Set/Out 2013 – Compartilhar Pastoral

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    06-Mar-2016

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Compartilhar Pastoral Setembro / Outubro 2013

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    Igreja Metodista - Regio Missionria do Nordeste - REMNE - Boletim Regional - XVI - No 124 - Setembro/Outubro 2013

    em atos concretosAmor

  • Editorial

    Expediente

    Ano XVI N 124Setembro/Outubro 2013Compartilhar Pastoral uma publicao bi-mestral da Igreja Metodista na Regio Missio-nria do Nordeste

    Coordenao Regional de AoMissionria CoreamBispa Marisa de Freitas Ferreira, presidenteRev. Emanoel BezerraRev. Ivan Carlos MartinsRev. Slvio RochaAna Maria RibeiroHelder BastosLus Fernando Carvalho Lus Carlos da Silva

    Administrador da Sede RegionalMarcus Vinicius Brando Costa

    Departamento de Comunicao Lus Augusto Mendes Patrcia Monteiro Mendes

    Jornalista ResponsvelPatrcia Monteiro Mendes - DRT 1097 SE

    Editorao EletrnicaLus Augusto Mendes - DRT 1956 PBLuan MatiasManoel Pires - Capa

    Colaboradores/as de ComunicaoLuana MirandaPaloma FaustinoIsabelle Freitas

    Remne na Webremne.metodista.org.brFale com a redao do Compartilharcomunicacao@metodistanordeste.org.br(83) 9613 9734Sede Regional Rua Desembargador Gos Cavalcante, 331Parnamirim, Recife/PE, CEP 52060-140 Fone: (81) 3202 3050

    Compartilhar Pastoral Set / Out 2013

    Os artigos so de responsabilidade dos/as autores/as e no refletem necessariamente a opinio do jornal ou da Igreja Metodista.

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    Nesta edio do Compartilhar Pastoral, sinais da ao social e do ardor missionrio se unem em diversas aes que evidenciam uma igreja atenta s necessi-dades do prximo. Quem sai para anunciar o Evangelho e quem recebe a bno de ter uma necessidade atendida compartilha os mesmos sentimentos : alegria e realizao. Isso nos mostra que indiferena e injustia no podem modelar o carter do homem e da mulher que conhece a Cristo. Como e o que celebrar em outubro, ms das cri-anas? Na Palavra Pastoral, a bispa Marisa continua enfati-zando as caractersticas, os sinais e as marcas do Reinado do Menino em nossa vida cotidiana. Ao resgatar a linguagem figurada de Jesus em relao criana como um evidente sinal do poder de Deus, a bispa nos lembra que tornar-se como criana uma premissa para se viver nesse mundo de adultos/as. Alm dessas temticas, e de destacar o flego de servio e amor que brota das igrejas locais, o Compartil-har Pastoral tambm traz reflexes sobre a Escola Dominical e o Crescimento da Igreja. Para ficar informado/a, para se inspirar e ser edificado/a, no deixe de percorrer cada pgina desta edio. Leia, compartilhe e passe adiante!

    Patrcia Monteiro Mendes - Editora

    A Viglia Nacional pelas Crianas acontece anualmente no ms de outubro nas comunidades metodistas, com objetivo de que as crianas possam sentir-se valorizadas, cuidadas e parte do corpo de Cristo. O material para realizar a Viglia j est disponvel. Acesse o site da Remne e faa o download.

    O II Congresso Regional de Crianas da Remne est chegando e ser realizado de 14 a 17 de novembro, paralelo ao Congresso de Mulheres. Vagas limitadas! Informaes: Raquel Magalhes (Departamento de Crianas) queljampa@hotmail.com ou Amparo de Freitas: amparodefreitas@hotmail.com

  • Palavra Episcopal

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    1 - OBSERVANDO A PRTICA Nestes ltimos dias tem-se noticiado fatos relativos ao governo desta nao. Observe-se apenas alguns exemplos: a)Supremo Tribunal de Justia man-tem a deciso de penalizar cidados/s envolvidos/as no escndalo do mensalo. b)Polcia Federal desbarata grupo que desviava verba para trabalhos sociais comunitrios, envolvendo inclusive o senhor Paulo Pinto (assessor do Ministro Manoel Dias), que pede exonerao do cargo; c)ministrio da Sade amplia o nmero de mdicos/as para atender a populao; d) a populao se organiza e vai s ruas para fazer denncias e solicitar justia e boas me-didas por parte do poder pblico. Por outro lado, veri-ficam-se tambm outras atitudes: a- deputados federais negam-se a cassar mandato de membro da mesma, que encontra-se preso por comprovada corrupo; b- governo dos EUA espiona segmentos diversos da nao brasileira; c- descobre-se desvio de milhes de reais em procedi-mentos de sade hospitalar (at cobrana de cesariana em pessoa do gnero masculino). E quando se faz o somatrio das aes coerentes para com as que no o so, o saldo negativo ao extremo. Pessoas adultas e responsveis so as gerentes de todo tipo de falcatrua e abusos de poder.

