Sermão Nº 1064, Salvação Totalmente Pela Graça, Por Charles Haddon Spurgeon

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Pregado na manhã do Dia do Senhor, em 4 de agosto de 1872. Por C. H. Spurgeon, no Tabernáculo Metropolitano, Newington.“Pela graça sois salvos.” (Efésios 2:8)

Text of Sermão Nº 1064, Salvação Totalmente Pela Graça, Por Charles Haddon Spurgeon

  • SALVAO

    TOTALMENTE

    PELA GRAA

    C. H. SPURGEON

  • Issuu.com/oEstandarteDeCristo

    Traduzido do original em Ingls

    Salvation All of Grace Sermon N 1064

    The Metropolitan Tabernacle Pulpit Volume 18

    By C. H. Spurgeon

    Via SpurgeonGems.org

    Adaptado a partir de The C. H. Spurgeon Collection, Version 1.0, Ages Software.

    Traduo por Amanda Ramalho

    Reviso por Camila Almeida

    Capa por William Teixeira

    1 Edio: Maro de 2015

    Salvo indicao em contrrio, as citaes bblicas usadas nesta traduo so da verso Almeida

    Corrigida Fiel | ACF Copyright 1994, 1995, 2007, 2011 Sociedade Bblica Trinitariana do Brasil.

    Traduzido e publicado em Portugus pelo website oEstandarteDeCristo.com, com permisso de

    Emmett ODonnell em nome de SpurgeonGems.org, sob a licena Creative Commons Attribution-

    NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International Public License.

    Voc est autorizado e incentivado a reproduzir e/ou distribuir este material em qualquer formato,

    desde que informe o autor, as fontes originais e o tradutor, e que tambm no altere o seu contedo

    nem o utilize para quaisquer fins comerciais.

    http://www.facebook.com/CharlesHaddonSpurgeon.orghttp://www.facebook.com/CharlesHaddonSpurgeon.orghttp://www.oestandartedecristo.com/http://www.issuu.com/oEstandarteDeCristohttp://www.spurgeongems.org/

  • Issuu.com/oEstandarteDeCristo

    Salvao Totalmente Pela Graa (Sermo N 1064)

    Pregado na manh do Dia do Senhor, em 4 de agosto de 1872.

    Por C. H. Spurgeon, no Tabernculo Metropolitano, Newington.

    Pela graa sois salvos. (Efsios 2:8)

    OUTROS atributos Divinos so manifestados na salvao. A sabedoria de Deus concebeu

    o plano. A onipotncia de Deus executa em ns a obra da salvao. A imutabilidade de

    Deus preserva e a leva adiante. Na verdade, todos os atributos de Deus so demonstrados

    na salvao de um pecador. Mas ao mesmo tempo o texto mais preciso j que a graa

    a fonte da salvao e mais completamente notvel. A graa deve ser vista em nossa elei-

    o, pois, h um remanescente de acordo com, a eleio da graa, e se pela graa ento

    no mais por obras.

    A graa manifestadamente revelada em nossa redeno, pois voc sabe que h na graa

    do nosso Senhor Jesus Cristo, e absolutamente inconcebvel que qualquer alma tenha

    merecido a redeno pelo precioso sangue de Cristo. O mero pensamento abominvel a

    toda mente santa. Nosso chamado tambm pela graa, pois, Ele nos salvou, e nos cha-

    mou com um chamado santo, no de acordo com nossas obras, mas de acordo com Seu

    prprio propsito e graa, que nos foi dado em Cristo Jesus antes que o mundo comeas-

    se. Pela graa tambm somos justificados, pois vrias e vrias vezes o apstolo insiste

    nessa grande e fundamental verdade de Deus. No somos justificados diante de Deus por

    obras de nenhum tamanho ou grau, mas pela f somente, e o apstolo nos diz: pela f

    para que seja segundo a graa. Vemos um fio de ouro da graa que atravessa toda a his-

    tria do Cristo. Desde sua eleio antes de todos os mundos at mesmo para o seu ingres-

    so no Cu de descanso. A graa, o tempo todo, reina pela justia para a vida eterna, e

    onde abundou o pecado, superabundou a graa. No h um ponto na histria de uma

    alma salva em que vocs possam apontar o dedo e dizer: Nesse caso ele salvo pelo seu

    prprio mrito. Toda beno que recebemos de Deus vem para ns pelo canal do livre

    favor, revelado para ns em Jesus nosso Senhor. O orgulho est excludo porque mritos

    esto excludos. Mrito uma palavra desconhecida na igreja Crist. Ela banida de uma

    vez por todas, e nossos nicos brados da fundao at o topo so, graa, graa a ela!

    [Zacarias 4:7].

    Talvez o apstolo seja mais srio aqui em insistir sobre essa verdade de Deus, e em muitos

    outros lugares, porque este o ponto que o corao humano se levanta contra a maior

    http://www.facebook.com/CharlesHaddonSpurgeon.orghttp://www.facebook.com/CharlesHaddonSpurgeon.orghttp://www.oestandartedecristo.com/http://www.issuu.com/oEstandarteDeCristo

  • Issuu.com/oEstandarteDeCristo

    objeo. Todo homem, por natureza, luta contra a salvao pela graa. Mesmo que no

    tenhamos nada de bom em ns mesmos, todos ns pensamos que temos! Apesar de que

    temos quebrado a Lei e termos perdido todo direito de receber respeito Divino, ainda somos

    orgulhosos o suficiente para imaginar que no somos to maus como os outros, que h

    algumas circunstncias atenuantes em nossas ofensas e que podemos, em alguma

    medida, apelar para a justia assim como para a compaixo de Deus. Por isso o apstolo

    coloca de forma to firme: Pela graa sois salvos, mediante a f, e isso no vem de vs,

    dom de Deus; no pelas obras, para que nenhum homem se glorie. A afirmao do texto

    quer dizer apenas isto: que todos precisamos ser salvos, salvos dos nossos pecados e

    salvos das consequncias deles. E que se somos salvos, no foi por causa de nenhuma

    obra que j fizemos. Quem entre ns, ao olhar para o prprio passado ousaria dizer que

    mereceu a salvao?

