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ARAUTO | Sexta-feira, 17 de agosto de 2018 03 Solteiros, por que não? FOTO ARAUTO “Vida de casado é boa, só perde pra de solteiro.” Wesley Safadão dá o recado. “Se namorar fosse bom, eu vivia no cinema.” Bruninho e Davi, também. Quem tá na solteirice, certamente, quan- do ouve uma dessas músicas se identifica. Quando escuta a expressão, pra lá de clichê, “solteiro sim, sozinho nun- ca”, aí sim. Mas por quê? As justificativas são as mais diversas. Os donos de cora- ções vazios dizem estar entre amigos e por isso não estão só. E têm razão! Pra essa galera (foto aci- ma), a amizade é forte. Fran- ciele Rauber, Vinícius Ho- chscheidt, Glegir da Silva e Ricardo Felin são colegas de trabalho. Amigos, acima de tudo. Ah, solteiros também. Eles costumam se reunir, duas vezes ao mês, para bater um papo, trocar ideias e con- fraternizar. Pra não deixar o Dia do Solteiro passar em branco, lembrado em 15 de agosto, o quarteto aproveitou uma rodada de chope. A turma aí tem idades va- riadas, mas pensa de forma Sempre Alerta FOTO ARQUIVO PESSOAL Em 1977, por intermédio do Lions Clube de Vera Cruz, foi rea- lizada uma palestra para os seus associados sobre o Movimento Escoteiro, realizado pelo então Comissário Distrital, Chefe Júlio Carlos Massirer, de Candelária. O fato despertou interesse dos pais que possuíam filhos com a idade de poder participar do es- cotismo. Foram diversas tratativas até que em 19 de novembro de 1977 ocorria a fundação do Grupo Escoteiro Tamoio. Este grupo encerrou suas atividades em 1981, uma vez que o Chefe Escoteiro Paulo Luiz Rech, funcionário do Banco do Brasil, foi transferido para Palmeira das Missões e não conseguiu dar continuidade ao seu trabalho. No retorno dele à esta cidade, em 1987, começaram nova- mente as tratativas para a reabertura do Tamoio. Na sua gestão de presidente do Clube Cultural e Esportivo Vera Cruz criou o departamento de escotismo do Clube para efetivamente reabrir o Grupo Escoteiro Tamoio em 1988. Em 5 de março de 1988, 15 jovens, todos de 11 a 14 anos de idade, tiveram seu primeiro encontro, sua primeira reunião de sede, no Clube, reiniciando as atividades escoteiras em Vera Cruz. Foram seis meses de preparação, com atividades em todos os sábados. Mas o nome Tamoio e o numeral utilizado de 1977 até 1981 não estavam mais disponíveis na Região do Rio Grande do Sul. Sendo assim, em 16 de setembro de 1988, numa fria noite de sexta-feira, num jantar para os pais dos jovens escoteiros, com a presença do Comissário Distrital João Steil, à luz de velas, ocorria a Promessa Escoteira dos dois primeiros monitores da Tropa Esco- teira Leão da Colina: Kurt Martin Weissenstein, da Patrulha Falcão, e Cristiano Roberto Mueller, da Patrulha Águia, fundando assim o Grupo Escoteiro Vera Cruz, com o numeral 72. FOI NOTÍCIA HÁ 30 ANOS Em clima de eleições, mas em âmbito municipal, a capa do Vera-cruzense do dia 18 de agosto de 1988 trouxe como destaque as três candidaturas que concorreriam ao pleito. Quase 11 mil eleitores tinham que optar entre Haroldo Genehr e Ervino Schaefer, numa aliança entre PDS e PFL; Urbano Rech e Hildor Bieck, pelo PMDB; e Tely Tornquist e Átila Blész pelo PDT. Para o Legislativo estavam concorrendo 56 nomes, sendo 21 do PMDB, sete do PDT e 28 da aliança entre PDS e PFL. “Vida de casado é boa, só perde pra de solteiro” WESLEY SAFADÃO semelhante. Ser solteiro, pra eles, é opção. Aos 19 anos, Franciele diz que namo- rar precisa ser sério e que por isso espera a pessoa ideal. “Não vou come- çar um relacionamento com data de validade”, brinca ela, que diz ter mais independência estando sozinha. Mas faz planos para o futuro. “Até os 30 anos quero ter me formado, conquistado uma casa e ter meu filho”, acrescenta a jovem, que, aos 17 anos, teve um relaciona- mento de 10 meses. Dois anos mais velho que Franciele, Vinícius diz não ter encontrado a pessoa na qual sentiu confiança em firmar um relacionamento. “Num mundo como o que vivemos hoje, em que vários casais estão juntos, mas vi- vendo de aparências, não é o relacionamento que espero”, frisa ele. “No momento, ser solteiro acaba sendo uma opção, pois me considero novo. Mas tenho um empre- go no qual posso me dedicar, família que me apoia em minhas decisões e amigos com os quais posso contar para um simples chimarrão na praça, que acaba rendendo boas ri- sadas, ou para uma curtição nas festinhas da região”, diverte-se. Glegir está, atualmente, sol- teira, mas foi casa- da duas vezes. Os relacionamentos não deram certo e hoje ela diz viver melhor assim. “Tenho mais liberdade. Posso sair com os amigos, voltar mais tarde pra casa, ser dona de mim”, comenta a vera-cruzense, ligada ao movimento tradi- cionalista. Aliás, essa é uma de suas paixões. “Sempre fui ligada ao CTG e mantenho isso”, conta Glegir, mãe do Ismael. Quem também bate um papo e integra este quarteto de amigos é Ricardo Felin. Aos 36 anos, ele escolheu ser solteiro. “Quem eu que- ro não me quer. Tem dois filhos e um marido rico”, brincou ele, literalmente, que, assim como os demais, não “paga de solteiro feliz e quando chega em casa chora”, que nem a música das coleguinhas Simone e Simaria. Franciele, Vinícius, Glegir e Ricardo chegam em casa esbanjando sorrisos. Afi- nal, quer companhia melhor que os amigos? “Se namorar fosse bom, eu vivia no cinema” BRUNINHO E DAVI

