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Tarifas saneamento

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Text of Tarifas saneamento

  1. 1. Regulao de Utilidades Pblicas | Avaliao & Gesto de Ativos | Auditoria & Riscos Tarifas de gua e Saneamento
  2. 2. 1 Regulao Tarifria 2 Energia 3 Saneamento 4 Clientes 5 A LMDM
  3. 3. O Processo Revisional O maior desafio do Regulador definir uma tarifa que garanta o equilbrio econmico-financeiro da Concessionria e, ao mesmo tempo, seja justa aos diferentes consumidores, de acordo com a participao de cada classe de consumo no custo total da Concessionria. Assim, divide-se o trabalho de clculo da tarifa em Receita Requerida, tambm chamada de Nvel Tarifrio, que define o montante anual a ser faturado pela Concessionria, e em Estrutura Tarifria, que divide este faturamento pelas diferentes classes de consumo para calcular o valor unitrio da tarifa. 1 Regulao Tarifria Reviso Tarifria Receita Requerida: Quanto se precisa? Estrutura Tarifria: Como se obtm?
  4. 4. O Processo Revisional O produto entre a tarifa unitria e o mercado de cada classe de consumo deve, obrigatoriamente, representar a Receita Requerida. Esta, por sua vez, deve ser calculada de uma forma tal que incentive a contnua busca pela eficincia. Existem diferentes modelos de regulao, sendo divididos basicamente em Cost Plus (ou Rate of Return) e Price Cap. 1 Regulao Tarifria Cost Plus Reembolso integral Real Remunerado Price Cap Limites de remuneraoReal(ganha) Remunerado Real(perde)
  5. 5. 1 Regulao Tarifria Agncia Reguladora Consumidor Maior retorno (lucro) e segurana jurdica (previsibilidade) Garantia de fornecimento e Universalizao Reduo da tarifa e qualidade do fornecimento A Agncia Reguladora deve equilibrar os interesses do Concedente, da Concessionria e do Consumidor
  6. 6. 6/34 1 Regulao Tarifria 2 Energia 3 Saneamento 4 Clientes 5 A LMDM
  7. 7. Reviso Tarifria a cada 4 anos A regulao setorial centralizada, e cabe ANEEL definir os critrios para a reviso da Tarifa das concessionrias e permissionrias de distribuio e de transmisso de energia. 2 Energia Farta regulao especfica: - Prodist - Proret - MCSE - MCPSE - REN 414 - Etc.
  8. 8. O Marco Regulatrio COMO COMEARAM AS MUDANAS Anos 1990 Processo de Reestruturao do Setor Eltrico: Equacionar o dficit fiscal por meio da venda de ativos Restaurar o fluxo de investimentos para um programa de investimentos Aumentar a eficincia das empresas de energia Plano Nacional de Desestatizao (PND) Extino da Equalizao Tarifria Encerra a Conta de Resultados a Compensar (CRC), com recursos do Tesouro Torna obrigatrio o contrato entre geradores e distribuidores Lei Geral das Concesses (1995) ANEEL (1997) -=-=-=-=-=- RACIONAMENTO EM 2001 -=-=-=-=-=- HOJE Combina planejamento com competio; investimento estatal e privado: Brazilian Hibrid Model Desverticalizao No modelo anterior, as distribuidoras podiam contratar energia de empresas do mesmo grupo; no modelo atual, devem comprar a energia por meio de leiles pblicos Todo o modelo foi criado para tentar obter o menor custo possvel da energia, considerando que a distribuio de energia um Monoplio Natural O prprio modelo de concesso de gerao mudou de maior gio pelo uso do bem pblico UBP para menor preo pela energia vendida
  9. 9. A composio da Tarifa Distribuio de uma conta-exemplo de R$100,00 na COPEL (PR), em 2009 Fonte: Por dentro da Conta de Luz, COPEL 2009 Os distribuidores so os grandes arrecadadores do Setor
  10. 10. Reviso Tarifria Transmissoras: A Receita Requerida ser obtida mediante a soma das parcelas RBSE, RPC, RBNI e RCDM, as duas ltimas reposicionadas de modo a considerar os custos operacionais eficientes, a remunerao dos investimentos prudentes e a quota de reintegrao regulatria. Distribuidoras: A Receita Requerida ser obtida mediante a soma dos Custos Gerenciveis (Parcela B) e Custos No Gerenciveis (Parcela A), o que na prtica significa a soma de todos os custos obrigatrios mais um valor-teto dos custos operacionais, que podem representar ganhos ou perdas. O modelo desenhado para a empresa sempre ganhar; se isso no acontecer, algo ela est fazendo de errado
  11. 11. O que compe a tarifa? Exemplo COPEL 2012 Custos No-Gerenciveis. So reconhecidos integralmente na tarifa, j que a Concessionria no consegue reduz-los Custos Gerenciveis. O CAPEX reconhecido integralmente, o OPEX reconhecido por um preo-teto
  12. 12. Eventos, Aulas e Palestras do Setor Eltrico Curso de Regulao do Setor Eltrico ABDIB/USP: Aula sobre Reviso Tarifria 2011 e 2012 Curso de Direito Regulatrio na Cemig (in-company): Aula sobre Teoria Econmica da Regulao 2011 VII Congresso Brasileiro de Regulao ABAR: Palestra sobre o Dimensionamento dos Custos Gerenciveis no Processo de Reviso Tarifria 2011 MBA do Setor Eltrico da FGV: Aula inaugural em Florianpolis 2012 MBA do Setor Eltrico da FGV: Aula inaugural em Curitiba 2012 MBA do Setor Eltrico da FGV: Aula inaugural em Braslia 2012 Workshop 3CRTP Copel: Palestra sobre o processo de Reviso Tarifria 2012
