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1 CENTRO NACIONAL DE PROTECÇÃO CONTRA OS RISCOS PROFISSIONAIS TABELA NACIONAL DE INCAPACIDADES POR ACIDENTES DE TRABALHO E DOENÇAS PROFISSIONAIS (Aprovada pelo Decreto-Lei n.º 341/93, de 30 de Setembro)

Tabenla Nacional de Incapacidades

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CENTRO NACIONAL DE PROTECO CONTRA OS RISCOS PROFISSIONAIS

TABELA NACIONAL DE INCAPACIDADES POR ACIDENTES DE TRABALHO E DOENAS PROFISSIONAIS(Aprovada pelo Decreto-Lei n. 341/93, de 30 de Setembro)

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MINISTRIO DO EMPREGO E DA SEGURANA SOCIALDecreto-Lei n. 341/93 de 30 de Setembro A formulao de normas disciplinadoras de avaliao das incapacidades sofridas pelos trabalhadores vtimas de acidente de trabalho ou doena profissional, tendo em vista a determinao dos montantes das res pectivas indemnizaes ou penses a que legalmente tm direito, constitui matria de extrema delicadeza e complexidade. A verdade que, por um lado, a reparao no pode deixar de traduzir-se numa compensao em dinheiro, por se tratar de danos nas pessoas em relao s quais no possvel, em regra, a reconstituio natural e, por outro, a necessidade de conferir certo grau de certeza aos interesses em causa torna indispensvel uma definio normativa e metodolgica para avaliao do dano. Nesta linha de orientao, instituiu-se no nosso pas, atravs do Decreto n. 21 978, de 10 de Dezembro de 1932, um primeiro esquema legal de avaliao de incapacidades por acidentes de trabalho, acabando-se com a ampla discricionariedade dada aos tribunais neste domnio, determinando-se que tal avaliao fosse feita de harmonia com a Tabela de Desvalorizao de Lucien Mayet, que se praticava em Frana, apesar de no oficializada naquele pas. Em 1960 passou a dispor-se de uma tabela nacional, aprovada pelo Decreto n. 43 189, de 23 de Setembro de 1960, a qual se tem mantido em vigor sem qual quer actualizao at data. Todavia, nestes mais de 30 anos da sua vigncia realizaram-se notveis progressos na cincia mdica e importantes avanos no domnio da tecnologia laboral, que determinaram o seu desfasamento da realidade actual. Assim, impe-se a adopo de uma nova tabela que, ao contrrio do carcter excessivamente rgido e taxa tivo da tabela vigente, constitua um instrumento de determinao da incapacidade com carcter indicativo que permita tratar com o equilbrio que a justia do caso concreto reclama as vrias situaes presentes peritagem e deciso judicial, com as limitaes que decorrem da expressa vinculao dos peritos exposio dos motivos justificativos dos desvios em relao aos coeficientes nela previstos. A tabela agora aprovada pretende, pois, contribuir para a humanizao da avaliao da incapacidade, numa viso no exclusiva do segmento atingido, mas do indivduo como um todo fsico e psquico, em que seja considerada no s a funo mas tambm a capacidade de trabalho disponvel. O presente diploma resulta ainda de compromissos assumidos no Acordo Econmico e Social, celebrado em 19 de Outubro de 1991, em sede do ento Conselho Permanente de Concertao Social. No obstante, foi feita a sua discusso pblica nos termos da lei, tendo-se pronunciado vrias organizaes de trabalhadores e de

empregadores, bem como outras entidades, cujos contributos foram devidamente ponderados. Assim: Nos termos da alnea a) do n. 1 do artigo 201. da Constituio, o Governo decreta o seguinte: Artigo 1. aprovada a Tabela Nacional de Incapacidades por Acidentes de Trabalho e Doenas Profissionais, adiante designada por Tabela, anexa ao presente diploma e que dele faz parte integrante. Art. 2. A incapacidade do sinistrado ou doente calculada em conformidade com a Tabela, observando-se as instrues gerais e especficas dela constantes e tendo em conta o disposto no artigo 47. do Decreto n. 360/71, de 21 de Agosto. Art. 3. - 1 - Por portaria conjunta dos Ministros das Finanas e do Emprego e da Segurana Social, ser constituda uma comisso permanente, qual incumbir: a) Proceder a estudos conducentes reviso e actualizao da Tabela, mediante a recolha de dados das entidades encarregadas da sua aplicao; b) Contribuir para a divulgao de estudos e pareceres quanto interpretao e aplicao da Tabela; c) Dar parecer, a solicitao dos tribunais ou de outras entidades, sobre dvidas que se suscitem quanto interpretao e aplicao da Tabela. 2 - A portaria referida no nmero anterior define a composio e o modo de funcionamento da comisso permanente. 3 - Enquanto no for constituda a comisso prevista no presente artigo mantm-se em funcionamento, com as competncias que lhe so legalmente reconhecidas, a comisso constituda pela Portaria n. 397/83, de 8 de Abril, com as alteraes introduzidas pela Portaria n. 690/88, de 14 de Outubro. Art. 4. A Tabela aprovada pelo presente diploma aplica-se aos acidentes ocorridos e s doenas profissionais manifestadas aps a sua entrada em vigor. Art. 5.' revogado o Decreto n. 43 189, de 23 de Setembro de 1960. Art. 6. O presente diploma entra em vigor 90 dias aps a data da sua publicao. Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 6 de Maio de 1993. - Anbal Antnio Cavaco Silva - Jorge Braga de Macedo - Arlindo Gomes de Carvalho - Jos Albino da Silva Peneda. Promulgado em 21 de Junho de 1993. Publique-se. O Presidente da Repblica, MRIO SOARES. Referendado em 23 de Junho de 1993. O Primeiro-Ministro, Anbal Antnio Cavaco Silva.

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TABELA NACIONAL DE INCAPACIDADES Instrues gerais 1 - A presente Tabela Nacional de Incapacidades (TNI) tem por objectivo fornecer as bases de avaliao do prejuzo funcional sofrido em consequncia de acidente de trabalho e doena profissional, com perda da capacidade de ganho. 2 - As sequelas (disfunes, independentemente da causa ou leso inicial) de que resultem incapacidades permanentes so designadas, na TNI, em nmeros, subnmeros e alneas, agrupados em captulos. 3 - A cada situao de prejuzo funcional corresponde um coeficiente expresso em percentagem, que traduz a proporo da perda da capacidade de trabalho resultante da disfuno, como sequela final da 1eso inicial, sendo a disfuno total, com incapacidade permanente absoluta para todo e qualquer trabalho, expressa pela unidade. 4 - Os coeficientes ou intervalos de variao correspondem a percentagens de desvalorizao, que constituem o elemento de base para o clculo da incapacidade total. 5 - Na determinao do valor final da incapacidade devem ser observadas as seguintes normas, para alm e sem prejuzo das que so especficas de cada captulo ou nmero: a) Sempre que se verifique perda ou diminuio de funo inerente ou imprescindvel ao desempenho do posto de trabalho que ocupava com carcter permanente, os coeficientes de incapacidade previstos so bonificados com uma multiplicao pelo factor 1,5, se a vtima no for reconvertvel em re lao ao posto de trabalho ou tiver 50 anos ou mais; b) A incapacidade ser igualmente corrigida com a multiplicao pelo factor 1,5 quando a leso implicar alterao visvel do aspecto fsico (como no caso das dismorfias ou equivalentes), se a esttica for inerente ou indispensvel ao desempenho do posto de trabalho e se a vtima no for reconvertvel em relao ao posto de trabalho ou tiver 50 anos ou mais (no acumulvel com a alnea anterior); c) Quando a funo for substituda, no todo ou em parte, por prtese, a incapacidade poder ser reduzida, consoante o grau de recuperao da funo e da capacidade de ganho do sinistrado, no podendo, porm, tal reduo ser superior a 15%; d) No caso de leses mltiplas, o coeficiente global de incapacidade ser obtido pela soma dos coeficientes parciais, segundo o princpio da capacidade restante, calculando-se o primeiro coeficiente por referncia capacidade do indivduo anterior ao acidente ou doena profissional e os demais capacidade restante, fazendo-se a deduo sucessiva do coeficiente ou coeficientes j tomados em conta no mesmo clculo.

Sobre a regra prevista nesta alnea prevalece norma especial expressa na presente Tabela, propriamente dita; e) No caso de leso ou doena anterior, aplica-se o n. 2 da base VIII da Lei n. 2127, de 3 de Agosto de 1965; f) As incapacidades que derivem de disfunes ou sequelas no descritas na Tabela so avaliadas pelo coeficiente relativo a disfuno anloga ou equivalente. 6 - Quando a extenso e gravidade do dfice funcional inclinar para o valor mnimo do intervalo de variao dos coeficientes, os peritos podem aumentar o valor da incapacidade global no sentido do mximo, tendo em ateno os seguintes elementos: a) Estado geral da vtima (capacidades fsicas e mentais). - Considerando os factores de ordem geral determinantes do estado de sade do indivduo, devem os peritos mdicos avaliar se a evoluo do estado geral da vtima foi consideravelmente afectada de forma negativa; b) Natureza das funes exercidas, aptido e capacidade profissional. - A avaliao deve considerar a importncia deste factor, em relao ao posto de trabalho que exercia, e aplicam-se as alneas a) e b) do n. 5, conforme os casos; c) Idade (envelhecimento precoce). - O envelhecimento precoce tem uma ponderao igual da alnea a) deste nmero. 7 - Sempre que circunstncias excepcionais o justifiquem, pode ainda o perito afastar-se dos valores dos coeficientes previstos, inclusive nos valores iguais a 0,00, expondo claramente e fundamentando as razes que a tal o conduzem e indicando o sentido e a medida do desvio em relao ao coeficiente em princpio aplicvel situao concreta em avaliao. 8 - O resultado dos exames expresso em ficha elaborada nos termos do modelo anexo, devendo os peritos fundamentar todas as suas concluses. 9 - As incapacidades temporrias parciais correspondentes ao primeiro exame mdico so fixadas pelo menos no dobro do coeficiente previsvel numa futura situao de incapacidade permanente, sem ultrapassar o coeficiente 1, e so reduzidas, gradualmente, salvo o caso de recada ou agravamento imprevisto, confirmado por diagnstico fundamentado at alta definitiva com estabilizao da situao clnica. 10 - Na determinao global devem ser ponderadas as efectivas possibilidades de reabilitao profissional do sinistrado, face s suas aptides e s capacidades restantes. Para tanto, sempre que seja considerado adequado ou conveniente, pode o tribunal solicitar parecer s entidades competentes, designadamente ao Instituto do Emprego e Formao Profissional, sobre as efectivas possibilidades de reabilitao do sinistrado. 11 - Sempre que possvel e necessrio para um diagnstico dife rencial seguro, devem ser utilizados os meios tcnicos mais actualizados e adequados a uma 3

avaliao rigorosa do dfice funcional ou das sequelas com vista fixao da incapacidade. 12 - As queixas subjectivas que acompanhem dfices funcionais, tais como dor e impotncia funcional, para serem valorizveis, devem ser objectivadas pela contractura muscular, pela diminuio da fora, pela hipotrofia, pela pesquisa de reflexos e outros exames adequados (por exemplo EMG). 13 - A fim de permitir o maior rigor na avaliao das incapacidades resultantes de acidente de trabalho e doena profissional, a garantia dos direitos das vtimas e a apreciao jurisdicional, o pro cesso constitudo para esse efeito deve conter obrigatoriamente os seguintes elementos: a) Inqurito profissional, nomeadamente para efeito de histria profissional; b) Estudo do posto de trabalho, com caracterizao dos riscos profissionais e sua quantificao, sempre que tecnicamente possvel (para concretizar e quantificar o agente causal de AT ou DP); c) Histria clnica, com passado nosolgico e estado actual; d) Exames complementares de diagnstico necessrios. 14 - Deve ser avaliada a correlao do dfice funcional com o agente causal, nomeadamente em matria de doenas profissionais, para efeitos do disposto no n. 2 da base xxv da Lei n. 2127, de 3 de Agosto de 1965. CAPTULO I Aparelho locomotor Instrues especficas. - Sendo o esqueleto o suporte de outras estruturas, rgos, sistemas ou tecidos, tambm influenciado por estes, servindo de exemplo a hipomobilidade resultante de dismorfias, internas ou externas, com prejuzos funcionais ou estticos para o homem, considerado como ser social ou como trabalhador. Por isso ser de valorizar a funo com eventual prejuzo da estrutura ou anotomia, salvo quando a perda estrutural se traduza em simultneo pela perda funcional relevante. Sem dvida que ocorre perda da funo da mobilidade dos segmentos do esqueleto no caso das hipotonias ou degenerescncias miopticas e todavia os segmentos sseos e superfcies articulares, pelo menos de incio, no esto afectadas. Por isso definido o primado da funo em prejuzo da anatomia, salvo quando ambas coincidem. Todavia, a incapacidade de segmento de um membro nunca poder ser equiparvel perda total do membro. As diversas incapacidades sero, sucessivamente, adicionadas de acordo com o princpio da capacidade restante. No dever ser esquecido o estudo da potncia muscular, universalmente classificada em seis grupos: 0 - No h qualquer contraco muscular;

