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Sobre a história das ciências Pêcheux[1]

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MIOHEt

POHEUX - M1CHE'L FIOHANl'

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HISTORIA DAS CIENCIAS

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Llbrairlo f'r~1)9qlllJ>lllllpero, Parill, 1969 Editorial Estampa, Lda., Lisboa, 1971Para11

1971 EOITOfllAL ESTAMp LISBOA

flngul!.

portuguesa

TITULO 00 ORIGINAL SUR l'HISTOIRE

NDICE

pes

SOl ENCES

9 1117 19

20 41 55

59

o problema da histria das cincias

6399 109 109131 131

Nota: De Galileu a Duhem . A ideia de uma histria das cincias O conceito de recorrncia , . A utilizao do conceito de recorrncia Anlise de um exemplo ."

159TRAOUCAO

DEFRANCISCO BAIR,RAO

Jeall-Sylvain Bai1ly: extracto do Prefcio de Bistoire de l'Astrorwmie Anciel1ne depuis son origine jusqtt' l'tablissement de l'cole d'Alexanl.lrie00' , '0 0

161

7

B. Auguste Comte: extractos de L'Histoire d'une Sdence est autre chose que l'expos de cette scimce selon [,Ordre Historique '" '" C. Gaston Bachelard: extracto de L'ActUCllt de l'Histoire des Sciences , '" '" D. Gaston Bachelard: extracto. de Le Matrialisme Ratioltlwl '" E. Jean Cavailles: extracto de Les Mathmatiques sont UI1 devenir '" '" '" F. Dedekind: extracto da sm\ correspondnciaCOm

165 111 179 181

Upschitz

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185

de circunstlncias alheias nossa vonnos possvel publicar a lio que F. Regno dia 26 de Fevereiro de 1968 sob o um corte epistemolgico'/, no quade Filosofia para homens de cincia. de M. Pcheux, que publicamos a seguir, problema il1dependente, que necessita ser referido a alguns elementos tericos por F. Regnault. P1'Opomos pois aprelugar as seguintes definies precuja completa justificao obrigaria' a exposio. Teoria.

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9

Ihistrico da formao da fsica cien~ chamaremos corte episteroolgico o ponto regresso (segundo a expresso de F. Rega partir do qual esta cincia comea. histrico pode situmt~se nos trabalhos sobre a queda dos corpos. Com efeito a deles torna-se de facto impossvel retomar as fsicas e cosmolgicas aristotlicas e esCOPor outro lado, a elaborao dos conceitos (velocidade instantnea, acelerao) e mate(clculo infinitesimal) que exige a prpria dos enunciados dinmicos de Galileu, de facto necessria (1). sua funo social essencialmente de distrair certas classes da sociedade atravs do espanto que provocam (os Prncipes e os Grandes da Terra para comear, em seguida a Burguesia): as bengalas, os carrilhes, os molinetes elctricos, ete., so viSIvelmente brinquedos; a garrafa de Leydee a mquina electrosttica surgem como os acessrios in30

Aqui (na electricidade) vemos o curso da Nana aparncia totalmente invertido nas fundamentais, e por causas que parepouco considerveis. E no s6 os maiores so produto de causas pouco considemas ainda daquelas com as quais parece terem qualquer ligao ... Aqui, v-se um pede metal frio, ou mesmo a gua ou o lanarem fortes fascas de fogo, a ponto incendiarem vrias substncias inflamveis.(Priestley, Histoire de l'Electricit, 1771.)

abade de Mangin, citado por Bachelard, aduz lado:{(A electricidade parece englobar nela todas as; vantagens da fbula. do conto, da magia, do romance, do cmico ou do trgico. (ln Bachelard, La Formation de l'Esprit Scien.tique, p. 35.)

31

HISTRIA

DAS CltiNCIAS

Donde:~ .. s efeitos tragicmicos da electricidade.edo O magnetismo nos domnios da poltica, da moral e da religio,

COl1tentamo-nosaqui, em evocar alguns exemplos engraados que devem ser lidos como sintomas de'llmainterdependncia ideolgica real entre toda a Filosofia da Natureza do sculo XVIII e as teorias polticas, morais e religiosas do sculo XIX (grosseiramente: a relao de Schelling a Hegel) (1). Exemplo com conotaes polticas. Experincia do quadro mgico do rei e dos conjurados (B. FrankHn): Peguem num grande retrato gravado, com moldura e vidro, como por exemplo o do Rei (que Deus o abenoe).)) . Fra,nkHn explica ento como transformar o quadro de maneira a que funcione como um condensador. Feito isto acrescenta: ~1 Segu rem o quadro horizontalmente pela parte superior e coloquem na cabea do rei uma pequena coroa dourada err1vel. Ento, se o quadro estiver moderadamente e1ectrizado, todo aquele que segurar o quadro com uma mo e tentar retirar a coroa com a outra receber uma como