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SLIDES - teoria geral dos beneficios previdenciarios - parte 1

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Slides do módulo TEORIA GERAL DOS BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS ministrado na pós-graduação em Direito Previdenciário na ESA/CG.

Text of SLIDES - teoria geral dos beneficios previdenciarios - parte 1

TEORIA GERAL DOS BENEFCIOS PREVIDENCIRIOSPARTE I Prof. Ms. Rogrio AbreuMestre em direito econmico (UFPB). Ps-graduado em direito fiscal e tributrio (UCAM/RJ). Juiz federal. Membro titular da Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Paraba. Membro suplente da Turma Nacional de Uniformizao dos Juizados Especiais Federais. Professor dos cursos de graduao e ps-graduao do Centro Universitrio de Joo Pessoa (UNIP/PB) e do curso de graduao da Faculdade de Cincias Sociais Aplicadas (FACISA/PB).

DOS BENEFICIRIOS DO REGIME GERAL DA PREVIDNCIAOs

beneficirios do Regime Geral da Previdncia Social so as pessoas fsicas que fazem jus ao recebimento das prestaes previdencirias. Por definio legal so classificados como:SEGURADOS

obrigatrios e facultativos. DEPENDENTES.

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SEGURADOS OBRIGATRIOS

Os segurados obrigatrios so aqueles vinculados obrigatoriamente ao sistema previdencirio, sem possibilidade de excluso voluntria. Atualmente so cinco os tipos de segurados obrigatrios da Previdncia Social definidos na Lei, so eles:

EMPREGADO EMPREGADO DOMSTICO TRABALHADOR AVULSO CONTRIBUINTE INDIVIDUAL SEGURADO ESPECIAL

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EMPREGADO

aquele que presta servio de natureza urbana ou rural a empresa, em carter no eventual, sob sua subordinao e mediante remunerao, inclusive como diretor empregado; aquele que, contratado por empresa de trabalho temporrio, por prazo no superior a trs meses, prorrogvel, presta servio para atender a necessidade transitria de substituio de pessoal regular e permanente ou a acrscimo extraordinrio de servio de outras empresas, na forma da legislao prpria; o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado no exterior, em sucursal ou agncia de empresa constituda sob as leis brasileiras e que tenha sede e administrao no Pas;4

o bolsista e o estagirio que prestam servios a empresa, em desacordo com a Lei no 11.788, de 25 de setembro de 2008; o servidor da Unio, Estado, Distrito Federal ou Municpio, includas suas autarquias e fundaes, ocupante, exclusivamente, de cargo em comisso declarado em lei de livre nomeao e exonerao;o servidor do Estado, Distrito Federal ou Municpio, bem como o das respectivas autarquias e fundaes, ocupante de cargo efetivo, desde que, nessa qualidade, no esteja amparado por regime prprio de previdncia social;5

o servidor contratado pela Unio, Estado, Distrito Federal ou Municpio, bem como pelas respectivas autarquias e fundaes, por tempo determinado, para atender a necessidade temporria de excepcional interesse pblico, nos termos do inciso IX do art. 37 da Constituio Federal;o servidor da Unio, Estado, Distrito Federal ou Municpio, includas suas autarquias e fundaes, ocupante de emprego pblico;

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o escrevente e o auxiliar contratados por titular de servios notariais e de registro a partir de 21 de novembro de 1994, bem como aquele que optou pelo Regime Geral de Previdncia Social, em conformidade com a Lei n 8.935, de 18 de novembro de 1994; o exercente de mandato eletivo federal, estadual, distrital ou municipal, nos termos da Lei n 9.506, de 30 de outubro de 1997, desde que no amparado por regime prprio de previdncia social;7

EMPREGADO DOMSTICO

O empregado domstico, regido pela Lei n 5.859/72, aquela que presta servio de natureza continua a pessoa ou famlia, no mbito residencial desta, em atividades sem fins lucrativos (art. 11, II, Lei n 8.213/91).

Cabe ao empregador domstico registrar a carteira de trabalho do empregado domstico alm de efetuar os recolhimento previdencirios mensalmente ao INSS, incluindo neste aporte a sua contribuio, na condio de empregador domstico, e a parcela descontada do empregado.8

TRABALHADOR AVULSO

O avulso, para efeitos previdencirios, definido no Regulamento da Previdncia Social como aquele que, sindicalizado ou no, presta servio de natureza urbana ou rural, a diversas empresas, sem vnculo empregatcio, com a intermediao obrigatria do gestor de mo-de-obra, nos termos da Lei n 8.630, de 25 de fevereiro de 1993, ou do sindicato da categoria (art. 9, VI, RPS). O avulso trabalhador sem vinculo empregatcio, pois se este existe empregado. Seu servio pode ser prestado tanto na rea rural como na urbana, na rea porturia ou terrestre. Somente ser segurado avulso aquele que presta servio com a intermediao obrigatria do sindicato, para os avulsos terrestres, ou o OGMO rgo gestor de mo-de-obra-, para os avulsos porturios. 9