  13. 13. 1 Regulao Tarifria 2 Energia 3 Saneamento 4 Clientes 5 A LMDM
  14. 14. 3 Saneamento Definio municipal Cada municpio definir uma forma de clculo tarifrio. Eles podero delegar a uma agncia estadual ou criar sua prpria metodologia de reposicionamento tarifrio. Caso exista uma empresa estadual que atenda a diferentes concesses, o controle dos investimentos dever estar segregado, e cada municpio poder criar regras prprias para renovao da concesso do servio pblico
  15. 15. O Marco Regulatrio: a lei 11.445/07 No que se refere tarifa: As regras de reviso e reajuste devem estar claras no contrato de concesso ou de programa; Os valores investidos em bens reversveis pelos prestadores constituiro crditos perante o titular, a serem recuperados mediante a explorao dos servios; Os investimentos realizados, os valores amortizados, a depreciao e os respectivos saldos sero anualmente auditados e certificados pela entidade reguladora; As revises tarifrias tero suas pautas definidas pelas respectivas entidades reguladoras, ouvidos os titulares, os usurios e os prestadores dos servios; Caber Agncia Reguladora decidir sobre: Regime, estrutura e nveis tarifrios, bem como os procedimentos e prazos de sua fixao, reajuste e reviso; Medio, faturamento e cobrana de servios; Monitoramento dos custos; Plano de contas e mecanismos de informao, auditoria e certificao; Subsdios tarifrios e no tarifrios.
  16. 16. Para que se possa definir os custos eficientes da concessionria fiscalizada, com o objetivo de calcular uma Receita Anual Requerida que garanta seu equilbio econmico-financeiro, o regulador deve optar pelas metodologias Top-Down ou Bottom-Up de Benchmarking; Para a primeira, mais simples, preciso que outras empresas de saneamento sejam analisadas e comparadas entre si (o que dificultado pelo fato das agncias estaduais no regularem um nmero significativo de concessionrias de saneamento, pela caracterstica regional da concesso); Para a segunda, mais complexa, onde analisam-se os custos por processo, empresas de qualquer setor podem servir de referncia, entretanto um maior esforo deve ser feito para identificar as particularidades de cada uma, alm de haver dificuldades para clculo dos custos de O&M. A ADASA (Agncia Reguladora do Distrito Federal), por exemplo, adota este mtodo para no depender da qualidade das informaes repassadas pelas concessionrias fora de sua rea de fiscalizao. RETRATO DO SANEAMENTO NO BRASIL (fonte: ABCON) 25% dos municpios brasileiros tm problema de falta ou racionamento de gua Aproximadamente 10 milhes de pessoas no tm acesso gua potvel Apenas 32,2% da populao urbana brasileira tem esgoto tratado (98 milhes de pessoas sem acesso)
  17. 17. Perguntas para melhor entendimento da atual situao regulatria nos estados Os atuais contratos de concesso do servio de saneamento bsico so padronizados? Prevem um reajuste tarifrio homologado pela agncia, conforme lei 11.445/07? Quantas concessionrias existem atualmente na rea regulada? Quantos municpios possui o estado, e qual percentual possui convnio firmado com a agncia? Qual a representatividade destes municpios no estado, em populao atendida pelo servio? Qual modelo de definio dos custos operacionais ser escolhido pela agncia? Empresa de Referncia, Benchmarking ou misto? Qual modelo de valorao de ativos ser escolhido pela agncia? Banco de Preos ou atualizao do valor contbil, subsidiado por auditoria externa? Existe atualmente uma resoluo que defina penalidades aos concessionrios, no caso do no cumprimento de normas e disposies regulatrias? Como so definidas as multas atualmente? (ex: resoluo ANEEL 63/2004; resoluo ARPE 012/2009; etc) Quando a agncia pretende implementar o novo modelo de Reviso Tarifria? Como os reajustes so atualmente homologados? Existe uma legislao suporte ao processo, como taxas de depreciao setoriais, Plano de Contas Contbeis, etc?
  18. 18. Regulao Setorial: Particularidades Regionais Cada Agncia Reguladora tem definido critrios prprios para a definio do Nvel e da Estrutura Tarifria Alguns municpios possuem suas prprias Agncias Reguladoras
  19. 19. Plano Nacional de Saneamento Bsico Eixo central da poltica federal para o saneamento bsico, promovendo a articulao nacional dos entes da federao para a implementao das diretrizes da Lei 11.445/07 Texto da proposta finalizado em abril de 2011, com as metas setoriais at 2030 As metas de universalizao devem ser quantificadas e precificadas de tal forma que se observe o princpio de modicidade tarifria Existe uma desigualdade na oferta dos servios e infraestrutura de saneamento bsico entre as diferentes faixas de renda: quanto menor a renda, maior o dficit. Em mdias e grandes cidades, esse dficit pode significar dezenas ou centenas de milhares de pessoas sem acessos a esses servios essenciais Exemplo do Programa Luz Para Todos, para universalizar a distribuio de energ