Solteiros, por que não?admv2.sizing.com.br/projetos/arauto/images/PagMat/Pag056934/MAIS_03.pdfEscoteiro, realizado pelo então Comissário Distrital, Chefe Júlio Carlos Massirer,

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    Solteiros, por que não?

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    “Vida de casado é boa, só perde pra de solteiro.” Wesley Safadão dá o recado. “Se namorar fosse bom, eu vivia no cinema.” Bruninho e Davi, também. Quem tá na solteirice, certamente, quan-do ouve uma dessas músicas se identifi ca. Quando escuta a expressão, pra lá de clichê, “solteiro sim, sozinho nun-ca”, aí sim. Mas por quê? As justifi cativas são as mais diversas. Os donos de cora-ções vazios dizem estar entre amigos e por isso não estão só. E têm razão!

    Pra essa galera (foto aci-ma), a amizade é forte. Fran-ciele Rauber, Vinícius Ho-chscheidt, Glegir da Silva e Ricardo Felin são colegas de trabalho. Amigos, acima de tudo. Ah, solteiros também. Eles costumam se reunir, duas vezes ao mês, para bater um papo, trocar ideias e con-fraternizar. Pra não deixar o Dia do Solteiro passar em branco, lembrado em 15 de agosto, o quarteto aproveitou uma rodada de chope.

    A turma aí tem idades va-riadas, mas pensa de forma

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    Em 1977, por intermédio do Lions Clube de Vera Cruz, foi rea-lizada uma palestra para os seus associados sobre o Movimento Escoteiro, realizado pelo então Comissário Distrital, Chefe Júlio Carlos Massirer, de Candelária. O fato despertou interesse dos pais que possuíam filhos com a idade de poder participar do es-cotismo. Foram diversas tratativas até que em 19 de novembro de 1977 ocorria a fundação do Grupo Escoteiro Tamoio. Este grupo encerrou suas atividades em 1981, uma vez que o Chefe Escoteiro Paulo Luiz Rech, funcionário do Banco do Brasil, foi transferido para Palmeira das Missões e não conseguiu dar continuidade ao seu trabalho.