1 - H contraco muscular mas no anula a aco da gravidade; 2 - H contraco muscular que anula e no ultrapassa a fora da gravidade, sem movimento possvel; 3 - A fora da contraco muscular j consegue vemcer a fora da gravidade; 4 - A fora da contraco muscular j consegue vencer a resistncia do observador; 5 - Fora muscular normal. Como todos os aparelhos, este tem semiologia especfica, que dever ser aplicada nomeadamente ao estudo da funo da mobilidade de todos os segmentos. Por isso no local onde ocorram peritagens devem existir, como mnimo: negatoscpio, fita mtrica, gonime tro e catre de observaes, para que o sinistrado seja observado de p e em decbito. O bloqueio e o compromisso da mobilidade articular, em relao aos diversos movimentos, pode ser parcial ou total. Quando h apenas diminuio da mobilidade, mas com alguns movimentos activos ou passivos, estaremos perante uma situao de rigidez articular; quando os elementos de uma articulao esto fixados em determinada posio, sem movimentos activos ou passivos, estamo s perante um caso de anquilose. incapacidade resultante das sequelas steo-articulares e ligamentosas, sero adicionadas, quando for caso disso, as incapacidades de ndole neurolgica, sempre de acordo com o princpio da capacidade restante. As prteses externas, consoante o seu grau de aperfeioamento, levaro diminuio da incapacidade prevista na Tabela at 15%, por melhorarem a funo e a vida de relao do sinistrado. Sinnimos Articulaes: 1. art. MF = metacarpo-falngica; 2. art. IFP = interfalngica proximal; 3. art. IFD = interfalngica distal. Dedos: 1. dedo - Polegar = DI; 2. dedo indicador = DII; 3. dedo mdio = DIII; 4. dedo anular ou anelar = DIV; 5. dedo auricular = DV. Falanges: 1. falange = falange = FI; 2. falange - falanginha = F2; 3. falange = falangeta = F3. 1 - Coluna vertebral 1.1 - Entorses, fracturas e luxaes:

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1.1.1 - Traumatismos raquidianos sem fractura, ou com fracturas consolidadas sem deformao ou com deformao insignificante: a) Assintomtica .......... 0,00 b) Com rigidez por espasmo muscular ou resultante de fixao cirrgica .................................... 0,05-0,15 c) Apenas com raquialgia residual (conforme objectivao da dor) ................................... 0,05-0,15 1.1.2 - Fractura de um ou mais corpos vertebrais, consolidada com deformao acentuada: a) Deformao do eixo raquidiano, apenas com expresso radiolgica ................................ 0,05-0,10 b) Deformao do eixo raquidiano, detectvel no e xame clnico e radiolgico .................... 0.11-0,20 c) Idem, com colapso grave de um ou mais corpos vertebrais ........................................................ 0,25-0,40 1.1.3 - Fracturas dos istmos ou pedculos vertebrais (a desvalorizar conforme as sequelas, de acordo com o n. 1.1.1). 1.1.4 - Fracturas apofisrias (espinhosas ou transversas): a) Assintomticas ......................................................... 0,00 b) Consolidadas ou no, com raquialgia residual (de acordo com a objectivao da dor) ...... 0,02-0,10 1.1.5 - Luxaes: a) Subluxao cervical (a desvalorizar conforme as sequelas, de acordo com o n. 1.1.1); b) Luxao cervical ........................................... 0,10-0,30 c) Luxaes dorsais ou lombares (a desvalorizar conforme sequelas, de acordo como n. 1.1.1), d) Idem, com fracturas (a desvalorizar conforme as sequelas, de acordo com o n. 1.2). 1. 1.6 - Sacro e cccix (v. os n.os 9.2.1 e 9.2.2). 1.2 - Mobilidade da coluna (imobilidade e limitao da mobilidade): 1.2.1 - Imobilidade (anquilose) da coluna cervical: 1.2.1.1 - Graus de imobilidade no plano sagital (ngulo em que se fixam os elementos). O total da excurso entre flexo mxima e a extenso mxima de 60, sendo 30 para a flexo e 30 para a extenso. Grau I - Ligeiro (a imobilidade verifica-se entre 0 e 10) na flexo ou na extenso .................... 10-0,14 Grau II - Moderado (a imobilidade verifica-se entre 11 e 20) na flexo ou na extenso ..... 0,14-0,16 Grau III - Grave (a imobilidade verifica-se entre 21 e 30) na flexo ou na extenso ............. 0,16-0,20 1.2.1.2 - Graus de imobilidade no plano frontal ou inclinao la teral (ngulo em que se fixam os elementos). Da posio neutra at inclinao lateral mxima decorrem 40 para cada lado: Grau I - Ligeiro (a imobilidade verifica-se entre 0 e 10):

a) Imobilidade a 0 ................................................ 0,10 b) Imobilidade entre 1 e 10 .................. 0,11-0,13 Grau II - Moderado (a imobilidade verifica-se entre 10 e 20): c) Imobilidade a 10 ............................................. 0,13 d) Imobilidade entre 11 e 20 ................ 0,14-0,15 Grau III - Grave (a imobilidade verifica-se entre 20 e 40): e) Imobilidade a 20 ............................................ 0,15 f) Imobilidade entre 21 e 30 ................ 0,16-0,17 g) Imobilidade entre 31 e 40 ............... 0,18-0,20 1.2.1.3 - Graus de imobilidade na rotao lateral (ngulo em que se fixam os elementos). O conjunto da excurso mxima - rotao a direita e esquerda - de 60, sendo 30 para cada lado: Grau I - Ligeiro (a imobilidade verifica-se entre 0 e 10): a) Imobilidade a 0 ................................................ 0,10 b) Imobilidade entre 1 e 10 .................. 0,11-0,14 Grau II - Moderado (a imobilidade verifica-se entre 10 e 20): c) Imobilidade a 10 ............................................. 0,14 d) Imobilidade entre 11 e 20 ............... 0,15-0,16 Grau III - Grave (a imobilidade verifica-se entre 20 e 30): e) Imobilidade a 20 ............................................. 0,16 f) Imobilidade entre 21 e 30 ................ 0,17-0,20 1.2.2 - Limitao da mobilidade (rigidez) dos movimentos da coluna cervical: 1.2.2.1 - No plano sagital e na flexo (zona onde os movimentos so possveis): a) Permite movimentos at 30 ............................... 0,00 b) S Permite movimentos at 20 .............. 0.03-0,05 c) S Permite movimentos at 10 .............. 0,05-0,10 1.2.2.2 - No plano sagital e na extenso (zona onde os movimentos so possveis): a) Permite movimento at 30 ................................. 0,00 b) S Permite movimento at 15 ................ 0,03-0,05 1.2.2.3 - No plano frontal ou na inclinao lateral (zona onde os movimentos so possveis): a) Permite movimentos at 40 ............................... 0,00 b) S permite movimentos at 30 .............. 0,01-0,02 c) S Permite movimentos at 20 .............. 0,03-0,04 d) S permite movimentos at 10 .............. 0,05-0,08

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1.2.2.4 - No plano transversal ou na rotao (esquerda ou direita) (zona onde os movimentos so possveis): a) Permite movimentos at 30 ............................... 0,00 b) S Permite movimentos at 20 .............. 0,01-0,02 c) S Permite movimentos at 10 ............. 0,03-0,10 1.2.3 - Imobilidade (anquilose) da coluna dorso-lombar. - definida pelo ngulo em que se fixam os seus elementos constituintes nos diversos movimentos que eram possveis antes da leso: 1.2.3.1 - No plano sagital ou na flexo-extenso (a excurso m xima descreve, no seu conjunto, 120, sendo a flexo mxima a 90 e a extenso mxima a 30): Grau I - Ligeiro (a imobilidade definida pelo ngulo formado pelos elementos fixados e varia entre 0 e 10): a) Bloqueio na flexo ou na extenso a 0 ...................................................................... 0,12-0,15 b) Bloqueio na flexo entre 1 e 10..... 0,16-0,18 c) Bloqueio na extenso entre 1 e 10 ....................................................................... 0,19-0,20 Grau II - Moderado (a imobilidade definida pelo ngulo formado pelos elementos fixados e varia entre 10 e 30): d) Bloqueio na flexo a 10 ............................... 0,18 e) Bloqueio na extenso a 10 ......................... 0,20 f) Bloqueio na flexo entre 11 e 20 0,18-0,19 g) Bloqueio na extenso entre 11 e 20 ....................................................................... 0,20-0,25 h) Bloqueio na flexo entre 21 e 30 .. 0,19-0,20 i) Bloqueio na extenso entre 21 e 30 ......................................................................... 0,25-0,30 Grau III - Grave (a imobilidade definida pelo ngulo formado pelos elementos fixados e varia entre 30 e 90): j) Bloqueio na flexo entre 30 e 40...................................................................... 0,20-0,22

Grau I - ligeira (a imobilidade define-se pelo ngulo formado pelos elementos fixados e varia entre 0 e 10): a) Imobilidade a 0 ............................................... 0,15 b) Imobilidade entre 1 a 10 ................. 0,16-0,23 Grau II - Moderada (a imobilidade define-se pelo ngulo formado pelos elementos fixados e varia entre 10 e 20): c) Imobilidade a 10 ............................................. 0,23 d) Imobilidade entre 11 e 20 ................ 0,24-0,30 1.2.3.3 - No plano transversal ou na rotao esquerda ou direita (o conjunto da excurso para os dois lados de 60, sendo 30 para cada lado): Grau I - Ligeira (a imobilidade define-se pelo ngulo formado pelos elementos fixados e varia entre 0 e 10): a) Imobilidade a 0 ................................................ 0,15 b) Imobilidade entre 1 e 10 .................. 0,16-0,20 Grau II - Moderada (a imobilidade define-se pelo ngulo formado pelos elementos fixados e varia entre 10 e 20): c) Imobilidade a 10 ............................................. 0,20 d) Imobilidade entre 11 e 20 ................ 0,21-0,25 Grau III Grave (a imobilidade define-se pelo ngulo formado pelos elementos fixados e varia entre 20 e 30): e) Imobilidade a 20 ............................................. 0,25 f) Imobilidade entre 21 e 30 ................ 0,26-0,30 1.2.4 - Limitao (rigidez) dos movimentos da coluna dorso-lombar (no h fixao dos elementos constituintes, mas apenas bloqueio parcial do movimento dos seus elementos, ou seja, resistncia movimentao): 1.2.4.1 - No plano sagital, na flexo (a excurso mxima varia ente 0 e 90): Grau I - Ligeira: a) Permite movimentos at 90 ........................ 0,00 b) Permite movimentos at 80 (resistncia nos ltimos 10) ...................................................... 0,01 Grau II - Moderada: c) Permite movimentos at 70 (resistncia nos ltimos 20) ...................................................... 0,02 d) Permite movimentos at 60 (resistncia nos ltimos 30) ...................................................... 0,03 e) Permite movimentos at 50 (resistncia nos ltimos 40) ...................................................... 0,04

l) Bloqueio na flexo entre 41 e 50...................................................................... 0,22-0,24

m) Bloqueio na flexo entre 51 e 60...................................................................... 0,24-0,25

n) Bloqueio na flexo entre 61 e 70...................................................................... 0,25-0,27

o) Bloqueio na flexo entre 71 e 80...................................................................... 0,27-0,28

p) Bloqueio na flexo entre 81 e 90...................................................................... 0,29-0,30

1.2.3.2 - No plano frontal ou na inclinao lateral (o conjunto da inclinao mxima de 40, sendo 20 para a direita e 20 para a esquerda):

