TEORIA GERAL DA PROVA - Faculdade Processus | Graduação ... ?· CONCEITO DE PROVA •PROVA: ato de…

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  • TEORIA GERAL DA PROVA

    Des. ANA MARIA DUARTE AMARANTE BRITO

  • CONCEITO DE PROVA

    PROVA: ato de provar, meio de prova e

    resultado da prova

    FASES DO PROCEDIMENTO

    PROBATRIO:

    Proposio

    Admisso

    Produo da prova

    Valorao da prova

  • Meios de Prova - CPC

    Art. 332. Todos os meios legais, bem como os

    moralmente legtimos, ainda que no especificados

    neste Cdigo, so hbeis para provar a verdade dos

    fatos, em que se funda a ao ou a defesa.

    Vedao prova ilcita e s derivadas das ilcitas (

    the fruits of a poisonous tree)

  • Objeto da prova

    Objeto da prova: doutrina tradicional: os fatos da causa

    Posio mais recente: as alegaes das partes

    Direito prova: no direito fundamental absoluto, pois

    pode ser limitado, excepcionalmente, se colidir com outros

    valores e princpios constitucionais

    Caractersticas do fato probando: controvertido, relevante e

    determinado

    No s os fatos jurdicos, mas tambm os fatos simples (

    como os indcios) podem ser objetos da prova.

  • Fatos a serem provados

    Fatos que, embora no controvertidos, necessitam de ser provados: quando a lide versar direitos indisponveis, quando a lei exigir forma especial para a prova do ato e quando reclamado pelo juiz, para formar com mais segurana seu convencimento.

    Fatos relevantes: aqueles com relao ou conexo com a causa, em condies de influir na deciso.

    Fatos determinados so os identificados no tempo e no espao, suscetvel de distino dos assemelhados.

  • PROVA DO DIREITO

    Art. 337. A parte, que alegar

    direito municipal, estadual,

    estrangeiro ou consuetudinrio,

    provar-lhe- o teor e a vigncia,

    se assim o determinar o juiz.

  • Fatos irrelevantes Fatos

    determinados

    Fatos irrelevantes so os impossveis de provar (

    como os alegados contra presuno iuris et de iure)

    Fatos fsica e juridicamente impossveis ( gravidez

    de homem)

    O fato probando deve ser determinado.

    Fato determinado: o identificado no tempo e no

    espao ( quando e onde)

  • Fatos que independem de prova

    Art. 334. No dependem de prova os fatos:

    I - notrios;

    II - afirmados por uma parte e confessados pela

    parte contrria;

    III - admitidos, no processo, como incontroversos;

    IV - em cujo favor milita presuno legal de

    existncia ou de veracidade.

  • Fatos notrios

    Fato notrio no precisa ser conhecido por

    todos, basta que, pela cincia pblica possa

    s-lo. conceito relativo: o fato

    conhecido ou que poderia ser conhecido de

    acordo com a cultura mdia ( ex. data da

    colheita do algodo)

    O juiz no conhece de ofcio de fato no

    suscitado, mas, alegado pela parte, pode

    conhecer de ofcio sua qualidade de notrio

  • Provas Diretas e Indiretas

    Provas diretas so as que se referem diretamente ao fato

    probando

    Indiretas so as que se referem a outros fatos que permitem

    demonstrar aquele que se quer provar. Provas indiretas so

    os indcios e as presunes. Indcios: fatos conhecidos que

    permitem demonstrar o desconhecido.

    Presunes so resultados de raciocnio, da serem

    chamadas de provas crticas ( exigem juzo crtico,

    raciocnio).

  • Fatos com presuno legal de

    veracidade

    CC, art. 1.597: presuno da filiao quanto

    criana nascida nos 180 dias aps o incio da

    convivncia conjugal, ou nos 300 dias aps o seu

    fim;

    CC, art. 324, presuno de pagamento do ttulo

    entregue ao devedor

    CC, art. 8o. Presuno da comorincia

  • Presunes Relativas e Absolutas

    Presunes relativas ( juris tantum),

    admitem prova em contrrio. Ex: presuno

    de legitimidade dos atos da Administrao.

    Presunes absolutas ( iuris et de iure) no

    admitem prova em contrrio. Ex: CPC, art.

    659, 4o. : presumem-se do conhecimento

    de todos a penhora de imvel averbada no

    registro imobilirio.

  • Presunes hominis

    Presunes hominis advm da experincia comum, com base na observao daquilo que comumente acontece.

    Art. 335. Em falta de normas jurdicas particulares, o juiz aplicar as regras de experincia comum subministradas pela observao do que ordinariamente acontece e ainda as regras da experincia tcnica, ressalvado, quanto a esta, o exame pericial.

  • Momento da Produo da prova

    Art. 336. Salvo disposio especial em

    contrrio, as provas devem ser produzidas

    em audincia.

