida" lanou em fins de 1967 o projetomirabolante. No dia 6 de janeiro de 1968, o cardeal Agnelo Rossi, ento arcebispo de So Paulo, celebroumissa no Mosteiro de So Bento a impetrar o amparo da Senhora Aparecida sobre os idealizadores

    A SENHORA APARECIDA http://solascriptura-tt.org/Seitas/Romanismo/SenhoraAparecida-Aniba...

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  • presentes e genuflexos. Benzeu a maquete e os projetos da ARA ("Associao dos Romeiros deAparecida") e entronizou a imagem aparecdica nos escritrios centrais da ENSA ("EmpreendimentosNossa Senhora Aparecida"), instalados em So Paulo, Rua Boa Vista, 314. Fecundados os projetos e osplanos com as bnos cardinalcias de Agnelo Rossi, a ENSA passou a promover a venda de quotas devalor imobilirio e comercial capazes de oferecer o direito participao nos lucros em forma de rendamensal crescente e reajustvel.

    A vasta propaganda feita pela grande imprensa, sob o ttulo: "VAMOS TRANSFORMARAPARECIDA NA MAIOR CIDADE-SANTURIO DO MUNDO", anunciava: "O preo de lanamentoda QUOTA TOTAL de Cr$ 655,00, fixo e no reajustvel, a ser pago da seguinte forma: Cr$ 55,00 deentrada e 30 prestaes mensais de Cr$ 20,00. Propunha-se a ENSA dar imediato incio s obras, quedeveriam ser entregues por etapas e concludas totalmente at 1970. Decerto a bno de Agnelo Rossiredundou em maldio, pois j nos encontramos em fins de 1974, quando se prepara a 10 Edio destelivro, e as obras nem comeadas foram. Continuam restritas maquete e aos engavetados projetos.

    Quem sabe se no futuro outra bno cardinalcia ser mais forte do que a do Rossi ou a SenhoraAparecida se compadecer de outros empreendedores propiciando-lhes a explorao de um negciorendosssimo.

    10. OS MILAGRES DE APARECIDA

    O melhor processo criado pelo inferno para enganar os inadvertidos, anestesiar a conscincia dopecador e confundir a pureza lmpida do Evangelho foi o dos "prodgios miraculosos". O milagre autnticos pode ser realizado pelo poder de Deus, pois se trata de um fenmeno que se d alm ou acima das leisda natureza, mudando o seu curso normal num caso particular. Jesus ao praticar muitos milagres tinha emmira patentear a Sua Divindade. Nicodemos mesmo reconheceu-a por isso (Joo 3:2).

    O cristo aceita o milagre, porm, dentro das normas da Bblia, a sua nica e Exclusiva Regra de Fe Prtica religiosa. Portanto, todo o prodgio contrrio s normas e aos ensinamentos da Revelao Divinacontida na Bblia, no procede de Deus. Com efeito, Deus ameaa com terrveis castigos aqueles queacrescentarem ou retirarem dela qualquer coisa (Apocalipse 22:1819). Ningum tem o direito deacrescentar nada Palavra de Deus e quem o fizer mentiroso (Provrbios 30:6). Em matria religiosa,tudo o que estiver fora da Bblia um acervo de mentiras.

    Satans tem muito interesse em perverter as almas, apresentando-lhes doutrinas esprias, contrrias Revelao de Deus. Os seus sequazes andam soltos, fazendo prodgios at em nome de Deus!Relativamente a estes que Jesus advertiu: "Muitos Me diro naquele dia: Senhor, Senhor, noprofetizamos ns em Teu Nome, e em Teu Nome no expulsamos demnios e em Teu Nome no fizemosmuitas maravilhas? E, ento lhes direi abertamente: nunca vos conheci; apartai-vos de Mim, vs quepraticais a iniqidade" (Mateus 7:2223).

    Esses prodgios so iniqidade!!! Mesmo feitos em Nome de Deus, mas contra Sua SantssimaVontade revelada na Bblia! uma iniqidade o que o clero pratica no Brasil, Ludibriando o povo! ABblia categrica em proclamar: "H um s Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cris