Tipos de Textos Dissertativos 2

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    12-Jul-2015

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<p>TIPOS DE TEXTOS DISSERTATIVOS</p> <p>OUTROS TIPOS DE TEXTOS DISSERTATIVOS</p> <p>Artigo de opinioTexto de posicionamento do autor sobre tema atual e polmico; Deve ter a assinatura do autor no final do artigo; Uso de: persuaso, descries detalhadas, apelo emotivo, acusaes, oraes no imperativo, humor satrico, ironia, fontes de informaes precisas, linguagem objetiva; Geralmente, escrito em primeira pessoa, porm, pode surgir em terceira pessoa. http://www.mundoeducacao.com.br/redacao/artigo-opiniao.htm</p> <p>Carlos Heitor Cony - 01.08.2008 SARGENTO DE MILCIAS NA VISO DE CONY A OBRA-PRIMA INICIAL Carlos Heitor Cony Folha - 1.8.08 O primeiro contato com "Memrias de um Sargento de Milcias" provoca surpresa. Em primeiro lugar, pela linguagem, a lngua tal como falada entre ns. Surpresa tambm pelo tratamento da histria em si. Surgia afinal o primeiro anti-heri de nossa literatura. Chegavam cena os primeiros tipos que delineariam a fico nacional da em diante, como o padrinho do personagem principal (que Machado de Assis, Jos Lins do Rego, Jorge Amado e muitos outros copiaram e copiam ainda), alm da comadre e do major Vidigal. Manuel Antonio de Almeida evitou a banalidade dos modelos consagrados. Fez entrar o homem em nossa literatura. Em seu livro no h heri nem vilo. H o Leonardo Pataca, que deu um belisco na saloia infiel, foi pai, foi trado, reincidiu, sofreu, amou. Morreu. H o padrinho, que se apropriou de herana alheia, com a qual "arranjou-se" naquele fabuloso captulo que "O Arranjei-me do compadre". Apesar de ladro e pssimo carter, quer tornar o afilhado padre, amando-o, sacrificando-se por ele. H sobretudo a comadre -e a temos, ao lado de Macunama, de Mrio de Andrade, dois dos melhores tipos da fico nacional.</p> <p>Dos 5.000 ou 6.000 personagens criados pela imaginao dos escritores brasileiros, nenhum excede, na perfeio das linhas, no apoio da realidade, essa figura que escorre sem nome pela histria, sendo apenas a comadre: "Devemos prevenir o leitor que o caso nas mos do cego estava praticamente ganho. E s no estava definitivamente ganho porque do outro lado estava a comadre". Embora em plo oposto, essa comadre forma com Capitu, de Machado de Assis, o que de melhor a pena de nossos romancistas fez em matria de mulher. Manuel Antonio de Almeida foi tambm pioneiro na paisagem urbana que com ele penetra fundamente em nossa fico. E mais: como acentuou Marques Rebelo, foi ele quem "pela primeira vez escreveu aproximadamente como se fala no Brasil". Ronald de Carvalho observava em seus escritos que Almeida "no cortava as dificuldades com meia dzia de lugares-comuns dissaboridos, ia ao encontro delas, atacava-as de frente, sem rodeios". Procurar as influncias por trs de "Memrias de um Sargento de Milcias" fcil. Todo o picaresco espanhol e, acima de tudo, "As Aventuras de Tom Jones, Um Enjeitado", de Henry Fielding, autor que tambm comumente citado como uma das maiores influncias em Machado de Assis.</p> <p>Por sinal, Almeida foi amigo e protetor de Machado. Apesar de mdico, exerceu o cargo de diretor da Imprensa Nacional e ali arranjou o primeiro emprego (como tipgrafo) para o futuro autor de "Memrias Pstumas de Brs Cubas". Morrendo moo, aos 31 anos, num naufrgio perto do litoral de Campos (RJ), Almeida tambm arrolado entre as influncias sofridas por Machado. Foi feliz Marques Rebelo ao acentuar a ausncia de paisagem real em nossa literatura, sendo que em Machado, como acentua a crtica at hoje, ela inexistente. Gilberto Freyre explicou que o grande bruxo no abria as janelas para no ver o morro fatal em que nascera. Ausente em nosso maior escritor, a paisagem tornou-se ferica e irreal