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Sis. Logísticos - Carne

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Bovinocultura: Carnes

A Bovinocultura trata das tcnicas para a criao debovinos e tem mltiplas finalidades dentro da produo dematrias primasetrabalho. Embora restrito nos dias atuais, no passado o trabalho bovino foi fundamental nostransportes(trao decarrosemontaria), nalavoura(arado) e nolazer(atourada e orodeiomoderno). Alm dacarne, doleitee docouro, o boi fornece ainda outras matrias primas como osossosevsceras. Tambm no passado oestrumefoi considerado fundamental pararefertilizao dos campos agricultveis.A bovinocultura, como arte de criar, demanda o conhecimento do bovino e do seuambientecriatrio, sendo necessrio, por um lado, conhecer suareproduo, suas caractersticasraciais, seu comportamentoe suas necessidadesnutricionais. Por outro lado preciso saber manejar aspastagens, sua principal fonte dealimentao, asdoenasque os atacam e como preveni-las, assim como conhecer asconstruese instalaes para manter bovinos.Ao final de 2004 a bovinoculturabrasileiraera praticada em quatro milhes depropriedadesrurais, envolvendo 200 milhes decabeas, 28 milhes das quais foram abatidas emfrigorficosoficiais paraconsumointerno eexportaoe mais cerca de 10 milhes tiveram outro tipo deabate(38 milhes foi o nmero depelesbovinas processadas noscurtumesbrasileiros). E foi neste mesmo ano que o Brasil se tornou o maior produtor (8,5 milhes detoneladasdecarcaas) e maior exportador decarnebovina com os maiores produtores brasileiros que so os estados deMato Grosso do SuleMinas Gerais.Segundo dados de 2012 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE), o Brasil possui 1,3 mil unidades frigorficas em atividade, das quais 206 tm seus abates inspecionados pelo governo federal, 422 unidades so inspecionadas pelos governos estaduais e 762 unidades tm controle sanitrio a cargo dos municpios. Esse sistema de controle tem funcionado muito bem nos estabelecimentos que contam com o Servio de Inspeo Federal (SIF). O servio responde por 22,7 milhes dos atuais animais abatidos, menos da metade de sua capacidade instalada, estimada em 65 milhes de cabeas, de acordo com o SIF. A maior parte desse abate promovida em unidades de grandes grupos, entre eles JBS, Marfrig e Minerva.

Legislao VigenteO SIF resultado deao preventiva dos fiscais federais agropecurios nas instalaes industriais onde ocorre o abate, o processamento e o armazenamento de produtos de origem animal. As inspees atestam a qualidade sanitria dos produtos, que aprovados, recebem o carimbo e autorizam a comercializao.O Ministrio da Agricultura possui legislao especfica para tratar de requisitos sanitrios que regem toda vida do animal, desde a criao at o seu abate e trnsito. O Regulamento da Inspeo Industrial e Sanitria de Produtos de Origem Animal (Riispoa), legitimado pelo Decreto n 30.691/1952, prev normas de inspeo industrial e sanitria ante e post-mortem, recebimento, manipulao, transformao,elaborao e preparo. Abrange, ainda, fiscalizaes no estabelecimento e no rebanho em cada etapa de criao e produo. Os ficais examinam as reas dos matadouros e frigorficos e verificam a aplicao dos programas de autocontrole que devem ser implantados,a documentao e as condies de sade do animal. Logo aps o abate, so inspecionadasas vsceras ecarcaas.Algumas das instrues normativas, ordens e portarias que devem ser respeitadas para o comrcio de produtos de origem animal: Instruo Normativa n 05, de 7 de fevereiro de 2013; Instruo Normativa n 53, de 16 de novembro de 2009; Ordinance n 210, dated november 10, 1998; Portaria n 210, de 10 de novembro de 1998.

Cenrio MundialA bovinocultura um dos principais destaques do agronegcio brasileiro no cenrio mundial. O Brasil dono do segundo maior rebanho efetivo do mundo, com cerca de 200 milhes de cabeas. Alm disso, desde 2004, assumiu a liderana nas exportaes, com um quinto da carne comercializada internacionalmente e vendas em mais de 180 pases.O rebanho bovino brasileiro proporciona o desenvolvimento de dois segmentos lucrativos. As cadeias produtivas da carne eleite. O valor bruto da produo desses dois segmentos, estimado em R$ 67 bilhes, aliado a presena da atividade em todos os estados brasileiros, evidenciam a importncia econmica e social da bovinocultura em nosso pas.O clima tropical e aextenso territorial do Brasil contribuem para esse resultado, uma vez que permitema criao damaioria do gado em pastagens. Alm disso, o investimento em tecnologia e capacitao profissional, o desenvolvimento de polticas pblicas, que permitem que o animal seja rastreado do seu nascimento at o abate,o controle dasanidade animal e segurana alimentar, contriburam para que o pas atendesse s exigncias dos mercados rigorosos e conquistasseespao no cenrio mundial.