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Grau III - Grave: Grau III - Grave (resistncia entre 0 e 10): f) Permite movimentos at 40 (resistncia nos ltimos 50) ...................................................... 0,05 g) Permite movimentos at 30 (resistncia nos ltimos 60 ........................................................ 0,06 h) Permite movimentos at 20 (resistncia nos ltimos 70) ...................................................... 0,07 i) Permite movimentos at 10 (resistncia nos ltimos 80) ...................................................... 0,08 j) Quase ausncia de movimento ..................... 0,12 1.2.4.2 - No plano sagital, na extenso: Grau I - Ligeiro: a) Permite movimentos at 30 .............................. 0,00 Grau II - Moderado: b) Permite movimentos at 20 (resistncia nos ltimos graus) .................................................. 0,01 Grau III - Grave (s permite movimentos entre 0 e 10): c) Permite movimentos at 10 (resistncia nos ltimos 20) ............................................ 0,02-0,08 d) Quase no permite movimentos ................. 0,12 1.2.4.3 - No plano frontal ou inclinao lateral (20 para cada lado): Grau I - Ligeiro: a) Permite movimentos entre os 0 e 20, oferecendo resistncia entre 20 e 30 ...................................................................... 0,02-0,04 Grau II - Moderado (s permite movimentos entre 0 e 10) (resistncia nos ltimos 20): b) S permite movimentos entre 0 e 10 ...................................................................... 0,04-0,08 c) Quase imvel ........................................... 0,10-0,12 1.2.4.4 - No plano transversal ou na rotao (normal = 30): Grau I - Ligeiro (resistncia entre 20 e 30): a) Movimentos at 30 (movimentos possveis, mas com resistncia) ..................................... 0,00 b) A limitao dos movimentos situa-se entre 20 e 30 (boa mobilidade at 10) ............. 0,00 -0,02 Grau II - Moderado (resistncia entre 0 e 20): 2.3 - Fractura de uma ou mais costelas: c) At 20 a movimentao possvel, embora com resistncia ................................................ 0,02 d) A limitao dos movimentos situa-se entre 10 e 20 (sendo a mobilidade normal antes e depois) ...................................................... 0,03-0,04 a) Consolidada sem ou com ligeira deformao ................................................................................ 0,00 b) No consolidada, de uma ou mais costelas e francamente dolorosa (a graduar de acordo 7 a) Rotura, desinsero ou hipotrofia do grande ou pequeno peitoral (acrescentar a incapacidade derivada da alterao da funo respiratria, se for caso disso) ......................................... 0,02-0,08 b) Rotura ou instabilidade dos m sculos intercostais (acrescentar a incapacidade derivada da alterao da funo respiratria, se for caso disso) .................................. 0,00-0,03 2.2 - Fracturas do esterno: a) Consolidada sem deformao ...................... 0,00 b) Consolidada com deformao acentuada e francamente dolorosa (a graduar de acordo com as caractersticas e exigncias do posto de trabalho) ............................................ 0,03-0,10 c) Consolidada com alterao da funo respiratria ou cardaca ?v. Angiocardiologia e Pneumo logia para quantificao da incapacidade cardaca ou pulmonar, que ser adicionada em termos da capacidade restante aos valores da alnea b)?. Instrues especficas - Nos traumatismos da caixa torcica os elementos determinantes da incapacidade so: Algias que dificultem a excurso torcica ou impeam os esforos; Deformaes da parede anterior com repercusso no mediastino; Alteraes da funo respiratria; Eventuais alteraes cardiovasculares (funcionais ou orgnicas). Aos coeficientes de desvalorizao referentes s sequelas das leses da parede torcica sero adicionados os resultantes das eventuais sequelas respiratrias e cardiovasculares, em termos da capacidade restante. As alteraes que no sejam da caixa torcica sero estudadas e quantificadas no respectivo captulo (Pneumologia e Angiocardiologia). 2.1 - Partes moles (com alterao da excurso respiratria): e) A resistncia dos movimentos situa-se entre 2 e 10 (imvel para alm de 10) ...................................................................... 0,04-0,08 f) Quase imvel ...................................................... 0,12 Nota. A charneira lombo-sagrada est includa no conjunto dorso-lombar. 2 Trax

com as caractersticas e exigncias do posto de trabalho) ............................................ 0,02-0,10 c) Grave deformao ou instabilidade da parede torcica (para as sequelas da funo respiratria, v. Pneumologia, cujas incapacidades sero adicionadas de acordo com o princpio da capacidade restante) ................................ 0,05-0,15 Nota. - Independentemente do nmero de costelas, interessa a alterao funcional. 2.4 - Luxaes condroesternais ou costovertebrais (a desvalorizar conforme as sequelas, de acordo com o n. 2.3.). 3 - Cintura escapular 3.1 - Partes moles:Activo passivo

g) Idem, quando o posto de trabalho exija esforos violentos com os membros superiores, poder aplicar-se o factor de correco 1,5 aos valores da alnea anterior. 3.2.2 - Luxao da clavcula: a) Interna (externoclavicular) b) Externa (acromioclavicular)Activo passivo

0,00-0,06 0,00-0,06

0,00-0,05 0,00-0,04

Nota. - A desvalorizao mxima deve ser atribuda s quando coexistir prejuzo esttico e dificuldade na execuo do posto de trabalho. 3.2.3 - Artrose traumtica acrmio -clavicular (a graduar segundo a objectivao da dor, o dfice funcional e a exigncia do Activo passivo posto de trabalho). 0,03-0,07 0,02-0,05 3.2.4 - Resseco da extremidade externa da clavcula 0,02-0,04 0,01-0,03 3.2.5 - Fracturas da omoplata. - A incapacidade ser graduada de acordo com a limitao da mobilidade do ombro (v. n. 3.2.7.3). 3.2.6 - Luxao recidivante do ombro (articulao escapulumeral): a) A incapacidade ser graduada de acordo com a frequncia da ocorrncia e o esforo do membro superior que a determina e o compromisso da mobilidade da articulao (v. n. 3.2.7.2); b) Idem, operado com xito (a incapacidade ser graduada de acordo com a mobilidade do ombro - v. n. 3.2.7.2); c) Artroplastia total do ombro (a desvalorizar de acordo com as sequelas). 3.2.7 - Mobilidade do ombro - anquilose e rigidez (v. figuras 1, 2, 3 e 4): 3.2.7.1 - Imobilidade (anquilose):Activo passivo

a) Hipotrofia do msculo deltide ................. 0,00-0,12 0,00-0,10 b) Paralisia do msculo deltide por le so do nervo circunflexo (v. Neuro logia, n. 6.1.4) ................................. 0,20-0,25 0,15-0,20 3.2 - Leses osteoarticulares: 3.2.1 - Fractura da clavcula: a) Consolidada com ligeira deformidade ............. 0,00 0,00 b) Consolidada com deformao notria, mas sem compresso nervosa ou vascular ........... 0,02-0,04 0,01-0,03 c) Idem, com prejuzo esttico ( incapacidade definida no n. 3.2.1, alnea b), ser adicionada a que resultar do prejuzo esttico - v. Dismorfias, n. 1.4). d) Idem, com compresso vascular (adicionar incapacidade definida no n. 3.2.1, alnea b), o compromisso vacular v. n. 2.1 de Angiocardiologia, leses vas culares). e) Idem, como compresso nervosa [adicionar incapacidade definida no n. 3.2.1, alnea b), o compromisso neurolgico - v. Neurologia, n. 6.1). f) No consolidada e sem soluo cirrgica (pseudartrose) ........................ 0,04-0,08 0,03-0,06

a)

Em boa posio (permite levar a mo boca) b) Em m posio (no permite ou permite com muita dificuldade levar a mo boca)

0,25-0,30

0,20-0,25

0,35-0,45

0,30-0,40

3.2.7.2 - Limitao da mobilidade do ombro (rigidez). - Alm dos movimentos da articulao escapulumeral, participam nos mo vimentos do ombro as articulaes escapulotorcica e acessoriamente a acromioclavicular e a esternoclavicular. A amplitude dos movimentos mede-se a partir da posio anatmica de repouso do membro superior, pendendo ao longo do corpo (0). Os movimentos do brao, sendo muito variados e extensos, so fruto de seis movimentos fundamentais combinados: flexo-extenso (ante e retropulso), que 8

se realiza no plano sagital; abduo-aduo, que se realiza no plano coronal, ou seja, no sentido do afastamento ou aproximao do corpo; rotao interna e externa, que se realizam volta do eixo longitudinal do mero. Os limites da amplitude normal para os vrios movimentos da articulao do ombro (cotovelo em extenso) so: No plano sagital (figura 2): Flexo (antepulso) de 0 a 180; Extenso (retropulso) de 0 a 60;

Fig. 3

No plano horizontal (figuras 3 e 4): Flexo horizontal de 0 a 135; Extenso horizontal de 0 a 45.

Fig. 2

No plano coronal (figuras 1 e 3): Aduo de 0 a 45; Abduo de 0 a 180Fig. 4

Se a articulao contralateral for normal, deve servir de termo de comparao, como regra usual para todas as articulaes. A incapacidade ser conforme a zona de variao da mobilidade do ombro (ngulo mximo de mobilidade ou extremos do ngulo de movimentao) com bloqueio total no resto da excurso. 3.2.7.2.1 - No plano sagital: 3.2.7.2.1.1 - Na flexo: Activo passivo a) De 0 a 30 0,08 0,06 b) De 0 a 60 0,06 0,04 c) De 0 a 90 0,03 0,02 d) Igual ou superior a 135 0,00 0,00 3.2.7.2.1.2 - Na extenso (retropulso): a) De 0 a 30 b) De 0 a 50 c) Mais de 50 0,05 0,04 0,00 0,03 0,02 0,00

Fig. 1

9

3.2.7.2.2 - No plano coronal: 3.2.7.2.2.1 - Aduo: a) De 0 a 30 b) De 0 a 60 c) Mais de 60 3.2.7.2.2.2 - Abduo: a) De 0 a 30 b) De 0 a 60 c) De 0 a 90 d) De 0 a 135 e) Mais de 135 3.2.7.2.3 - Rotaes - os limites das rotaes; so: Rotao interna - de 0 a 80; Rotao externa - de 0 a 90. 3.2.7.2.3.1 - Rotao interna: a) De 0 a 25 b) De 0 a 50 c) De 0 a 80 3.2.7.2.3.2 - Rotao externa: a) De 0 a 30 b) De 0 a 60 c) De 0 a 90

Activo

passivo

0,05 0,04 0,00

0,04 0,03 0,00

3.3.2 - Desarticulao esActivo capulumeral 0,80 3.3.3 - Quando for bilateral 3.3.4 - Resseco da cabea do mero sem endroprtese 0,60 3.3.5 - Idem, com prtese (desvalorizam-se as sequelas funcionais). 4 - Brao

passivo

0,70 0,95 0,50

0,15 0,10 0,07 0,04 0,00

0,12 0,08 0,06 0,02 0,00

4.1 - Partes moles. - A graduar conforme exigncias do posto de trabalho. Quando o posto de trabalho for exigente na integridade da fora das massas musculares, a incapacidade ser corrigida pelo factor 1,5. 4.1.1 - Hipotrofia das massas musculares superior a 2 cm (a graduar conforme os Activo passivo msculos interessados) 0,05-0,10 0,04-0,08 4.1.2 - Rotura do msculo bicpete: a) Sequelas ligeiras (pequena deforma o durante a contraco muscular) b) Rotura completa da longa poro, no reparada cirurgicamente c) Rotura completa da insero inferior, no reparada cirurgicamente

0,06 0,04 0,00

0,05 0,03 0,00

0,00-0,04

0,00-0,03

0,06 0,04 0,00

0,05 0,03 0,00

0,05-0,12

0,04-0,10

0,15-0,20

0,12-0,18

3.2.7.3 - Limitao conjugada da mobilidade (conjunto das articulaes do ombro e cotovelo). - Admitem-se trs graus: a) Grau I - permite leActivo passivo var a mo nuca, ao ombro oposto e regio lombar; 0,00-0,05 0,00-0,03 b) Grau II - A elevao do brao forma com o tronco um ngulo de 90, com limitao da rotao interna e externa, impedindo levar a mo nuca, ao ombro oposto e regio lombar. 0,06-0,10 0,04-0,08 c) Grau III - A elevao do brao forma com o tronco um ngulo inferior a 90 e a flexo-e xtenso do cotovelo entre 60 a 100 (ngulo favorvel) 0,11-0,15 0,09-0,12 3.3 - Perda de segmentos (amputaes): 3.3.1 - Desarticulao interescapulotorcica 0,85 0,75

4.2 - Esqueleto: 4.2.1 - Fractura da difise umeral, consolidada em posio viciosa: Activo passivo a) Sem evidente deformao ou dfice funcional 0,00 0,00 b) Com deformao notria e dfice funcional ligeiro 0,02-0,05 0,01-0,04 c) Idem com encurtamento (a desvalorizar por 4.2.2). 4.2.2 - Encurtamento do brao: a) At 2 cm (inclusive) b) De 2 a 4cm c) Superior a 4 cm 0,00 0,03-0,08 0,09-0,15 0,00 0,02-0,05 0,06-0,12

4.2.3 - Pseudartrose do mero (sem soluo cirrgica): a) Com direse estreita e densa b) Com direse larga e laxaActivo passivo

0,20-0,30 0,35-0,45

0,15-0,20 0,25-0,35

10

4.3 - Perda de segmentos (amputaes): a) Pelo colo cirrgico ou tero superior do mero b) Pelo tero mdio ou inferior do mero c) Quando for bilateral d) Prtese externa eficaz (v. Instrues especficas e gerais sobre prteses externas). 5 - Cotovelo Instrues especficas (v. a figura 5). - 0 cotovelo tem como prin cipal movimento a flexo-extenso e participa tambm na pronao supinao da mo, atravs dos movimentos de toro do antebrao. A limitao dos movimentos de pronao-supinao pode tambm estar ligada limitao da mobilidade do antebrao e punho. Estas limitaes so descritas nos captulos do antebrao e punho (v. N. 6 e 7). A medio da amplitude dos movimentos do cotovelo faz-se a partir da posio anatmica de repouso j descrita para o brao, ou seja, membro superior pendente ao longo do corpo (0) (figura 5). A amplitude de flexo vai desde 0 at 145 (flexo completa do antebrao sobre o brao). As posies de maior valor funcional para o cotovelo so as compreendidas entre 60 e 100 (ngulo favorvel) por ser a variao que permite melhor vida de relao.

