SUA PROVA DEVERIA FICAR ASSIM - .e a Par³dia. 3.1. Parfrase Na parfrase, ... Sant'Anna em seu

  • View
    222

  • Download
    0

Embed Size (px)

Text of SUA PROVA DEVERIA FICAR ASSIM - .e a Par³dia. 3.1. Parfrase Na parfrase, ... Sant'Anna em seu

  • Como trabalhar as questes17 MTODO DE ESTUDO

    Captulo 1

    COMO TRABALHAR AS QUESTES

    SUMRIO

    1. Mtodo como trabalhar as questes.

    1. MTODO COMO TRABALHAR AS QUESTESSiga as duas dicas e leia o gabarito comentado antes de iniciar a maratona. Aqui est o

    segredo para sua aprovao.

    Ateno: Para responder s questes de nmeros 1 a 3, considere o texto abaixo.

    DICA 1: leia pargrafo por pargrafo e sublinhe (ou destaque) as ideias principais ou as palavras-chave. Em seguida, o exemplo de como deveria ficar sua prova.

    Da utilidade dos prefcios

    Li outro dia em algum lugar que os prefcios so textos inteis, j que em 100% dos casos o prefaciador convocado com o compromisso ex-clusivo de falar bem do autor e da obra em questo. Garantido o tom elogioso, o prefcio ainda aponta caractersticas evidentes do texto que vir, que o leitor poderia ter muito prazer em descobrir sozinho. Nos ca-sos mais graves, o prefcio adianta elementos da histria a ser narrada (quando se trata de fico), ou ante-cipa estrofes inteiras (quando poesia), ou elenca os argumentos de base a serem desenvolvidos (quando estu-dos ou ensaios). Quer dizer: mais do que intil, o prefcio seria um estra-ga-prazeres.

    Pois vou na contramo dessa crtica mal-humorada aos prefcios e prefaciadores, embora concorde que muitas vezes ela proceda o que no justifica a generalizao devastadora. Meu argumento sim-ples e pessoal: em muitos livros que li, a melhor coisa era o prefcio fos-se pelo estilo do prefaciador, muito

    melhor do que o do autor da obra, fosse pela consistncia das ideias de-fendidas, muito mais slidas do que as expostas no texto principal. H casos clebres de bibliografias que indicam apenas o prefcio de uma obra, ficando claro que o restante desnecessrio. E ningum controla a possibilidade, por exemplo, de o prefaciador ser muito mais espiri-tuoso e inteligente do que o amigo cujo texto ele apresenta. Mas como argumento final vou glosar uma observao de Machado de Assis: quando o prefcio e o texto princi-pal so ruins, o primeiro sempre ter sobre o segundo a vantagem de ser bem mais curto.

    H muito tempo me deparei com o prefcio que um grande poeta, dos maiores do Brasil, escreveu para um livrinho de poemas bem fraquinhos de uma jovem, linda e famosa mode-lo. Pois o velho poeta tratava a moa como se fosse uma Ceclia Meireles (que, alis, alm de grande escritora era tambm linda). No havia dvida: o poeta, embevecido, estava mesmo era prefaciando o poder de seduo

  • DuDa Nogueira 18MTODO DE ESTUDO

    da jovem, linda e nada talentosa poetisa. Mas ele conseguiu inventar tantas qualidades para os poemas da moa que o prefcio acabou sendo,

    sozinho, mais uma prova da imagi-nao de um grande gnio potico.

    (Aderbal Siqueira Justo, indito)

    DICA 2: elimine as alternativas riscando palavras em cada alternativa. Lembrando que voc j sublinhou as ideias principais.

    01. (TRT 16 Analista Judicirio- rea Ad-ministrativa/2014) O primeiro e o segundo pargrafos estabelecem entre si uma relao de

    a) causa e efeito, uma vez que das convic-es expressas no primeiro resultam, co-mo consequncia natural, as expostas no segundo.

    b) de complementaridade, pois o que se afirma no segundo ajuda a compreender a mesma tese defendida e desenvolvida no primeiro.

    c) inteira independncia, pois o tema do primeiro no se espelha no segundo, j que o autor do texto quer apenas enu-merar diferentes estilos.

    d) contraposio, pois a perspectiva de va-lor adotada no primeiro confrontada com outra que a relativiza e nega no se-gundo.

    e) similitude, pois so ligeiras as variaes do argumento central que ambos susten-tam em relao utilidade e necessida-de dos prefcios.

    COMENTRIOS

    GABARITO: D

    Muito importante atentar-se que pe-dida a relao entre o primeiro e o segundo pargrafos.

    Voltando s ideias sublinhadas, a contra-posio (sentido contrrio) fica evidente. No primeiro pargrafo, o autor menciona que os prefcios so textos inteis; no segundo, cita que vai na contramo dessa crtica mal--humorada, e vai alm: em muitos livros que li, a melhor coisa era o prefcio. Seria mesmo intil o prefcio?

    a) Eliminada facilmente porque para haver causa e efeito, o segundo pargrafo de-veria ser a consequncia do primeiro e isso no acontece. So ideias opostas.

    b) Em hiptese alguma a mesma tese de-fendida e desenvolvida no primeiro.

    c) O tema o mesmo, o que muda a opi-nio.

    e) No h semelhana, mas sim oposio.

