SUPERMERCADO VERDE: CONSCIÊNCIA AMBIENTAL .SUPERMERCADO VERDE: CONSCIÊNCIA AMBIENTAL NA ÁREA VAREJISTA

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  • SUPERMERCADO VERDE: CONSCINCIA AMBIENTAL NA

    REA VAREJISTA EM BAURU-SP

    rea temtica: tica e Responsabilidade Social

    Alessandra de Vito Inhesta

    ale_devito@hotmail.com

    Jos Ricardo Scareli Carrijo

    ricardocarrijo@uol.com.br

    Resumo: O constante desenvolvimento e a necessidade de acompanhar as tendncias globais fazem surgir uma maior

    competitividade entre os supermercados que buscam aumentar a adoo de tcnicas que agregam valor, dentre elas, as

    prticas sustentveis. Assim, deve-se observar a prtica de responsabilidade social e ambiental que o setor

    supermercadista deve ter com a comunidade e o meio ambiente. O objetivo deste estudo analisar se existem prticas

    sustentveis nos supermercados em Bauru-SP e com os resultados poder contribuir para um melhor desempenho de

    adoo para responsabilidade socioambiental agregando valor corporativo, fortalecendo a imagem e aumentando da

    vantagem competitiva para as empresas a longo prazo. Para isso, utilizou-se uma pesquisa atravs da aplicao de um

    questionrio de gnero dicotmico, estruturado e no disfarado em trinta supermercados da cidade de Bauru, Estado

    de So Paulo. De acordo com os resultados obtidos, percebe-se que a maioria dos supermercados encontra-se

    regularmente dentro dos padres estabelecidos o seu devido funcionamento, estimulam seus funcionrios a

    contriburem para a reduo de custos com a eliminao de desperdcios, porm, h contradies na correta utilizao

    de recursos naturais, humanos e capital na gesto de algumas organizaes. Fica claro que necessrio a implantao

    de uma nova cultura para a prtica de responsabilidade social e ambiental que alinhe o desenvolvimento econmico e

    financeiro com as demandas e questes sociais sem comprometer a vida das geraes futuras.

    Palavras-chaves:

    ISSN 1984-9354

  • XI CONGRESSO NACIONAL DE EXCELNCIA EM GESTO 13 e 14 de agosto de 2015

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    1. Introduo, justificativa e objetivos

    O constante desenvolvimento e a necessidade de acompanhar as tendncias globais fazem

    surgir uma maior competitividade entre os supermercados que buscam aumentar a adoo de tcnicas

    que agregam valor, dentre elas, as prticas sustentveis.

    Diante do agravamento das questes ligadas ao meio ambiente, a sociedade encontra-se em fase

    de mudanas de hbitos e comportamentos. Se no passado o ser humano restringia-se apenas a

    consumir sem preocupar-se com as conseqncias de suas aes diante de recursos naturais

    inesgotveis, atualmente, esta percepo foi alterada ampliando a viso de desenvolvimento,

    consumo e conscincia ambiental nas pessoas. O fcil acesso s informaes sobre os problemas

    ambientais e sociais como esgotamento de recursos naturais, aquecimento global, poluio e

    contaminao da gua, ar e solo, eroso, problemas de sade, saneamento bsico, dentre outros,

    afloraram a necessidade de melhora desta situao a fim de evitar processos degradadores ao meio

    ambiente e que afetam a vida da populao.

    Para Barbieri e Cajazeira (2009), empresa sustentvel a que procura incorporar os conceitos e

    objetivos relacionados com o desenvolvimento sustentvel em suas polticas e prticas de modo

    consciente. Para as empresas que querem garantir sua sobrevivncia devem apoiar seu desempenho em

    trs dimenses: econmica, social e ambiental, conceito conhecido como triple bottom line (linha

    trplice de resultados).

    A matria publicada na revista Super Varejo da Associao Paulista de Supermercados em

    outubro de 2013, relata que para muitos varejistas de peso a questo da sustentabilidade est ainda

    erroneamente ligado apenas s questes ecolgicas. Diante desta informao, decidiu-se verificar:

    Existe prtica de sustentabilidade no setor supermercadista em Bauru?

    As empresas precisam ter conscincia de sua responsabilidade social e os consumidores esto

    cada vez mais exigentes, no se preocupando apenas com vantagens como preo, produto disponvel,

    atendimento personalizado, prazo de entrega, qualidade, mas tambm no envolvimento scio-

    ambiental de onde adquirem seus bens de consumo e servios. Diante dessas informaes, esta

    pesquisa tem a importncia de propor s lojas supermercadistas visitadas no municpio de Bauru /SP a

    reavaliao e adaptao de seus processos voltados ao desenvolvimento sustentvel, pois empresas que

    so capazes de incorporar iniciativas sustentveis s suas estratgias, operaes, estrutura

    organizacional e infraestruturas sero mais competitivas. O objetivo verificar se existe ptica de

    sustentabilidade nos supermercados em Bauru por meio do modelo de pesquisa proposto pela

    Associao Paulista de Supermercados.

