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A experincia da FIESP junto ao APL de Jias de So Jos do Rio Preto 1

DECOMTEC

Departamento de Competitividade e Tecnologia

Maio de 2006

A experincia da FIESP junto ao APL de Jias de So Jos do Rio Preto 2

GERNCIA DE COMPETITIVIDADE E TECNOLOGIA

GERENTE Renato Corona Fernandes

EQUIPE TCNICA

Anita Teresa Dedding

Fernando Monesso Jos Leandro R. Fernandes

Joo Alfredo Saraiva Delgado Paulo Henrique Rangel Teixeira Paulo Srgio Pereira da Rocha

Pedro Guerra Duval Kobler Corra Silas Lozano Paz

APOIO Maria Cristina B. M. Flores

Renato Wagner Dantas dos Santos

A experincia da FIESP junto ao APL de Jias de So Jos do Rio Preto 3

A Experincia FIESP junto ao APL de Jias de So Jos do Rio Preto

APRESENTAO

A Federao das Indstrias do Estado de So Paulo atravs do seu Departamento de Competitividade e Tecnologia tendo como parceiro o SEBRAE-SP, atuou e atua com intervenes em alguns Arranjos Produtivos Locais no Estado, estes APLs tambm conhecidos pelas definies de Distritos Industriais Italianos, ou mesmo de Clusters Industriais segundo definio do estrategista norte americano Michael Porter.

A preocupao da FIESP em atuar junto a APLs est centrada na busca de um desenvolvimento sustentvel da competitividade de micro, pequenas e mdias indstrias, que representam 94% 1 do universo do setor industrial brasileiro. Muito j foi falado sobre a importncia de perfil de empresas na gerao de renda e emprego em um pas com grandes problemas de desemprego e baixa renda per capta.

Sobre esse contexto acreditando que a interveno bem estruturada em empresas inseridas em APLs pode responder de forma mais eficaz no desenvolvimento competitivo das PMIs Pequenas e Mdias Indstrias.

Um dos fatores que refora a capacidade competitiva dos produtores aglomerados a maior possibilidade de estabelecimento de aes conjuntas entre eles, ou seja, a ao conjunta deliberada dos agentes tambm exerce papel fundamental, pois trazem retornos crescentes de escala importantes para a explicao da superioridade competitiva dos APLs.

1 Pesquisa Industrial Anual IBGE 2003

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1. Contexto Scio-Econmico

No municpio de So Jos do Rio Preto encontram-se aproximadamente 150 Indstrias do setor joalheiro, sendo que 100% so enquadradas como PMIs, estas respondem por 4.000 Empregos diretos e Indiretos (1% da populao). Apesar do pouco conhecimento dos consumidores finais de jias nacional, este Plo Joalheiro responde a quase 20% da Produo Nacional de jias de ouro, somente atrs do municpio de So Paulo. Isto ocorre devido as empresas serem fornecedoras de produtos ao canais de Atacado e Varejo no possuindo ou trabalhando com a estratgia de marca prpria.

2. O Projeto

A experincia se iniciou em 2002 com um projeto piloto da FIESP juntamente com o Sebrae Nacional e a CNI- Confederao Nacional da Indstria. Este projeto piloto durou 8 meses gerando um grande aprendizado que permitiu a estruturao de uma segunda Fase do projeto iniciada em maio de 2004 e encerrada em dezembro de 2005. Do universo de empresas do Plo o Projeto APL atuou diretamente com uma amostra na primeira Fase com 15 empresas (280 empregos diretos), e na segunda Fase com 21 empresas (295 empregos diretos).

O objetivo geral do Projeto englobando ambas as fases foi de contribuir para o aumento da competitividade por meio do incremento dos fatores de produtividade e da eficincia coletiva, criando um processo auto sustentado de desenvolvimento contnuo da competitividade.

O projeto nesta fase contou com alguns patrocinadores, isto , instituies que aportaram recursos: Sebrae-SP, Bradesco (na sua Fase 1) e Fiesp. No entanto, alm de recursos financeiros e econmicos, as patrocinadoras tiveram outros papis, descritos a seguir.