nos demais romancistas, as selvas eram to luxuosas que mais pareciam cenrios de operetas. No chamado romance urbano, todos os coxins eram de seda adamascada. At que surgiu Manuel Antonio de Almeida completando e sublimando Debret: nossos escravos, nossos quiosques, nossos postes de iluminao a leo de peixe, o pelourinho, a casa da cadeia pblica, as mulheres de mantilha, as procisses, a via-sacra, os fogos no Campo dos Ciganos. E Debret ficou sendo, mesmo sem o saber e at hoje, o melhor ilustrador para o romance de Almeida, da mesma forma que os desenhos de Hogarth deram vida aos personagens e cenrios de "Tom Jones".</p> <p>"Memrias de um Sargento de Milcias" foi teatralizado para um espetculo realizado no largo do Boticrio, no Rio. Foi musicado em forma de pera por Francisco Mignone. Foi at enredo de uma escola de samba (e campeo) num carnaval carioca. Foi tambm o livro que marcou minha iniciao, influenciaria a minha vocao e grande parte do meu obscuro fazer literrio. Texto que se tornou nosso primeiro clssico, mais amado do que estudado por todos os que a ele chegam.</p> <p>Carta Argumentativa</p> <p>Na primeira linha da carta, na margem do pargrafo, aparecem o nome da cidade e a data na qual se escreve. Exemplo: Londrina, 15 de maro de 2003. Vocativo inicial: na linha de baixo, tambm na margem do pargrafo, h o termo por meio do qual voc se dirige ao leitor (geralmente marcado por vrgula). A escolha desse vocativo depender muito do leitor e da relao social com ele estabelecida. Exemplos: Prezado senhor Fulano, Excelentssimo senhora presidente Dilma Rousseff, Senhora presidente Dilma Rousseff, Caro deputado Sicrano, etc. No primeiro pargrafo, voc apresentar ao leitor o ponto de vista a ser defendido; nos dois ou trs subseqentes (considerando-se uma carta de 20 a 30 linhas), encadear-se-o os argumentos que o sustentaro; e, no ltimo, reforarse- a tese (ponto de vista) e/ou apresentar-se- uma ou mais propostas. Interlocutor definido: essa , indubitavelmente, a principal diferena entre a dissertao tradicional e a carta, pois estabelece-se uma comunicao particular entre um eu definido e um voc definido. Logo, voc ter que ser bastante habilidoso para adaptar a linguagem e a argumentao realidade desse leitor e ao grau de intimidade estabelecido entre vocs dois.</p> <p>Necessidade de dirigir-se ao leitor: na dissertao tradicional, recomenda-se que voc evite dirigir-se diretamente ao leitor por meio de verbos no imperativo (pense, veja, imagine, etc.). Ao escrever uma carta, essa prescrio cai por terra. Voc at passa a ter a necessidade de fazer o leitor aparecer nas linhas. Se a carta para ele, claro que ele deve ser evocado no decorrer do texto. Expresso que introduz a assinatura: terminada a carta, de praxe produzir, na linha de baixo (margem do pargrafo), uma expresso que precede a assinatura do autor. A mais comum Atenciosamente, mas, dependendo da sua criatividade e das suas intenes para com o interlocutor, ser possvel gerar vrias outras expresses, como De um amigo, De um cidado que votou no senhor, De algum que deseja ser atendido, etc. Assinatura: um texto pessoal, como a carta, deve ser assinado pelo autor. Nos vestibulares, porm, costuma-se solicitar ao aluno que no escreva o prprio nome por extenso. Na Unicamp, por exemplo, ele deve escrever a inicial do nome e dos sobrenomes (J. A. P. para Joo Alves Pereira, por exemplo). Na UEL, somente a inicial do prenome deve aparecer (J. para o nome supracitado). Essa postura adotada pelas universidades importante para que se garanta a imparcialidade dos corretores na avaliao das redaes.http://www.mundovestibular.com.br/articles/4486/1/CARTAARGUMENTATIVA/Paacutegina1.html</p> <p>UNICAMP 2001Redija uma carta a um deputado ou senador contrrio criao da Agncia Nacional da gua (ANA). A carta dever argumentar a favor da criao do novo rgo que, como a ANP, a ANATEL e a ANEEL, ter a finalidade de definir e supervisionar as polticas de um setor vital para a sociedade. Nessa carta, voc dever sugerir ao congressista pontos de um programa, a ser executado pela Agncia Nacional da gua, programa que dever incluir novas formas de controle. ANP: Agncia Nacional do Petrleo; ANATEL: Agncia Nacional das Telecomunicaes; ANEEL: Agncia Nacional de Energia Eltrica Ateno: ao assinar a carta, use iniciais apenas, de forma a no se identificar.