    SUA PROVA DEVERIA FICAR ASSIM:

    a) causa e efeito, uma vez que das convic-es expressas no primeiro resultam, co-mo consequncia natural, as expostas no segundo.

    b) de complementaridade, pois o que se afirma no segundo ajuda a compreender a mesma tese defendida e desenvolvida no primeiro.

    c) inteira independncia, pois o tema do primeiro no se espelha no segundo, j que o autor do texto quer apenas enu-merar diferentes estilos.

    d) contraposio, pois a perspectiva de va-lor adotada no primeiro confrontada com outra que a relativiza e nega no se-gundo.

    e) similitude, pois so ligeiras as variaes do argumento central que ambos susten-tam em relao utilidade e necessida-de dos prefcios.

    02. (TRT 16 Analista Judicirio- rea Ad-ministrativa/2014) Considere as afirmaes abaixo.

    I. No primeiro pargrafo, a assertiva o pre-fcio seria um estraga-prazeres traduz o

  • Teoria23 TEORIA

    Captulo 1

    TEORIASUMRIO

    1. Introduo 2. Tipos de linguagem 2.1. Linguagem verbal 2.2. Linguagem no verbal 2.3. Linguagem mista 3. Intertextualidade 3.1. Parfrase 3.2. Pardia 4. Tipos de discurso 4.1. Dis-curso direto 4.2. Discurso indireto 4.3. Discurso indireto livre 5. Gneros textuais 6. Coeso tex-tual 6.1. Coeso referencial 6.2. Coeso lexical 6.3. Coeso sequencial 6.4 Emprego/correlao de tempos e modos verbais 6.4.1. Modos 6.4.2. Tempos 7. Coerncia textual 7.1. Incoerncia semntica 7.2. Incoerncia sinttica 7.3. Incoerncia estilstica 7.4. Incoerncia pragmtica 8. Verossimilhana e inverossimilhana 8.1. Verossimilhana 8.2. Inverossimilhana 9. Persuaso e argumentao 9.1. Persuaso 9.2. Argumentao.

    1. INTRODUOVoc sabe ler um texto, mas j pensou no significado de um texto?

    Texto um conjunto de palavras e frases encadeadas que permitem interpretao e transmitem uma mensagem. qualquer obra escrita em verso original e que constitui um livro ou um documento escrito. Um texto uma unidade lingustica de extenso superior frase. Possui tamanho varivel e deve ser escrito com coeso e coerncia. Pode ser classificado como literrio e no literrio.

    Todo texto tem alguns aspectos formais, ou seja, tem estrutura, elementos que estabele-cem relao entre si. Dentro dos aspectos formais, h a coeso e a coerncia, que do sentido e forma ao texto, tpicos que sero estudados neste captulo.

    Transportemos para o dia a dia.

    Se voc se depara com a palavra silncio estando em um hospital, ter um sentido. Se se deparar com a mesma palavra escrita em um pedao de papel jogado na rua, ter outro senti-do porque estaria fora de um contexto. Isso nada mais do que interpretar. Note que o tempo todo temos de interpretar atos, gestos, olhares, palavras, tornando a vida mais encantadora, ou no. Depender de seu contexto.

    So dois os segredos para aprender a ler e acertar as questes de provas:

    . Trabalhar por etapas = iniciar com questes fceis, passar para mdias e, depois de craque, iniciar as difceis (rea fiscal);

    . Exercitar atravs de questes comentadas item a item, pois se voc errar, basta ir ao gaba-rito comentado que entender o porqu do erro.

    2. TIPOS DE LINGUAGEMLinguagem o sistema atravs do qual o homem comunica suas ideias e sentimentos,

    seja atravs da fala, da escrita ou de outros signos convencionais. Na linguagem do cotidiano, o homem faz uso da linguagem verbal e no verbal para se comunicar. Conheamos os tipos de linguagem.

    2.1. Linguagem verbalIntegra a fala e a escrita (dilogo, informaes no rdio, televiso ou imprensa, etc.), utiliza

    a lngua (oral ou escrita), ou seja, tem por unidade a palavra. Exemplos: os recursos de comu-nicao como imagens, desenhos, smbolos, msicas, gestos, tom de voz etc.

  • DuDa Nogueira 24TEORIA

    2.2. Linguagem no verbalPossui outros tipos de unidade, como o gesto, o movimento, a imagem, a dana, por exem-

    plo.

    2.3. Linguagem mistaUtiliza tanto a palavra quanto as demais unidades, como histrias em quadrinhos, teatro,

    televiso, cinema, charges e alguns anncios publicitrios.

  • Teoria25 TEORIA

    3. INTERTEXTUALIDADEAcontece quando h uma referncia explcita ou implcita de um texto em outro. Tambm

    pode ocorrer com outras formas alm do texto, msica, pintura, filme, novela etc. Toda vez que uma obra fizer aluso outra ocorre a intertextualidade.

    Apresenta-se explicitamente quando o autor informa o objeto de sua citao. Em um texto cientfico, por exemplo, o autor do texto citado indicado, j na forma implcita, a indicao oculta. Por isso importante para o leitor o conhecimento de mundo, um saber prvio, para reconhecer e identificar quando h um dilogo entre os textos. A intertextualidade pode ocor-rer afirmando as mesmas ideias da obra citada ou contestando-as. H duas formas: a Parfrase e a Pardia.

    3.1. ParfraseNa parfrase, as palavras so mudadas, porm a ideia do texto confirmada pelo novo

    texto, a aluso ocorre para atualizar, reafirmar os sentidos ou alguns sentidos do texto citado. dizer com outras palavras o que j foi dito. Temos um exemplo citado por Affonso Romano Sant'Anna em seu livro "Pardia, parfrase & Cia" (p. 23):

    Texto Original

    Minha terra tem palmeiras

    Onde canta o sabi,

    As aves que aqui gorjeiam

    No gorjeiam como l.

    (Gonalves Dias, Cano do exlio).

    Parfrase

    Meus olhos bra