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SOBRE A POLÊMICA DAS SACOLAS PLÁSTICAS NO · PDF filesumário 02-03 editorial 04 sobre a polÊmica das sacolas plÁsticas no mercado: mito e realidade ii 05 uma ponte na localidade

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Text of SOBRE A POLÊMICA DAS SACOLAS PLÁSTICAS NO · PDF filesumário 02-03...

  • Sumrio 02-03

    Editorial 04

    SOBRE A POLMICA DAS SACOLAS PLSTICAS NO MERCADO:

    MITO E REALIDADE II

    05

    UMA PONTE NA LOCALIDADE DE PEIXE BOI GUARAPES, PRI-

    MEIRAS FALAS DE ALGUMAS PROPOSTAS QUE ENCONTREI

    07

    A QUEM INTERESSA ESTIMULAR O DIO E INCITAR A VIOLN-

    CIA?

    08

    ENTREVISTA: CIENTISTA POLTICO HOMERO COSTA 11

    PEGADAS NO CAMINHO 18

    INFLUNCIA DO CAPITALISMO NA PRIMEIRA INFNCIA: CONSU-

    MISMO E EXPOSIO

    19

    RPIDA ANLISE DO POEMA XVIII (POEMAS MALDITOS, GO-

    ZOSOS E DEVOTOS) DE HILDA HILT

    26

    A ESCOLHA 28

    A TRAJDIA DOS IMIGRANTES, OS RFOS DA PRIMAVERA

    RABE

    30

    IDEOLOGIA DE GNERO E O DELRIO CONSERVADOR NO

    BRASIL HOJE

    33

    Cinema: Com Angelo Giroto - UMA ONDA NO AR 37

    CRISE DAS INSTITUIES REPRESENTATIVAS 39

    A ARTE E SUAS LIES SOBRE COMO SE LIBERTAR DOS GRI-

    LHES CONCEITUAIS

    41

    MARIA CUNHA 44

  • ECLIPSE DE SUPER LUA: AFETO E VIVER AMOR 46

    CASCUDEANDO 48

    SEMENTE DO BEM 50

    Sarau Poemas de Autores regionais, Nacionais e Mundiais 54

  • Revista de Circulao bimensal.

    uma publicao integrante do

    site: WWW.VIRTUALCULT.COM.BR.

    Envio de Artigos:

    [email protected]

    A Re v i s ta Ku ku ka ya n o se re s-

    p o n sa b i l i za p o r con ce i to s e m i t i -

    d o s e m a r t i g o s a ss i n a d o s , b e m

    co mo q u a l q u er o p in i o ma n i fe s -

    ta n o s a r t i g o s pu b l i ca do s , se n do

    n e s te ca so d e i n te i ra r e sp o n sa-

    b i l i da d e d o s se u s a u to re s . Re -

    g ra s p a ra e n v i o d e a r t i go s ve j a

    n a Op o : Re v i s ta Ku ku ka ya /

    No rma s p a ra Pu b l i ca o . Fo to s

    d a s ed i e s so d e d o mn i o p -

    b l i co e x t ra d a s d a i n te rn e t .

    Redator/Editor

    Alfredo Ramos Neves

    O bservaram a ca-

    pa? Pois , mais

    uma vez estamos

    mudando o for-

    mato da mesma. A capa a

    porta de entrada da revista, e

    difcil, muito difcil produzi-la.

    Alm de no termos um diagra-

    mador; pois tudo idealizado

    por teimosos produtores, termi-

    na sobrando para o editor a

    tentativa de criar

    uma capa que

    traga para os in-

    ternautas uma

    boa apresentao

    do veculo produ-

    zido.

    Mas, apesar

    dos pesares, entendo (no pos-

    so falar que entendemos), por-

    que na maioria das vezes no

    silncio da noite ou no barulho

    do dia, decide esse humilde re-

    dator sozinho o formato da re-

    vista, onde, no fundo, no fundo,

    compreendo que o importante

    mesmo o contedo; o que

    penso. Quem produziu blagues

    e pasquins em papel mimeo-

    grafado nos anos 80 e 90 se

    sente o tal diante das possibili-

    dades eletrnicas dos dias atu-

    ais, mesmo que alguma coisa

    deixa a desejar.

    Tomei emprestado o qua-

    dro abstrato de Angel Estevez

    para ilustrar a nossa capa, e,

    como disse o mestre professor

    Homero Costa, a mudana pa-

    ra um estado de arte melhor

    e valoriza o que prope a Ku-

    kukaya, ser diversa.

    Estamos com algumas

    ideias, e uma delas deixar a

    revista no virtual e

    no real, ou seja, im-

    pressa. Thiago

    Gonzaga est em-

    polgadssimo com

    esse empreitada, e

    afirmo, por que

    no?! Bom, vere-

    mos!

    Ademais, leiam os nossos

    artigos e se possvel enviem os

    seus comentrios para o nosso

    e-mail. Para os nossos colabo-

    radores os artigos, poemas, en-

    saios, etc, para a edio dos

    meses de Novembro e Dezem-

    bro sero recebidos at o dia

    20 de dezembro e somente no

    e-mail: virtual-

    [email protected]

    Obrigado!

