Sociologia Clássica Émile Durkheim Karl Marx Max Weber

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  • Sociologia Clssicamile DurkheimKarl Marx Max Weber

  • AntecedentesSec. XVIGalileu Galilei (1564-1642)Conhecimento cientfico Verificao, Empiria

    Reforma protestanteAmeaa ao monoplio da Igreja CatlicaContra-reforma Santo Ofcio

  • Sec. XVII

    Ren Descartes (1596-1650)Discurso sobre o mtodoPrincpio da dvida - certezapenso, logo existo

    AbsolutismoLuiz XIV rei Sol(1638-1715) O Estado sou eu

  • Contexto do surgimentodas Cincias SociaisSec. XVIIIRevoluo IndustrialNovas formas de produo, consumo e distribuio.Aumento da desigualdade econmica. Surgimento de novas classes sociais: burguesia e operariado.

  • Revoluo FrancesaFim do antigo Regime queda do absolutismo e dos privilgios estamentais.Liberdade, igualdade, fraternidade

  • Iluminismo

    A razo como orientadora (luz) do homem. Superao da Idade das Trevas ordem feudal, domnio da Igreja Catlica.

    Rousseau, Voltaire, John Locke

  • O Positivismo de Auguste Comte (1798-1857)Primeiro a falar em sociologia

    Teoria dos trs estados: teolgico, metafsico, positivo.Crescente positivao dos conhecimentosMatemtica, astronomia, fsica, qumica, biologia, sociologia

  • mile Durkheim(Frana, 1858-1917)

    Pai da sociologia cientficaPreocupou-se em organizar um mtodo para as cincias sociais.

    Seus livros tornaram-se clssicos. At hoje, despertam discusses e fornecem chaves de entendimento para as questes sociais.

  • Entre os livros que escreveu, O Suicidio, publicado em 1897, um exemplo de aplicao de seu mtodo. Com base em dados estatsticos sobre casos de suicdio, concluiu que suas causas eram sociais e no individuais.

  • A Diviso do Trabalho Social 1893Compreenso das formas de organizao social e da solidariedade como se mantem a coeso social?

    Solidariedade mecnica encontrada nas sociedades primitivas, nas quais os papeis e posies sociais so definidos de forma mais rgida e padronizada.x Solidariedade orgnica caracterstica de formas mais complexas de organizao social. Diviso de funes e complementaridade.

  • As Regras do Mtodo Sociolgico - 1895Mtodo cientfico x senso comum

    Afastar pre-noes; opinies pre-estabelecidas

    Olhar de fora, tal qual o cientista (cincias naturais) que analisa a realidade alm das impresses possibilitadas pelos sentidos, p. ex., atravs da utilizao de um termmetro.

  • O que fato social?

    maneiras de agir, de pensar e de sentir exteriores ao indivduo, dotadas de um poder de coero em virtude do qual se lhe impem.

    Fenmenos no-orgnicos e no-psicolgicos sociais

    Tratar os fatos como coisas No so coisas materiais, posto que se tratam de representaes coletivas, mas possuem realidade objetiva.

  • Caractersticas do fato social: Exterioridade, coercitividade e generalidade.

    Exterioridade dos fatos sociaisExistncia alm do indivduo. Padres de ao e pensamento estabelecidos antes de seu nascimento e transmitidos pela educao.Para sentir sua objetividade, basta contraria-los.

  • Coero diferentes grausGraus de coeroCoero espontnea x legal

    Indivduo x sociedadeNo so as partes que fazem o todo, mas o todo que faz as partes. Durkheim

  • fato social toda maneira de agir, fixa ou no, suscetvel de exercer sobre o indivduo uma coero exterior; ou, ainda, que geral ao conjunto de uma sociedade dada e, ao mesmo tempo, possui existncia prpria, independente das manifestaes individuais que possa ter.

  • Max Weber (Alemanha, 1864-1920)Sociologia compreensiva:Compreenso dos sentidos que orientam as aes humanas

    Individualismo metodolgico(Durkheim holismo metodolgico)

  • Ao social

    Conduta dotada de significado subjetivo (dado por quem a executa) em relao ao outro(s).

    Ao racional relativa a fins (instrumental)

    Ao racional relativa a valores

    Ao afetiva

    Ao tradicional

  • Tipo ideal/ tipo puro

    Categoria analtica

    No se encontra na realidade, mas ajuda a compreend-la.

  • A tica Protestante e o Esprito do Capitalismo (1904/1920)Obra mais famosa do autor.

    Por que o capitalismo se desenvolveu de maneira to peculiar na civilizao ocidental?

    Relao entre a religio protestante e o desenvolvimento do capitalismo. Relao entre religio (sistema de crenas) e economia

  • Esprito do Capitalismo - Busca racional pelo lucro, calculado em termos monetrios.

    tica capitalista

    Peculiaridade do Ocidente organizao capitalista racionalizada do trabalho livre

    Separao dos negcios da vida familiarContabilidade racional

  • Esprito do capitalismoDiscursos de Benjamin Franklin:Lembre-se que o tempo dinheiro. Para aquele que pode ganhar dez shillings por dia pelo seu trabalho e vai passear ou fica ocioso metade do dia, apesar de no gastar mais que seis pence em sua vadiagem ou diverso, no deve ser computada apenas essa despesa; ele gastou, ou melhor, jogou fora mais cinco shillings.