    Tambm no somos salvos por causa de alguma obra futura que ainda ser feita por ns.

    No fizemos barganha com Deus que lhe daremos tantas obras por tanta misericrdia. Ele

    tambm no fez nenhum pacto conosco dessa natureza. Ele livremente nos salvou e se O

    servimos no futuro, como confiamos que iremos, com todo nosso corao e alma e fora,

    ainda assim no teremos espao para nos gloriarmos por que nossas obras so opera- das

    em ns pelo Senhor. O que temos que no recebemos? Somos salvos no por causa de

    circunstncias atenuantes com respeito s nossas transgresses, nem porque somos escu-

    sveis por causas da nossa juventude ou ignorncia, ou por nenhuma outra causa! No

    somos salvos porque h alguns pontos bons em nosso carter que no foram menospreza-

    dos, ou algumas esperanosas indicaes de melhoras no futuro! Ah, no, Pela graa sois

    salvos. Esta afirmao clara e sem ressalvas varre toda suposio de qualquer mereci-

    mento de nossa parte, ou qualquer pensamento de mrito! No um caso de um prisioneiro

    na cela que alega, no culpado, e que escapa porque inocente. Longe disso, pois somos

    culpados alm de qualquer questionamento! Nem um caso de um prisioneiro que alega

    culpado, mas ao mesmo tempo menciona certas circunstncias que tornam a sua ofensa

    menos hedionda. Longe disso, pois nossa ofensa hedionda at o ltimo grau e nosso

    pecado merece a mxima ira de Deus. Nosso caso de um criminoso confessando sua

    culpa e sabendo que merece a punio, oferecendo nenhuma atenuao e nenhuma des-

    culpa, mas lanando-se sobre a misericrdia absoluta do juiz, rogando-lhe, pelo amor de

    Deus, que olhe para a sua misria e o poupe em compaixo.

    Paramos diante de Deus como criminosos condenados quando vamos a Ele por misericr-

    dia. No estamos em estado de provao, como alguns dizem, nossa provao acabou,

    ns j perdemos! J estamos condenados, e nosso nico rumo nos lanar sobre a sobe-

    rana misericrdia de Deus em Jesus Cristo, sem proferir uma silaba de reivindicao, mas

    simplesmente dizendo, misericrdia Senhor, eu imploro misericrdia imerecida de acordo

    http://www.facebook.com/CharlesHaddonSpurgeon.orghttp://www.facebook.com/CharlesHaddonSpurgeon.orghttp://www.oestandartedecristo.com/http://www.issuu.com/oEstandarteDeCristo

  • Issuu.com/oEstandarteDeCristo

    com Sua bondade e graa em Cristo Jesus. Pela graa sois salvos. Isto verdade sobre

    todo santo na terra e de todo santo no Cu, totalmente verdade e sem uma nica sentena

    de ressalva! Nenhum homem salvo exceto pelo resultado do livre favor da misericrdia

    de Deus, no por mrito, no por quitar a dvida, mas inteiramente e totalmente porque o

    Senhor, ter misericrdia de quem tiver misericrdia, e Ele quer conceder o Seu favor

    para os indignos filhos dos homens.

    I. No tencionamos trabalhar esta simples verdade de Deus nesta manh, doutrinariamente

    ou de forma controversa, mas para us-la para propsitos prticos e o primeiro este: ES-

    T GRANDIOSA DOUTRINA DEVE INSPIRAR ESPERANA A TODO PECADOR. Se a

    salvao totalmente um livre favor e graa de Deus, ento quem entre ns se atreve a

    desanimar? Quem neste lugar seria to perverso para sentar-se em mau humor e dizer,

    impossvel que eu seja salvo? Pois primeiro, meus irmos e irms, se a salvao somen-

    te por misericrdia, est claro que nosso pecado no de forma alguma impedimento para

    a nossa salvao! Se fosse por justia, nossa transgresso da Lei tornaria nossa salvao

    completamente impossvel. Mas se Deus tratar conosco sobre outra base completamente

    diferente, e disser: Eu os perdoarei livremente, essa mesma promessa pressupe pecado!

    Se o Senhor fala em misericrdia, essa mesma palavra d por certo que somos culpados,

    ou ento no haveria espao para misericrdia de forma alguma! A prpria afirmao de

    que somos salvos pela graa implica que ns somos objetos aptos para graa, e quem

    objeto apto para graa seno os culpados, os miserveis, os condenados?!

    almas dos homens, a Lei fecha suas bocas e os faz silenciosamente admitir que so cul-

    pados diante de Deus! Mas o Evangelho abre a boca do mudo declarando, Cristo morreu

    pelos mpios, e Ele veio ao mundo para salvar pecadores. Se A misericrdia entra em

    campo, o pecado engolido em perdo, e a indignidade deixa de ser uma barreira para o

    amor! Isto no claro e reconfortante?

    Agora observe que isto previne o desnimo que possa se levantar em qualquer corao por

    causa d