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Universidade Estadual do Sudoeste da BahiaADMINISTRAO DE MATERIAIS

LOGSTICA DE DISTRIBUIO DE ALIMENTOS PERECVEIS

Bruno, Cludia, Deuselha, Ilia, Natlia e Tuane

Logstica de Distribuio de Alimentos Perecveis

Alimentos Perecveis :

So aqueles que podem sofrer qualquer deteriorao seja fsica, qumica ou biolgica que vir a impossibilitar o seu consumo.

Logstica de Distribuio de Alimentos Perecveis

Logstica um processo abrangente que integra o fluxo de materiais e informaes, desde a fase de projeto e planejamento de um produto, recebimento de matrias primas e componentes, produo, armazenagem, distribuio e transporte, de forma atender s necessidades do cliente.

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Segundo dados da Organizao das Naes Unidas para Agricultura e Alimentao (FAO), o Brasil est entre os pases que mais desperdiam alimentos no mundo. So mais de 10 milhes de toneladas, cerca de 40% da produo agrcola, no chega ao seu destino final, o que deixa a vida de aproximadamente 54 milhes de pessoas abaixo da linha da pobreza.

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A grande maioria dos armazns, almoxarifados e estoques em geral no Brasil que fazem operaes com alimentos perecveis, no comporta um padro de estocagem correta, suas instalaes so antigas, e dependem de uma qualificada distribuio. A logstica ento entra como suporte para crescimento no mercado, que por sua vez, fica cada vez mais exigente, priorizando a qualidade dos alimentos.

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Os alimentos perdem sua originalidade geralmente dentro do processo logstico praticado pela empresas, durante a armazenagem, movimentao dos itens e durante o transporte dos mesmos. A logstica precisa agregar mais valor ao produto em todos os processos, contudo isso se torna difcil, quando chega ao cliente e o produto no consegue atender as suas necessidades.

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A logstica no Brasil de produtos perecveis enfrenta um grande desafio que a temperatura global, que segundo dados de especialistas ficam na margem dos 23C, temperatura que considerada alta em relao ao fator de perecibilidade.

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Segundo a Agncia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), de 1.452.853 carretas no Brasil, somente 1,62% possuem cmara frigorificada.Os problemas no param somente nas questes que envolvem temperatura, mas tambm no requisito higiene do transporte, que deixa a segurana alimentar dos consumidores finais desacreditada.

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Na logstica de alimentos perecveis, a diferena entre um bom alimento e um perfeito, a habilidade de se resolver os gargalos do processo da cadeia de distribuio que prejudicam seu desempenho.

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Para uma anlise adequada da logstica de distribuio de alimentos perecveis deveremos considerar no mnimo os seguintes aspectos:

- Viso sistmica da logstica;

Logstica de Distribuio de Alimentos Perecveis- Caracterizao das restries e condies para preservao; - Acondicionamento (embalagem e unitizao);

- Armazenagem (movimentaes, estocagens, transferncias e transbordos); e- Transporte.

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Embalagem o envoltrio para acondicionamento de um determinado produto. Um conceito mais abrangente proposto por Moura e Banzato (2000) faz referncia embalagem como: Conjunto de artes, cincias e tcnicas utilizadas na preparao das mercadorias, com o objetivo de criar as melhores condies para seu transporte, armazenagem, distribuio, venda e consumo, ou alternativamente, um meio de assegurar a entrega de um produto numa condio razovel ao menor custo global MOURA & BANZATO (2000, p.11).

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Quanto classificao, a mais referenciada a que classifica de acordo com as funes em primria, secundria, terciria, quartenria e de quinto nvel. a) Primria: a embalagem que est em contato com o produto, que o contm. Exemplo: vidro de pepino, caixa de leite, lata de leite condensado. b) Secundria: aquele que protege a embalagem primria. Exemplo:o fundo de papelo, com unidades de caixa de leite envolvidas num plstico. geralmente a unidade de venda no varejo. c) Terciria: So as caixas, de madeira, papelo, plstico. d) Quaternria: So embalagens que facilitam a movimentao e a armazenagem, qualquer tipo de contenedor. Exemplo: Continer e) Embalagem de Quinto nvel: a embalagem conteinerizada, ou embalagens especiais para envio a longa distncia.

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Outra classificao proposta por Bowershox e Closs (2001) classifica as embalagens em dois tipos: embalagem para o consumidor, com nfase em marketing, e embalagem industrial, com nfase na logstica.

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As principais funes da embalagem so: conteno, proteo e comunicao. A conteno refere-se funo de conter o produto, de servir como receptculo, por exemplo, quando ocorre do produto vazar da embalagem, esta funo no foi cumprida. A funo de proteo, possibilita o manuseio do produto at o consumo final, sem que ocorra danos na embalagem e/ou produto, contra os seguintes riscos: choques, acelerao, temperatura, vibrao, compresso, oxidao, perfurao, esmagamento, entre outros.

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E a funo de comunicao a que permite levar a informao, utilizando diversas ferramentas, como smbolos, impresses, cores, etc. Ex.: identificao de forma facilitada nos processos logsticos de armazenagem, estoque, separao de pedidos, e transporte.

Logstica de Distribuio de Alimentos PerecveisOs gastos com embalagem representam aproximadamente 2% do PNB. E o Brasil perde entre 10% e 15% da sua receita de exportao por causa de embalagens deficientes.

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O Brasil tem altos custos incorporados nos fretes agrcolas, segundo o IEA (Instituto de Economia Agrcola). O pas tambm possui o uso de veculos inadequados, o acondicionamento de produtos em embalagens imprprias. Tcnicas ultrapassadas de carga e descarga, fazem da logstica de distribuio de alimentos perecveis, uma das maiores responsveis pela perda da qualidade dos produtos.

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Os impasses logsticos impedem o Brasil de destacar como um dos maiores produtores de alimentos do mundo, a Economist Intelligence Uni (2010), relata em seu relatrio que de grande importncia do Brasil investir e mudar para que o setor de agribusiness possa se desenvolver plenamente com sucesso nas futuras dcadas.

Concluses

O que podemos depreender a partir do exposto que para uma adequada logstica de distribuio de produtos perecveis necessrio respeitar todas as atividades, desde entender as restries e condies para preservao, desenvolver a embalagem para atender todas as funes, armazenar e transportar adequadamente.