A FIESP disponibilizou pessoal tcnico qualificado para desenvolver e implementar a metodologia do projeto e a coordenao local com agentes em campo.

Os Parceiros locais, legtimos representantes da governana e dos APLs, foram importantes no sentido de dinamizar as aes e mobilizar os agentes locais para a participao no projeto, em grande parte foram os sindicatos e/ou associaes de classe que exerceram este papel, a saber:

AJORESP Associao dos Joalheiros e Relojoeiros do Noroeste Paulista).

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O Sebrae-SP, por meio da Unidade Organizacional de Desenvolvimento Regional e Local, auxiliou na viabilizao do projeto; atravs da Unidade Organizacional da Educao e Desenvolvimento da Cultura Empreendedora proveu treinamentos especficos e customizados s necessidades dos empresrios. O Sebrae tambm apoiou localmente por meio de seus escritrios regionais.

Alm dos patrocinadores, o projeto contou com a contratao de prestadores de servio de renome e de consultorias que aceitaram o desafio de trabalhar de forma inovadora, destacando-se:

Senai-SP treinamento e consultoria em qualidade, processos e tecnologia. Empresas contratadas: que desenvolveram pesquisa de mercado, trabalhos

nas reas de gesto, marketing, estratgia empresarial e comportamento empreendedor.

3. Metodologia de Atuao

A metodologia de trabalho construda pela Fiesp comea com as etapas de Mobilizao e Engajamento de um grupo representativo de empresas (formao de um Grupo Piloto), os resultados de melhoria deste grupo so transbordados para as demais empresas do APL.

A prxima Etapa a diagnstica, onde realizada uma auditoria sobre os processos e gesto empresarial, para detectar os seus Pontos Fracos (necessidade de Melhoria) e Pontos Fortes (foco de vantagens competitivas).

A etapa seguinte o PAI-Plano de Ao Imediata onde com o mapeamento individual de cada empresa so realizadas intervenes individuais com Consultores especializados em cada rea. O PAI melhora e incrementa os processos existentes dando um choque de competitividade nas empresas, tem tambm como objetivo nivelar as empresas para melhor responder as demandas das prximas etapas.

Logo aps o PAI implementado o PAE Plano de Ao Estratgica onde as empresas deixam de atuar com uma viso somente de curto prazo e junto a todos os processos existentes, aqui se d a construo ou consolidao da viso de futuro de seus negcios, vislumbrando qual ser o futuro da sua empresa dentro de metas e objetivos de mdio e longo prazo. Para tanto, realizada e apresentada e discutida um ferramental analtico imprescindvel para construo de cenrios: Pesquisas Mercadolgicas junto a diversos Pblicos no Brasil todo: Consumidores Finais, Especificadores e Influenciadores e Canais de Distribuio.

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As Pesquisas de Mercado cruzado com os diagnsticos individuais colocam para os empresrios atuais e futuras Oportunidades (que devem ser capturadas/ aproveitadas) e Ameaas (que devem ser evitadas ou minimizadas) de mercado. Atravs destas informaes e conhecimentos cada empresa realizou junto com uma equipe de consultores/ facilitadores o Planejamento Estratgico Individual. Este Planejamento Estratgico contou com a participao de todo o corpo diretivo e gerencial das empresas, e algumas com colaboradores mais operacionais. Este Planejamento nada mais do que um Plano de Ao com atuao de curto/ mdio e longo prazo com responsveis, metas, objetivos, recursos alocados e cronograma. A inteno da construo e implementao deste Plano de Ao criar um carter de urgncia e auto-sustentao das adaptaes e recursos tangveis e intangveis que cada empresa necessita para se deparar com as Oportunidades e Ameaas de mercado, segundo a sua viso de futuro.

Tambm no PAE foi realizada um workshop de Planejamento Estratgico no individual, mas do Plo joalheiro inteiro, contando com a presena de representantes de toda a Governana Local (Sindicatos, Prefeitura, Associaes, SENAI, SENAC, SENBRAE, Universidades, Centros de Estudo e Pesquisa, etc.)

