Tipos Textuais e Gêneros Textuais

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Tipos Textuais e Gêneros Textuais. Flávia Guerra Pinto Coelho Völker. Tipo textual : refere-se a sequências textuais que apresentam determinadas características estruturais e linguísticas. É uma maneira de dizer. - PowerPoint PPT Presentation

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Tipos Textuais

Tipos Textuais e Gneros TextuaisFlvia Guerra Pinto Coelho VlkerTipo textual: refere-se a sequncias textuais que apresentam determinadas caractersticas estruturais e lingusticas. uma maneira de dizer. estrutura frasal, tempos e modos verbais utilizados, tipos de conectivos mais utilizados, organizao. Gnero textual: refere-se ao texto, considerando sua funo pragmtica em um contexto sociocomunicativo. artigo de opinio, notcia, cardpio, manual de instruo, receita, etc. Textos DissertativosCaractersticas lingusticas predominantesJustificativaEstrutura frasalPerodos compostos por subordinaoapresentam ideias normalmente abstratas e as relacionam entre si e com a realidadeFormas verbaisVerbos no presente e no futuro do presente do indicativo, que exprimem certeza em relao ao que est sendo ditoso terica ou cientificamente fundamentados e por isso devem garantir a autenticidade do que ditoTipo de linguagemDenotativatm funo terica, reflexiva e esto circunscritos ao mbito da racionalidade, motivo pelo qual devem ater-se ao literalVariedade lingusticaPadro formal cultocumprem funes sociais que normalmente exigem esse registro de linguagemPessoalidadeImpessoaldevem colocar em foco o objeto de anlise, ou seja, o assunto que desenvolvemO desenvolvimento sustentvel significa compatibilidade do crescimento econmico, com desenvolvimento humano e qualidade ambiental. Portanto, o desenvolvimento sustentvel preconiza que as sociedades atendam s necessidades humanas em dois sentidos: aumentando o potencial de produo e assegurando a todos as mesmas oportunidades (geraes presentes e futuras). Nesta viso, o desenvolvimento sustentvel no um estado permanente de equilbrio, mas sim de mudanas quanto ao acesso aos recursos e quanto distribuio de custos e benefcios. Na sua essncia, um processo de transformao no qual a explorao dos recursos, a direo dos investimentos, a orientao do desenvolvimento tecnolgico e a mudana institucional se harmonizam e reforam o potencial presente e futuro, a fim de atender s necessidades e s aspiraes humanas (WCED, 1991, p.49).TAYRA, Flvio. O conceito do desenvolvimento sustentvel.Disponvel em: www.semasa.sp.gov.br/admin/.../docs/.../conceitodesenvsustent.doc

Textos ArgumentativosCaractersticas lingusticas predominantesJustificativaEstrutura frasalPerodos compostos por subordinaoapresentam ideias normalmente abstratas e as relacionam entre si e com a realidadeFormas verbaisVerbos no presente e no futuro de presente do indicativo, que exprimem certeza em relao ao que est sendo ditodevem convencer o leitor, passando-lhe confiana sobre o que ditoTipo de linguagemDenotativadevem conter argumentos racionais e o mais universalmente vlidos possvel, motivo pelo qual devem ater-se ao literalVariedade lingusticaPadro formal cultocumprem funes sociais que normalmente exigem esse registro de linguagemPessoalidadeImpessoal, predominantemente. Pode ser mais pessoal conforme o gnero.devem colocar em foco o objeto de anlise, ou seja, o assunto sobre o qual opinamMisso superior Srias ameaas rondam as universidade federais no Brasil. Alm de uma greve abusiva, que h mais de dois meses prejudica meio milho de estudantes, paira sobre elas um projeto autoritrio sobre cotas raciais que est para ser aprovado no Senado Federal --e essas so s as ameaas mais urgentes. O projeto de lei 180/2008 tem origem na Cmara dos Deputados. Reserva metade das vagas das instituies federais de ensino superior para quem tenha cursado todo o ensino mdio na rede pblica e prescreve que sejam atribudas a "autodeclarados negros, pardos e indgenas" no mnimo na proporo recenseada pelo IBGE. Levantamento desta Folha mostrou que mais de 52 mil vagas nas federais j se destinam a cotistas, de um total de cerca de 240 mil ingressantes a cada ano. Para atingir a metade, portanto, esse contingente de vagas reservadas precisaria mais que dobrar. A proposta tem boa chance de aprovao, pois conta com a simpatia do governo federal; se no sofrer emendas no Senado, segue direto para sano presidencial. Seria um enrijecimento adicional das j esclerosadas universidades federais, que veriam assim mais um naco de sua autonomia acadmica sacrificado no altar dos modismos politicamente corretos. O problema no o recurso a cotas, que, usadas com parcimnia, podem ser instrumento legtimo de incluso social na universidade (a Folha defende apenas o critrio socioeconmico e recusa o componente racial). Errado destinar nmero to grande de vagas com base em algo diverso da capacidade acadmica do candidato. Isso decerto no contribuir para estancar a perda progressiva de qualidade do ensino superior, que passa no Brasil por um processo acelerado de expanso.