SO CONSIDERADOS TRABALHADORES AVULSOS

Aquele que exerce atividade porturia de capatazia, estiva, conferncia e conserto de carga, vigilncia de embarcao e bloco; O trabalhador de estiva de mercadorias de qualquer natureza, inclusive carvo e minrio; O trabalhador em alvarenga (embarcao para carga e descarga de navios); O amarrador de embarcao; O ensacador de caf, cacau, sal e similares; O trabalhador na indstria de extrao de sal; O carregador de bagagem em porto; O prtico de barra em porto; O guindasteiro; O classificador, o movimentador e o empacotador de mercadorias em portos.10

CONTRIBUINTE INDIVIDUAL

O contribuinte individual espcie de segurado bastante genrica, ampla, comportando trabalhadores muito distintos entre si. Esta categoria foi criada pela Lei n 9.876/99, a qual reuniu trs categorias antes existentes (empresrio, autnomo e equiparado a autnomo) em uma nica, denominada contribuinte individual.

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CONTRIBUINTE INDIVIDUALDEFINIO LEGAL (art.11, V, Lei 8.213/91)

a pessoa fsica, proprietria ou no, que explora atividade agropecuria ou pesqueira, em carter permanente ou temporrio, diretamente ou por intermdio de prepostos e com auxlio de empregados, utilizados a qualquer ttulo, ainda que de forma no contnua;

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a pessoa fsica, proprietria ou no, que explora atividade de extrao mineral - garimpo -, em carter permanente ou temporrio, diretamente ou por intermdio de prepostos, com ou sem o auxlio de empregados, utilizados a qualquer ttulo, ainda que de forma no contnua;

Atualmente, o garimpeiro, pessoa fsica que exerce a atividade de extrao mineral, somente segurado contribuinte individual, mesmo sem empregados. Ou seja, a existncia ou no de empregados irrelevante para seu enquadramento, ao contrrio do produtor rural pessoa fsica, pois se este no possui empregados ser segurado especial.

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o ministro de confisso religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de congregao ou de ordem religiosa; o brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial internacional do qual o Brasil membro efetivo, ainda que l domiciliado e contratado, salvo quando coberto por regime prprio de previdncia social;

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o titular de firma individual urbana ou rural;

Tais segurados eram denominados, em perodo anterior Lei n 9.876/99, segurados empresrios. Aqui a lei reconhece como atividade remunerada vinculante ao RGPS qualquer forma de exerccio de direo de sociedade.

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o diretor no empregado e o membro de conselho de administrao na sociedade annima; quem presta servio de natureza urbana ou rural, em carter eventual, a uma ou mais empresas, sem relao de emprego;a pessoa fsica que exerce, por conta prpria, atividade econmica de natureza urbana, com fins lucrativos ou no;

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SEGURADO ESPECIAL

O segurado especial o nico segurado com definio no prprio texto constitucional, o que determina o tratamento diferenciado a ser dado a estas pessoas. O segurado especial traduz-se resumidamente, no pequeno produtor rural e no pescador artesanal. Regra geral, o pequeno produtor rural ou pescador artesanal que exera outra atividade remunerada est excludo do conceito de segurado especial. O pescador artesanal tambm considerado como segurado especial, desde que tambm execute suas atividades sem a contratao de empregados.17

NO SE CONSIDERA SEGURADO ESPECIAL

O membro do grupo familiar que possuir outra fonte de rendimento decorrente do exerccio de atividade remunerada ou de benefcio de qualquer regime previdencirio, ou na qualidade de arrendador de imvel rural, com exceo do dirigente sindical, que mantm o mesmo enquadramento perante o Regime Geral de Previdncia Social - RGPS de antes da investidura no cargo; A pessoa fsica, proprietria ou no, que explora atividade agropecuria ou pesqueira atravs de preposto (parceiro outorgado), mesmo sem o auxlio de empregados.

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Parceiro

aquele que, comprovadamente, tem contrato de parceria com o proprietrio da terra, desenvolve atividade agrcola, pastoril ou hortifrutigranjeira, partilhando os lucros, conforme pactuado.

Meeiro

aquele que, comprovadamente, tem contrato com o proprietrio da terra, exerce atividade agrcola, pastoril ou hortifrutigranjeira, dividindo os rendimentos obtidos.

Arrendatrio

aquele que, comprovadamente, utiliza a terra, mediante pagamento de aluguel ao proprietrio do imvel rural, para desenvolver atividades agrcolas, pastoris ou hortifrutigranjeiras.19

Pescador Artesanal

aquele que, utilizando ou no embarcao prpria, de at seis toneladas de arqueao bruta (se parceiro outorgante), ou at dez toneladas de arqueao bruta (se parceiro outorgado), faz da pesca sua profisso habitual ou meio principal de vida, inclusive em regime de parceria, meao ou arrendamento

Produo Rural

toda a produo de origem animal e vegetal, em estado natural ou submetida a processo de beneficiamento ou industrializao rudimentar (assim compreendidos, entre outros, os processos de lavagem, limpeza, descaroamento, pilagem, descascamento, lenhamento, pasteurizao, resfriamento, secagem, fermentao, embalagem, cristalizao, fundio, carvoejamento, cozimento, destilao, moagem, torrefao), bem como os subprodutos e os resduos obtidos atravs desses processos.20

SEGURADOS FACULTATIVOS