Mercado InternoO Brasil um grande produtor mundial de carnes (bovina, suna e de aves), produzindo cerca de 24,5 milhes de toneladas do produto em 2010, sendo que cerca de 75% dessa produo consumida no mercado interno (MAPA, 2011). A pecuria uma atividade de grande importncia na economia brasileira. Estima-se que a bovinocultura de corte gere um faturamento anual de mais de R$ 50 bilhes e empregue cerca de 7,5 milhes de pessoas em suas atividades (ABIEC, 2011). Internacionalmente, a atividade tambm de grande destaque, pois o Brasil possui o segundo maior rebanho de bovinos do mundo, ficando atrs apenas da ndia. O Brasil , tambm, o segundo maior produtor de carne bovina atrs dos Estados Unidos e o maior exportador mundial do produto, segundo a Food and Agriculture Organization das Naes Unidas (FAOSTAT, 2011). Com isso, a extenso do mercado de carne bovina brasileira torna-se grande, abastecendo tanto a demanda interna como tambm fornecendo carne para os mercados internacionais.A produo de carne bovina brasileira principalmente voltada para o consumo interno. No Brasil, dos 21.756.402 abates registrados pelo Servio de Inspeo de Produtos de Origem Animal (SIPAs/DFAs), em 2010, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e So Paulo representam juntos 45,73% do total de abates cada um, representando 17,51%, 14,26% e 13,96% da produo, respectivamente. Estima-se que nos prximos 10 anos o setor continue a crescer a uma taxa de 2,2% ao ano (MAPA, 2011). A nova legislao que prev a fiscalizao da qualidade do produto e o esforo empreendido pelo pas para erradicar doenas contribui para o aumento da produo. Em 2008, por exemplo, aproximadamente 59% do territrio nacional foram considerados pela Organizao Internacional de Epizootias (OIE), livres da febre aftosa. Entre os diferenciais competitivos que o Brasil possui frente aos principais pases concorrentes destacam-se a grande extenso de terras, as quais permitem ganho em escala e expanso da atividade pecuria, a gentica bovina melhorada e adaptada ao meio ambiente, a tecnologia necessria para aumentar os ndices de produtividade e, principalmente, as condies climticas favorveis produo pecuria de baixo custo e ambientalmente correta (Franco, 2003). Entretanto, h aspectos que no so favorveis competitividade brasileira, como a tecnologia (incluindo aspectos tecnolgicos da pecuria do abate/processamento e distribuio), a gesto e certificao, e as questes ambientais e sanitrias. Hoje, alguns desses aspectos so pontos fortes (MAPA, 2011). Mesmo que os frigorficos se encontrem espalhados por todo Brasil teoricamente no existe nenhuma imposio geogrfica ou climtica que impeam a abertura de uma unidade. Como mostra a Tabela x e a Figura X, isto no acontece de forma homognea, pois os frigorficos ao longo do tempo passaram a se localizar mais prximos aos maiores centros produtores, notadamente, na regio Centro Oeste, devido ao menor preo da terra nessa regio e pecuria de corte nacional estar baseada, predominantemente, na forma extensiva, utilizando, principalmente, pastagem natural ou plantada, que possibilita uma produo com um custo mais competitivo (Zucchi, 2010), diminuindo, assim, o custo de transporte dos animais vivos at os abatedouros e evitando maiores perdas de peso, estresse animal, machucados na carne e diversos outros problemas em se transportar animais vivos de uma regio para outra. Tabela X - Efetivo de bovinos em 31.12 e participao relativa e acumulada no efetivo total segundo as unidades da federao. Figura X - Distribuio das plantas frigorficas bovinas no Brasil*Fonte: (ABIEC, 2011)

Com a aproximao dos frigorficos aos centros produtores, os custos de distribuio e tambm de exportao da carne aumentaram e passaram a depender mais da infraestrutura logstica das estradas, uma vez que o transporte de carnes em longas distncias feito, quase exclusivamente, via caminhes, em contineres refrigerados at os centros de destino ou portos onde realizado o transbordo para os navios cargueiros.Neste aspecto, (Zucchi, 2010) utiliza um modelo locacional dinmico para determinar a melhor localizao dos frigorficos de exportao, para reduo dos custos de transporte da matria prima at o frigorfico e de l para o porto mais prximo, assim como o tamanho ideal de cada planta frigorfica para atender demanda de cada estado com relao ao mercado interno e externo. Os resultados encontrados foram que dos custos ligados instalao e operacionalizao de um frigorfico, 79,4% seria para a implantao da unidade, 1,2% do transporte do insumo da fazenda ao frigorfico, 3,6% seriam custos do transporte da carne at o porto de escoamento e 14,1% do porto at o pas de destino final, ao passo que para o consumo interno os custos girariam em torno de 1,7% do total.

Mercado InternacionalSegundo dados da Associao Brasileira das Indstrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), o Brasil exportou carne bovina in natura para 87 pases em 2011. Os compradores de carnes industrializadas no mesmo perodo foram 108. Midos e tripas foram enviados a 62 destinos.

Figura Y - Participao dos maiores clientes de carne, tripas e midos em 2011, em volume.

As exportaes brasileiras de carne bovina in natura em dezembro/11 foram de 63,1 mil toneladas com receita de US$313,5 milhes, obtend