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Trabalho Final de Graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo

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    TFG

    Projeto: livraria universitria

    Carla de Almeida Soffi Bonfante

    Orientao: Helena Ayoub

    Dezembro 2009

  • Trabalho Final de Graduao Projeto: livraria universitria

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    Agradecimentos

    Elena, Martinha e Tat, pelo carinho. Simone, pela reviso, disposio, companhia, amizade, enfim, por tudo.

    Nashira, pela companhia incessante. Chen, pela idia.

    Elenice, pela indicao da Helena. Luiz Portugal, pelas rvores.

    Fabio Gallo, pela estrutura. Daniela, pelas fotos, caronas e empolgao. Marilia e Olivia, pela grande amizade e apoio.

    Todos os meus amigos e companheiros dos longos anos de FAU.

  • Trabalho Final de Graduao Projeto: livraria universitria

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    Objeto de trabalho O objeto deste Trabalho Final de Graduao o projeto de uma livraria a ser implantada no campus da Universidade de So Paulo (Cidade Universitria Armando Salles de Oliveira CUASO).

    Esta proposta surgiu atravs da conjuno da necessidade real de uma nova sede para a Edusp Editora da Universidade de So Paulo, e do interesse pelo programa especfico de uma livraria universitria. Entendemos que uma livraria dentro da Universidade no deve apenas estar voltada para o consumo, mas deve ser mais uma ponte entre ela e o conhecimento.

    Na ocasio do desenvolvimento da proposta, a Edusp contava com pequenas livrarias em algumas unidades da Universidade e necessitava de uma loja central desde a desativao do centro de vivncia do Diretrio Central dos Estudantes da Universidade de So Paulo (DCE-USP). Esta nova sede foi inaugurada durante a realizao deste trabalho, com projeto desenvolvido pelo arquiteto e professor Paulo Bruna. O programa dessa nova livraria difere do proposto por este trabalho, sendo que por este motivo o ttulo do trabalho remete apenas a uma livraria universitria, sem vincular-se editora citada.

    Devido sua implantao e ocupao dispersas, as unidades do campus no apresentam conexo, alm de existirem poucos espaos interdisciplinares e interunidades, que promovam essa ligao entre as unidades.

    O principal objetivo deste trabalho elaborar um novo espao, dentro do contexto atual, desvinculado das unidades da USP e que possa atender a uma demanda existente, tanto do pblico interno quanto externo.

    Enfim, criar um espao de estar, um ponto de encontro. Uma praa. Programa

    A proposta para o programa de arquitetura partiu de uma diviso da em trs setores: a loja propriamente dita, para a venda de livros, revistas, etc., uma rea de eventos e uma cafeteria.

    A rea de eventos seria destinada a sediar palestras, debates, lanamentos de livros, feiras temticas de livros (a exemplo da Festa do Livro da USP, que ocorre anualmente no vo livre do prdio dos Departamentos de Histria e Geografia da FFLCH), alm de promover feiras para trocas de livros entre os estudantes da Universidade.

    A cafeteria serve de chamariz para a completa utilizao deve novo espao de carter acolhedor e agregador, alm de ser um equipamento que atende a uma demanda existente da Universidade. Durante o processo de pesquisa para a elaborao do programa, foi realizada um conversa com o prof. Paulo Bruna. O tema dessa conversa volteou sobre o que o programa de uma livraria dentro do campus poderia abranger, reforando a proposta inicial. Foram citadas algumas referncias de programa, como a estrutura comercial das grandes livrarias comerciais em So Paulo, como a FNAC e a Livraria Cultura, instaladas em prdios hermticos, sem contato com reas externas, com disposio de produtos

    e iluminao focados essencialmente no consumo. Outra referncia a estrutura das livrarias inseridas nos campi das universidades dos E.U.A., que apresentam um programa muito diverso: so prdios de grande porte e destaque dentro das universidades, tem relao com as faculdades, algumas promovem feiras para trocas de livros, mas tambm so grandes lojas, vendem produtos de gneros diversos, principalmente relacionados universidade a que pertencem. Outro ponto desta conversa esteve relacionado aos possveis locais para situar a livraria, sendo observada a centralidade criada pela Praa dos Bancos, prxima ao prdio da Antiga Reitoria e da ECA, e a sua natural tendncia a agregar outros servios relacionados ao fluxo do campus. Localizao Devido proximidade com a rea central onde esto localizados os brancos, o stio escolhido para a implantao do projeto foi a rea onde hoje existem os chamados barraces, entre a ECA, a FEA, a Escola Politcnica e o crrego paralelo Raia Olmpica (figura 1).

    Estes barraces foram construdos no fim da dcada de 1970, quando a Cidade Universitria ainda no estava completamente implantada. Ali foram instalados, principalmente, os departamentos da rea de biolgicas (Anatomia, Histologia, Fisiologia, Odontologia, Medicina Veterinria, Patologia e Clnica Mdica, entre outras), alm do Departamento de Teatro.