Activo

passivo

0,75 0,70

0,65 0,60 0,90

A graduar de acordo Activo passivo com a angulao formada entre antebrao e brao 0,00-0,04 0,00-0,03 5.2.2 - Limitaes da mobilidade (rigidez) na flexo-extenso:Activo passivo

a) Movimentos conservados entre 0 e 70 b) Idem, entre 0 e 90 c) Idem, entre 0 e 110 d) Idem, entre 60 e 100 (ngulo favorvel) e) Idem, de 5 at flexo completa (145), ou seja, no faz a extenso nos ltimos 5 f) Idem, entre 5 e 45 at flexo completa, isto , a extenso tem o seu limite entre 45 e 5 g) Idem, de 70 at flexo completa, ou seja, no faz a extenso para alm de 70 h) Idem, de 90 at flexo completa, ou seja, no faz a extenso para alm dos 90

0,20-0,25 0,15-0,20 0,05-0,10 0,10-0,15

0,15-0,20 0,12-0,15 0,03-0,08 0,07-0,10

0,00

0,00

0,00-0,10

0,00-0,07

0,10-0,15

0,07-0,10

0,20-0,25

0,15-0,20

5.2.3 - Imobilidade do cotovelo (anquilose umerocubital): 5.2.3.1 - Imobilidade da articulao umerocubital, conservando os movimentos de toro do antebrao:Activo passivo

a) Imobilidade entre 60 e 100 (posio favorvel) b) Imobilidade noutros ngulos (m posio)

0,20-0,25

0,15-0,20

0,25 0,35

0,20-0,30

Fig. 5

5.1 - Partes moles: 5. 1.1 - Cicatrizes que limitam a extenso e permitem a flexo completa (v. N. 5.2.2). 5.1.2 - Epicondilite e epitrocleite:Activo passivo

A graduar de acordo com o dfice funcional e a objectivao da dor

0,00-0,08

0,00-0,05

5.2 - Esqueleto (leses sseas e articulares): 5.2.1 - Deformao do cotovelo em varo ou valgo:

5.2.3.2 - Imobilidade da articulao do cotovelo e limitao dos movimentos de toro do antebrao. incapacidade prevista no n. 5.2.3.1 adicionam-se as incapacidades referentes pronao-supinao do antebrao (v. Antebrao e Punho, n.os 6.2.1, 7.2.2.3 e 7.2.2.4). 5.2.4 - Pseudartrose no corrigvel por endo-prtese (a graduar conforme a extenso das perdas sseas resultantes de traumatismo ou de interveno cirrgica 0,35-0,45 0,25-0,35 5.2.5 - Resseco da cabea do rdio (v. n. 6.2.7). 5.2.6 - Desarticulao do cotovelo 0,75 0,65 5.2.7 - Desarticulao bila teral do cotovelo 0,85 11

5.2.8 - Prtese total (endoprtese) do cotovelo:Activo passivo

6.2.6 - Pseudartrose de dois ossos (sem correco cirrgica):Activo passivo

a) Eficaz do ponto de vista funcional b) Pouco eficaz funcionalmente (adicionar ao anterior o grau de mobilidade conforme o n. 5.2.2). c) Rejeio de endoprteses (equivalente a pseudartrose) (v. n. 5.2.4).

0,15-0,25

0,10-0,20

a) Com direse estreita e densa b) Com direse larga e laxa

0,15-0,20 0,21-0,40

0,10-0,15 0,16-0,30

6.2.7 - Resseco da cabea do rdio:Activo passivo

6 - Antebrao 6.1 - Partes moles: 6.1.1 - Hipotrofia dos msculos do antebrao (superior a 2 cm) 0,02-0,15 0,00-0,12 6.1.2 Retraco isqumica dos msculos do antebrao (Volkmann) (a incapacidade ser a que resultar da limitao dos movimentos do punho e da mo - v. Mo, n. 8.1.4). 6.2 - Esqueleto: 6.2.1 - Fractura consolidada em posio viciosa de um ou dos dois ossos do antebrao (a incapacidade a atribuir ser definida pela pronao-supinao da mo v. Punho, n. 7.2.2.3 e 7.2.2.4). 6.2.2 - Limitao dos movimentos de toro do antebrao (pronao-supinao - v. n. 7.2.2.3 e 7.2.2.4). 6.2.3 - Imobilidade do antebrao (perda dos movimentos de rotao do antebrao, com a mo imobilizada):Activo passivo

a) Com mobilidade normal do cotovelo b) Com limitao dos movimentos de flexo-extenso do antebrao ou dos movimentos de toro do antebrao (graduar a incapacidade de acordo com o n. 5.2.2) e mobilidade do punho (v. n. 7.2.2.1 e 7.2.2.2). 6.2.8 - Resseco da extremidade inferior do cbito (Darrach) 6.2.9 - Encurtamento do antebrao: a) Menos de 1 cm b) De 1 a 3 cm c) Superior a 3 cm 6.2.10 - Perda de segmentos (amputaes): a) No tero superior b) Abaixo do tero superior 6.2.11 - Prtese:

0,00-0,05

0,00-0,04

0,04-0,06

0,03-0,05

0,00 0,02-0,06 0,07-0,12

0,00 0,01-0,04 0,05-0,10

0,70 0,65

0,60 0,55

a) Em pronao b) Em supinao c) Em posio interm dia

0,20-0,22 0,30-0,32 0,10-0,15

0,15-0,17 0,20-0,22 0,08-0,10

6.2.4 - Pseudartrose do rdio (sem correco cirrgica):Activo passivo

a) Com direse estreita e densa b) Com direse larga e laxa

0,08-0,10 0,11-0,25

0,06-0,08 0,80-0,20

6.2.5 - Pseudartrose do cbito (sem correco cirrgica): a) Com direse estreita e densa b) Com direse larga e laxa

a) Cosmtica (a desvalorizar pelo n. 6.2.10); b) Eficaz do ponto de vista funcional (a graduar de acordo com a operacionalidade da prtese - v. Instrues es pecficas e gerais). 7 - Punho (figuras 6, 7 e 8)

0,04-0,06 0,06-0,20

0,03-0,05 0,05-0,15

Instrues especificas. - A medio da amplitude dos movimentos de flexo e extenso do punho faz-se a partir da posio anatmica de repouso (posio neutra) de 0, A extenso vai em mdia at aos 70 e a flexo at 80.

12

A medio da amplitude dos movimentos de pronao e supinao faz-se a partir da posio neutra de 0 (o examinando de p, brao pendente, cotovelo flectido a 90 e mo no prolongamento do antebrao com o polegar para cima). A amplitude de cada um destes movimentos de 80 a 90. Os movimentos de pronao e de supinao fazem-se custa das articulaes radiocubital superior e radiocubital inferior. 7.1 - Partes moles: 7.1.1 - Cicatrizes viciosas. - Se causarem incapacidade, estas sero graduadas de acordo com o grau de mobilidade articular (n. 7.2.2). Se a cicatriz for disforme e prejudicar a esttica e esta for imprescindvel ao desempenho do posto de trabalho, a incapacidade ser corrigida pelo factor 1,5 (v. Dismorfias). 7.2 - Esqueleto (sequelas osteoarticulares): 7.2.1 - Fractura ou pseudartrose da apfise estilide do cbito (no confundir com sesamide):Activo passivo

Fig.6 Pronao-supinao

7.2.2.4 - Supinao (figura 6):Activo passivo

a) Movimento entre 45 e 90 b) Movimento a menos de 45

0,00-0,03 0,03-0,05

0,00-0,02 0,02-0,03

a) Assintomtica b) Francamente dolorosa mobilizao

0,00 0,02-0,04

0,00 0,01-0,03

7.2.2.5 - Limitao axial dos movimentos do punho (figura 8):Activo passivo

7.2.2 - Limitao da mobilidade (rigidez) do punho (figura 7): 7.2.2.1 - Extenso (dorsiflexo):Activo passivo

a) Movimento entre 35 e 70 b) Movimento a menos de 35

0,01-0,03 0,03-0,06

0,01-0,02 0,02-0,04

a) Desvio radial de 0 a 10 b) Desvio radial de 11 a 20 c) Desvio cubital de 0 a 20 d) Desvio cubital de 21 a 45

0,03-0,06 0,01-0,03 0,03-0,06 0,01-0,03

0,02-0,04 0,01-0,02 0,02-0,04 0,01-0,02

Fig. 7 Flexo palmar e flexo dorsal

Fig. 8 Desvio interno e externo

7.2.2.2 - Flexo (flexo palmar):Activo passivo

a) Movimento entre 45 e 90 b) Movimento a menos de 45 7.2.2.3 - Pronao (figura 6): a) Movimento entre 45 e 90 b) Movimento a menos de 45

0,00-0,02 0,02-0,04

0,00-0,01 0,01-0,03

7.2.2.6 - Hipomobilidade por artrose com impotncia funcional (v. n. 7.2.2.1 e seguintes). Quando a dor for objectivvel, a incapacidade ser corrigida pelo factor 1,5. 7.2.3 - Imobilidade do punho (anquilose): 7.2.3.1 - Imobilidade radiocrpica, com pronao e supinao livres:Activo passivo

0,00-0,04 0,04-0,08

0,00-0,03 0,03-0,06

a) Em flexo b) Em extenso ou posio intermdia

0,20-0,35 0,12-0,15

0,15-0,30 0,09-0,12

7.2.3.2 - Imobilidade radiocrpica, com limitao da pronao e supinao. s incapacidades previstas no n. 7.2.3.1 adicionam-se as constantes nos n.os 7.2.2.3 e 13

7.2.2.4, de acordo com o principio da capacidade restante. 7.2.3.3 Resseces sseas do carpo:Activo passivo

a) Do semilunar (ainda que substitudo por prtese) b) Do escalide (parcial ou total) c) Da primeira fiada dos ossos do carpo

8.1.5 - Seco de tendes (as incapacidades expressas j incluem a impotncia funcional devida dor, deformao e limitao da mobilidade): 8.1.5.1 - Seco dos tendes do polegar (1. dedo):Activo passivo

0,10-0,15 0,12-0,16 0,35-0,40

0,08-0,10 0,10-0,14 0,30-0,35

7.2.3.4 - Artrose ps-traumtica (a incapacidade ser graduada de acordo com o grau de mobilidade do punho (n. 7.2.2) e a objectivao da dor (v. n.7.2.1, alnea b). 7.2.3.5 - Desarticulao da Activo passivo mo pelo punho 0,60 0,50 7.2.3.6 - Quando bilateral 0,85 7.3 - Sequelas neurolgicas do Neurologia, n.os 6.17, 6.18 e 6.19). 8 Mo Instrues especficas. - A adio de incapacidade, quando for caso disso, ter lugar segundo o princpio da capacidade restante, salvo os casos adiante expressamente regulados. 8.1 - Partes moles: 8.1.1 - Cicatrizes viciosas. - A incapacidade graduada em funo da deformao e do grau de mobilidade dos dedos atingidos (v. Dismorfias e Mobilidade dos dedos, n. 8.4.) 8.1.2 - Retraco cicatricial do primeiro espao intermetacrpico (abduo do polegar limitada) (figura 9):Activo passivo

a) Longo flexor (2. falange em extenso) b) Longo extensor (2. falange em flexo) c) Curto extensor (1. falange em flexo) d) Os dois extensores (duas falanges em flexo)

0,07-0,09 0,05-0,07 0,08-0,10

0,05-0,08 0,04-0,06 0,06-0,08

0,13-0,17

0,10-0,14

8.1.5.2 - Seco dos tendes flexores superficial e profundo (extenso permanente de 2. e 3. articulaes):Activo passivo

punho

(v.

