SPnotícias ANO 1 l NÚMERO 9 - Governo do notícias ANO 1 l NÚMERO 9 Iniciativas buscam aperfeiçoar

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  • SPnotciasANO 1 l NMERO 9

    Iniciativas buscam aperfeioar profissionais e capacit-los para o mercado de trabalho

    Trabalho qualificado

    As obras deinfraestrutura na Baixada Santista

    Uma equipe da Cetesb para proteger o meio ambiente

    As novidades para os 5 milhes de alunos da rede pblica

    So Paulo ganhaduas clnicas para dependentes qumicos

  • SPsumrio

    SPnotcias 5

    Ano 1 | N 9 | 200911.000 exemplares Distribuio estadualFoto de capa: Renato Stockler

    Governo do estado de so PauloGovernador Jos Serravice-governador Alberto Goldman

    secretaria estadual da administrao Penitenciria Lourival Gomessecretaria estadual da agricultura e abastecimento Joo de A. Sampaio Filhosecretaria estadual da assistncia e desenvolvimento social Rogrio Pinto Coelho Amatosecretaria estadual da Casa Civil Aloysio Nunes Ferreira Filhosecretaria estadual da Casa Militar Coronel PM Luiz Massao Kitasecretaria estadual de Comunicao Bruno Caetano secretaria estadual da Cultura Joo Sayadsecretaria estadual de desenvolvimento Geraldo Alckminsecretaria estadual de economia e Planejamento Francisco Vidal Lunasecretaria estadual da educao Paulo Renato Souzasecretaria estadual do emprego e relaes do trabalho Guilherme Afif Domingossecretaria estadual de ensino superior Carlos Alberto Vogtsecretaria estadual de esporte, lazer e turismo Claury Santos Alves da Silvasecretaria estadual da Fazenda Mauro Ricardo Machado Costasecretaria estadual da Gesto Pblica Sidney Beraldosecretaria estadual da Habitao Lair Alberto Soares Krhenbhlsecretaria estadual da Justia e defesa da Cidadania Luiz Antnio Marreysecretaria estadual do Meio ambiente Francisco Graziano Netosecretaria estadual dos direitos da Pessoa com deficincia Linamara Rizzo Battistellasecretaria estadual de relaes Institucionais Jos Henrique Reis Lobosecretaria estadual de saneamento e energia Dilma Seli Penasecretaria estadual da sade Lus Roberto Barradas Baratasecretaria estadual da segurana Pblica Antnio Ferreira Pintosecretaria estadual dos transportes Mauro Arcesecretaria estadual dos transportes Metropolitanos Jos Luiz PortellaProcuradoria Geral do estado de so Paulo Marcos Fbio de Oliveira Nusdeo

    a revista SPnotcias uma publicao men sal do Governo do estado de so Paulo, distribuda gratuitamente. seu contedo informativo e sua venda proibida. www.saopaulo.sp.gov.brSugestes para a revista pelo e-mail: revistaspnoticias@sp.gov.brCtP, impresso e acabamento:edio concluda em abril

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    ErCAPAOs programas que ajudam a colocao no mercado de trabalho

    6 ENTREVISTA Francisco Graziano Neto revela os planos para descentralizar a poltica estadual do meio ambiente

    20 MEDIDAS DE INCENTIVO

    As aes da Secretaria da Fazenda para enfrentar a crise

    28 CLNICAS DE REABILITAO

    Duas novas clnicas para atender dependentes de lcool e drogas

    30 BAIXADA SANTISTA Investimentos em nove municpios para beneficiar as populaes fixa e flutuante da regio

    38 BASTIDORES O trabalho do Setor de Operaes de Emergncia da Cetesb

    46 O ESTADO EM NMEROS

    48 AGENDA

    VOLTA S AULASTodas as novidades da Secretaria da Educao para o ano letivo na rede pblica estadual

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    PERSONAGEM DO MSO atendimento que Roseli Oliveira, da Central de Atendimento da Seads, faz populao de So Paulo

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  • SPentrevista

    DescentralizaocompartilhadaA descentralizao da Secretaria do Meio Ambiente envolve municpios e sociedade nas questes da poltica ambiental do Estado

    SPnotcias 7

    SP: Esse projeto comeou muito tempo antes das avaliaes dos mu-nicpios?

    Graziano: Bem antes. O Municpio Verde um projeto ambiental estra-tgico, lanado em maro de 2007. Uma novidade absoluta para as pre-feituras. Constitumos uma equipe interna para gerenciar a iniciativa e comeamos a procurar interlocuto-res deputados, Associao Paulista de Municpios e Unio de Vereadores do Estado de So Paulo para vender a ideia de que os municpios precisa-vam participar. Estabelecemos metas e mostramos qual era a lio de casa para ganhar o ttulo de Municpio Verde: dez diretrizes, que incluem temas como lixo, esgoto e educao ambiental. A contrapartida do go-verno do Estado a destinao dos recursos. Um exemplo: se duas cida-des estiverem pleiteando verba para a construo de uma estrada vicinal, ser escolhida a que tiver a maior nota ambiental. Quem no cumpre a agenda ambiental perde a priori-dade dos recursos. Houve casos em que municpios pequenos operavam mal o lixo, mas declaravam no ter condies de fazer um trabalho ade-quado. Fizemos convnios para que eles recebessem recursos a fim de comprar as mquinas necessrias. Mas os convnios exigem, antes de tudo, que o municpio esteja engaja-do no projeto.

