Simples mais Simples

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O que mudou e quais são as propostas de Bruno Caetano para melhorar ainda mais a vida do empreendedor.

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  • SIMPLESMAIS SIMPLESO QUE MUDOU E QUAIS SO AS PROPOSTAS DE BRUNO CAETANO PARA MELHORAR AINDA MAIS A VIDA DO EMPREENDEDOR

  • Simples: melhorou mas precisa melhorar ainda maisO governo sancionou o projeto de Lei que atualiza o Simples Nacional. O texto permite o

    ingresso de mais de 140 atividades da rea de servios no regime tributrio focado nos pe-quenos negcios. A nica condio para entrar no Simples ser faturamento anual mximo de R$ 3,6 milhes. Com a mudana, estima-se que mais de 450 mil empresas sero beneficiadas a partir de 2015. Mas, ao contrrio do que as primeiras notcias informaram, o texto assinado sofreu vetos. So restries importantes que tratam, por exemplo, do acesso das MPEs ao mercado de capitais e da simplificao para que o MEI cumpra obrigaes do Ministrio do Trabalho e Emprego (MTE).

    De modo geral, o texto aprovado pelo Congresso tem dois pontos positivos. O primeiro que acaba com as categorias e torna o Simples mais simples. O segundo rene o fim da substituio tributria do Imposto sobre Circulao de Mercadorias e Servios (ICMS) nas tran-saes das micro e pequenas e a simplificao dos procedimentos de abertura e fechamento de empresas, o que ajudar bastante o pequeno empresrio.

    Mas importante que o empreendedor analise antes de aderir. A entrada de alguns pro-fissionais liberais, como dentistas, mdicos, advogados pode no compensar do ponto de vista de impostos. Precisa analisar se haver ganho com a migrao do sistema tributrio atual para o Simples. Pela tica da burocracia, do relacionamento com o poder pblico, a empresa ter ampla vantagem porque um regime mais amigvel.

    De forma geral, o que vimos na Lei, que vai ser positiva para pequenas empresas com maior nmero de funcionrios ou cuja folha de pagamento seja proporcionalmente grande frente s despesas totais. Situao oposta a do profissional que trabalha sozinho, como den-tista que tem s uma secretria. Nossa orientao para que todos os empreendedores con-sultem um contador ou a Associao Comercial, Sebrae e outras entidades ligadas ao empre-endedorismo para fazer uma anlise cuidadosa da sua situao.

    As lacunas do texto esto no nosso radar. Ainda h muito a avanar. Na nova lei, h faixas de enquadramento nas quais o empreendedor vai pagar mais imposto e no menos do que paga hoje fora do Simples. Nesse aspecto, a batalha vai continuar para que a prxima alterao torne as faixas de enquadramento mais atrativas.

    Confira nesta publicao as nossas principais conquistas com a Lei Complementar 147/2014 e nossas propostas para melhorar a vida dos empreendedores.

  • NDICE

    Apresentao - O Simples Nacional 7

    Principais conquistas Bruno Caetano com a alterao da Lei do Simples 7

    Garantir mais vantagens e tratamento diferenciado para os 11 Microempreendedores Individuais (MEIs).

    Vetos da Lei feitos pela presidente 13

    Matrias em que Bruno Caetano defendeu as mudanas 13 na Lei Complementar e o melhor ambiente empreendedor

    O que ainda pode ser melhorado - nossas propostas e 15 lutas para fortalecer o empreendedorismo

    Profisses e atividades que sero beneficiadas com a 19 Universalizao do Simples

    Saiba mais 60

  • ndice

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    Apresentao - O Simples NacionalO Supersimples um sistema de tributao diferenciado para as micro e pequenas em-

    presas, que unifica oito impostos em um nico boleto e reduz, na mdia, em 40% a carga tributria.

    A partir de 2015, com a sano feita pela Presidncia da Lei Complementar 147/2014, a nica condio exigida para que uma empresa ingresse no Simples que tenha faturamento anual de at R$ 3,6 milhes. Com a mudana, estima-se que mais de 450 mil empresas sero beneficiadas no Brasil.

    Para que essa mudana pudesse acontecer, foi criada uma nova tabela para o setor de Servios, com alquotas que variam de 16,93% a 22,45% e a insero de mais 142 categorias no Simples Nacional.

    As novas regras comeam a valer a partir do dia 1 de janeiro de 2015.

    Principais conquistas de Bruno Caetano com a alterao da Lei do Simples

    Bruno Caetano sempre lutou para um melhor ambiente empreendedor e em defesa dos pequenos negcios de So Paulo. Seu trabalho incansvel tambm esteve relacionado com as mudanas da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, do Simples Nacional, aprovada pela Presidncia no comeo de agosto.

    Entre suas principais reivindicaes que foram atendidas com a mudana da Lei Comple-mentar 147/2014 esto:

    Insero de novas categorias no Simples Nacional

    Como era:

    No podiam optar pelo Simples as empresas prestadoras de servios decorrentes do exer-ccio de atividade intelectual, de natureza tcnica, cientfica, desportiva, artstica ou cultural,

  • ndice

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    as que prestam servios de instrutor, de corretor, de despachante ou de qualquer tipo de in-termediao de negcios, e as que realizam atividade de consultoria.