a) No indicador (2. dedo) b) No mdio (3. dedo) c) No anelar (4. dedo) d) No auricular (5. dedo)

0,10-0,14 0,08-0,12 0,06-0,08 0,07-0,09

0,08-0,10 0,06-0,08 0,04-0,05 0,05-0,07

8.1.5.3 - Seco do tendo flexor profundo (falangeta em extenso com deficincia dinmica no enrolamento do dedo):Activo passivo

a) No indicador b) No mdio c) No anelar ou no auricular

0,02-0,04 0,01-0,03 0,00-0,02

0,01-0,03 0,00-0,02 0,00-0,01

a) At 40, sendo a abduo total de 80 b) Inferior a 40, sendo a abduo total de 80 8.1.3 - Hipotrofia dos msculos da mo 8.1.4 - Retraco isqumi ca de Volkmann: a) At 50% da perda funcional da mo b) Mais de 50 %

0,05-0,10

0,04-0,08

8.1.5.4 - Seco dos tendes extensores no dorso da mo (falange em semiflexo com possibilidade de extenso das outras falanges por aco dos msculos intrnsecos):Activo passivo

0,11-0,20 0,05-0,10

0,09-0,18 0,04-0,08

a) No indicador b) No mdio c) No anelar ou no auricular (s quando for essencial ao desempenho do posto de trabalho

0,05-0,07 0,04-0,06

0,04-0,06 0,03-0,05

0,03-0,05

0,02-0,04

0,10-0,30 0,31-0,60

0,05-0,25 0,26-0,50

8.1.5.5 - Seco do tendo extensor no dorso da 1. falange (seco da lingueta mdia do aparelho extensor que causa tardiamente a deformidade em botoeira):Activo passivo

a) No indicador b) No mdio c) No anelar ou auricular (apenas a considerar quando a integridade da funo for necessria ao desempenho do posto de trabalho)Fig. 9 Abduo do polegar

0,03-0,05 0,02-0,03

0,02-0,04 0,01-0,02

0,00-0,02

0,00-0,01

14

8.1.5.6 - Seco do tendo extensor no sector terminal (falangeta em flexo ou dedo em martelo):Activo passivo

a) No indicador b) No mdio c) No anelar ou no auricular (apenas a considerar quando for essencial ao desempenho do posto de trabalho)

0,02-0,04 0,02-0,03

0,01-0,03 0,01-0,02

0,00-0,02

0,00-0,01

c) Idem, nos restantes dedos (a incapacidade ser atribuda por analogia com a limitao da mobilidade dos referidos dedos, tendo em conta a exigncia funcional do posto de trabalho v. n. 8.4). 8.2.5 - Luxao inveterada da base dos metacrpicos (s haver incapacidade quando ocorrer salincia notria ou quando interferir com a funo da mo por limitao da mo bilidade dos dedos)Activo passivo

8.1.5.7 - Instabilidade articular na metacarpofalngica do polegar por rotura do ligamento lateral interno (polegar do couteiro) 0,05-0,070 0,04-0,06 8.2 - Esqueleto. - As incapacidades expressas j contemplam a dor, a impotncia funcional a deformao e a hipomotilidade. 8.2.1 - Fracturas da base do 1. metacrpio (Bennett e Rolando):Activo passivo

0,05-0,12

0,04-0,10

8.3 - Imobilidade (anquilose) (figuras 9 a 17): Instrues especficas. - No polegar a posio ideal da anquilose de 25 de flexo para a metacarpofalngica (1. articulao) e de 20 para a interfalngica (2. articulao). Nos restantes dedos a posio ideal da anquilose de 20 a 30 para a metacarpofalingica (1. articulao), de 40 a 50 para a in terfalngica proximal (2. articulao) e de 15 a 20 para a interfalngica distal ou 3. articulao. A incapacidade a atribuir ser tanto mais elevada quanto for o desvio relativamente aos valores considerados ideais. Neste caso, as incapacidades parciais adicionam-se aritmeticamente, e no segundo o princpio da capacidade restante. As figuras 9 a 17 representam os limites da excurso das articulaes atrs referidas. Flexes das articulaes dos dedos

a) Bem reduzida, assin tomtica b) Viciosamente consolidada (a graduar de acordo com o grau de impotncia funcional e os requisitos do posto de trabalho)

0,00

0,00

0,05-0,15

0,03-0,12

8.2.2 - Fractura da difise do 1. metarcpico:Activo passivo

a)

Consolidada sem desvio ou com desvio insignificante b) Consolidada em posio viciosa

0,00 0,04-0,10

0,00 0,03-0,08

8.2.3 - A fractura consolidada em posio viciosa do 2., 3., 4. ou 5. metacrpicos (s determina incapacidade quando originar salincia dorsal notria, rotao anormal ou preenso dolorosa):Activo passivo

a) No 2. b) No 3. c) No 4. ou no 5.

0,05-0,08 0,04-0,07 0,03-0,06

0,04-0,07 0,03-0,06 0,02-0,04

8.2.4 - Fracturas de falanges. - As incapacidades adiante expressas j incluem as alteraes da mobilidade, a deformao axial notria e a pseudartrose (a pseudartrose do tufo distal das falangetas, por no se traduzir em diminuio da funo para o trabalho, no origina incapacidade, salvo se associada a outra sequela):Activo passivo

Fig. 10

a) Pseudartrose laxa da 1. falange do polegar 0, 10-0, 14 0,08-0,12 b) Idem, da 2. falange do polegar 0,04-0,05 0,03-0,04 15

Fig. 16

Fig. 11

Fig. 17

8.3.1 - Imobilidade (anquilose) no polegar:Activo passivo

Fig. 12

a) Na articulao trapezo-metacrpica b) Na 1. articulao (MF) c) Na 2. articulao (IF) d) Na 1. e 2. articulao (em boa posio) e) Idem, em m posio 8.3.2 - Imobilidade (anquilose) no indicador:

0,06-0,12 0,06-0,08 0,04-0,06

0,04-0,10 0,04-0,07 0,03-0,07

0,13-0,16 0,15-0,18

0,10-0,13 0,12-0,13

Fig. 13

a) Na 1. articulao (MF) b) Na 2. articulao (IFP) c) Na 3. articulao (IFD)

0,05-0,08 0,05-0,08 0,01-0,03

0,04-0,07 0,04-0,07 0,00-0,02

Nota. - Quando ocorrer imobilidade em mais de uma articula o, adicionam-se aritmeticamente as incapacidades parciais. 8.3.3 - Imobilidade (anquilose) no mdio:Activo passivo

Fig. 14

a) Na 1. articulao b) Na 2. articulao c) Na 3. articulao

0,04-0,07 0,04-0,07 0,01-0,02

0,03-0,06 0,03-0,06 0,00-0,01

Nota. - Quando ocorrer imobilidade em mais de uma articula o, adicionam-se aritmeticamente as incapacidades parciais. 8.3.4 - Imobilidade (anquilose) no anelar:Activo passivo

Fig. 15

a) Na 1. articulao b) Na 2. articulao c) Na 3. articulao (a atribuir quando for essencial ao desem-

0,03-0,06 0,03-0,06

0,02-0,05 0,03-0,06

16

penho do posto de trabalho)

0,00-0,02

0,00-0,01

c) Nas duas articulaes

0,07-0,12

0,05-0,10

Nota. - Quando ocorrer imobilidade em mais de uma articula o, adicionam-se aritmeticamente as incapacidades parciais. 8.3.5 - Imobilidade (anquilose) no auricular:Activo passivo

8.4.2 - Limitao da mobilidade (rigidez) do indicador:Activo passivo

a) Na 1. articulao b) Na 2. articulao c) Na 3. articulao (a atribuir quando for essencial ao desempenho do posto de trabalho)

0,02-0,05 0,02-0,05

0,01-0,04 0,01-0,04

a) Na 1. articulao (MF) b) Na 2. articulao (IFP) c) Na 3. articulao (IFD) d) Na 1. e 2. ou nas trs articulaes

0,03-0,05 0,02-0,05 0,00-0,01 0,06-0,12

0,02-0,04 0,01-0,04 0,00-0,00 0,04-0,09

0,01

0,01

8.4.3 - Limitao da mobilidade (rigidez) do mdio ou do anelar:Activo passivo

Nota. - Quando ocorrer imobilidade em mais de uma articula o, adicionam-se aritmeticamente as incapacidades parciais. 8.3.6 - Imobilidade (anquilose) de todos os dedos:Activo passivo

a) Na 1. articulao b) Na 2. articulao c) Na 3. articulao d) Na 1. e na 2. ou nas trs articula es

0,01-0,03 0,01-0,03 0,00 0,03-0,06

0,00-0,02 0,00-0,02 0,00 0,02-0,04

a) Em extenso (equivalente funcional perda da mo) b) Em flexo

0,60 0,55

0,50 0,45

8.4.4 - Limitao da mobilidade (rigidez) no mnimo (a atribuir quando for essencial ao desempenho do posto de trabalho):Activo passivo

8.4 - Limitao da mobilidade (rigidez) dos dedos (figuras 9 a 17): Instrues especficas. - Havendo variaes individuais, o melhor padro a mo contralateral. Se esta no for normal, so tomados como referncia para avaliar a mobilidade os seguintes parmetros: A amplitude de movimentos no polegar, medida a partir da posio neutra (extenso completa), que de 50 para a articulao metacarpofalngica (1.) e de 80 para a articulao interfalngica (2.); Nos restantes dedos, partindo da extenso (posio neutra), a amplitude de movimentos : 90 de flexo na 1. articulao; 100 na 2. articulao; 80 de flexo na 3. articulao; As incapacidades sedo quantificadas de acordo com os ngulos de flexo das diversas articulaes, tendo em ateno os valores padro da mobilidade atrs referidas, sendo o mnimo at 50% do limite da amplitude e o mximo para alm de 50% da amplitude dos movimentos; Os movimentos mais teis nas articulaes dos dedos so os que vo da semiflexo flexo completa. Os ltimos 5 de flexo ou extenso so funcionalmente irrelevantes e por isso no determinam incapacidade. 8.4.1 - Limitao da mobilidade (rigidez) do polegar:Activo passivo

a) Na 1. articulao b) Na 2. articulao c) Na 3. articulao d) Na 1. e 2. ou nas trs articulaes

0,01-0,02 0,01-0,02 0,00 0,02-0,05

0,00-0,01 0,00-0,01 0,00 0,01-0,03

a) Na 1. articulao (MF) b) Na 2. articulao (IF)

0,04-0,06 0,02-0,04

0,03-0,05 0,01-0,03

8.5 - Perda de segmentos (amputaes). - A polpa que reveste a falange distal um segmento importante para a discriminao tctil e por isso deve ser valorizada quando a sensibilidade tctil for indispensvel ao desempenho do posto de trabalho, como, por exemplo: a cirurgia, os trabalhos de preciso, a avaliao do fino relevo de superfcies. etc. Por isso a perda total da sensibilidade, sobretudo nos dedos polegar, indicador e mdio, decorrentes de leso nervosa ou de destruio tegumentar, deve ser considerada requisito essencial. Nestes casos, para efeitos de incapacidade, deve considerar-se como equivalente perda funcional do respectivo segmento (falangeta). Para efeitos de incapacidade, o coto mal almofadado ser consi erado como uma cicatriz d dolorosa, quando se tratar de um coto hipersensvel presso. Nos restantes dedos as perdas parciais das falangetas (polpa), desde que no sejam essenciais ao desempenho do posto de trabalho, no determinam atribuio de incapacidade. S quando as perdas polpares forem factor esttico ou cosmtico relevante e limitativo para o desempenho do posto de trabalho (por exemplo, relaes huma nas ou equiparveis) de atribuir-se incapacidade. Estas perdas so avaliadas como cicatrizes (v. Dismorfias, n. 1.4.7).