    Desde o incio da atual adminis-trao, o governo do Estado est se empenhando em descentrali-

    zar a gesto do meio ambiente de So Paulo, repartindo a responsabilidade com os municpios. Em 2007, o secre-trio do Meio Ambiente, Francisco Gra-ziano Neto, tomou a frente do Projeto Municpio Verde, que avaliou o traba-lho de 613 cidades engajadas na ideia de cumprir dez diretrizes bsicas. A ini-ciativa foi um sucesso e ser repetida em 2009. Outras aes esto em curso e, segundo Graziano, so importantes para a conscientizao da populao.

    SPnotcias: A populao de So Pau-lo j trata a questo do meio am-biente com a devida conscincia?

    Francisco Graziano Neto: A cons-cincia ecolgica tem aumentado, mas ainda h muito a fazer. Existe uma mudana de comportamento e de atitudes desde que foi divulgado, em 2007, um relatrio das alteraes climticas. Cientistas anunciaram que o nvel dos oceanos subir e que haver mais tormentas e furaces. A secretaria aproveitou a repercusso para realizar mutires ambientais e vem adotando um trabalho de descentralizao, chamando os mu-nicpios para participar na gesto ambiental do Estado, por meio do Projeto Municpio Verde.

    SP: De que maneira surgiu o Muni-cpio Verde?

    Graziano: Ele nasceu da crena na descentralizao da agenda ambien-tal. Organizamos reunies no inte-rior para disseminar esse trabalho. Em 2008, o Municpio Verde foi um sucesso e, a cada ano, divulgaremos o ranking ambiental das cidades.

    O secretrio do Meio Ambiente, Francisco Graziano Neto

    FOTOS: BRUNO MIRANDA

    O Municpio Verde um projeto estratgico, uma novidade absoluta

    para as prefeituras

  • SPentrevista

    8 SPnotcias

    Criamos uma rea de proteo ambiental para poder fiscalizar

    a costa paulista

    Um carro com 20 anos de uso polui cerca de cem vezes mais que um da nova gerao

    SPnotcias 9

    SP: Qual o ponto mais delicado na questo ambiental no Estado?

    Graziano: Em primeiro lugar, ainda temos uma carga muito grande de esgoto domstico poluindo os recur-sos hdricos. Estamos avanando na coleta e no tratamento de esgoto. Depois vem a questo dos lixes. No incio da atual administrao, So Paulo tinha 170 lixes, uma quan-tidade inaceitvel sob o ponto de

    vista da misria humana e da polui-o ambiental. Conseguimos redu-zir muito esse nmero e, at o fim do ano, pretendemos acabar com todos. Isso s ser possvel porque demos recursos para os municpios se envolverem na luta. Outro ponto: algumas regies tm uma deficiente cobertura vegetal original. O Estado tem 14% do territrio coberto por vegetao nativa, mdia alcanada por causa da Serra do Mar. Quando falamos de regies especficas do in-terior, a cobertura vegetal original de apenas 3% a 5%, resultado de um forte desmatamento no passado. Es-tamos fazendo um complexo progra-ma de recuperao da mata ciliar do Estado, com a proposta de recuperar 1,7 milho de hectares na beira de crregos e nascentes. J nas regies metropolitanas, o grande problema a poluio atmosfrica. No passa-do, ela era causada pelas fbricas e o sistema ambiental foi capaz de control-la. Hoje, 90% da poluio atmosfrica de So Paulo provoca-da por escapamentos. Um carro com 20 anos de uso polui cem vezes mais que um novo.

    SP: Como se acaba com um lixo? Graziano: Em geral, so os munic-pios que operam as reas dos lixes. O material descarregado no cober-to nem enterrado. Em outros casos, a rea fica prxima de crregos. Quan-do chove, parte dos detritos vai para as guas. Voc acaba com o lixo fa-zendo uma operao adequada, en-cerrando as estaes antigas, licen-ciando novas reas e interditando outras. Fechamos o lixo de Araras, um dos mais vergonhosos do Estado. Durante um ano, falamos prefeitu-

    ra o que era preciso fazer, mas nada aconteceu. A, interditamos. Os pre-feitos perceberam que nossa tolern-cia zero para os lixes.

    SP: Os parques estaduais j so vis-tos como opo de lazer?

    Graziano: Eles j so muitos visita-dos, mas preciso um plano de ma-nejo para definir onde o ecoturismo pode ser realizado. Nosso compro-misso elaborar esse plano em todas as unidades do Estado. J lanamos o programa Trilha So Paulo, uma seleo de caminhos de baixa, m-dia e alta dificuldade em vrios par-ques. Mas h belezas fantsticas que podiam ser mais aproveitadas. Isso importante, porque quem usa uma unidade de preservao ambiental passa a ser defensor dela.

    SP: O que representa para So Pau-lo ser o primeiro Estado brasileiro a proteger os recursos marinhos?

    Graziano: So Paulo saiu na frente at em termos internacionais, se-guindo as recomendaes da Orga-nizao das Naes Unidas (ONU). Declaramos o litoral paulista como rea de proteo ambiental e cria-mos conselhos de gesto dessas reas marinhas, para incentivar a parti-cipao da comunidade. Nosso foco era a pesca predatria. Muitos barcos devolviam s guas os peixes pe-quenos, que apareciam mortos nas praias. Os pescadores jogavam no fundo do mar redes de 2 mil metros de comprimento e s recol