As federais, alm disso, sofrem o assdio de grupos sindicais e partidrios mais interessados em impor-lhes a agenda corporativa de funcionrios e docentes e as fantasias ideolgicas de estudantes. Perdem prestgio para as poucas universidades brasileiras, como as estaduais paulistas, que conseguem manter alguma qualidade e frequentar listas internacionais de excelncia em ensino e pesquisa, e algumas privadas. No fossem essas distraes e a falta de um projeto claro para elas da parte do governo federal, as federais poderiam dedicar-se a construir para si um papel de maior relevncia no sistema universitrio nacional. Na impossibilidade de todas brilharem no ramo ultracompetitivo da pesquisa de ponta, deveriam escolher a misso --no menos nobre-- de formar o exrcito de excelentes professores universitrios de que o pas tanto necessita.

Folha de S Paulo 31/07/2012

Textos NarrativosCaractersticas lingusticas predominantesJustificativaEstrutura frasalperodos compostos por coordenaorelatam fatos, reais ou fictcios, e os relacionam em uma linha temporal, de modo a configurar uma aoFormas verbaisverbos no pretrito perfeito e imperfeito do indicativo

relatam fatos j consumados(h narrativas no presente, mas so menos comuns)Tipo de linguagemdenotativa (se narram fatos reais, como o fazem as notcias)tm funo de apresentar fatos e acontecimentos, sendo fiis realidadeconotativa (se narram fatos ficcionais, como o fazem romances, contos etc.)destinam-se fruio esttica e, portanto, abusam de recursos estilsticosVariedade lingusticapadro formal culto (se narram fatos reais, como o fazem as notcias)cumprem uma funo social que exige esse registro de linguageminformal, com a representao de diferentes vozes e, portanto, de diferentes registros (narrativas ficcionais)tm carter dialgico, ou seja, so marcados por vrias vozes, cujas caractersticas variam de acordo com o perfil de quem fala (narrador, personagens)Pessoalidadeimpessoal ou pessoal, dependendo do foco narrativo so contados por um narrador-observador ou onisciente, que informa sobre o que ocorre com os personagens, ou por uma narrador-personagem, que participa da histria.Era uma vez uma vaca feliz, saudvel e bonita.Mas nem tudo perfeito.A vaca tinha hspedes.Alguns bernes se hospedaram nela e alimentavam-se da sua carne. Mas os bernes eram poucos e pequenos... vaca e bernes viviam em paz. Aconteceu, entretanto, que os bernes comearam a se multiplicar. Os bernes aumentavam, mas a vaca no aumentava, confirmando a lei de Malthus, que disse que os alimentos crescem em razo aritmtica, enquanto as bocas crescem em razo geomtrica.O couro da vaca se encheu de calombos, que indicavam a presena dos bernes. Mesmo assim, a vaca continuava saudvel. Ela tinha muita carne de sobra. Foi ento que uma coisa inesperada aconteceu: alguns bernes sofreram uma mutao gentica e passaram a crescer em tamanho... foram crescendo, ficando cada vez maiores, e com uma voracidade tambm cada vez maior. (...)O corpo da pobre vaca passou a ser uma orgia de crescimento. Os bernes s falavam numa coisa: preciso crescer!Mas a vaca no crescia, ficava do mesmo tamanho. De tanto ser comida pelos bernes, a vaca ficou doente. Emagreceu. Mas os bernes nada sabiam sobre a vaca em que moravam. Para perceberem, seria preciso que eles estivessem do lado de fora.Os bernes estavam dentro da vaca. Assim, no percebiam que sua voracidade estava matando-a. A vaca morreu!... E, com ela, morreram os bernes...! Fizeram autpsia da vaca. O relatrio do legista observou que os bernes mortos eram excepcionalmente grandes, bem nutridos, muitos deles chegando obesidade.Folha de So Paulo, Caderno Mais, 22 de janeiro de 2006.

Textos DescritivosCaractersticas lingusticas predominantesJustificativaEstrutura frasalPerodos simples (muitas vezes na voz passiva) e perodos compostos por coordenaoenumeram caractersticas de um certo objeto ou de uma situaoFormas verbaisVerbos no presente do indicativo e na voz passivaretratam a natureza de um objeto ou pessoa ou apresentam uma situao, uma cena estticaTipo de linguagemDenotativa ou conotativa, dependendo do nvel de subjetividade neles presentedevem ater-se ao literal, quando integram textos dissertativo-argumentativos, mas podem ter carter conotativo quando aparecem em textos literriosVariedade lingusticaPadro formal cultocumprem funes sociais que normalmente exigem esse registro de linguagemPessoalidadeImpessoal ou pessoal, dependendo do nvel de subjetividade neles presentecolocam em foco, s vezes, o objeto, s vezes, a impresso que este causa em quem o observaUlysses era impressionante sob vrios aspectos, o primeiro e mais bvio dos quais era a prpria figura. Contemplado de perto, cara a cara, ele tinha a oferecer o contraste entre as longas plpebras, que subiam e desciam pesadas como cortinas de ferro, e os olhos clarssimos, de um azul leve como o ar. As plpebras anunciavam profundezas insondveis. Quando ele as abria parecia estar chegando de regies inacessveis, a regio dentro de si onde guardava sua fora.Roberto Pompeu de Toledo, Veja, 21 out. 1992.

Textos InjuntivosCaractersticas lingusticas predominantesJustificativaEstrutura frasalPerodos simples