Abaixo encontra-se um Quadro sntese com o fluxo metodolgico implementado no APL de So Jos do Rio Preto.

97

Mobilizao Grupo Gestor Semin. Setorial WS Comportam

Aes CurtoPrazo Produtividade P. Produtivo C. Organizacional Societria rea comercial Financeira TR de funcionrios

Diagnstico Empresas APLs concorrentes CadeiaProd. Local Tecnol. Disponvel Governana

Pesquisa de Mercado Segment. consumidores Canais Formadores de Opinio BD Internacional

Planej.Estratgico Preparao Viso de Futuro Pesquisa mercado WS Tecnologia Misses curso P Estratg. Workshop OR

Elaborao CS individual: PEempresa/APL Metas (VA/PO) WS Cooperao WS do PE

Implementao Objetivos, metas eplanej. de mdio elongo prazo Programa de trabalhode curto prazo (CS/WS/ TR/ eventos/ etc.)

CAA Indicad. QT Pesquisas QL Avaliaes QL

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3.1 Objetivos e Metas do Projeto

Como se sabe a produtividade econmica se incrementa por meio das seguintes aes:

melhoria no processo produtivo, adoo de tcnicas de gesto como, por exemplo, Planejamento e Controle da Produo - PCP e tcnicas de qualidade (5 Ss);

maior controle de custos, adoo de critrio cientfico de custos e busca contnua de diminuio;

aumento de vendas devido a maior acesso a informaes de mercado, mudanas de pblico alvo, maior esforo de vendas, maior promoo comercial etc,

O Programa visou a construo de estratgias competitivas de curto, mdio e longo prazos para o crescimento e desenvolvimento das empresas e dos APLs. No caso dos APLs as estratgias visavam desenvolver a governana capaz de gerar um processo auto-sustentado de crescimento.

A base das estratgias foram planos de ao individual e coletiva que visaram:

Incrementar a participao no mercado; Melhorar a gesto e processos produtivos; Incrementar o capital humano e empreendedorismo; Incentivar a inovao; Aumentar a eficincia coletiva por meio do estmulo cooperao entre

empresas e dessas com as instituies; Melhoria nas relaes da Cadeia Produtiva;

O suposto bsico do foco do projeto de que somente a prtica empresarial baseada em um exerccio de competio e cooperao que dar a dimenso exata aos empresrios de que o APL uma unidade de negcio formada por diferentes unidades de negcios autnomas.

3.1.1 Em relao a Mercado - definir estratgias para a ampliao da participao das empresas no mercado

brasileiro; - realizar anlise de oportunidades no mercado internacional (rodada de negcios,

feiras, misses, consrcio de exportao); - promover a divulgao e vendas de produtos e constituio de canais alternativos

de comercializao, tanto quanto possvel, em cooperao;

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- promover a participao (como expositor) em feiras nacionais e internacionais do setor e a elaborao de materiais de divulgao;

- identificar nichos de mercado que permitam a diferenciao de produtos com maior valor agregado entre as empresas e destas com os concorrentes externos ao arranjo;

- preparar e aperfeioar a rea de vendas, visando a ampliao da capacidade comercial da empresa;

- assessorar a organizao e gerenciamento dos esforos de vendas e seus resultados, permitindo a anlise e a tomada de deciso do empresrio;

- estruturar sistemtica de monitoramento das informaes das demandas, orientando a capacitao produtiva.

3.1.2 Em relao a Gesto - assessorar a implantao da informatizao de ferramentas gerenciais:

elaborao de fluxo de caixa, gesto de capital de giro, administrao de estoques e formao de preo de venda (com interveno dentro das empresas);

- assessorar a implantao de melhorias em processos de ouriversaria (com interveno dentro das empresas);

- assessorar a implementao de indicadores de competitividade, dentre eles, o indicador de produtividade VA / PO (valor agregado por pessoal ocupado) e, identificar as melhores prticas junto concorrncia nacional e internacional;

- mobilizar as empresas do setor joalheiro e difundir conceitos de qualidade, produtividade e modernizao da gesto (financeira, produo, RH, administrativa);

- mobilizar as empresas do setor joalheiro por meio da difuso dos conceitos de Gesto Ambiental e Produo mais Limpa, visando reduo dos desperdcios nas atividades do processo produtivo.