  • XI CONGRESSO NACIONAL DE EXCELNCIA EM GESTO 13 e 14 de agosto de 2015

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    2. Fundamentos conceituais

    2.1 O setor supermercadista no Brasil

    O comrcio varejista de supermercados um dos setores da economia brasileira que mais

    cresceram nos ltimos anos, sendo uma das caractersticas mais importantes deste crescimento a

    modernizao e a concentrao de grandes redes de supermercados e hipermercados.

    Conforme explica Giuliani e Spers (2010), para que um produto chegue s mos do consumidor

    final, ele passa por diversos canais, sendo necessrio que isso seja feito em menor tempo e com

    melhores condies de exposio do produto, custo e uso. A Figura1 mostra a posio do varejista no

    canal de distribuio:

    Figura 1: Posio do varejista no canal de distribuio.

    FABRICANTE

    ATACADISTA

    VAREJISTA

    CONSUMIDOR

    Fonte:Adaptado de Varejo e Servios, Responsabilidade Social, Sustentabilidade, 2010, pg. 27.

    Um estabelecimento varejista apresenta uma estrutura capaz de atender s exigncias do

    consumidor quanto aos produtos e aos servios esperados. Deste modo, se um produto no estiver

    disponvel no momento em que o cliente o procura, a venda no ser realizada.

    Neste contexto, Parente (2000), diz que o varejo consiste em todas as atividades que englobam

    o processo de venda de produtos e servios para atender a uma necessidade pessoal do consumidor.

    Referente evoluo do varejo supermercadista no Brasil, os primeiros estabelecimentos com o

    sistema de auto-servio no varejo de alimentos datam da dcada de 50. Iniciou-se com a venda de

    artigos nas principais ruas das cidades, passando aos armazns e depois para as mercearias, com a

    prtica do auto-servio e reposio automtica de mercadorias.

    Os supermercados surgiram na mesma dcada de 50 como um conceito novo para o brasileiro

    que entrava em contato com a modernidade trazida pela televiso e pelo estilo de vida americano, ou

    seja, american way of life. Entraram no pas na era desenvolvimentista e no final da dcada de 60

    foram reconhecidos oficialmente como uma categoria diferenciada de varejo de alimentos.

  • XI CONGRESSO NACIONAL DE EXCELNCIA EM GESTO 13 e 14 de agosto de 2015

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    No decorrer dos anos e com a competitividade entre os supermercados foram sendo

    introduzidos novos servios aos clientes: laticnios, padarias, bazares, aougues, hortifrtis,

    perfumarias, etc., permitindo maiores ganhos de lucro aos empresrios do setor e maior comodidade

    aos consumidores.

    Com o acirramento da competio global devido aos preos de insumos, qualidade de produtos

    e servios, custos e servios locais, algumas lojas do setor adotaram estratgias de se juntarem em

    fuses e aquisies de outras corporaes. Configura-se ento, um conjunto de redes com relaes

    entre as empresas e com grande influncia na economia.

    Segundo Giuliani e Spers (2010), com o fenmeno da globalizao e do avano tecnolgico, as

    indstrias puderam oferecer uma variao maior de informaes, passou a exigir das organizaes um

    mix de produtos variados, procurando atender s suas necessidades particulares.

    Estando a populao com as necessidades bsicas atendidas, novos desejos como a socializao

    e a informao so despertados. A oportunidade de atender a estas necessidades, gostos e

    comportamentos faz surgir uma grande diversidade de lojas que disputam o mercado varejista

    brasileiro. Alm disso, o varejo se transformou num negcio de alta tecnologia.

    Para Claro et al. (CZINKOTA 2001 apud, 2009), o varejo de alimentos pode ser classificado

    em seis categorias: lojas de departamentos, lojas de especialidades, supermercados, supercentros,

    especialidades por categoria e lojas de convenincia. Entende-se por supermercados: varejistas que

    vendem de mercearia, alm de produtos considerados de carter geral, atravs de instalaes fsicas,

    com expositores para auto-servio, auto-seleo, que viabilizam transferir o desempenho de marketing

    ao prprio consumidor.

    Atualmente, as vendas on-line fazem parte de estratgias do varejo supermercadista. Porm,

    para o sucesso de vendas do varejo via internet necessrio que o servio esteja ao alcance dos

    consumidores e deve-se evitar vrios obstculos como custo de estar c