    H excees a essa regra geral: pessoas

    enfermas ( CPC, art. 336, pargrafo nico),

    pessoas egrgias ( CPC, art. 411), prova

    documental que, de regra, se produz no

    momento do ato postulatrio inicial.

  • Princpio da Comunho da Prova ou

    da Aquisio Processual da Prova

    A prova, uma vez produzida, pertence ao

    processo e pode ser utilizada por qualquer

    das partes, desgarrando-se de quem a

    produziu ( V. Didier, Vol. 2, pg. 23)

    Finalidade da prova produzir o

    convencimento do juiz, permitir que se

    forme sua convico a respeito da

    existncia dos fatos da causa. O Juiz o

    principal destinatrio da prova.

  • Meios de Prova

    Meios de prova ( como confisso e percia) so as

    tcnicas desenvolvidas para se extrairem as provas

    de onde elas jorram ( das fontes de prova, como

    testemunhos e documentos)

    O princpio da liberdade da prova comporta

    excees: as provas ilcitas ( CF, art. 5o., LVI)

  • Provas Ilcitas

    H opinies no sentido de admitir-se a prova obtida ilicitamente como vlida e eficaz no processo civil, luz do princpio da proporcionalidade, sopesando-se os interesses e direitos em jogo. A conversa telefnica gravada por um dos protagonistas sem o conhecimento do outro vlida, pois no foi obtida ilicitamente. O direito prova limitado pela legitimidade dos meios utilizados para obt-la ( Didier, op. Cit., pg. 33)

  • Mitigaes ilicitude derivada

    A doutrina e a jurisprudncia tambm repelem as

    chamadas provas ilcitas por derivao ( fruits of the

    poisonous tree)

    H mitigaes: Descoberta inevitvel ( inevitable

    discovery exception), descobrimento provavelmente

    independente ( Hipothetical independente source rule) e

    a teoria da mancha diluda ( fatos posteriores

    corroborando a prova derivada da ilcita). Para que se

    mitigue, deve haver imprescindibilidade,

    proporcionalidade e ser em benefcio do ru, de regra

    em processo penal)

  • Inocorrncia de precluso

    No h precluso absoluta em matria de prova luz do art. 130, do CPC. Mesmo proferido o saneador, o juiz pode, mais tarde, determinar realizao de outras provas, acaso entenda que essa providncia necessria instruo do feito. A possibilidade de alegao de fatos supervenientes ( arts. 462 e 517, p. ex.) tambm justifica a possibilidade de produzir prova inicialmente no determinada na deciso saneadora. ( Didier, op. Cit., pg. 36)

  • Decises sobre admissibilidade de

    provas: discusso sobre precluso

    Se o juiz j deferiu a produo de provas, Didier

    entende que, em nome da segurana jurdica, s

    fatos novos podem ensejar a modificao de seu

    entendimento, adotando posicionamento diverso

    sobre a admissibilidade da prova. Igualmente, se

    indefere prova, um fato novo pode evidenciar

    que ela necessria.

  • NUS DA PROVA

    nus subjetivo ou formal refere-se a qual

    das partes tem a necessidade de se esforar

    para que os meios de prova sejam

    efetivamente utilizados na instruo da

    causa. nus objetivo traa critrios de

    distribuio de riscos, indicando qual dos

    litigantes arcar com a conseqncia

    desfavorvel por no haver provado o fato

    que lhe aproveitava.

  • nus da prova como regra de

    julgamento

    (...) no h um momento em que o juiz deva determin-lo ou determinar a sua inverso, se for o caso. O nus da prova regra de juzo, isto , de julgamento, cabendo ao juiz, quando da prolao da sentena proferir julgamento contrrio quele que tinha o nus da prova e dele no se desincumbiu.

    O sistema no determina quem deve produzir a prova, mas sim quem assume o risco caso ela no se produza. As regras de distribuio dos nus da prova so regras de juzo. (...) ( Didier, op. Cit., pg. 56)

  • Inverso do nus da prova no CDC

    Inverso do nus da prova nas relaes de consumo: art. 6o., VIII, do CDC: quando verossmil a alegao do consumidor, segundo as regras ordinrias de experincia; b) quando o consumidor for hipossuficiente.

    Didier considera que inverso dos nus da prova regra de procedimento e no de julgamento, pois deve o magistrado anunci-la antes de julgar.

  • Conveno sobre nus da prova

    Art. 333. O nus da prova incumbe:

    I - ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito;

    II - ao ru, quanto existncia de fato impeditivo,

    modificativo ou extintivo do direito do autor.

    Pargrafo nico. nula a conveno que distribui de

    maneira diversa o nus da prova quando:

    I - recair sobre direito indisponvel da parte;

    II - tornar excessivamente difcil a uma parte o exerccio do

    direito.

  • nus da prova de fato negativo

    A idia de que fatos negativos no

    necessitam de prova vem perdendo seu

    valor, pois somente as negativas absolutas

    ou indefinidas que no so suscetveis de

    prova, em