3.1.3 Em relao a Tecnologia - ampliar o uso de Tecnologia Industrial Bsica (normalizao, metrologia e

avaliao da conformidade) e estimular a inovao tecnolgica e design; - identificar as melhores prticas de ouriversaria (fundio, cravao e polimento)

e assessorar a implementao destas; - estruturar e implementar de Selo de Origem; - desenvolver e capacitar novos fornecedores de mquinas e insumos. 3.1.4 Em relao a Capital humano

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- promover a cultura empreendedora e o aumento da capacidade gerencial; - estimular a capacitao e reciclagem da mo-de-obra; - promover melhorias no gerenciamento de equipes e profissionais, visando a

motivao do corpo funcional e a criao de um ambiente favorvel implantao de mudanas promovidas pelo Projeto.

3.1.5 Em relao a Cooperao - estimular, respeitando a cultura local, a cooperao entre o grupo de empresas,

no tocante realizao de vrios projetos em conjunto, como o condomnio industrial de jias, p.ex.

O Quadro abaixo d a dimenso de um resumo das Metas Individuais e Coletivas do Projeto, que em sntese buscava atravs de todas as suas aes o aumento da produtividade, quantificada pelo indicador Valor Agregado dividido pelo nmero de funcionrios.

2

META (VA/PO)META (VA/PO)

Estratgia de mercado

Comercializao

Marketing

Design

Aumentar receita

Gesto

Processos

Reduo de custo

Aumentar produtividade

RecursosHumanos

Treinamento(Estratgico, Ttico, Operacional)

ConsultoriaTreinamento

Apoio Institucional

Definio de Metas Individuais e ColetivasDefinio de Metas Individuais e Coletivas

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3.2 Aes Realizadas (Consultorias Individuais e Capacitao/ Treinamento)

Enquanto a primeira Fase do Projeto APL de Jias se caracterizou pela grande carga horria de Cursos e Treinamentos realizados conjuntamente entre os empresrios e colaboradores melhorando e interferindo eficazmente nos processos existentes, ou mesmo criando novos processos internos as empresas. A segunda Fase mais especificamente na implementao da Etapa do PAI (Plano de Ao Imediata) se caracterizou pela forte carga horria de Consultorias individuais junto a cada empresa participante do Grupo Piloto.

As consultorias de Gesto e Processos foram realizadas em 5 reas, a saber:

Custos/ PCP; Recursos Humanos; Gesto Financeira e Organizao; Inovao e Desenvolvimento; Planejamento Estratgico Individual e Coletivo.

Sendo que depois de realizada a etapa diagnstica dos consultores e feita a devolutiva dos resultados cada empresa pode optar pela carga horria mais adequada de cada uma destas quatro reas, podendo abrir mo de uma rea e aumentando para outras. Desta forma respeitou-se a realidade sobre as necessidades reais de cada empresa, customizando e indo de acordo com os anseios e as reais necessidades das empresas individuais.

Conforma a Tabela 1 abaixo a carga horria de Consultorias Individuais nas quatro principais reas de atividade foram de 1.892 horas, contra uma previso de 1.690, tendo assim uma carga horria 12% maior que o previsto.

Sendo que esta carga horria se refere somente as realizadas de forma direta pelos consultores junto as empresas, tendo ainda uma carga horria de Implementao que so relativas a Suporte e Acompanhamento das atividades realizadas de forma indireta foi prevista uma carga de 6.720 hs contra as 6.236 hs realizadas.

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Tabela 1: Carga Horria de Consultorias Individuais da Fase 2

Um grande impacto de resultados do Projeto comparado a sua Fase I foi a implementao do PAE (Plano de Ao Estratgica) onde foram realizados o Planejamento Estratgico Individual e para o Plo Joalheiro de So Jos do Rio Preto.