    2 - ADULTOS/AS NO COMANDO Parece que assim tem sido a liderana das pessoas adultas. Gente de bem, revestida de autoridade, capa-citada para a funo, por vezes formada em renomadas academias. Mas que deliberadamente usam do poder que lhes foi dado para forjarem o mal. Faz com que se lem-bre do provrbio bblico: ...h pessoas que no dormem enquanto no fazem o mal. Ser que o fato de se ser adulto/a o que real-mente garante atitudes sensatas? Pessoas adultas so refe-rncia para a ao de Deus? O que caracteriza uma pessoa realmente adulta: a idade? Ou um conjunto de valores que independem da idade?

    3 - ....POIS UM MENINO OS GUIAR. Isaas Enquanto isto, no Reino de Deus, a palavra de ordem : ...se no vos tornardes como crianas, de modo algum entrareis no Reino dos Cus Mt 18:3. Palavras de Jesus. De uma profundidade e de uma fora profti-ca que s mesmo o Filho de Deus teria autoridade para profess-las. No Reino de Deus uma criana guiaria todo um povo Isaas 9:6 e Lc 2:27 a 35. Este texto lido sempre pelo povo de Deus, porm quase nunca se percebe a inovao absoluta que Deus prope para a funo de Rei. Deus promete que enviaria uma criana e ela seria a sal-vao para o mundo. Porque Deus no disse que enviaria uma pessoa adulta? Ou melhor, porque Deus no enviou o Messias j adulto? Ser apenas um detalhe ou haver uma sria proposta de Deus para fazer estas afirmaes acerca da criana?

    4 - DEUS E AS CRIANAS A Bblia afirma que Deus criou o mundo e tudo que nele h. E tudo que o Senhor fez, considerou muito bom. Afirmar que Deus Criador declarar que a vida pertence a Ele. Embora o ser humano no considere assim, a verdade que a vida no pertence aquele/a que a experimenta: ela lhe concedida diariamente. Se se cr nesta afirmativa, vive-se, ento, de forma coerente com a f. Isto : viver-se- sempre com a conscincia de que se mordomo da criao (algum que experimenta a vida, mas sempre a servio de Deus e do Seu propsito). Admitir isto exige um corao de criatura que se rende ao Criador. No em uma atitude de servido dspota, mas numa de humildade diante do milagre da vida. Quem assim cr no se sente dono de si, das pessoas ou do res-tante da criao. Sente-se parte e sente-se responsvel por sinalizar a grandeza do amor de quem o/a criou. Enfim, tal pessoa tem um corao limpo, to bem descrito em Mt 5:8. Por esta compreenso de quem Deus e de quem o ser humano que ser possvel ver a Deus. Claro! S se v a Deus quando se percebe que o poder real sobre tudo e todas pertence a Ele e que Este permite que sua criatura seja empodeirada. E a tal ponto que algumas criaturas terminam por sentir-se as proprietrias de todo o poder e de toda a glria. a partir deste detalhe que se estabelece toda a inimizade entre a humanidade e Deus. Inicia-se uma briga de poder que no faz sentido, porque a mesma j , por natureza, insensata. S que mesmo assim a hu-

    O REINADO DO MENINO ...observem as crianas... Mc 9:36-39.

    Reinado atividade para pessoa adulta. A se-riedade que o envolve tamanha que s mesmo

    algum muito bem aprovado/a pode exerc--lo. Sem sombra de dvida que o exerccio do

    governo exige premissas mnimas para quem o aspira.

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    Ato de Governo

    manidade, utilizando o recurso do livre arbtrio, tambm concedido pelo Criador, coloca os ps pelas mos e no se dispe a mudar. Assim encontra-se instalado o caos na vida deste planeta Terra. Por esta demanda que Jesus disse que ne-cessrio que todos/as se tornem como crianas: aqui o tornar-se criana tornar-se consciente desta verdade e se conduzir segundo ela. Por mais adulto/a que se seja, se no houver este princpio de temor a quem deu vida a este planeta, ento no haver paz na terra. preciso tornar-se como criana.

    5 - CRIANA NO REINO Quando Jesus faz referncia necessidade de se ser cirana exatamente isto que quer dizer: preciso que a pessoa se torne pronta para ouvir a Deus, que quem realmente sabe de TODAS AS COISAS. A humanidade sabe de parte de TODAS AS COISAS por isto mesmo, se quiser viver em plenitude, precisa ouvir a voz do Pai. No toa, ento, que Deus mandou Jesus como uma criana: um ser em formao, sempre aprendendo, sem-pre se desenvolvendo, sempre pronto a se refazer segundo o querer de Deus Pai/Filho/Esprito Santo. Esta linguagem figurada em relao criana um sinal visvel do verdadeiro poder de Deus: embora sendo o Todo Poderoso, Deus se fez como uma crian-a. Jesus criana porque, mesmo tornando-se adulto, submete-se a Deus Pai. E faz isto por uma razo: a certeza de que o querer de Deus o de salvar a humanidade (do pecado da arrogncia e do sentimento de divindade) e de traz-la para a vida plena (descrita por Jesus em Mt 5 (todo o sermo da montanha). O ensinamento de Jesus deixa muitos/as adultos/as revoltados/as. Isto compreensvel: o mundo vai por uma direo e Jesus denuncia que esta direo abomin-vel a Deus. clara a guerra de poder entre humanidade e Deus: ser feliz ter bens? mandar em multides? ter privilgios s custas da negao do/a outro/a? Ou ser feliz tomar a cruz da obedincia e seguir a Cristo? Esta proposta to sria (a de se colocar como criana diante de Deus, querendo aprender com