    No retorno dele à esta cidade, em 1987, começaram nova-mente as tratativas para a reabertura do Tamoio. Na sua gestão de presidente do Clube Cultural e Esportivo Vera Cruz criou o departamento de escotismo do Clube para efetivamente reabrir o Grupo Escoteiro Tamoio em 1988. Em 5 de março de 1988, 15 jovens, todos de 11 a 14 anos de idade, tiveram seu primeiro encontro, sua primeira reunião de sede, no Clube, reiniciando as atividades escoteiras em Vera Cruz.

    Foram seis meses de preparação, com atividades em todos os sábados. Mas o nome Tamoio e o numeral utilizado de 1977 até 1981 não estavam mais disponíveis na Região do Rio Grande do Sul. Sendo assim, em 16 de setembro de 1988, numa fria noite de sexta-feira, num jantar para os pais dos jovens escoteiros, com a presença do Comissário Distrital João Steil, à luz de velas, ocorria a Promessa Escoteira dos dois primeiros monitores da Tropa Esco-teira Leão da Colina: Kurt Martin Weissenstein, da Patrulha Falcão, e Cristiano Roberto Mueller, da Patrulha Águia, fundando assim o Grupo Escoteiro Vera Cruz, com o numeral 72.

    FOI NOTÍCIA HÁ 30 ANOSEm clima de eleições, mas em âmbito municipal, a capa do Vera-cruzense do dia 18 de agosto de 1988 trouxe como destaque as três candidaturas que concorreriam ao pleito. Quase 11 mil eleitores tinham que optar entre Haroldo Genehr e Ervino Schaefer, numa aliança entre PDS e PFL; Urbano Rech e Hildor Bieck, pelo PMDB; e Tely Tornquist e Átila Blész pelo PDT. Para o Legislativo estavam concorrendo 56 nomes, sendo 21 do PMDB, sete do PDT e 28 da aliança entre PDS e PFL.

    “Vida de casado éboa, só perde

    pra de solteiro”WESLEY SAFADÃO

    semelhante. Ser solteiro, pra eles, é opção. Aos 19 anos, Franciele diz que namo-rar precisa ser sério e que por isso espera a pessoa ideal. “Não vou come-çar um relacionamento com data de validade”, brinca ela, que diz ter mais independência estando sozinha. Mas faz planos para o futuro. “Até os 30 anos quero ter me formado, conquistado uma casa e ter meu fi lho”, acrescenta a jovem, que, aos 17 anos, teve um relaciona-mento de 10 meses.

    Dois anos mais velho que Franciele, Vinícius diz não ter encontrado a pessoa na qual sentiu confiança em fi rmar um relacionamento. “Num mundo como o que vivemos hoje, em que vários casais estão juntos, mas vi-vendo de aparências, não é o relacionamento que espero”, frisa ele. “No momento, ser solteiro acaba sendo uma opção, pois me considero novo. Mas tenho um empre-go no qual posso me dedicar,

    família que me apoia em minhas decisões e amigos com os quais posso contar para um simples chimarrão na praça, que acaba rendendo boas ri-sadas, ou para uma

    curtição nas festinhas da região”, diverte-se.

    G l e g i r e s t á , atualmente, sol-teira, mas foi casa-

    da duas vezes. Os relacionamentos não deram certo e hoje ela diz viver melhor

    assim. “Tenho mais liberdade. Posso sair com os amigos, voltar mais tarde pra casa, ser dona de mim”, comenta a vera-cruzense, ligada ao movimento tradi-cionalista. Aliás, essa é uma de suas paixões. “Sempre fui ligada ao CTG e mantenho isso”, conta Glegir, mãe do Ismael.

    Quem também bate um papo e integra este quarteto de amigos é Ricardo Felin. Aos 36 anos, ele escolheu ser solteiro. “Quem eu que-ro não me quer. Tem dois filhos e um marido rico”, brincou ele, literalmente, que, assim como os demais, não “paga de solteiro feliz e quando chega em casa chora”, que nem a música das coleguinhas Simone e Simaria. Franciele, Vinícius, Glegir e Ricardo chegam em casa esbanjando sorrisos. Afi -nal, quer companhia melhor que os amigos?

    “Se namorar fosse bom, eu vivia

    no cinema”BRUNINHO E DAVI