Atividade

Previstas Realizadas Diretamente

Rateio das Horas de Anlise, Coord e

Controle

Horas realizadas

TotaisPrevistas Realizadas

Custos/ Produo 670 616,56 93,82 710,38 2880Recursos Humanos 400 450,52 68,56 519,08 1920Gesto Financeira Org. 400 214,84 32,69 247,53 1920Inovao/ Desenvolvimento 220 360,94 54,93 415,87 4956,81

Horas Anlise, Coord e Controle (*) 250 1280

Total 1690 1892,86 1892,86 6720 6236,81

Horas consultoria Gesto e Processos Horas implementao

Fechamento das Horas de Consultoria de Gesto e Processo do Projeto APL SJRP

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4. Resultados do Projeto

O foco da avaliao deve ser os resultados alcanados, sejam estes quantitativos (que podem ser mensuradas objetivamente) ou qualitativos (com grandes impactos na competitividade empresarial mas que no podem ser mensuradas quantitativamente de forma objetiva)

4.1 Resultados Quantitativos

As metas quantitativas foram mensuradas pelo indicador de Valor Agregado por Pessoal Ocupado (VA/PO), uma vez que este uma sntese das variaes de receita e de custo, e que permite um constante monitoramento da evoluo da performance empresarial.

Para poder captar o impacto da interveno nas empresas foram comparados dois perodos distintos do tempo, os obtidos no final da 1 Fase (ano completo de 2004) e obtido no final da 2 Fase (Ano completo de 2005). Desta forma procurou-se evitar os impactos de sazonalidades setoriais e pela alegao da totalidade dos

Grfico 1 Indicadores Quantitativos 2004/2005 do Grupo Piloto

0,0

0,0

0,0

21,1

(15,8)

0,0

14,3

35,7

40,0

100,0

9,1

(16,7)

15,64

25,0

9,3

0,0

69,0

23,1

35,9

20,8

66,9

289,8

34,9

16,7

47,74

24,18

(19,79)

0,00

48,79

213,07

(9,71)

46,70

8,37

38,33

107,55

24,92

37,14

43,30

(18,6)

(20,00) 30,00 80,00 130,00 180,00 230,00 280,00

A

B

C

D

E

F

G

H

J

M

O

P

Mdia

Variao (%) PO 04/05

Variao (%) Fat 04/05

Variao (%) VA/PO 04/05

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empresrios para a facilitao na coleta e disponibilidade dos dados/ informaes, e portanto, para de fato medir os resultados efetivos das intervenes.

No Grfico 1 tem-se os resultados Quantitativos do Projeto por empresa, por motivo de sigilo na identificao as empresas foram denominadas por Letras e no pelo seu nome fantasia ou razo social.

Grfico N 2:Indicadores de Performance Agregado do Grupo Piloto

Neste Grfico 2 representado por 3 histograma com, esto representadas as variaes percentuais dos Indicadores entre os anos de 2004 e 2005, a saber:

Variao % PO (Pessoal Ocupado); Variao % Valor Agregado por Pessoal Ocupado (VA/PO) Variao % do Faturamento

Na anlise dos resultados desse Grfico destaca-se os resultados mdios obtidos com a variao do VA/PO(produtividade) com aumento representativo de 47,7%.

5

2.0042.005

% VA/PO

2.0042.005

% Pessoal Ocupado

Indicadores Quantitativos de Performance Variao 2004 sobre 2005Indicadores Quantitativos de Performance Variao 2004 sobre 2005

+43,3%

PRODUTIVIDADE

2.0042.005

% Faturamento

+15,6%

+47,7%

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4.2 Resultados Qualitativos do Projeto

a) Participao no Mercado

Atravs da ao do projeto, empresas que nunca haviam exposto nas Feiras de Rio Preto ou na Feninjer, passaram a participar, o que lhes rendeu aumento de vendas. Alm disso, pela primeira vez, foi organizada uma comitiva local para uma visita Feira de Vicenza na Itlia, mais importante em termos mundiais.

Informaes da pesquisa de mercado permitiu identificar estratgias mutuamente excludentes: escala e baixos preos ou com diferenciao do produto e maior valor agregado. As empresas fizeram escolhas de acordo com suas competncias instaladas, o que permitiu forte reduo de custos e adequao do mix de produto s necessidades dos clientes alvo.