    Como vai ficar:

    Mais de 140 novas atividades ligadas ao setor de servios podero aderir ao regime tribu-trio que unifica impostos federais, estaduais e municipais. Dentre os beneficiados esto pro-fissionais da sade, fonoaudilogos, jornalistas, advogados, dentistas, corretores de imveis e de seguros, entre outros. Veja lista completa:

    Medicina, enfermagem, veterinria, odontologia, psicologia, psicanlise, terapia ocupa-cional, acupuntura, podologia, fonoaudiologia, clnicas de nutrio, de vacinao e de ban-cos de leite; fisioterapia, advocacia, servios de comissria, de despachantes, de traduo e de interpretao;

    Arquitetura, engenharia, medio, cartografia, topografia, geologia, geodsia, testes, su-porte e anlises tcnicas e tecnolgicas, pesquisa, design, desenho e agronomia, correta-gem, representao comercial e demais atividades de intermediao de negcios e servi-os de terceiros, percia, leilo e avaliao;

    Auditoria, economia, consultoria, gesto, organizao, controle e administrao;

    Jornalismo, publicidade, agenciamento, exceto de mo de obra;

    Outros negcios do setor de servios, que atuem na rea da atividade intelectual, de natu-reza tcnica, cientfica, desportiva, artstica ou cultural, produo ou venda no atacado de refrigerantes, inclusive guas saborizadas gaseificadas, produo ou venda no atacado de preparaes compostas, no alcolicas (extratos concentrados ou sabores concentrados), para elaborao de bebida refrigerante.

    Fim da substituio tributria

    Como era:

    Quando foi estabelecido pela Lei Geral que a MPE pagaria o ICMS pelo faturamento e no pelo valor agregado, imediatamente as Fazendas estaduais implantaram o contragolpe, ex-

  • ndice

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    pandindo a substituio tributria antes restrita s cadeias econmicas homogneas (cigarros, bebidas, pneus, combustveis, sorvetes, etc.). Nessas cadeias, o preo final conhecido e as margens tambm, portanto racional a substituio. Ao generalizar a substituio tribut-ria, os Estados afetaram cadeias heterogneas, nas quais a estimativa de margens tornou-se arbitrria. Assim, alm de eliminar os benefcios do Simples, passaram a impor uma carga tributria muito acima do critrio anterior de recolhimento do ICMS pelo valor agregado. A substituio tributria anula os efeitos benficos do Simples (unificao e simplificao). Alm disso, repercute economicamente contra o pequeno, aumentando a sua carga tributria.

    Como vai ficar:

    Com a nova regra, sero estabelecidas regras para o uso da substituio tributria do ICMS nas transaes das micro e pequenas empresas.

    O projeto veta o uso de substituio tributria sobre 80% das MPEs. Com isso, as secreta-rias de Fazenda estaduais no podero mais aplicar o mecanismo de recolhimento antecipado (recolher o imposto antes da comercializao) da alquota cheia do ICMS pelas empresas.

    Dentre os beneficiados pelo fim da substituio tributria esto os pequenos negcios dos segmentos de vesturio e confeces, mveis, couro e calados, brinquedos, decorao, cama e mesa, produtos ticos, implementos agrcolas, instrumentos musicais, artigos esporti-vos, alimentos, papelaria, materiais de construo, olarias e bebidas no alcolicas.

    Simplificao dos procedimentos de abertura e fechamento de empresas/reduo da burocracia

    Como era:

    O processo de abertura e baixa de empresas envolve diversas etapas e o comparecimento presencial em diversos rgos e entidades da Unio, dos Estados e dos Municpios, com prazos e custos excessivos. No existia um tratamento diferenciado para as MPEs.

    Alm disso, o empreendedor obrigado a comparecer a vrios balces para conseguir sua inscrio nos cadastros fiscais (da Unio, do Estado e do Municpio) e poder iniciar sua atividade.

  • ndice

    10 SimpleS maiS SimpleS

    Como vai ficar:

    O processo de obteno das inscries ser unificado e o CNPJ ser utilizado como identi-ficador cadastral nico pelas empresas.

    O sistema informatizado garantir a execuo de processo nico de registro e legaliza-o, pelo qual as empresas de qualquer porte podero obter, em prazo reduzido, a permis-so da Prefeitura para exerccio de suas atividades no endereo indicado, o registro na Junta Comercial, a inscrio no CNPJ e nos fiscos estadual e municipal, assim como as licenas de funcionamento. A entrada nica permitir o uso de contratos e declaraes eletrnicos, isto , com o processo todo realizado pela internet. As inscries fiscais estaduais e municipais sero extintas aps a criao do novo sistema. O processo de abertura, registro, alterao e baixa da MPEs dever ter trmite especial e simplificado, preferencialmente eletrnico, opcional para o empreendedor

    Os impostos federais, estaduais e municipais so pagos em um nico boleto. Todas as atividades de comrcio, indstria e a maior parte das atividades de servios pagam menos tributos no Supersimples.

    Alm disso, nos casos de baixo risco, ser possvel permitir o licenciamento d