17

8.5.1 - Perdas do polegar (1. dedo):Activo passivo

a) Perda do tero distal da falangeta (3. falange), com coto bem almofadado (s dando origem a incapacidade se for essencial para o desempenho do posto de trabalho) b) Perda de mais de um tero da falangeta (3. falange) (s dando origem a incapacidade se for essencial ao desempenho do posto de trabalho) c) Perda total da falangeta com coto bem almofadado (3. falange) d) Perda das duas falanges e) Idem mais o metacrpico Se o coto for francamente doloroso e dificultar o desempenho do posto de trabalho, a incapacidade ser agravada de

0,04-0,05

0,03-0,04

essencial ao desempenho do posto de trabalho) b) Perda de mais de 50 % da falangeta c) Perda das duas ltimas falanges d) Perda das trs falanges Se o coto for francamente doloroso e dificultar o desempenho do posto de trabalho, a incapacidade ser agravada de

0,00-0,02 0,03-0,04 0,07-0,09 0,11-0,13

0,00-0,01 0,02-0,03 0,05-0,07 0,08-0,10

0,03

0,02

0,08-0,14

0,07-0,12

8.5.4 - Perdas no anelar (4. dedo): a) Perda parcial da falangeta at 50% com coto bem almofadado (s de atribuir incapacidade se for indispensvel para o desempenho do posto de trabalho) 0,00-0,01 b) Perda de mais de 50 % da falangeta 0,03-0,04 c) Perda das ltimas falanges 0,06-0,08 d) Perda das trs falanges 0,10-0,12 Se o coto for francamente doloroso e dificultar o desempenho do posto de trabalho, a incapacidade ser agravada de 0,03 8.5.5 - Perdas no auricular (5. dedo): a) Perda da falangeta at 50% com coto bem almofadado (s de atribuir se for indispensvel para o desempenho do posto de trabalho) b) Perda de mais de 50 % da falange c) Perda das duas ltimas falanges d) Perda das trs falanges com ou sem perda da cabea do metacrp ico Se o coto for francamente doloroso e dificultar o desempenho do posto de

0,10-0,16 0,25-0,27 0,27-0,32

0,08-0,14 0,23-0,28 0,23-0,28

0,00 0,02-0,03 0,04-0,06 0,04-0,06

0,05

0,04

8.5.2 - Perdas no indicador (2. dedo): a) Perda da falangeta at 50% com coto bem almofadado (s d origem a incapacidade se for essencial ao desempenho do posto de trabalho) b) Perda de mais de 50% da falangeta c) Perda de duas ou trs falanges e de parte do metacrpico Se o coto for francamente doloroso e dificultar o desempenho do posto de trabalho, a incapacidade ser agravada de

0,02

0,03-0,04 0,05-0,07

0,02-0,03 0,04-0,06

0,11-0,13

0,10-0,12

0,00 0,02-0,03 0,06-0,07

0,00 0,01-0,02 0,04-0,05

0,03

0,02

8.5.3 - Perdas no mdio (3. dedo): a) Perda da falangeta at 50 % com coto bem almofadado (s d origem a incapacidade se for

0,08-0,10

0,05-0,07

18

trabalho, a incapacidade ser agravada de

0,03

0,02

8.5.6 - Perda dos quatro ltimos dedos com ou sem metacrpicos:Activo passivo

a) Com polegar mvel b) Com polegar imvel (v. n. 7.2.3.5) Quando a amputao atingir as duas mos em simultneo, a incapacidade corrigida pelo factor 1,5, aplicado ao coeficiente do lado activo). 8.5.7 - Perda dos cinco dedos, com ou sem metacrpicos (equivalente perda total da funo da mo) 9 Bacia

0,50 0,60

0,45 0,50

0,60

0,50

9.1 - Partes moles: 9.1.1 - Cicatrizes. - Quando a esttica for requisito essencial para o desempenho do posto de trabalho (v. Dismorfias). 9.1.2 - Rotura da insero inferior ou deiscncia dos rectos abdominais (hrnias da linha branca - v. Dismorfias, por analogia, n. 1.4.6). 9.2 - Esqueleto-cintura plvica: 9.2.1 - Sacro: a) Disjuno da articulao sacro-ilaca b) Leses nervosas radiculares (v. Neurologia, n. 6.2).

dos ramos do pbis, quando provoquem dores persistentes) b) Fractura ou fractura-luxao como rotura do anel plvico (fractura vertical dupla, fractura com lu xao simultnea da snfise pbica ou da articulao sacro-ilaca ou luxao plvica tipo Malgaigne, etc.), segundo a objectivao das dores, o prejuzo da marcha e o grau de dificuldade no transporte de graves c) Quando qualquer das caractersticas da fractura anterior interferir gravemente com o desempenho do posto de trabalho, a incapacidade ser corrigida pelo factor 1,5. d) Na fractura acetabular com ou sem luxao central, a incapacidade ser fixada de acordo com o dfice funcional da articulao coxofemural (v. Anca, n. 10.2.2 e 10.2.3).

0,05-0,10

0,10-0,25

9.2.4 - Dstase da snfise pbica (no exame radiolgico): a) Ligeira, assintomtica (igual ou inferior a 2 cm) b) Acentuada (superior a 2 cm), com dores que prejudiquem a marcha

0,00

0,10-0,25

0,05-0,20

9.2.2 - Cccix. - As fracturas ou luxaes deste osso podem originar sequelas dolorosas que tendem a melhorar com o decorrer do tempo (coccicodnea): a) Fracturas ou luxaes assintomticas s reveladas por exame radiolgico b) Fracturas ou luxaes dolorosa que impeam a permanncia na posio de sentado, na posio de ccoras ou que se traduzam na impossibilidade de utilizar o selim de velo cpedes ou equiparveis 9.2.3 - Ossos ilacos: a) Fracturas sem rotura do anel plvico (fractura por avulso, fractura parcelar da asa do ilaco, fractura

9.2.5 - Disjuno ou artropatia crnica ps-traumtica da articulao sacro-ilaca (v. n. 9.2.1). 10 - Anca 10.1 - Partes moles: 10.1.1 - Hipotrofia dos glteos (nadegueiros) 0,05-0,10 10.2 - Esqueleto (sequelas osteoarticulares) (figuras 18 a 23): Instrues especficas. - O estudo do movimento da articulao da anca faz-se com o examinando em decbito dorsal e ventral, devendo dedicar-se particular ateno posio da cintura plvica porque os resultados obtidos podero ser falseados se uma posio viciosa ou mobilizao da plvis passar despercebida durante o exame. Em decbito dorsal medem-se as amplitudes da flexo, da aduo, da abduo e das rotaes; em decbito ventral mede-se a extenso (ou retropulso). Estudo da flex o (figuras 18 e 19). - Em decbito dorsal, com a coxa do lado oposto em flexo completa para eliminar a lordose lombar e pr em evidncia 19

0,00

0,05-0,10

eventual deformidade em flexo. O ponto neutro 0 o plano do leito de exame e a amplitude de flexo vai at 100/110, conforme os indivduos (massas musculares ou adiposas).

Fig. 22 Anca - rotao externa e interna em decbito dorsal

Fig. 18

Fig. 19 Anca flexo

Estudo da extenso (figura 20). - Em decbito ventral em leito duro horizontal. O membro inferior elevado, com o joelho em fle xo ou extenso, a partir da posio de 0. A extenso pode ir at 20/30.

Fig. 23 Anca - rotao em decbito ventral

Estudo da aduo e abduo (figura 21). - Em decbito dorsal com membros inferiores estendidos e fazendo ngulo recto com uma linha transversal que passa pelas espinhas ilacas antero-superiores. A partir desta posio neutra de 0, a abduo vai, em mdia, at 45 e a aduo at 30 (para estudo desta o examinador deve elevar alguns graus a extremidade oposta para que no haja obstculo ao movimento).Fig. 20 Anca extenso

Estudos das rotaes (figuras 22 e 23). - pode ser feita em decbito ventral (rotaes em extenso) ou decbito dorsal (rotaes em extenso e em flexo da anca). A amplitude das rotaes de cerca de 45 para um e outro lado da posio neutra.

20

b) Imobilidade entre 15 e 25 de rotao externa c) Imobilidade entre 25 e 35 de rotao externa d) Imobilidade entre 35 e 45 de rotao externa e) Imobilidade entre 0 e 10 de rotao interna f) Imobilidade entre 10 e 20 de rotao interna g) Imobilidade entre 20 e 30 de rotao interna

0,00-0,03 0,03-0,08 0,08-0,13 0,00-0,03 0,03-0,08 0,08-0,15

Nota. - Os movimentos da aduo-abduo termi nam quando se inicia o movimento lateral da bacia, o que se pesquisa atravs da palpao da espinha ilaca antero-superior.Fig. 21 Anca Aduo abduo

10.2.1 - Imobilidade da coxofemoral. - Anquilose (ngulo em que se fixam os elementos constituintes da articulao): 10.2.1.1 - Na flexo-extenso: a) Imobilidade entre 10 e 20 de extenso b) Imobilidade entre 0 e 10 de extenso c) Imobilidade entre 0 e 10 de flexo d) Imobilidade entre 10 e 20 de flexo e) Imobilidade entre 20 e 30 de flexo f) Imobilidade entre 30 e 40 de flexo g) Imobilidade entre 40 e 60 de flexo h) Imobilidade entre 60 e 90 de flexo 10.2.1.2 - Na aduo-abduo: a) mobilidade entre 0 e 10 de aduo b) Imobilidade entre 10 e 20 de aduo c) imobilidade entre 0 e 10 de abduo d) imobilidade entre 10 e 20 de abduo e) imobilidade entre 20 e 30 de abduo f) Imobilidade entre 30 e 40 de abduo 10.2.1.3 - Nas rotaes: a) Imobilidade entre 0 e 15 de rotao externa 0,09-0,12 0,06-0,09 0,03-0,06 0,00-0,03 0,00 0,00-0,03 0,03-0,09 0,09-0,20

10.2.2 - Limitao da mobilidade da coxofemoral. Rigidez (amplitude da mobilizao em relao posio neutra; limite do movimento possvel): 10.2.2.1 - Na flexo (amplitude da mobilizao): a) Mobilizao entre 0 e 10 0,06-0,10 b) Mobilizao entre 0 e 20 0,00-0,03 c) Mobilizao entre 0 e 40 0,00-0,02 d) Mobilizao entre 0 e 60 0,00-0,01 e) Mobilizao entre 0 e 90 0,00-0,01 f) Mobilizao entre 0 e 100 0,00-0,00 10.2.2.2 - Na extenso (amplitude da mobilizao): a) Mobilizao de 0 a 10 0,04-0,05 b) Mobilizao de 0 a 20 0,02-0,04 c) Mobilizao de 0 a 30 0,00-0,02 10.2.2.3 - Na abduo-aduo (amplitude da mobilizao): a) Na aduo, mobilizao de 0 a 10 b) Na aduo, mobilizao de 0 a 20 c) Na abduo, mobilidade de 0 a 10 d) Na abduo, mobilidade de 0 a 20 e) Na abduo, mobilidade de 0 a 40

0,06-0,08 0,00-0,04 0,08-0,16 0,00-0,04 0,00-0,00

0,00-0,03 0,03-0,06 0,00-0,03 0,03-0,06 0,06-0,08 0,09-0,15

10.2.3 - Pseudartrose do colo do fmur 0,70 10.2.4 - Perda de segmentos (resseco ou amputao): a) Remoo da cabea e colo do fmur (operao de Girdlestone) (esta incapacidade j engloba o encurtamento do membro) b) Com endoprtese (total ou cefaloacetabular, de Moore, de Thompson ou outras); quando a endoprtese tiver xito e o resultado funcional for bom, a incapacidade

0,70

0,00

21

ser graduada pelo coeficiente inferior; quando houver claudicao da marcha, compromisso dos principais movimentos e eventual dor, a incapacidade ser fixada em valores intermdios; quando ocorrerem os dfices anteriores e estiver comprometido o desempenho do posto de trabalho, a incapacidade a atribuir tender para o coeficiente mximo c) Amputao interilioabdominal d) Desarticulao da anca 11 Coxa

11.2.2 - Pseudartrose da difise do fmur no corrigida cirurgicamente 11.2.3 - Encurtamento do membro inferior: a) Inferior a 2 cm b) Entre 2 e 3 cm c) Entre 3 e 4 cm d) Entre 4 e 5 cm e) Entre 5 e 6 cm f) Entre 6 e 7 cm g) Entre 7 e 8 cm h) Entre 8 e 9 cm i) Maior que 9 cm

0,55-0,60

0,30-0,70 0,95 0,90

0,00 0,00-0,03 0,04-0,09 0,10-0,15 0,16-0,18 0,19-0,21 0,22-0,24 0,25-0,27 0,30

11. 1 - Partes moles: 11. 1. 1 - Hipotrofia dos msculos da coxa. - Esta hipotrofia deve ser avaliada comparando o permetro da coxa lesada e da coxa s, medidos 15 cm acima da base da rtula: a) Diferena at 2 cm b) Diferena superior a 2 cm (o ndice mximo ser de atribuir s quando ocorrer incapacidade total para o desempenho do posto de trabalho) 0,00

A medio do encurtamento ser feita no exame radiogrfico extralongo, na posio de p. O limite mximo s ser de atribuir quando o encurtamento for de molde a impedir a execuo do posto de trabalho. 11.2.4 - Perda de segmentos (amputao): a) Amputao subtrocantrica b) Amputao subtrocantrica bilateral c) Amputao pelo tero mdio ou inferior d) Amputao pelo tero mdio ou inferior, bilateral 0,80 0,95 0,70 0,85

0,05-0,20

Quando a amputao for corrigida por prtese eficaz, as incapacidades sero reduzidas de acordo com as Instrues especficas e gerais. 12 - Joelho 12.1 - Partes moles: 12.1.1 - Cicatrizes do cavado poplteo: a) Que prejudiquem a extenso da perna (v. limitao da mo bilidade articular (n. 12.2.4); b) Outras cicatrizes da regio do joelho (v. Dismorfias, n. os 1.4.7 e 1.5).