As empresas adotaram mix de produtos diferentes para cada canal de distribuio (atacado, varejo autnomos), o que tambm gerou um aumento das vendas.

b) Gesto empresarial Em decorrncia da implantao de tcnicas apresentadas em cursos, as empresas diminuram o prazo de entrega de pedidos, o que significou um diferencial competitivo, e, devido introduo de ferramenta de qualidade, passaram a ter menos gastos com assistncia tcnica, reduzindo os custos.

Quebra de paradigma dos empresrios de trabalhar com uma viso de curto prazo com expectativas da sobrevivncia empresarial para um novo paradigma de pensar o seu negcio a mdio e para alguns a longo prazo com expectativas de aumentar a competitividade empresarial.

Utilizao de Planilha de Custo por produtos cientifica por produto para determinao do preo de venda, permitindo identificar a lucratividade de cada item;

Execuo da primeira pesquisa de mercado Avaliao de Necessidades, Desejos, Atitudes, Prticas de compras e Tendncias dos Consumidores Nacionais de Jias que balizou todo o processo de Planejamento Estratgico das Empresas Individuais e do Plo. Contemplando Segmentao do Consumidor por psicografia e demografia, Anlise das Marcas existentes, Imagem Institucional dos Plos Nacionais, Potencial de Mercado, etc. Alm de

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se tornar referncia nacional para o Setor, onde foram publicados pelo IBGM uma cartilha resumo com 5.000 cpias (j esgotadas) distribuda para toda a cadeia do setor..

c) Inovao Tecnolgica

Empresas passaram a confeccionar as peas do mostrurio em prata, com banho de ouro. Isto diminuiu a necessidade de capital de giro das empresas e diminuiu os prejuzos com roubos.

Foi organizada uma visita ao Condomnio Industrial Il Tari, situado na cidade italiana de Npoles, o que rendeu idias para a construo do condomnio local, alm de contatos para parcerias e adensamento da cadeia produtiva.

d) Cooperao

O setor adquiriu reputao e foi convidado a organizar o Concurso da Coroa do Centenrio de Nossa Sra. Aparecida; que visou definir, por votao pblica dos fiis e de jri composto por renomadas instituies, a nova coroa da santa padroeira do Brasil. Uma empresa do APL de So Jos do Rio Preto confeccionou a pea.

A entidade setorial local, AJORESP est organizando o projeto de um condomnio de empresa industrial cujo anseio nasceu em Misso para a Feira Internacional Italiana e com a visita a ao Condomnio existente em Npoles. O Grupo j recebeu o terreno da Prefeitura, fez a planta e est estruturando o projeto financeiro do empreendimento. Para tanto, o Projeto realizou os Estudos de Viabilidade para a Criao do Condomnio Industrial Joalheiro que foi realizado junto com Plantas Baixas e Digitalizadas de todo o Condomnio que conta com Roteiro de Informaes para Anlise do Projeto;

Memorial Descritivo da Obra; Planilhas Oramentrias (valor Total Estimado R$ 31 milhes); Estudo Preliminar de Arquitetura com 19 Pranchas; Maquete Eletrnica.

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O Projeto do Condomnio referncia junto ao BNDES como primeiro case para a implementao de linha de crdito especfico para Condomnios Industriais (ainda em fase de estudo e detalhamento)

O condomnio contempla: Laboratrio, central de prototipagem, central de fundio e central de compras de insumos, Auditrio com 400 lugares, Centro de Exposio permanente. Um grupo de 30 empresrios assinaram uma Carta de Interesse para adquirir e participar do empreendimento.