</p> <p>So Paulo, 28 de novembro de 1999.</p> <p>Senhor deputado Czar Campos,Soube, por meio de jornais e revistas, que o senhor contrrio criao da ANA (Agncia Nacional de gua), alegando que seria mais um dos onerosos e espalhafatosos rgos do governo. Como cidad, concordo com o senhor: h inmeros rgos governamentais ineficientes e burocrticos. Porm, como Engenheira Sanitria, vejo a necessidade de intensificar as polticas de proteo ambiental de todas as maneiras possveis. Certamente o senhor sabe da importncia da gua dentro de uma sociedade, no apenas para a sade da populao, mas tambm em termos econmicos. E, certamente, o senhor no contrrio punio de quem faz mal uso desse bem, tais como indstrias pesadas e poluidoras. H tambm grandes usurios que, mesmo sem poluir a gua, fazem largo uso dela e isso, estando certo ou no, uma grave agresso ao meio ambiente, e que, portanto, merece tambm uma punio (taxas e tributos maiores do que os pagos por cidados comuns). Pois bem, a Lei j d conta desse tipo de regulamentao, cobrando inclusive pesadas multas de quem polui e, em alguns casos, determinando a priso em at cinco anos.</p> <p>Contudo, senhor Campos, sabemos que a lei raramente cumprida, mesmo em se tratando de uma questo de vital importncia e prioridade. Os rgos governamentais tradicionais, quer por corrupo, quer por ineficincia, j no do conta da fiscalizao sequer quem dir da punio. por razes como essas que a criao da ANA se faz urgente e necessria. A prioridade da ANA seria a fiscalizao e punio, portanto. Funcionaria como uma espcie de rgo de defesa da gua, estando subordinada diretamente ao Ministrio do Meio Ambiente. A agncia teria poder de ao tanto sobre a esfera pblica quanto sobre a privada, podendo multar, inclusive, programas governamentais que se mostrassem prejudiciais ao Meio Ambiente. Seus processos jurdicos deveriam ter prioridade em tribunais, ou ento seriam julgados por juzes especiais, designados apenas para essa funo, haja vista a importncia da gua como bem econmico, social e geopoltico o Brasil ainda no tem problemas com pases vizinhos por conta de recursos hdricos, mas essa situao pode vir a ocorrer um dia. Por isso, preciso que haja desde j conscientizao. O governo no pode, tal como representante legtimo da sociedade, fechar os olhos aos abusos que vm sendo cometidos em relao gua brasileira.</p> <p>Outro ponto importante da criao da ANA, e aparentemente o que mais causa a sua rechao criao da agncia, a ineficincia das empresas estatais. Para burlar esse fato, a ANA deveria ser um rgo misto, do qual participariam governo, ONGs e representantes diretos de vrios setores da sociedade. No caso da poluio dos mananciais, por exemplo, seriam feitas auditorias entre a ANA, ONGs e representantes da populao que habita a regio. Alm disso, haveria ouvidorias para a denncia de rgos que estivessem utilizando mal os recursos hdricos. Essa me parece ser a maneira mais democrtica e honesta para que a ANA possa realmente dar certo, sem se tornar onerosa e espalhafatosa. Contudo, isso no basta para que a ANA d certo. necessrio, antes de qualquer coisa, a conscientizao da populao acerca da importncia e da limitao dos recursos hdricos. E o governo o rgo mais indicado para esse projeto de reeducao ambiental. Ns, cidados conscientes, esperamos uma resposta sria de vocs, governantes e representantes da sociedade.