    As construes tinham carter provisrio, enquanto era realizada a ocupao da rea em direo Portaria 3. A caracterstica de construo provisria evidente: so grandes galpes, de mesmas dimenses, estrutura e elementos de vedao padronizados, construdos em srie e de maneira rpida.

    Com o passar do tempo, muitas das unidades previstas foram construdas e/ou ampliadas, passando a incorporar os departamentos que ali se encontravam. Porm, a demanda da prpria Universidade continuou a aumentar, levando os barraces a estarem sempre ocupados com essas novas necessidades criadas. Atualmente os barraces so ocupados por ncleos de pesquisa de unidades diversas, como o Ncleo de Conscincia Negra, o Ncleo de Estudos da Violncia NEV e a Escola do Futuro, o Centro Acadmico da FEA, o Grmio da ECA, os Programas de Uso Racional da Energia e da gua (PURE/PURA). Alguns dos barraces ainda abrigam departamentos da Faculdade de Medicina Veterinria e Zootecnia e parte do departamento de Fonoaudiologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina. Apesar do fluxo de ocupao, h barraces sem uso, sendo que alguns j foram demolidos para a construo de novas edificaes. Muitas das construes esto em estado precrio, no havendo manuteno adequada. As condies de entorno e circulao so semelhantes: o calamento estreito, com vrios trechos danificados, dificultando a circulao entre as edificaes (fotos 2 a 5). Apesar dessa

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    estrutura ruim, a rea consolidada, tem dinmica prpria, alm de ser um local de grande qualidade ambiental, pois um dos trechos mais arborizados do campus. Este fator teve grande relevncia, sendo determinante para a escolha do terreno (figuras 6 a 13). Levantadas todas essas questes, foi determinada como rea de

    interveno do projeto a quadra localizada atrs da FEA, em frente ao Restaurante Sweden, limitada pela Av. Prof. Lucio Martins Rodrigues e pelas Travessas 4 e 5. O terreno ocupado por trs barraces dispostos paralelamente quela avenida e apresenta intensa arborizao, principalmente no espao livre entre as construes(figura 14).

    1. Mapa da CUASO localizao da rea de estudo

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    Levantamento grfico Os materiais grficos, como plantas e mapas da Cidade Universitria, foram cedidos pela Coordenadoria do Espao Fsico da Universidade de So Paulo (Coesf) e pela Seo de Produo de Bases Digitais para Arquitetura e Urbanismo (Cesad).

    As bases criadas para desenvolvimento do projeto seguiram as plantas do Gegran e da Cidade Universitria fornecidas por esses rgos, com a contribuio de levantamentos no local e registros fotogrficos. Levantamento das espcies arbreas

    Como no existem dados sobre a localizao e as espcies das rvores existentes na rea escolhida para o projeto, foi necessrio fazer um levantamento mtrico e fotogrfico, para locar as rvores existentes e reconhecer as espcies.

    Foram encontradas 15 espcies distintas de rvores e 117 exemplares:

    Palmeira Seafrtia Archontophoenix sunninghamiana

    (extica): 6 exemplares Palmeira Jeriv Syagus romanzoffiana (nativa): 1 exemplar Falsa-seringueira Ficus elastica (extica): 9 exemplares Tipuana Tipuana tipu (extica): 57 exemplares Eritrina Eritrina speciosa (nativa): 4 exemplares Ficus Ficus ssp (extica): 6 exemplares Areca-bambu Dypsis lutescens (extica): 1 exemplar Goiabeira - Psidium guajava L. (nativa): 1 exemplar Monjoleiro Acacia polyphylla (nativa): 9 exemplares Quaresmeira - Tibouchina granulosa (nativa): 1 exemplar Uva japonea Hovenia dulcis (extica): 6 exemplares Dracena Dracaena fragans (extica) : 2 exemplares Dombia Dombeya ssp (extica): 3 exemplares Espcie sem identificao 1: 3 exemplares Espcie sem identificao 2: 8 exemplares

    Segundo a recomendao da Secretaria Municipal do Verde e do

    Meio Ambiente a remoo de rvores por corte ou transplante deve seguir proporo estipulada no Anexo VII da Portaria 26/SVMA.G/2008 (figura 15)

    Para a implantao do projeto prope-se que a palmeira nativa existente (Jeriv - Syagus romanzoffiana) seja transplantada para rea prxima, de acordo com a normatizao da portaria citada. No caso das palmeiras exticas (Seafrtia Archontophoenix sunninghamiana e Areca-bambu Dypsis lutescens), prope-se que sejam retiradas, realizando a compensao ambiental com palmeiras nativas.

    Ainda necessria a remoo de trs exemplares da rvore nativa Monjoleiro Acacia pollyphylla, sendo duas com DAP (dimetro altura do peito) inferior a 15 cm e um exemplar da rvore extica Tipuana Tipuana tipu.

    Legislao Plano diretor da CUASO Segundo a lei municipal n 13.885/04, o campus da Universidade de So Paulo uma Zona de Ocup