22

Maquete eletrnica do Condomnio de Jias de SJR Preto

63 Lotes para Empresas (500 mts unidade) Laboratrio Dedicado Incubadora de empresas Escola Profissionalizante Auditrio para 400 pessoas (maior da cidade)

Centro de Eventos Creche Centro Administrativo Restaurante e Praa Alimentao 2 Agncias Bancrias e do Correio

rea do terreno j doado pela Prefeitura 78.000 mts2: Lotes 32.034 mtsVerde 5.097 mtsRuas 21.963 mts

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e) Institucional Melhoria da Imagem Institucional do Plo

Aumento e valorizao da Imagem Institucional (Visibilidade) do Plo Joalheiro de So Jos do Rio Preto referncia junto ao mercado industrial (Concorrentes e Distribuidores) e case benchmarking junto ao estudo de APLs no Brasil;

Eleito um dos 5 APLs estudados e apoiados pelo Frum de Competitividade de Jias e Gemas do Ministrio da Indstria e Comrcio (MdIC), constando como case de sucesso na publicao Polticas e Aes para a Cadeia Produtiva de Gemas e Jias (2005);

Contribuio para o reavivamento e mobilizao da Feira de Jias de So Jos do Rio Preto com estrondoso sucesso na sua ltima edio, contando com estande institucional prprio do projeto APL de Jias de SJRP;

Estimulo e utilizar a mo-de-obra de estagirios universitrios junto as empresas, opo indita junto ao setor que mostrou-se exitosa, com isto as empresas do Plo pode contribuir na absoro de mo-de-obra local de jovens formandos ou recm formados

Elaborado junto a vrios representantes da Governana Local (Prefeitura, SENAC, Universidades, Designers, Empresrios fora do Grupo Piloto, etc.) e incio de implementao do Planejamento Estratgico para todo o Plo Joalheiro de So Jos do Rio Preto, com Planos de Ao de curto/ mdio e longo prazo. Esse planejamento realizado de forma conjunta e transparente alimenta uma viso de futuro junto a governana local tornando o ritmo de aes auto-sustentvel e comprometido entre todos,

f) Recursos Humanos

Participao em estande conjunto entre os empresrios do APL na FENINJER (Feira Internacional de Jias) para solidificao da imagem institucional do APL em todo o Brasil, e dando oportunidades a pequenos empresrios a participar pela primeira vez na Feira mais importante de Jias da Amrica Latina;

Implantao de Gesto para Avaliao de Desempenho dos Funcionrios, algumas inclusive com Avaliao 180 (colaborador avaliando chefias);

Implantao de Processos de Seleo de novos colaboradores por avaliao e designao de competncias;

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Implantao nas empresas de Manual de Descrio de Cargos existentes, nunca antes realizado;

Implantao na maioria das empresas de Gesto Participativa, onde os problemas e suas possveis resolues so colocados e discutidos em Reunies conjuntas entre empresrios e todos os colaboradores

Insero pela primeira vez de realizao de Dinmica de Grupo entre toda equipe de colaboradores e gestores para criar a Integrao da Equipe

A maioria das empresas confeccionaram Manual de Integrao (inclusive ilustrado) para ser distribudo para os novos Colaboradores

g) Capacitao e Formao da Mo de Obra Local

Grade Curricular do SENAI local para Ourives, Cravador e Relojoeiro para qualificar a mo-de-obra local, e previso de abertura de cursos regulares nestas reas para o incio de 2007;

Implantao de gesto para Treinamento de Lideranas para Avaliar, Motivar e Comunicar os colaboradores atravs de feed-backs propositivos e validaes de comportamentos;

Sensibilizado e persuadido os empresrios sobre a necessidade de realizao de treinamentos da mo-de-obra constantemente, havendo uma quebra de paradigma onde treinamento no era valorizado e custoso, pois o investimento em capacitao levaria o colaborador a buscar emprego na concorrncia. Desta forma quebrou-se este paradigma onde todas as empresas em responsabilidade sobre o nvel da mo-de-obra do Plo, e cada uma tem responsabilidades em participar deste permanente desafio;

Abertura na Universidade UNIRP de So Jos do Rio Preto do curso de Graduao de Designer de Jias (4 anos), com o incio da primeira turma prevista para o segundo semestre de 2006;

A maioria das empresas traaram conjuntamente com as consultorias a Misso, Valores e Objetivos da empresa para facilitar e focar a implementao de Aes Tticas e Estratgicas Empresariais;

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