    Valores protestantes associados ao capitalismo: Disciplina asctica; poupana; austeridade; trabalho como vocao e dever.

  • A cincia como vocao (1917)

    Carreiras cientficas nos EUA e AlemanhaRacionalizao da vida acadmica

    Obra cientfica se destina a ser ultrapassada. Ento, por que faz-la?Crena de que possvel dominar as relaes entre as coisas no mundo atravs de clculo.

    A cincia e o desencantamento do mundo - racionalizao

  • Neutralidade axiolgica

    Cientista deve abster-se de juzos de valorFatos, no valores, gostos pessoais.

    O profeta e o demagogo no devem ocupar a ctedra de uma sala de aulas. Tanto ao profeta como ao demagogo se diz: Vai pelas ruas e fala publicamente. Ou seja, onde a crtica possvel.

  • A poltica como vocao (1919)Todo Estado se fundamenta na fora - TrotskyNo possvel definir o Estado por seus fins, mas apenas por seus meios.

    Estado moderno comunidade humana que pretende, com xito, o monoplio do uso legtimo da fora fsica dentro de um determinado territrio.

    Poltica participao no poder ou luta para influir na distribuio do poder, seja entre Estados ou entre grupos dentro de um Estado.Viver da/para a poltica

  • Os trs tipos puros de dominao legtimaDominao probabilidade de encontrar obedincia a determinado mandato

    Em forma totalmente pura, as bases de legitimidade da dominao so somente trs, cada uma das quais se acha entrelaada em seu tipo puro - em uma estrutura sociolgica fundamentalmente diversa do quadro e dos meios administrativos.

  • Dominao tradicionalRelao: Senhor x sditos

    Fundamento: Santidade das ordenaes e dos poderes senhoriais de h muito existentes.

    Obedece-se pessoa fidelidade, tradioEm princpio, no possvel criar novo direito. Regras vlidas desde sempreQuadro administrativo dependentes pessoais do senhor

  • Dominao carismticaRelao: Lder x apstolo

    Devoo afetiva ao senhorDotes sobrenaturais poderes mgicos, herosmo, intelectual, oratria

    Tipos ideais: Profeta, heri guerreiro, grande demagogo

  • Dominao carismticaRevelao ou criao momentnea de regras

    F e reconhecimento como deverCastigo queles que no reconhecem

  • Dominao legalSubordinados so membros - cidados

    Obedece-se no pessoa, mas regra estatuda

    qualquer direito pode ser criado ou modificado mediante estatuto sancionado corretamente quanto forma.

  • Dominao legalQuadro administrativo numeroso e hierarquizadoServio Profissional Competncia poder/dever estatudo

    No possvel tipo puramente burocrtico; altos cargos tem carter carismtico

  • BurocraciaVnculo do servidor - profissional e no pessoalEstima social especficadesacatoFuno estabelecida previamente atravs de regras universais.hierarquiaSeparao entre o exerccio da funo e a vida privada; Separao entre os bens privados e bens pblicos (ou da empresa)

  • Racionalizao da vidaPapel do Direito na progressiva burocratizao do Estado

    Segurana jurdica - estabilidade das normas jurdicas foi fundamental para a consolidao de uma economia de mercado - ordem de obrigaes previsvel

  • Karl Marx (1818-1883)

    Autor de extensa obra. Entre as inmeras publicaes acerca dos temas da economia, poltica e organizao social em geral, destaca-se O Capital, uma coletnea cujo primeiro livro foi publicado em 1867.

    Materialismo histricoViso histrica das sociedades a partir da organizao de suas bases materiais.Leis histricas x leis naturais

  • Dialtica (Hegel): Tese anttese sntese

    Para Marx, deve-se partir do real (concreto) s ideias (abstrato)Oposio Hegel

    Teoria & Praxis

  • Trabalho Atividade essencial ao homem e vida social. Diversas formas de organizao da atividade produtiva ao longo da histriaProduo social dos bens foras produtivas + relaes de produoForas produtivas: matrias-primas e instrumentosRelaes de produo: organizao das foras produtivas

    Modo de produo capitalista

    Burguesia x proletariadoInteresses antagnicos, mas complementares

  • AlienaoCapitalismo separa trabalhador dos meios de produo e do fruto do seu trabalhoAlienado, o trabalhador obrigada a vender sua fora de trabalho em troca de salrio.Trabalho passa a ser uma mercadoria

    Das corporaes s oficinaspoca burguesa simplifica antagonismos de classes.

    Diviso social do trabalhoTrabalho intelectual > trabalho fsico

  • Produo, troca, consumo, distribuio parte de uma totalidade.

    Valor de uso x valor de trocaDinheiro

    Indivduos sociais: Produo socialmente determinadaHomem como zoon politicon no somente como animal socivel, mas um animal que no se pode isolar seno dentro da sociedade.

    Ver: Obsolescncia programada

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