</p> <p>Atenciosamente, C.B.M.http://www.comvest.unicamp.br/vest_anteriores/2001/download/comentadas/Cad ernoQuestoes_fase1.pdf</p> <p>REDAO UNICAMP 2011</p> <p>ResenhaResenha-resumo: um texto que se limita a resumir o contedo de um livro, de um captulo, de um filme, de uma pea de teatro ou de um espetculo, sem qualquer crtica ou julgamento de valor. Trata-se de um texto informativo, pois o objetivo principal informar o leitor. http://www.pucrs.br/gpt/resenha.php</p> <p>Com estilo interiorano e inocente, Andy Sachs (Anne Hathaway) parece ter cado de pra-quedas na cosmopolita e intensa Nova Iorque. Recm-formada na faculdade de jornalismo, ela se muda para a Big Apple ao lado do namorado Nate e sai em busca de um emprego. Finalmente consegue uma entrevista na badalada revista de moda Runway Magazine, comandada pela impetuosa e obcecada editora Miranda Priestly (Meryl Streep) considerada a Dama de Titnio da moda mundial, ao lado de Ellen.</p> <p>Mesmo sem nunca ter ouvido falar da revista ou da famosa editora, ela consegue o emprego, em razo de seu "excelente currculo e de seu discurso sobre a tica de trabalho" como afirmado pela prpria Miranda Priestly. Seu estilo, entretanto, motivo de piada entre os novos colegas de trabalho. Determinada a seguir em frente com o desafio, Andy muda seu visual e se torna uma workaholic nas mos de sua abominvel chefe. Ao mesmo tempo, comea a perceber o quanto est deixando de lado as coisas simples da vida, e se tornando uma "Clacker", apelido que a prpria Andy d suas colegas de trabalho que cultuam a beleza e a forma fsica. O Diabo Veste Prada baseado no best-seller da norte-americana Lauren Weisberger e traz na trilha sonora canes de KT Tunstall (Msica de abertura), U2, Madonna e Moby. No elenco, a veterana Meryl Streep, que foi muito elogiada pela interpretao da megera Miranda, e Anne Hathaway, de O Segredo de Brokeback Mountain.</p> <p>Resenha crtica: A resenha crtica no deve ser vista ou elaborada mediante um resumo a que se acrescenta, ao final, uma avaliao ou crtica. A postura crtica deve estar presente desde a primeira linha, resultando num texto em que o resumo e a voz crtica do resenhista se interpenetram. O tom da crtica poder ser moderado, respeitoso, agressivo, etc.Objetivo da resenha O objetivo da resenha divulgar objetos de consumo cultural - livros, filmes, peas de teatro, etc. Por isso a resenha um texto de carter efmero, pois "envelhece" rapidamente, muito mais que outros textos de natureza opinativa.</p> <p>http://www.pucrs.br/gpt/resenha.php</p> <p>O que deve constar numa resenha: O ttulo A referncia bibliogrfica da obra Alguns dados bibliogrficos do autor da obra resenhada Seu ponto de vista e anlise do contedo A avaliao crtica A referncia bibliogrfica do objeto resenhado Constam da referncia bibliogrfica: Nome do autor Ttulo da obra Nome da editora Data da publicao Fonte: http://www.pucrs.br/gpt/resenha.php Lugar da publicao Nmero de pginas Preo Obs.: s vezes no consta o lugar da publicao, o nmero de pginas e/ou o preo. Os dados da referncia bibliogrfica podem constar destacados do texto, num "box" ou caixa. Exemplo: Ensaio sobre a cegueira, livro do escritor portugus Jos Saramago (Companhia das Letras; 310 pginas; 20 reais), um romance metafrico (...) (Veja, 25 de outubro, 1995).</p> <p>Dilogo de cura</p> <p>Publicada em So Paulo, 2004, a obra Longe da gua, de Michel Laub, traz como tema central o sentimento de culpa. Relacionando essa obra sua epgrafe, Agora vai e busca gua e lava este testemunho imundo de suas mos, possvel entender a gua como smbolo de purificao do sentimento de culpa do narrador por testemunhar duas mortes, sendo que essa purificao est longe de ser alcanada no inci...</p>