11.2 - Esqueleto (sequelas osteoarticulares): 11.2.1 - Fracturas: a) Consolidao em posio viciosa de fractura do colo do fmur (v. n.os 10.2.2., 10.2.3 e 11.2.3). b) Consolidao de fractura da difise do fmur, em posio viciosa (a incapacidade ser atribuda de acordo com a angulao ou rotao, alm das atribuveis ao encurtamento e limitao da mo bilidade articular) c) Idem, com encurtamento e limitao da mobilidade articular (adicionar, conforme os casos, o respectivo coeficiente dos n.os 10.2.2 e 11.2.3); nalguns casos a limitao da mobilidade articular, que por vezes acompanha as fracturas da difise do fmur, localiza-se no joelho e no na anca (v. n. 12.2.4).

0,10-0,30

12.1.2 - Sequelas de leses ligamentares ou capsulares (instabilidade articular no sentido anteroposterior, transversal ou rotatria) Quando for bilateral ou impedir o desempenho do posto de trabalho, a incapacidade ser corrigida pelo factor 1,5. 12.1.3 - Sequelas de menis cectomia (parcial ou total): a) Sem sinais ou sintomas articulares

0,05-0,30

0,00 22

b) Com sequelas moderadas (dor e hipotrofia muscular superior a 2 cm) c) Com sequelas importantes: hipotrofia superior a 4 cm, dor marcada e instabilidade articular (a in capacidade ser atribuda pelo coeficiente mximo quando dificultar a marcha e o desempenho do posto de trabalho) 12.1.4 - Hidartrose crnica ou de repetio ps-traumtica: a) Ligeira, sem hipotrofia muscular b) Recidivante, associada hipotrofia muscular superior a 2 cm

0,04-0,10

Fig. 24

0,10-0,15

0,03-0,08

12.2.3.1 - Imobilidade do joelho (anquilose) (ngulo de flexo em que se fixam os elementos constituintes da articulao): a) Fixao entre 0 e 5 0,25 b) Fixao entre 5 e 20 0,25-0,30 c) Fixao entre 20 e 40 0,30-0,40 d) Fixao entre 40 e 60 0,40-0,50 e) Fixao entre 60 e 90 0,50-0,60 f) Fixao a mais de 90 0,60-0,70 12.2.4 - Limitao da mobilidade articular (rigidez) (amplitude da mobilizao activa ou passiva): 12.2.4.1: a) Mobilizao de 0 at 10 b) Mobilizao de 0 at 20 c) Mobilizao de 0 at 30 d) Mobilizao de 0 at 40 e) Mobilizao de 0 at 60 f) Mobilizao de 0 at 90 g) Mobilizao para alm de 90 0,20-0,25 0,15-0,20 0,10-0,15 0,05-0,10 0,03-0,05 0,00-0,03 0,00

0,08-0,20

12.2 - Esqueleto (sequelas osteoarticulares): 12.2.1 - Fracturas da rtula: a) Assintomtica b) Com sequelas (artralgias que dificultam a marcha, sem limitao dos movimentos) c) idem, com limitao dos movimentos (adiciona-se incapacidade da alnea anterior o coeficiente da limitao da mobilidade articular, conforme n. 12.2.4). 12.2.2 - Patelectomia total ou parcial: a) Sem limitao da mobilidade articular (a incapacidade ser atribuda de acordo com o grau de insuficincia do quadricpite - v. n. 11. 1. 1) b) Com limitao da mobilidade articular (a incapacidade ser a soma da alnea anterior, com o coeficiente do n. 12.2.4). 0,00

0,03-0,10

Quando ocorrerem limitaes na flexo e na extenso, as incapacidades somam-se segundo o princpio da capacidade restante. Sendo a extenso o oposto da flexo, aquela variar entre 135 e 0, mas a faixa importante a de 50 e 0, pois o que interfere na marcha. 12.2.5 - Desvio da articulao do joelho (varo ou valgo): a) Desvio at 10 de angulao em relao aos valores normais b) Idem, de 10 a 15 de angulao, em relao aos valores normais c) Mais de 15 de angulao, em relao aos valores normais

0,05-0,10

0,00

0,10

0,10-0,25

12.2.3 - Imobilidade articular (anquilose). - A mobilidade do joelho mede-se a partir da posio anatmica de repouso (perna no prolongamento da coxa), ou seja, o movimento faz-se de 0 a 135, podendo ir at 145 na flexo passiva. Pode haver uma hiperextenso at 10 (figura 24).

Nota. - Comparar com o lado oposto e ter em ateno o vailgismo fisiolgico ligado ao sexo (6 a 10, maior na mulher). 12.3 - Perda de segmentos (amputao ou desarticulao): a) Desarticulao pelo joelho b) Idem, bilateral unilateral 0,70 0,85

23

12.4 - Artroplastia do joelho (a desvalorizar pelas sequelas). 13 - Perna 13.1 - Partes moles: a) Hipotrofia dos msculos da perna superior a 2 cm b) Rotura do tendo de Aquiles, operada e sem insuficincia funcional c) Rotura do tendo de Aquiles com insuficincia parcial do tricpite sural (a incapacidade ser graduada de acordo com a hipotrofia muscular, a mobilidade do tornozelo e a dificuldade da marcha) d) Idem, com insuficincia total do tricpite sural

b) Pseudartrose laxa, no permitindo a marcha sem auxlio da bengala

0,40-0,60

0,05-0,15

0,00

13.2.3 - Perda de segmentos (amputaes) (o nvel ideal de amputao para a perna o que passa pela juno msculo-tendinosa dos gmeos e corresponde num adulto de estatura mediana a cerca de 15 cm abaixo da interlinha articular interna da articulao do joelho; os cotos demasiado curtos tornam difcil ou impraticvel a aplicao de prtese (PTB ou outra); os cotos demasiado longos no so recomendveis por causa das deficientes condies circulatrias dos tegumentos): a) Amputao da perna pela zona de eleio b) Amputao da perna fora da zona de eleio

0,60 0,70

0,05-0,20 14 - Tornozelo 0,20 14.1 - Partes moles: 14.1.1 - Cicatrizes viciosas: a) Que limitam a mobilidade articular ou so causa de posio viciosa da articulao b) Que sejam quelides e dificultem o uso de calado (v. Dismorfias, n. 1.3.1. por analogia).

13.2 - Esqueleto (sequelas osteoarticulares): 13.2.1 - Fracturas: a) Fractura da tbia ou da tbia e pernio, consolidada em posio viciosa com desvio em baioneta (sem angulao e com encurtamento inferior a 2 cm) b) Fractura da tbia ou da tbia e pernio, consolidada em posio viciosa com angulao e com encurtamento inferior a 2 cm c) Fractura da tbia ou da tbia e pernio consolidada em posio viciosa com angulao e encurtamento superior a 2 cm ( incapacidade da alnea b) adiciona-se a prevista no n. 11.2.3, por equiparao). d) Fractura consolidada com bom alinhamento, mas encurtamento superior a 2 cm (v. n. 11.2.3). e) Fractura da tbia, consolidada com bom alinhamento, mas com diminuio da resistncia por perda de tecido sseo

0,05-0,10

0,00-0,05

0,05-0,10

14.2 - Esqueleto (sequelas osteoarticulares). - Os movimentos desta articulao so, fundamentalmente, flexo dorsal e flexo plantar (tambm chamada extenso). Na posio neutra ou posio de repouso o eixo do p faz um ngulo de 90 com o eixo da perna. A flexo dorsal vai de 0 a 20-30 e a flexo plantar de 0 a 40-50 (figura 25).

Fig. 23 Flexo - plantar e dorsal

0,05-0,10

14.2.1.1 - Anquilose na flexo dorsal (ngulo em que est bloqueada a articulao): a) Imobilidade a 0 b) imobilidade entre 0 e 10 c) Imobilidade entre 11 e 20 0,10 0, 10-0,30 0,30-0,50

13.2.2 - Pseudartrose da tbia ou da tbia e pernio: a) Pseudartrose cerrada, permitindo a marcha sem necessidade do uso de bengala

0,20-0,40

24

14.2.1.2 - Anquilose na flexo plantar (ngulo em que est bloqueada a articulao): a) Imobilidade a 0 b) Imobilidade entre 0 e 10 c) Imobilidade entre 11 e 20 d) Imobilidade entre 21e 30 e) Imobilidade entre 31e 40 0,10 0,10-0,20 0,20-0,30 0,30,0,40 0,40-0,50

15.2.1: a) P plano com depresso moderada da abbada plantar b) Idem, com aluimento completo da abbada plantar e francamente doloroso c) Deformao grave do p, com dificuldade notria no desempenho do posto de trabalho d) P cavo ps-traumtico

0,00-0,05

0,06-0,15

Nota. - No caso da mulher que usa salto alto poder no ser de considerar o descrito nas alneas a) e b). 14.2.2 - Limitao da mobilidade (rigidez) articular tibiotrsica (figura 25) (os movimentos activos so possveis com uma certa amplitude, que medida em graus desde a posio neutra): 14.2.2.1 - Na flexo dorsal: a) Entre 0 e 10 b) Entre 0 e 18 c) Entre 0 e 20 14.2.2.2 - Na flexo plantar: a) Entre 0 e 10 b) Entre 0 e 20 c) Entre 0 e 30 d) Entre 0 e 40 14.2.3 - Perda de segmentos (amputaes ou desarticulaes) desarticulaes tibiotrsicas (tipo Syme) 14.2.4 - Sequelas de entorse tibiotrsica (persistncia de dores, insuficincia de ligamentos, edema crnico) 15-P 15.1 - Partes moles: 15.1.1 - Cicatrizes: a) Cicatrizes viciosas ou quelides da face plantar do p que dificultem a marcha b) Idem, que impeam o uso de calado vulgar 0,10-0,12 0,04-0,10 0,02-0,04 0,00 0,04-0,07 0,02-0,04 0,00

0,16-0,30 0,05-0,30

15.2.2 - Imobilidade das articulaes do p (anquilose): 15.2.2.1 - Imobilidade do tarso (subastragaliana ou mediotrsica), sem desvio em inverso ou everso 0,10-0,15 15.2.2.2 - Imobilidade das metatarsofalngicas (MF) e interfalngicas (IF): a) Do hallux, em boa posio b) Idem, em m posio c) De qualquer outro dedo, em boa posio d) Idem, em m posio, prejudicando a marcha e) Idem, das interfalngicas de qualquer dedo 15.2.2.3 - Imobilidades conjuntas: a) Na inverso (rotao do p para dentro e inclinao para fora): 0,02-0,04 0,05-0,08 0,00 0,02 0,00

0,50

0,02-0,10 Imobilidade 0 Imobilidade entre 1 e 10 Imobilidade entre 11 e 20 Imobilidade entre 21 e 30 0,10 0,10-0,30 0,31-0,40 0,41-0,50

b) Na everso (rotao do p para fora com inclinao para dentro); 0,05-0,20 0,20-0,30 Imobilidade 0 Imobilidade entre 1 e 10 Imobilidade entre 11 e 20 0,10 0,11-0,30 0,31-0,40

15.2 - Esqueleto (sequelas osteoarticulares). - Os movimentos de flexo plantar e flexo dorsal (tambm chamada extenso) relativos articulao tibiotrsica podem ser completados ao nvel do tarso e metatarso por dois movimentos complexos: Inverso (que pequena flexo 0-30; Everso (que pequena flexo 0-20. congrega supinao, aduo e plantar), cuja amplitude de congrega pronao, abduo e dorsal), cuja amplitude de

15.2.3 - Limitao da mobilidade das articulaes do p (rigidez): a) Limitao dolorosa da mobilidade do tarso por artrose ps-traumtica b) Limitao dolorosa do hallux ps-traumtica

0,10-0,15 0,02-0,04

15.2.3.1 - Limitaes conjuntas da mobilidade (os movimentos activos so possveis da posio neutra de 0 at 30):

25

a) Na inverso: A limitao entre 0 e 10 A limitao entre 11 e 20 A limitao entre 21 e 30 b) Na everso: A limitao entre 0 e 10 A limitao entre 11 e 20 0,02-0,03 0,00-0,00 0,04-0,05 0,02-0,04 0,00