  • * Francisco Ramos Neves Dr. em Filosofia - Professor de Filosofia UERN [email protected]

    A propagada enganosa que caracteriza um dos principais aspec-tos do mito das saco-

    las plsticas esconde sua rea-lidade prtica. O apelo ao es-prito ecolgico de sustentabili-dade que este mito incorpora tem sido inclusive fiscalizado por rgos pblicos, como foi o caso de uma recente deci-so da CONAR (Conselho Na-cional de Autorregulamenta-o Publicitria) ao suspender uma campanha da Apas (Associao Paulista de Su-permercados) pelo fim das sa-colas plsticas. Esta campa-nha transgredia o Cdigo Bra-sileiro de Autorregulao Pu-blicitria e era enganosa, se-gundo a CONAR, pelo fato de no ter apresentado argumen-tos claros e bem fundamenta-dos que a justificasse, alm de esconder que o fim das saco-las plsticas no reduziria os seus custos embutidos no pre-o final dos produtos comerci-alizados. A ao contra a Apas foi movida pela Plastivida (Instituto socioambiental dos Plsticos), instituto que cuida do uso consciente, respons-vel e ambientalmente correto dos plsticos. Alm do mais a propaganda engana o consu-midor pelo fato de esconder que o fim das sacolas plsti-cas nos supermercados obri-garia as pessoas a terem que comprar outras sacolas para o uso dirio como transporte de objetos e para o recolhimento do lixo domstico e outros. A campanha no resolve o pro-blema do meio ambiente ape-nas transfere sua causa para outros setores, alm de onerar ainda mais a economia do p-blico consumidor. A campanha

    mtica tambm no explica que a utilizao de sacolas re-tornveis ou reutilizveis bem como a utilizao de caixas de papelo ou sacos de papel, para conduzirem alimentos, por exemplo, podem acarretar outros graves problemas, pois estes recipientes pelo uso ina-dequado e repetitivo podem abrigar, transportar e fazer proliferar inmeras bactrias, fungos, bolores, coliformes fe-cais e outros agentes nocivos sade humana. Inclusive a ANVISA j probe o uso de sa-colas de plstico reciclado em supermercados por se tratar de transporte de alimentos. O mito o que se diz, impli-

    cando dizer que no neces-

    sariamente uma mentira, mas

    uma verdade superdimensio-

    nada pela comunicao repas-

    sada de pessoa para pessoa

    pela tradio da oralidade

    (pela fala), como nos povos

    antigos, que hoje encontra na

    mdia seu principal veculo de

    disseminao. O problema

    ambiental existe, mas o car-

    ter superdimensionado pelo

    apelo ao imaginrio popular e

    social do processo propagan-

    dstico o que caracteriza o

    mito. O dito popular de que:

    quem conta um conto aumen-

    ta um ponto, cabe aqui para

    ilustrar o que seja o mito. Mas

    isto se efetivou anteriormente

    quase que naturalmente pelos

    diversos usos da linguagem

    em seu processo de transmis-

    so codificadora

  • e decodificadora dos seus signos lingusticos pela comu-nicao, o que hoje acontece de maneira ideologicamente bem articulada e planejada com claras intenes de ma-nipulao. A dessacralizao deste mito das sacolas plsti-cas nos mostra o carter pro-fano e histrico de sua reali-dade, a fome de lucros ainda mais crescente por parte de quem o veicula, como tenho dito. Um fato miticamente su-perdimensionado a estimati-va das centenas de anos ne-cessrias para a degradao de componentes pls-ticos na natureza. Sa-bemos que alguns objetos de plsticos so de grande durabi-lidade, que curiosa-mente no esto sen-do combatidos, mas outros objetos plsti-cos, pela sua espes-sura e composio frgil so de pouca durabilidade. No falo nem das sacolas plsticas que alguns supermercados esto adotando, que de to frgeis e finas mal suportam o peso de poucas mercadorias, chegando a ter suas alas arrebentadas ou ras-gam-se por inteiro, nos obri-gando a utilizar duas ou at trs ao mesmo tempo, uma dentro da outra, para condu-zirmos as mercadorias. O que gostaria de ressaltar que em observaes empricas e cotidianas tenho verificado que algumas sacolas plsti-cas tradicionais se degradam facilmente, mesmo em ambi-entes fechados ao abrigo da luz ou umidade. Quem muitas vezes j no guardou um ou mais objetos em sacolas pls-

    ticas e depois de algum tem-po, cerca de poucos anos ou mesmo alguns meses, no percebeu que as sacolas fica-ram secas e degradadas, chegando a se esfarelar em nossas mos, nos obrigando a troc-las? Isto j me ocor-reu vrias vezes, mesmo no sendo sacolas plsticas oxi-biodegradveis. O que dizem que as sacolas plsticas duram cerca de 100 anos pa-ra serem degradadas pela natureza, mas esta uma hi-ptese que ainda carece da preciso cientfica. Mas o que

    a certeza cientfica se a pr-pria cincia na atualidade pa-dece em um mar turbulento de crise paradigmtica?

    A esta altura podemos agora suscitar as seguintes reflexes: 1. No interior deste mito das sacolas plsticas h uma verdade quanto aos ris-cos ao meio ambiente. 2. Sa-bemos que, segundo especia-listas, o plstico obtido co-mo derivao do gs produzi-do pela combusto do petr-leo, e que se este gs no for utilizado para produo de

    resinas plsticas ele ser desperdiado e ser emitido para a natureza (o que j acontece mesmo com a pro-duo de plsticos) contribu-indo ainda mais para o aque-cimento global e poluio. 3. Os materiais plsticos, inclu-indo as sacolas, ainda so importantes. Ento o que fa-zer em contraposio enga-nosa campanha pelo fim das sacolas plsticas? Um cami-nho tem sido apontado por alguns ambientalistas e em-presrios que passaram a in-vestir na produo de plsti-

    cos oxibiodegra-dveis para se-rem utilizados nas sacolas. O incentivo e at a institucionaliza-o da adoo das sacolas plsticas oxibio-degradveis em substituio s sacolas de ter-moplstico (tradicionais) tm sido pratica-dos por diversos pases, sobretu-do na Europa, e no Brasil por al-guns