15.2.4 - Perda de segmentos (resseces ou amputaes do p): a) Astragalectomia b) Amputaes transtrsicas (Chopar) c) Amputao transmetatrsica 0,20-0,25 0,35-0,45 0,25-0,35

meadamente as que causam calos viciosos ou fstulas permanentes. 16.1 - Osteomielites crnicas ps-traumticas: 0,02-0,04 a) Osteomielites fechadas (alterao histopatolgica de calo sseo com traduo radiolgica) 0,05-0,10 b) Osteomielites fistulizadas (a graduar de acordo com a intensidade e frequncia do fluxo seropurulento, a extenso do trajecto fistuloso e, ainda, com a compatibilidade para o desempenho do posto de trabalho) 0,05-0,20

CAPTULO IIDismorfias Alteraes da superfcie e da forma com repercusso na funo e na esttica. 1 - Cicatrizes

15.2.5 Perda de dedos e respectivos metatrsicos a) 1. raio do p b) 2. 3. e 4. raios do p c) 5. raio do p d) Todos os raios (desarticulao de Lis franc) e) Perda isolada de um s raio intermdio 0,12-0,15 0,04-0,06 0,06-0,08 0,35-0,40 0,00

15.2.6 - Perdas no hallux (dedo grande ou 1. dedo): a) Da falange distal b) Perda das duas falanges 15.2.7 - Perdas noutro dedo qualquer (qualquer nmero de falanges) 15.2.8 - Perda de dois dedos: a) Incluindo o hallux b) Excluindo o hallux 15.2.9 - Perda de trs dedos: a) Incluindo o hallux b) Excluindo o hallux 15.3 - Perda de quatro dedos: a) Incluindo o hallux b) Excluindo o hallux 15.3.1 - Perda de todos os dedos 16 - Osteomielites crnicas Hoje em dia podemos considerar desaparecida a osteomielite aguda hematognea. De qualquer modo h que consider-la, pois numa tabela de incapacidades h que quantificar o grau de perda funcional resultante das sequelas e por isso s sero consideradas as osteomielites crnicas, no0,12-0,15 0,06-0,08 0,15-0,20 0,09-0,12 0,04-0,06 0,07-0,09 0,02 0,02-0,03 0,05-0,07

0,00

Nestas sero includas as alteraes da superfcie resultantes de acidentes ou consequncia de acto cirrgico necessrio cura ou correco de leso preexistente de origem traumtica. Destas destacam-se as cicatrizes resultantes de acidente, de acto operatrio ou consequncia de radiao que interferem decisivamente com o desempenho do posto de trabalho; sirva de exemplo os que exigem um bom visual: artistas de teatro, de cinema, de dana, relaes pblicas, etc., cujo aspecto no deve ser desagradvel, e muito menos horripilante, no que respeita parte do corpo exposta. De uma maneira geral deve ser privilegiada a funo sobre a anatomia, pois que uma cicatriz retrctil, por exemplo, pode dar uma limitao da mobilidade articulada e, todavia, a articulao subjacente est intacta. Assim, alm d cicatrizes ou deformaes que j as constam noutros captulos com a incapacidade englobando j a devida cicatriz e ao dfice do aparelho ou sistema subjacente (deformaes por adio ou salientes e deformaes por subtrao ou resultantes de perda de substncia), casos h que incapacidade do sistema ou aparelho de adicionar a devida cicatriz, conforme chamada em local pr prio. Neste caso a adio faz-se segundo o princpio da capacidade restante. Os valores mximos de desvalorizao so de atribuir quando as cicatrizes forem impeditivas do desempenho do posto de trabalho por razes de ordem esttica e se o trabalhador no tiver idade nem aptido para ser reconvertido profissionalmente. Quando a incapacidade por cicatriz for impeditiva ao desempenho do posto habitual de trabalho ou equivalente, adiciona-se incapacidade do aparelho ou sistema subjacente o valor mximo da zona de variao atribuda cicatriz. 26

Sempre que a regra contida no pargrafo anterior no conste, de forma expressa, na Tabela e se a incapacidade por cicatriz for impeditiva do desempenho do posto de trabalho habitual, a incapacidade total ser a resultante das somas pelo princpio da capacidade restante, e se o visual for factor inerente ao desempenho do posto de trabalho que ocupava ou equivalente, beneficiar da correco pelo factor 1,5. 1.1 - Crnio: 1.1.1 - Cicatriz que produza deformao no corrigvel por penteado 0,00-0,05 1.1.2 - Calvcie total por radiao ou por outra aco iatrognica 0,02-0,10 1.1.3 - Calvcie total ps-traumtica ou ps-cirrgica 0,02-0,10 1.1.4 - Escalpe: a) Escalpe parcial com superfcie cicatricial viciosa b) Escalpe total com superfcie cicatricial viciosa

1.2.7 - Fractura ou perda de dentes (v. Estomatologia, n. 1.2.4.2). 1.3 - Pescoo (cicatrizes no corrigveis cirurgicamente): 1.3.1 - Cicatriz que produza deformao ligeira 0,00-0,03 1.3.2 - Torcicolo por cicatrizes ou por retraco muscular com inclinao lateral 0,04-0,06 1.3.3 - Torcicolo por cicatrizes ou por retraco muscular com o queixo sobre o esterno ou sobre o ombro 0,30-0,40 1.4 - Tronco: 1.4.1 - Cicatrizes viciosas que produzam deformao aprecivel 0,00-0,02 1.4.2 - Idem, no sexo feminino (nas regies usualmente expostas) 0,03-0,05 1.4.3 - Ablao da glndula mamria na mulher: a) Unilateral b) Bilateral Nota. - No homem v. n. 1.4.1. 1.4.4 - Perdas e alteraes sseas da parede da caixa torcica (v. Aparelho locomotor, n. os 2.2, 2.3 e 2.4). 1.4.5 - Dilacerao, deformao ou retraco dos msculos da cintura escapular e torcicos: a) Com perturbaes funcionais num membro superior e na excurso torcica b) Com repercusses funcionais nos dois membros superiores e na excurso torcica 0,05-0,15 0,16-0,40

0,10-0,30 0,31-0,40

1.1.5 - Afundamento do crnio (v. Neurologia, n. 1.2). 1.2 - Face. Nota. - Sempre que o visual, a curta distncia, for imprescindvel ao desempenho do posto de trabalho, sero desvalorizadas as cicatrizes que sejam detectveis a 50 cm de distncia, por ser esta a que normal numa situao de dilogo e num posto de relaes pblicas. 1.2.1 - Cicatrizes pequenas viciosas e superficiais: a) Visveis a 50 cm, quando o visual for essencial para o desempenho do posto de trabalho b) Idem, quando, para alm do visual, por outras razes forem impeditivas do desempenho do posto de trabalho

0,10-0,20 0,08-0,15

0,01-0,05

0,20-0,30

1.4.6 - Rotura, desinsero ou deiscncia dos rectos abdominais: 0,06-0,10 a) Com correco cirrgica b) Sem correco cirrgica 0,00-0,08 0,10-0,15

1.2.2 - Cicatrizes viciosas que atinjam as partes moles profundas: a) Plpebras (v. Offtalmologia, n. 1.3). b) Nariz, deformao c) Lbios (v. Estomatologia, n. 1.1.3). d) Pavilhes auriculares (v. Otorrinolaringologia, n. 7. 1).

1.4.7 - Cicatrizes dolorosas objectivveis pela contractura e alterao da sensibilidade 0,00-0,05 1.5 -Cicatrizes distrficas: a) Cicatrizes atrficas ou apergaminhadas, independentemente da parte do corpo onde se localizem e se forem dolorosas ou facilmente ulcerveis b) Cicatrizes atrficas ou apergaminhadas e extensas: 1) Entre 4,5 % e 9% da superfcie corporal 2) Entre 9 % e 18% da superfcie corporal

0,05-0,10

0,02-0,08

1.2.4 - Perda global ocular (v. Oftalmoiogia, n. 1.1). 1.2.5 - Estenose nasal (v. Otorrinolaringologia, n. 1.2.1). 1.2.6 - Perda ou deformao do pavilho auricular (v. Otorrinolaringologia, n. 7.1).

0,02-0,08 0,08-0,12

27

3) Mais de 18% da superfcie corporal c) V. Aparelho locomotor, n. 15.1.1.

0,12-0,16

um fenmeno traumtico e o aparecimento da hrnia. Esta hrnia tem sintomas e sinais que se opem progressividade e lentido com que se instalam a maioria das outras hrnias. II - Como factores precipitantes ou agravantes citamos: 1) Os esforos repetidos mais ou menos intensos: tosse, mico, defecao, etc., que contribuem para as hrnias que surgem nos bronquticos, prosttcos, obstipados, etc.; 2) A hipertenso abdominal, que sucede por exemplo na ascite ou gravidez e que responsvel por algumas hrnias umbilicais. Conjugando os dados acima referidos, podemos admitir o apare cimento de uma hrnia: a) Quando existe um factor congnito importante que por si s capaz de a explicar - caso da maioria das hrnias oblquas externas e das umbilicais; b) Quando existem alteraes metablicas e degenerativas teciduais que diminuem a resistncia e tonicidade parietal, debilitando-a progressivamente. Por exemplo: Adultos com carncias vrias, doentes desnutridos com doenas de longa durao; Idosos; Grupos tnicos com vcios alimentares e constitucionais crnicos; c) Quando sobrevenham traumatismos provocando leses teciduais da parede abdominal; d) Quando existe concorrncia de factores causais e precipitantes ou agravantes - so os casos de esforos repetidos, no violentos, conjugados com a persistncia do canal peritoneovaginal ou com uma ocluso insuficiente do anel umbilical. Em concluso, as hrnias da parede abdominal explicam-se por factores causais e precipitantes ou agravantes, aqueles essenciais e estes acessrios. As actividades profissionais, mesmo as que impem grandes esforos, no podem, por si s, considerar-se causadoras de hrnias. O esforo desencadeante ou agravante de situaes predisponentes. Os acidentes de trabalho apenas podem ser considerados como agravantes ou precipitantes de uma situao preexistente, salvo quando ocorre hrnia traumtica por traumatismo directo da parede abdominal. Existem trs casos especiais que convm esclarecer: o das eventraes, o das evisceraes e o das distases musculares. As eventraes podem aceitar-se como consequncia de acidentes por impacte directo quando a cicatriz parietal foi provocada por um acto cirrgico destinado a curar uma leso abdominal causada por esse acidente. As distases musculares no devem ser consideradas, j que na sua origem se verificam 28

Nota. Se estas cicatrizes impedirem definitivamente o desempenho do posto de trabalho, a IPP deve ser corrigida pelo factor 1,5. 2 - Hrnias Instrues especficas. - Entende-se por hrnia a protuso de uma estrutura anatmica atravs de abertura ou ponto fraco, congnitos ou adquiridos, da parede que envolve aquela estrutura. As hrnias da parede abdominal so as mais frequentes e delas trataremos em primeiro lugar. Os elementos anatmicos e teciduais interessados na patogenia de uma hrnia so: Os msculos, o tecido conjuntivo, as inseres tendinosas e os ligamentos Cooper, fta-iliopbica, fascia pectnea, fascia transversalis, etc., so os elementos que constituem as estruturas da parede abdominal; Os msculos e as suas inseres , que, pela sua tonicidade e contraco, asseguram a contenso parietal e reforam as zonas fracas (exemplo: mecanismo de cortina na regio inguinal); O peritoneu, que reveste interiormente a cavidade abdominal, demarca zonas anatmicas onde podem ocorrer hrnias: Fossetas inguinais (externa, mdia e interna); Estruturas congnitas que, pela persistncia, originam hrnias (exemplo: canal peritoneovaginal). Na etiopatogenia das hrnias, consideram-se dois tipos de factores: os causais e os precipitantes . I - Nos factores causais apontam-se: 1) A persistncia de formaes congnitas peritoneais que no se obliteraram e das quais a mais importante o canal peritoneovaginal, origem das hrnias oblquas externas ou indirectas; 2) O no encerramento do anel umbilical, que explica as hrnias umbilicais dos jovens. 3) Aceitam-se tambm hoje como factores causais importantes a degenerescncia e as perturbaes metablicas dos tecidos de suporte abdominal, sobretudo do tecido conjuntivo. Estas alteraes estariam na origem das hrnias dos adultos e idosos, em que no existem factores congnitos imputveis, como se exemplificar adiante; 4) A rotura muscular tambm invocada como mecanismo causal s aceitvel no traumatismo directo com leso musculo-aponevrtica, j que a contraco muscular violenta com rotura s muito excepcionalmente tem sido descrita. De qualquer modo, esta situao pressupe

factores preexistentes, constitucionais ou degenerativos, ou ainda situaes de hipertenso abdominal como a gra videz, ascite, etc. As evisceraes correspondem a feridas da parede abdominal com sada de vsceras e no constituem problema mdico-legal em si com resultantes de o acidente de trabalho. s hrnias da parede a